quinta-feira, junho 09, 2005

Rainha Dona Leonor



Porque fui à Av. Igreja, não resisti e passei à porta do velho Rainha. O meu querido Rainha Dona Leonor, onde eu estudei de 1981 a 1991 (mais anos do que necessitava, está-se mesmo a ver, não é) E apeteceu-me escrever sobre o tema.

Por norma, mais tarde ou mais cedo, tenho saudades de quase tudo. Ás vezes até das coisas más que me vão acontecendo na vida. Mas do Rainha são mais as saudades boas.

Tenho saudades dos gelados do Sr. Américo da Avalanche, do casal de velhotes que vendia pastilhas e guloseimas espanholas, do contínuo preto que ficava junto ao portão de cima, do Batista da Sul América, dos brigadeiros da Suprema, das tostas mistas do Grog, dos cafés bebidos na companhia de umas miúdas no Pomodoro, das bicas e dos bolos de arroz da esplanada dos Coruchéus, das futeboladas e dos piqueniques nos relvados da Av. EUA, dos namoros nas bancadas do estádio da FNAT, das lutas com pinhas entre barcos no lago do Campo Grande, da professora Maria de Lurdes Guisado - seguramente a melhor professora de todos os que foram seus alunos - daquela selecção de futebol (os grandalhões da escola) -
o Pote, o Miguel Loirinho, o Pelé, o Gianini, o Quico Norton de Matos, o Pio, o Eduardo e tantos outros - que fazia grandes batalhas contra o Padre António Vieira, as visitas ao terraço dos Sétima Legião (quando ainda nem nome tinham) para ver ensaiar o Rodrigo Leão e a sua turma, do salão de snookers da Conde Sabugosa que tinha uma jukebox sempre a dar o Your love dos Outfield e o slow do Top Gun, das horas que passávamos na cave da Livraria Bertrand a ver as revistas de Fórmula 1 e do Spectrum, das matinés e soirés no Clube Roma, no Springfellows e até no Central Park (que saudades de dançar slows!), dos crepes do Centro Comercial do Pingo Doce da Estados Unidos da América, das visitas que fazíamos ás lojas de discos (a Valentim de Carvalho e a Strauss do C.C. Alvalade) para ver se já tinham as novidades de inglaterra, das visitas de estudo, e principalmente dos meus colegas e amigos.




Um beijinho especial para:
o meu muito querido Pedro "Canina" Quadros (o meu primeiro amigo de Liceu, a pessoa que me abriu os olhos para a música e mostrou que existiam umas bandas com nomes esquisitos como U2, Simple Minds, Joy Division, Durutti Column, The Cure, The Sound, Echo & The Bunnymen e principalmente os Psychadelic Furs), a Vera Alçada (filha da Isabel Alçada), o Alex Hachmeister (grande mago do bilhar), o Cabral (valente craque da bola), os gêmeos Luís e Tó Abreu, o Vitor da Estefânea, o João Roque, o Capristano, o Rui Fernandes de Chelas, o Zé Formigão (grande lagartão), o Gugas (que me mostrou uma banda bestial que são os Marillion e era um craque no ténis), a Mª João Coimbra do Crisfal, a Julieta que toda a gente achava gira e ninguém se atrevia a dizer, o Augusto (o gordo de óculos que qualquer turma que se preze possuiu), a Carlinha (a minha primeira amiga "a sério"), o Sport Billy, o Bigodes, o David, a Ana Nabais (ai que saudades dos Black & White, pá), o grande João Caldeira, o grande Gonçalo Teixeira (que juntamente comigo e com o Formigão formavamos um trio de valentes pencudos), o meu querido amigo e futuro afilhado Luís Mário, o Luís Punk, o Rui Rasquinho, a Dora, o Pedro Alentejano, o Pratas, o João Peixoto, o Capristano, o Pã, o Ratana, o Rafa, o Tiago Petinga, o malogrado Alexandre Craveiro Lopes, a Alice, o Nápoles (grande fã dos Simple Minds), a Alexandra Freudhental, a Odete Palaré, a Patrícia loirinha que morava lá para a frente do jacarepaguá (acho eu), que era um doce, um doce (assim mesmo, duas vezes), a Carlinha do prédio da Sul América (que era um doce, que eu adorava e que tinha pinta cumó caraças), a Romana (a menina dos Óculos Vermelhos), a Sofia Sousa (minha primeira namorada), a Vera Ferro (doideira), a Vanessa que afinal, ao que parece, queria curtir comigo naquela célebre festa do Filipe (Tom Cruise) e eu só soube uns 10 anos mais tarde, o Tó Queiroga, a Sónia Pereira (podredíssima de boa),(que é feito de ti, pá?) a estilosa da Ana Marcelino, o filósofo Emilinho, a Tinoca Félix, a Paula Águas e dezenas de outros que agora não me consigo lembrar.

Tenho saudades de ter 3 meses de férias no Verão.

quarta-feira, junho 08, 2005

Wolf



Neste último fim-de-semana, despachei finalmente o livro Eu hei-de amar uma pedra. Com este livro completei a leitura da obra deste caramelo.

É sem dúvida o meu autor português favorito. Capaz do melhor e do pior. É uma espécie de Pedro Barbosa da literatura. Teve épocas levadas da breca, com aberturas de 40 metros, fintas com aquele drible marado, aqule jingar de ombros com a bola sempre muito juntinha aos pés. Um deslumbre. Como disse uma vez o Quinito: gostava de comprar o Pedro Barbosa para o ver a jogar no meu quintal. Mas nestas últimas épocas já se anda a arrastar pelos relvados. Ainda assim, continuamos a ir vê-lo, na esperança infinita que ainda saia uma outra habilidade à Pedro Barbosa. E de vez em quando lá saem.

Com o Lobo Antunes sucede-me o mesmo. Tem livros fantásticos, outros mais ou menos e alguns, principalmente os 4 ou 5 últimos, onde nos arrastamos por aqueles calhamaços à espera de um ou outro malabarismo linguistico que só ele sabe fazer. Mas dá cá um trabalho.... Pôrra!!

Os críticos lá vão dizendo que está melhor que nunca. Eu, para esse peditório já dei. Já não espero uma história com princípio meio e fim, que é coisa que o Lobo Antunes nunca foi capaz de nos apresentar - na realidade as suas histórias só têm meio. Mas espera-se pelo menos que facilite a coisa. E depois aquelas cenas das interrupções e dos pensamentos entremeados, ó senhores, façam o favor de lhes fazerem um defrag à coisa, caneco!

Mas já gastei um porradão de texto a dizer mal e a coisa não é tão horrível quanto parece.

O quotidiano lisboeta, as descrições dos tiques kitch daquela população dos bairros antigos (e não só), as fantásticas metáforas. Pronto, gosto! É assim.

Vamos lá então categorizar a coisa:

Gande níbel!
O Manual dos Inquisidores - o melhor romance português do pós 25 de abril
O Fado Alexandrino

À maneira!
Os cús de Judas
Tratado das Paixões da Alma
A ordem natural das coisas
A morte de Carlos Gardel

Fixe
O esplendor de Portugal
Exortação aos crocodilos

Tem dias!
Memória de Elefante
O conhecimento do Inferno
As naus

Farsola
Explicação dos pássaros
Auto dos Danados
Que farei quando tudo arde?

Ó pá deixa lá estar o livro na prateleira que isso não vale um caracol!
Não entres tão depressas nessa noite escura
Boa tarde às coisas aqui em baixo
Eu hei-de amar uma pedra

segunda-feira, junho 06, 2005

Selecção



Este ano fui quatro vezes ao futebol. As três primeiras para ver o meu clube e esta última, no Sábado, para apoiar a nossa selecção.

Da visita ao Estádio da Luz, concluí o seguinte:

- aquela defesa com um ataque que soubesse jogar à bola, era um «ai Jesus, Deus me acuda»;

- o Ronaldo, se não fosse o êxito do Mourinho, tinha sido olhado este ano com outros olhos. é um craque do caraças e fez uma época de sonho;

- os jogos da selecção têm mais gajas boas que os jogos da Superliga (mas mesmo, muitas mais).

sexta-feira, junho 03, 2005

Sokota

O meu clube foi buscar (adoro esta expressão "foi buscar") o Sokota.

Vejo que os meus amigos benfiquistas ficaram todos em broa.

Queriam que o Pinto da Costa também levasse o Delibasic e o Karadas.

Zé Tó



Em duas semanas fiquei sem dois amigos.

Primeiro o meu primo Eduardo e agora o Zé Tó.

O Zé Tó foi um dos melhores centrais da década de 80. Belenenses até ao tutano, deu-me a alegria de ter chefiado a defesa da nossa Selecção na vitória contra a Inglaterra no Mundial de 86 e, quase 20 anos mais tarde, concedeu-me o privilégio de ser seu amigo.

