sexta-feira, maio 26, 2006

sobremesa

Se quando eu lá chegar os D'zrt (juro que procurei no google como é que isto se escrevia. acertei?) ainda estiverem a cantar, devo cantar com eles ou serei considerado um gajo careta, se cagar nos gajos ir mamar traçadinhos para o bar?

Nota 1: pelo sim pelo não, alguém me consegue dar aí um linkzito para as letras das músicas dos rapazes (eles cantam não é?)

Nota 2: é pecado olhar para os rabos das pitas? e se forem boas? e se for só assim pelo cantinho do olho? e se já estiver com os copos? e se não?

quinta-feira, maio 25, 2006

10

O Rui Costa (vénia) parece que vem finalmente para o Benfica.

E se ninguém se for embora, é capaz de ter alguma piada ver o Rui Costa (vénia), o Luís González (vénia) e o João Moutinho (futura vénia. ainda hás-de ir lá parar acima, pá. sabes aonde é que eu estou a dizer, não sabes? lá onde se ganham os troféus, vale?) a comandar as tropas dos três grandes.

Respeito!

Pai babado, eu? Não estou a ver porquê - parte II - o sorriso

Vou, se ele for também!



Eu gostava de poder dizer "eu NÃO vou ao Rock in Rio", mas às tantas ofereceram-me bilhetes para o Jay Kay e..... vai lá um gajo resistir a uma coisa destas!

quarta-feira, maio 24, 2006

Ai Maria de Lurdes que moras tão longe....



Chegou lá em casa vindo.... do espaço, um filme daqueles do cinema brasileiro. Ou seja, um ganda, ganda filme. Chama-se Sexo, Amor e Traição e é realizado pelo Fernando Jorge. Um gajo que é bom em tudo: é bom actor, é bom encenador, é bom realizador...

Pois, mas na realidade eu estou-me realmente marimbando para estas coisas todas. O que realmente me interessa é que a actriz principal é a Maria de Lurdes Mader. Ou seja uma mulher perfeita. Perdão, a mulher perfeita!

Conheço-a desde 1985, quando se lembrou de entrar numa novela chamada Corpo a Corpo. Era a Bia. Começámos logo a namorar. Ela nunca soube disto. Mas eu também sou discreto e nunca lhe quis contar. Feitios.

Bom, a minha mulher, que felizmente também gosta de cinema brasileiro, quer pois, ver o filme comigo, assim em ambiente familiar. Habitualmente ela deita-se no sofá com a cabeça no meu colo e ficamos ali a curtir o serão. Até aqui tudo bem. Eu tenho receio é de lhe começar a babar a cara, com os pingos que me vão, de certeza, cair da boca.

Talvez se distraia com o Fábio Assunção... quem sabe.

Medo!

sexta-feira, maio 19, 2006

Vamos embora Vitóóóóóória



Da mesma forma que, julgo eu, irrita os sportinguistas verem o seu clube ser denominado por Sporting de Lisboa, também a mim sempre me moeu a mona quando se referem ao meu Vitória como o Vitória da Picheleira. Bem sei que por vezes se utiliza essa expressão para nortear e localizar os interlocutores. Mas mesmo assim não gosto. Para mim e para todos os vitorianos é Vitória Clube de Lisboa e não se fala mais no assunto.

Para uma comunidade tão aguerrida como a Picheleira, ser vitoriano não era nem nunca foi uma conjuntura. Era uma certeza. Nascia-se na Picheleira e, portanto, morria-se vitoriano. E assim também foi comigo. Nunca tive esse problema de saber se o Vitória era o meu primeiro ou o meu segundo clube. Aliás, em abono da verdade, cronologicamente, o meu primeiro clube foi o Ajax de Amesterdão. Só mais tarde decidi ser portista. Só mais tarde ainda, reparei que antes disso tudo, já eu era vitoriano. Na ginástica do VCL entrei aí aos 3 anos e por lá andei durante um porradão de tempo. No futebol tentei entrar por diversas vezes, sempre de forma infrutífera é certo, mas nunca por culpa do Clube, sempre por demérito próprio.

Da mesma forma que já ninguém liga ao Festival da Eurovisão também agora já não há ligações fortes com os clubes da terra (ou os clubes de bairro, como queiram chamar) como havia antigamente. Neste aspecto eu sou do antigamente.

