segunda-feira, setembro 06, 2010

chiuu, não contem a ninguém...

... mas naqueles posts com um vídeo do youtube com apenas os botões à mostra, eu faço sempre questão do abrir no youtube para saber que música se trata e não apanhar com surpresas.

mania parva, não é?

não liguem a isto

gosto tanto da permanente solenidade e nos gestos imaculados dos agentes funerários.

oh, pedro pedro... tu...

hoje estive uns bons minutos junto da minha professora da primária.

há qualquer coisa de místico ou paranormal nesta coisa do ensinamento, da passagem de sabedoria, nesta coisa da educação.


foi o que pensei, assim meio enleado pelas memórias do passado, durante uma missa de corpo presente, enquanto observava em silêncio, a sua nuca, ali dois metros à minha frente. a mesma pessoa que que mais reguadas me deu entre 1975 e 1979 (era o prec, lá está!...) é também a que melhores memórias me deixou.

minutos depois, abraçado a ela ao mesmo tempo que me acarinhava com uns maternos beijos, arrepiava-me com a sua presença ou até a sua existência. sinto-a como que uma estátua viva. deu-me tanto e tantas coisas boas que dá ideia que necessito de fazer uma permanente homenagem. é isso mesmo, quando de tempos a tempos a vejo, só me apetece fazer aquele gesto solene que os governantes fazem, ao deporem uma coroa de flores junto do monumento dos restauradores....


gosto tanto dela...


gostei tanto quando me segredou «tenho sabido notícias tuas, sabes?».


não são todas as pessoas que nos ensinam a distinguir o quilo do quimo.

e gostei dum pormenor que não tenho lata de dizer aqui neste blog.

as professoras primárias têm noção das coisas boas que deixam na memória dos seus alunos?

sexta-feira, setembro 03, 2010

medo

tenho medo de ler, assim como que sem querer, os resultados, as posteriores opiniões, os posts que virão, os entendidos que surgirão a divagar sobre as pessoas que enfiaram pilinhas na boca, nas mãos e no rabo dos chavais da casa-pia.

cinco! pronto, acabou-se

porque o único defeito do video é o senhor já ter morrido e a simone ter gravado coisas depois de 1985.

 

e só faltam duas

eu quero que se foda o facto de dizerem que é comercial e mais não sei o quê. eu sei é que o dan brown sabe mesmo fazer livros com cola. aqueles livros que se agarram às nossas mãos e depois não saem «é só mais um capítulo e depois apago a luz».

nem sempre os finais são jeitosos. acho que, até ao fim só gostei mesmo do deception point. mas caramba, aquilo não são livros, são filmes escritos, pronto!

e sim, li este último nas férias.

e três

se o google earth foi uma pedrada no charco, este site aqui, é uma malha do caneco.


é a minha ferramenta de férias. 

esta é a segunda

pessoas que realmente sabem comentar futebol em portugal: paulo garcia, david borges e andré villas-boas.


pré-comentários a quem vier mandar bocas sobre o andré e mais o facto de ser treinador do clube: eu não conheço o trabalho dele como treinador, nunca me deu para ver jogos da académica. até ver a única coisa de jeito que ele fez como treinador foi ter ganho uma supertaça, coisa que, por exemplo, até o rui barros conseguiu. este post é sobre comentadores. e a comentar futebol, coisa que já não o vejo fazer há uns três ou quatro anos.

hoje quero dizer bem, pelo menos 5 vezes

o carlos vaz marques não é o melhor entrevistador de portugal, é o único.

o pessoal... e transmissível tem momentos que deveriam ser ensinados nas escolas. há qualquer coisa ali que, por milagre ou não (quando ouvimos as entrevistas que são feitas por outras pessoas, até dá ideia que o que acontece ali só pode ser milagre), põe as pessoas a falar. isso, a falar. com calma e sem apertos.


pelo amor da santa, vão ao site da tsf e saquem uma mão cheia dessas emissões. é maravilhoso para ouvir, por exemplo, enquanto lavam a louça e esperam que o chá arrefeça.


(de quem é a banda sonora do genérico?)

quinta-feira, setembro 02, 2010

aviso exotérico

acontece-me isto todos os anos. além de não conseguir decorar os nomes das novas contratações do clube, mesmo quando sei que existiram, que há malta nova, ainda assim, só lá para a 10ª jornada é que consigo ligar, não só a cara com o nome mas também a cara, o nome e o sítio lá no campo onde habitualmente jogam.

noutro dia descobri, imagine-se, que existe um james, um ukra e um walter. caramba, mas estes gajos vão jogar, assim, mais ou menos, no lugar onde habitualmente joga quem? 


já agora, pergunto aos lagartos, o moutinho é mesmo bom ou nem por isso? e depois avisem-me, o nuno coelho joga bem ou é outro tonel? não, não estou a gozar. é que sinceramente não faço a mínima ideia se fizeram bom negócio ou não. ou acham que mesmo quando os jogadores das outras equipas estão a jogar contra o meu clube eu lhes dou alguma atenção? deves... deves, deves.

é que se têm perguntado há uns anos se o postiga valia 3,5 milhões... eu teria dito qualquer coisa. não precisavam de ter esperado tanto tempo.

é que se não há dinheiro para contratarem um revisor ao menos que comprem o flip ou uma merda dessas, pá!



eu tenho obrigação de escrever sem erros. tenho obrigação pela mesma razão que tenho obrigação de conduzir bem. (ok, foi uma má comparação) (mas estou a escrever isto à pressa...). andei na escola, tive português. tive a melhor professora de português do mundo, tenho livros sobre o assunto, tenho dinheiro para os comprar, por isso os erros que eu dou não têm desculpa.

eu não sei distinguir o porque do por que (eu acho que até leio a regra todos os dias e mesmo assim...), eu vou sempre ao diccionário quando quero saber se se escreve perspectiva ou prespectiva, se se escreve demais ou de mais, se as palavras terminadas em eis são acentuadas ou não, tanta tanta coisa que me recorda que nem eu nem ninguém sabe tudo sobre isto. é a vida, tento melhorar, nem sempre tenho sucesso mas ainda assim não é isso que me impede de vir aqui queixar-me quando vejo pessoas que deveriam escrever, não digo sem erros ou lapsos, mas pelo menos, sem alguns "erros".

como por exemplo este erro da foto. caramba, há erros o corrector do windows não detectará, como  quando escrevemos cozido quando pretendíamos escrever cosido. agora quando o mesmo erro aparece duas vezes seguidas...

oh meu deus, anda a asae a fornicar o juízo por tudo e por nada e não há um caralho duma entidade governamental qualquer que trate de emitir umas multazecas a este tipo de prevaricadores?

