sexta-feira, agosto 25, 2006

Perguntar não ofende?

Se o Pinto da Costa tinha uma vontade tão grande, tão grande, tão grande de ter o Jesualdo como nosso treinador, porque é que não se lembrou dele na altura do Gigi, do Fernández, do Couceiro ou do Adrieense?

Chateia-me sempre tanto aquela conversa nas apresentações dos jogadores e dos treinadores (esta última categoria infelizmente muito em voga nos últimos tempos): "por causa do seu carácter, pela sua hombridade, pela sua postura vertical, ansiei por esta contratação há já não sei quantos anos. já desde a altura em nós tinhamos decidido e tal, blah, blah, blah, blah.....".

Mas ele ainda acha que nós acreditamos nisso?

(o facto do Jesualdo ser transmontano e mirandelense já é um ponto a seu favor. e que ponto. para mim, é!)

quinta-feira, agosto 24, 2006

Na 3ª feira quis ser benfiquista



É impossivel ficar indiferente ao Rui Costa. É impossivel!

É impossivel ficar indiferente ao benfiquismo do Rui Costa. É impossivel.

O Rui Costa faz-me lembrar aqueles imigrantes que foram para a França e para a Alemanha na década de 60 e 70 e, depois de ganharem uns carcanhóis valentes, voltaram para gozarem os seus dias na sua vivenda tipo maison com janelas tipo fenêtre. A diferença dele para o Figo é que o Rui Costa sempre foi muito mais cá da terra. E vaticino que o Figo não volta mesmo. E se já vier para cá morar é um pau. E o Rui voltou para alegrar a malta - se alegrar em para aí uns 10/15 jogos já a "tal" nação ficará contente; conseguirá ser preponderante em mais do que isso?

Além disso, o Rui Costa é o jogador português que mais me entusiasmou nos últimos, vá lá, quinze anos - faço aqui uma excepção ao Dani, durante o mês de Abril de 1995 no Qatar. Por tudo, pelo toque de bola, pelos passes pela postura, pelas coisas que diz, porque sim!

Ainda noutro dia revi na RTP Memória o jogo dos 3 a 0 à Irlanda, meus amigos, que maestro do caneco. Um registra como já não há.

E na 3ª feira ele voltou a ser menino. Voltou a ser o chavalo de 13 e 14 anos que era apanha-bolas dos jogos da luz e que vibrava com aquelas cores. E na 3ª feira eu fiquei tão contente e emocionado de ver aqueles festejos que nesse momento apeteceu-me ser do benfica.

Não Pinto, não quero ser sócio do teu clube. Se assim fosse tinha sido do Fafe na altura do Campeonato do Mundo de Lisboa.

Depois lembrei-me dos passes do Anderson -
de ir às lágrimas, de ir mesmo às lágrimas - no passado Sábado e curei-me.

quarta-feira, agosto 23, 2006

Impado



Uma das coisas boas das férias é comer bem e muuuuito. E claro, não se come sem se beber, não é?

Uma das coisas más é que eu engordo à mínima ingestão duma simples míne. Agora imaginem duas semanas de cerveja, vinho e outros licores, não é?

Eu não estou gordo, eu estou impado. Além disso tenho acumulado no meu corpo uma colecção inestimável dumas coisas comummente denominadas por pneus.

Por essa razão até ando com medo de andar da rua. Acho sempre que me vou cruzar com um fiscal do ministério do ambiente e que me confunda com um depósito clandestino de pneus. Há sempre aquele receio de levar com multas e outras coimas.

Medo!

Only you can set me free...



Eu não sei se é o raio da imagem da siobhan fahey a abanar as ancas, não sei se é aquele ritmo muito "peças de roupa rosa-cueca ou verde-fluorescente" mas a verdade é que esta música não me sai dos cornos:

Last night, I was dreaming
I was locked in a prison cell
When I woke up, I was screaming
Calling out your name

And the judge and the jury
They all put the blame on me
They wouldn't go for my story
They wouldn't hear my plea

Only you can set me free
'Cos I'm guilty (guilty)
Guilty as a girl can be
Come on baby can't you see
I stand accused of love in the first degree

Guilty, of love in the first degree

Someday, I believe it
You will come to my rescue
Unchain my heart you're keeping
And let me start anew

The hours pass so slowly
Since they've thrown away the key
Can't you see that I'm lonely
Won't you help me please

Guilty, of love in the first degree

Guilty, of love
Guilty, of love in
Guilty, of love
Guilty, of love in
Guilty, of love in the first degree

Post inteiramente dedicado ao meu querido Tarzanboy.

domingo, agosto 20, 2006

Backstage pass

A primeira ideia a transmitir meu regresso de vacances é a seguinte: vi o concerto dos the rolling stones no camarote localizado no palco.

Ainda não estou em mim.

Quando me restabelecer, daqui a uns bons quinze dias, falarei sobre o assunto.

sexta-feira, agosto 04, 2006

Las Piedras Rolantes

Tirando este dia, nunca estive no estádio do clube. Dia 12 vou lá voltar. Pela terceira vez no espaço de 16 anos, vou ver Rolling Stones (andei que tempos para me poder referir a uma banda sem utilizar o artigo definido e consegui. adoro ouvir as pessoas dizerem "Gostas de Jamiroquai?", assim como que diz "Queres piça?").

Se o de 1990 foi o primeiro concerto de estádio "à séria", em Portugal (ok, vamos esquecer os Police - olha agora voltei a pôr artigos - e o Rod Stewart) e tirando isso, foi um bocado fraquito - o Steel Wheels não era propriamente um disco por aí além - o de 1995 foi um concertaço dos diabos. É certo que este de 1995 também não vinha com um disco muito muito jeitoso. Vá lá, era razoável. Mas gaita, não é todos os dias que os gajos metem na setlist o Live with me, o Gimme Shelter e o Tumbling Dice.

Desta vez trazem um discaço monumental. O Bigger Bang foi se calhar o melhor disco de 2005, mas isto sou eu a falar, claro está. E por isso, o concerto vai concerteza ser mais speedado que os outros dois a que já assisti.

E pronto, se eles tiverem a decência de tocarem o She's so cold, ganhei a noite e não faço mais nada. Boto a biola num saco, chego-me à beira duma ruluóte, peço um finito e uma fráucesinha e vou descendo, meio torto, a Santos Pousada, como ouvi em tempos numa canção.

Factor VIP

Quando arranjamos gaja, uma das coisas com que os homens mais se preocupam é com o factor VIP. Ou seja com o factor "Vem Incluído com o Produto".

Eu tive o azar de apanhar com uma gaja que é ... (estavam à espera que viesse aqui desfilar críticas, não? era o que mais faltava. cuscos de merda!) e tive a sorte de apanhar uma tipa gira, com pinta, com pés bonitos, sem unhas pintadas (nem nos pés nem nas mãos) e com casa no Alentejo.

Este último item não é de somenos importância. Por isso, nos próximos dias lá estaremos num puro relax: a brincar às casinhas, a ler, a ouvir música brasileira e também brasileira, a pôr em ordem o raio dos filmes e das músicas que estão no pc, a organizar fotos digitais, a beber muitas caipirinhas e a tomar grandes banhocas - un, nhói, tês!.

Na semana seguinte apanha ela, a tal tipa gira, com o meu factor VIP: casa em Vila Nova do Ceira (terra da minha mãe). Significa isso: pequenos almoços booooons, banhos no rio, caracóis, imperiais, festas populares "comé queueide, comé queueide, comé queueide mirimbora, com as perninhas todas à mostra e os marmelinhos quaise (tenqs Kharla) de fora", mulheres a dançar com mulheres (cariño, só mesmo tu é que consegues imitá-las, pá), bêbados a dançar em frente às colunas e noites com pullover, calças e meias.

Daqui a duas semanas cá estarei para contar histórias novas.

Nota: môor, do dia 17 em diante não há kentidoce para ninguém. começa a merda das cenas das motas lá em Góis e quero ver se não meto lá os cotos. ou talvez não...

Férias - parte II - a vingança

Vai começar esta noite a segunda parte das minhas férias. Desta vez, férias no campo.

E se na primeira parte das férias (as de praia) apanhei um tempo de merda, ao menos nestas que seja uma coisa mais amena. Não digo frescas, mas pelo menos que dêem para se dormir com um lençolzinho por cima. Nada de mais.

Não é pedir muito, ou é?

quarta-feira, agosto 02, 2006

coisas ridículas

A amizade também é isto: também é dar abraços, apertadinhos, só com o olhar.

(boa sorte lá com as tuas "férias"!)

ah deixa, eu não preciso de pegas para nada!



(5 anos fora de casa e às tantas a gente esquece-se de certas coisas)

a minha mãe pega em tachos a escaldar e não se queima.

medo!

Para uma ilha deserta com energia eléctrica



Santíssima Trindade

afonso

comprei ontem um livro do afonso melo. hoje vou à fnac devolvê-lo. faz-me impressão como é que um gajo (que escreve bem p'ra caraças), num par de anos, fica com a alma tão turva e pouco democrática.

a propósito - e relembrando o tom da classe jornalística nas apreciações ao mourinho, durante os anos de 2001 a 2003 - de que forma seria vista a actuação do scolari se ele fosse o treinador do meu clube? cairia bem aí no povo jornaleiro aquela forma fantástica que ele tem de unir o seu grupo e o seu discurso contra os adversários?

medo

coisas que me assolam de medo:

- o co adriaanse não se vá embora no final desta época (um convite do ajax vinha mesmo a calhar) se continuar a praticar a merda de futebol que praticou no ano passado;
- o pinto da costa lembrar-se de ir buscar o Peseiro;
- o pinto da costa lembrar-se do Fernando Santos, seja lá para o que for. (é bom que os meus amigos benfiquistas e sportinguistas tenham dado pouca importância aos jogos do meu clube. mas eu aviso-vos, é penoso demais ter o fernando santos como treinador.)

estado de graça

a coisa boa daquela pré-época é não termos de aturar a bola e o record (aliás, ainda há gente que acredita que o record é pro-sporting?) com aquelas intermináveis páginas, norteadas pelo teor "já só faltam 34 jornadas para festejarmos o título".

agora falam, imagine-se, "têm de mudar o sistema" e "jogos de pré-época valem o que valem" (bem, com esta eu também concordo). ahhhhh, ok! parece que entendi a coisa.... pois, pois.

sexta-feira, julho 28, 2006

Lycra



Tem um gajo de passar a vergonha de se apresentar perante uma amiga envergando uns calções de lycra, só para lhe provar tin-tin por tin-tin que uma gaja boa não é a mesma coisa que uma gaja magra.

Mas ainda assim, acho que não ficaste muito convencida pois não?

www.radiofazuma.com

A Antena 3 (por falar nisso, é impossivel voltar a haver outra rádio como a Rádio Energia? é, não é?) teve a brilhante ideia de resgatar uns manos e pô-los a fazer o melhor programa de rádio dos últimos, vá lá, 10, 15 anos, para aí, sei lá!

A coisa acontece lá para a hora do almoço e sempre ao fim-de-semana.

É a minha música de verão. Música enrrolada. Muita cul, mano!

(enquanto toca o No woman No cry) Sem dama, não tem choro. Porque atrás dum grande mano tem sempre uma grande sister. Ou o contrário também.

Lindo!

Bruno Moraes

Será que o Bruno Moraes é o tal striker que o clube tanto anseia há, pelo menos, dois anos?