Se na ginástica eu já era vitoriano e nunca tinha dado por isso, no futebol achei que seria a hora de "me lembrar" que o Vitória me estava no sangue e não só na minha família (o meu pai sempre foi uma pessoa cheia de intenções associativistas, começando, claro pelo VCL) quando assisti a uma vitória do Vitória sobre o Arroios, aí por uns 4 ou 6 a zero. Meus amigos, uma equipa que dá 4 ou 6 na pá do Arroios (clube que até ostentava o nome numa estação de metropolitano) não era para toda a gente. Tinha de também ser vitoriano pelo futebol. E fui! (Tinha uns 7 ou 8 anos)

Podia estar aqui a debitar histórias sobre o rol de campos que já visitei a apoiar o grande Vitória, podia falar de vitórias fantásticas, de derrotas vergonhosas, de roubos de igreja, disto e daquilo. É escusado. Ser vitoriano, não é a mesma coisa que ser do benfica, do sporting ou do porto. É muito mais importante. É sermos daquilo onde nascemos. É como se fosse um pleonasmo, é como subirmos para cima ou descermos para baixo. Se nunca deixamos de ser naturais do sítio onde nascemos, eu tenho a certeza que nunca deixarei de ser vitoriano. Mais, cheguei a ser usufrutuário de um dos mais fantásticos símbolos do clube: o cão de guarda do campo de futebol. Vitória, de seu nome, claro!

É certo que já não pratico lá nenhum desporto; já não tenho o sonho de ir para cima daquela estrutura metálica, habitualmente denominada de marcador e ir mudando as placas dos números à medida que se marcavam os golos; nunca mais fui arrumador nem vendedor de bilhetes nas soireés de cinema, já não vendo pastilhas elásticas nos bares do campo, já não sigo a equipa de futebol, já não vou à sede, até já nem conheço os dirigentes nem sequer os jogadores. Mas há palavras e nomes que fizeram, fazem e farão sempre sentido no meu dicionário: Vieira (extremo, campeão em 1977), Cajoca, Meirim, Cô, Marinho, Baldarachi, Veladas, Zé do Campo, Vitória (cão), Paulo Reis, Pedro Paulo, Projecção Cultural, Kaiser, Totina, Chitas, João Ferreira, Giuseppe Luigi, Xavier, Mateus (olha lá, o gajo não te faz lembrar o Charters, pá? o falecido pai, não os filhos, ok?), Ferro, Zé dos Queijos, Filipe de Abreu, Galapito, Vieira (treinador), Carlos Manaças, Flávio, Pita, Ferraz, Lordes, Américo, Carnaval, Baila da Pinhata, Feijão,Greno, Melo, etc, etc, etc

Paíiiiiiiiiii!

A coisa aconteceu ontem. Fui para uma apresentação comercial. Uma coisa em grande, num hotel, cerca de 100 pessoas na assistência, eu sentado na 2ª fila, atento às coisas que lá iriam ser mostradas. Anunciam o primeiro orador, era o big-chefe-pena-branca de um dos departamentos duma grande locadora portuguesa. Um gajo já com um certo estatuto e tal, não é? Um gajo de nível!

Estava a fazer uns rabiscos quando o gajo começa a falar e aquela voz... bom aquela voz afinal era conhecida. E olho para o papel à minha frente e leio o nome do senhor doutor. E olho novamente para ele e realmente conhecia aquela voz. Afinal o gajo tinha andado comigo na escola.

E recuo no tempo 15 ou 20 anos e lá está ele, junto ao cesto de basket, comigo a cravar-lhe um cigarro, a controlarmos as filhas da Lúcia Piloto (no tempo em que tinham muuuuuuita piada) e claro, a falarmos de bola. Avanço no tempo e reparo que ele era a última pessoa que imaginaria a ocupar um posto daqueles. Mais, seria mesmo a última pessoa que imaginaria a apresentar um produto financeiro para uma plateia daquelas. Depois noto que está gordo que nem um texugo (eu continuo a achar que são os ar-condicionado dos gabinetes da banca e dos seguros que engordam os dótores e inginheiros que por lá proliferam), deve ter um bmw ou mercedão e ganha com certeza uma pipa de massa.

