quarta-feira, março 23, 2011

se ele for mesmo embora* vai se dedicar à engenharia?

* caramba, só tenho pena da tristeza daqueles milhões de pessoas que votaram nele porque acharam que «sim senhor, é esta a pessoa indicada para governar a malta nos próximos tempos». 

devem estar tão em baixo, coitados...

não foi deus que disse...

... coligai-vos uns aos outros que eu...

(não, pois não?) 

pantomineira

mas, se calhar, o que eu mais gosto é quando desata a relatar coisas... e faz aqueles gestos largos com os braços e com as mãos...assim...

(porque, no fundo, sinto-me acompanhado, não é?)
(haja alguma coisa igual a mim, caramba!) 

inchá, pá!

(adoro quando usa esta interjeição)

- filha, vai lá para a cama que já são horas
- inchá, pá, mas eu ainda preciso de fazer...? 

pois é, afinal é giro

eu já deveria ter adicionado o gajo no reader, há mais tempo.

segunda-feira, março 21, 2011

e é tal a cumplicidade com eles que não tarda nada até faço um like no pessoal do balneário de chelas

há cerca de cinco ou seis dias que todas as manhãs abro a torneira da casa de banho e de lá nada corre.

há cinco ou seis dias que aquela primeira hora e meia da manhã é constituída por uma série de sprints à volta de deslocações a balneários, roupa em sacos do continente, pequenos almoços de fingir, entra no carro, sai do carro...

há cinco ou seis dias que o senhor do atendimento da água têm um caso com a minha mulher, já lhe conhecendo a voz e a calma que inusitadamente empresta (odeio empresta) a estas situações.

há cinco ou seis dias que os senhores da água esventram trincheiras e substituem canos, os quais, com uma precisão suiça, rebentam no início da madrugada.

há cinco ou seis dias que eu acho que o que eu ganho já «nem dá para o gasto» em restaurador olex, tal é o número de cãs que vou ganhando à medida que o tempo passa.

há cinco ou seis dias que o pessoal daquela coisa chamada «máquina autárquica» ainda não entendeu que deve pôr mão à coisa.

há cinco ou seis dias que...

apesar de morar onde moro há uns dez anos - e enquanto me for possível - faço questão de votar na minha terra natal. é que, sabem, é sempre bom saber em quem é que votamos (conhecer-lhes as caras, sabem?) por que sabemos onde é que os gajos moram.

(e há sempre um ou outro vizinho que, de picareta - ou pá, como a que o fã tinha no seu bólide - em riste, lidera uma arruada em direcção à casa dessas pessoas em quem votamos. sejam vogais da assembleia de freguesia, sejam o gajo que andou a colar cartazes.)

pré-resposta a eventuais comentários construído à volta das frases «relativiza a tua situação, vê isso pela positiva, pensa nas populações que nem luz têm, pensa na fome em áfrica e nas planícies...»: ide levar com meio quilo de caralho por esses regos do orelho acima, ok? 

sábado, março 19, 2011

dedicado ao meu querido e muito saudoso (isto dito assim, pá, até parece que já quinaste ou coisa parecida) paulo curto

uma coisa que encontrei por aí pela net.

«ai sim? não ma lo digas, pá!»

para os mais distraídos que julgam que o dia de natal se celebra quando aquelas reportagens da tv mostram «bombeiros em serviço, gente no bloco de santa maria a comer bacalhau ou graduados da pê ésse pê a brindar com vinho do porto» ou, por exemplo, pode parecer estranho, mas celebra-se a solenidade de são josé.

para os mais distraídos ainda, esse tal são josé era pai do... do... vocês sabem, né?

daí que hoje... 

sexta-feira, março 18, 2011

jantares de borla

é habitual lermos certas entrevistas onde a pergunta 17 é inevitavelmente aquela que faz referência à questão jetsetsetiana-celebridademental da coisa:

- se tivesse oportunidade de jantar com alguém, quem escolheria?

mandela, mourinho, ghandi, churchill, pelé, madre teresa de cálcutá... por aí, tantas pessoas que já foram resposta a essa pergunta.

não tenho nada contra isso. não tenho nada contra heróis. é bonito, é pôr «ventarola» na nossa vida. ventarola é das coisas que mais perdemos com a «idade». idade é das coisas que mais ganhamos quando perdemos a ventarola (sim, estou quase com os copos: duque de viseu, promoção do continente...).

eu não tenho ninguém «com quem quisesse jantar». não tenho e não tenho pena. também não sou deslocado do mundo e, afirmo, tenho os meus heróis. sério, tenho!

mas tenho é sorte: eu posso ter um jantar, à distância de um telefonema (vá, dois telefonemas), com as pessoas que eu realmente admiro no mundo. tenho sorte, porra!

