terça-feira, fevereiro 14, 2012

onde é que andas, pá?

que me perdoem quem gosta de mandar cartões e «almoçar» no requinte, mas no dia de hoje, invariavelmente, lembro-me sempre do valentim, o gajo mais, bom e mais alto da freguesia do alto do pina.

(saudades tuas, sabes?)

segunda-feira, fevereiro 13, 2012

i love the smell of ... in the morning.

smells like... victory!

o filme do clint eastwood...

... sobre o hoover é, como não poderia deixar de ser, uma valente seca. não que o clint eastwood seja uma valente seca, mas o tema é!

porém, quando lá para abril ou maio já todos tivermos visto os filmes com oscarizados (palavrinha gira) ou nomeados, façam um esforço e vejam o leonardo neste filme.

depois, então, perguntem-se porque é que ele nem sequer foi nomeado e dêem-me então uma razão válida para eu levar a sério estes prémios americanos.

(será que foi fora de prazo?) 

demonstrou-me, há tempos, o simão rubin,...

... para que eu pudesse aprender com atenção, por que razão era este o papel mais difícil da carreira da meryl streep.

lembrei-me das suas palavras quando hoje de manhã vi estas imagens.


realmente, uma americana, a fazer um papel duma inglesa - ainda por cima não é uma inglesa qualquer - num filme inglês, e ver, no fim, os ingleses a reconhecerem-lhe o seu trabalho... pronto, percebem porque é que deixa de fazer sentido ganhar ou não ganhar o oscar deste ano?

domingo, fevereiro 12, 2012

vou ali sacar...

... o sheltering the sky e o forget paris porque estou a ressacar da debra.

juro que desta vez olhei para o relógio e tudo

cinquenta e nove minutos e quarenta segundos foi o tempo que ele demorou a perceber que o james rodrigues estava a fazer mais falta que o varela.

apesar da gripe me entupir o nariz...

... o pior perfume masculino de todos os tempos perseguiu-me por, pelo menos, 4 corredores na decathlon.

dasse!

padrinho, comprei finalmente os hamburguers.

(o jumbo dá dez a zero ao continente!)

(e tinha o perseguido pelo passado a 2 euros. e o hannibal também.)

sábado, fevereiro 11, 2012

tenho orgulho em pessoas cujas preocupações pessoais...

... não estão nas coisas ditadas pelo passos, pelo cavaco, pela angela, pelo nicolàs, por esses que agora toda a gente sabe falar sobre, mas sim por coisas decididas «pelo cara lá de cima».

orgulho no saul e no arturinho.

gente da criação, do bairro, das minhas duas ruas, caramba!



em boa verdade vos digo, assim em jeito evangélico...

... que se o «nossa, nossa... » não tivesse acordeão, não me custaria tanto ouvir a coisa.

sou do tempo em que nos genéricos ou nos créditos finais passava vivaldi ou ravel

eu já de cama com a gripe a bombar e chegam as duas juntas da rua. 

na tv, baixinho, está a dar o querido.

a mais pequena junta-se a mim. a mais crescida junta-se mais tarde.

vemos juntos as transformações, ao sons de ohhhh, ficou tão giro... (mas porque caralho agora passaram a colocar papel de parede em tudo o que é casa? há dois locais onde o papel de parede e as alcatifas ficam bem: no lixo!)

chega o casal «transformado» (dois negrões e uma filha bebé que se peidou quando tiraram a venda) e ficamos em silêncio a ver aquilo: eu já a chorar - choro sempre no querido - a mais pequena interessada, claro, em dois puffes rosa choc e a mais crescida a controlar outros pormenores.

uma músiquinha calminha a acompanhar o casal surpreendido enquanto percorrem as divisões da casa (assim já num ambiente operação pirâmide e tal), os agradecimentos do gustavo e daquela decoradora que tem pinta como tudo... o programa a terminar e... quando menos se espera, na altura em que aparece a descrição dos produtos e dos patrocinadores a música passa a «nossa, nossas, assim...» pronto, está a burra nas couves. 


eu que já estava mais para lá que para cá fiquei pior, a mais crescida a levar as mãos à cabeça e a mascote a levantar-se num ápice, pondo-se de pé em cima da cama e cá vai de empinar o cu «a minha filha não tem cu, tem rabo!», ou melhor, a empinar o rabo e com as mãos a fingir um leque de abano «e passou a menina mais liiiiinda!»


são já três da tarde do dia seguinte e ainda não estou bom.

parém tudo...