notícia choque das férias: existe uma revista chamada cuore

a ver se nos entendemos, eu dou de barato revistas de gajas. coisas de moda, de televisão, merdas assim. na boa, não tem mal nenhum. já torço o nariz às revistas cor-de-rosa mas o que é que havemos de fazer? nada, não é? além disso há pessoas que gostam de lá aparecer, há uma industriazeca que gira ali à volta da coisa. e se o povo é cusco por natureza (e não, não é exclusivo dos senhoras. se fosse, o octávio machado não era convidado regularmente para programas sobre futebol) então demos-lhe o que eles querem.

a cuore... bom, sério, não entendo aquilo. aqueles conteúdos estão para lá da cusquice, estão para lá de tudo.

ou não?

caramba, há revistas sobre tudo e mais alguma coisa. há quem se interesse por aeromodelismo, há quem se interesse por bordados, por animais, por astronomia, por tatuagens, por história, por política, por desporto... e por isso há revistas sobre isso tudo. e toca a vender. nada contra. caramba, eu até acredito que há gente que se interessa por bombas para piscinas, ora.

agora a cuore?

sério, não entendo.

qual é o gozo? qual é o prazer? quem é que gosta daquilo? e gostam do quê? e por quê?

eu desato a comer favas ou passo a questionar seriamente o mundo em que vivemos se a cuore durar mais que a kapa.

(vai durar, não é?)

terça-feira, agosto 31, 2010

sim, sim, mas gostar da better man, caramba, todas as pessoas gostam, né?

não, a sério, eu gosto da onda à volta dos pearl jam. gosto mesmo. gosto muito mais que da onda à volta dos coldplay, se é que me entendem.

eu gostei dos pearl jam em 1993. gostei pr'á cacetche!

daí para a frente perdi-me. deixei-os andar e nunca mais os agarrei. mas nunca me fizeram impressão, nunca tive a sensação de sentir que me atirava para a linha do comboio se ouvisse mais uma vez uma música deles (vide i just call to say....). e estão associados, já na parte em que não lhes ligava pevide, a um carnaval na lousã, ali juntamente com o 1979 dos pumpkins e mais uns 4 ou 5 gajos. (e gajas, e gajas...)

noutro dia - acho que escrevi por aí - um alcapãozinho mostrou-me o vedder por um outro prisma. e gostei. e encontrei o mesmo gosto que tive pelo vedder lá para os principios dos noventa, a tocar bateria nos citizen dick do singles (zé, aquele abraço, companheiro!).

eu sei que um dia ainda vou gostar mais dos pearl jam. nem que seja quando a minha filha mos mostrar melhor. e em condições.

quem sabe?

segunda-feira, agosto 30, 2010

grooooooooooove

quem puder, conseguir ou quiser, atente por favor, no baixo e em pelo menos duas guitarras que por ali andam a fazer, uéco-uéco e também timdelindelin.

há melhor?

boca, cabelo, pernão! (tesão!)

e depois, (ou melhor, e antes) passei também férias nesta canção.

(e não me apetece dizer mais nada!)
(não é preciso)

 

está morta a rainha

há locais que me lembram canções e há canções que me lembram locais. gosto disso, de canções que me lembram locais. não me lembram gajas (mas também), não me lembram amigos (mas também) (gostava tanto de te rever, osguinha. quem sabe, um destes dias dou-te um abraço cibernético, se tiver a sorte de te encontrar no face.) (nahh, não acredito, não és menino para estas nossas panelerices!), não me lembram brocas (mas também), lembram-me locais.


eu passo férias no local desta canção. ou melhor, não só desta canção como do disco todo: o bigmouth (um dia, tocarei guitarra assim como o marr), o tutu, o óbvio e inatingível ten ton truck kills the both of us, o thorn in is side, o frankly e, claro, este girls mothers (que é a cara do amigo que falo ali em cima, pronto!).


o que é mais giro é que toda a terra cheira a este disco. toda sem excepção. mas há lá uma parte, uma rua, um cantinho dessa rua, que cheira a setembro, a mocassins, a chuvinha (que é diferente de chuva, note-se!) (as chuvas de setembro em portugal são iguais às águas de março no brasil), a rizla +, a meias brancas, a calças elásticas, a pulseirinhas de couro... a tudo!

e eu gosto tanto desse disco... e eu gosto tanto daquela terra... e eu até acho que a foto do alain delon é uma espécie de logótipo (pessoal) daquela terra e daquela altura.


terça-feira, agosto 17, 2010

lá estou eu de volta da tv outra vez...

sinceramente, eu estou-me cagando para as touradas. nem sou contra e muito menos a favor, simplesmente não encontro lógica mental naquilo: as roupas ou extremamente apertadas ou do tempo do terramoto; aquelas conversas com os animais (serão fábulas?); aqueles acenos com os barretes e os tricórnios; a menina da rtp que, acredito, será um valente borracho  e uma boa entrevistadora em 2024 quando tiver, sei lá, mais que 35 anos; as cornetas e a banda; a palavra aposento; aquela liturgia de andar a receber aplausos enquanto apanham do chão casaquinhos e pulóvârs e os devolvem para as bancadas; aqueles gestos à falcão colombiano quando espetam o touro....


eu não estou a dizer que eu é que estou certo. não tenho essa veleidade. mas vejo tanta gente criticar o wrestling, o tarzan taborda, o barbas da costa, o mau tempo da costa nova, os concursos de sósias do elvis ou até mesmo o manel do laço do boavista que não entendo como fica este departamento tauromático tão depenado de críticas jocosas.

e a palavra galhardia? que maravilha!

segunda-feira, agosto 16, 2010

arrepio de férias: não posso cometer o erro de ver televisão

não, não quero ver. há ali uma parte da tarde em que deixarei de me aproximar da sala que tem a tv. 

não, não posso voltar a cometer o erro de ver a maria zilda com 57 anos. desculpem mas é algo que não concebo. 

não consigo entender como é que uma gaja que passou pelas "mãos" de mais de metade dos rapazes da minha rua, ali entre oitenta e oitenta e cinco, já tem idade para fazer papel de mãe. pior, não é de mãe de um bebé. ela faz de mãe da deborah evelyn, deus do céu.

verônica, volta! wânia, onde andam as tuas pernas?

por outro lado, a elizabeth savalla, nem aos 73 anos conseguirá ter ar de velha. 

sexta-feira, agosto 13, 2010

é que a conversa é sempre a mesma: como é que servimos? ora, então, vem assim abertazinha... com batatinha frita...

existe algum restaurante* que sirva alheira sem vir com ar de quem esteve perto dum rebentamento de uma mina e sem batatas fritas?

(eu quero, assim, simples, cum raio! com batata cozida, com grelos, inteirinha, uma tacinha de tinto para lavar, pãozinho para empurrar... é assim tão difícil?) 