Às tantas ponho-me a pensar se seria capaz de ter um emprego daqueles. Se poderia ficar a viajar pelo país a fazer apresentações daquelas, se era capaz de prescindir da família, do banho com a minha filha, do cheiro das minhas mulheres lá de casa, dos abraços diários, etc.

E, com isto, deu-me para olhar para o relógio e fiquei triste ao verificar que ontem já não conseguia apanhar a minha filha acordada. Pensei também que, definitivamente, mesmo que tivesse capacidade intelectual para a coisa, nunca conseguiria aguentar uma vida daquelas. Uma vida profissional que me fizesse estar longe da minha família. Já bem basta estes encontros que me impedem de estar com a miúda. Que me obrigam a deixá-la na escola de manhã e só voltar a vê-la acordada na manhã seguinte. São quase 24 horas sem lhe ouvir a voz.

Nah, nem pensar! Que se lixe o dinheiro, os bms e os mercedes!



.....



Cheguei a casa, dou um beijo na minha mulher (no tal menino, não é?) e ouço a voz da minha filha: páiiiiiii!

Eh lá!

Entro no quarto, e lá estava ela na penumbra, de bracitos abertos para mim. E não consegui repreendê-la por ainda não ter adormecido, apesar de já passar das 10 horas da noite. "Ó filha, dá cá um beijinho ao pai, dás?"

i'm gonna be

Acho que já deu para perceber que não sou grande fã do Holmes de Cascais. Mas, porra, um gajo tem de dar o braço a torcer, se na altura em que acaba de tomar o nosso banhinho depara com esta música a tocar lá em cima nos altofalantes:

When I wake up, well I know I'm gonna be,
I'm gonna be the man who wakes up next to you
When I go out, yeah I know I'm gonna be
I'm gonna be the man who goes along with you
If I get drunk, well I know I'm gonna be
I'm gonna be the man who gets drunk next to you
And if I haver, hey I know I'm gonna be
I'm gonna be the man who's havering to you

But I would walk 500 miles
And I would walk 500 more
Just to be the man who walks a thousand miles
To fall down at your door

When I'm working, yes I know I'm gonna be
I'm gonna be the man who's working hard for you
And when the money, comes in for the work I do
I'll pass almost every penny on to you
When I come home(When I come home), well I know I'm gonna be
I'm gonna be the man who comes back home to you
And if I grow old, well I know I'm gonna be
I'm gonna be the man who's growing old with you

But I would walk 500 miles
And I would walk 500 more
Just to be the man who walked a thousand miles
To fall down at your door

fa la la la (fa la la la)
fa la la la (fa la la la)

Da Da Da Dun Diddle Un Diddle Un Diddle Uh Da Da

fa la la la (fa la la la)
fa la la la (fa la la la)

Da Da Da Dun Diddle Un Diddle Un Diddle Uh Da Da

When I'm lonely, well I know I'm gonna be
I'm gonna be the man who's lonely without you
And when I'm dreaming, well I know I'm gonna dream
I'm gonna Dream about the time when I'm with you
When I go out(When I go out), well I know I'm gonna be
I'm gonna be the man who goes along with you
And when I come home(When I come home), yes I know I'm gonna be
I'm gonna be the man who comes back home with you
I'm gonna be the man who's coming home with you

But I would walk 500 miles
And I would walk 500 more
Just to be the man who walked a thousand miles
To fall down at your door

fa la la la (fa la la la)
fa la la la (fa la la la)

Da Da Da Dun Diddle Un Diddle Un Diddle Uh Da Da

fa la la la (fa la la la)
fa la la la (fa la la la)

Da Da Da Dun Diddle Un Diddle Un Diddle Uh Da Da

fa la la la (fa la la la)
fa la la la (fa la la la)

Da Da Da Dun Diddle Un Diddle Un Diddle Uh Da Da

fa la la la (fa la la la)
fa la la la (fa la la la)

Da Da Da Dun Diddle Un Diddle Un Diddle Uh Da Da

And I would walk 500 miles
And I would walk 500 more
Just to be the man who walked a thousand miles
To fall down at your door


Que maravilha. Afinal os rapazes parece que se estão a esforçar para me agradar...

"Sennaaaaaaaaaaaaaaaaa, que 'stás a fajer?"