e quem diz jantar, diz, por exemplo, pedir companhia para ir pôr os boletins do euromilhões ou safar-me caso precise de comprar dois pares de palmilhas de cortiça para as botas que o meu cunhado me deu e que são um número acima mas que com as palmilhas estão ali prontas para fazerem mais uns 2 anos de caminhada. ai não, espera, já as passei ao meu pai porque entretanto comprei umas mais bacanas e calhou serem do meu número e sendo assim, o meu pai, coitado, lá com o frio que passa e tal sempre se sentiria.....

vi há pouco um programa de tv que adorei. estava a olhar para aquilo e a pensar «programa do catano». fui ver a ficha final e, lá está, um dos gajos que o ajudou a fazer cumprimenta-me habitualmente com dois beijos e um encosto de ossos. se quero jantar com alguém que admire? aí está um deles.

a pessoa que mais gosto de ler é meu amigo desde sempre. quando estou a ler um post, um email para as finanças, um email para um cabrão que andou a dar-lhe baile por causa de um logotipo, quando estou a ler aquelas coisas penso «escrita do catano». se quero jantar com alguém que admire? aí está um deles.

há um gajo com quem contacto bimestralmente e que tem um tacto inusitado com bebés. o gajo vê um bebé ao colo da mãe lá no trabalho dele, começa com bilú-bilú-bilú (tetéia?), eles estão naquele berreiro dantesco, começam a sorrir, a baba a escorrer-lhes do queixo para a medalhinha que a tia ofereceu no baptizado, pendurada ao pescoço, as mamãs a aliviarem-se com a cena e a cederem o bebé, truz! no momento seguinte está o petiz no colo dele a rir-se desalmadamente, num cabrão dum mistério que me deixa de boca aberta. estou a olhar para aquilo e penso «como é que este gajo faz aquilo?» se quero jantar com alguém que admire? aí está um deles.

os amigos com quem almoço ou janto são assim, são pessoas com quem eu gosto e quero jantar. ensinam-me coisas, mostram-me merdas que eu gosto, contam-me curiosidades: porque é que os aviões que vão para américa dão uma volta ao bilhar grande e não vão a direito pelo atlântico; como são os barcos que estão submersos no mar vermelho; quem é que manda naquele canal de televisão do diário económico; sim, o steve vai fez mesmo parte dos whitesnake; que o transact tem elementos (ou merdas, ou cenas ou....) do brufen; «olha aqui o que o sting inventou nesta parte do englishman in ny»; o que faz agora o tiff needell; como é que os dinamarqueses dizem «pois... sim, pois, pois.... compreendo... hã, hã....»; por que é que é importante a edição em vinil do paradise theatre....

sério, ou sou eu que tenho muita, muita sorte, ou então tenho substitutos mais bonitos para o mourinho, o mandela, o rónaldo (é com acento, não é? não? então?),

juro!

quarta-feira, março 16, 2011

notícia choque

eu trabalhei durante uns anos numa coisa chamada illpac - instituto luso-líbio para a amizade e cooperação.

parte do dinheiro daquilo vinha da embaixada.

logo, parte do meu ordenado vinha do nosso querido coronel.

devo colocar essa informação nos censos. 

(ainda me devem dinheiro) 

the horror... the horror




em rodapé, no telejornal, estava uma referência ao xôengenheiro sócrates «o primeiro-ministro ameaça demitir-se se o pec .......» e depois estava lá escrito uma merda que agora não me recordo.

e fui levar o lixo à rua e vi o terror instalado no rosto das pessoas com medo que ele cumpra essa ameaça. 


«ai meu deus, ai meu deus, que ele se vai embora..... ai meu deus que vai ser da nossa vida.....»

(caramba, o gajo sabe intimidar!)

hurting kind



ó zé gonçalves, 

não estás a ver bem a coisa. o gajo vem com falinhas mansas pelo messenger, trata-nos por querido, diz que somos os maiores 

«zomaior, nito!» 

e que temos uma pedalada do caraças. e nós, claro, vamos dizendo que sim mas sem termos muita certeza daquilo em que nos vamos meter. assim, na véspera, ele telefona, topas? com vozinha de sedução, fala-nos ao ouvido coisas sobre a saúde, a pedalada, o corta-mato...  alude a heróis antigos, malta que aparecia na colecção de cromos do moscovo 80, compreendes?

e eu lá o vou avisando «tu tem cuidado comigo. eu não ando ao teu ritmo. não me fodas, pá! tu não me fodas..». diz que me compreende, que a meta dele é apenas rolar. repara no termo: rolar. só o barulho, a sonoridade (não, é barulho mesmo) da palavra já assustam: rolar.