Era um craque e um capitão dentro e fora de campo.

É pena que partam sempre primeiro os melhores.

Até logo Zé Tó. Tenho a certeza que estás lá em cima a escolher mais um daqueles restaurantes que só tu conhecias, com um leitãozinho ou um arroz de tamboril, regados com uma vinhaça supimpa.

Sabes do que eu estou a falar, não sabes?

quinta-feira, junho 02, 2005

Cerejas



Luxo: ser proprietário de uma cerejeira.
Desperdício: esta fotografia ilustrar 25% da produção deste ano.

Aníbal

Há uns anos em Benidorm, uma história a que assisti juntamente com o meu querido Neves Pinto. Dois casais de portugueses, tripeirinhos de gema, os homens à frente, as mulheres atrás:
— Aníbal.
E o outro nada.
— Aníbal.
E o outro nada.
— Aníbal.
E o outro lá olhou para ele. E então continuou:
— Aníbal de suspensões, o meu Mercedes, dá balentes abádas a qualquer Bê Éme que por aí anda.

Vem isto a propósito de me lembrar de que "a nível" é das maiores poluições da língua portuguesa. Já não há ninguém que a não utilize. Ainda por cima, é uma expressão que pode ser substituída por nada. Rigorosamente nada. Nicles. Népia. Simplesmente não deve usar-se.

Está na mesma categoria poluidora do "é assim". Expressão muito em voga desde o primeiro Big Brother e que todas as pessoas acarinharam, como quem adopta um panda no jardim zoológico.

Lembro no entanto que nada consegue bater o ex-jogador Diamantino. Um dia, ao ser entrevistado no final de um jogo, utilizou por 17 vezes a palavra "portantos". Atenção, ao ter grafado a palavra no plural não estou a cometer nenhum erro de transcrição, foi mesmo assim que ele disse "portantos".

Lapidar

Este senhor (que é um craque do caraças e que merece todo o meu respeito desde o dia em que fez um post de homenagem ao Rick Rubin (obrigado por teres produzido o Electric dos Cult, pá!) escreveu isto: «Não tenho nada contra pessoas que julgam pelas aparências. Tenho contra as pessoas que não sabem julgar pelas aparências.»

Eu como não tenho engenho para escrever esta ideia por outras palavras, transcrevo-o aqui, tiro-lhe o chapéu e bato-lhe palmas.

sexta-feira, maio 27, 2005

Feira do Livro



No tempo em que não havia computadores e precisávamos inventar jogos e brincadeiras, era habitual ir à Feira do Livro com o meu querido Zé Malveira, andar de pavilhão em pavilhão a perguntar se tinham o Chuva na Planície de Júlio Abrantes Costa.

Como era um título que inventáramos à pressa, achávamos uma piada do caraças quando os empregados nos diziam coisas como «É romance, não é? Lamento, está esgotado» «Tivemos, tivemos mas vendeu-se o último ontem» «Do Júlio Abrantes Costa não temos esse, mas julgo que amanhã ou depois chegam outros»

Entretanto, no resto do ano, íamos para as livrarias da Avenida de Roma, perguntar por esse e também por um outro, chamado A Noz Quebrada de Rui Paulo Saavedra. Mas este era uma colectânea de poemas. Para a Noz Quebrada, cheguei a ouvir um tipo na Bertrand dizer que tiveram uma edição ilustrada. Mas que estava esgotada há um porradão de tempo.

Entretanto chegaram os Spectrum e os Sinclair 1000 e deixámos-nos destas parvoíces.

Para bom entendedor...

quarta-feira, maio 25, 2005

António

O Lobo Antunes anda uma seca do caraças, mas de vez em quando:

"... (continua a surpreender-me o número de recordações que se podem pendurar lado a lado no fio de uma lágrima)..."

Coisas parvas

Ir na Marginal a caminho de casa e encontrar a minha mulher.

Darmos umas buzinadelas, acenarmos 3 ou 4 vezes, mandarmos beijinhos pelos espelhos retrovisores e depois seguir em picanços sucessivos até S. João do Estoril, para ver quem chega primeiro à creche e poder ir buscar a filha.

Esta última parte é tanga. Mas não é improvável que não venha a acontecer.

terça-feira, maio 24, 2005

Futuristas

No Outono de 1981, tinha eu 12 anos, numa das minhas visitas a casa dos meus tios/padrinhos, enquanto escarafunchava a colecção de discos da minha prima Teresa (que incluia os fantásticos Breakfast in America e o Crisis? What Crisis?) descobri lá este disco



Pu-lo a tocar no gira-discos dela e ao ouvir o início do Girls on Film com aquele som do motor de máquina fotográfica a disparar, seguido da abertura da bateria, fez-me estarrecer e deixou-me louco.

Levei-o para minha casa e, nos dias seguintes, pus de lado todos os Abba e Bee Gees que se ouviam na altura e passei a escutar apenas aquele LP.

Foi a primeira vez que decidi que queria ser alguma coisa. Queria ser Futurista. Queria ter uma poupa no cabelo, camisas com folhos e calças de pele.

Mais tarde as miúdas descobriram também que os gajos tinham boa pinta e passei-me para os Spandau Ballet, mas isso já é outra história.

O que interessa agora, é que hoje à noite, já me completamente marimbando se as miúdas gostam ou não, vou vê-los pela primeira vez.

...like some new romantic looking for the tv sound, you'll see i'm right some other time.

segunda-feira, maio 23, 2005

Beatriz, não me obrigues a bater-te!

Há uns quantos recantos lá da casa que eu adoro mexer e descobrir.

E vai-se lá saber porquê, os meus pais ficam piúrsos, de cada vez que me apanham com a boca na botija:

- é nas garrafas antigas que eram do bisavô,

"Deixei cair para aqui para dentro meio conto de chamon..."

- é na aparelhagem e na televisão da sala,

"Ó mãe, posso pôr no 18?"

- é nos discos que estão no quarto dos papás,

"Vou mas é por uma música para abanar o cú!"

- é nos coisas da despensa,

"Eh pá, tu não me digas que consegui descobrir onde é que eles escondem o bagaço..."

e é no bidé.

"Ó mããããe, viste por aí o Dystron?"

Once

Já andam por aí bocas foleiras a dizer que o Benfica (um outsider nestas coisas de vencer campeonatos, note-se!) não merecia ser campeão.

Lamento esses comentários. O demérito das outras equipas nunca pode ser justificação para a vitória dos encarnados. Afinal foi a equipa que somou mais pontos, não é? E para mim isso chega.

Além disso, há outra questão muitíssimo importante para a atribuição do título: foi o único dos três grandes que não levou 4 do Nacional em casa!

Tenho dito!

Um beijinho para o Pinto, o Hélder, o Quim e a Beta, o meu afilhado Luís Mário, o grande Cunhado, o Zé Malveira entre muitos e muitos outros que eu bem sei (oh se sei) que estão muito felizes.

sexta-feira, maio 20, 2005

Para que conste

Eu não sou casado com a minha mulher. Também já não me considero "apenas", seu namorado.

A razão porque me refiro a ela como «a minha mulher», prende-se apenas ao facto de ser mais fácil para mim dizer «a minha mulher ontem, fez um ensopado de borrego que ficou supimpa» do que «a minha unida de facto é um borracho do caraças!»

Entendido?

Isto não é o sketch das velhas!

Estou com uma hérnia de disco cervical, tenho dores nas costas, tenho dores na anca, tenho dores na perna que chegam quase aos pés. Faço o mesmo barulho (Aaaarrhhhh!!!) para me sentar como para me levantar.

Por causa da porcaria dos pólens e afins, estou com uma alergia do caraças, estou com os olhos todos marados, espirro de 3 em 3 segundos. Quando espirro, faz-me doer a anca devido às dores provocadas pela hérnia.

A minha filha lembrou-se de acordar a chorar durante a noite. Quando me levanto da cama para lhe ir dar água, tenho dores horríveis na anca.

A minha mulher quer-me devolver aos meus pais.

Preciso que alguém me aconselhe um advogado.

Papoila minha querida, sim, este post é mesmo para que as pessoas tenham pena de mim. Mas se ainda assim não acreditares na minha dor, na Segunda-feira vou levantar uma Tac que fiz há dias e se quiseres, publico aqui o relatório da mesma. Fotos dos raio x é que não vou postar. Ok?