Apesar de ser minorquinha, não tinha rigorosamente medo de cão nenhum. Na praia então, ui, era um ver-se-te-avias: podiam vir pastores-alemães, rotweillers, buldogs, you name it, era tudo corrido dali com latidos estridentes. E fugiam com o rabo entre as pernas.

Mas no fundo era um pacholas. Queria era sopas, descanso e 'bidinhas.

Já lá foi. A gente cá fica com saudades tuas. E neste Verão, já podemos avisar o resto da canalhada canídea que podem brincar, sem medos, e à vontadinha lá na praia.

Baeta

E desde que ela fez o corte de cabelo do milénio (pelo menos deste que está a decorrer), dou por mim a dormir, diáriamente, com um "menino".

E adoro. E até parece que o meu namoro acabou no início deste semana e passei a ter uma namorada nova.

E estás tão gira, pá!

a alegre burguesia decadente

Ontem, porque veio cá a tal "senhora que vem cá a casa às quintas-feiras fazer umas horas", tive oportunidade de vestir uma camisa engomada por ela. Que maravilha, os vincos e tal...

E é um pormenor que faz toda a diferença!

músicas que me fazem lembrar...

ruas:
Rua de Sto. António dos Capuchos - Modern Love (Bowie);
Rua da Quinta das Palmeiras - That was yesterday (Foreigner);
Rua Aboim Ascensão - Guilty (Lime);
Rua António Patrício - State Trooper (Bruce Springsteen);
Rua Gen. Pimenta Castro - Lifeline (Spandau Ballet);

estradas:
Estrada de Albarraque - Over & Over (Fleetwood Mac);
Estrada Marginal (na parte de Sto. Amaro de Oeiras) - Waiting for the night (Depeche Mode);
Estrada do Portinho da Arrábida - Tainted love (Soft Cell);
EN 342 - Something in the way (James Taylor);
Estrada da Várzea - Never let me down again (Depeche Mode);

alamedas:
D. Afonso Henriques - Whole of the Moon (The Waterboys);

praças:
Praça do Chile - I do (Live) (J. Geils Band);
Praça Sócrates da Costa - I know there's something going on (Frida)

praias:
Maças - Boys of Summer (Don Henley);
Caparica - Sulsbury Hils (Live) (Peter Gabriel);
Aguda - Shake the desease (Depeche Mode);
S. João da Caparica - Take me up (Scotch);

vilas e cidades:
Fazendas de Almeirim - Nature of the Beast (Spandau Ballet);
Alcobaça - Blade Runner (OST);
Benidorm - Elevation (U2);
Moita - Illusion (Imagination);
Barcelona - Me gustas tu (Manu Chao);
Cartagena - Vamos a la playa (Righeira);
Coimbra (a parte da Solum) - Bye Bye Blackout (Trovante).

Como é que é, dá para curtir comigo ou vais-te cortar?

Ao ver um teledisco da Laura Branigan reparei que ela é um protótipo de "gaja típica dos anos oitenta". Ou seja, não era propriamente o tipo de gaja de andarmos a comer (até porque a coisa não era tão - vamos lá então ser um bocado eufemisticos - "livre e fácil" como é agora). Era mais do tipo de andarmos a curtir. Gajas de irmos reinar ao bate-pé para trás do pavilhão da escola, de nos roçarmos nos slows das boîtes (as voltas que eu dei para conseguir pôr esta palavra num post) e trocarmos uns chochos (à cavalo, atenção) e uns linguados valentes. E eu gosto desse tipo de gajas.

Calma, calma, calma. Eu não estou com pensamentos que "naquele tempo é que era bom e o caneco, e que agora é tudo" .... Meus amigos, quem me dera a mim que naquele tempo...... bom, adiante.

Gajas que não têm grande ar de bombas sexuais, mas que têm ar de curtirem com categoria. Sei lá, como referi a Laura Branigan, podia falar na Debra Winger, na Diane Lane, na Rachel Ward (que é feito de ti, pá?), na Ally Sheedy, na Pat Benatar, na Chrissie Hynde (na classe "gajas que dizem asneiras"), na Linda Gray, na Anne Archer, na Jennifer Beals, na Sarah Jessica Parker (só e unicamente no Footloose), na Elizabeth Shue (no Karate Kid), na Lili Taylor, na Tanita Tikaran, na Sharleen Spiteri, etc, etc, etc.