Hummmm...... nahhh, não me cheira.

nota: quando o clube contrata um gajo qualquer que se anuncia ter sido sondado por grandes clubes europeus eu desconfio logo. cheira-me logo a esturro. e lembro-me que este gajo veio, por indicações do Mourinho (este é outro mito urbano: se é indicado pelo Mourinho, então...) numa altura em que a Juventus não o largava. vi-o jogar contra o Alverca e na altura não me cheirou nada bem. pode ser que me engane. ou pode ser a perna que falta ao Sokota.

quinta-feira, julho 27, 2006

Dúvidas Rodoviárias

- num futuro próximo (ou distante, pronto!), haverá possibilidade de se circular nas 4 faixas de rodagem da Infante Santo e da Pedro Álvares Cabral ou isso vai ser de todo impossivel?

- e os polícias que ali estão a ver as pessoas a pararem em segunda fila, são cegos, estão comprados ou afinal são actores dos Apanhados do Tal e Qual?

Dúvidas sexuais



Poder-me-à alguém explicar, duma vez por todas, se:

- o Santana Lopes sempre comeu a Christiane Torloni?
- o Reinaldo sodomizou ou não a Laura Diogo?
- o Mulder chegou a comer a Scully?
- o Calado andava ou não com o Melão?
- o Calimero (olha, olha, chama-lhe tanso) papou ou não a Abelha Maia?
- o Cláudio Ramos, agora que está divorciado, vai passar a mijar sentado, continua a mijar em pé ou sempre mijou sentado?
- o António Calvário sempre tem clítoris?
- o avôzinho da Heidi era ou não pedófilo?
- é verdade que o Padre Frederico tinha um visual, oculisticamente falando, demasido arrojado para o seu tempo, mas perfeitamente enquadrado com a moda actual?
- um apresentador de concurso televisivo para vingar na carreira, tem de ser obrigatoriamente um alcoviteiro de primeira e tem de tentar pôr os concorrentes a comerem-se uns aos outros ou aquelas atitudes da Teresa Guilherme, do Malato e da Tânia (tenqs Just Me) Ribas são meras normas comunitárias?
- a Valentina Torres ficou assim depois de ter engolido o Armando Gama ou foi por ter pedido ao cirurgião plástico que queria ter umas ancas como o Elton John?
- é só a sic que é um antro de combóios de cornos ou a rtp e a tvi também têm os seus enfeites?
- só os jogadores de futebol estrangeiros é que podem ter gajas de jeito?
- só os jogadores de futebol portugueses é que andam a comer caixas de supermercado recauchutadas e aloiradas?

(cont.)

quarta-feira, julho 26, 2006

Olha, fechou!

Já não é a primeira vez que venho aqui falar na liberdade de expressão que deve sempre nortear esta gaita dos blogs. Ainda não foi há muitos anos que terminou o tempo em que andavam uns senhores a foder a cabeça (e outras partes) a outras pessoas, lá para os lados da Rua António Maria Cardoso (e não só por ali) e por isso é com imenso prazer que escrevo aqui no meu blog. Mais, escrevo sobre aquilo que me apetece, sobre aquilo que não me apetece, escrevo bem - raras vezes -, escrevo mal - muitas vezes-, escrevo coisas parvas e estúpidas - a maior parte das vezes -, nem sempre tenho razão - alguma vez tive? -, mas pronto, como eu muito bem coloquei ali no meu frontispício, este blog é daquilo que me vier à cabeça.

Disse também num outro sítio, que também tenho as minhas censuras. Não digo mal da minha mãe, do meu pai, da minha mulher e da minha filha. Agora não me peçam é que deixe de ser sarcástico com estas pessoas que atrás mencionei. Por isso, todas as outras pessoas apanham por tabela quando têm de apanhar (sim, estou a exagerar).

Estou a fazer esta introdução toda supimpa, chata e aborrecida, porque quero falar sobre o fecho de alguns blogs e não sei como é que hei-de começar. Então ando aqui às voltas, às voltas, às voltas....

Quando deparo com um blog que me agrada, a primeira coisa que eu faço é ir ao primeiro post. Ao primeirinho de todos. Gosto de saber como é que as coisas começam. Gosto de saber que propósitos é que levam as pessoas a começar a escrever (nem sempre está lá escrito, é certo). Depois leio o quarto post. Acho que a partir desse é que a coisa começa a encarrilar. Os segundo e terceiros posts, normalmente já estão previamente pensados, daí para a frente é que a coisa começa a doer (dói principalmente a nós, nos casos em que as pessoas escrevem mal).

Por isso, quando vejo pessoas que acabam blogs, assim, aparentemente sem mais nem menos, fico logo triste. E, quando é possivel, vou ler como é que começou. E gosto sempre de saber o que raio está por detrás desses gestos, dessas vontades. Vejo que umas pessoas simplesmente se cansam, outras decidem mudar de ares, outras pura e simplesmente deixam de poder postar.

Mas quando o encerramente é devido a factores exógenos ao seu autor, fico sempre de pé atrás. Mas porque raio é que as pessoas se marimbam tanto para a merda da opinião dos outros e não escrevem o que, e quando lhes der na Real Gana (em maísuculas de propósito, ok?)?

Os comentários nos blogs são da coisa mais perversa que existe. Fazem-me lembrar quando apareceram os telemóveis: às tantas todas as pessoas faziam chamadas de telemóveis, simplesmente porque era giro. Depois vieram os mails: mandavam-se mails (e mandam-se!) por tudo e por nada. Mais tarde foi com o Messenger: entra-se em contacto com as outras pessoas, simplesmente porque..... sim. Porque sim, imagine-se! Agora é com os comentários dos blogs. Já não se comenta porque há vontade de comentar. Chega-se ao cúmulo de se "comentar" só para dizer: "pois pois, tens razão", "vai em frente", "iá, é isso mesmo", "isso, comigo acontece o mesmo", etc.. (provavelmente não consegui aqui exprimir o tipo de comentários que acho risíveis, mas penso que entendem o que eu quis dizer). Isso para mim, não é comentar. Eu gosto de comentários que servem, como a própria palavra indica, para criticar, para analisar o que se escreveu, para se mandar uma boca, para dizer que não temos razão, para dizer que "sim senhor, não tinha pensado nisso", para dizer que somos uns parvos e que temos ideias parvas como a do post em questão, para dizer que nos rimos e que achámos piada, para dizer mal, para dizer bem. Felizmente, neste caso, a minha pouca audiência nunca me trouxe muitos comentários. Contudo, a minha ingenuidade, nunca me levou a perceber que há uma espécie de rede de comentadores e comentados superior à de blogers. Ou seja, há pessoas que se pelam por comentar, há pessoas que se pelam por ter a caixa de comentários bem cheia e, imagine-se, há pessoas que se zangam por não terem comentários quando a vizinha do lado está cheia deles. Mais, há pessoas que se zangam, se a vizinha do lado fez um comentário na vizinha da rua de cima e não fez na sua própria casa. E eu nunca pensei que isto existisse. E eu sou tãããão naif.

Por isso, quando também sei que há pessoas que fecham blogs também porque não estão com paciência para esta Máfia dos Comentadores, eu fico chateado, mas tenho de aceitar, caneco!

Outra coisa diferente: eu faço parte de alguns "clubes do bolinha" de bloggers que me deixam ler os seus blogs. E gosto. E agradeço. Mas não os entendo. Apesar do que escrevi nos looooooongos parágrafos aqui atrás, aceito-os mas não os entendo. Sempre me fez impressão os concertos para 20 pessoas. Eu aceito que um gajo toque umas guitarradas para uns amigos numa roda com cervejolas e tal. Mas juro que me faz alguma impressão, dizerem que aquilo é um concerto para o público geral, mas só com 20 pessoas. Com certos blogs, acontece-me o mesmo. Apesar de, repito, ficar lisonjeadíssimo com esse previlégio. (não me vão riscar do mapa, pois não?). É assim tão diferente ser lido por 20 ou por 500? Ser ouvido ainda vá que não vá, mas ser lido?

Afinal este post serve para quê? Pois, para pouca coisa. Eu só quis dizer que me faz impressão que as pessoas liguem tanto aos comments que recebem e aos que têm, ou melhor, que sentem necessidade de fazer. Eu noutro dia por ter escrito que passava a ferro, recebi um comment a dizer que se tinham apaixonado por mim (eu sei que estavam a brincar) - que eu agradeço, mas lembro que a loja já está ocupada - e um outro a dizer que o meu blog era - e estou a dizer de cor - profundamente maxista. A pergunta que eu faço é a seguinte (podem comentar, se quiserem) eu devo aceitar a paixão declarada ou devo-me sentir maxista? Já agora, ser maxista tem a ver com o inspector max ou tem a ver com o facto deste blog ser o máximo?

segunda-feira, julho 24, 2006

pedir esmola, se calhar?

o pessoal que se lembra, assim sem mais nem menos, de fechar os blogs, a seguir fazem o quê? vão para o fundo de desemprego, é?

Não é "da" Picheleira, é "na" Picheleira, porra!

E porque pedalo muitas vezes lá no ginásio envergando uma camisola encarnada e uns calções pretos, houve um brasuca que se chegou à minha beira e me perguntou:

- ocê corri sempri assim, porqui são às côris do seu time?
- sim, são. são as cores do Vitória.
- Vitória da Bahia?
- Da Bahia? Então? De Lisboa, caralho? Vitória Clube de Lisboa. Fica na Picheleira, entendes?

(às vezes, esta malta das ex-colónias só ao estalo....)

Foda-se, odeio passar a ferro!

Frase proferida ontem, depois de ter estado desde a 20:50 às 23:43 sempre de ferro na mão.

(ai as minhas varizes....)

Boa, boa, cuca! Linda, linda, iééééé´!

Coisa a assinalar: finalmente um cocó no bacio, a seu pedido.´

Facto chato da coisa: não é muito agradável, andar a limpar poias de merda dos penicos.

Facto engraçado da coisa: depois de devidamente lavada, quis limpar a xaninha com a mini-esfregona do seu conjunto de brincar às sopeiras.

terça-feira, julho 18, 2006

Kapa



É assim tão difícil voltar a haver em Portugal uma revista como a Kapa, um semanário como o se7e ou o Independente (até, vá lá, 1995) e um diário como o Diário de Lisboa?

segunda-feira, julho 17, 2006

"querida", o "linda", o "charmosa" e o "classuda"

"querida", o "linda", o "charmosa" e o "classuda"

Eu já sabia que me iriam enviar bocas por ter deixado estas 4 categorias de fora. Mas pronto, vamos lá esclarecer mais umas coisinhas:

querida
completa ausência de conotação sexual. é preciso dizer mais alguma coisa? são pessoas queridas e pronto!

linda
linda é quando uma pessoa está acima das giras. giras eram as gajas (algumas) que, na altura da preparatória, jogavam connosco ao bate pé, lá atrás do pavilhão ou da biblioteca (na verdade atrás da biblioteca só foi uma vez. vez essa que eu estupidamente não participei. atrás do pavilhão, contavam as lendas, fornicava-se. tenho as minhas dúvidas. mas para sermos mais exactos, o bate pé passava-se junto à entrada lateral do dito pavilhão); lindas eram as que nem a isso jogavam. ou estavam acima dessas cenas ou já andavam com malta da escola secundária. lindas são assim as tipas um bocadinho para o etéreo: a mulher do figo (o tal que depois da selecção dedica-se agora, mais, à sueca), a cate blanchet no senhor dos anéis, a ingrid bergman (lá estão as suecas), a natalie portman, a keyra knightley (porque é que nasceste sem mamas, pá?), a wynona ryder, a tatjana patitz, a belinda carlisle, a milla jovovich (um autêntico traumatismo ucraneano), etc...

charmosa
porra, uma gaja chamosa não precisa ser gira, nem linda, nem nada disso. é certo que nem sempre se consegue estar charmosa, não dá para de ser charmosa todos os dias. uma gaja charmosa precisa de ter charme mesmo vestida com um fato-macaco e umas galochas vermelhas. porra, a catherine deneuve tem charme, a allison janney tem charme, a são josé lapa tem charme, a raquel prates tem charme, a susan sarandon tem charme, a juliette binoche tem charme, a anne bancroft, a andy macdowell, a fanny ardant tem muuuuito charme

classe
eu realmente não consigo distinguir muito o charmosa do classuda. tem dias, não é? às vezes sai-me uma outras vezes sai-me outra. às vezes o charmosa está relacionado com um gesto que se fez, uma roupa que se vestiu, uma pintura que não se pôs (mas as mulheres não entendem que não chega pintarem umas cenas rosa ou azul (blhagh) nos olhos ou castanho e vermelho (blhagh, blhagh seguido de vómito) nas unhas e está feito?) hoje sai-me o classuda para a simone, para a meryl streep, a emma thompson, a jessica lange, a diane keaton, a lauren bacall, a vanessa redgrave

pinta
acrescento aqui o pinta. há poucas tipas com pinta, muito poucas mesmo, não tem a ver com a beleza, não tem a ver com o estatuto, tem a ver com pinta! a melanie mayron, a chrissie hynde, a sigourney weaver, a diane lane, a marlee matlin, a sophia loren têm muita pinta.

finalizo com o je ne sais quoi
este grupo é ainda mais restrito: aqui só entra a natalie portman, a minha mulher, a kyra sedgwick, a diane lane, uma ou outra pessoa que eu cá sei, e a ........... malu mader. pois? je ne sais quoi!

iá bacano, porrada!