A ver a novela

Dizia a minha mulher:
- Porra, esta gaja tem uma vida do caraças!
- Quem? A Marília Gabriela? Pois é, sempre a entrevistar malta interessante e tal...
- Qual entrevistas, qual carapuça, pá! Então a gaja dorme em casa com o Gianecchini. Vai para o trabalho e tem de beijar o José Mayer! Chiça! Imagino os telefonemas dela lá para casa: «Hoje não dá Reynaldo, vou chegar mais tarde. É que há umas cenas de enrrolanços com o José Mayer e vamos ter de fazer serão cá no trabalho» Ai senhores, abençoado emprego!!!

Fui para o quarto ler.

quinta-feira, maio 19, 2005

Dia triste



Ontem foi um dia triste para o futebol.

Não, não foi por causa disso que estão a pensar. Foi por uma razão bem pior.

Ontem a esclore múltipla de que padecia, não deixou o João Manuel viver mais.

Era um senhor. Em todos os aspectos.

O Senhor lá em cima não dorme e seguramente que o já convocou, para no próximo Domingo comandar a defesa da sua equipa, como só ele o sabia fazer.

Descansa em paz, campeão.

terça-feira, maio 17, 2005

Labreca



Diz um Lampião a um Lagarto:
- É pá precisamos de ganhar por um golo e não sofrer nenhum.
- Já falaste com o teu guarda-redes?
- Não, falei com o teu.

quinta-feira, maio 12, 2005

Já tenho a escola toda...

Eles primeiro pegam-nos ao colo, não é? Depois vêm com aquela cena dos beijinhos e o caneco, e a gente na boa, deixa rolar a coisa...



...depois pomos uma música calminha, para lhes fazermos uma table dance. Assim devagarzinho, como eles gostam...



...quando eles já estiverem completamente doidinhos, saltamos-lhes para a espinha, besuntamos-lhes as costas e fazemos-lhes uma massagem bem sexy...



...mais tarde, quando já estiveram todos zonzos e com um ar blasé, damos-lhes com os pés!!!



É assim ou não é, amiguinhas?

quarta-feira, maio 11, 2005

Rip this joint



Se o seu sonho é uma jantarada, regada com uma boa pinga na companhia de um embaixador, nós temos a solução.

Compre meio conto de chamon na Curraleira, apanhe o avião para o Dubai e ali mesmo, dê umas boas baforadas.

É certo que numa vintena de dias terá o seu querido governo português, especado de joelhos, perante meia dúzia de sheiks, implorando clemência pelo menino que se distraíu e, opss! «Tu não me digas que não se pode fumar uma broca em paz, aqui no areal do Dubai, pá!», foi ver o sol nascer aos quadradinhos.

Entretanto se o seu problema é ter apanhado uma molha do caraças, por causa das sacanas das ondas que decidiram arrasar com o hotel onde estava hospedado, lá para os lados da Indonésia, sugerimos seriamente que leve consigo uma marmita se quiser petiscar qualquer coisa. É que o sr. embaixador pode ser que esteja de férias e não tenha agenda para comer consigo.

terça-feira, maio 10, 2005

Mel



Não sei se há discos perfeitos.

Eu sei é que há poucos em que durante a sua audição, eu não carregue no botão do "skip" que faz avançar as músicas. O disco que ando agora a ouvir faz parte desse pequeno grupo.

É de 1979, é da Maria Bethânia e chama-se Mel. É perfeito.

É daqueles que quando as editoras fazem colectâneas, têm de incluir todas as suas músicas.

São umas atrás das outras:

1. Mel
«Ó abelha rainha faz de mim,
um instrumento do seu prazer,
sim e de tua glória...»

2. Ela e Eu
«... Bem e mal e boca e mel,
e essa voz que Deus me deu,
mas nada é igual a ela e eu.»

3. Cheiro de amor
«De repente fico rindo à toa
sem saber por que
e vem a vontade de sonhar
De novo te encontrar...»

4. Da cor brasileira
«De quem falo ele é feio e bonito,
Mais velho e menino, meu melhor amigo,
É o homem da cor brasileira,
Loucura e besteira, que dorme comigo.»

5. Loucura
«... Faça ela voltar de novo pra o meu meu lado,
Eu me sujeito a ser sacrificado
Salvo seu mundo com a minha dor.»

6. Gota de sangue
«Não tire da minha boca esse beijo
Nunca confunda carinho e desejo
Beba comigo a gota de sangue final.»

7. Lábios de mel
«Meu amor quando me beija
Sinto o mundo revirar
Vejo o céu aqui na terra
E a terra, no ar...»

8. Amando sobre os jornais
«Amando noites a fio
Tramando coisas sobre os jornais
Fazendo entornar um rio
E arder os canaviais...»

9. Nenhum verão
«Esse sol,
Por que tinha de tanto brilhar?
Anunciar no meu peito a manhã
Prá depois sumir
E deixar
Tão mais negro meu céu, minha noite.»

10. Infinito desejo
«...Eu sinto a menina brotando,
Da coisa linda que é
Ser tão mulher.»

11. Queda d´Água
«A queda-d'água ergueu-se à minha frente
De repente
Tudo ficou de pé eternamente
A floresta, a pedra, o vento vertical do abismo
E o senhor que anima esse ambiente
Ficou comigo...»

quarta-feira, maio 04, 2005

No lusco-fusco da manhã...



Há um ano atrás, no sentido de me entusiasmarem com a paternidade, diziam-me coisas como: «É pá, goza-a agora enquanto é bebezinha. Depois de fazerem um ano, começam a crescer cumó caraças e perdem a piada toda.»

Um ano depois, mais coisa menos coisa, acordou assim: bochechuda, pestanuda, a boca cheia de Aero Om seco, as mãozinhas fincadas no lençol, o cabelo num desalinho, o Mano sorridente nas suas costas, e a cabeça apoiada no coelhinho.

Pois, pois, perdem a piada toda, não é?

Verano Azúl



Para os mais interesados, informa-se que já deve ter saído o dvd da primeira série do Verão Azul.

Chanquete, Júlia, Pancho, Piraña, Quique, Béa, Tito, Desi e Javi vão voltar ao ecrã do meu televisor.

E hoje há um assobio que não me sai da boca.

Taran-taran-ta-ra-ra Taran-taran-ta-ra-ra.....

segunda-feira, maio 02, 2005

É com a dor




Ofereceram-mo há mais de 2 anos.

Como sabiam que eu gostava do autor, tive até a sorte de o receber antes ainda de surgir nas livrarias. Mas como tenho o parvo hábito de manter dois ou três livros que desconfie que vá gostar, assim parados na prateleira à minha espera (estilo, reserva especial), deixei a sua leitura apenas para agora.

Que categoria! Apesar do início ser um bocado maçudo, do meio para a frente lê-se que é uma beleza.

Acho que o seu sucesso, assenta numa coisa aparentemente muito básica, mas também muito rara na literatura portuguesa: conta uma história com início, meio e fim (respectivamente por esta ordem).

Ainda por cima é um livro dos chamados, falsos gordos. Ou seja é um calhamaço, mas lê-se num fim-de-semana.

Fico à espera do próximo.


Shall See



O Zé Mário lá ganhou o campeonato inglês. É definitivamente o maior.

Vejo nalguns jornais que só foi campeão porque tinha o dinheiro todo do mundo para comprar quem quisesse. Se tivessem perguntado no início da época aos técnicos do Arsenal, Manchester ou Liverpool, que jogadores gostariam de estar a treinar, não acredito que algum deles escolhesse a equipa completa do Chelsea. Se calhar, nem sequer o Mourinho.

Mas a verdade é que ele pegou naquele grupo de jogadores e fez deles craques mundiais. Será que alguém preferia um John Terry a um Rio Ferdinand, ou um Drogba a um Tierry Henry, um Duff a um Rooney? Decidam vocês.

Não sei é correcto dizer que o Mourinho farta-se de ganhar títulos. O que é mais ajustado é dizer que há alguns que lhe escapam.

Zeca Ratzinger



Aquando da nova eleição deste Papa, assisti com desmesurado gozo às ofensivas críticas, oriundas dos sectores mais esquerdistas e laicos da sociedade portuguesa. Que com esta eleição, a igreja dava um passo atrás, que iria perder fiéis para outras religiões, que este papa era um retrógrado, que devia permitir que os leigos fizessem isto e aquilo, enfim baboseiras. Cheguei ao ponto de ler que tinha sido uma eleição dúbia.

Mas o que é que eles queriam? Um Papa que abolisse os pecados? Será que nunca repararam que um dos símbolos do Cristianismo é um Homem numa cruz? Não é propriamente um Homem num sofá, não é?

Porque é que os maiores críticos da Igreja são justamente os que não pertencem à mesma? Ó pá, deixem as pessoas de Fé em paz, senhores.