Eu tenho para mim que isto é tudo meninas que devem beijar muita bem!

quinta-feira, maio 18, 2006

Art Deco



Alguém ainda se lembra que há dois anos houve um senhor que se lembrou de pôr o Deco no banco dos suplentes?

compota

A maior parte das pessoas odeia o João Pedro Pais. Eu confesso que ele não me irrita nada. Mais, gosto de algumas músicas dele.

A maior parte das pessoas acha os Pearl Jam uma banda do caneco. Eu acho que eles fizeram um dos melhores albuns dos anos 90 (o melhor, quem sabe), o Ten e, daí para a frente, tornaram-se tão chatos, tão chatos, tão chatos que deixei de lhes ter algum respeito.

Este último disco então, minha nossa senhora....

Será que é assim tão difícil de voltar a fazer canções como o Why Go (pedal do camandro. perfeita!)? Vá, deixem-se lá de fazer músicas para ouvir à volta da fogueira, voltem lá a pôr as camisas atadas à cintura, calçem as botas da tropa e depois a gente conversa.

(sim, foi uma provocação colocar o jpp e os pj no mesmo post)

terça-feira, maio 16, 2006

ele que se vá embora!

Enquanto lá estiver o gaúcho, o meu entusiasmo pela nossa selecção de futebol é mais ou menos idêntico ao interesse que demonstro pela nossa selecção de xadrez: se ganhar, ok, porrreiro; se perder, tudo bem, caguei!

Já agora: o Quaresma não foi a gota de água, foi sim, mais uma daquelas coisinhas que não consigo compreender. como também nunca ninguém entendeu como é que em 1978, o Menotti deixou o Maradona em casa.

riso amarelo

Coisas nos blogs que me dão vontade de rir: pessoas que são "grandes especialistas" na educação dos filhos dos outros.

quinta-feira, maio 11, 2006

grangeado



Informaram-me hoje, que eu sou parecido com um moço chamado Pedro Granger. Perguntei, em quê? Disseram-me que, ah e tal, sabes como é que é, assim no aspecto, não é?

Confesso que não fiquei, nem atrapalhado nem aborrecido. Ao que parece o rapaz é bastante asseado, não é? Espero que essa caracteristica esteja abrangida na tal similaridade. No fundo, é só o que peço. À parte disso, tudo bem.

galinhas sem cabeça

Quando era miúdo, tive um carrinho telecomandado, que volta e meia se avariava e em consequência disso, tratava de girar de um lado para o outro de uma forma aleatória, para depois arrancar assumindo uma direcção qualquer e sapando a grande velocidade.

Lembrei-me disto quando neste último fim-de-semana fui a uma coisa chamada Stockmarket. Não sei se estão a ver mais ou menos a coisa, mas eu dou duas ou três dicas: roupas e afins ao molho, grandes descontos, restos de colecção. É que as mulheres nestes ambientes perdem a noção do que as envolve e não vêem mais nada. Não vêem, nem sentem. Parecem o tal carrinho avariado: se detectam uma banca com um letreiro a dizer "desconto 70%", tá tudo lixado, tunga, Vummmmmm! Arrancam numa velocidade estonteamente até ao seu destino, sem olhar a mais nada, nem que para isso tenham de pisar, destruir ou obliterar tudo o que apanhem à sua frente.

Eu confesso que não consigo fazer compras nestes locais: é muita gente, a pressão é desumana, o ambiente é claustrofóbico. E as gajas..... pronto, não há nada a fazer, é que parecem alienadas, sempre de cabeça ou no ar ou enfiadas nos caixotes das roupas ou enfiadas pelos expositores dentro. E é escusado que peçamos licença para passar, ver ou coisa assim. Pura e simplesmente não ouvem. Nada! Dasssssse!

Este problema feminino surge também nalguns centros comerciais e, pode também ser observado num estádio muito evoluido, no Ikea de Alfragide. (dá no mesmo)

Desviem-se, desviem-se....