* num raio de 15 quilómetros do estoril. para ir para longe, prefiro fazer em casa!

dáaaaaa-lhe!

há pouco assisti a uma mini-cena de porrada.

um gajo contra uma gaja.
 
primeiro fiquei sem reacção*

depois achei piada**
e no fim acabei por ter pena***




* porque... caramba, numa gaja?
** porque depois vi melhor e aquilo era mais ou menos como se fosse o... deixa cá ver... o joão moutinho contra... deixa cá ver também... a serena williams!
*** dele, claro. porque depois ela ainda o ameaçou que, mais tarde, viriam com ela os amigos ali da tapada do mocho ou não sei mais o quê..

é o que eu digo, está aí de novo o verão quente de setenta e cinco

ora, são onze e vinte e três, sei que vim do banco por volta das nove e quarenta e oito ou quarenta e nove.

de lá para cá - façam vós as contas, por favor - estive o tempo todo a cantar, mentalmente, em silêncio, claro, o companheiro vasco do carlos alberto moniz.

e gosto tanto da cadência do «há-quem-queira-deixar-como-está! o-poder-dos-latifundiários...»

é que já tentei pôr outras músicas para ver se apagava esta e não estou a conseguir. acho que vou fazer um chá. 

 

quinta-feira, agosto 12, 2010

é que tirando as puma maradona de 1982 - a 12 contos no c.c. arco iris - não estou a ver outra razão para fotos de sapatos

desconfio sempre de blogs com fotos de sapatos.

(de sapatos, foda-se?)
(não espera, é capaz de ser giro, até.)

(deixa cá ver melhor.)



(não, não faz sentido. sapatos?)

bolinha club

desconfio sempre de blogs que se dividem em homens para um lado e mulheres para o outro.

ou seja «vou dizer mal delas para mostrar que as irrito e por isso sou muitá (não é um erro) bom.».

ou, claro, «vou dizer mal deles para depois me virem coçar a parrec... (desculpem, não é isto que eu queria dizer), para depois me virem teclar uns comentários que comecem da seguinte forma «tens razão, eu também ainda li uns quantos blogs de homens. deixei de ler. agora só sigo (gosto tanto de seguidores, caramba!) um ou outro que mantiveram o estilo e... qualquer coisa que meta a palavra editorial.»

dá ideia que estão a seguir moisés lá no deserto e tal...

desconfio sempre, não só de um blog com muitos seguidores (mais que 50, para mim, começa a ser grave), mas de um blog onde vejamos que tem seguidores.

aliás, se há coisa que se vê habitualmente ali nos cafés da velasquez é o hulk a ler as crónicas do mst

para o meu compadre gonçalves que gosta destas coisas dos jornalistas, comentadores, senadores e mais a cona da tia às costas, tanto como eu.

«Escrevi na semana passada que, pelo que me tinha sido dado a ver do jogo do F.C.Porto contra o Bordéus e pelo que ia lendo das crónicas dos jogos da pré-época do Benfica, me parecia que os portistas não estavam preparados para se baterem contra os encarnados ao nível mais alto e que só um milagre os conseguiria fazer recuperar o atraso numa semana. Na verdade, toda a gente pensava o mesmo, mas eu até nem pensava exactamente assim: tratou-se também de uma provocaçãozinha à equipa, para ajudar a despertar o Dragão e apelar ao espírito de conquista e ao brio que é uma das imagens de marca das equipas do F.C.Porto, venha quem vier, saia quem sair.»


miguel sousa tavares

isto vai de mal a pior

conversa, no messenger, entre duas pessoas que já se conhecem... sei lá... desde o tempo em que se contavam anedotas com palavras estranhas como brezhnev, cunhal, reagan (ou ré-há-gã, como eu gostava de ouvir as pessoas dizer) ou eanes:

- já fizeste as facturas?
- faço daqui a pouco. já te as mando. dá-me um grama e já as recebes.
- estás à vontade...
- e depois dás uma vista de olhos a ver se me portei bem ou se precisam duma cinzelada.
- uma cinzelada?! disseste "uma cinzelada"?!
- desculpa, estou de ressaca
- quem é que com menos de 65 anos utiliza a palavra "cinzelada"
- desculpa, nem vi que usei uma coisa, digamos, erudita, pronto! que vergonha...

- bem podes pedir desculpa...

afinal...

... o que é um «bom blog»?

ontem descobri...

... que a minha mulher lê blogs. pior, lê e comenta com amigas sobre bloggers e mais não sei o quê...

está fina e moderna é o que é.

(a minha surdez momentânea (era bom era) não me permitiu saber de que blogs se tratavam. acredito que sejam blogs... digamos... em português, pronto!)

quase seis anos depois....

... estou a pensar mudar de tempeleite.

haverá tempeleites do filipe (desculpem afinal tem dois pês) do filippe cetarque


era a primeira bolinha a sair do saco, era... olha logo, um template feito por um francês... 

terça-feira, agosto 10, 2010

com sorte ainda compro umas ti shârtes e tal...

vou com uma pessoa de família - a qual, nem que me apontem uma faca ao pescoço revelo quem é, mas que tem uma filha comigo e mais não digo porque se iriam logo pôr a adivinhar - a um local que eu adoooooooooooro de morrer (deves!) - que também não revelo qual é - que tem a palavra feira e a palavra artesanato no nome.

(não estão ainda a ver, pois não?)

ninguém tem uma psp que me empreste, não? 

old friends

em 1990, no meio da minha semana de campo (que coisa linda), a televisão portuguesa, aproveitando o concerto de alvalade do paul simon, emitiu este show de 1977 que o meu pai teve a feliz ideia de o gravar. 

eu tive a infeliz ideia de perder a cassete vhs da tdk, lindinha de se ver.

dava o cu (dava, dava... deves!), 5 tostões e mais um abraço, se um dia voltasse a ter este programa.


e mesmo assim, repete-se tanta coisa no verão mas não há televisão alguma que passe isto outra vez.


(mas se fossem oputras merdas....)


... que nem 10 mandamentos vão conciliar...

livro tão bom, deus do céu!

 

segunda-feira, agosto 09, 2010

never mind the bollocks...

é fácil de ver e compreender que, como na vida (e na tv, rádio, jornais e conversas de lareira), os blogs com mais seguidores, visitas e isso são os que dizem mal de.

(tipo, assim, os de gajas.) 