Além disso, eu quero lembrar a esses críticos que falaram em escrutínios dúbios, que esta eleição foi bem mais democrática que as que habitualmente são realizadas na Coreia do Norte (que o deputado Bernardino Soares um dia disse que tinha dúvidas que não fosse uma democracia), em Cuba, nos EUA, etc...

Gastrite

A minha filhota, pela segunda vez na sua curta vida, foi ao médico fazer uma visita de rotina e veio de lá com uma gastrite. Aquilo é tiro e queda, chega a casa, começa por recusar a comida e daí a pouco está a vomitar.

Não quero ser pessimista e pensar que ela só apanha gastrites no consultório do pediatra. Eu vejo é que ela nunca apanhou nenhuma gastrite em todos os outros lugares que existem.

Homem a homem



Fico a pensar se no futebol feminino também se utiliza o termo "marcação homem a homem"?

Não se devia, não era?

Montas



Esta foto - que podia muito bem ser de um grupo de nadadores gay - exibe alguns membros do Grupo Cultural e Excursionista Os Académicos da Febra, os quais surgem nesta imagem, aparentemente duma forma alegre e muito unida. Mas na realidade há ilusões de óptica. Se repararem com atenção, entre os dois elementos do meio, há ali um espaço vazio, como que se houvesse alguém que deveria estar ali presente e, vá se lá a saber porquê, não apareceu.

Esta foto foi tirada há cerca de um ano. Nessa altura já havia um porradão de tempo que um outro membro fundador desta nobre Academia, andava, qual ovelha tresmalhada, a pastar por outras montanhas e outros vales.

Na última 6ª feira, este menino lembrou-se que há amigos que são parvos o suficiente para se acaso for necessário, esperarem por ele uma vida inteira.

Não foi preciso aguardar uma vida inteira, foram só 3 anos. 3 anos durante os quais estes cinco gajos não voltaram a estar juntos, no mesmo local e à mesma hora.

Porque voltou a soprar as velinhas, porque voltou a ser bebé, voltou a haver ocasião, para beber, brincar e rir (muito alto).

A última 6ª feira foi um dos dias mais felizes deste ano. Não fosse a sacrista da minha Beatriz estar doente e eu teria mesmo dito que tinha sido um dia perfeito.

Esperam-se pois, valentes desgraças já para o mês que vem. No Algarve, tens de estar connosco. Fazes-nos falta!!!

Percebes, conho?

quinta-feira, abril 28, 2005

Foi-se o Martelo



Li há pouco que o Farfalha apanhou 14 anos por abuso sexual de menores. Fiquei indignado, confesso que achei pouco.

Nestes e noutros casos análogos, julgo ser mais sensato obrigar os condenados a um pouco de sabatina de símbolos comunistas: um martelo enfiado por trás até ver estrelas e um toque de foice pela frente para se cortar o mal pela raiz (mesmo mesmo pela raiz).

Acreditem que era remédio santo!!!!

terça-feira, abril 26, 2005

Francis



Ninguém me tira da cabeça, que este gajo que eu fui ver no Domingo é o Francis Obikwelu.

sexta-feira, abril 22, 2005

Fuga das galinhas



A música Thunder Road do Bruce Springsteen, tem 3 estrofes e 65 versos. A "Doidas, doidas, doidas, andam as galinhas", tem uma simples estrofe e 8 versinhos.

Não é que eu consegui decorar o Thunder Road à 2ª ou 3ª tentativa e não consigo memorizar o raio da música das galinhas doidas? Que gaita, pá!

Será que é a coreografia que me está a atrapalhar? Serei assim tão mau pai? Tenho de me esforçar mais. Acho que a miúda já percebeu que não sou grande espingarda com esta cena das galinhas. É que só me sai que elas picam para pôr o ovo e raspam o buraquinho.

Serei louro? Sim, sou.

Ai que nervos!!!!



No final da década de 80 quando trabalhava em Campo de Ourique, eu, o Majó e o Quim, meus colegas de trabalho, tínhamos por hábito dar milho aos pombos. Aquilo era certinho, almoçávamos à pressa, bebíamos café a correr e depois, comprávamos uns pacotes de milho e íamos para o Jardim da Parada, ter com a bicharada. O que começou por ser uma simples brincadeira, tornou-se numa coisa mais séria. Após um contacto inicial mais envergonhado, estas aves passaram a vir ter connosco logo que nos sentávamos no banco do jardim, junto à estátua da Maria da Fonte. Havia o Punk (tinha uma crina de penas sempre levantada), o Maluco (andava sempre muito speedado de um lado para o outro), o Fodilhão (já perceberam porquê, não é?) o Mona Lisa (porque tinha a mona sem penas, assim lisinha), o Coxo (tinha a pata amaxucada), entre outros que por lá andavam.

Como vêem até não tinha nada contra estes bichinhos.

Sucede porém, que no largo onde trabalho, há uns pombos que são estúpidos até dizer chega. Não é que estes gajos se põem a comer no meio da estrada e por mais que buzinemos, não se afastam nem um milímetro? Será que são surdos? Ficamos ali a andar devagarinho com o carro, e fón, fón, fón. E nada, nem tugem nem mugem.

Ai que nervos...

E depois, em vez de irem para as árvores descansar, metem-se a sobrevoar os carros e cagam-me a merda do pára-brisas todo. A gota de água aconteceu hoje à pouquito. Não é que houve um cabrão dum pombo que me cagou a maçaneta da porta do lado do condutor, que me obrigou a entrar pelo lado do pendura? Ainda por cima tive de passar por cima da cadeirinha da minha filha e tudo. Ai que nervos...

Juro que não percebo, porque foi Deus utilizar este pássaro, para simbolizar a presença do Espírito Santo no dia do baptismo de Jesus. Que pássaro tão estúpido!!!!

E hoje não me venham com histórias da paz e da pomba e da oliveira e o caraças. Ok?

quinta-feira, abril 21, 2005

O Estado da Nação

De uma observação atenta à minha filha:

Sorrir - Sim

Gargalhar - Sim, se provocada

Sentar - Sim

Gatinhar para trás - Sim

Aguentar-se em pé - Sim

Aguentar-se em pé, agarrada ao corrimão da escada, à espera que a mãe chegue do trabalho - Sim

Andar - Não

Correr - Não

Gatinhar - Sim (desde o dia 19)

Fazer barulho a bater com objectos no chão - Sim

Falar inglês - Não

Dizer olá - Sim

Fazer Ctrl+Alt+Del quando o computador bloqueia - Não

Mergulhar - Sim

Apontar com o dedinho na palma da mão quando dizemos "a pitinha põe o ovo..." - Sim

Dizer papá - Ah, deixa-me rir. Claro que não!

Assobiar - Não

Dizer mamã - Há bué

Dar beijinhos - Não

Nadar - Não

Estragar os óculos da avó - Sim (e já lá vão 3!)

Chapinhar no banho - Já gostou mais.

Comer a sopa - Cada vez melhor

Por a mesa - Não

Ter pesadelos - Parece-me que sim

Beber o biberão sózinha - Não

Agoniar-se e ameaçar vomitar quando lhe chegam à boca pedaços de comida mais grossinhos - Sempre

Puxar o autocolismo - Não

Pentear-se - Não

Despentear-se - sim

Enrolar o cabelo com o dedinho - Hereditariamente sim

Abrir gavetas e tirar de lá o que encontra - Sim

Aumentar e diminuir o volume da aparelhagem - Sim

Separar o lixo - Não

Apontar com o dedo e fazer urh urh urh urh urh quando vê cães - Sempre

Reconhecer-nos quando está à janela e estamos a chegar/partir - Sim

Conjugar o verbo requerer - Não

Mudar os canais da televisão com o comando - Sim, involuntariamente

Dizer adeus - Sim

Ler jornais - Não

Rasgar jornais - Sim

quarta-feira, abril 20, 2005

Lúcifer



A pedido de várias famílias e como prova que tenho um poder de encaixe do caraças, aqui vai uma imagem fotográfica daquela que terá sido a mais feia indumentária de casório de todo o século XX.

Recordemos as palavras do protagonista (moi même):
"A cena passa-se no dia 9 de Junho de 1984. Lembro-me que era uma Sábado e estava um calor abrasador. Tinha tido um teste de Contabilidade no grande Rainha Dona Leonor e, após uma refrescante banhoca em casa, apanhei o autocarro 40 da Carris e lá fui ter com os meus pais e restante família ao Páteo Alfacinha, para participar no casamento da minha prima Teresa.

A famosa farpela era constituída por um belo par de sapatos de vela cor de marfim, meiuchas castanho claro, calças de fazenda castanho escuro, o cinto (oculto pelo blazer) era em calfe branco com fivela forrada do mesmo material, a camisa era cor de ferrugem e a cereja no topo do bolo era um blazer branco (comprado com a minha mãe na Rua dos Fanqueiros) num tecido a imitar linho, mas muitíssimo mais quente."