Nota do autor: este problema também afecta os homens. contudo, não se verificam aqueles gestos iniciais (o girar sobre o mesmo eixo, numa velocidade estonteante, à procura de um novo alvo), nem a ligeireza atingida é tão alta. refiro-me aos comunistas no recinto da festa do avante. como se deslumbram 10 vezes por segundo com a grandeza da obra, vão para ali e depois para acolá, para cima ou para baixo, sem repararem que estão a passar sobre outras pessoas que se encontram no seu caminho (ops, desculpe, camarada!.... perdão camarada..... magoei-o, camarada? ............ desculpe, camarada!........... peço desculpa, camarada!....)

domingo, maio 07, 2006

Candid Camera

Estou há quase duas horas a ver o programa da SportTv, de rescaldo da última jornada do campeonato e ainda não ouvi o senhor Koeman referir-se aos golos sofridos pelo seu clube.

Pareciam aqueles tais golos que o Rio Ave sofreu...

(entretanto, vai-se falando das declarações do Liedson...)

(e eu aqui, a rir-me baixinho)

sexta-feira, maio 05, 2006

iá, ganda trip, man!

Num dia muito estranho, inusitado e complicado descobri que o meu melhor amigo também tinha um blog (pronto, foi também o dia em que ele me disse que sabia que eu também tinha um). Esse meu amigo é um dos meus Nortes, assim no que respeita ao departamento da escrita. É pois nele que eu penso quando releio os meus posts e carrego naquela tecla aqui em baixo que diz "Publicar postagem": será que ele vai gostar deste post? será que fiz merda e ele vai topar? irá gozar comigo?. Estas são algumas das dúvidas e perguntas que eu faço quando por vezes aqui publico.

É, pois, porque o amo e por saber que ele escreve duma forma que eu gosto muito, que tive algum pudor em aqui escrever alguma coisa sobre o seu cantinho blogueiro. Isto porque, confesso, não gostei muito da forma como ele começou a postar.

É que para mim o difícil é escrever simples. Aquela cena do escrever com palavras caras e difíceis é coisa para "mangas de alpaca". Basta, por exemplo, dar uma vista de olhos nos textos do Diário da República, das condições gerais da apólices de seguros, dos estatutos das agremiações ou de outras colectividades, bem como das bulas dos medicamentos para entendermos que aquilo foi escrito por um punhado de iluminados (sim, estou a ser irónico) que fazem da criação daqueles textos, autênticos actos masturbatórios. Adiante.

O que eu quero dizer com isto é que o blog do meu amigo, para mim, atingiu o ponto de rebuçado e já segue em velocidade de cruzeiro. Os textos já estão mais simples, mais bonitos e mais interessantes. Não sei se a simplicidade era uma das suas intenções, mas é com ela que aquele blog também me conquistou. A verdade é que eu agora sou cada vez mais devoto daquele blog. Por isso, meus amigos, se querem ler relatos de experiências vividas em viagens fantásticas, venham aqui. Chama-se Triplogue. É do meu companheiro, amigo, irmão, camarada, palhaço Zézinho. E quem não gostar do que ele escreve vá p'á puta que o pariu.

quarta-feira, maio 03, 2006

Nível 7



Foto dedicada ao Rui Pinto, ao Carlos Leitão e ao Grande Cunhado.

Cu Men

Então o Koeman não era o máior e tal? O mais correcto, o mais educado, o que se expressava melhor, e que iria dar o(s) títulos aí à nação dos 6 milhões? Não era? Afinal em que é que ficamos? Agora já não presta?

duma vez por todas: o Co deu-me o campeonato, se calhar vai me dar a taça mas não me fez engolir nenhum sapo. acho que até eu era capaz de fazer daqueles jogadores campeões nacionais. ó paulo, tu não punhas? claro que punhas!

por outro lado eu não me consigo esquecer da merda de época do ano passado. por isso, o Co, para consumo interno, lá me vai convencendo (pouco, é certo). darei a mão à palmatória se conseguir ver esta equipa, com este esquema (e não com os esquemas do Koeman), a ganhar jogos na liga dos campeões. Assim espero, claro!

ah, outra coisa, não vendam o McCarthy que não é preciso! (sim, estou a ser irónico!)

Wolverine

Quem conhece a minha filha sabe que ela é a cópia fiel da sua mãezinha: cabelo, olhos, pestanas, tez, expressões faciais, gestuais, pelos, sinais, pintinhas, etc. Chegam ao ponto de os dedos dos pés se encavalitarem uns nos outros da mesma forma.

