Terça-feira, Novembro 10, 2009
Segunda-feira, Novembro 09, 2009
depeche mode: ponta da situação
esta é só uma ponta da situação. a outra ponta (final) espero fazer umas horas antes do concerto. porém, até ver, tenho a dizer o seguinte:
- os malandros decidiram retirar o waiting for the night do final do concerto, eventualmente daquele «número» em que o dave dá um beijinho na mona do martinho. estúpidos!) andou ali tão bem a fechar a latin america tour leg e tal, mas quando entraram na alemanha, boca! desapareceu.
- continuo a não compreender a inclusão do fly on the windscreen. é daquelas canções que já existiu, salvo erro, no setlist de alvalade em 1993 e ninguém percebe porque é que eles insitem nela: é má, é datada, é feia, ninguém sabe a letra... dá ideia que é um pagamento duma promessa qualquer à nossa senhora da ladeira.
- o set list não é assim tão "mau como tudo". é certo que há pessoas que ainda vão lá à espera de ouvir o just can't get enough - o que é de lamentar -, outras esperam o pedalão do strange love - o que é de louvar - nenhum dos grupos sairá feliz. é a vida.
- felizmente não abusam muito deste último disco. tocam, digamos qb.
- infelizmente, o exciter - que não é mau de todo - é colocado de parte.
- definitivamente, os pontos altos serão: personal jesus e o never let me down again. eu, além desses, gozarei muito, mas muito mesmo com o a question of time.
- o world in my eyes esteve fora durante muitos concertos da américa e está de volta (yeahhhh).
- os malandros decidiram retirar o waiting for the night do final do concerto, eventualmente daquele «número» em que o dave dá um beijinho na mona do martinho. estúpidos!) andou ali tão bem a fechar a latin america tour leg e tal, mas quando entraram na alemanha, boca! desapareceu.
- continuo a não compreender a inclusão do fly on the windscreen. é daquelas canções que já existiu, salvo erro, no setlist de alvalade em 1993 e ninguém percebe porque é que eles insitem nela: é má, é datada, é feia, ninguém sabe a letra... dá ideia que é um pagamento duma promessa qualquer à nossa senhora da ladeira.
- o set list não é assim tão "mau como tudo". é certo que há pessoas que ainda vão lá à espera de ouvir o just can't get enough - o que é de lamentar -, outras esperam o pedalão do strange love - o que é de louvar - nenhum dos grupos sairá feliz. é a vida.
- felizmente não abusam muito deste último disco. tocam, digamos qb.
- infelizmente, o exciter - que não é mau de todo - é colocado de parte.
- definitivamente, os pontos altos serão: personal jesus e o never let me down again. eu, além desses, gozarei muito, mas muito mesmo com o a question of time.
- o world in my eyes esteve fora durante muitos concertos da américa e está de volta (yeahhhh).
Domingo, Novembro 08, 2009
mijinha
solidifica-se cada vez mais a solução para as vontades de mijar que ocorrem durante os jogos do clube: é ir quando o bruno alves pega na bola para ir marcar um livre directo.
cada sachadela, cada minhoca!
cada sachadela, cada minhoca!
Sexta-feira, Novembro 06, 2009
a memória é uma coisa muito gira, não é?
leio por aí, escritos benfiquistas, zombando com esta coisa da saída do paulo bento.
ora o moço, que para alguns (aí cerca de 70%) dos sportinguistas foi um alívio tão grande ter saído porque já não suportavam ter que o defender - assim mais ou menos do tamanho do alívio que tiveram quando o ricardo abalou para espanha - não se pode dizer que tenha tido um trajecto assim tão, tão mau.
vamos lá ver: ficou sempre em 2º lugar, ganhou duas taças e duas supertaças de portugal e andou, mais ou menos (não muito mais, é certo), pela europa e tal..
pergunto aos inflamados e zombadores benfiquistas: durante o período de tempo em que o bento foi treinador do sporting, que títulos vocês ganharam? uma supertaça e uma taça da liga, certo? quantos 2ºs lugar? nicles! e mesmo assim, ainda houve um ano em que nem ao 3º lugar chegaram. se é para gozar, cum raio, gozem, sei lá, com o professor neca, ou coisa assim!
e já gora, a quantos treinadores, durante esse mesmo período, pagaram vocês valentes indemnizações?