é a cultura, estúpido!

ora se o senhor nasceu em frança, cresceu em frança, vive em frança e fala francês porque caralho por aqui (pelo menos) continuam a dizer o nome do referido senhor à inglesa?

domingo, agosto 08, 2010

e em dois ou três dias.... (que safra de cáca)

sex & drugs & rock and roll - tinha tanta fezada neste filme... desataram a inventar... deu no que deu.

tetro - eu não sei se ele ainda sabe fazer filmes. uma coisa sei, sei que ele não sabe fazer filmes que eu gosto. mas aquela fotografia..... caramba.... nota 10, não é?

shutter island - há-de chegar o dia em que eu tenha paciência para o leonardo. não, não estou a dizer que ele é mau actor, sei é que ele não me convence. (nem ele, nem o brad pitt, nem o clooney, nem mais uma mão cheia desses que agora têm sucesso) (ok, tudo bem, no snatch ele está ok.). e o filme é profundamente chato, caramba!

the ghost writer - eh! (tudo bem, também não podemos ser muuuuuuito exigentes) (ou podemos?)

crazy heart - é um filme porreiro. vê-se muito, muito bem. eu tenho a mania do jeff bridges e isso, aceito, ajuda muito. não sei explicar porquê mas parecia-me um filme do eastwood. acho que termina um pouco à pressa, assim, meio às três pancadas.

the story of roxy music - caramba, mais uma daqueles produções lá dos camones. que coisa tão bem feitinha. assim a dar vontade louca de rever o velvet goldmine.


(revi pela enésima vez o collateral. michael mann is my man!)



tanto ao seu jeito não quer dizer que tivesse jeitinho

ontem o bruno alves não marcou nenhum daqueles tolos livres directos tanto ao seu jeito.

 

lei de murphy

se tiveres um casamento, aniversário ou almoço de família num dos dias de fim-de-semana de verão é certinho que no outro dia estará encoberto.

sexta-feira, agosto 06, 2010

ó fred, vai lá também buscar a cox à plateia, pá!

o meu respeito e a minha chapelada a esta versão, a esta voz, a este ambiente...

 

(h)á 16 meses, não tarda nada!

quantos tempo mais vai demorar a aparecer nos mapas do google e da microsof a a16?

o olho

coisas que a minha alma não alcança: pessoas que entram em grupos de ex-alunos dos anos 80, perguntando se se lembram delas algures entre 1983 e 1989 mas em cuja foto têm, por exemplo, um pôr do sol, uma capa dos dream theatre (credo!) ou, sei lá, um olho.

sinceramente, esperam ter resultados positivos?

se ainda fosse o olho do cu, sempre haveria alguma hipóteses de "alguém" se lembrar de "alguém", não era?

andei eu aqui a pôr posts com fotos sobre o cabrão do livro....

.... quando finalmente houve alguém que lhe fez justiça duma forma mais elevada. 

salvé, ó pedro. 

quarta-feira, agosto 04, 2010

a picheleira é linda!

com esta é que me rendi: os mapas da microsoft, além de mais bonitos que os do google, indicam a picheleira (onde, imaginem, se situa a picheleira) em vez de olaias (como aparece indicado no google), que é uma coisa muito diferente (e pior, foda-se!)

aviso muito importante...

... assim... deixa cá ver... pronto, importante só para mim!

os fotos aéreas da microsoft estão melhores que as do google.


(hein, ganda informação, não é?)

terça-feira, agosto 03, 2010

há longe e há distância, sim!

eu gostava, muito, que trás-os-montes estivesse, assim, à distância que está, por exemplo, o alentejo.

dava-me jeito, pronto! 

raw power in motion

já aqui o disse mais que uma vez, há qualquer coisa de estranho naquelas decisões que os dj tomam quando desatam a pôr músicas que ninguém gosta, que ninguém dança, que afastam pessoas da pista. e isso acontece uma vez, repete na semana seguinte, na outra e outra e outra... e anos depois dizem «eu é que lancei a ofra haza nas pistas do springfellows». dá logo vontade de perguntar: e alguém gostava? e dançavam?


nas aulas dos ginásios acontece o mesmo, no que me toca, com as de rpm (ou cycling ou lá o caraças!). acredito que se deva tentar «gastar» as coreografias que lá os senhores do outro lado do mundo vão criando e lançando. mas será mesmo necessário insistir nas músicas que ninguém, repito, ninguém que lá vai pedalar gosta. qual é mesmo a ideia? recebem créditos por porem essas músicas? é obrigatório tocarem essas coreografias?


sou do tempo em que se ia para as discotecas esperançados «na música que vinha lá a seguir». sou do tempo em que quase me mijei todo (mijei mesmo) no urinol do bba quando tentava sacudir o chouriço ao acelerar o mictamento da coisa, só porque começou o original sin dos inxs. sou do tempo em que ficávamos «só mais um bocadinho» no saudoso esquadra da rua da rosa, porque era mesmo um daqueles bares em que «a próxima é que é e depois, então, arrancamos» (além de tocarem música pimba nas casas de banho).


ora, será que os professores de rpm não se "intéram" e não reparam que nalgumas músicas nós pedalamos com mais afinco do que noutras, precisamente porque as músicas puxam por nós? será que eles ainda não perceram que ninguém, mas ninguém mesmo, gosta disto? será que nunca perceberam que se pedala com mais pedal - perdoem-me o português - quando se ouve isto em vez de isto? e estou apenas a falar da faixa 5 que é das mais difíceis de todo o set. mas se pegar na faixa 6, em que temos que rolar mesmo com muita velocidade, acreditem, há canções que nos fazem abrandar em vez de nos espicaçarem.


eu poderia gastar aqui mais linhas com a total ausência de sentido pedagógico da aula: postura? carga? saltitar o rabo no selim? ah, isso não interessa nada! pois....


bom, vamos a coisas boas. na semana passada, inesperadamente (ou não. não me apetece dizê-lo em público), tive uma aula nota mil! um professor old school, aquela coisa - cada vez mais estranha e rara - de se começar devagarinho e terminar em dor. o uso da carga e das baixas velocidades em vez da tolice e da fartazana do pedalanço à bruta e descordenado. e depois, bom, depois as músicas escolhidas. que maravilha! será que ninguém repara que há mesmo algumas músicas que o povo canta e canta mesmo? e que quando canta pedala mais, e que qaundo pedala mais volta mais vezes e fideliza-se?


(isso não é para ali chamado, pois não?)


(e como devem estar já a pensar que, para eu ter feito este post, nessa tal aula só tocaram músicas antigas, embrulhem-se com esta que por lá passou)


segunda-feira, agosto 02, 2010

é qu'até o «lisboa no passado e no presente» lá encontrei!

eu não quero ser catastrófico mas a feira do livro de cascais é uma ganza do caneco: stands dos bons, daqueles que se podem andar lá dentro, o mar por detrás, livros, livros, livros, o santini a poucos metros, estacionamento qb e alfarrabistas a dominarem a coisa.

não vão lá, não. depois não digam que não avisei.