Ora, tirando o facto de (quando ela se porta mal) dizerem que tem o cabrão do feitio do pai, a única coisa que ela tem ingalzinha a mim são as unhas dos pés. Curiosa e infelizmente a pior coisinha que eu tenho.

Passei a vida a sofrer com a merda das unhas dos pés: ou encravadas, ou às vezes com pús, sempre cheio de dores, etc, etc.

Ora, neste fim-de-semana, a minha querida irmã, renomeada cabeleireira, pedicure, manicure e esteticista da região centro, lembrou-se de agarrar num alicate e toca de arranjar as unhecas dos chispes cá do mano.

Bom, meus amigos, eu só sei dizer o seguinte: pela primeira vez em 37 anos eu deixei de sentir os meus pés. Acho que ando a pairar.

E juro que se para tal for preciso, eu farei todas as semanas 500 kms só para me continuar a sentir assim.

Abençoada mana.

(acho que até já posso começar a usar sapatinhos apertados. aí uns 35 ou 36. não? estou a parvar, não é?)

Tapaué



sinais vindos do céu que me indicam que eu nasci macho: quando utilizo um tupperware, nunca consigo saber qual é a tampa respectiva.

Psychedelic Furs



Da série "bandas que nunca se tornaram nuns U2's ou nuns The Cure" e que, prontos, não é, e tal, a gente agradece!

lembrei-me que algures em 1983, levava sempre uma telefonia para o Rainha, na tentativa de conseguir ouvir, durante os intervalos, o President Gas que estava no top do Rock em Stock. e durante aí uns dois meses, não havia música que eu mais gostasse.

quinta-feira, abril 27, 2006

Dá l'cença, meu aspirante?

Faz amanhã, dia 29, 15 anos que eu entrei para a tropa. Por lá andei quase um ano. Por lá passei de reles mancebo a garboso 2º cabo. Por lá aprendi muita coisa. A mais importante foi a perder, completa e definitivamente, o pouco o respeito que tinha aos militares.

Os militares são mais ou menos como os ciganos - vivi no meio deles durante 32 anos (andei na escola com eles, andei à porrada com eles, andei a jogar à bola com eles, andei a beber copos com eles, etc) -: há um ou outro decente, o resto é tudo a mesma tropa fandanga.

Belmiro, faz lá a Opa e mete ordem na casa, pode ser?

Pior que aturar um gajo especialista em telefones - e que só fala em telefones -, ou um gajo especialista em informática - e que só fala em informática - , ou um gajo especialista em net, modems e routers - e que só fala em net, modems e routers - , ou um gajo especialista em tunning - e que só fala em tunning -, é aturar um gajo que reúna estes pecados todos, que fale deles até à exastão numa só manhã e que trabalhe para a PT.

Tiram-me do sério

os blogs com músicas de fundo e com videos em auto-play.

quarta-feira, abril 26, 2006

Jacob



Meu caro Jacob, não tenho nada contra ti, tenho é contra o facto de seres o treinador do meu clube. Olha, vêm aí as férias, depois da final do Jamor podes-nos fazer o favor de ir embora? Não precisas de sair do país, basta que saias do clube. Mas sai.

Pode ser, pode?

terça-feira, abril 25, 2006

Cameron Crowe

uma das virtudes que reconheço no Cameron Crowe é transformar gajas "coninh*** de sabão" em tipas apetecíveis. a saber: Ione Skye apenas e unicamente no Say Anything; Kyra Sedwick (a boca mais boa da vida) principalmente (e daí para a frente) no Singles; Kate Hudson apenas e unicamente no Almost Famous; Penélope Cruz (sim, eu assumo: gosto dela) graças a deus no Vanilla Sky e, finalmente, no Elizabethtown a, até agora insossa, Kirsten Dunst.

outra das virtudes dele é ter os melhores "ambientes musicais" de todo o cinema hollydiano. o gajo consegue sempre criar as melhores bandas sonoras que eu conheço. é o John Hughes dos nosso dias. bem sei que a os louros devem ir também para a Nancy Wilson. mas, caramba, deve ser o gajo que depois lhe paga a conta, não é?

quinta-feira, abril 20, 2006

Lojas de trabalho

Não era suposto os actores que vão lá para fora fazer cursos de representação (vide: granger, catarina furtado, etc), regressem a actuar melhor?

