quarta-feira, dezembro 30, 2009

12 passas


ora, então expliquem-me lá, 12 passas, uma a cada badalada e isto tudo em cima de uma cadeira? e então, no fim, não caímos da cadeira? ai não? é só para quem pode, não é?

pronto, já percebi.

terça-feira, dezembro 29, 2009

conselhos

neste blog escreve-se, infelizmente, com erros ortográficos. primeiro porque não sei fazer melhor e depois porque não estou para andar a rever textos. é escrever e postar. também, para quem é, bacalh...

durante o natal, na televisão, vi escrito conselho, referindo-se a um concelho. e li traz referindo-se a uma coisa que não tinha nada que ver com o verbo trazer.

lá está, se aqui neste blog - ou noutro qualquer - tolero (e mesmo que não tolerasse...) os erros ortográficos, meus amigos, na televisão, nos jornais, nos professores de português ou em coisas dessas, aí já acho que uma benficada - quem foi à tropa sabe o que é isto - era o mínimo que deveria ser feito ao produtor destes erros de cáca.

pergunto, não há um director de canal que contrate, por 200 contos, por mês, um maduro qualquer que fique lá na redacção a puxar os coiratos aos jornalistas que não saibam distinguir um conselho dum concelho ou, sei lá, a estrada da beira da beira da estrada?

histórias

aterrou na casa de banho lá de casa, precisamente num caixote onde se depositam os jornais que nos acompanham nos momentos mais complicados que a família ali passa, uma revista com uma coisa chamada contos. ou seja, decidiram pedir a um molho de pessoas que escrevessem umas histórias.

o que poderia ser uma colectânea porreira, pelos vistos transformou-se numa coisa muito estranha e que, não só prolifera pelos livros actuais - ditos modernaços -, como também nalguns blogs.

ora bem, julgava eu que isto aqui dos blogs era uma coisa amadora. ou seja, vínhamos aqui pespegar uns dois ou três linguados e pronto, da mesma forma que há sites com fotos de casais amadores no truca-truca, também nós, patetas bloggers, fingíamos ser pessoas letradas e aqui deixávamos uns paragrafozecos com umas tolices nossas. depois, claro, quem gostasse dizia que sim, quem não gostasse dizia que não ou desligava a coisa. sabia eu também que se quisesse uma coisa em condições, sem erros nem nada, teria que comprar um livro, esse sim, já escrito por alguém com juízo e com capacidade para fazer umas histórias porreiras. sabem, aquela coisa que aprendemos na preparatória: o início... o meio, o fim..., por aí fora.

mas ao que parece, a coisa não é bem assim. o que fica bem e é modernaço é alterar esta coisa toda. o que fica bem é, pronto, alinhavar uns parágrafos e tal... deixar o texto o mais confuso possível, escrever umas coisas, assim, tipo, pensamento profundo, nomeadamente sobre os desencontros de amor ou sobre a dor duma manhã de chuva e pronto, vuálá - se se engatilhar umas frases ou palavras em estrangeiro, fica sempre bem -, aqui temos um conto. conto, é mais bem que um romance. romances, a bem dizer, até as actrizes das telenovelas os escrevem.

e assim, vamos lendo na diagonal - se os ler na horizontal adormeço e tenho medo de cair da sanita, assim, na diagonal sempre a coisa vai com mais balanço - os tais contos e aquilo, é uma salganhada de... bom, eu sinto-me velho a ler aquilo. velho e pouco actual. não quero ser injusto até porque não pesco rigorosamente nada, nem de literatura nem de edição jornalística ou livreira, mas cum raio, é aquilo o melhor que se consegue, dadas as circunstâncias?

eu já não peço que me apresentem histórias como as do luís fernando veríssimo mas não teria piada se tentassem, sei lá, ser criativos? dá ideia que toda a gente que é literada tem capacidade de escrever. e mesmo dentre os que conseguem escrever, nem todos, infelizmente, sabem imaginar uma história. eu poderia estar aqui a descrever, num conto, a entrada dum cliente aqui na loja e a forma como ele se senta defronte da minha secretária, mas isso, acreditem, se não tiver outros elementos à mistura, não tem interesse nenhum, nem revela alguma criatividade.

mas pronto, lá está, da mesma forma que fica bem tirar fotos a preto e branco, parece que o que é modernaço é contar histórias - sofridas, é bom que sejam sofridas para dar valor à coisa - sem interesse nenhum, desde que o começo da história aconteça lá pelo meio do conto e, muito importante, não tenha nem conclusões nem fins, nem nada, pronto. desde que venha sem erros...

quarta-feira, dezembro 23, 2009

rei mago baltasar

quando recolhia a minha filha na creche cruzo-me com um dos colegas dela lá da escola. ele cumprimenta-me eu faço-lhe um «campeão, como é que é? bate aí mais cinco, pá!». atrás do moço, vinha o pai, o qual, calha de caminho, ser alguém conhecido aí nos quatro cantos do mundo. trocamos olhares, um sorriso e um aceno de cabeça.

mais tarde, estou já no escritório, de frente de um computador e, ligado-me à internet, consigo descobrir fotos do pai lá do rapaz:

- ó filha, anda cá ver se conheces este homem.
- ahhhh, é o pai do lucas! mas tu és amigo dele?
- não, pá!
- não? então porque é que tens fotografias do pai do lucas no teu computador?