Porque é que há pessoas, com mais de 15 anos, que gostam de wrestling? É uma doença? Pode-me acontecer a um filho?

domingo, julho 16, 2006

Deixas-me a bia?

Há três anos, cometi o erro de partir um dente. Tive de ir ao dentista onde me arrancaram o resto do dente e trataram de me dar 2 pontos com uma linha e uma agulha. Diz-me o senhor doutor:

- ôcê tá fumando? (sim, o senhor é paulistano rôxo)
- fumo.
- à beça?
- prá caral***, mesmo?
- chiii!!! E toma um cafézinho?
- à beça, também! (gosto de falar na linguagem dos estrangeiros para que me possam entender melhor. sou um querido!)
- ô Pedro, era legal à beça, se ôcê não fumasse nem bebesse xicara nenhuma de café ou outras bebidas quentes durante um tempão, tá?
- ui, doutor. então, tá maluco?
- é! pelo menos até cicatrizar... pode é beber bebidas bem geladas.
- cerveja e whisky com gelo são bebidas frescas não são?
- é, são!
- ok, entendido.

Nunca mais fumei nem bebi café! E posso vos garantir que é de caralho para cima deixar de beber e de fumar tudo na mesma altura. É uma ressaca dos diabos. Dá muitos, muitos suores nesta nuquinha.

E nestes mais de 1000 dias que já passaram, não houve um único dia sequer em que não me apetecesse fumar uma cigarrada. Porque isto do fumar, faz muito mal e tal, mas é muito muito muito bom. Agora imaginem sem o cabrão do café...

E depois há aqueles prazeres que só quem abandona o vício consegue dar valor: um gajo chega de manhã ao café da esquina, encostarmos ensonados, a barriga ao balcão, e arvorados pelo estatuto de cliente frequente, somos servidos de uma italiana e um maço de tabaco sem sequer uma única palavra proferir. Há coisa melhor?

E quando estamos de bandulho cheio duma pratada de chocos, bem regados com uma garrafinha dum Pêra Manca ou coisa parecida, há coisa melhor que sacar duma cigarrada e molhar os beiços num qualquer copo de whisky com 12 anos (ou mais)?

Espero nunca mais voltar a fumar mas gaita, fumar é muito bom.

A minha singela homenagem a estes companheiros durante uns bons quase 20 anos: sg lights (o meu primeiro), sg ventil (o mais consumido), sg mentol lights (durante uns bons 2 meses), ao sg masters (no meu primeiro ano do Rainha na parte da noite), sg gigante (quando estavam os outros esgotados das discotecas), ducados (os que ninguém queria quando me cravavam), marlboro lights (nos três meses em que estive a namorar em Coimbra), gauloises caporal (um espectáculo) gitanes (fortes e bons) e claro, o melhor de todos, o tabaco mais saboroso do mundo, o português suave sem filtro.

Fónix, que saudades!

pré comentário àqueles que aparecerem por aqui a dizer que este post é completamente anti-pedagógico e politicamente incorrecto: vão-se foder, tá bem?

sexta-feira, julho 14, 2006

então deite-se ali de barriga outra vez

faz hoje um ano, mais ou menos por esta hora, voltaram a desligar-me o quadro para que Lobo Antunes e seus muchachos voltasse a pegar em mais uns parafusos e em mais umas placas, as quais foram devidamente acrescentadas a umas outras que já cá tinham sido postas.

e se da outra vez a coisa foi dolorosa, desta a coisa foi pior.

e se vocês acham que uns charros dão uma pedrada valente, tentem levar um dia com umas doses de morfina. é um mimo. supimpa, pá!

importa-se de repetir

Tão bom como o meu querido zé ter ouvido um maduro dizer "fatela cumó destino" em vez de "fatal como o destino", foi eu ter ouvido alguém ter dito "atalho da fonte" em vez de "a talho de foice".

Zézinho, nós sabemos que nada nunca baterá o Batalha de Alves Barrota (aljubarrota, para os mais distraídos), não é? Já para não falar no Filipe Jaime (que continuo a amar).

outras coisas

As definições e generalidades inscritas no post aqui de baixo, não têm nada a ver com outras palavras também engraçadas como sejam: o "querida", o "linda", o "charmosa" e o "classuda".

Entendidos?

Giras, boas e tesudas

Aqui há dias, ao falar com uma amiga sobre determinada pessoa, caí no erro de utilizar expressões tão vagas para o universo feminino como: gira, boazona e tesuda.

Na altura, tentei, na medida do possivel, enquadrar características particulares desta ou daquela pessoa que pudessem ser determinantes na diferenciação das classificações do raio das miúdas: se eram boas, se eram giras e se eram tesudas.

Surgiu então um post, muito bem engendrado - como é seu apanágio, diga-se a talhe de foice - onde ela dissertava, exemplificando com algumas imagens, o que é que para elas era um gajo bom, giro ou tesudo.

Vamos então lá ver a coisa aqui para o nosso lado.

Entre nós homens, isso já está mais assimilado e se perguntamos a outro maduro qualquer:
- então e a gaja, boa?
E ele começar com aquele rame rame:
- quer-se dizer.... bem....
É porque a senhora não era realmente famosa. Mas se rematar com um:
- É pá, é tesuda, pronto!
Das duas três, ou o gajo estava já com seis whiskys no bucho e já não conseguia distinguir bem a coisa; ou a tipa é mesmo um cepo, sem mamas nem nada, mas tem um rabinho que é um mimo ou simplesmente deu-lhe ponta e mais nada!

Por outro lado a coisa pode-se pôr de outra forma:
- então e a gaja é boa?
E se o rame rame na resposta for:
- quer-se dizer... bem.... a gaja é simpática, sabes?
É porque a tipa não tem cu, não tem tetos, não é muito gira, não é tesuda, mas o pai dela tem um z4 que lhe empresta quando ela sai connosco à noite e até podemos ir sacar peões com o bicho, ali para os lados do Guincho depois dela nos ter pago uns jantares no Muxaxo.

Há ainda outra situação que é:
- então e a gaja é gira?
E se a resposta for, sem rame rame nem nada:
- Para mim, é!
Então nunca saberemos se ela é gira, boa ou tesuda. O gajo está mas é apaixonado e não há nada a fazer a não ser: muito respeitinho e siga para bingo.

Acontece, não poucas vezes o célebre:
- então é boa?
- bem, ela não é muito boa pá, nem sequer muito gira, mas tens umas canelas que me dão uma ponta do caraças!
Aqui neste caso a gaja é mesmo tesuda! O problema é que a aplicação do tesuda nem sempre é consensual. Aliás, raras vezes há unanimidade.
Nota: onde se lê canelas - não, não é erro nenhum. há uma pessoa que me está a ler e que sabe do que eu estou a falar - pode se ler também, pés, nariz, espaldas, cinturinha, mãos, voz (se eu apanho aqui um comment que eu cá sei, fodo-vos os cornos!), cabelo, tatuagem (que eu odeio de morte), sorriso, etc...

Ou seja, as regras não podem ser muito rígidas, as divisões às vezes não são exactas (não podem, claro!) e o consenso nem sempre é conseguido.

Mas aqui entre os homens não há duvidas que temos muito melhor boca que as mulheres. Aqui neste lado não escolhemos tanto a fruta e mesmo com fruta tocada fazemos um batido todo supimpa. Além de que reciclamos e reinventamos as actividades e os handicaps femininos: "deixa lá, filha se não beijas bem eu tenho um trabalhinho porreiro para ti. a propósito, a tua mãe está lá em casa esta tarde? não? olha calha bem, preciso de ir lá buscar uns apontamentos de álgebra linear... posso, não posso? E já agora, ainda tens aquele creme hidratante que disseste que pões nos braços? Ah, ok!..... não não, não é por nada! Depois eu conto-te!"

A pedido de várias famílias cá vão alguns exemplos:

gira
- a maior parte das tipas que nós dizemos que não são giras, no fundo o que estamos a dizer é que há gajas que são mais giras que as anteriores. ou seja, se dissermos que a Cláudia Mergulhão é feia, no fundo o que estamos a dizer é que a Raquel Prates é muito mais gira (vês como eu te defendo, pá?). Mas pronto, há aquelas que são giras e que não se pensa mais nada além do facto de pronto, ser girinha: a Meg Ryan é gira, a Inês Sastre é gira, a Yasmine Gauri é muito gira, a Malu Mader é...... pois!

boa
- é uma questão de óptica. se não tem peito tem com certeza cu. se não tem cu, tem um aspecto peitoral bélico, se não tem uma coisa nem outra usa mini-saia para que a gente não lhe olhe para o resto. se não tem nenhuma destas coisas, não me venham com merdas, não é boa e pronto! outra coisa, o silicone é algo com que nós não temos preconceitos nenhuns. por isso, sim senhor, nós achamos a Pamela Anderson boa! mas pronto, não indo a extremos, vá lá, como é que eu hei-de dizer: a Halle Berry é boa, a JLo é boa (e gira, e tesuda), a Beyoncé é booooa, as Spice Girls (antes de emagrecerem e antes de engordarem) eram boas, as Pussycat Dolls são boooooooas (e tesudas e tesudas...), a denise richards é boa cumó catano, a Deborah Secco é boa, a Juliana Paes é podre (mas eu não acho gira, nada mesmo! é exagerada!) a Soraia Chaves é boa e sim, a Ana "sabes que começou no a, á, á, á. e a seguir vem o e é é é. inteligente é com o i, i, i, i. o u depois do o, faz o aeiou" Malhoa também é boa (deixa estar, filha. a gente não se importa nada que o raio dos azulejos da tua casa de banho sejam do mais brega possivel).

tesuda
- há pouco esqueci-me de mencionar que as profissões também influenciam estas coisas. por isso meninas, nós achamos as meninas de algumas actividades cinematográficas tesudas cumó diabo. sim estou-me a referir às dos filmes porno! Mas não querendo ir a extremos: a sharon stone é tesuda! a monica belluci é tesuda, a demi moore é tesuda, a glenn close a martelar o Michael Douglas em cima do lava loiça é tesuda, a kathleen turner apoiada nos cotovelos e nos joelhos no Body heat é muito, muito tesuda, etc.

notas finais:
se uma gaja, mesmo que não seja nem boa, nem tesuda, nem gira, vem com um decote generoso nunca está bonita, está apetitosa, ok? e estando apetitosa cria apetites. e se cria apetites nós olhamos e, se nós olhamos...

o mesmo principio aplica-se ao uso de mini-saias.

por isso, se vêm com essas coisas vestidas (ou despidas) não se admirem que nós olhemos - porque nós olharemos de certeza absoluta - e não venham com a conversa do "ai os gajos são todos tão depravados...."

ok?

quinta-feira, julho 13, 2006

Descascado

- Então, falaste com a minha mãe?
- Sim, ela lá contou que adorou o concerto....
- Ah, bem visto, foi na terça, não foi?
- Sim.
- E que é que achou mais?
- Disse que só não gostou que ele estivesse o tempo todo "muito" vestido.
- Muito vestido?
- Sim, queria ver o gajo mais descascado, de tronco nu, assim cheio de plumas...

