Quinta-feira, Julho 09, 2009

pernóxtxicu

- césar, eu já fumei um maço de cigarros, pode?
- pode...
- diz a ela que está crescida, pode fumar à vontade. eu te dei a piteira, com a piteira filtra tudo.
- ahhh, mas fica pernóstico
- você só pega o ar das montanhas.
- com a piteira fica pernóstico.
- eu adoro aqueles picos altos ali em teresópolis...
- ... o dedo de deus...
- ... pico, pico boulevard

este video não faz jus a este diálogo entre o camargo mariano, o tom jobim e a "hélice" regina.



mas é o que se arranja. e não se arranja nada mal, não senhor!

Terça-feira, Julho 07, 2009

cultura pop

que ninguém se ofenda com a coisa, mas ando por aí a ler tanta letra, tanta palavra, tanto parágrafo, coisas tão apuradas, descrições tão precisas de tudo o que sucedeu ontem em madrid com o cristiano, gente tão revoltada com as emissões, com o tempo gasto pelas televisões que fico na dúvida: essa malta tinha o botão de desligar a tv ou de mudar o canal avariado?

eu por exemplo aproveitei para cagar - li mais umas 13 páginas dos relatos do comandante vasco moscoso de aragão (acabei há pouco no dentista) -, mudei o saco do lixo da cozinha - a tola da minha filha tinha despejado umas casacas de meloa lá para aquele espaço entre o balde e o saco de plástico e estava já a ficar um cheiro que não se podia -, e estive a fazer um refill a dois frascos muito apaneleirados, com uns pauzinhos e tal que exalam um cheiro porreiro a chá verde. um dos frascos está no meu quarto - não, a minha mulher não. sou só mesmo eu que cheiro mal de noite - e o outro está na casa de banho.

ahh, compreendo, estavam só à espera para verem as imagens da tomada de posse do novo ministro da economia. ok, pronto, já percebi! era realmente um tema porreiro.

e não, isto não nenhuma indirecta, directa ou abordagem a tema algum. até porque eu já não consigo fazer directas e abordagens faziam os filibusteiros.

intervalo grande

se eu tivesse que responder, com sinceridade, àquelas incansáveis provocações que nos fazem quando chegamos aos entas

nada muito diferente das que nos fizeram quando desatámos a
trintar por aí fora

aquelas coisas do «e então, como é ter quarenta anos?» eu diria que ter quarenta anos é ter patine na saudade.

assim como os prédios da almirante reis sempre tiveram patine

noutro dia reparei que os das avenidas novas, agora que nos aproximamos a correr do fim desta década do novo milénio, começam a ter também patine de boa casta nos alçados frontais


também nós olhamos para as nossas saudades mais remotas, com aquela coisa boa de lá encontrar paredes com vestígios de mais de vinte anos, assim como as paredes com camadas sucessivas de cartazes das festas do avante ou dos concertos de apoio à libertação do povo oprimido pelo general noriega.


se aos trinta eu verificava que aconteciam com bastante frequência frases iniciadas com as palavras «lembro-me, há vinte anos...», aos quarenta, tenho a felicidade de reencontrar pessoas que não via há pelo menos, os tais referidos «há vinte anos».

e sucedem-me com uma velocidade estonteante esses reencontros: há dois anos foi a fantástica reunião de colegas duma muito gira turma do meu rainha dona leonor; há uns meses marcou-me muito um valente simpósio gastronómico em casa da minha única prima carnal

gosto muito de dizer «primos
carnais»

aqui do meu lado jaime, a «tal» prima que todos nós tivemos, temos e teremos;

gosto tanto de tua pinta, pá!
;

no meu 40º aniversário recebo um telefonema duma ovelha transviada que abandonou há uns 18 anos um rebanho muito porreiro; desde há uns dois anos, ou coisa que o valha que me ando a empanturrar com valentes comezainas nuns encontros muito aprazíveis

não penses que os caracóis de ontem fazem esquecer o leitão. e aviso já que não te armes em caçador gabirú, a apanhar estorninhos com pescoceiras armadas lá no terreno para nos servires passarinhos com arroz. estou para aqui a falar e se calhar nem sabes o que são pescoceiras. nahhh, deves saber!

com gente da velha, velha, velha guarda; há uns meses foi uma mana que esteve guardada uns oito anos, precisamente para me saberem melhor uns reencontros valentes, acontecidos já neste ano que andamos a percorrer; são histórias atrás de histórias.