(ainda por cima, quando ele veio de espanha, foram estúpidos os suficiente para não lhe abrirem as portas. estavam, pelos vistos, muito bem guarnecidos. estavam estavam...pelo uribe ou o ednilson não era?)
ora o moço, que para alguns (aí cerca de 70%) dos sportinguistas foi um alívio tão grande ter saído porque já não suportavam ter que o defender - assim mais ou menos do tamanho do alívio que tiveram quando o ricardo abalou para espanha - não se pode dizer que tenha tido um trajecto assim tão, tão mau.
vamos lá ver: ficou sempre em 2º lugar, ganhou duas taças e duas supertaças de portugal e andou, mais ou menos (não muito mais, é certo), pela europa e tal..
pergunto aos inflamados e zombadores benfiquistas: durante o período de tempo em que o bento foi treinador do sporting, que títulos vocês ganharam? uma supertaça e uma taça da liga, certo? quantos 2ºs lugar? nicles! e mesmo assim, ainda houve um ano em que nem ao 3º lugar chegaram. se é para gozar, cum raio, gozem, sei lá, com o professor neca, ou coisa assim!
e já gora, a quantos treinadores, durante esse mesmo período, pagaram vocês valentes indemnizações?
(ainda por cima, quando ele veio de espanha, foram estúpidos os suficiente para não lhe abrirem as portas. estavam, pelos vistos, muito bem guarnecidos. estavam estavam...pelo uribe ou o ednilson não era?)
Terça-feira, Novembro 03, 2009
santa inocência

uma vez por ano (ou época) eu entusiasmo-me, grito golo e assusto a minha filha.
tudo começou há cinco anos com um caralho dum filha da mãe dum soberbo golo do rui costa e, paulatinamente, a coisa tem continuado.
armada aos cucos com a alegria de ainda estar acordada, a minha filha, lá foi vociferando vivas em voz alta: ehhh, o clube do pai ganhou, viva, viva!
às tantas tive pena dela: nem percebe o que é ser-se do clube do pai nem percebe o que é ser do scp (graças a deus).
mas pronto, dou o desconto, dentro de dez anos estará a fumar brocas com um energúmeno qualquer ali do núcleo da juve leo de tires, após o qual chegar-me-à a casa às 3 da manhã, depois de ir mandar bocas e impropérios a um bettencourt qualquer, à chegada da sua equipa à portela de sacavém.
é gozá-la enquanto posso, aqui à minha beira, a brincar com pecinhas de madeira e a construir estruturas de arranha-céus.
tudo começou há cinco anos com um caralho dum filha da mãe dum soberbo golo do rui costa e, paulatinamente, a coisa tem continuado.
armada aos cucos com a alegria de ainda estar acordada, a minha filha, lá foi vociferando vivas em voz alta: ehhh, o clube do pai ganhou, viva, viva!
às tantas tive pena dela: nem percebe o que é ser-se do clube do pai nem percebe o que é ser do scp (graças a deus).
mas pronto, dou o desconto, dentro de dez anos estará a fumar brocas com um energúmeno qualquer ali do núcleo da juve leo de tires, após o qual chegar-me-à a casa às 3 da manhã, depois de ir mandar bocas e impropérios a um bettencourt qualquer, à chegada da sua equipa à portela de sacavém.
é gozá-la enquanto posso, aqui à minha beira, a brincar com pecinhas de madeira e a construir estruturas de arranha-céus.
gosto tanto do senhor nuno luz. é um jornalista do caraças
eu não tenho meo. nem sei ver futebol sem ter carregado previamente no botão do mute e colocado umas músicas meio decadentes ali daquele período que vai desde não sei quantos até 31 de dezembro de 1989.
mas contem-me quem tem: o benfica tv é mais ou menos assim?
mas contem-me quem tem: o benfica tv é mais ou menos assim?
Segunda-feira, Novembro 02, 2009
mania dos chouriços
continuo a não entender porque é que se dá tanta importância e valor aos golos que nascem de petardos de fora da área.
principalmente quando se parecem com livres directos, marcados sem barreira.