Ofereci à minha mãe (ok, ok, juntamente com a minha irmã) um bilhete para ela ir ver o Ney Matogrosso e desconfio que ela esperava ver também a gala do Carlos Castro.

segunda-feira, julho 10, 2006

Lost(ras nas ventas)

Cariño, Pinto, olha já está. Apanhei o vício. Caí no erro de começar a ver o Lost no Sábado à noite.

Foi uma carga de trabalhos. Não consigo deixar de ver, pá. Estou agarrado!

Série do caneco, pá!

Diz-me o teu nome....

Volta e meia, dizem-me, "tá boa, tá boa, pá. o teu blog és mesmo tu!" E eu confesso que não sei se hei-de levar muito a sério essas apreciações. É que uma coisa é o meu blog ser "eu mesmo" outra é "eu mesmo" ser o meu blog. E nunca consigo saber, nem tenho coragem para perguntar, se querem dizer uma ou outra coisa.

Conheço, pessoalmente, para cima de uma vintena de bloggers. Antes de os conhecer, já tinha obviamente, uma opinião formatada sobre essas pessoas: se eram porreiras, se eram altas, se eram feias, se eram booooas, se tinham ar apaneleirado, etc, o habitual. E na maior parte dos casos, aí em cerca de 95%, enganei-me. Mas já não me engano mais! Deixei-me disso. (não estou aqui a incluir as pessoas que já conhecia antes de terem blogs, não é?)

E eu acho que me enganei porque só mais tarde percebi que a forma como escrevemos, como apresentamos o blog, o template que escolhemos, etc, raramente coincide com o tipo de pessoa que está lá por trás a teclar.

Eu conheço bloggers sofisticadíssimos e que têm blogs nojentos, cheios de estrelinhas e e letrinhas a piscar; como também conheço blogs supimpas que eu sei serem escritos por gente do mais brega possível. É a vida.

Acho que isso se deve ao facto de nunca como agora se leu tanta coisa escrita por tanta gente. E, por enquanto, a tendência é continuar a crescer. E isso leva a que tenhamos de olhar para a escrita desta ou daquela pessoa (e não me estou só a referir à forma mas também ao conteúdo), como algo independente dela mesma. Se já todos conhecíamos o Pacheco Pereira da vida política e dos artigos de opinião dos jornais, não estranhamos quando o lemos no seu blog. Mas teríamos a mesma opinião sobre o senhor se o conhecessemos apenas pelos textos? Mais, conseguiremos perceber se o gajo d'O meu Pipi é mesmo só um tipo que escreve muito bem ou é um punheteiro desvairado?

Não podemos avaliar esta ou aquela pessoa, apenas por que escreve bem ou porque escreve mal. É como ter um tom de voz estridente e ter um par de mamas com um aspecto bélico ou como ter um sorriso bonito e ser um chauvinsta de primeira apanha. Mas, realmente, a tendência é contrária. Continua-se a avaliar, a imaginar, a classificar bloggers pela forma como se se apresentam na blogosfera. Acho isso falível (mas não censurável, caneco! Era o que mais faltava). A culpa, no fundo, não é de quem escreve. Quem escreve raramente tem em mente querer fazer passar esta ou aquela "impressão pessoal". A culpa é nossa que lemos e tentamos tirar nabos da púcara mas sacamos sempre outra coisa diferente.

Não se iludam. Ninguém é realmente aquilo que mostra nos blogs. E não estou a dizer que há uma ideia pré-existente em tentar enganar os leitores. Nada disso. Simplesmente porque ninguém se consegue "mostrar" de corpo inteiro através de um blog. Nem que apresente fotos de corpo inteiro (frente e verso, dentro e fora) anexas ao respectivo texto. Nem assim.

Vale?

domingo, julho 09, 2006

Porrada, eu?

Há quem perceba de bola e quem perceba de porrada. Há quem escreva sobre as duas coisas e não perceba um boi de nada (como eu?).

Há cronistas e jornalistas do futebol que estão ao virar de cada esquina á espreita que este ou aquele faça isto ou aquilo para de pronto lhes dar com a marreta e deitá-los a baixo na primeira oportunidade. São os que se deleitaram com os socos do Sá Pinto ao Artur Jorge, com a escarreta do Ryikard ao Völler, com a camisola do Sérgio Conceição atirada às trombas do árbitro belga, com o soco do João Pinto ao árbitro lá do jogo do mundial, com a cabeçada do Figo (o tal menino que se lembrou de assinar ao mesmo tempo pelo slb e pelo scp quando ainda era júnior e pelo parma e pela juventus já bem crescidinho. o Veiga é mesmo boa gente, não é?) ao holandês, etc e, nunca se lembram dos fantásticos lances de bola que essa boa gente foi fazendo e que volta e meia nos fizeram dizer: foda-se, jogada do caralhinho!

São esse género de cronistas que eu chamo de urubus. Estão sempre há espera de carne em decomposição para irem lá depenicar a coisa. (não estão a ver bem a coisa? comecem pelo Manuel Serrão, por exemplo)

Querem uma aposta que há gente que não tarda nada vão aparecer na comunicação social a falar da cabeçada do Zidane ao Materazzi (um italiano que é um menino do mais trato fino, tadinho. perguntem ao Figo, por exemplo. um miminho!)?

Até meto o tomate no cepo, pá!

sexta-feira, julho 07, 2006

6 quilos a mais? Venham mais 6 ainda, pá!



A minha mulher tem ali no quarto uma TV Mais que traz na capa uma foto da Alexandra Lencastre com aí cerca de 3/4 dos marmelos à mostra. Diz lá também que ela está com 6 quilos a mais, coitada.

A minha primeira reação foi dizer - em voz baixa, não fosse o diabo tecê-las - FOSGA-SE, TÁS POUCO BOA, TÁS! A segunda reação foi ir lá ao interior da revista ver se havia mais fotos da dita senhora. Havia!

E esta merda no fundo entristece-me. Ao que tudo indica, a senhora precisa de pôr os tetos assim mais pró amostra, quando quer aparecer por aÍ. Mas por outro lado fico lixado, porque quando era mais chavalito, quando mais "precisava" de ver publicações com fotos de gajas com os tetos ao leu, elas vinham em revistas que eram vendidas embrulhadas em invólucros selados.

Esta malta nova não sabe o que ganhou em ter nascido mais tarde.

O que é nacional é bom!



Será que a tal Nossa Senhora do Caravaglhio - como é que afinal a senhora se chama, pá? ah, ok, Caravaggio! - aquela lá de Itália a quem o Scolari recorre, decidiu marimbar-se para a nossa selecção e foi mas é apoiar a squadra azzurra?

Vai na volta...

É o que dá acharem que o que vem lá de fora é que é bom. Não se contentavam com uma Nossa Senhora de Fátima ou mesmo uma Santinha da Ladeira? Esta última tem concerteza menos trabalho que as outras. E se o problema era com o facto de serem senhoras, podiam muito bem ir ter com o Dr. Sousa Martins ali ao Campo Santana.

Pra mim é!

Môor

Tenho boas notícias. Fui pôr os papéis para o Euromilhões e o boletim da semana passada estava premiado. Lembras-te de andarmos a namorar aquela casa ali perto do super? E lembras-te de dizermos que se tivessemos 20.000 contos assim disponíveis que a coisa ficava praticamente nossa? Pois, o sonho está mesmo mais perto.

Não é que nos saíram € 4,50 euros da semana passada? Ah pois é! Já não falta tudo. Faltam uns míseros 21 mil, novecentos e noventa e nove contos e mais uns pózinhos. O senhor onde pus lá os boletins disse-me que esta semana é que é! E eu acredito no senhor, pá. Parece que é desta que vou conseguir ter um quarto de dormir onde possa lá ter também alguns livros. Tu sabes que eu gosto de dormir pertinho de livros, não sabes? Aliás, recordo-me de quando ia para a Biblioteca Nacional ali no Campo Grande, lá na altura em que andava a fazer trabalhos da faculdade, lembro-me de dormir lá na sala de leitura grandes sonecas. UI, ui! E vou também ter uma casa de banho com aqueles chuveiros à brasileira, assim tipo balneário, vai ser uma maravilha. O senhor é que disse, pá. Eu não sei de nada!

Pronto, estás mais descansada agora?

quinta-feira, julho 06, 2006

Para desanuviar

O Ricardo, a semana passada, defendeu 3 penaltys dos ingleses e foi considerado (muito justamente) um herói nacional.

O Ricardo, há coisa de poucos meses, na meia final da Taça de Portugal, não conseguiu defender penalty nenhum dos jogadores do FCP.

Isso aconteceu porque
a) os jogadores do meu clube são melhores executantes de penaltys do que o Lampard, o Gerrard e o Carragher?
b) Brassard é melhor treinador de guarda-redes que os gajos lá dos leões?
c) o Estádio do Dragão atemoriza mais os guarda-redes que os estádios alemães?
d) o Baía transmite mesmo um kharma negativo ao pobre Ricardo?
e) porque sim.
f) porque não!

p.s.: desculpa lá ò Caladinho, não resisti!

Ok, caímos mas caímos de pé...

... mas ao intervalo, eu estava com uma fezada do caneco que íamos passar. Estávamos a jogar tãããão bem. E realmente o Zidane é outra loiça. Que senhor do caraças. E aquela finta, aquela forma de conduzir a bola ali debaixo do seu pézinho, quem é que lhe consegue roubar a bola, pá?

E confesso que me fez menos impressão cair perante estes franceses que com aqueles de 1984. Esses tinham uma puta duma arrogância que até cheirava mal. Então o Platini, o Giresse, até mesmo o Tigana... não me digam nada.

Ok, caímos mas caímos de pé, perante um Makelelé que foi um gigante (já repararam que afinal não é preciso ser muito alto para se ser o melhor trinco do mundo?). Filha da puta do preto. Que jogador do catano. Fónix!

E se há alguém que merece ser campeão é este gajo e, claro o Zizou!

Respeito!

p.s.:
- por favor não digam que os franceses só ganharam graças ao penalty. Os franceses ganharam porque os portugueses cometeram uma falta que originou um penalty. Ok?
- ó Deco onde é que tu estavas ontem que não te vi, pá?
- Ó Scolari, onde é que estavam as tuas críticas contra a arbitragem em 2002?
- e eu continuo com tanto medo da Alemanha...

quarta-feira, julho 05, 2006

faz hoje um ano...

... estava o Lobo Antunes de bisturi, parafusos, placas e chave de fendas na mão, preparado para me rasgar as costas e pôr uma espécie de andaime, aqui a segurar-me esta partezinha, estão a ver? aqui, acima do rabo.

... e eu nunca tinha sentido tantas dores na minha vida.