(até presentes lá comprei)
(só quem me conhece sabe o que esta frase pode significar)

quand'euchego'em caaaaaasanádámiiiiii consóla

se eu mandasse nos euromilhões da vida a primeira medida que eu tomava era entregar um jackpotzeco a mim

a segunda - bom, haveria muitas segundas, não era? - seria pegar nas bobinas do disco ao vivo do chico buarque e do caetano veloso - não é isto que aparece na imagem, é mesmo o de 1972 e pedir a quem soubesse, para o tratar condignamente, tirar-lhe aquelas palmas e os assobios azuis e, então, ouvi-lo, assim limpinho.

fia-te no hulk e não corras!

ontem vi 19 minutos do meu clube. que me lembre - e eu sou dos que se lembram - quando a académica, no ano passado, com apenas um par de semanas de villas boas, foi jogar ao dragão, era muito, mas muito melhor equipa que a que eu vi ontem.

mas pronto, isto sou eu a pensar.

deve ser da ternura, deve!

40 anos:

- mick jagger em 1983
- bryan ferry em 1985
- peter gabriel em 1990
- stevie nicks em 1988
- fish em 1998
- lloyd cole em 2001
- the edge em 2001
- bruce springsteen em 1989
- peter murphy em 1997
- bernard sumner em 1996
- bryan adams em 1999
- michael stipe em 2000
- carly simon em 1985
- billy duffy em 2001
- martin l. gore em 2001
- paddy mcaloon em 1997
- don henley em 1987
- steve perry em 1989
- rick davies em 1984
- gary kemp em 1999
- sting em 1991

e não me apetece wikipediar mais. peguei, muito ao calhas, umas mãos cheias de algumas pessoas da música que eu gosto ou gostei, mas que sem dúvida me influenciaram ao longo da minha vida. alguns gosto mais agora que noutros tempos e outros que aqui estão, acho que já nem os consigo suportar. olho para os anos em que fizeram 40 anos e desato a pensar: quantos daqui é que fizeram albuns (não digo canções, ok? falo mesmo de albuns) decentes (nem digo bons nem digo comerciais nem merdas dessas, digo mesmo decentes) depois dos 40 anos? sinceramente, se não fosse aqui o no line on the horizon, acho que nenhum!


(um dia faço uma lista com os músicos que eu gostava e que um dia não aguentaram e fizeram um caralho dum disco de standards ou uma revisitação dos seus antigos êxitos acompanhados pelo michael kamen ou uma coisa dessas de música da antena 2.)

domingo, agosto 01, 2010

fugir a voz para a verdade

à noite, quando leio histórias à minha filha, as vozes dos maus parecem-se todas com as do pinto da costa. 

arde câuvêr

anseio, desaustinadamente, por um livro leve e de capa mole. ando com lesões graves nos pulsos.

dasse !

humor cadente

leio num jornal uma peça (supostamente) humorística e reparo que o seu autor teve a mesmíssima ideia que eu em relação a esta coisa (não sei o que lhe hei-de chamar) do queiroz.

e isto até pode parecer uma coisa boa, mas não é. é uma piada tão, mas tão óbvia que nem eu acharia plausível um jornal pagar para a vender.

eppur si muove.

sexta-feira, julho 30, 2010

feios bonitos

não só com a morte do feio, mas também com mais uma mão cheia de exemplos de pessoas que lutam contra as adversidades com força, força, força... «eh pá, sabes, com 15 anos viu-se numa cadeira de rodas mas continuou ali, sempre bem disposto, tornou-se num homem melhor...» e que nos dão o exemplo de como lutar sem rezingar.

eu gostava que quando vissem estes belos exemplos, como o do notável feio, se lembrassem daqueles, coitados, que também são gente mesmo por não terem força para lutar, não conseguirem sorrir nas adversidades, não conseguirem ser felizes numa cadeira de rodas... não passam a ser piores pessoas que estas, por causa disso.

é que às tantas, elogiam tanto os alegres, felizes e frontais que enterram ainda mais estes, digamos, mais fracos.

ou menos fortes.

ou fortes até onde conseguem.

ninguém sabe, não é?

quarta-feira, julho 21, 2010

bi stil mái bitingue arte

um abraço ao zé que, se a memória não me atrofia, era o dono do dito cujo.

o nothing like the sun está dentro daqueles discos que eu chamo de... ó pá, não chamo de nada, mas dá ideia que fazem parte daquelas listas intituladas «o 10 melhores discos de sempre».

há uma coisa que eu tenho a certeza, é daqueles que eu ouço sem tirar. vai ali, desde o lazarus heart até ao secret marriage sem que me dê a vontade de levantar a coisa (a agulha, bem entendido).

não me está a apetecer rigorosamente nada andar por aqui a procurar palavrinhas bonitinhas para o descrever. até porque, aceito, estaria a ser injusto, confundiria sempre a qualidade do disco com a qualidade das memórias que ele traz atreladas.

por ora, pronto, fiquemo-nos com esta, que era a segunda do lado a do primeiro disco. 

 

e quem é que nos desliga depois?

carrego, quase sem querer, no botão que mostra os aniversários lá no facebook. percorro com o rato aquela lista e deparo-me contigo. caramba, diz lá que farás 44 anos no dia 9 de agosto.


fico meio tolo, meio atónito, fico ali paradinho, catatónico talvez. não sei o que dizer, o que pensar.


oh que merda, claro que não vais fazer anos nenhuns. caramba pá! tinhas mesmo que ir embora, tinhas mesmo que ir à nossa frente, como tão bem disse o tó? tinhas? que porra!


tinhas, não é?


depois, sabes, fico irritado com estas coisas, estas tecnologias. olho depois para o teu mural e vejo lá convites para o farmville e coisas dessas. acaba por ser até engraçado, tu já com um canteiro só teu e as pessoas, sem saberem, a desejarem ser tuas vizinhas.


mas e agora? ficas ali para toda a vida? é que, acredito, ninguém saberá anular a tua conta, ninguém saberá desligar-te da net. parece que estás ligado com um fio que vai desde lá de baixo (ou lá de cima, não é?) até à internet.


e agora?


se é para que nós te lembremos de ti, descansa, lembramos. sério, lembramos. lembraremos sempre.


parvalhão!

fui ao teatro

desta vez cheirava a omnia.

terça-feira, julho 20, 2010

um mimo

vamos supor que alugou a sua casa no algarve, ali na zona da oura, balaia, vá, pronto, até aos olhos de água. entretanto, tem que fazer o checáute até às 11 horas. malandros das senhoras que têm que limpar o raio da areia que foi deixando ao longo dos dias, bem como aquelas marcas de baba de camelo (não é a baba do camelo que engatou no libertos) que ficaram agarradas ao sofá quando andou a brincar ao nove semanas e meia. então pensa, caramba, poderia gozar um dia de praia mas depois ir para cima com o sal no corpo... se ainda pudesse dar um mergulho numa piscina. pronto, a solução existe. não menciono em público - nem respondo a todos os emails - mas podem perguntar que eu vos indicarei uma piscina, lá na zona, que ninguém sabe, mas pode-se ir lá dar uma cacholada sem ninguém perceber que não podem lá entrar.


vamos supor que o dinheiro não chega para tudo e que, por isso, não conseguiu alugar quarto em empreendimento com piscina. eu tenho a solução caso esteja hospedado ali na zona da balaia.... ora, está escrito ali em cima, pá!


vamos supor que está a passar de carro e houve na telefonia que na praia da maria luísa cairam mais uns calhaus em cima das pessoas. o trânsito fica complicado, tenta fugir à coisa, mas fica triste porque não se pode banhar. tenho a solução... no primeiro parágrafo e blah, blah, blah...