... e reparem bem neste álbum que a detinha tinha no seu facebook.

aqui

quarta-feira, fevereiro 08, 2012

já ouviram...

a meryl streep?

quando eu digo ouvir, não me refiro aos filmes e isso. falo mesmo das entrevistas. já a ouviram?

é maravilhosa, não é?

gosto particularmente do facto de ser daquele tipo de pessoas que está sempre a coçar-se, a mexer no cabelo, a colocar os óculos na testa, a mexer nos olhos... e isso numa mulher tem a sua piada. porque é "suposto" não escangalhar a pintura e o penteado e ela dá cabo dessas regras com uma limpeza daquelas.

adoro pessoas que se mexem como ela. seduzem-me.

dos sete minutos e trinta em diante


Justin Timberlake au Late Show with Jimmy Fallon... por Rock_You_Justin


é aquilo que eu vou ser quando tiver argãn: não preciso de ser o mcdonald pois basta-me ser o timberlake.

(está quase. já falta pouco dinheiro)

em vez do «na balaaaadaaaa....» quis ouvir esta umas 4 vezes sem tirar. quando for grande, acredito, será das deprimentes que ia para o quarteto ver ciclos do tarkowski



dêem-lhe uma mãozinha se a virem nesses estados, sim?

segunda-feira, fevereiro 06, 2012

.... ora temos primeiro o soft and wet....

.... nitidamente uma canção sobre uma.... esfregona (ou talvez não).

e logo, logo a seguir. assim, completamente coladinha, um «check the lyrics change. right now. i ain't got no money... (that's a lie!)...

(primeiros singles, respectivamente, do primeiro e do segundo elepê)

groooooove....

dentre as dez músicas mais deprimentes de sempre está uma dos coldplay

eles é que dizem, não sou eu. eles lá sabem.

domingo, fevereiro 05, 2012

e depois de verem aqui telediscos desta moça, caramba, já se acredita em tudo, não é?

acho que foi o hodgson, por volta de 95 ou 96, na altura seleccionador da suiça, quando lhe perguntaram que tipo de jogador não deveria a equipa das quinas prescindir, respondeu que seria um jogador como o oceano.

não pelos dotes futebolísticos, mas porque há alturas num jogo - e acontece com frequência - que precisamos de um colega que ande ali a bater-nos palmas e a gritar «vamos lá, vamos lá! acredita, caralho! vamos lá»

numa das aulas que eu faço na ginástica, há um grupo de 2 ou 3 maduros (vá, mais um que os outros dois) que é assim como esses que o hodgson referiu. e se ao início não estamos habituados, e até nos incomodam os incentivos deles, mais tarde reconhecemos que já não conseguimos fazer a aula sem eles.



hoje, se já desconfiava, tive a certeza absoluta. ali pela faixa 6, quando as perninhas queriam dizer que não, lá vinham os gritos dele e o seu olhar de mau «é que ninguém desiste! mas ninguém mesmo!»
 

é daqueles maduros que gostávamos de ter como amigos no face só para ir lá amiúde (como a frequência com que o tim dos xutos queria ir a bragança) fazer-lhe um laique.

como hoje.

 



(mas também tenho a certeza que ele é muito, mas muito melhor que todos nós e por isso não usa essas paneleirices.)
(não precisa.)

ahhh, não me lixem...

... nem nos desculpemos com o facto de estarmos a bater em coxos.

mas é mesmo um luxo ter lucho.

to mess you up. to strip you down. and have their fun. with my little one....

à tarde, no vi eidje uane, num depeche mode uiquende, o dave gahan com uns clubmaster.

(e eu ainda gosto tanto dos clubmaster)




para as meninas

há um ljungberg em potência na decathlon de cascais.

(não sabem quem é? e queriam fotos aqui? era o que mais faltava. guglem e apreciem. se gostarem visitem a loja.)

sábado, fevereiro 04, 2012

eles vêm cá

vocês...