(o histerismo que os senhores da sporttv ontem exteriorizavam após a marcação do golo do manu, era, no mínimo, patológico.)
(mas pronto, lá está, isto sou eu que tenho a mania que eu golo de jeito é aquele que é antecedido de pelo menos uns 3 ou 4 bons passes ou, pronto, de 4 ou 5 fintas do caneco!)
principalmente quando se parecem com livres directos, marcados sem barreira.
(o histerismo que os senhores da sporttv ontem exteriorizavam após a marcação do golo do manu, era, no mínimo, patológico.)
(mas pronto, lá está, isto sou eu que tenho a mania que eu golo de jeito é aquele que é antecedido de pelo menos uns 3 ou 4 bons passes ou, pronto, de 4 ou 5 fintas do caneco!)
mania de você
eu sou por manias. todas elas parvas, claro. ora se são manias...
agora ando com a mania que o próximo treinador do clube há-de ser o villas boas. e olhem que não é uma mania recente, tenho-a, pelo menos desde 2006.
mas pronto, também ainda não desisti de julgar que o latvala vai ser um dia campeão do mundo.
lá está, manias!
agora ando com a mania que o próximo treinador do clube há-de ser o villas boas. e olhem que não é uma mania recente, tenho-a, pelo menos desde 2006.
mas pronto, também ainda não desisti de julgar que o latvala vai ser um dia campeão do mundo.
lá está, manias!
xô sérgio
de maneiras que ao que parece finou-se o antónio sérgio.
de maneiras que ao que parece também fica bonito escrever qualquer coisa com aquele ar de «as inúmeras janelas que ele me abriu para o mundo musical e blah, blah, blah...»
lamento mas não me incluo nesse lote. a culpa, claro, não é do antónio sérgio, coitado.
bom, vamos por partes: se há grupinho "irritanchi à beça" no panorama da fauna musical portuguesa, são, obviamente os antigos vanguardas, posteriormente indies e actualmente alternativos. se há grupo com maior percentagem - cerca de 95% - de pessoas com aquele ar «isto aqui é que é bom, aquilo aí que tu ouves é foleiro e menor» são estes que referi atrás. sei do que falo, frequentei essas «zonas zoológicas» e realmente aquilo cansa. cansa porque tem coisas (musicais) muito, muito más.
pior, confundem alegria com brejeirice e confundem brejeirice com mediocridade. poderia dizer que os metaleiros e os clássicos (antena 2) também são um bocado assim. aceito, tudo bem. mas os alternativos metem essa malta toda num cantinho.
o problema é que entretanto essas pessoas crescem e não mudam. ora eu não peço que mudem de gostos, mas peço, cum raio, que deixem de vez a atitude pedante.
já não temos 16 anos. já lá vai o tempo em que ter uma t-shirt com a foto do garlands ou do porcupine era um santo e senha para se ser «aceite».
ora, todo esse grupinho, está hoje de luto pela morte do senhor sérgio. é claro que o senhor sérgio não tem culpa nenhuma das atitudes pedantes dos seus seguidores. não podemos culpar o menssageiro pelo efeito da mensagem. longe, muito longe disso e é certamente uma afronta eu falar sobre esta coisa no mesmo texto sobre o antónio sérgio. mas não resisti, confesso. foi mais forte que eu.
eu lamento a morte do antónio sérgio porque lamento o desaparecimento duma característica que ele tinha ao qual eu tiro o chapéu. ele foi o último dos moicanos, o último dos radialistas da sua geração (e da geração dos que punham discos na rádio quando eu ainda não tinha pêlos nas partes de baixo - nem nas de cima!) que não trabalhava com playlists. se há coisa que eu odeio são programas com playlists. ou melhor, eu tenho é pena de não haver mais programas daqueles em que os senhores que iam lá pôr música, pegavam num molho de discos escolhidos previamente e «olha, hoje toco estes.» assim, sem mais, apenas porque lhes deu na veneta.
e por isso, caramba, aqui fica a minha chapelada ao antónio.