bom, venho de lá agora. não estás a ver bem a coisa. ele física e tecnicamente já passou o patamar do artur cagalhão que, como sabes, é uma lenda para a nossa geração. 

e eu que ainda fiz uns treinos com ele, nunca mais esqueci o que é sofrer.

o gajo agora está mentalmente ao nível de um luís maluco. sério, fora de brincadeiras. houve lá partes que o gajo subia mato, assim como quem vem largado da edith cavell para a heróis de quionga, mas só como se fosse a direito, entendes? já ele vai na sebastião saraiva lima e eu ainda vou... sei lá, vou ainda no trenó, topas? ele está doido, doido. e eu mais parvo estou em ir atrás dele.

e depois sabe termos, sabe histórias, conhece pessoas de outros continentes. fala-me em números «vamos a 5'20'', como vês...», já assistiu a eritreus a correr ali ao lado dele. 

e eu completamente rebentado...

perguntava-me se me doía alguma parte do corpo. caramba, eu fazia uma espécie de censos a tentar perceber se eu estava bem ou se era alucinação. porque, aparentemente, eu sentia-me completamente... bom, sabes a história que mete o méninho, o maria do rio, e um canto da praceta - salvo erro o do 5 -, sabes? pois, sentia-me assim.

mas lá acabámos. rebentado mas acabei.

ainda o ouvi falar em «sexta-feira próxima...

(o pior é que vai na volta vou mesmo.) 

terça-feira, março 15, 2011

gosto muito de ver piquetes de greve

são um mimo: fofinhos, democráticos, calmos. gente de paz, portanto.
gosto mais ainda de ver os piquetes de greve a exercer o seu bulliying com a bófia ali a 34 cms. longe, portanto.

nota de rodapenante: os que são parvos suficiente para me lerem, nem se atrevam a vir cá com aquele caralhinho do «direito á greve». ninguém falou aqui nisso, ok? guardem lá o vosso falâncio no saco.

segunda-feira, março 14, 2011

no seguimento da mais que justificada baixa do iva para o golfe...

... cerca de 48 xadrezistas irão manifestar-se no terreiro do paço solicitando direitos iguais.

«os reis, as rainhas e os bispos ainda vá que não vá. é, contudo, incompreensível que os cavalos e os peões sejam taxados a 23%!» são palavras de um dos organizadores da manifestação.

apurei que o estado está sensível a este problema mas o gabinete do ministro não abdica das torres a 23% e pondera que os tabuleiros, desde que não sejam em marfim ou malaquite, possam também baixar para os 12%.

mais desenvolvimentos em breve. 

domingo, março 13, 2011

e por falar na senhora robinson...




é do catano aquela parte do diálogo em que ela já está de elástico da meia à espreita, com a pernoca levantada naquela posição tecnicamente denominada por «a arejá-la» e ele diz «...now you start "opening up" your personal life to me...»

aranhiço

está um spider parado à minha porta há já uns poucos dias .

vale uma aposta que é a minha mulher que me quer fazer uma surpresa?

pré respostas a eventuais comentários (que nunca acontecem, curiosamente): não não é igual ao do «mrs. robinson, you're trying to seduce me.» é mesmo dos modernaços. mas caramba, se mo dessem, como é que era? deitava fora, não? olha, olha, bem catita! então pipáterra!... 

e também é preciso ter unhas para a coisa.



é verdade que neste vídeo está também o enoooooooooooooorme derrapanço do galli num dos mais vistos clips de rallys do youtube. (compreendo por quê.)

ao longo dos anos houve sempre um piloto que aparecia para «animar a malta» e que tinha a característica de «andar de lado» onde os outros «andavam a direito». não ganhavam corridas mas levavam o pessoal a dizer uôôôôôôôôôôôôôôôôôôôôôôôôôôôôôô.

assim, de memória, recordo-me dum marc duez que no final dos oitenta andava num m3 também a levantar gravilha para o povo.

mas este vídeo está aqui para aquele «saltinho» ali no segundo sete. meus meninos e meninas, aquilo sim são suspensões. o gajo vem largado no ar vindo de casa do caralho, aterra e tunga: não mexe, não saltita, não muda de trajectória!* tal e qual, deixa cá ver... bom, tal e qual outro carro qualquer com umas suspensões duns milhares de euros.

* estou nitidamente em estágio para daqui a 15 dias me encher de pó. este salto aqui neste blog acontece porque me lembro dum outro protagonizado pelo kankkunen, digo eu lá por volta de 94, ali para os lados da pracerias ou da casa do ppd na serra do açor. também foi assim, mas com a agravante do gajo cair de lado, sobre a roda esquerda dianteira, em terra, e também não buliu nem um milímetro para o lado. «na realidade, tecnologia e electrónica», diria, seguramente, o meu pai.

para imprimir e colar na parede da cozinha


etiqueta

as pessoas que fazem posts, comentários, mandam bocas, tuitam ou apedeitam no feissebuque críticas aos que usam fatos-de-treino quando não estão treinando, usam a fatiota como deve ser quando há necessidade de usar uma fatiota «como deve ser»?

de certeza?

humm... é que tenho visto aí pelo feisse tanta coisa esquisita que não sei não.