A ideia inicial era conseguir ficar com a pinta do Nick Rhodes dos Duran Duran, mas o resultado final colocou-me com um visual mais ao jeito do Lúcifer do Duarte & Companhia.

A minha madrinha disse-me que eu estava muito bem.
Eu não voltei a vestir o conjunto

Fumo branco


Fumo branco, senhores! Fumo branco!

Ontem ouvi finalmente o novo single dos Jamiroquai:
"Feels Just Like It Should"! Que espectáculo!!!

Para os interessados, o lançamento do single será a 6 de Junho e o do álbum "Dynamite" a 20 do mesmo mês.

Rezemos então para que este senhor decida passar uma noite deste verão no Pavilhão Atlântico.
Anda lá, Jay. A malta gosta de ti, pá!

terça-feira, abril 19, 2005

Por os pontos nos iii

Vamos lá então por os pontos nos i's (a ideia inicial para começar este parágrafo era, vamos lá então chamar os bois pelos nomes, mas verifiquei que iria ferir susceptibilidades e deturpava a coisa):

Obrigado à (pela ordem de entrada em cena) Sofia, à minha filha Beatriz, à Cláudinha Carrascal, ao Costa Calado, ao Hélder (o filho do Aço), ao meu Cariño, ao Neves Pinto, ao Guigo, ao Quique (o meu querido Tolizinho), à Cláudinha Mi Máma e ao Professor Nuno Jorge (gostaste desta?), que me deram a alegria de ter passado um dos melhores aniversários de sempre, atenuando a chatisse que é soprar um bolo com 36 velas.

Obrigado também às pessoas que de uma forma ou outra (por telelé, por sms, por comment, por email, aos gritos e berros, com os copos no ar, com um abraço apertado, etc), não se esqueceram da data)

Beijinhos, bacalhaus e abraços a todos.

segunda-feira, abril 18, 2005

Inquéritos de rua

Esta senhora, que terá a infelicidade de me aturar como amigo durante um porradão de tempo, teve a brilhante ideia de me colocar um trabalho supimpa em mãos (sim, estou a ser irónico, pá!). Achou pois que, tal qual um angariador de sócios do Circulo de Leitores, seria interessante eu responder a um inquérito sobre Livros e Literatura. Avisando desde já que esta tua atitude vai prejudicar a nossa amizade, vou pois tentar ser o mais sincero possivel.

Não podendo sair do Fahrenheit 451, que livro quererias ser?
Mas está tudo parvo? O que é que esta pergunta quer dizer? Mas eu não quero ser nenhum livro! E tem de fazer parte do Fahrenheit 451? Mas do filme ou do livro? Oh diabo. Será que a ideia é saber que livro mais gostámos? É pá, sei lá, caneco. Gostei de tantos. Isto muda com a idade, não é?

Mas pronto, cá vai:
Até aos 10 anos - O Grande Atlas Mundial das Selecções
Dos 10 aos 12 - Os cinco e o circo - Enid Blyton
Dos 12 aos 15 - Escrítica Pop - Miguel Esteves Cardoso
Dos 15 aos 18 - Crónica dos Bons Malandros - Mário Zambujal
Dos 18 aos 21 - O Tumulto das ondas - Mishima / Ilusões - Richard Bach
Dos 21 aos 30 - O Fado Alexandrino - António Lobo Antunes
Dos 30 aos 36 - Noites Tropicais - Nelson Motta

E depois, olha-se para esta lista e vemos que temos de colocar também num sítio qualquer, o Manual dos Inquisidores do Lobo Antunes (o melhor romance português do pós 25 de Abril), o Tudo o que temos cá dentro do Daniel Sampaio, o Ela é Carioca do Ruy Castro, todos (sem excepção) do Mike Gayle, o Alta Fidelidade do Nick Hornby, o À sombra das chuteiras imortais do Nélson Rodrigues. São muitos.

Mas se calhar escolhia o Noites Tropicais: Calor, cerveja, suor, samba, bossa nova, Brasil. Maravilha!!!

Já alguma vez ficaste apanhadinho por um personagem de ficção?
Já. Se um dia conhecerem a minha filha, verificam que aquilo é bom demais para ser real.

Qual foi o último livro que compraste?
Meu Brasil brasileiro do Duda Guennes

Qual foi o último livro que leste?
The Encyplopaedia of Classic 80s Pop de Danyel Blythe
Que espectáculo: música, anos 80, grandes malhas, grandes poupas, camisas com folhos, gabardines pretas, etc...

Que livro estás a ler?
Na cama o Equador do Sousa Tavares, na sanita o Meu Brasil brasileiro do Duda Guennes.

Que livro levarias para uma ilha?
Depende:
- Se fosse por exemplo para Inglaterra, não levaria nenhum. Levava era uma mala, o cartão de crédito do Mourinho e ía directo para a Waterstones de Picadilly (que maravilha, 7 andares de livros)
- Se fosse para uma ilha deserta, podem crer que não era livros que eu levava. Quanto muito algumas acendalhas... E também maionese, mostarda, ovos, cerveja, whisky e um martelinho; não fossem as sapateiras dar à costa e um gajo ser apanhado despercebido.

A minha educação não me permite passar este inquérito a mais 3 pessoas. Isto é atroz demais. Se alguém quiser carregar este fardo, faça favor de pegar nele e postar no seu bloguinho as suas queridas respostas. A gerência agradece.

Já depois de ter iniciado a escrita destas escolhas, reparo que também a futura vovó Donalda fez o favor de me entregar este empecilho para minhas delgadas mãos responderem (vê lá se te cai um dente com a piadinha. Não te chegou a ti, sofrer com a resposta ao sacana do inquérito, não? Ai a porcaria).

Um beijinho para as duas.

sexta-feira, abril 15, 2005

Importa-se de repetir

"É uma oportunidade para os muitos benfiquistas do Algarve poderem assistir ao vivo à actuação da equipa profissional do Benfica, num estádio novo que receberá pela primeira vez um jogo da SuperLiga."

Não, não são palavras do presidente do Benfica, são do António Figueiredo, presidente do conselho de Administração da SAD do Estoril. Que diga-se de passagem já foi chefe do departamento de futebol do SLB.

Percebo agora as palavras do Petit relativamente à disposição dos jogadores do Rio Ave frente ao Benfica: "quem tem uma atitude dessas só pode ser movido por factores estranhos".

quinta-feira, abril 14, 2005

Os Académicos da Febra



No próximo fim-de-semana vai se realizar em Castelo de Vide, mais um simpósio alimentar organizado pelo afamado Grupo Cultural e Excursionista Os Académicos da Febra.

Esta verdadeira academia, desenvolve toda a sua actividade na área nutricionista, tendo já apresentado diversos projectos internacionalmente aclamados.

Aguarda-se a preesença de gente dos mais diversos pontos da Península Ibérica (e não só).

Várias actividades constituirão o programa das actividades: corrida de sacos de gelo, lançamento da carica, ateamento de carvão, etc.

No último dia do colóquio, os corpos sociais desta venturosa agremiação terão oportunidade de agraciar um dos seus mais ilustres membros com o Prémio Carreira 2005. O feliz contemplado será o insigne Hélder Ferreira (o filho do aço) - sócio fundador- a quem será entregue o "Garfo de Churrasco de Ouro".

Nunca antes atribuído,
este galardão vem premiar todo um conjunto de acções logistico-alimentar levadas a cabo por este distinto camarada durante o último lustro. Referímo-nos nomeadamente aos trabalhos realizados em Benidorm (com os famosos hambúrguers mexicanos), em Matalascañas (onde se debateu com difíceis questões logistico técnicas - uma merda de fogão eléctrico), em Vila Nova de Milfontes (onde o frio e um pequeníssimo fogareiro não o impediram de apresentar umas belas febras), nos Montinhos da Luz (talvez o seu mais belo trabalho), várias vezes na Alapraia (quem se consegue esquecer daquelas amêijoas e daquelas sapateiras) e finalmente no Sítio do Barregão (onde apresentou diversos trabalhos na área da picanha, da sardinha e das douradas).

Rumores correm que os membros desta distinta academia, terão oportunidade de apreciar in loco e ao vivo os trabalhos deste nobre academista.

Uma saudação especial para os membros desta academia, para que todos os seus esforços não sejam nunca em vão

Salvé Os Académicos da Febra

Mulher Mãe

E porque hoje me lembrei das mulheres mães:

Mulher Mãe

Rasgam-se pétalas nos despojos do teu ventre

Prostram-se o ódio e a penumbra rancorosa
Em ti desponta e perflora-se o encanto
Da nova essência marcada pelo amor.