é joinha, tem parque infantil, é bom de estacionar, esteiras com fartura, bar/restaurante decente - quando eu digo decente, digo que lhe grelha sardinhas e faz carapaus com molho de escabeche - onde pode até beber umas jolinhas. esta parte já é a pagar. 


se não quiser usar a piscina e apenas pretender tomar um duche também se arranja.


ah, outra coisa, as cagadeiras são asseadas e têm papel.


um mimo.

segunda-feira, julho 19, 2010

pan

vamos supor que têm a sorte de estar numa discoteca cujo dj tem 4 neurónios e não anda ali a bater punhetas, colocando apenas aquelas músicas que ele gosta e que ninguém consegue dançar (vide uma canção que havia algures no inicio da década passada, meio árabe e... meio árabe também e algures entre as palavras que os senhores do disco diziam havia uns beijinhos). estão já a supor a coisa? 

bom, então decorem estas palavras:


put your face in my window
breathe a night full of treasures
the wind is delicious
sweet and wild with the promise of pleasure
the stars are alive
and nights like this
were born to be
sanctified by you and me
lovers, thieves, fools and pretenders
all all we gotta do is surrender


é que se pode dar o caso de ele tocar a última do lado a (não há muitas últimas do lado a decentes para dançar, aviso já) e convem saber de cor, pelo menos esta parte. é, esta parte, pelo menos convém saber.


é que a canção já vai ali a meio, já foi o come with me, já foi o swing your hips, o close your eyes e é então agora a parte em que aquele bocadinho de whisky que guardaram no copo fará falta. dêem então o gole, abram os braços assim, à la hutchence e espoletem a cena por aí fora: ó filha, bota a carita na minha janela e snifa esta noite cheiinha de tesourinhos. a ventania é uma ganda maluca, é tótil, docinha e com a promessa de te vir a saber a pato! e vai daí as estrelitas estão vivinhas da silva e bem sabes que noites como esta existem para serem santificadas, sabes por quem? ora bem, por nóses os doizes: amantes, gatunos, tolinhos e fingidos e não há volta a dar, desistamos! toca a render!


quinta-feira, julho 15, 2010

depois admirem-se: o novo dvd do springsteen não tem o thunder road!



não, este video não é deste concerto de hyde park. ele agora está de cabelo curtinho (o home tem 60 anos, tem que ter cabelo à velho, pô?) e continua estupidamente magro.

quarta-feira, julho 14, 2010

eu tento, juro, fazer assim como este senhor ensina. compreendem agora porque é que me sinto tão triste com o resultado?


Escrever bem é pensar em primeiro lugar no leitor. E pensar no leitor é, ponto primeiro, fazer a escolha certa das palavras. Falamos de léxico – primeira componente a ter em conta. Escrever bem não significa escrever de uma forma sofisticada, usando o que vulgarmente se chama de palavras “caras”. Quem escreve de forma complicada e difícil não comunica, mas antes isola, exclui, discrimina; está tão-só a pensar em si e não em quem lê. Palavras difíceis e pouco conhecidas travam o fluir da leitura, atrasam a compreensão. São como um tropeçar em arame farpado numa planície verdejante. Palavras comuns, pelo contrário, são reconhecidas instantaneamente pelo leitor, tornando a leitura bastante mais fácil, logo, um prazer. No fundo, é o leitor sentir-se “em casa”, encontrando no texto um bom “anfitrião”! Escolher bem as palavras é, portanto, o primeiro passo para o sucesso de um bom texto. Ponto segundo. Escrever bem é também respeitar a memória do leitor. Ora, aqui falamos de sintaxe, que é a componente da gramática que se ocupa da combinação das palavras na frase. Pois bem, essa combinação tem de ser (quase) perfeita, pelo que se impõe um limite no número de elementos a articular. Quem lê quer perder o menor tempo possível a compreender o que lê. Quer evitar voltar atrás vezes sem conta, quer ler com prazer e sem muito esforço. Frases demasiado longas dificultam a compreensão, por isso, as frases devem ser curtas para serem memorizadas logo na primeira leitura. Além disso, a memória retém com mais facilidade o que vem no início da frase, pelo que as informações mais importantes devem ocorrer no início do período. Gramaticalmente falando, a frase deve estar na ordem directa, contendo os elementos fundamentais: sujeito - predicado - complementos. Intercalações intermináveis e intercalações dentro de intercalações são também um tropeço à compreensão. No meio desse labirinto de palavras, o leitor pode conseguir encontrar o sujeito, mas fica a dar voltas e voltas para saber onde está o predicado! Articular bem as palavras é, portanto, o segundo passo para o sucesso de um bom texto. Ponto terceiro. Escrever bem é também fazer bom uso da pontuação. A pontuação é o tempero do texto, mas mal usada, pode ser um autêntico dissabor. Quando o leitor tropeça num sem-número de vírgulas, parênteses e travessões, acaba por perder o fio condutor da leitura. E vírgulas a menos também podem ser um problema. Podem alterar de forma drástica o sentido de uma frase. Se não colocarmos vírgulas na frase ”O marido da Ana que trabalha em Coimbra chega hoje”, ficamos a pensar que a Ana tem mais do que um marido. Dois pequenos sinais responsáveis pela incorrecção da frase. Pontuar bem o texto é, portanto, o terceiro passo para o sucesso de uma boa redacção. Ponto quarto. Finalmente, o estilo. O estilo é a maquilhagem do texto, que se quer bela, mas bastante suave! Os bem conhecidos elo de ligação, há anos atrás, encarar de frente são alguns exemplos de redundâncias que se devem evitar. Ideias repetidas não trazem nada de novo e aborrecem o leitor. O excesso de estrangeirismos é também uma “praga” a combater. Bem sei que existe um certo encanto em dizer spa em vez de termas, resort em vez de estância, feedback em vez de retorno, mas a leitura tem de ser confortável e não uma corrida de obstáculos. Por isso, devem usar-se termos estrangeiros apenas quando não existe expressão correspondente em português. Adornar o texto de forma equilibrada é, portanto, o quarto passo para o sucesso de uma boa redacção. Em suma, escrever bem é saber articular de forma sábia as várias componentes da gramática: escolher bem as palavras, combiná-las o melhor possível e, por fim, colocar adornos estilísticos quanto baste. Termino com esta sublime frase de Edméia Neiva, que sintetiza tudo o que atrás foi dito: “O segredo de um bom texto consiste em dizer de modo fácil coisas profundas e não em dizer coisas simples de modo complicado”.