... e nunca me tinham enfiado um tubo pelo sardo dentro, (ui, até me arrepio) para me tirarem 600 ml de mijo (atenção que são mais ou menos 3 imperiais, não é uma brincadeira qualquer)

... e quando à noite finalmente consegui mijar para dentro do pacote feito de papel reciclado, fiquei tão contente que até mandei um sms à minha mulher.

... e o raio das dores, de vez em quando, ainda se sentem.

a música das férias. de caras!

Voodoo Child

You're like Voodoo baby,
You just take hold.
Put your cards on the table baby,
Do I twist do I fold?

You're like Voodoo Honey
All silver and gold?
Why don't you tell me my future?
Why don't I sell you my soul.

So here it comes - the sound of drums.
Here comes the drums, here comes the drums ?

Baby, baby, baby!
You are my Voodoo Child - my Voodoo Child

Don't say maybe, maybe
It's Supernatural - I'm coming undone?

You're like Voodoo baby,
Your kisses are cold!
Feel your poison running through me?
Let me never grow old.

You're like Voodoo honey,
My pictures you stole?
You play me like a puppet.
Sticking pins in a doll!

ainda das férias

vamos lá a ver se nos entendemos: cerveja é cerveja, ok? isto, isto e isto não é cerveja. chamem-lhe o que quiserem mas não lhe chamem cerveja.

haja respeito!

(ó Montas, duma vez por todas: beber green, é uma coisa, beber disto é abichanar, pá!)

das férias

a pergunta que se impõe: existirão casas de férias para alugar com frigoríficos decentes (ok pessoal, desta vez a coisa não foi mal de todo), facas que cortem e abanicos para o grelhador?

segunda-feira, julho 03, 2006

Amadores versus Profissionais



O que destingue os amadores dos profissionais é isto: os amadores tomam o pequeno-almoço com leitinho e cereais, os profissionais bebem cerveja fresca (depois de uma noitada de copos, ok?) e comem sandes de salsichão.

Medo!

sábado, julho 01, 2006

para os cépticos

então, já me levam a sério por ter dito que tinha muito medo dos franceses e, principalmente, dos alemães?

eu só não acerto no totoloto....

apagar o passado

Já não tenho paciência, para esta mania do Scolari, em querer "apagar" as coisas boas que o futebol português fez nos últimos anos. Refre os heróis de 66 e é um pau.

Eu quero com este post recordar o pessoal que em 1984 foi a França empatar com a Alemanha (que tinha sido vice-campeã mundial), com a Espanha (que nesse ano era muito superior a nós) e que ganhou à Roménia. (nem quero sequer referir o jogo com a França que me dá uma certa azia)

Quero também lembrar o pessoal que foi à Inglaterra em 1996 empatar com a Dinamarca (que era a campeã em título, ganhar à Croácia e à Turquia e não quero aqui falar do jogo contra a Rep. Checa porque me volta a dar uma certa azia.

Quero finalmente referir o pessoal que foi à Bélgica e à Holanda em 2000, ganhar aos Ingleses por 3-2 (o mais fantástico jogo da minha vida), ganhar à Roménia com uma tolada do Costinha no último minuto e dar 3 secos à Alemanha. Demos ainda 2 a 0 à Turquia e depois foi aquela gaita da mão do Abel.

Se as coisas estão melhores agora? Claro que sim. Mas não me venham com coisas. Eu nunca vi uma selecção jogar tão bem como em 2000. E sem ajudas de árbitros. Antes pelo contrário. (e sobre isto não me quero alongar mais. quem tiver entendido, entendeu.)

uma coisa é não gostar deles...

... outra é não reconhecer quando trabalham bem: o Scolari está a fazer um campeonato bestial. Muito, muito acima do habitual e o Ricardo hoje fez um jogo fora do normal.

Não, não tem nada haver com o raio dos pontapés da marca da grande penalidade - que já de si foram uma coisa do caneco. passa pela cabeça de alguém, defender penalties do Lampard, do Gerrard e do Carragher todos no mesmo jogo? é que não foram para fora, foram mesmo defendidos! - estou a falar daquelas saídas ao jogo aéreo. Tudo muito bem. Nada de pieguices, socos valentes para fora da área. É assim mesmo!

Convenhamos, um guarda-redes que comete dois erros iguais, em dois anos seguidos (contra a Grécia e contra o Benfica) e que faz a exibição que hoje fez, merece todo o meu respeito.

quarta-feira, junho 28, 2006

elas

acordo mais cedo que o habitual, olho para o lado e descubro a minha filha - vá se lá saber porquê - deitada na minha cama a dormir.

levanto-me, vou fazer as minhas abluções e volto ao quarto para me vestir (cariño, para quando um quarto-de-vestir?). lá estão elas, ali, juntinhas, igualzinhas, despenteadas, morenas, lindas, minhas, as mesmas expressões, tudo igual.

Lotta Continua



Vinte e tal anos depois, volto a tirar da "prateleira" este disco e volto a deslumbrar-me como da primeira vez.

Sublime!

(a pedido de várias famílias: isto é o LC dos Durutti Column, vale?)

Os primeiros 5 anos

... há uma diferença substancial entre jantar num restaurante "bem" (blah!!!!) ou comer bem num bom restaurante.

Há duvidas?

(mesmo que não seja de 5 em 5 anos, bem que podíamos fazer coisas destas, sei lá, de 15 em 15 dias. o que achas?)

(parabéns)(amo-te!)

(na frase aqui de cima - não, não é essa. a outra mais acima. eu estava-me a referir à coparia. podíamos jantar mais vezes e ir, assim, até ao 2001, não achas? Ou ao 2001, por exemplo. Olha, olha, estou-me a lembrar também do 2001. Não? Vá lá!... Não vês que voltei a ser um homenzinho como antigamente? Num curto espaço de tempo, já me debati sem problemas com uma garrafita de Marquês de Borba e com dois Jamesonzinhos. O mundo é nosso, pá! Vamos?

Duque de Viseu



E quanto mais eu gosto de vinho tinto mais me afasto das pomadas alentejanas. Agora ando com a mania do Duque de Viseu.

Fónix, estalo do caneco!


Turbo Lento

Pergunto à minha filha:

- Cuca, como é que se chama o pai?
- Pai!
- Sim, mas como é que me chamo. Qual é o nome do pai?
- Pai!
- Ok, caga nisso. Então e qual é o nome do cão do Noddy?
- Cão!
- E qual é o nome do cão?
- Lhentu!

(conhece melhor a família do Noddy que o homem que a trouxe ao mundo.)

terça-feira, junho 27, 2006

André Vilas Boas

O André Vilas Boas é de caras (mas à confiança mesmo, ok?), o melhor analista de futebol, que eu já li em toda a minha vida. E por causa dele voltei a comprar jornais desportivos.

(Não confundamos com o melhor cronista. Ninguém nunca chegará, aos calcanhares do Nelson Rodrigues. Capisce?)

segunda-feira, junho 26, 2006

bem, muito bem!

Que eu não gosto do Scolari é uma coisa, que ele seja um bom treinador é outra coisa, que ele seja um bom condutor de homens é outra coisa ainda. Estas coisas todas não invalidam o seguinte: dentre todos os jogos de equipas por ele treinadas que eu consegui ter a paciência para assistir até ao fim, foi finalmente ontem que eu o vi fazer uma coisa com cabecinha, bastante cabecinha mesmo.

Pode ter sido uma questão de sorte (que eu duvido), mas naquelas circunstâncias não é qualquer um que faz as substituições que ele fez. De génio: Ronaldo pelo Simão (está cada vez mais crescido, este miúdo. a pedir definitivamente outros vôos), Pauleta pelo Petit (o melhor do jogo, de caras!) e Figo pelo Tiago (o melhor jogador português do futuro).

Ontem, não foram só os jogadores os responsáveis pela vitória. ontem houve mesmo dedo do Mister.

(mas isto sou eu a dizer que não percebo nada de bola)

Sem tempo

...para postar sobre as férias da chuva, o tempo que nos entala os fins-de-semana, o que distingue os amadores dos profissionais, a nossa selecção, a minha filha, o vinho tinto, o primeiro lustro, comer em restaurantes "bem" e comer bem em restaurantes, a escrita nos blogs, etc..

ideias não me vão faltando, o tempo é que é escasso.

sexta-feira, junho 09, 2006

Hat Trick

É quando olho para o equipamento da selecção nacional que eu vejo que era incapaz de vestir (quanto mais comprar) uma camisola daquelas. É simplesmente feia. E sempre foram. Ou melhor, guardo como excepções a do Mundial de 66 - linda de morrer - e a do equipamento suplente (dizer equipamento alternativo é duma paneleirice do caraças) do Euro 84 - branquinha com a gola bordoada a vermelho e verde, simples de morrer.

É quando olho para os equipamentos da selecção inglesa que eu tenho pena de a Umbro nunca ter posto as mãos na nossa selecção. As camisolas então são um primor de design. Então há dois anos por altura do Euro 2004 eu acho que eles atingiram o zénith. Eu passava pelos hooligans lá no Algarve e ficava siderado a olhar para aquelas camisolas vermelhas. O pormenor da cruz de São Jorge, implantada no ombro é sintomático do como deve ser um produto de classe. Lindo!

E este ano a coisa continua.

Em beleza de equipamentos a Inglaterra devia ser sempre campeã mundial.

05-07-1982

Foi o dia em que descobri que afinal no futebol, as melhores equipas do mundo, também perdem. Foi o meu primeiro dia triste de futebol. O dia em que o Brasil perdeu contra o Paulo Rossi.

Depois de terem vencido 2 a 1 à União Soviética, terem dado na pá 4 a 1 à Escócia (golaço do Éder), mais 4 à Nova Zelândia, ganharam 3 a 1 à Argentina (que tinha um timaço bestial) e depois, bom depois....

Eu tinha ido com o resto do pessoal à piscina do Areeiro, no regresso parámos na Gelataria Roma (o sabor nata era irrepreensível) para beber água e vimos na tv que a bola ia começar dentro de instantes. Lá corremos para casa.

Pois, o resto é história. Eu nunca tinha visto um conjunto de jogadores tão bom, a jogar pela mesma equipa e ao mesmo tempo: Leandro, Éder, Zico, Falcão (perdão, Paulo Roberto Falcão), Júnior, Toninho Cerezo, Óscar, só para falar dos mais sonantes. Mas vi-os a perder! Foi o descalabro. Como é que era possível aquilo estar a acontecer? Mas estava.

E só voltei a emocionar-me da mesma forma, quando em 2000, Portugal foi à Holanda e à Bélgica mostrar o melhor meio campo que Portugal já teve: João Pinto, Paulo Sousa, Figo e Rui Costa.

E eu ontem voltei a ver o golo do Paulo Roberto Falcão contra a Itália - que com um único movimento de ancas, tirou 3 defesas do caminho - e voltei a lembrar-me que há equipas e equipas e há mundiais e mundiais.

E o Espanha 82 foi o meu Mundial.

Saudades!

Bola

Como portista sempre me fez muita impressão os convidados que as televisões (e as rádios, e as rádios) escolhiam para "representar" o meu clube naqueles debates e programas televisivos do género "um moderador e 3 paineleiros". E faz-me impressão porque são precisamente os canais de televisão os responsáveis por convidarem comentadores de merda e que estereotiparam o "comentador portista" como um ser parvo, tendencioso, ignóbil, asqueroso, etc....

A ver, começou por aparecer o Pôncio Monteiro que é o chamado "postal", categoria que todos sabemos está acimo do "cromo" - atenção que este economista tem muitas vezes razão, mas perde-a toda porque não sabe discutir opiniões. Depois houve uma altura que puseram o senhor presidente da junta de bigode, senhor responsável pelas maiores secas televisivas que eu conheço (e continua). Lembraram também de convidar um inenarrável político, salvo erro candidato à Câmara Municipal do Porto, que foi seguramente o pior comentador de futebol que eu conheci. Passou também por lá o Francisco José Viegas, um senhor bestial que estava acima daquela gente toda. Ultimamente rebentou a bolha, levaram para lá o Rui Oliveira*, que é um gentelmén e que pôs toda a gente de boca aberta: "olha, lá em cima também há gente de bem!".