... conseguem levantar-se de noite, sair do quarto, assim para dar uma mijinha e tal ou ir ver se se esqueceram de regar o manjericão, sem que no regresso passem no quarto dela para lhe espetar mais um beijo no pescanhoço?

e se nos levantarmos 4 vezes, também lá vamos
4 vezes , não é?

ou sou só eu?

sexta-feira, fevereiro 03, 2012

ó zé, olha aqui: sómaistardemincontreiiacheiquestaverrada nãobastavaseroqueuacheiserlindiperfumaaaaada

(te recuerdas?)

ai brous


eh pá....


não é suposto...

... as pessoas terem um certo carinho pelo à vontade e tal do futre, percebendo e compreendendo, contudo, que ele, como costuma dizer, é um gajo sem estudos e que diz muitas coisas sem saber que está a dizer umas bacoradas linguísticas?

então percebam uma coisa duma vez por tudas: diz-se virão. repito, virão.

(e não, vai vir.)

mostrou-me um mano velho

chou mái strite

(adorei, claro)

como dizia o meu «associado» bic laranja, «estamos a contar espingardas.»

havia uma colega da minha mãe que lhe recomendou, já nem sei para quê, um tal de chá de lórans, porque ouvia na tv anúncios à schaub lorenz e aquilo só poderia ser muit'a bom


pior que reconhecermos ser uns animais de hábitos é verificarmos que somos animais de hábitos, de manias e, na maior parte dos casos, somos burros!

(ok, dispenso comentários - pertinentes, aceito - que usem a frase «fala por ti! olha-me este...»)

em tempos, armado em 'divorciada ressabiada que não quer saber do mundo masculino, mas em gajo', fui dar uma volta até ao guincho. no regresso parei na guia. atraído pala loja dos chás (sim, bem sei «chamem o fernando!»), olhei para um de champanhe e pensei «tu queres ver que é, assim como assim, como um outro, também de champanhe, que há lá por casa?». bom, decidi arriscar e comprei.

recordo-me que estava um tempo de merda: chuva, daquela "tocada a vento», frio sibérico (é um grau de barbeirice acima de siberiano, entenda-se), tempo cinzento, ausência de sol e, tenho a certeza, nem eu estava muito bem.

a verdade é que quando à noite chegou a hora de o experimentar, para já não me soube ao outro de champanhe que já tinha habitado aqui a casa e depois, provavelmente por causa de todos os elementos negativos a este associados, não me soube bem. bebi-o, claro - q'estas coisas não se deitam para o lixo. mas bebi-o a contra-gosto. e  mortifiquei-me de modo a despachá-lo o mais depressa possível, abusando nas doses e só aliviei-me quando chegou o fim do pacote umas semanas depois.

esta semana, num dia de sol, sem vento, daqueles que nos obrigam a tirar o casaco à hora do almoço e ficar em tichârte, voltei ao guincho, novamente em modo «quero que o mundo s'a foda» mas a imitar a tal 'divorciada ressabiada que não quer saber do mundo masculino, mas em gajo'. voltei a dar a mesma volta, voltei a parar nos mesmo locais, voltei a entrar no caralhinho da loja dos chás, voltei a olhar para o mesmo pacote dourado de champanhe e voltei a levá-lo para casa. algo me dizia (assim, tipo, alexandra solnado) (adoro dizer «tipo») que eu tinha que o beber outra vez.

e bebi. e soube-me bem. e soube-me mesmo bem. e já olho para o pacote com medo que ele seja pucanino e se acabe num instante. e estou enleado neste sabor como estive nos mentas, nos pêssegos e até, nos tempos em que andava por aí na náite, nos camomilas desta vida.

digam-me por favor que o outro era mas era um lote dos marados, só para eu acreditar que o material tem sempre razão.

ou então chamem-me parvo porque eu o mereço.

quinta-feira, fevereiro 02, 2012

vem que fazes falta

durante, pelo menos, o meu segundo...

... nono ano, esta foto esteve colada no frontespício do meu dossier. é a partida da stramilano.

(um dia, quem sabe...)




a eternidade do calvino...