(ou se calhar sei) 

sexta-feira, março 11, 2011

era um pacote daqueles como o meu querido hélder gosta. aqueles, assim, arrebitados. que tratam deus por tu, entendem?

anda um circo na minha terra.
anda gente do circo a colar cartazes.
colaram cartazes na loja onde ando bulo.
vieram cá outra vez, porque, afinal, só para a semana é que há circo e por isso têm que mudar as datas dos cartazes.
a pessoa que veio cá retirar o cartaz é do circo, como disse.
e dá ideia que não é propriamente daquelas que anda a mudar o estrume aos macacos.
digamos que deve ser da facção mais artística da coisa.
enquanto descolava o cartaz, sabe-se lá por quê, fiquei a olhar para ela.
estava de costas.
saiu e continuei a olhar.
e ela de costas.
olhei porque gosto do circo, claro!

jeffrey, desculpa só teres entrado agora, sim?

dropbox

mudou a minha vida.

para melhor.

e uma boa notícia é sempre algo bom, não é? 

terça-feira, março 08, 2011

maique li



estes bifes, caramba, eles sabem mesmo fazer filmes!

(coisas simples, pessoas simples, lugares simples, acontecimentos simples...

parece difícil.

e é!)

(não procurem estes actores nos blogs com fotografias de actrizes em cima de alcatifas encarnadas porque eles não vão lá aparecer. sério, esqueçam, vão se desiludir.)

segunda-feira, março 07, 2011

agora que percebi que aquilo não foi nada a reinar e que os gajos ganharam mesmo o festival, pergunto: posso tratar o falâncio por laura diogo e o jel por padinha? posso?


e o cabelo do rui bento, pá?


brune kager

conhecem? não? não sabem o que perdem.

(e aguentam do natal até agora na boa.) 

leo

inter tv, domingo à noite, assim, bem finalzinho da noite, coneferências de imprensa do leonardo. juro, fico horas a ouvir aquele gajo falar, mesmo sem entender quase nada.

nibel!

 

lixívia blanka

procuro um clip no tubo do rebel rebel pela rickie lee jones. às tanta descubro que o único clip de jeito tem imagens das pernas da vlasic e deixo-me ficar por ali a ver a coisa.

e como uma coisa leva a outra, fico a pensar que gosto dela, não tanto como do yfter ou do juantorena, mas, caramba, está ali ao nível do valeri borzov.

ah mas de caras.

ai, blanka, blanka, tu pá..... 

 

domingo, março 06, 2011

da fáitar

já não me interessa, confesso, se é um bom, minorca, pequeno ou 'ganda' filme. mas tudo o que servir para me fazer esquecer a desgraça que foi ter passado duas horas a ver a cisnada, merece o meu respeito.

e o fáitar, sinceramente, merece o meu respeito.

a propósito, desde os filmes do secorceze que não havia uma banda sonora tão boa: sarah smile, whitesnake, wang chung, zeppelin, chilli peppers, traffic, aerosmith e claro his kiefness ali na abertura do can't you hear me knocking?

 

informações olfacto-memorio-sensoriais

o picalm cheira a senhor flávio.

ainda me estou a rir. andré dicsit:

é errado pensar que os adversários abrem as pernas no dragão.

(que maravilha) 

quinta-feira, março 03, 2011

xalente!

ontem ouvi, de relance, um jogador do sporting usar as palavras «paulo sérgio» e «excelente trabalho» na mesma frase.

o que é, então, um trabalho/desempenho normal. e um mau trabalho?

terça-feira, março 01, 2011

no fundo, era uma escola!

fico a pensar que se tivessem vedado

mas uma coisa em condições, com arame farpado e vidros incrustados sobre o muro

o acesso à parte de trás dos pavilhões de todas as escolas preparatórias e secundárias, quantas pessoas não tinham sequer tocado num cigarro ou tocado com a sua língua em línguas alheias (efectuando elípticos lupíngues) lubrificadas com o denominado cuspo, se calhar, algumas delas, até hoje!

o meu video do iu tube «feito com letras a fingir que são pauâr pointes» favorito

o meu «video do iu tube feito com desenhos amadores» favorito

se eu não gostar de mim....

tenho um carinho especial pelas pessoas que têm que utilizar os bancos. tenho um carinho ultra-especial pelas pessoas que têm que visitar os bancos.