É um comentário parvo mas que reflecte, não só, a má ideia que as pessoas de outros clubes têm dos portistas, mas também os verdadeiros erros de casting que as televisões fazem nas escolhas destes paineleiros.

O mesmo acontece com as mulheres que são escolhidas para falar de futebol. Atentem só: Leonor Pinhão (santa paciência), Ana Dias (ui!), Cinha Jardim (foi esta senhora que chamou um dia àquele clube que um dia venceu 7-1 ao Benfica, Celtic de Vigo), etc, etc.

Ontem A Revolta dos Pastéis de Nata, um bom programa com humorístas medianos, convidou a Dália Madruga para ter lá uma mulher a falar de futebol - também lá estava um homem. E o que é que eu hei-de dizer. Bom, lá está, é por causa de convites destes que nós homens continuaremos a achar que as opiniões futebolísticas das mulheres são.... pois, deixem lá isso!

A propósito, eu não tenho nada contra o futebol feminino, eu só peço é que não me obriguem a assistir jogos entre mulheres.

* Erro de palmatória. É óbvio que é Moreira. Um abraço ao querido Paul Wealthy.

quinta-feira, junho 08, 2006

Mãejinha!

Li noutro dia um texto que me despertou para algo que já rondava cá na minha cabeça há uns tempos. Acho que cada vez mais, as mães ditas "modernaças" (e isto não é nada depreciativo) se esquecem do quanto é importante ser uma mãe à antiga.

Bem sei que isto que se escreve - e principalmente, se descreve - nos blogs, anda inúmeras vezes longe da realidade. Mas ainda assim, eu cada vez mais encontro nas mães "escritoras" (e isto também não é nada depreciativo) uma ausência ou talvez um decréscimo de atitudes que se podem considerar conservadoras (ou não) ou antiguadas (novamente sem ser pejorativo).

E já vou no terceiro parágrafo e o meu texto não está a ir para onde eu gostava que ele fosse. Eu ando nos parques infantis e vejo os pais com uns cuidados excessivos em relação às crianças: "não subas para aí", "olha que a areia pode ter micróbios", "ai meu rico filho tem cuidado com o baloiço", "ó Ricardo Jorge, se me cais ao chão arrancas-me o coração", "não ponhas isso na boca", "não bebas do copo desse menino", etc... Eu cada vez encontro menos mães que dão comida normal às criancinhas, assim tipo, pão, grelos, couve lombarda, chicha, açorda, iscas, pézinhos de coentrada, borrego, coelho, chamuças, etc. As comidas que eu vejo as criancinhas comer é tudo Milupa, Nestlé, Blédina.... há mais marcas? Haverá mães que ainda cosam? Ou é tudo feito nas lojas da Retoucherie de Manuela? É preciso sair das reuniões de pais com aquele ar de que o filho vai ser um infeliz para o resto da vida, só porque em vez de picotar o pintainho picotou a mochila?

Eu começo este quarto parágrafo, olho para cima e isto parece um texto sexista cumó diabo. Para acalmar as hostes, vá voltem a ler isto desde o início e onde está a palavra mãe, podem pôr a palavra pai. Vai dar no mesmo.

Quererei com dizer com isto que sou um pai diferente dos outros? Não, longe disso. Aliás, muito longe disso. E sem mas. Não sou e ponto final. Eu acho é que isto da paternidade e da maternidade moderna está cada vez mais cheia de mariquices, paneleirices e outras cosquices. Agora encontram remédio para tudo: se é fanhoso vai ao terapêuta da fala, se está triste vai ao pedopsiquiatra, se chumba é uma carga de trabalhos, se o percentil está irregular, ui, "o que fizemos nós para a criança ter nascido assim".

Eu cheira-me que anda por aí uma onda excessiva, um kharma qualquer, um Feng Shui de Alguidares de Baixo que proclama que têm de se criar criancinhas demasiado perfeitas. Ou, pronto, vá lá, sem defeitos, nem cicatrizes ou remoínhos no cabelo.

Get a grip, pessoal!

pré-resposta a possíveis comentários: não, não vão por aí, para esse peditório eu já dei.

terça-feira, junho 06, 2006

Serra Grande



Há precisamente 32 anos, escrevi o meu primeiro texto. Eu tinha 5 anos e decidi mandar um postal à minha avó Trindade que morava em Guide - lê-se güide - (terra do meu pai), freguesia da Torre de Dona Chama, concelho de Mirandela, em Trás-os-Montes profundo.

O texto rezava o seguinte:
"Este postal é uma igreja. É italiana.
Querida avozinha:
quando vem para Lisboa?
Já tenho muitas saudades suas.
Que é feito do Mário João?
E o Sr. José? Os meus pais e toda a família estão bons.
Um abraço de todos para a avó.
Um beijo do seu neto Pedro Miguel.

O meu pai pede para a avó lhe mandar a serra grande que o pai lá deixou que faz falta.
Lisboa
3/6/1974"

Sobre este assunto tenho a dizer o seguinte:
1) reparo que os meus textos foram todos escritos, já depois de terminada a noite negra do fascismo. são pois, escritos de liberdade.
2) acho que logo no início estou a passar um atestado de ignorância à minha avó. então não se percebe logo pela legenda, que o postal se refere a uma igreja italiana?
3) o meu amigo Mário João já ocupava um grande canto no meu coração. o mesmo se passava com o seu pai, o senhor José. contudo, desprezo por completo toda a minha restante família paterna que morava na mesma aldeia.
4) o recado sobre a serra grande parece uma espécie de "ele que peça aquilo à avó que nós não temos coragem para tal."
5) caligráfica, gramática e sintaticamente continuo a nulidade de sempre.

segunda-feira, maio 29, 2006

ó jaime, olha aí essa cena em baixo!

Odeios braguilhas, prefiro, de longe, calças com fecho. Aliás, se estiver com calças de ganga com botões, só abotoo dois ou três deles.

Então se estiver na coparia a beber cerveja, com aquelas cenas do ir e vir da casa de banho e tal, é certinho que a partir da segunda viagem já nem os botões aperto.

Guns, o quê?

Até prova em contrário, os Guns 'n' Roses que actuaram no Rock in Rio, são quanto muito, uma banda de covers dos Guns 'n' Roses.

Calha é de caminho que o vocalista (não estarei a exagerar em chamar àquilo vocalista?) lá de antigamente ser o mesmo do presentemente.

Tudo o resto é um atentado ao Slash, ao Izzy Stradlin, ao Duff McKagan e ao Steven Adler ( e até ao Matt Sorum).

Entretanto: o One in a Million é imaculada!

a propósito duma conversa recente

Há 15 anos, mais coisa menos coisa, um documentário sobre o rock and roll, fazia referência às influências que os Led Zeppellin tiveram nas gerações contemporâneas e vindouras. Diziam eles (e bem) que eles tinham inspirado muito mais péssimas bandas de rock do que óptimas bandas de rock.

Penso o mesmo do Sex and the city: a sua influência inspirou muito mais más mulheres (não confundir com gajas más) do que boas mulheres (não confundir com gajas boas).

domingo, maio 28, 2006

Yá man, Jamiro!

Cheguei ao rock in rio já estava a dar a Ivete. Ok, deixei a mulher lá no relvado e fui mamar uns canecos.

Finalmente chegou o momento, peguei na Maria e fui lá para a frente.

Os Jamiroquai estão em forma. O Jay Kay parecia um tocador de flauta de pan daqueles que costumam estar na Rua Augusta. O alinhamento foi muito bom. O baixista continua um senhor. Fez-me lembrar o Sting no tempo que fazia música (realmente sr. Gordon Summers, o que é que o senhor tem andado a fazer nestes últimos, vá lá, 18 anos? o senhor acha que ainda faz música, acha? já viu que desde 1987 que não sai nada de jeito? realmente.... depois queixe-se que nós tenhamos saudades dos police). sim senhor, grande baixista. Quanto ao Jay Kay, pois, eu gosto. Muito! E gostava tanto de um dia ver o gajo no Coliseu.

Depois do concerto, mais cerveja. E veio então a chaquira (é assim?). Pois, entretanto fui dormir.

Alguém me consegue explicar o que é que faziam os Jamiroquai no alinhamento deste dia?

sexta-feira, maio 26, 2006

sobremesa

Se quando eu lá chegar os D'zrt (juro que procurei no google como é que isto se escrevia. acertei?) ainda estiverem a cantar, devo cantar com eles ou serei considerado um gajo careta, se cagar nos gajos ir mamar traçadinhos para o bar?

Nota 1: pelo sim pelo não, alguém me consegue dar aí um linkzito para as letras das músicas dos rapazes (eles cantam não é?)

Nota 2: é pecado olhar para os rabos das pitas? e se forem boas? e se for só assim pelo cantinho do olho? e se já estiver com os copos? e se não?

quinta-feira, maio 25, 2006

10

O Rui Costa (vénia) parece que vem finalmente para o Benfica.

E se ninguém se for embora, é capaz de ter alguma piada ver o Rui Costa (vénia), o Luís González (vénia) e o João Moutinho (futura vénia. ainda hás-de ir lá parar acima, pá. sabes aonde é que eu estou a dizer, não sabes? lá onde se ganham os troféus, vale?) a comandar as tropas dos três grandes.

Respeito!

Pai babado, eu? Não estou a ver porquê - parte II - o sorriso

Vou, se ele for também!



Eu gostava de poder dizer "eu NÃO vou ao Rock in Rio", mas às tantas ofereceram-me bilhetes para o Jay Kay e..... vai lá um gajo resistir a uma coisa destas!

quarta-feira, maio 24, 2006

Ai Maria de Lurdes que moras tão longe....



Chegou lá em casa vindo.... do espaço, um filme daqueles do cinema brasileiro. Ou seja, um ganda, ganda filme. Chama-se Sexo, Amor e Traição e é realizado pelo Fernando Jorge. Um gajo que é bom em tudo: é bom actor, é bom encenador, é bom realizador...

Pois, mas na realidade eu estou-me realmente marimbando para estas coisas todas. O que realmente me interessa é que a actriz principal é a Maria de Lurdes Mader. Ou seja uma mulher perfeita. Perdão, a mulher perfeita!

Conheço-a desde 1985, quando se lembrou de entrar numa novela chamada Corpo a Corpo. Era a Bia. Começámos logo a namorar. Ela nunca soube disto. Mas eu também sou discreto e nunca lhe quis contar. Feitios.

Bom, a minha mulher, que felizmente também gosta de cinema brasileiro, quer pois, ver o filme comigo, assim em ambiente familiar. Habitualmente ela deita-se no sofá com a cabeça no meu colo e ficamos ali a curtir o serão. Até aqui tudo bem. Eu tenho receio é de lhe começar a babar a cara, com os pingos que me vão, de certeza, cair da boca.

Talvez se distraia com o Fábio Assunção... quem sabe.

Medo!

sexta-feira, maio 19, 2006

Vamos embora Vitóóóóóória



Da mesma forma que, julgo eu, irrita os sportinguistas verem o seu clube ser denominado por Sporting de Lisboa, também a mim sempre me moeu a mona quando se referem ao meu Vitória como o Vitória da Picheleira. Bem sei que por vezes se utiliza essa expressão para nortear e localizar os interlocutores. Mas mesmo assim não gosto. Para mim e para todos os vitorianos é Vitória Clube de Lisboa e não se fala mais no assunto.