... pairava há pouco na papelaria bonanza.


(ia para ali uma coisa gira, ia.)

se uma equipa falhar um penalti...

... é, depois, abatido um crédito na liga da verdade do record?

«fodasse. pó caralho»

está escrito no vidro do meu carro.

é caligrafia de gaja. é um filingue.

vou dar uma de operador de telemarketing (que até julga que se escreve telemarkting) quando não sabe para onde se há-de virar: só ligo a insultos quando escritos sem erros de português.

(vá, sou tolerante, contudo, ao uso das regras do acordo.)

quarta-feira, fevereiro 01, 2012

eu seria uma pessoa mais feliz se houvesse telediscos do ten nights dos spain

para trazer à tona, homem-rã

unemployment benefit, form 40

um carinho matinal para quem anda nas bichas (venham-me cá dizer que bichas são os paneleiros que eu fodo-vos os cornos!) dos centros de empregos.

(e eu sou capaz de estar uns bons 27 minutos - sim, sou muito prolixo - a falar sobre os pormenores deste mero clip mas, por ora, deixo-me naquele pedaço em que o gerald já fez o seu spin e continuam o dave, o lomper e o horse com o pezinho direito para a frente e para trás, quase que indiferentes à cena porém sincronizados na coreografia.)

segunda-feira, janeiro 30, 2012

eu acho que 4 ou 5 semanas depois, começo verdadeiramente a entender o que ela me quer dizer com...

campanha da fnac causa polémica nas redes sociais

aqui.

um atentado à cultura?

vamos fazer um desafio? então 'bora lá:
quem é que já leu os maias? e de que trata? façam-me, em três frases, um resumo da obra. quantos dos que responderam que sim, que leram, no fundo leram foi aquela sebenta que havia na barata com o resuminho da coisa? o que é a cultura? que mal tem a meyer? quantas pessoas conseguem escrever meyer sem escreverem mayer ou maiar?
quantas pessoas acham mesmo que a fnac está a incentivar os clientes a fazerem um daunsaizingue à sua cultura? quem é que daqui está a confundir a estrada da beira com a beira da estrada? o que é uma estrada? o que é confundir? quem é que anda a dar o cu aos brasileiros ficando muito feliz e contente por escrever espetador e teto quando se refere àquela pessoa que vai ao teatro e àquilo que está sobre as paredes?

digam-me 3 obras do aquilino ribeiro?

digam-me 3 portugueses que façam parte da folha salarial do real de madrid?

vão pr'ó caralho!

quinta-feira, janeiro 26, 2012

passou, mais uma vez, por mim...

... enquanto estava parado num semáforo a camioneta da associação reto à esperança.


caramba, tivesse eu espírito brejeiro e juro-vos, apresentava aqui umas quatro ou cinco piadas que me invadiram a alma e que não envergonhariam o barreiros.

mudava letra aqui, depois punha uma vírgula. noutro caso, juntava esta palavra com esta aqui...

li uma coisa que eu cá sei...

... e que não divulgo nem à laia da ... e que me fez, confesso, suspirar aliviado e de satisfação.


(puta! magoaste-me! foste injusta e não olhaste a meios!)

(deveria ter feito o mesmo contigo agora, mas, às vezes, não me sinto tão fraco como suponho.)

...e ouso em dizer que sim, este livro é a tua cara...

não foi dito como um elogio. foi dito, apenas. 

mas há coisas que são ditas sem terem a função de dardos mas que, porém, cum raio, acertam nas (nossas imaginárias e privadas) mouches, cum uma limpeza do camandro.

é canadiano e é dos poucos que me faz rir.



já o faz há mais de 10 anos. por isso, se calhar, tem piada.
 

depois dá ideia que não interpreta, dá ideia que ele é mesmo assim. e isso não faz dele um mau actor. faz é dele um carácter único já que ninguém o consegue imitar ou fazer parecido. (copo meio cheio ou meio vazio e blah blah blah...)

bom, o hugh grant e o keanu reeves andam também há um porradão de tempo a fazer o mesmo papel e não é por isso que me cairam em graça. tem dias, vá!

são-me simpáticos os homens superiores porque são superiores...