(e não há um caralho dum vídeo no you tube com os xutos a tocarem o som da frente!)
de maneiras que ao que parece também fica bonito escrever qualquer coisa com aquele ar de «as inúmeras janelas que ele me abriu para o mundo musical e blah, blah, blah...»
lamento mas não me incluo nesse lote. a culpa, claro, não é do antónio sérgio, coitado.
bom, vamos por partes: se há grupinho "irritanchi à beça" no panorama da fauna musical portuguesa, são, obviamente os antigos vanguardas, posteriormente indies e actualmente alternativos. se há grupo com maior percentagem - cerca de 95% - de pessoas com aquele ar «isto aqui é que é bom, aquilo aí que tu ouves é foleiro e menor» são estes que referi atrás. sei do que falo, frequentei essas «zonas zoológicas» e realmente aquilo cansa. cansa porque tem coisas (musicais) muito, muito más.
pior, confundem alegria com brejeirice e confundem brejeirice com mediocridade. poderia dizer que os metaleiros e os clássicos (antena 2) também são um bocado assim. aceito, tudo bem. mas os alternativos metem essa malta toda num cantinho.
o problema é que entretanto essas pessoas crescem e não mudam. ora eu não peço que mudem de gostos, mas peço, cum raio, que deixem de vez a atitude pedante.
já não temos 16 anos. já lá vai o tempo em que ter uma t-shirt com a foto do garlands ou do porcupine era um santo e senha para se ser «aceite».
ora, todo esse grupinho, está hoje de luto pela morte do senhor sérgio. é claro que o senhor sérgio não tem culpa nenhuma das atitudes pedantes dos seus seguidores. não podemos culpar o menssageiro pelo efeito da mensagem. longe, muito longe disso e é certamente uma afronta eu falar sobre esta coisa no mesmo texto sobre o antónio sérgio. mas não resisti, confesso. foi mais forte que eu.
eu lamento a morte do antónio sérgio porque lamento o desaparecimento duma característica que ele tinha ao qual eu tiro o chapéu. ele foi o último dos moicanos, o último dos radialistas da sua geração (e da geração dos que punham discos na rádio quando eu ainda não tinha pêlos nas partes de baixo - nem nas de cima!) que não trabalhava com playlists. se há coisa que eu odeio são programas com playlists. ou melhor, eu tenho é pena de não haver mais programas daqueles em que os senhores que iam lá pôr música, pegavam num molho de discos escolhidos previamente e «olha, hoje toco estes.» assim, sem mais, apenas porque lhes deu na veneta.
e por isso, caramba, aqui fica a minha chapelada ao antónio.
(e não há um caralho dum vídeo no you tube com os xutos a tocarem o som da frente!)
Quinta-feira, Outubro 29, 2009
a walk in a park
estou aqui de telefone na mão a tentar falar com o instituto de seguros de portugal (estes "meus" dependem de que ministério, porra? isto era «olho na rua!» para estes gajos todos, foda-se!) e ao mesmo tempo ouço lá fora, os gritos da minha filha que anda por estas bandas no passeio semanal ao parque da sua aula da creche.
se eu podia viver sem isto? podia, mas não era a mesma coisa.!
(peguei no telefone, vim à porta, e gritei «cuuuuuca!» - assim mais ou menos como a "cara d'homem" gritava «ó móooooninca!» - ela olhou, viu-me e não me ligou puto.)
(acho que estavam de volta dum cagalhão canino. digamos que há umas certas prioridades na vida, não é?)
(ser pai é isto.)
se eu podia viver sem isto? podia, mas não era a mesma coisa.!
(peguei no telefone, vim à porta, e gritei «cuuuuuca!» - assim mais ou menos como a "cara d'homem" gritava «ó móooooninca!» - ela olhou, viu-me e não me ligou puto.)
(acho que estavam de volta dum cagalhão canino. digamos que há umas certas prioridades na vida, não é?)
(ser pai é isto.)