(pertinente questão)

seguimos para o supermercado e às tantas a minha filha está à beira de um cartaz lá do continente com um presépio. faz sinal com os olhos em direcção ao cartaz.

- o que é que tem, filha?
- não estás a ver?
- não.

fazendo um ar de frete, aponta com o dedo o rei baltasar e sentencia «então não vês que é o pai do lucas?»

(estou com pena mas vou ter que lhe explicar com mais calma que nem o lucas é príncipe nem o pai do moço é rei).

segunda-feira, dezembro 21, 2009

informações francamente inúteis

a palavra copenhaga dita em dinamarquês (confirmei isso na semana passada) é aterradora. eu juro que fiquei com a ideia que meio osso da moamba que a emissora estava a comer se tinha alojado na traqueia, no esófago ou em ambos.

terá isto que ver com o eventual fracasso da cimeira?

coisas que me aborrecem com a derrota do clube:

1) ficar sem saber, pelas capas dos jornais, qual a próxima contratação do benfica.

sexta-feira, dezembro 18, 2009

casamentos de fressureiras e de maricas

ora, ao que parece, mesmo depois dos alertas que os maridos e mulheres desta vida lá foram largando, os pessoal já pode casar entre sexos.

eu sou desde já contra. não sou contra o casamento lá dos gajos e das gajas. eu sou contra o facto do ps não ter salvaguardado lá com uma alínea ou coisa parecida o facto de, pelo menos estarmos livres de lhes oferecermos presentes aquando da realização da aliança. isto a crise anda complicada e por isso deveriam lá ter escrito: iá, na boa, os presentes não são obrigatórios.

eu começo por mim, aqui há tempos uma amigo casou pela segunda vez e eu avisei-o logo: no primeiro gastei um balúrdio, tive que aturar um molho de benfiquistas extasiados com a vitória na volta a portugal (imagine-se!) e por isso, desta vez, dou um carinho especial à tua mulher que não tem culpa nenhuma mas de resto não te dou mais nada.

isto comigo é assim!

por outro lado - e isto veio de fonte fidedigna - houve uma forte pressão das associações dos comerciantes no sentido de se incluir a adopção das crianças aqui na nova lei. ao que parece serão milhares os euros que se deixarão de gastar na realização dos baptizados dos petizes adoptados pelos maricas (as fufas, ao que parece, são mais espertas e sabem que uma criança é uma trabalheira, principalmente quando vemos que chegam aos quarenta e tal anos e ainda acreditam no pai natal como é o caso da elsa raposo): ele é as velas, os vestidinhos rendados, a toalinha para secar a mona do garota, a touquinha, o envelope para o senhor padre, os belos dos pãe de leite mistos que se comem depois...

repito, estamos em períodos de crise.

quinta-feira, dezembro 17, 2009

venha o diabo e escolha. a mim, confesso, faz-me rir

o que é que é pior (não vale dizer «sã as duas coisas»): alguém que plagia textualmente um texto de opinião ou alguém que pega num texto de opinião, troca-lhe os cobertores, bota uma capa de edredon nova e pronto, olha lá aqui a minha opinião tão lindinha. fui eu que fiz. sozinha. sem ninguém me ditar nada!

terça-feira, dezembro 15, 2009

arrobas




tenho saudades, confesso, do tempo em que os gajos tinham valor porque jogavam bem à bola e eram fortes na porrada e que as gajas eram boas porque, ora, porque eram boas.

os tempos modernos apresentaram-nos gajas com sucesso porque escrevem bem e não porque são giras e boas e, imagine-se, gajos que têm imensas visitas e seguidores porque fazem posts, sei lá, assim sobre filmes da jugoslávia ou livros de pessoas que ganham prémios nobel, assim como o fo ou o pamuk.

eu acho que isto dos blogs e do facebook - não conheço o twitter - deveria levar uma volta. sugiro, por exemplo, que os posts devam ser apresentados com a caligrafia de cada um dos autores.

aí sim, aí queria ver quem brilhava. ah pois é.

era, com certeza, uma nova classificação, uma nova ordem mundial. acredito até que alguns diálogos como o seguinte passariam a ser possíveis:
- ahhh e o pessoa do 31 da armada?
- qué'que tem?
- ainda não viste?
- não.
- os gajo desenham umas arrobas tão mal paridas que aquilo parecem pentelhos.
- tchéééeee, ca vergonha!