... e são-me simpáticos os homens inferiores porque são superiores também
porque ser inferior é diferente de ser superior...


... simpatizo com alguns homens pelas suas qualidades de carácter
 e simpatizo com outros pela sua falta dessas qualidades
e com outros ainda simpatizo por simpatizar com eles...

...sim, como sou rei absoluto na minha simpatia
basta que ela exista para que tenha razão de ser.

gosto de pessoas que «estão à vontade para o dizer»...

... assim, do género das que dizem que têm «muitos amigos maricas».

(caramba, muitos amigos maricas há por aí.)


terça-feira, janeiro 24, 2012

ahhhh, que maravilha...

... a meterem-se com a pessoa errada. não te fiques, dá-lhes com a cabeleira nas trombas que nem menino da palhavã!

(sabes que estarei sempre contigo. e nestas coisas, tenho a minha opinião bem escudada pelo que me vais ensinando e corrigindo.)

vejam se percebem, isto não é um «mostra-me lá o teu caixote de lixo»

seal, ao que parece não deves andar a passar um bom pedaço. mas a vida continua. deixa-me dizer-te, contudo, uma coisa: vais arranjar muito, mas muito melhor. tinhas como mulher, uma das maiores, mais desinteressantes e chatas conas de sabão que a alemanha jamais produziu.

comeste a ama? já é um começo.



olha, para a coisa ser perfeita, deixa de vez essas paneleirices que decidiste gravar nos últimos dez anos e volta a cantar coisas de jeito, sim?



(não, isto não é uma provocação. é que eu queria pôr o future love paradise mas não vi nenhum video de jeito.)

that's why you call me in the middle of the night. you say it's...

e pessoas que nos telefonam... nós atendemos e tal, mas do outro lado ainda estão a falar ou a fazer outra coisa qualquer... nós insistimos «está???» mas do outro lado continuam sem nos ligar pevide e ainda ou ouvimos a rir ou a comer ou a abanar o nabo depois de darem a mijadela...

... que irritação tão boa!

- está? ai já estavas aí? não te ouvia... pensei que não atendesses logo...»

novos ricos

apesar de tudo ainda vejo por aí, este ou aquele a esforçarem-se por escrever de acordo com as novas normas ortográficas.

dar-me-ia imenso prazer que, antes de escrever da forma ortográfica que alguém lhes disse que seria a mais correcta, passassem a falar, e já agora e escrever, sem erros gramaticais.

mas isto sou eu que não ligo a gadgets linguísticos e fico fulo por não saber escrever limpinho.

sexta-feira, janeiro 20, 2012

o que mais me agrada nos adeptos do sporting é estarem mesmo convencidos que fazem parte dum clube diferente


se o sporting tivesse jogado bem, estivesse a dar seis, o bojinov já com dois marcados e com fé para fazer o hat-trick num penalti aos 90 e ainda assim falhasse, também haveria processo disciplinar?


se o bojinov não falhasse também havia processo disciplinar?


ele não só tinha uma voz boa como era daqueles que em certos meios rouba e oblitera a opinião, aparentemente certa dos outros

- e o que ele fez no real madrid? se formos a ver com atenção, antes de ele ir para espanha, o real madrid até era um clube de segunda linha. desde que o mourinho decidiu ir para lá, a verdade é que até a taça do rei já ganharam. mas, claro, como ele é português criticam-no. ele há-de sair de lá e depois ainda o chorarão por que vão voltar a não ganhar nada.

e o seu interlocutor abanava a cabeça para cima e para baixo em jeito de aprovação.