e se o facebook (ou o hi5 ou o raio que o parta) é o novo suplemento dos classificados com anúncios a reencontros do batalhão de combatentes destacados no uige de 1968 a 1972, então juntemo-nos ao facebook que não vem daí mal nenhum ao mundo.

e eu ando para aqui a engonhar, com este texto nitidamente de «ir ao cu» e nunca mais chego ao que interessa.

falei ali atrasado numa turma do meu querido rainha dona leonor. foi uma turma criada ali por volta de 1986/87 ou coisa que o valha, gente já com bigode rijo e tal, pessoal que já tinha arrumado os lusíadas - cheios de desenhos grafitados de adamastores com palas à pirata e bigodinhos hitlerianos - na prateleira mais alta e andava agora na livraria da fundação gulbenkian, lá na cave, armados em finos e carapaus de corrida, feitos parvos a comprar o pesadíssimo jansen. mas tinha mesmo que ser comprado...

pois, agora falo-vos de uns cromos mais difíceis.

começaram timidamente; este adicionou aquele, que descobriu depois aqueloutro e mais não sei o quê e quando demos por ela, estavam umas pessoas que já não se viam há uns vinte e tal anos a coleccionar almoços à sexta-feira.

e desses almoços de 48 minutos cada, partimos para o patamar da jantarada.

mas aqui já é preciso sorte. da mesma forma que havia sempre um tanso que tinha mais lata e paciência para os aspectos logístico-escolares e que apanhava com o frete de ser o delegado de turma, também aqui há uns (e umas. calma, não atirem pedras) que fazem os favor de nos oferecerem de presente: folhas de excell com relações de alunos, contactos telefónicos, messengers... e que marcam mesas em restaurantes, organizam contas, falam com empregados de mesa e coisas assim.

depois há gente, nitidamente mais parva (não tens outro nome, meu querido engenheiro) que enfia em sua casa, uma dúzia de bêbados e barulhentos cotas, carregados de paletes de cerveja, sacos de gelo e uns cd, para evitar que os plateaus desta vida ganhem uns trocos com um bando de cantores de karaoke.

este post, como a maioria das coisas deste blog, é obviamente escrito com um (uns) destinatário(s) na parte da frente do envelope.

é assim mesmo!




madrugada de domingo, no regresso a casa, transportando comigo muita emoção boa, uma valente cólica renal e um ensonado advogado, comentava com este último, como é bom ter andado na escola com pessoas tão diferentes que chegam, depois, aos quarenta e ãs, comportando-se duma forma tão homogénea e pateta. como é bom ver chegar à nossa beira, esta ou aquela pessoa que já não vemos há tantos anos, darmos um abraço, soltarmo-nos num repente e disparando para o outro um «vais tu ou vou eu pedir duas tulipas ali ao balcão?» assim, como quem diz «vai-me ali à mirita do bar e tira-me uma senha para um bolo de arroz, enquanto vou num instante ao wc passar o meu kispo por água, que o cabrão do augusto mandou-me com um torrão de terra com tanta força que até parecia que me partia o ilíaco.»

não me apetece (se calhar até apetece) estar para aqui a reflectir muito sobre a noite de sábado. sei é que fiquei com a sensação que tinha estado de novo, num dos intervalos da escola. no grande, no de quinze minutos. é isso, para mim, aquilo foi o intervalo grande.

e eu espero que a minha filha nunca nunca leia esta parte - tenho a certeza que se está cagando e andando para isto - mas para a sua formação mais lá de dentro da ialma preocupa-me mais que ela chegue aos 35 ou 40 anos com o espírito de saudade e reencontro que o pai e os seus amigos de escola têm, do que ter passado os anos todos, cheia de: boas notas, irrepreensíveis comportamentos disciplinares ou folhas de avaliação pejadas de «assíduo e pontual»

(gostava de ter exagerado com o que escrevi nesta última parte, mas estou ainda tão emocionado com aquilo tudo de sábado que por enquanto é assim que fica.)

dê, dê, dêdêredê
dê, dê, dêdêredê
dê, dê...




(só deus sabe porque carga de água, onde está a maria, está um bando de gajos todos augados à volta.)