eu ando há uns tempos para fazer este post mas, confesso, estava com receio de ferir a susceptibilidade de algumas pessoas e tenho-me acagaçado


mitos urbanos: mulheres que desenvolveram o polegar para se agarrarem a troncos

espanto-me diariamente com a quantidade de mulheres que afirmam terem passado a infância e a adolescência não de volta das suas bonecas e outros femininos lavores mas sim «a subir às árvores, a jogar à bola e sempre junto com os rapazes daquele tempo».


pergunto aos homens da minha geração: encontraram alguma vez mulheres em árvores? quantas trivelas se lembram de terem recebido, vindas duma gaja? ai encontraram? e lembram-se também? sério? hum....

terça-feira, julho 13, 2010

ando aborrecidíssimo....

... porque não há maneira de descobrir quem é o cabrão que canta aquela cover maravilhosa do dancing in the dark que anda a passar na csb rádio.

e por isso, enquanto o pau vai e vem, fico-me com esta.

 

eu era para ficar caladinho mas não resisto

no meio de duas garfadas de espargete, entremedas com uns bocados de costeleta do pingo doce eu vi, com estes que a terra há-de comer:

ESTAVA UM FIAT PUNTO NA CASA DO CRISTIANO RONALDO!

um fiat punto? não estão a ver bem a coisa, um fiat punto e de cor branca ainda por cima. poder-me-ão dizer que era da senhora que lá foi levar fraldas ou dodots mas mesmo assim... caraças, estamos a falar do ronaldo, pá! um fiat punto? no mínimo um 530d, não?


não tarda nada estão a dizer-me que o gajo afinal bebe água da torneira, querem ver?

sexta-feira, julho 02, 2010

eu gostava...

... que as pessoas que escrevem as avaliações dos alunos usassem um português que não as envergonhassem.

assim, estilo, que nem mesmo eu - um gajo que escreve cheio de alarvidades - conseguisse dar pelo erro.

depois não digam que eu não avisei: létse luque éte dâ trailâr

moço bonito

e agora que entrámos em julho, preciso mesmo de vos dizer uma coisa muito importante: finalmente o nacib arranjou cozinheira.

e como dizia quem eu cá sei, «escritor é pouco de se lhe chamar».


códrilhice

quando saí da minha aldeia, julguei que me iria afastar, de vez, da códrilhice local. mera ilusão, a puta da códrilhice é transversal a todó portugal, todas as classes sociais, todos os sexos*, tudo e todos.

não há cu, porra...



(* ok, aceito, mais o feminino)
(podem atirar as pedras)

quarta-feira, junho 30, 2010

muito importante

no espaço de 6/7 horas liguei a telefonia no carro por 3 vezes, as quais totalizaram, sei lá, uns cerca de 20 ou 25 minutos de música e mais uns 10 de pessoas a falar.

durante o período em que esteve a dar música, canções pertantes, ouvi: o boys of summer, a rapariguinha do shopping, o lovin' every minute of it e o rock and roll. isto aconteceu sempre na mesma rádio. chama-se csb.


eu quando era pequenino, julgava que quando fosse crescido a m80 transmitiria canções como estas. era tão ingénuo...

ou és uma coisa que eu cá sei ou então andas com os horários trocados

se há situações que nos põem à prova, ir a um ginásio, precisamente, à hora em que acontece um jogo da nossa selecção é uma delas. ao chegar à recepção - sim, cristina, onde nos dão a toalhinha... e depois a cena da garrafinha... e o calçonete ri boque.... e tal - as meninas fazem logo aquele ar de espanto e, suponho, constroem mentalmente ou até mesmo em surdina um diálogo, digamos... como é que eu hei-de dizer....:


(- olha-me este! a esta hora, aqui?
- humm, espera, calma, para não estar a ver o jogo... humm, deve ser estrangeiro. nórdico talvez...
- mas mesmo assim...
- deixa cá ver em que língua ele fala com o nosso colega...
- ou então veio para aqui ver a bola no bar.)

- olá, boa tarde, ainda há senhas para a aula de...

(- pronto, é paneleiro!
- só pode.
- de caras!)

terça-feira, junho 29, 2010

dorival

a impressão que eu tenho quando vejo o dorival caymmi é que ele já existia antes de tudo ter sido inventado; que durará até mesmo depois de todos os cantores da mpb terem morrido e que, algures em todas as terras do mundo há um velho, bonacheirão, de cabelo branco e bigode, assim, à dorival.

eu pelo menos conheço aí uns 15!


 

ínvios

sabem aquela coisa, a denominada cena, que acontece quando nos fazem algo de bom. agradecemos, não é? parece lógico. sim, é razoável que isso aconteça com todas as pessoas.

depois há aquela cena, de pedir «se faz favor». sabem, não sabem? pronto, é pacífico.

agora e no que respeita àquela situação que acontece quando, no elevador, chegamos ao piso desejado e, ao tentarmos sair, deparamo-nos com 2, 3, 5, 18 pessoas a tentar entrar antes que nós tenhamos saído?

só acontece comigo? tenho uma fronha que atrái essas situações, é?

é que não é só uima questão de educação, é uma questão, sei lá, de ergonomia, pronto!

vicente

neste dia em que espero que ele seja infeliz, gostaria de deixar exarado em acta que eu gosto muito, muito, muito do vicente del bosque. 

gosto dele, pronto!

(isto, claro, apesar de ele ser madridista e eu não consiguir olhar com bons olhos pessoas que joguem ou tenham jogado lá, secretário incluído. pronto, ok, afinal até gosto, e muito, do xabi alonso! sou o rei das excepções e dos apesares)

carlos queiroz e se o ridículo matasse

- mesmo a brincar, há treinadores que continuam a invocar episódios da história militar para justificarem falta de receios perante um jogo de futebol. deve haver uns quantos empresários espanhóis, que decidiram alargar a sua influência para o lado de cá da fronteira, que se devem estar a rir em relação a estas coisas do tal treinador, não é?