(ele sabia de tudo: de pecados do vale e azevedo, de coisas que o godinho lopes lhe tinha feito «a mim, atenção. não são histórias de outros, ele fez-me a mim!» e até sabia dumas coisas que não lhe apetecia nada contar agora e que se falasse...)

que querido, a paciência e a genorisade dele em parar por uns momentos o seu trabalho, para cumprimentar um preto de gravata que por ali passava preocupado com cenas do mundo.


quinta-feira, janeiro 19, 2012

a fonte que eu mais gosto é a gill sans. mas se tivesse que escolher uma daquelas que vestimos «para ir à madrinha», então seria, de caras, uma da família windsor

o joão - onde é que andarás? terás face? -, recordo-me, é que era um grande entusiasta e connoisseur da coisa. não só nos contagiava, pois sabia  cenas de cor - e em ingalês. estrangeiro, lá está -, como também conseguia duma forma wikipedial explicar-nos que este era melhor que aquele e aquele, apesar de tudo não poderia ser melhor que o outro.

estamos no tempo dos clubes de video: o take the money and run havia no arco iris e foi o luís que mo requisitou por mim; o bananas havia no bairro, o abc acho que era o padrinho da joão xxi que tinha,  e o play it again sam (que nem é dele mas do herbert ross que fez o steel magnolias ou footloose - deu na tv e foi escalpelizado entre nós os quatro até ao tutano.

havia sempre forma de se comentar a pistola feita em sabão, a barba do bananas, ele na cama com a ovelha, e todo, mas todo sem excepção, o play it again sam. mas falávamos desses filmes assim como se comentaram, há uns anos, os sketches dos gato ou o «é mais bolos» e «a minha quinita» do crime da pensão estrelinha, há uns 20 anos.

não vale a pena falar dos outros 567 filmes que depois vieram. bom, o radio days ainda mexe muito comigo. não digo que foi um filme dos quatro lá atrás referidos, mas, seguramente, três deles, repetiram em conversa de café umas 5 ou 6 cenas do filme. dizia que não vale a pensa falar porque não se acrescenta muito. duns gostei, doutros nem sei se gostei e uma boa parte já não fui capaz de ver porque me perdi a ver, sei lá, filmes de perrada ou ciclos do tarkowski no quarteto (deves!). finalmente há o pormenor, chato, de ele ainda não saber - porque ainda ninguém o informou - que a johansson me incomoda por ser uma valente cona de sabão e isso inibe-me de ver sem desconforto ou irritação uns quantos ou mais filmes que até, vai na volta, são engraçados.

estava de volta da internet para escrever umas coisas que eu cá sei sobre os créditos - sim, eu escrevo posts sobre créditos - dos filmes do woody allen e descubro que afinal o post já está feito. vai daí decidi dizer estas bacoradas nos 3 ou 4 primeiros parágrafos para encher chóriços mas o que eu queria escrever resume-se a isto: cliquem aqui.




enjoy

estive a beber um penalti de coca-cola cujo prazo de validade terminou em janeiro de 2010 (mais propriamente no dia 12) e posso garantir-vos que é uma experiência inolvidável.

sim, digamos que inolvidável é uma palavra que se adequa à coisa.








uma busca mais exasutiva, fez-me encontrar uma outra cujo prazo terminou a 28 de novembro pp., mas, ahhhh, já não é a mesma catigoria!

uma coisa é certa, fiquei com os canos do duche mais desentupidos que quando ainda eram novos. mainada!

sabem uma coisa?

se esta gaita ainda se vendesse, eu fumava um de vez em quando.







(puta de saudades daquele cabrão daquele sabor. não houve outro igual.)

quarta-feira, janeiro 18, 2012

73%...

... de posse de bola. contra o real? hummm...

continua-me a fazer impressão o alonso naquela equipa. caramba, é que merecia mesmo mais e melhor.

e se ontem estava a dar as pontes...

... hoje, no hollywood, estava a dar um filme em que na mesma cena, repito, na mesma cena, apareciam três actores não só da mesma série como também da mesma temporada: dianne weist, john mahoney e alison «i miss you, girl» pill.

saudade boa.



terça-feira, janeiro 17, 2012

ohhhhh growing up



na última vez sentiu-se muito triste e não lhe falei mais na coisa. talvez tivesse razão- talvez para ela fosse ainda complicado.

há pouco foi ela que puxou o assunto:


- quero tentar outra vez aquele do 'eu espero'.
- tens a certeza?
- eu sei que vou ficar triste... mas eu quero tanto ler...


e lá fomos lendo aos poucos, tentando, na medida do possível, 'neutralizar-lhe' as emoções. porém, ela chega ali à parte dos hospitais e do amor e... e fica ali num misto de querer voltar para trás com uma atracção pelo abismo.