eu visito bancos diariamente. imaginem só o amor próprio que não tenho para aqui acumulado. e cada dia cresce mais.

vou ao bes, uso o montepio, vou ao bcp e passo horas na caixa. é, a caixa bate tudo o que são records. cada vez que saio de lá, sinto-me, não digo inchado mas impado mesmo! uma petulância que até cheira mal.

sério, não encontro local onde me façam sentir tão mal quanto os bancos. nestes últimos anos a caixa então anda a bater as repartições de finanças em dez a zero. acredito que o atendimento da segurança social já seja uma coisa de liga dos campeões, mas tudo bem, reconheço as minhas debilitações neste campo.

como devem imaginar ando com um pó do catano a todas, repito todas as pessoas que dão a cara, o corpo, a voz, seja lá o que for para promover os bancos. quer sejam eles a filha do senhor furtado, a desfolhada, o «quando ganho sou o maior, quando perco também sou o maior mas a culpa já é dos árbitros, das outras equipas que se acagaçam perante o campeão, do director desportivo, do presidente, do...» ou do «beja render»!

mas por favor, não me falem em depósitos. no que toca a dinheiro, colchão com ele!

segunda-feira, fevereiro 28, 2011

e a reboque do caso rui pedro...

... o ministério público vai levar a tribunal dois marroquinos. acusados de serem os responsáveis pelo desaparecimento de um jovem (bom, na realidade tinha 24 anos mas, vocês sabem, né?....) chamado sebastião.


'sebas', como era conhecido pelos amigos, foi visto pela última vez nos arredores de quibir, juntamente com uns militares portugueses. provavelmente tropas da onu.

os pais, joão e joana, entretanto falecidos, foram aconselhados pela judite a não prestarem quaisquer declarações. carlos, seu avô, contudo, não evitou a alfinetada «se fosse em espanha a coisa teria corrido de forma diferente.».

ainda assim, tem lá uma gaja que alto lá com o charuto!

a partir de quando é que o love actually passa a ser visto como um filme ridículo?

à primeira? à segunda? à terceira? à...

se a resposta for depois da terceira, alguma coisa de errado se passa convosco.

domingo, fevereiro 27, 2011

quando o jornalista não tem assunto, qualquer pata parece presunto - versão «assalto ao aeroporto»

o sporting viajou até à madeira para ir jogar à bola. a chegada estavam uns quantos adeptos a recebê-los. não, esperem, estava apenas um adepto. sim, um único.

adivinhem com quem foi a rtp falar?

(bonito!) 

bom, pelo menos houve serviço público: recolheram comentários de todos, repito, todos os adeptos que foram receber a equipa.

(maravilha!) 

quando o jornalista não tem assunto, qualquer pata parece presunto

de certeza que o o jesus e o villas-boas não têm um acordo tácito com o pessoal que vende jornais, recebendo uma percentagem sempre que falam?

ao ver o mundo de patty com ela, descobri uma cena importantérrima:

foi o francisco (spoiller alert) que fornicou a festa dos fotobloggers.

quinta-feira, fevereiro 24, 2011

ao cuidado da revista táime aute

sou dos que acha que a crítica a restaurantes deveria incluir dois importantíssimos itens:

a) luminosidade - que se poderia medir da seguinte forma: «on» ou «off». sendo que «on» é quando consegues ver a gordura do bife - ó filho, não vês que não é gordura? isso são nervos!... - e «off» é naquelas situações em que o arquitecto decidiu usar a aquela iluminação armada aos cucos, suavezinha e típica das casas mortuárias.

b) poluição sonora - que se poderia medir em «cagaçal», «barulho», «ok», «sepulcral», avaliando-se com estes termos o chavascal que os empregados fazem com a louça e os talheres. sim, é uma maçada, os cientistas passam horas a tentar descobrir vacinas para as doenças e não são capazes de fazer a ciência avançar no sentido de inventarem louça silenciosa. ah, todos, repito, todos os restaurantes que tivessem altofalantes debitando músicas de jazz, eiguetís ao ritmo bossa nova ou dos 'no véle vágue', deveriam imediatamente ser visitados pelos mais brutos e descarados inspectores da asae, munidos de aloquetes e correntes para os fechar ou, pronto, machados para destruirem as instalações sonoras.

e sai uma chanfana para «el chico del fundo»!







o discurso do rei

(a minha educação não me permite dizer mal - ou bem - de um filme que a minha mãe, de certeza, ao vê-lo, sentir-se-à, no mínimo, gratificada.)
(ena, tantas vírgulas!)

digamos que é melhor que o gelado de limão 2. 

quarta-feira, fevereiro 23, 2011

back to basics

neste tempo de éle cê dês com agá dê e imagens 3três dê, há qualquer coisa de «gourmet» (estou a rir-me) em ouvir um relato de futebol pela rádio.