Para uma comunidade tão aguerrida como a Picheleira, ser vitoriano não era nem nunca foi uma conjuntura. Era uma certeza. Nascia-se na Picheleira e, portanto, morria-se vitoriano. E assim também foi comigo. Nunca tive esse problema de saber se o Vitória era o meu primeiro ou o meu segundo clube. Aliás, em abono da verdade, cronologicamente, o meu primeiro clube foi o Ajax de Amesterdão. Só mais tarde decidi ser portista. Só mais tarde ainda, reparei que antes disso tudo, já eu era vitoriano. Na ginástica do VCL entrei aí aos 3 anos e por lá andei durante um porradão de tempo. No futebol tentei entrar por diversas vezes, sempre de forma infrutífera é certo, mas nunca por culpa do Clube, sempre por demérito próprio.

Da mesma forma que já ninguém liga ao Festival da Eurovisão também agora já não há ligações fortes com os clubes da terra (ou os clubes de bairro, como queiram chamar) como havia antigamente. Neste aspecto eu sou do antigamente.

Se na ginástica eu já era vitoriano e nunca tinha dado por isso, no futebol achei que seria a hora de "me lembrar" que o Vitória me estava no sangue e não só na minha família (o meu pai sempre foi uma pessoa cheia de intenções associativistas, começando, claro pelo VCL) quando assisti a uma vitória do Vitória sobre o Arroios, aí por uns 4 ou 6 a zero. Meus amigos, uma equipa que dá 4 ou 6 na pá do Arroios (clube que até ostentava o nome numa estação de metropolitano) não era para toda a gente. Tinha de também ser vitoriano pelo futebol. E fui! (Tinha uns 7 ou 8 anos)

Podia estar aqui a debitar histórias sobre o rol de campos que já visitei a apoiar o grande Vitória, podia falar de vitórias fantásticas, de derrotas vergonhosas, de roubos de igreja, disto e daquilo. É escusado. Ser vitoriano, não é a mesma coisa que ser do benfica, do sporting ou do porto. É muito mais importante. É sermos daquilo onde nascemos. É como se fosse um pleonasmo, é como subirmos para cima ou descermos para baixo. Se nunca deixamos de ser naturais do sítio onde nascemos, eu tenho a certeza que nunca deixarei de ser vitoriano. Mais, cheguei a ser usufrutuário de um dos mais fantásticos símbolos do clube: o cão de guarda do campo de futebol. Vitória, de seu nome, claro!

É certo que já não pratico lá nenhum desporto; já não tenho o sonho de ir para cima daquela estrutura metálica, habitualmente denominada de marcador e ir mudando as placas dos números à medida que se marcavam os golos; nunca mais fui arrumador nem vendedor de bilhetes nas soireés de cinema, já não vendo pastilhas elásticas nos bares do campo, já não sigo a equipa de futebol, já não vou à sede, até já nem conheço os dirigentes nem sequer os jogadores. Mas há palavras e nomes que fizeram, fazem e farão sempre sentido no meu dicionário: Vieira (extremo, campeão em 1977), Cajoca, Meirim, Cô, Marinho, Baldarachi, Veladas, Zé do Campo, Vitória (cão), Paulo Reis, Pedro Paulo, Projecção Cultural, Kaiser, Totina, Chitas, João Ferreira, Giuseppe Luigi, Xavier, Mateus (olha lá, o gajo não te faz lembrar o Charters, pá? o falecido pai, não os filhos, ok?), Ferro, Zé dos Queijos, Filipe de Abreu, Galapito, Vieira (treinador), Carlos Manaças, Flávio, Pita, Ferraz, Lordes, Américo, Carnaval, Baila da Pinhata, Feijão,Greno, Melo, etc, etc, etc

Paíiiiiiiiiii!

A coisa aconteceu ontem. Fui para uma apresentação comercial. Uma coisa em grande, num hotel, cerca de 100 pessoas na assistência, eu sentado na 2ª fila, atento às coisas que lá iriam ser mostradas. Anunciam o primeiro orador, era o big-chefe-pena-branca de um dos departamentos duma grande locadora portuguesa. Um gajo já com um certo estatuto e tal, não é? Um gajo de nível!

Estava a fazer uns rabiscos quando o gajo começa a falar e aquela voz... bom aquela voz afinal era conhecida. E olho para o papel à minha frente e leio o nome do senhor doutor. E olho novamente para ele e realmente conhecia aquela voz. Afinal o gajo tinha andado comigo na escola.

E recuo no tempo 15 ou 20 anos e lá está ele, junto ao cesto de basket, comigo a cravar-lhe um cigarro, a controlarmos as filhas da Lúcia Piloto (no tempo em que tinham muuuuuuita piada) e claro, a falarmos de bola. Avanço no tempo e reparo que ele era a última pessoa que imaginaria a ocupar um posto daqueles. Mais, seria mesmo a última pessoa que imaginaria a apresentar um produto financeiro para uma plateia daquelas. Depois noto que está gordo que nem um texugo (eu continuo a achar que são os ar-condicionado dos gabinetes da banca e dos seguros que engordam os dótores e inginheiros que por lá proliferam), deve ter um bmw ou mercedão e ganha com certeza uma pipa de massa.

Às tantas ponho-me a pensar se seria capaz de ter um emprego daqueles. Se poderia ficar a viajar pelo país a fazer apresentações daquelas, se era capaz de prescindir da família, do banho com a minha filha, do cheiro das minhas mulheres lá de casa, dos abraços diários, etc.

E, com isto, deu-me para olhar para o relógio e fiquei triste ao verificar que ontem já não conseguia apanhar a minha filha acordada. Pensei também que, definitivamente, mesmo que tivesse capacidade intelectual para a coisa, nunca conseguiria aguentar uma vida daquelas. Uma vida profissional que me fizesse estar longe da minha família. Já bem basta estes encontros que me impedem de estar com a miúda. Que me obrigam a deixá-la na escola de manhã e só voltar a vê-la acordada na manhã seguinte. São quase 24 horas sem lhe ouvir a voz.

Nah, nem pensar! Que se lixe o dinheiro, os bms e os mercedes!



.....



Cheguei a casa, dou um beijo na minha mulher (no tal menino, não é?) e ouço a voz da minha filha: páiiiiiii!

Eh lá!

Entro no quarto, e lá estava ela na penumbra, de bracitos abertos para mim. E não consegui repreendê-la por ainda não ter adormecido, apesar de já passar das 10 horas da noite. "Ó filha, dá cá um beijinho ao pai, dás?"

i'm gonna be

Acho que já deu para perceber que não sou grande fã do Holmes de Cascais. Mas, porra, um gajo tem de dar o braço a torcer, se na altura em que acaba de tomar o nosso banhinho depara com esta música a tocar lá em cima nos altofalantes:

When I wake up, well I know I'm gonna be,
I'm gonna be the man who wakes up next to you
When I go out, yeah I know I'm gonna be
I'm gonna be the man who goes along with you
If I get drunk, well I know I'm gonna be
I'm gonna be the man who gets drunk next to you
And if I haver, hey I know I'm gonna be
I'm gonna be the man who's havering to you

But I would walk 500 miles
And I would walk 500 more
Just to be the man who walks a thousand miles
To fall down at your door

When I'm working, yes I know I'm gonna be
I'm gonna be the man who's working hard for you
And when the money, comes in for the work I do
I'll pass almost every penny on to you
When I come home(When I come home), well I know I'm gonna be
I'm gonna be the man who comes back home to you
And if I grow old, well I know I'm gonna be
I'm gonna be the man who's growing old with you

But I would walk 500 miles
And I would walk 500 more
Just to be the man who walked a thousand miles
To fall down at your door

fa la la la (fa la la la)
fa la la la (fa la la la)

Da Da Da Dun Diddle Un Diddle Un Diddle Uh Da Da

fa la la la (fa la la la)
fa la la la (fa la la la)

Da Da Da Dun Diddle Un Diddle Un Diddle Uh Da Da

When I'm lonely, well I know I'm gonna be
I'm gonna be the man who's lonely without you
And when I'm dreaming, well I know I'm gonna dream
I'm gonna Dream about the time when I'm with you
When I go out(When I go out), well I know I'm gonna be
I'm gonna be the man who goes along with you
And when I come home(When I come home), yes I know I'm gonna be
I'm gonna be the man who comes back home with you
I'm gonna be the man who's coming home with you

But I would walk 500 miles
And I would walk 500 more
Just to be the man who walked a thousand miles
To fall down at your door

fa la la la (fa la la la)
fa la la la (fa la la la)

Da Da Da Dun Diddle Un Diddle Un Diddle Uh Da Da

fa la la la (fa la la la)
fa la la la (fa la la la)

Da Da Da Dun Diddle Un Diddle Un Diddle Uh Da Da

fa la la la (fa la la la)
fa la la la (fa la la la)

Da Da Da Dun Diddle Un Diddle Un Diddle Uh Da Da

fa la la la (fa la la la)
fa la la la (fa la la la)

Da Da Da Dun Diddle Un Diddle Un Diddle Uh Da Da

And I would walk 500 miles
And I would walk 500 more
Just to be the man who walked a thousand miles
To fall down at your door


Que maravilha. Afinal os rapazes parece que se estão a esforçar para me agradar...

"Sennaaaaaaaaaaaaaaaaa, que 'stás a fajer?"

Apesar de ser minorquinha, não tinha rigorosamente medo de cão nenhum. Na praia então, ui, era um ver-se-te-avias: podiam vir pastores-alemães, rotweillers, buldogs, you name it, era tudo corrido dali com latidos estridentes. E fugiam com o rabo entre as pernas.

Mas no fundo era um pacholas. Queria era sopas, descanso e 'bidinhas.

Já lá foi. A gente cá fica com saudades tuas. E neste Verão, já podemos avisar o resto da canalhada canídea que podem brincar, sem medos, e à vontadinha lá na praia.

Baeta

E desde que ela fez o corte de cabelo do milénio (pelo menos deste que está a decorrer), dou por mim a dormir, diáriamente, com um "menino".

E adoro. E até parece que o meu namoro acabou no início deste semana e passei a ter uma namorada nova.

E estás tão gira, pá!

a alegre burguesia decadente

Ontem, porque veio cá a tal "senhora que vem cá a casa às quintas-feiras fazer umas horas", tive oportunidade de vestir uma camisa engomada por ela. Que maravilha, os vincos e tal...

E é um pormenor que faz toda a diferença!

músicas que me fazem lembrar...

ruas:
Rua de Sto. António dos Capuchos - Modern Love (Bowie);
Rua da Quinta das Palmeiras - That was yesterday (Foreigner);
Rua Aboim Ascensão - Guilty (Lime);
Rua António Patrício - State Trooper (Bruce Springsteen);
Rua Gen. Pimenta Castro - Lifeline (Spandau Ballet);

estradas:
Estrada de Albarraque - Over & Over (Fleetwood Mac);
Estrada Marginal (na parte de Sto. Amaro de Oeiras) - Waiting for the night (Depeche Mode);
Estrada do Portinho da Arrábida - Tainted love (Soft Cell);
EN 342 - Something in the way (James Taylor);
Estrada da Várzea - Never let me down again (Depeche Mode);

alamedas:
D. Afonso Henriques - Whole of the Moon (The Waterboys);

praças:
Praça do Chile - I do (Live) (J. Geils Band);
Praça Sócrates da Costa - I know there's something going on (Frida)

praias:
Maças - Boys of Summer (Don Henley);
Caparica - Sulsbury Hils (Live) (Peter Gabriel);
Aguda - Shake the desease (Depeche Mode);
S. João da Caparica - Take me up (Scotch);

vilas e cidades:
Fazendas de Almeirim - Nature of the Beast (Spandau Ballet);
Alcobaça - Blade Runner (OST);
Benidorm - Elevation (U2);
Moita - Illusion (Imagination);
Barcelona - Me gustas tu (Manu Chao);
Cartagena - Vamos a la playa (Righeira);
Coimbra (a parte da Solum) - Bye Bye Blackout (Trovante).