Pari o objecto do nosso afecto,
Brotei do vale que criou o saber
Senti das entranhas chegar o ser
E vinquei a loucura que é ser MULHER.

Ary dos Santos

quarta-feira, abril 13, 2005

Trinaranjus



A Alda (que daqui a uns tempos será uma senhora tratada por Dona Alda e quando for avó será a inevitável Vovó Donalda) tem um dos meus blogues favoritos. Hoje quando li este post lembrei-me de uma história ocorrida há um porradão de tempo.

Deveria ter os meus 5 ou 6 anos, quando surgiu no mercado o fantástico Trinaranjus. Pela primeira vaz, havia um sumo que por não ter bolhinhas, não picava na língua. E convenhamos, era uma vantagem do caraças.

Um dia, num restaurante em Castro Daire, disse ao meu pai que queria um óbvio Trinaranjus. Como sempre me incutiu o espírito do desenrrascaço, informou-me que teria de ser eu a pedir ao senhor. Levantei-me da mesa, dei-lhe um puxãozinho nas calças e falei bem alto: «Olhe, ó senhor, quero um Trinaranjus!». O empregado de mesa, não percebeu o que eu disse (eu era muito, mas mesmo muito sopinha de massa. muito mais do que sou agora.) e julgou que lhe estava a perguntar onde era a casa-de-banho. Apontou-me com o dedo para a porta do wc e disse. «É ali, chavalo!». E pronto, abri a porta do mijatório e gritei bem alto para quem, de costas para mim voltadas, fazia o seu xixi: «é um trinaranjus, ali prá mesa, tá bem?»

Como era de se esperar ninguém me serviu nada. Já íamos a iniciar a refeição, quando achei necessidade de apresentar queixa pelos maus serviços prestados por aquele estabelecimento. E disse ao meu pai: « o senhor disse-me que era ali (apontando com o dedo) e afinal não veio nada».

Moral da história: "de onde menos se espera, daí mesmo é que não sai nada".

terça-feira, abril 12, 2005

Fora o árbitro

Há uns quantos maduros que, volta e meia me apanham na rua e começam a disparar bocas, sobre as arbitragens “caluniosas” – segundo a opinião deles – que vêm beneficiando o meu clube.

Quero pois que fique exarado em acta que me estou completamente cagando e marimbando, para toda e qualquer discussão que envolva arbitragem.

E para encerrar o tema, deixo aqui algumas notas soltas sobre o assunto:

- nunca nenhum presidente, treinador, jogador, massagista, dirigente, roupeiro ou apanha-bolas de um clube português, se veio queixar de arbitragem, quando a mesma beneficiou o seu clube;

- nunca nenhum desses quantos maduros lagartos, acima referidos, se queixaram da arbitragem, quando, por exemplo, há duas épocas, ficaram por assinalar quatro, repito quatro, grandes penalidades no jogo Sporting-Porto, vencido pelos visitantes com um golo de Costinha (falam curiosamente duma perdida do Pedro Barbosa, já perto do final do encontro, e que lhes daria o “justo” empate);

- nunca nenhum desses quantos maduros lampiões, acima referidos, se queixaram da arbitragem , quando, por exemplo, o árbitro inventou um penalti num voo do Karadas sobre a grande área, no jogo desta época contra o Estoril e que permitiu ao Benfica vencer esse jogo;

- mas então o meu clube não é beneficiado? Claro que sim! E em todos os jogos. Da mesma forma que todos os clubes o são. E prejudicados também.

- mas então há lances mais evidentes que outros? Sim, se a televisão os repetir mais vezes, serão mais evidentes.

- se um dia deixar de haver repetições televisivas e jornais diários, deixarão de haver polémicas com a arbitragem.

Vale uma aposta?

segunda-feira, abril 11, 2005

Correspondência do outro Zé

Caro Zé Couceiro,

Obrigado pelos elogiosos carinhos que me outorgaste. Confesso que não estava à espera. Nisto continuas um campeão.

Contudo no que respeita à bola, continuas em maré de azar. E pior ainda irás ficar quando te disser que, devido aos inúmeros compromissos assumidos, não tenho tempo para ajudar a tua equipa a dar a volta por cima. Olha, dia 18 vou aparecer na Sic. Dá uma vista de olhos, talvez aprendas qualquer coisa. Just kidding, pá!!!

Vi o teu jogo contra o Boavista, continuas a não jogar nada. Paciência, melhores dias virão. No entanto não pude deixar de achar curiosa, a intervenção que tiveste no flash-interview do final do jogo. Disseste tu que matematicamente o título ainda era possível. Ó pá, tem juízo. É que matematicamente também é possível não fazeres nem um, dos 21 pontos que faltam disputar, e acabares o campeonato em 13º.

Põe-te a pau.

Um abraço

José Mourinho

P.S.: Se quiseres arranjo-te convites para a final da Liga dos Campeões. Queres?

quarta-feira, abril 06, 2005

Correspondência do Zé

Caro Zé Mourinho,

Como tens passado? Tudo bem? Tenho seguido com muita atenção a tua carreira aí pelas terras de Sua Majestade. Sim senhor, amigo. Tens te safado muito bem. Como sabes fico sempre muito contente com os teus êxitos.

Olha uma coisinha de nada. Em nome dos nossos tempos de colegas de faculdade, quero te pedir um pequeno favor. É o seguinte: percebi pelo castigo que a UEFA te aplicou não te puderás sentar no banco de suplentes nestes jogos contra o Bayern de Munique. Ora, vieram a público notícias que diziam que nem no estádio te irias sentar. Pelos vistos ficas a ver a bola em casa junto da tua família. Acho que fazes muito bem. Sempre ficas mais quentinho. Olha, pelo sim pelo não, veste o sobretudo.

O Baltemar Brito disse na conferência de imprensa, que era devido ao facto de veres sempre mais além, que dispensavas a tua presença no estádio. Acrescentou que os jogadores já sabem todos o que fazer e como fazer. É pá, impressionou-me caraças!

Ora foi ao ouvir isto que me lembrei que daí de Londres, me poderias dar a táctica para vencer os jogos que faltam até ao fim do campeonato. Como nem precisas de sair de casa para venceres os jogos... Amigo, é que já nem sei o que fazer. Tudo me corre mal. No Domingo, para disfarçar, pus a jogar o pessoal da equipa B. A coisa já não foi tão mal como anteriormente. Mas continuamos a jogar uma ganda porcaria. Além disso, se continuo a jogar com o pessoal da B, o Domingos Paciêncial passa a ser o virtual treinador da equipa, acabando por receber os louros das eventuais (sim, serão sempre eventuais) vitórias no campeonato.

Zézinho, vê se tens tempo para mim. Sei que não te iria custar muito. Para mim dava-me jeito e para ti não te fazia diferença.

Um abraço
José Couceiro

terça-feira, abril 05, 2005

Karpex



Ontem dei por mim, de joelhos no chão, a esfregar o tapete da sala com Karpex. Espalhei muito bem o produto, aguardei uns instantes, passei depois com um pano húmido e, como achei que a coisa não estava nos estrinques, esfreguei-o muito bem esfregado com uma escova daquelas mais fortes.

A sala está um show!!!!!

Entretanto, como estavamos numa de limpezas, lavaram-se também as calças de ganga, uma t-shirt e até os ténis foram escovados. Maravilha!

A minha mulher, não querendo ficar a trás, toca de meter também a roupa que tinha vestida na máquina de lavar. E até a minha Beatriz, ficou com o seu body e o seu pijama lavadinhos. Era só asseio.

P.S.: Ó Pinto, tem cuidado quando te voltares a sentar no chão da sala para veres o Benfica. É que a minha filha deu uma vomitadela das bárbaras. Por isso se sentires o chão com um cheiro a gregório, não estranhes, ok?
Mas, na boa, pá. É um vomitado santo. É de bebé, tás a ver?

segunda-feira, abril 04, 2005

Fotos no blogs

Afinal o que é que é pior? Um blog repleto de fotos de bebés ou um blog repleto de ideias parvas sobre fotos de bebés nos blogs?

Eu sei a resposta.

Carrega, burro!

Quando vamos passear em família, chego sempre a casa, sempre, mas sempre mesmo, cheio de sacos e mochilas.

É um mistério para mim. Ainda que só saia de casa com uma pochete de baixo do braço (assim mesmo, à comunista), à chegada, tenho sempre de fazer duas ou três viagens para levar todo o carregamento para casa.

Coisas de bebés.