Quinta-feira, Julho 02, 2009

roy orbison singing for the lonely

quem cresceu sob o livro de horas do thunder road, sabe que haveremos sempre de imaginar os lonely a receberem cânticos do roy orbison.

e se já não tínhamos idade para ouvir as coisas do roy orbison, também ainda não a tínhamos para encaixá-las noutros momentos da nossa vida. provavelmente, já nem sentido faria até, convocá-las, precisamente para serem bandas sonoras do que quer que seja da nossa vida.

mas por outro lado fazia sentido que naquele filme em que a screen door slams, e em que como numa visão ela dança ali sob o alpendre ao som do roy orbison. não éramos apreciadores da sua música mas respeitávamo-lo porque os que amávamos gostavam da música dele.

alguras no final da década de oitenta, o t-bone burnett, decidiu reunir um bando de compinchas e pô-los a trabalhar para o roy orbison. chamaram-lhe a esse evento «a black and white night». estão lá todos os que eram preciso estar para homenagearem o grande roy. dentre eles destaco obviamente a bonnie raitt, uma moça, justamente (por mim) considerada o melhor malho do rock and roll. bom, mas não estou para me maçar em vos contar o que por lá aconteceu. simplesmente gosto e é bonito ver alguns dos «donos de palco», recuarem dois ou três passos e baixarem um pouco o volume da voz, para a festa resultar melhor.

trago aqui este dream baby porque... ora, porque escolhi uma em que o springsteen (braço direito lá do roy neste concerto) faz um valente papelão.

eu imagino como é que ele se estaria a sentir nesta noite.

muita atenção ao que acontece durante os sete segundos a partir dos 3:00 minutos!

(é um dos 3 melhores dvd da minha humilde colecção)

respeito!



Quarta-feira, Julho 01, 2009

igordutes!

fico a pensar, seriamente, no que que de grave se terá passado em criança, com os adultos que preferem iogurtes natuarais aos de frutas.

seca de morte (passe a expressão, por favor)

depois (depois uma ova, durante!) da seca que tenho andado a apanhar com a morte do máááááááíchaaaaaaaaaaaaellll, peço encarecidamente a deus que madonna, o thom yorke ou o chris martin, não morram nos próximos tempos.

porém, solicito, por exemplo, ainda ao tal referido deus, que faça o favor de re-matar, sei lá, por exemplo, o marc bolan.


Segunda-feira, Junho 29, 2009

russo

ainda com a cabeça naquelas três seguidas - assim, sem tirar - só o senhor (63 anos, atenção!), a guitarra e o povo:

two silhouettes, woman like you, in the night.

(houve mais, é certo. mas estas três, assim, da forma que foi. com tanto grito, tanta memória, e tanto dois(mil e um!) assim junto.

para (não) contar aos netos porque eles (não) vão entender (nada) isto!


Sexta-feira, Junho 26, 2009

whenever i get this way, i just don't know what to say

e ali taco a taco com o golden slumbers para o título mundial de "cantiga pequena demais", temos agora esta bizarre love triangle.

esqueçamos a versão original, a chamada peça de fábrica, que não é para aqui chamada. é coisa doutra fibra, é coisa do tempo em que havia luzes psicadélicas, do tempo do pré-strobe.

debruçemo-nos (assim com os bruços todos) antes nesta versão dos frente (frente, bruços, isto está tudo ligado).

coisa mai linda.

pela vossa saudinha, dediquem os vossos ouvidinhos a esta versão e concordai (nem que seja um gentil e silencioso abanar de cabeça «sim, senhor, o miúdo tem razão») comigo que esta dos frente é pequenina demais.

eu por mim, era como no slumbers: repetia-se as estrofes mais duas ou três vezes.

mas lá está, quem sou eu?


ai, fosse eu o george martin e outro galo cantaria

sou francamente contra o facto do golden slumbers estar coladinho ao carry that weight, lá no estrada da abadia.

obviamente, já me estou cagando e marimbando por outro facto também ocorrido lá na mesma estrada. falo do the end estar preso ao referido carry that weight.

mas voltemos ao mesmo golden slumbers. é gosto tanto dela, do piano - estranhamente até gosto dos violinos e tal - do paul, de tudo!

mas caramba, é tão pequenina, pá!

fosse eu o jorge martins lá da produção da émái e a coisa piava doutra forma:
- pxé, meninos, vamos lá a parar com esta fantochada. menino paulinho, menino joão, já ali para o canto escrever mais duas ou três estrofesitas para o raio da canção. ou então, decidam-se, cantam repetidamente por mais duas vezes as que já estão escritas. agora colar isto à fanfarra do carry that weight é que não! entendidos?
- ok george!


salve ó rei da pop...

... os rabinhos e as mãozinhas dos meninos descansam agora em paz.



(música com título deveras sugestivo)

morreu a rainha da pop pop

Quinta-feira, Junho 25, 2009

mitos urbanos

é oficial: o eduardo da conquilha, consegue ter piores empregados que a portugália (arroios).