- mesmo a sério, há pessoas que escrevem o nome seleccionador, com acento no o e letra z no fim.

sexta-feira, junho 25, 2010

manual de etiqueta

agora que já está praticamente extinta a gripe a, não seria altura da ciência e o bom senso descobrirem um método de erradicar as etiquetas nas peças de vestuário, evitando as irritações de pele provocadas pelo caralho do roça-roça das mesmas, aqui, nesta parte abaixo da nuca?

ou então fiquei frígido

reparo que estou mais crescido porque já não tenho prazer em despejar o furador do escritório.

quarta-feira, junho 23, 2010

frutóchiclate!

há coisas que me assaltam aialma quando vou aos correiosbarrabancos: o santini, aquilo que há ali na rua estreitinha, é uma loja de gelados, um estabelecimento comercial pertantes ou é um íman?

segunda-feira, junho 21, 2010

Live at the BBC

fico fodido que não tenha nunca havido ninguém que me tenha dito: «pedro, este é um gando disco, pá!»

... tira tira, mete mete!

tudo bem, tudo bem, até a itália empatou com a nova zelândia e isso (!!!!!!!!!!) mas já percebi, pelos vistos sou o único que acha que não fizémos rigorosamente nada por aí além.

estamos a falar da coreia do norte, foda-se! 

sexta-feira, junho 18, 2010

talvez ele tenha a sorte de apanhar com o malkovich e não o são pedro quando lá chegar acima

uma vez o vítor baptista foi a um programa do segundo canal cujo o tema era a droga. ele já estava naquela fase em que era coveiro, lá em setúbal, completamente comido pelo cavalo.

às tantas, a moderadora da coisa, pergunta-lhe, assim, ao desafio, perante as novas estrelas de futebol que ganharam o lugar que em tempos foi dele:

- se passasse aqui o futre o que é que lhe diria?
- o futre?
- sim, o futre?
- não lhe dizia nada, não o conheço!

penso o mesmo em relação ao saramago. o que acho dele? não sei, nunca li.

fora de brincadeiras: acho tão bom, tão porreiro, ler, num punhado de minutos, tantas pessoas lamentarem a morte duma pessoa que escrevia livros. livros, pá. não estamos a falar de pessoas que lamentam a morte de políticos. estamos a falar de pessoas que lamentam a morte de pessoas que escreviam livros. e isso é bom, não é? e nem sequer é importante saber se escrevia bem ou mal. escrevia livros, muitos! quanto ao resto? não é para aqui chamado hoje. 

quinta-feira, junho 17, 2010

no meu caso era o meu pai.

«.... no nosso tempo? claro que não havia esta desinteria de emails.... telefonava-se, claro!......e mesmo quando se telefonava não se fazia renhonhó ao telefone, dizia-se o que se tinha a dizer que a mãe controlava os custos»

quarta-feira, junho 16, 2010

pdi

andei cerca de 37 segundos a debater-me com dois dossiers, ora procurava num, ora procurava noutro, porque teimava que 'costa' tinha que vir antes e não depois de 'claudino'.


pronto, lá percebi que afinal o que procurava estava no dossier seguinte.


(e mesmo assim, fico com a impressão de não ter ficado muito convencido)

desculpem, menti, esta é que é mesmo a última das avós zélias

paro em frente a uma tv, está a dar um jogo da selecção. ouvem-se, não necessariamente por esta ordem: as vuvuzelas, o sousa martins e o querido manha.

que trio, hein? 

só mais uma sobre as avós zélias

estão a imaginar como teriam sido aquelas semanas de abril e de maio se os benfiquistas já tivessem ao seu dispor as malandras das cornetas?

terça-feira, junho 15, 2010

mariquinhas pé de salsa*

temos mesmo que chorar cada vez que vamos à escola, vê-los fazer qualquer coisa que seja?


* nestes tempos modernos podemos continuar a dizer mariquinhas pé de salsa ou teremos que corrigir a coisa para 'pequenos homosexuais pé de salsa'?

segunda-feira, junho 14, 2010

m80 - a saga continua

gostava que a m80 - ou a rfm, ou a antena 1, 2 ou 3, ou a romântica, ou a radar, ou o youtube, ou a mira técnica, sei lá, uma qualquer - passasse o coça barriga do fausto, mas, acredito, o melhor é esperar sentado, não é?

trocos

não tentem dirigir-se aos bancos para terem trocos. essa coisa de entrarem num banco e pedirem para vos trocarem uma nota de 20 euros (uma enormidade, como sabem) por moedas de 2 euros, 1 euros e mais umas quantas de 50 cêntimos é, pelos vistos, algo do passado. quem sabe, dum passado em que ainda nem euros havia. porque no presente, aqui nas depêndências do bes e do bcp junto à estação de são joão (bem sei, moro nos arrabaldes, não é?) os caixas foram peremptórios: não tenho trocos!

ainda tentei ir à caixa, mas 'caixa é caixa' e por isso, tirei senha, mas passados 11 minutos tinha avançado um número. como ainda me faltavam uns 12 números, piquei a mula e dei à soleta.

quando um gajo precisa de arrumadores com trocos nunca aparece um. 

quinta-feira, junho 03, 2010

lembram-se dos autocolantes «eu não tenho culpa, não votei ad»?

eu que sou acusado de guardar muita coisa, confesso, não guardo tanta como por aí apregoam. por isso, peço, encarecidamente, a quem tenha por aí imagens do nosso governo, na pomada da tosse ou lá o que é aquilo, a dizer que vai defender a constituição e mais o caralho. 

é que começa a deixar de ser ridícula aquela frase, a piadola da salão, da doutora ferreira leite, quando disse que deveríamos suspender a democracia por uns tempos. assim, por exemplo, durante a época balnear, presumo.

(ah mas isso já acontece? pronto, ok, desculpem.)

quarta-feira, junho 02, 2010

os gajos da luz

vamos lá ver uma coisa: comerciar é andarmos a fazer comércio. até aqui tudo bem. parece-me também pacífico que comercializar é, lá está, tornar a coisa comerciável e tal..

porém, há uns senhores (ou senhoras) lá na companhia da luz (pedro, mano, tranquilo, sei que não és tu) que usam a palavra comercializador. repito, comercializador!!!!!!!!!!

mas que caralho faz um comercializador? comercializa canalizadores, não?

juro, quando me contaram, lembrei-me do odorico paraguaçu.

(mas esta gente não usa dicionários?) 

terça-feira, junho 01, 2010

via aérea







não, tudo bem. aceito. a qualidade é fraca. mas procurem vós melhor. depois avisem, vale?

e depois ficamos ali, de cu para o ar, sob a secretária, a suar que nem cavalos...

mais de 15 anos de abrir e fechar computadores, desligar e ligar cabos, boards, pci, sata, risca vermelha para o lado da energia, f1, f1, f1, del, del, del, press f10 and save, é isso, pode ser a bios, foda-se!, reset, reset, reset.... ainda abro um pc com o sonho tosco de que «são só 5 minutinhos  isto fica nos trinques!».

nem meia hora!