Karolino



Morreu o Karolino,

Não sou capaz de fazer um post que esteja à altura da sua categoria. Não me apetece estar aqui a louvar todas as coisas boas que fez. Não me apetece estar para aqui a explicar às pessoas que nunca o compreenderam, porque é que ele foi a personalidade charneira do século XX. Só me apetece dizer que foi uma pessoa bestial e que em 1982, ali para os lados do Campo Santana, ainda tive oportunidade de lhe dar um bacalhau.

Agora sim, acabou a tua cruz.

quarta-feira, março 30, 2005

Coisas de homens



O grande Costa Calado que é, dentre os meus amigos, a maior sumidade em desporto automóvel, mandou-me ontem via email, um vídeo com uma estrondosa ultrapassagem do Piquet ao Senna.

A cena passa-se no dia 10 de Agosto de 1986 durante o Grande Prémio da Hungria. Foi pois, sob um calor abrasador que o inesquecível Nelson Piquet fez uma das maiores ultrapassagens da história da F1.

No final da recta da meta Piquet coloca-se pelo lado de dentro, ultrapassa o Lotus do Senna, mas após a travagem, derrapa e, já na curva, o seu compatriota retoma a liderança da prova. Não convencido, na passagem seguinte volta a tentar. Desta vez, imagine-se, passa-o pelo lado de fora e faz a curva em derrapagem controlada.

Meu Deus, que cena. Como disse o escocês Jackie Stewart, foi como fazer um looping num Boeing 747. Como infelizmente não tenho hipótese de apresentar aqui o vídeo (estou aberto a propostas de quem o quiser alojar) mostro-vos um shot do clip e, com a devida vénia, a descrição que o Costa Calado fez da coisa.

“Poderão não achar nada de especial mas para mim, do ponto de vista de condução, foi das ultrapassagens mais fantásticas que alguma vez vi.

Nessa altura, para quem não sabe, os carrinhos tinham motor turbo 1.500 cm³ com cerca de 900 cv, embraiagem, caixa totalmente manual e sem controlo de tracção.

Assim, enquanto vêem o filme, lembrem-se que para além de estar a controlar a derrapagem daquele carro com 900 cv, estava simultaneamente a acelerar o motor com o pé direito (de forma a não perder rotação e pressão no turbo), a travar e a utilizar a embraiagem com o esquerdo e a reduzir com a mão direita!!!

Ah... e o carro é um F1 não um carro de rally!

Outros tempos....”

Outros tempos e não só, outros pilotos. Ah grande Piquet. Que saudades… Nunca foi um piloto com uma condução elegante. Mas era muito mais doido e playboy (a Stefanie do Mónaco que o diga) que qualquer outro da sua geração.

Ruizinho, meu querido, este clip fez-me lembrar duas coisas. A primeira é uma outra ultrapassagem, feita pelo Alan Jones (piloto que sempre odiei) por entre os dois Renaults do Prost e do Arnaux (sim, passou literalmente pelo meio deles) em Hockenheim no ano de 1981. A segunda coisa, foi a resposta que me deste quando te perguntei qual era actualmente o teu piloto favorito. Respondeste-me apenas: “O filho do Nelson Piquet!”

Categoria!!!

terça-feira, março 29, 2005

Abaixo o Regime



Pãozinho de Castelo de Vide, queijinho de Nisa, requeijão, carapaus, camarões, febras, perca grelhada, cabrito no forno, postas de carne barrosã na grelha, presunto pata negra, vinhaço do Douro, tarte de coco, tarte de amêndoa, cervejola fresquinha....

Estas foram algumas das iguarias
que durante estes dias pascais, passaram pela mesa que a fotografia, acima apensa, ilustra.

Para quem julgava que ía para lá para fazer regime (não foi com certeza o meu caso) apresento agora a minha irónica gargalhada. Ahhhhhh, ah, ah, ah, ah, ah.

terça-feira, março 22, 2005

É até ao doutoramento.

A minha filha vai ser concerteza um prodígio académico. Bom, quer dizer, apresenta sintomas que indiciam que poderá vir a ser.

A saber: ontem demonstrou ser tão agarrada, mas tão agarrada à escola que para se desabraçar da educadora e conseguir chegar a casa, foi preciso um berreiro tão alto que tornaria o Bugio inútil e um jorrar de lágrimas tão caudaloso que a cena do Mar Vermelho dos 10 Mandamentos pareceria uma simples mijinha.

Pronto, o que é que se há-de fazer? Há as crianças que choram para ir para a escola e logo me calhou uma que o faz quando se vem embora.

Irreconhecível

O jornal "A Bola" diz que o Sporting venceu um irreconhecível Porto. Confesso que não entendo essa frase. Eu que além de ter visto in loco o jogo de ontem (obrigado, campeão.) vi mais outros dois (Amoreira e Restelo) e reconheci perfeitamente: cotevelada, barracada e derrotada.

Ou será que os jornalistas não reconhecem alguns dos jogadores que constituem este plantel? Ahhh, se for isso, tudo bem. Eu nem sequer conheço a cara do Leandro do Bonfim. E tentem ir ao site do FCP para ver se conseguem dissipar alguma dúvida. É escusado, nem o site do clube tem uma foto do gajo.

sexta-feira, março 18, 2005

Paineleiros

Não consigo perceber, porque é que volta e meia, a comunicação social insiste em ouvir a opinião política do Manuel Monteiro e a desportiva do Octávio Machado.

É que não consigo mesmo.

quarta-feira, março 16, 2005

Vai tudo pró olho da rua, já!!!

Nos últimos 15/20 anos, por alturas do Verão, era sempre um tormento ver partir os grandes craques do FCP para o estrangeiro. Este ano, por outro lado, estarei na expectativa de saber quais deles é que me darão a alegria de irem embora.

Politiquices

O regresso do Santana Lopes à Câmara de Lisboa, é a prova acabada que a democracia não é um sistema político perfeito.

segunda-feira, março 14, 2005

Jet Set Willy

Enquanto folheio as revistas do jet-set, reparo numa evolução feminina: as "tias" cada vez mais se parecem com meninas de ataque; as meninas de ataque, estão cada vez mais finas.

Cigarra



Não gosto dos arranjos e das produções dos seus discos de 1986 em diante. Aqueles sintetizadores a imitar violinos e instrumentos de metal tipo Kenny G; aquelas espanholadas, os discos com canções de Natal, tudo isso me tira do sério.

Gosto de guitarras acústicas, de órgãos Hammond, de pianadas intimistas de bar de hotel e daquela voz grave, tenebrosa e melancólica do Quatro Paredes, do Gotas d'Água, do Face a Face e do Cigarra. O Pedaços é aberta, manifesta e declaradamente o melhor disco de música brasileira de sempre (e estou pronto para a porrada se alguém me quiser desdizer).

Em 1980, gravou um disco ao Vivo no Canecão, que é de certeza aquele que mais vezes ouvi em toda a minha vida, ao ponto de o saber de cor e salteado (sim, também o sei de forma salteada)

Pela terceira vez, em toda a minha vida vou vê-la ao vivo (na realidade é a 4ª, mas da primeira eu tinha apenas 11 anos e não me lembro de rigorosamente nada). Bem sei que este último disco que ela vem apresentar não é o seu melhor disco. No entanto, aquela voz....

Hoje estou em estágio. Logo à noite é chegada a hora. Meus amigos, a partir das 21h30 no Coliseu dos Recreios, não é para quem quer nem para quem pode, é para quem ama.

Simone (com uma estrelinha na pintinha do i)

"E todos os meus nervos estão a rogar
E todos os meus órgãos estão a clamar
E uma aflição medonha me faz implorar
O que não tem vergonha, nem nunca terá
O que não tem governo, nem nunca terá
O que não tem juízo

O que será que lhe dá
O que será meu nego, será que lhe dá
Que não lhe dá sossego, será que lhe dá
Será que o meu chamego quer me judiar
Será que isso são horas dele vadiar
Será que passa fora o resto do dia
Será que foi-se embora em má companhia
Será que essa criança quer me agoniar
Será que não se cansa de desafiar
O que não tem descanso, nem nunca terá
O que não tem cansaço, nem nunca terá
O que não tem limite

O que será que será
Que dá dentro da gente e que não devia
Que desacata a gente, que é revelia
Que é feito uma aguardente que não sacia
Que é feito estar doente de uma folia
Que nem dez mandamentos vão conciliar
Nem todos os ungüentos vão aliviar
Nem todos os quebrantos, toda alquimia
Que nem todos os santos, será que será
O que não tem governo, nem nunca terá
O que não tem vergonha, nem nunca terá
O que não tem juízo"

Monstro das Bolachas


Lembra-se dos Marretas? Pois é, na Sexta-feira fui atacado pelo Monstro das Bolachas.