Quarta-feira, Outubro 28, 2009
Segunda-feira, Outubro 26, 2009
ainda assim, não consigo desarriscá-lo dos escritores que me fazem tão bem à alma.
assisto com um misto de tristeza e de um outro sentimento esquisito e indescritível (mas que se assemelha àquilo que sinto quando olho para os tigres - tristes, cheios de peladas e cicatrizes - nas jaulas dos troleys dos circos) ao rol de entrevistas que o lobo antunes faz, cada vez que lança um livro.
não é bem o não gostar do «tipo de espectáculo» (também é, ok). é que gostava, por exemplo, de ler coisas... como é que eu hei-de dizer... ler coisas sobre o tal livro que ao que parece o senhor escreveu.
com estas entrevistas - sempre com aquele tom de «sabe, antónio, pode dizer as coisas, nós gostamos muito de si, não tenha medo de falar. e por favor, sim, por favor, não se arrelie e não nos mande a todos "para o caralho e mais a estas entrevistas que a minha editora me arranja!", nem baze daqui para fora porque o meu editor mete-me no olho da rua se não faço depois, assim, um texto em que falo sobre o seu quotidiano, as lombadas dos seus livros, o faulkner, o tchekov....», acaba-se por criar uma coisa menos jornal das letras e mais «na cama com», transformando o lobo antunes (que não escreve um romance em condições desde 1999) (ok, tudo bem, o legião é um "suficiente mais") numa espécie de personagem do tratado das paixões da alma.
tenho pena do senhor, só isto!
não é bem o não gostar do «tipo de espectáculo» (também é, ok). é que gostava, por exemplo, de ler coisas... como é que eu hei-de dizer... ler coisas sobre o tal livro que ao que parece o senhor escreveu.
com estas entrevistas - sempre com aquele tom de «sabe, antónio, pode dizer as coisas, nós gostamos muito de si, não tenha medo de falar. e por favor, sim, por favor, não se arrelie e não nos mande a todos "para o caralho e mais a estas entrevistas que a minha editora me arranja!", nem baze daqui para fora porque o meu editor mete-me no olho da rua se não faço depois, assim, um texto em que falo sobre o seu quotidiano, as lombadas dos seus livros, o faulkner, o tchekov....», acaba-se por criar uma coisa menos jornal das letras e mais «na cama com», transformando o lobo antunes (que não escreve um romance em condições desde 1999) (ok, tudo bem, o legião é um "suficiente mais") numa espécie de personagem do tratado das paixões da alma.
tenho pena do senhor, só isto!
Terça-feira, Outubro 13, 2009
maitê
o que me preocupa não é o video da maitê proença, moça que eu sei, teve o condão de desencadear certamente algumas vigorosas sarapitolas durante os anos oitenta. adiante!
repito, o que me preocupa não é o vídeo. aquilo só revela aquele tipo de tentativa - manifestamente frustrada - de gozar e sair por cima. também não me preocupam as gargalhadas finais da turminha feminista do programa no final do vídeo. só quem nunca viu o programa pode achar a coisa estranha.
francamente, o que me preocupa são os comentários generalizados que depois se fazem ao resto da população brasileira. acho piada, confesso.
e acho piada porque, normalmente, vêm do mesmo grupo de pessoas - pronto, já agora também tenho direito a generalizar, não é? ai não tenho? então eu vou generalizar para verem como fico ridículo - que comete os mesmos erros: os portugueses.
ao que parece a senhora proença andou lá a mandar umas bocas cometendo alguns erros históricos. quando eu entrei na faculdade, num simples inquérito junto dos caloiros de história, repito, junto dos caloiros de história - ou seja, pessoas que iam tirar o curso de história e que têm, presumo, uma bagagem de história diferente dos que andam a assentar tijolos ou, por exemplo, a escrever em blogs - revelou que 30% dessas pessoas colocaram, numa ordem cronológica, o dom afonso henriques antes de jesus cristo. repito, 30%. para os que não sabem o que isto quer dizer eu elucido: em cada 100 pessoas que entraram no curso de história, havia 30 que julgavam que o jesus cristo tinha nascido após o dom afonso henriques. vale?
se calhar é um exemplo meio tolo. mas acreditem, não é. é um ramo basilar da cultura de um povo: a história. e se vejo pessoas ficarem muito chocadas porque a maitê disse que o salazar esteve (apenas) 20 anos no poder, já acho estranho que tenha havido poucos comentários ao facto dos que votaram, não no salazar como o melhor português de sempre, mas sim num dos actores das telenovelas da tvi. (ahh, são putos que votaram, isso não conta. são putos e o cérebro - cerco, como diz a minha filha - ainda não está desenvolvido.)