(e não me lembrava de uma coisa destas, assim, desta forma, pela net, desde que ouvi o lazio-porto na praia do forte) 

vamos lá falar de emprego em vez de se falar de futebol, vamos?

qual era o parvo que no lugar de treinador do ésse quê pê abdicaria dum ordenado como o que aquele emprego lhe proporciona?

o eduardo barroso, bem sei, no posto de comentarista religioso (não entendo o posto de adepto de outra forma), vem falar no ranieri e no que ele fez em itália. sim, sei muito bem. vamos lá então comparar a conta bancária do ranieri com a do paulo sérgio, vamos? se eu tivesse o carcanhol do italiano também ia lá despedir-me dos jogadores e até passava antes na carícia a comprar uns petí furs para adoçar a boca aos rapazes.

realmente!... 

apercebo-me que se chegou a um ponto em que não podemos emitir opiniões sobre o filme dos cisnes...

... e da prestação da natalie portman. se dizemos bem, somos carneirinhos atrás do pastor e não estamos a fazer mais do que o que já todos fizeram. 

se dizemos mal, estamo-nos a armar aos cucos, a tentar empinar o nariz e a querer ser diferentes.

alguém tem por aí uma terceira via? 

(entretanto, as pessoas que vão escrevendo «óscar para a natália, já!», dizem isso porque já viram o rabbit hole, o kids are all right, o blue valentine e o winters bone ou é mesmo porque... pronto, por maniqueísmo?) 

terça-feira, fevereiro 22, 2011

tenho a definida sensação que há alturas em que eu conseguiria comer, de seguida, uns cinco pregos*.

assim, tipo, agora!


* quem me conhece sabe muito bem que sou um tangas. e por isso eu quero aqui reconhecer, que entre o terceiro e o quarto prego eu diria eu voz alta «ó jorge, em vez de prego traz antes uma bifana, sim?» 

antes isto que canções dos festivais da canção, pós 1983

estou há cerca de hora e meia a assobiar mentalmente marchas, daquelas que se ouvem nos festivais militares, com cães a saltar por entre círculos de fogo ou graduados da bê tê a fazer o pino sobre motas e que o pessoal dos estádios britânicos adoptam para incentivar os jogadores: en-ga-land, en-ga-land, en-ga-land, en-ga-land, en-ga-land, en-ga-land, en-ga-land!

segunda-feira, fevereiro 21, 2011

cacos

as meninas que têm emails contendo o seu apelido conjugal, aquando do divórcio, como é que é, mudam de email assim como quem muda o be í?

provérbios

eu aceito que haja alguma verdade na frase «gaivotas em terra, tempestade no mar».

já fico mais preocupado quando as mesmas gaivotas me vêm recordar disso, a quilómetro e meio da costa, sobre o meu carro, em forma dumas valentes poias que lhe corroem o raio da pintura.

descanse mãe, eu não conto a cena em público.

ainda que fosse preciso haver testemunhas de cenas já acontecidas - que as há -, julgo não precisar de me arvorar em nada, repito, em nada, para provar que comigo presente, isto não tinha, nunca, acontecido.

e para que a gabarolice não se resuma a mim, alargo o 'arvoramento' a todo o meu bairro: na minha terra, este gajo tinha levado um biqueiro.

agora se aconteceu nalgum outro sítio, problema deles! 

sexta-feira, fevereiro 18, 2011

em relação à ideia da rua carlos castro

assim, de caras, sou capaz de me lembrar duma meia dúzia (olha, olha, meia, umas duas dúzias é o que é!) de pessoas que inspiraram nomes de ruas na minha terra, bem piores que o senhor castro.

a sério, respondam-me, para que raio serve uma coisa daquelas nas cuecas?

há registos escritos ou mesmo orais de alguém, algum ser humano, algum ente, ter usado a braguilha das cuecas para fazer passar o quebra bilhas a fim de efectuar a sua mijinha?

se você fosse sincera, ôôôô au-rora.

há pouco no restaurante a cozinheira para um dos empregados:
- olha para isto, olha, isto é maravilhoso. e aqui nesta página, já viste? é maravilhoso. chama-se aurora boreal. eu já vi ao vivo. é maravilhoso. vi ao vivo na televisão. é maravilhoso.

e eu juro que ela estava a dizer aquilo com plena consciência do significado de: «ao vivo», «televisão» e «aurora boreal».
e eu juro que ele também a ouviu e compreendeu da mesma forma. 

quinta-feira, fevereiro 17, 2011

coisas da bola

é ou não é deliciosa a forma como o paulo sérgio descreveu a cena com o vuk, no balneário ?