sexta-feira, março 11, 2005

Mamãzita



Esta menina toda sorridente, não é a minha cuquinha. Bem sei que são muito parecidas; os olhos, o sorriso, a posição dos braços, aparentemente é tudo muito idêntido. Assim, à primeira vista parecem iguais (talvez gêmeas?), mas não são.
Hoje, em vez de um postasso de parabéns pelo primeiro aniversário da minha Beatriz (vou trocá-lo por um camião de carinhos, beijos e risadas) quero fazer aqui a minha homenagem à sua mãe (a da foto). É que não contente em ser a melhor mãe do mundo, calhou de caminho, ser também a mais bonita de todas. Mesmo durante a gravidez, onde viu o seu peso aumentar 21 quilos. Chissa!!!
A partir de 2ª feira, vai passar a sair mais tarde do trabalho. Literalmente: acaba-se a mama. Aqueles bons momentos que durante a tarde, passava junto à sua filhota, vão começar a rarear. Ainda por cima, com a agravante de na altura em que regressa do trabalho, a bebé estar praticamente a dormir. É óbvio que isto não é o fim do mundo. Mas para uma mãe, é um pincel do caneco. Convenhamos, caraças!!!
Morzinho, hoje este post é para ti. Eu e a filha, prometemos que nos vamos portar muito bem enquanto não chegas a casa. E, mesmo ensonada, a filhota vai estar sempre à tua espera, para que lhe dês uma das tuas bijufas, e assim adormecer mais feliz.
Beijos gordos.

quinta-feira, março 10, 2005

Patagónia



E é assim, no que toca à roupa estamos mais que preparadas. Já só falta mesmo é o carcanhol.
Por isso, e pelas minhas contas, lá para o ano 2010 vamos visitar a Patagónia chilena.

Se entretanto, a vontade apertar muito, pronto, contentamo-nos com a Praça do Chile. E é um pau!...

P.S.: Um carinho especial para a Xana, que já lá esteve e que volta-e-meia me faz roer de inveja.

quarta-feira, março 09, 2005

Santa Ana

O Santana vai voltar à Câmara de Lisboa. Deve ser para ir puxar o autoclismo da porcaria que lá deixou.

E não me venham dizer que o gajo está agarrado ao poder. Ele está é agarrado ao phoder. Ao phoder (d)os munícipes. E aqui o pessoal é que paga.

P.S.: Mas apesar de tudo, tenho uma certa pena do menino guerreiro, vocês imaginam, quando ele ligar o seu computador, a quantidade de mails que ele tem para ler?


terça-feira, março 08, 2005

Prontos, fiquem lá com a Taça!!!

Hoje houve sorteio da Taça de Portugal. O Benfica vai à Reboleira e o Boavista vai a Setúbal. Eu que nem ligo à bola, não percebo uma cena, então e o meu clube? Joga com o Sporting? É?

'Cause I'm TNT



Hoje de manhã, enquanto a minha filha brincava no seu quarto ao mesmo tempo que no leitor de cd's o António Feio contava a história do Polegarzinho, reparei que ela se estava marimbando para aquilo. Como tento ser o melhor pai possível, fui buscar um cd dos meus e pus aquilo a bombar. Está provado, "Quem sai aos seus, não é de Genebra". Assim que começou a sentir o ritmo do TNT dos Ac/Dc, começou logo aos saltinhos; quando ouviu o Call it Rock and Roll dos Great White, quase que batia palminhas.

Senhores Rui Pinto e Hélder, já é oficial, temos companhia para o 2001.

segunda-feira, março 07, 2005

É o domínio!!



Atente-se bem na diferença do tamanho das cabeças. E atenção que a minha filha tem percentil 90 de perímetro cefálico.

sexta-feira, março 04, 2005

Suécia



Todos os dias de manhã, fico com uma sensação estranha. Ao deixar a minha filha na creche - uma dos mais "in" aqui da zona - fico sempre convencido que vivo na Suécia. É que a maior parte das mães que lá deixam os filhos (atenção, estou a falar em coisas na ordem dos 80%) são loiras. E isso intriga-me. Como os seus filhos são maioritariamente moreníssimos, quero acreditar que saem todos ao pai. Só pode ser. É precisamente o oposto do meu caso, que tenho o cabelo claro, mas a minha filha, que é morenaça, sai à mãe.

O mais esquisito é que essas mulheres têm o cabelo num loiro meio esquisito. Como é que eu hei-de explicar? É, assim, uma cor amarelada tipo mulher-de-jogador-de-futebol. Estão a ver?

São estranhamente pessoas muito antipáticas (deve ser do sono), e certamente passam pouco tempo com as suas crianças. Digo isto porque têm ainda pouca confiança com elas. Nenhuma trata os filhos por tu. É tudo corrido com um "Ó Vicente, venha cá à mãe! Dê aqui um beijo à Constança". Não sei, mas qualquer dia apresento-as aos filhos: "Olá, bom dia. Ó Dª. Xeneca deixe-me aqui apresentar-lhe o seu filho Sebastião. Sebastião, esta senhora aqui com a cara revestida com este pó alaranjado e os braços com estas pulseiritas e estes berloques tipo "percursionista da Bahia", é a tua mãe."

Mas o que realmente me tira do sério, é que estacionam invariavelmente a menos de 5 metros da porta da escola. E sempre em 2ª fila. Mesmo que haja um lugar a 6, vá lá 7 metros (que há sempre!), já é muito longe. E atenção que o estacionamento naquela zona é em espinha. O que para elas já implica efectuarem manobras muito complicadas. A consequência disso é que fico sempre tapado, quando pretendo me ir embora. Ainda que eu já esteja a buzinar há um porradão de tempo, quando elas já se encontram a conversar à porta da escola, ainda têm a lata de dizer "Ah, não tinha reparado que queria sair. Quer mesmo, é?" "Não filha, é que está um calor do caneco, e preferi vir buzinar aqui para o fresquinho!"

Aquilo deve ser concerteza a tinta capilar que por osmose se entranha no cérebro, provocando-lhes uma relação incompatível com a inteligência. Só pode!!!

quinta-feira, março 03, 2005

Decisões

Daqui a uns dias a minha filha celebrará o seu primeiro aniversário. Cum caraças, vai haver daquelas festas rijas, onde os bebés desesperam e os adultos festejam.
E é também, nesse dia que irão acontecer mais duas coisas muito importantes.

A primeira diz respeito à sua idade. Fará 12 meses. Repito 12 meses, ok? Pois eu repeti porque será a última vez que me ouvirão a dizer a palavra "meses" para me referir à sua idade. A partir desse dia a minha filha terá 1 ano. Mais tarde terá 1 ano e tal. Mas nunca terá nem 13, nem 15, nem 18 nem 23 meses. Terá, repito, 1 ano e tal.

Quanto muito, irá ter "1 ano e meio" lá para o final do Verão e, no início do Inverno "quase 2 anos". É que noutro dia, na natação, ao perguntar a idade de uma das colegas da Beatriz, tive como resposta 27 meses. E a verdade é que demorei ainda uns bons 3 segundos a converter esse valor em anos. Bem sei que tenho o cabelo alourado, mas isto podia ser evitado se me tivesse dito "2 anos e pouco". Pronto, tudo bem, para o que eu queria, essa informação chegava. Há bebés que demoram imenso tempo a largar a chupeta e há pais que demoram uma eternidade a largar a palavra "meses". É que se não, por carga de água inventaram eles a palavra anos? Tem algum jeito eu chegar ao pé do meu amigo Hélder e dizer-lhe:

- É pa, fui ontem ao 2001.
- E então, o som estava bom?
- Então não? Sempre aquelas rocalhadas.
- E gajas?
- O costume. Era tudo na ordem dos 325, 400 meses. Uma ou outra de 450 meses mas sempre grandes mulherões, pá!

A não ser que haja alguma directiva comunitária que nos obriga a contar a idade dos bebés em meses, há? Quanto muito das gravidezes, onde também, muitas vezes nos deparamos com algumas respostas do género "atingiu agora as 27 semanas". Ora não era bem mais fácil dizer que "tem cerca de 5 meses"?

Bom, adiante.

Cresci a ouvir dos meus pais duas frases tremendas. Uma era "Ó filho, tu veste cuecas lavadas, porque podes ir parar ao hospital e depois envergonhas a gente." Tudo bem era um cuidado relativo ao nosso asseio. Mas havia uma outra expressão, muito mais engraçada e ao mesmo tempo ameaçadora que estou mortinho por utilizar. Assim, no dia 11 de Março, sempre que a minha filha estiver com birra, não quiser comer ou portar-se mal, ouvirá o clássico dos clássicos "Beatriz, tu faz o que o pai te diz. Não me obrigues a bater-te no dia dos teu anos!!!"

Mainada!!!!