quinta-feira, novembro 24, 2011

a paz , o pão, a habitação, a saúde, a educação... só há liberdade a sério quando houver liberdade de... blah blah blah...

isto quase que parecem as escarretas dos velhos, aquelas que se tivessem casca eram um ovo: nós ouvimo-las sair da boca e, por mais que desviemos a cara, acabamos por cruzar o olhar com elas. é certinho cumó destino.

sucede o mesmo com as opiniões a favor e contra a greve.a gente bem tenta olhar para as notícias do tempo mas ...
 

agora, até já há opiniões contra o facto de se ser funcionário público.

muito bom. diria até, muito muito bom.

foi nessa altura que descobri, ou melhor, alembrei-me, dumas fotos em que estou, com o meu pai - certamente, o mentor da coisa - não só em manifestações do 1º de maio, como, nalgumas delas estou de boina militar na mona, ao lado duns magalas barbudos e gadelhudos, sobre uns chaimites, ali junto da entrada do técnico, onde esteve pintado durante anos a cara do eanes (o antónio ramalho, não o do sandokan) e onde nos anos noventa assentava praça, uma puta de calças às riscas pretas e brancas e franjinha à chrissie hynde, que tinha uma fábrica de merda que tratava deus por tu, deixando a babar não só aqui o je mas também o meu querido pedro boss naquelas alturas em que íamos fazer serão para a rua dos açores.

perante essas fotos, pergunto: uma vez que esta merda vai rebentar não tarda nada e haverá ali uma divisão, uma cisão, entre uns de direita (ah ah ah!!) e outros da esquerda (um ah ah ah, ainda mais sonoro), devo fazer uma limpeza photoshopiana e estalisnista às fotos, assim como o trotsky desapareceu das pligras com o valdimir ilich (antes de, estranhamente, desaparecer do méxico). ou arrisco, deixo estar como está e respondo em tribunal marcial que, na altura das fotos eu estava apenas a jogar à bola na alameda e num repente chegou aquele maralhal todo?

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