Como é que é, dá para curtir comigo ou vais-te cortar?

Ao ver um teledisco da Laura Branigan reparei que ela é um protótipo de "gaja típica dos anos oitenta". Ou seja, não era propriamente o tipo de gaja de andarmos a comer (até porque a coisa não era tão - vamos lá então ser um bocado eufemisticos - "livre e fácil" como é agora). Era mais do tipo de andarmos a curtir. Gajas de irmos reinar ao bate-pé para trás do pavilhão da escola, de nos roçarmos nos slows das boîtes (as voltas que eu dei para conseguir pôr esta palavra num post) e trocarmos uns chochos (à cavalo, atenção) e uns linguados valentes. E eu gosto desse tipo de gajas.

Calma, calma, calma. Eu não estou com pensamentos que "naquele tempo é que era bom e o caneco, e que agora é tudo" .... Meus amigos, quem me dera a mim que naquele tempo...... bom, adiante.

Gajas que não têm grande ar de bombas sexuais, mas que têm ar de curtirem com categoria. Sei lá, como referi a Laura Branigan, podia falar na Debra Winger, na Diane Lane, na Rachel Ward (que é feito de ti, pá?), na Ally Sheedy, na Pat Benatar, na Chrissie Hynde (na classe "gajas que dizem asneiras"), na Linda Gray, na Anne Archer, na Jennifer Beals, na Sarah Jessica Parker (só e unicamente no Footloose), na Elizabeth Shue (no Karate Kid), na Lili Taylor, na Tanita Tikaran, na Sharleen Spiteri, etc, etc, etc.

Eu tenho para mim que isto é tudo meninas que devem beijar muita bem!

quinta-feira, maio 18, 2006

Art Deco



Alguém ainda se lembra que há dois anos houve um senhor que se lembrou de pôr o Deco no banco dos suplentes?

compota

A maior parte das pessoas odeia o João Pedro Pais. Eu confesso que ele não me irrita nada. Mais, gosto de algumas músicas dele.

A maior parte das pessoas acha os Pearl Jam uma banda do caneco. Eu acho que eles fizeram um dos melhores albuns dos anos 90 (o melhor, quem sabe), o Ten e, daí para a frente, tornaram-se tão chatos, tão chatos, tão chatos que deixei de lhes ter algum respeito.

Este último disco então, minha nossa senhora....

Será que é assim tão difícil de voltar a fazer canções como o Why Go (pedal do camandro. perfeita!)? Vá, deixem-se lá de fazer músicas para ouvir à volta da fogueira, voltem lá a pôr as camisas atadas à cintura, calçem as botas da tropa e depois a gente conversa.

(sim, foi uma provocação colocar o jpp e os pj no mesmo post)

terça-feira, maio 16, 2006

ele que se vá embora!

Enquanto lá estiver o gaúcho, o meu entusiasmo pela nossa selecção de futebol é mais ou menos idêntico ao interesse que demonstro pela nossa selecção de xadrez: se ganhar, ok, porrreiro; se perder, tudo bem, caguei!

Já agora: o Quaresma não foi a gota de água, foi sim, mais uma daquelas coisinhas que não consigo compreender. como também nunca ninguém entendeu como é que em 1978, o Menotti deixou o Maradona em casa.

riso amarelo

Coisas nos blogs que me dão vontade de rir: pessoas que são "grandes especialistas" na educação dos filhos dos outros.

quinta-feira, maio 11, 2006

grangeado



Informaram-me hoje, que eu sou parecido com um moço chamado Pedro Granger. Perguntei, em quê? Disseram-me que, ah e tal, sabes como é que é, assim no aspecto, não é?

Confesso que não fiquei, nem atrapalhado nem aborrecido. Ao que parece o rapaz é bastante asseado, não é? Espero que essa caracteristica esteja abrangida na tal similaridade. No fundo, é só o que peço. À parte disso, tudo bem.

galinhas sem cabeça

Quando era miúdo, tive um carrinho telecomandado, que volta e meia se avariava e em consequência disso, tratava de girar de um lado para o outro de uma forma aleatória, para depois arrancar assumindo uma direcção qualquer e sapando a grande velocidade.

Lembrei-me disto quando neste último fim-de-semana fui a uma coisa chamada Stockmarket. Não sei se estão a ver mais ou menos a coisa, mas eu dou duas ou três dicas: roupas e afins ao molho, grandes descontos, restos de colecção. É que as mulheres nestes ambientes perdem a noção do que as envolve e não vêem mais nada. Não vêem, nem sentem. Parecem o tal carrinho avariado: se detectam uma banca com um letreiro a dizer "desconto 70%", tá tudo lixado, tunga, Vummmmmm! Arrancam numa velocidade estonteamente até ao seu destino, sem olhar a mais nada, nem que para isso tenham de pisar, destruir ou obliterar tudo o que apanhem à sua frente.

Eu confesso que não consigo fazer compras nestes locais: é muita gente, a pressão é desumana, o ambiente é claustrofóbico. E as gajas..... pronto, não há nada a fazer, é que parecem alienadas, sempre de cabeça ou no ar ou enfiadas nos caixotes das roupas ou enfiadas pelos expositores dentro. E é escusado que peçamos licença para passar, ver ou coisa assim. Pura e simplesmente não ouvem. Nada! Dasssssse!

Este problema feminino surge também nalguns centros comerciais e, pode também ser observado num estádio muito evoluido, no Ikea de Alfragide. (dá no mesmo)

Desviem-se, desviem-se....

Nota do autor: este problema também afecta os homens. contudo, não se verificam aqueles gestos iniciais (o girar sobre o mesmo eixo, numa velocidade estonteante, à procura de um novo alvo), nem a ligeireza atingida é tão alta. refiro-me aos comunistas no recinto da festa do avante. como se deslumbram 10 vezes por segundo com a grandeza da obra, vão para ali e depois para acolá, para cima ou para baixo, sem repararem que estão a passar sobre outras pessoas que se encontram no seu caminho (ops, desculpe, camarada!.... perdão camarada..... magoei-o, camarada? ............ desculpe, camarada!........... peço desculpa, camarada!....)

domingo, maio 07, 2006

Candid Camera

Estou há quase duas horas a ver o programa da SportTv, de rescaldo da última jornada do campeonato e ainda não ouvi o senhor Koeman referir-se aos golos sofridos pelo seu clube.

Pareciam aqueles tais golos que o Rio Ave sofreu...

(entretanto, vai-se falando das declarações do Liedson...)

(e eu aqui, a rir-me baixinho)

sexta-feira, maio 05, 2006

iá, ganda trip, man!

Num dia muito estranho, inusitado e complicado descobri que o meu melhor amigo também tinha um blog (pronto, foi também o dia em que ele me disse que sabia que eu também tinha um). Esse meu amigo é um dos meus Nortes, assim no que respeita ao departamento da escrita. É pois nele que eu penso quando releio os meus posts e carrego naquela tecla aqui em baixo que diz "Publicar postagem": será que ele vai gostar deste post? será que fiz merda e ele vai topar? irá gozar comigo?. Estas são algumas das dúvidas e perguntas que eu faço quando por vezes aqui publico.

É, pois, porque o amo e por saber que ele escreve duma forma que eu gosto muito, que tive algum pudor em aqui escrever alguma coisa sobre o seu cantinho blogueiro. Isto porque, confesso, não gostei muito da forma como ele começou a postar.

É que para mim o difícil é escrever simples. Aquela cena do escrever com palavras caras e difíceis é coisa para "mangas de alpaca". Basta, por exemplo, dar uma vista de olhos nos textos do Diário da República, das condições gerais da apólices de seguros, dos estatutos das agremiações ou de outras colectividades, bem como das bulas dos medicamentos para entendermos que aquilo foi escrito por um punhado de iluminados (sim, estou a ser irónico) que fazem da criação daqueles textos, autênticos actos masturbatórios. Adiante.

O que eu quero dizer com isto é que o blog do meu amigo, para mim, atingiu o ponto de rebuçado e já segue em velocidade de cruzeiro. Os textos já estão mais simples, mais bonitos e mais interessantes. Não sei se a simplicidade era uma das suas intenções, mas é com ela que aquele blog também me conquistou. A verdade é que eu agora sou cada vez mais devoto daquele blog. Por isso, meus amigos, se querem ler relatos de experiências vividas em viagens fantásticas, venham aqui. Chama-se Triplogue. É do meu companheiro, amigo, irmão, camarada, palhaço Zézinho. E quem não gostar do que ele escreve vá p'á puta que o pariu.

quarta-feira, maio 03, 2006

Nível 7



Foto dedicada ao Rui Pinto, ao Carlos Leitão e ao Grande Cunhado.

Cu Men

Então o Koeman não era o máior e tal? O mais correcto, o mais educado, o que se expressava melhor, e que iria dar o(s) títulos aí à nação dos 6 milhões? Não era? Afinal em que é que ficamos? Agora já não presta?

duma vez por todas: o Co deu-me o campeonato, se calhar vai me dar a taça mas não me fez engolir nenhum sapo. acho que até eu era capaz de fazer daqueles jogadores campeões nacionais. ó paulo, tu não punhas? claro que punhas!

por outro lado eu não me consigo esquecer da merda de época do ano passado. por isso, o Co, para consumo interno, lá me vai convencendo (pouco, é certo). darei a mão à palmatória se conseguir ver esta equipa, com este esquema (e não com os esquemas do Koeman), a ganhar jogos na liga dos campeões. Assim espero, claro!

ah, outra coisa, não vendam o McCarthy que não é preciso! (sim, estou a ser irónico!)

Wolverine

Quem conhece a minha filha sabe que ela é a cópia fiel da sua mãezinha: cabelo, olhos, pestanas, tez, expressões faciais, gestuais, pelos, sinais, pintinhas, etc. Chegam ao ponto de os dedos dos pés se encavalitarem uns nos outros da mesma forma.

Ora, tirando o facto de (quando ela se porta mal) dizerem que tem o cabrão do feitio do pai, a única coisa que ela tem ingalzinha a mim são as unhas dos pés. Curiosa e infelizmente a pior coisinha que eu tenho.

Passei a vida a sofrer com a merda das unhas dos pés: ou encravadas, ou às vezes com pús, sempre cheio de dores, etc, etc.

Ora, neste fim-de-semana, a minha querida irmã, renomeada cabeleireira, pedicure, manicure e esteticista da região centro, lembrou-se de agarrar num alicate e toca de arranjar as unhecas dos chispes cá do mano.

Bom, meus amigos, eu só sei dizer o seguinte: pela primeira vez em 37 anos eu deixei de sentir os meus pés. Acho que ando a pairar.

E juro que se para tal for preciso, eu farei todas as semanas 500 kms só para me continuar a sentir assim.

Abençoada mana.

(acho que até já posso começar a usar sapatinhos apertados. aí uns 35 ou 36. não? estou a parvar, não é?)

Tapaué



sinais vindos do céu que me indicam que eu nasci macho: quando utilizo um tupperware, nunca consigo saber qual é a tampa respectiva.

Psychedelic Furs



Da série "bandas que nunca se tornaram nuns U2's ou nuns The Cure" e que, prontos, não é, e tal, a gente agradece!

lembrei-me que algures em 1983, levava sempre uma telefonia para o Rainha, na tentativa de conseguir ouvir, durante os intervalos, o President Gas que estava no top do Rock em Stock. e durante aí uns dois meses, não havia música que eu mais gostasse.