- eu cheguei lá e ele já se tinha despido... 

dias daqueles

pouca 

não é pouca mas pronto...

coisa me deixa tão dáun quanto o fim de um livro bom.

(a somar ao fim de uma série que era um luxo visual, de uma inesperada - mas justa - multa de trânsito, e mais uma... e outra... e o tempo.... e...) 

segunda-feira, fevereiro 14, 2011

bórde uólque em páiare




dizer de uma série que é «muito bem feita» é, mais coisa menos coisa, como referirmo-nos a uma gaja como sendo «vá, é simpática».

mas é o que sinto, a série é estupidamente bem feita. a história não é má, calma. mas tenho a franca impressão que se fosse passada 15 anos mais à frente, nem lhe punha a vista em cima.

e claro, percebo cada vez melhor porque raio eu não tinha pachorra para os sopranos. lá está, também era «muito bem feita»

ó ricardo, até podes ver coisa à vontade mas aquilo não faz clique a ninguém (que exagero, claro). e digo-te outra coisa, se sacares em mkv até ficamos com impressão que temos uma televisão das boas, sabes? o gajo que meteu aquilo na net fez um trabalhinho louvável, sim senhor.

ptah que o pariu que isto não é fácil de gerir.

a rtp diz que é egito.
a sic diz que é egipto.
a tvi diz que egipto.

o globo diz que é egito.
o globo diz que existe um museu egípcio.

a folha também diz que é o egito.
mas o shafik já é o premiê egípcio .

a visão diz que é egito.

a cnn mete-lhe o p, a bbc também, a france24 idem, idem.


eu não sei se decidiram tirar-lhe o p porque o gajo é mudo. mas se é mudo, então é errado sê-lo, não? é que se o meu nome é pedro não gosto que me chamem de edro. ora, se o nome do senhor era ptah e não tá, logo..... 

mas pronto, só os brasileiros, a rtp e um ou outro é que o sabem fazer.


está bem!
 

perdi a cabeça e comprei isto. mas não comprei um print (assim, como diz o berardo) (de certeza que o gajo não é bernardo, nem nada?) comprei mesmo o que o gustavo pintou. juro, pá!


domingo, fevereiro 13, 2011

dnla - ou dlna ou who cares? - server

e se precisassem de instalar um dnla server, assim, baratinho, a atirar pró borliú,  para trabalhar com a vossa televisão, para qual é que se viravam?

sexta-feira, fevereiro 11, 2011

um dia mudo de vez o tempe leite só para poder publicar fotos ou telediscos como este mas em granjola. assim, tchan!!!!!!!!

receita bruta

é o nome de um restaurante. 

grande nome!

quero o povo feliz



alguém conhece alguém que tenha votado nos partidos que foram ou são governo nos últimos, vá, 20 anos?

conhecem?

e como é que essas pessoas são? são reais? existem? gostam do mubarak? gostam de pedradas - com pedras, claro -?

é que eu acho que não existem pessoas que votaram neles. ou pelo menos não se ouvem. nem se vêem.

ou então, esperem, são uma coisa na urna e outra coisa cá fora. 

palmeirada

tenho um cliente chamado - deixa cá olhar para o papel para não me enganar - leewnnards.

pedi-lhe o bê-i para ver se na filiação estava lá escrito iánique mas não, estava lá outra coisa qualquer.

nellcote ou nelo costa para os amigos

o melhor disco da melhor banda de rock de sempre foi gravado aqui.

condições de merda, não é? 

terça-feira, fevereiro 08, 2011

eu pelo menos penso assim, porra!

por razões que não lembram ao diabo a refer diz que não dá para fazer rampas de acesso a deficientes lá na estação de são joão do estoril.

ora vamos lá por partes: para já, por que caralho hão-de os deficientes precisar de andar de comboio? se têm cadeiras de rodas, andem de cadeiras de rodas, certo?

depois: são joão do estoril. é uma cena de ricos, certo? ora, se é uma cena de ricos não há pobres. logo, não havendo pobres, não há deficientes a querer andar de comboios, pô!

que merda, agora ir gastar dinheiro em rampas para def's, mas está tudo doido? estamos em crise, porra! temos que concluir aquela cena do aeroporto de beja porque os turistas lá da terra dos camones estão aí, não tarda nada, mortinhos para invadir a planície com dinheiro e gajas e isso.

e de certeza que têm tanto dinheiro que nem deficientes trazem. aliás, lá nem def's há.

não é? 

primeiro a ilga, depois piercings nos tetos e quem sabe, mais tarde, desfilarei avenida abaixo com uma crina decorada com um reinebâu

uma pessoa usou, em relação a mim, a palavra «abichanado». 

tendo em consideração que quem o fez dorme comigo todas as noites, faz-me querer que terei graves dificuldades em desmentir o epíteto.