- lemos antes outro, filha...
- não, continua. eu quero continuar.


e chora no fim. a sorrir. chora no fim de tristeza mas a sorrir. e começa a falar em coisas que para aqui não são chamadas e eu fico ali meio confuso, sem saber muito bem que passos hei-de dar, sem conseguir arranjar justificação que seja, para deixar de voltar a ler o livro com ela...

... mesmo tendo partes mais tristes. apesar de eu, confesso, não o sentir como sendo... triste.

olá pai, quero-te dizer desculpa. não queria magoar o francisco. desculpa tábem. bia


... uns pais que me possam...

... apoiar em tudo o que eu tiver dificuldades. e não é só dar miminhos e dar dinheiro e dar essas coisas todas que nos fazem feliz. o que nos faz feliz é ter pessoas que nos dão carinho e que nos fazem sentir feliz...

sei mai neime

atenção que eu escrevi a palavra sorte mas pu-la entre aspas, ok?

o tempo que tenho vivido precaveu-me e tornou-me prudente em relação a actos jornalísticos. é um facto que raramente acredito e poucas vezes dou importância a notícias. ora, para uma pessoa que há bem pouco tempo não resistia em carregar para casa um qualquer molho de jornais ou revistas velhos arrumados numa porta de escada qualquer, para os degustar no calor (ou frio, conforma a estação) do lar, é um choque do camandro.

reportagens então, lá está, levo-as tão a sério como um prognóstico dum jogo do benfas vaticinado pelo jorge máximo.

ainda assim, mesmo que não houvesse nenhuma reportagem, só o facto de haver crianças que são devolvidas à procedência tempos depois de serem adoptadas, é algo que me arrepia.

e agora, caramba, era menino para estar aqui a desenvolver um texto com quatro ou cinco linguados bem esgalhados onde malhava nesses pais cruéis e toda a gente abanaria a cabeça, concordando com toda ou qualquer sentença que eu aqui espetaria.


enfim... nunca falei com nenhum desses pais devolvedores e por isso não sei como é que hei-de assimilar essa questão.

mas...


... mas estava a ver trechos da reportagem e... e do que me lembrei foi dos que têm (ou tiveram) pais mas que não tiveram «a sorte» de serem devolvidos a uma outra qualquer procedência. é que esses... (não, não vou dizer nada)

é a vida...

que nome se dá à onomatopeia que se reproduz quando verificamos que se nos terminaram os agrafes?


what if...

segunda-feira, janeiro 16, 2012

.... era já amanhã


eletroconvulsoterapia

três discos editados, a dois discos de serem a melhor banda do planeta. aqui, na alemanha, na versão do red sky - o disco que mudou os anos oitenta - com o sending the clows sem estar censurado.

foda-se, tanta energia!

baixo perfeito, malha to edge a rasgar. ritmo de nos deixar aos pulinhos junto do gradeamento.



e nestes, quase, 30 anos, só aos os muse vi ganas como estas.

cameron, desta vez tramaste-me!

não é só a forma como filmas, como nos contas as histórias. são as coisinhas que encontras para encheres a tela. são sempre tao, mas tão giras.

sei lá, como, neste caso o don't be shy do stevens ou o don't come around here no more.

e os putos que consegues descobrir? eh pá, são sempre tão pacholas. até os homens gostam de ver isso, imagina!



agora teres ido buscar a scarlett? deus do céu, ia dizer estragaste tudo mas vou corrigir: fodeste tudo!

(a sacarlett não, caralho!)

tentei ser amigo...

... da christy turlington mas ela não tem facebook.

(o eduardo que lhe crie uma conta, pá!)




 

eu deveria achar piada ao ricky gervais, não era?


sábado, janeiro 14, 2012

ser pai até é fácil. complicado é ser professor de português!

- ó filha, tens que começar a achandrar e não entrar no quarto dos pais quando a porta está fechada. bates à porta e logo se vê se podes abrir a porta ou não?
(riu, fez caretas, mandou umas bocas, mas lá percebeu.)

- ó filha, diz-se um grama e não uma grama, ok?
(barafustou, discordou, bateu o pé e disse que ia fazer queixa à professora.)