fode-me este tipo de generalizações. se um par de brasileiros assalta uma dependência do bes, logo todos os brasileiros são ladrões. se uns brasileiros convidam os portugueses a desvincularem-se de dez porcento do seu ordenado em nome do senhor, logo todos os brasileiros são uns místicos gatunos.
porém, ninguém generaliza em relação aos portugueses que vão ao teatro ver a teresa guilherme; que dizem museu dos "cóches" em vez de museu dos "côches" (devem julgar que é um museu de viaturas espanholas); que dizem «é assim» ou «portanto» no início das frases; que elegem para presidentes de câmara pessoas que quando terminam de alcatroar a alexandre herculano, colocam placas (caras!) a dizer «fui eu que fiz»; que realmente não só cospem nos monumentos nacionais como também não sabem o que quer dizer «egrégios avós» ou «ínclita geração»; ou ainda que escrevem blogs tolos, cheios de vernáculo e erros ortográficos como este que agora ledes.
afinal a maite até tinha material para fazer um vídeo a dar baile aos portugueses. o pecado dela foi ter escolhido mal os temas abordados.
repito, o que me preocupa não é o vídeo. aquilo só revela aquele tipo de tentativa - manifestamente frustrada - de gozar e sair por cima. também não me preocupam as gargalhadas finais da turminha feminista do programa no final do vídeo. só quem nunca viu o programa pode achar a coisa estranha.
francamente, o que me preocupa são os comentários generalizados que depois se fazem ao resto da população brasileira. acho piada, confesso.
e acho piada porque, normalmente, vêm do mesmo grupo de pessoas - pronto, já agora também tenho direito a generalizar, não é? ai não tenho? então eu vou generalizar para verem como fico ridículo - que comete os mesmos erros: os portugueses.
ao que parece a senhora proença andou lá a mandar umas bocas cometendo alguns erros históricos. quando eu entrei na faculdade, num simples inquérito junto dos caloiros de história, repito, junto dos caloiros de história - ou seja, pessoas que iam tirar o curso de história e que têm, presumo, uma bagagem de história diferente dos que andam a assentar tijolos ou, por exemplo, a escrever em blogs - revelou que 30% dessas pessoas colocaram, numa ordem cronológica, o dom afonso henriques antes de jesus cristo. repito, 30%. para os que não sabem o que isto quer dizer eu elucido: em cada 100 pessoas que entraram no curso de história, havia 30 que julgavam que o jesus cristo tinha nascido após o dom afonso henriques. vale?
se calhar é um exemplo meio tolo. mas acreditem, não é. é um ramo basilar da cultura de um povo: a história. e se vejo pessoas ficarem muito chocadas porque a maitê disse que o salazar esteve (apenas) 20 anos no poder, já acho estranho que tenha havido poucos comentários ao facto dos que votaram, não no salazar como o melhor português de sempre, mas sim num dos actores das telenovelas da tvi. (ahh, são putos que votaram, isso não conta. são putos e o cérebro - cerco, como diz a minha filha - ainda não está desenvolvido.)
fode-me este tipo de generalizações. se um par de brasileiros assalta uma dependência do bes, logo todos os brasileiros são ladrões. se uns brasileiros convidam os portugueses a desvincularem-se de dez porcento do seu ordenado em nome do senhor, logo todos os brasileiros são uns místicos gatunos.
porém, ninguém generaliza em relação aos portugueses que vão ao teatro ver a teresa guilherme; que dizem museu dos "cóches" em vez de museu dos "côches" (devem julgar que é um museu de viaturas espanholas); que dizem «é assim» ou «portanto» no início das frases; que elegem para presidentes de câmara pessoas que quando terminam de alcatroar a alexandre herculano, colocam placas (caras!) a dizer «fui eu que fiz»; que realmente não só cospem nos monumentos nacionais como também não sabem o que quer dizer «egrégios avós» ou «ínclita geração»; ou ainda que escrevem blogs tolos, cheios de vernáculo e erros ortográficos como este que agora ledes.
afinal a maite até tinha material para fazer um vídeo a dar baile aos portugueses. o pecado dela foi ter escolhido mal os temas abordados.