quinta-feira, dezembro 10, 2009

presentes de natal

não é bem a tal cena do natal - aquela coisa do presentes, sabem? - calhar, imagine-se, quando nasceu o menino e com tudo o que isso acarreta: a loucura dos presentes, a entrega pornográfica de presentes às crianças... é já daquelas coisas que evito olhar, assim como não olho para as escarretas dos tuberculosos.

o que me fode é incluírem-me nessa fantochada. sim, não é um exagero, é mesmo uma fantochada. eu odeio presentes. repito, odeio presentes. é raro - mas quando digo raro, é assim, num rácio de 2 para 100, vá lá - receber coisas que realmente gosto, ou quando acertam, que realmente preciso. muito muito raro.

eu bem tento espalhar a notícia: não dou presentes, não quero presentes. não participo nestas coisas. mas há sempre, sempre alguém que parece querer romper com os meus desejos natalícios e lá desata, num misto de «vá, toma lá uma recordação», com «ahhh, mas é natal, ele tem que receber e mainada» e finalmente com «dou-lhe estas coisas culturais, coisas que eu gosto e que sei que é bom e que por isso, se é bom para mim, será também para ele».

por essas e por outros, chega ali à meia-noite e o começo naquele nervoso miúdo: ai será que me escapo desta? e daquela, não? ai...

porque convenhamos, o que raio as pessoas viram em mim que lhes indiciasse que eu iria gostar de ler a cal do josé luis peixoto; o homem introvertido ou lá o que é, do saramago; o ondjaki; o agualusa; o gonçalo tavares... coisas que eu acredito, ficam bem noutras bibliotecas mas não na minha que não tenho paciência para coisas dessas. mas não fica por aqui: o hell freezes over seria uma boa ideia em 2001 quando o não tinha, mas era de supor, claro, que uns anos depois eu já o tivesse. dois dvd's dos coldplay, iguais, um ano atrás do outro, é, claro, muita fruta, precisamente para mim, que nem nos elevadores sou capaz de os ouvir... e pronto, lá me oferecem estas coisas, sem talão para troca, nem nada.

uma porra!

tenho pena de não ser criança, para os receber com aquela placidez com que dizem: «não gosto» ou então «eu disse que não quero nada!»

o josé luis peixoto? coldplay?
e logo dois? mas está tudo parvo? e que tal guardarem o dinheiro para vós?

quarta-feira, dezembro 09, 2009

vácina. gosto muito de dizer vácina. é isso e dizer cristiano rónaldo, assim, com acento no ó.




a parte má destas férias de dezembro, foram, claro, a ausência de sol, praia, calor e chinelas nos pés.

a parte boa é que fui vacinado.


não, não estou com a gripá. é que calhou ir ao hospital de portalegre e, às tantas, em conversa com um médico das urgências, ele lá me falou que seria melhor levar uma vacina contra o tétano. é que, segundo consta, uma vez que o senhor me iria coser a orelha e o lábio, parece que era melhor levar a referida pica. fiz também uns raio-x à peitaça e aqui à asa esquerda pois, estava a explicar ao tal médico, isto doía-me cumó caraças. e até se podia dar o caso de estar partido. mas não, estava tudo impec. outra das boas ideias que o médico teve foi fazer-me uma tac. é que diz ele, quando um gajo cai com os cornos no asfalto, sempre que a mesma queda é impulsionada pelos quase oitenta e cinco quilos de banhas que vão atrás, fazendo com que o quadro geral se desligue e um gajo fique aí uns 10 minutos (previsão minha) inanimado e estendido ali na estrada que vai de marvão (de marvão e não do marvão como eu, chavalo estúpido e citadino, dizia. lá a senhora que me fez umas análises - lá está, não vá um gajo estar sem ponta de sangue ou essas coisas... - fez-me o favor de me educar, informando-me que o marvão não é aquela terra lá no cimo. isso é, apenas, marvão, sem o, nem os. o marvão realmente existe, mas ao que consta é um enfermeiro lá da pediatria.) até à portagem, ocupando, pelo diâmetro aqui da minha banha, na boa, as duas faixas de rodagem. então, lá fui eu fazer a tal tac. e pronto, estou como o aço. agora o que mais me aborrece é que a puta da cosedura aqui na boca originou não uma afta, mas sei lá, uma zona aftal assim do tamanho do buraco da defesa do atlético de madrid, apenas comparada com a defesa do póvoa e meadas, ali na época de 2006/07. é isso da afta e também o facto de andar a gastar mais litros de betadine aqui no caralho dos esfolamentos das costas e joelhos, que a gasolina que o carocha do meu pai consumia quando íamos à terra lá para o concelho de mirandela. e já agora, o olho negro não tem nada que ver com alguma acção do david luiz (cada um tem o bruno alves que merece). sou mesmo eu que tenho a mania de andar mascarado de panda, de panda bingo, pronto! pareço, a modes que quando andamos a imitar os amaricanos lá com o alô uín. quem quiser saber, é ver esta foto aqui cá do je, a levar umas pinceladelas da anabela. ó anabela, bem vistas as coisas tu tens um pincel com uma valente categoria, já viste?