é a vida. 

não sei se será o meu melhor post de sempre, mas é, seguramente, muito mais espectacular que o andrea de cesaris em 81


paneleiragens

os judas priest vêm a portugal. ao atlântico, imaginem.

logo, logo, logo, veio-me à memória um ex-colega de turma que tinha como banda favorita estes cámones.

logo, logo, a seguir, veio-me à cabeça a seguinte questão: será que as pessoas que bombardearam os compradores de bilhetes do concerto do george michael com frases tipo «ihhhh, vais ver o panasca???» farão o mesmo com o pessoal que for ver os judas?

não, pois não?

o que me leva a crer que há paneleiros de primeira e paneleiros de segunda.

(ou que há gente parva em todo o lado, não é?) 

me daria imenso prazer se vocês quisessem agora, com a voz de vocês, cantarem esta mesmíssima canção, dizendo...

segunda-feira, fevereiro 07, 2011

é da idade



em 1988, recordo-me como se fosse hoje, sonhava em ter a suzanne a cantar só para mim, coisas como esta ou o undertow ou até, por exemplo, o queen and the soldier.

agora, aos quase 42 anos, se a scherzinger quiser vir cantar, nem que seja os parabéns, por mim, tudo bem. tranquilo!

inspira, expira, inspira, expira. vá calma. agora outra vez. inspira, expira...

está com uma leve impressão que aquela frase batida 

como dizia o sérgio - dizer o sérgio em vez de sérgio godinho é bloco de esquerda (e chapitô e chapitô) até à quinta casa do cara*ho

«nahh, tem calma com as aprendizagens dela. cada um tem o seu próprio ritmo.» é um eufemismo do caneco que pode ser substituído por «pimenta no cu dos outros para mim é rajá!»

sábado, fevereiro 05, 2011

sansão

- então filha, estou bonito para a festa?
- não.
- não? então, estou todo arranjadinho... calcinha pipi, camisa...
- eh, é o cabelo...
- ...
- cortaste... 

a lyla garrity? fooooooooooda-se!




oh, assim também eu.

quer-se dizer, ao quingentésimo dia chega-nos a lyla garrity, seguramente o melhor tesão de tudo o que tenha nascido no pós 1980, para competir com a irmã do almost famous?

chama-se a isto, de caras, «houve taça»*


* para as meninas que não são «da bola», haver taça acontece quando uma equipa que jogue ali no vão da escada consegue derrotar uma daquelas que joga em campos com relva (ou mesmo escorrache). assim, por exemplo, o cabeça gorda que num ano eliminou o leixões e o penafiel. ou o sacavenense que eliminou ou guimarães.... ou....

sexta-feira, fevereiro 04, 2011

e diz, de certeza, um filho a um pai: se era para isto mais valia continuarmos zangados, não?

Pinto da Costa junta filho e namorada

De costas voltadas há mais de uma década, Jorge Nuno Pinto da Costa e o filho, Alexandre, reconciliaram-se. Pai e filho assistiram, anteontem à noite, à recepção do FC Porto ao Benfica (0-2), para a Taça de Portugal. Na tribuna VIP estavam ainda a namorada do presidente dos dragões, Fernanda Miranda, de 24 anos, e Vítor Baía.

quinta-feira, fevereiro 03, 2011

e é isto.

sou do tempo em que, em miúdos, arreliavamo-nos uns aos outros, mandando bocas sobre as capacidades demolidoras das fintas que os jogadores dos nossos clubes infligiam nos anhucas dos adversários.

depois como nem sempre os nossos jogadores estavam em alta (lembram-se, nem transmissões televisivas havia) pegavamos noutros quesitos que pudessem elevar a nossa glória.

eram outros tempos mas, principalmente, éramos crianças. sim, julgávamos que em crescidos a coisa seria diferente.

ontem o meu clube levou uma abada das valentes. o que é giro é ver que os lamps - e bem - vieram para a rua (a rua agora chama-se facebook) celebrar a coisa. tudo bem. toca a todos.

mas a parte que mais me faz sorrir é a capacidade que têm (não só os lamps, calma.) em adicionar uns quantos quesitos que fazem esta malta voltarem a ser as crianças de sempre (e isso é lá com eles). agora há uma nova luta. não, não falo em veriláites nem em bolas de golf. agora a luta é em ver quem é que foi mais arrogante. e pronto, fazem disso uma disputa com guerreiros defendendo os seus generais de um e de outro lado da barricada.

é giro e o povo tosco vai na onda.

(já agora, quanto é que custa um chefe de departamento de comunicação? e serve para quê? ó quei, tudo bem, estou a ver qual é a vossa resposta. mas pensem lá bem, serve mesmo para isso que disseram? não, pois já?)