(e não me fodam, já lá vai o tempo em que se comia lá bem. é melhor o mito que o rito.)


Quarta-feira, Junho 24, 2009

steppin' out

é daquelas que têm aquele ritmo especial, aquele pedal que eu adoro, e que tanbém encontro no keep passing the open windows ou no breakthrough.

mas eu não gosto nada do breakthrough e o keep passing the open windows não é para aqui chamado.

esta é daquelas que mereceu ser ouvidas num descapotável, altos berros e com o vento a bater-nos nas trombas.

(por outro lado, num descapotável o som não é tão bom)

e eu adoro esta canção. recorda-me estranhamente um cliente, num emprego que tinha quando andava na faculdade (ó luis, recorda-me o miguel e a sofia taveira, imagina lá tu).

eu acho que só hoje, já a ouvi umas 9 vezes, assim, seguidinhas, sem tirar a tolinha, nem nada!

steppin' out into the night
into the light....






só p'ra dizer

era domingo, estava um calor do catano e acordámos às tantas.

o comando da aparelhagem tinha lá um botão dos pequeninos com uma setinha. ela lá carregou no dito cujo. aosdespois, dumas caixas com uns altofalantes, saíram uns sons e uma senhora começou a cantar.

a moça que havia carregado no botão lá do comando ia cantando ao mesmo tempo que a senhora dos altofalantes também cantava.

e depois.... bom..... depois fomos almoçar um peixinho ao gonçalves.

(faz hoje anos)

Sexta-feira, Junho 05, 2009

sabes que começou no a - ah ah ah! e a seguir vem o e - eh eh eh, inteligente é com o i...

recebo via mail as fotos das mamas da ana malhoa na playboy.

fizeram-me recordar o 11 de setembro e as obras lá da minha casa.

primeiro porque têm o formato daquele prédio que levou com uma cena qualquer esquisita em cima. sim, têm um formato pentagonal.

e depois porque até os meus pedreiros (dou o contacto caso queiram) faziam obras (refiro-me aos tetos) melhores que aquelas.

duas notinhas mais:

1) aquilo já vai no número 3 e continua a não haver grelo à vista. confirmem-me as mulheres que lêem isto, é suposto vocês terem vagina, não é? é que isto começa a ser francamente estranho. temo que um brasileiro abra, sem querer - ou mesmo querendo -, uma playboy portuguesa na esperança de vir encontrar mulheres ainda com buço e acaba por ver que as mulheres portuguesas nascem sem genitais. é que aquilo está de tal forma escondido (ou photoshopado) que nem grelo, nem fresta, nem nada. nicles. vêem-se a bilha e as mamas e já é um pau!

2) meu caro zé malhoa, não te zangues comigo. sei que és alheio àquela cena das mamas pentagonais.

odeio agrafes

(isto é francamente a sério)

sou completamente contra o uso indevido e gratuito dos agrafos. por tudo e por nada se agrafam coisas.

folhas que se sabe só irão ficar juntas durante três horas, tunga, agrafe nelas.
folhas que se sabe teremos que as separar para fotocopiar ou assim, tunga, agrafe nelas.
...

não entendo, não respeito esse pensamento tosco que é esta vontade de furar o pobre e sofredor papel que sem ter encomendado nada leva com dois buracos no cantinho. isto claro, quando se lembram de agrafar no cantinho. muitas vezes, dão-lhe com o agrafo ali, no meio, mesmo para fornicar e impedir a correcta abertura das páginas.

e quando agrafam na diagonal? ai que irritação!!!!!!! será que nunca ninguém verificou que a ideia é aquilo servir como lombada? já repararam que os senhores livreiros nunca colocam as lombadas no canto superior esquerdo mas sim, ali, na parte lateral toda? então porque raio se agrafam as coisas na diagonal? ai, a velhota de administração e comércio do nono ano é que deve andar a dar voltas no caixão. bem, não deve dar muitas porque ela era roliça e, na certa, não haveria muito espaço para cambalhotas.

comparo uso dos agrafes ao uso abusivo do telefone, do telemóvel, do mail, do messenger, do tuiter (sei lá bem como é que isso se escreve), do face, do hi5, desta trampa toda!

o problema é que o agrafe já tem umas pelas dezenas de anos e continuam ali, clac, clac, clac a abusar dele!

morte ao agrafe, viva o clip!

Quinta-feira, Maio 28, 2009

pronto, não fui eu que disse, ok?

respeitai a piça e domestiquei a parreca!