Andaram a baldar-se às aulas, foi?

Ratices

Hoje, pelas 16:50, o grande Albergaria pôs a tocar na telefonia, o Mickey da Toni Basil. E eu juro que pensava que essa era uma daquelas músicas que só podiam passar num "quando o telefone toca".

Respeito!

The Voice

A minha amiga Susana Andrade tem a melhor-voz-que-já-ouvi-na-rádio do mundo e a São José Lapa tem a melhor-voz-de-sempre (e para todo o sempre).

Pedido do editor: querida São José, rogo-lhe o seguinte favor, se me aparecer um dia à frente, não fale. abane só com a cabeça, eu entendo tudo o que quiser dizer, ok? obrigado.

terça-feira, abril 18, 2006

Só no meu tempo é que não havia nada disto!

a tvi anda a transmitir imagens de arquivo dum puto (parece que era actor) que acho que lerpou num desastre de carro. o pessoal anda um bocado para o histérico: é que de meia em meia hora, lá aparecem imagens do chaval a actuar numa novela.

eu confesso que não tenho nada contra isso. cada um tem os ídolos que lhe apetece. o que me chateia é que quando morreu o Henri Toivonen, a rtp não lhe deu o mesmo tratamento. e havia tantas imagens para mostrar....

tá mal!

Importa-se de repetir?

Na linha dos clássicos erros de ortografia e de português que volta e meia este blog tem a honra ( e a vergonha, claro!) de ostentar, apresento um que está ao nível de uma Champions League:

- Eh pá, calma! Vamos lá organizar as coisas. Isto está uma autêntica michelândia!

(ouvido hoje num curso que frequento, aí pelas 10h15.)

Ponto do jogo

Se o Match Point é um bom filme então eu vou ali e já venho.

domingo, abril 16, 2006

menos um para a reforma

esta é a lista das prendas que gostava de ter recebido (mas que nunca cheguei a receber) nestes 37 anos:

- um globo terrestre das Selecções do Reader's Digest;
- o steve mcqueen dos prefab sprout;
- uma pista de automóveis;
- o rock a little da stevie nicks;
- uns nike internationalist (azul com a onda laranja);
- um polo nike vermelho de manga comprida (igual ao do ted danson do cheers);
- um zx spectrum 48k;
- uma yamaha mr;
- um walkman;
- uma bola de "cátchumbo ";
- etc...

(agora também já não quero, toma!)

segunda-feira, abril 10, 2006

get, get get, get cinema, get, get, get, get movies

Gosto de cinema. Aliás, amo. Infelizmente sou um amante de merda. Resquícios do facto de ter vindo morar para os arrabaldes da capital.

Desde que comecei a trabalhar, os meus únicos vícios, os luxos onde gastava o meu dinheiro sem olhar para trás, sempre foram o cinema, as revistas e os jornais. Era um comprador compulsivo destas 3 coisas. Com o cinema era relativamente fácil. Lembro-me de estar em casa, deitado no sofá a ver tv, olhar para o relógio e, num ápice, levantar-me e pôr-me a caminho. Normalmente 20 minutos depois estava sentado dentro duma sala escura a ver um filme qualquer. E isto podia acontecer numa das cerca de 20 salas que existiam em redor da minha casa.

Agora a coisa está diferente. Não que não tenha salas em abundância aqui na área. Mas são um pouquinho mais longe e, além disso, a decisão de ir ao cinema, não pode partir dum impulso como aqueles de antigamente. E sei que tenho perdido grandes filmaços. Acho que não vou ao cinema desde que fui ver...., ui, sei lá. Já nem me consigo lembrar. E saibam que para quem chegava a ver 3 filmes por fim-de-semana, isto é uma atrocidade. Depois, com o tempo, lá me vou actualizando através de dvd's que os amigos vão emprestando.

Lembrei-me disto hoje, porque acabei de ver o The Constant Gardener (não me apetece ir procurar o título em português) e gostei. Se calhar daqui a uns 5 meses já não me vou lembrar de nada do filme, mas basta-me saber que tem um dos mais memoráveis diálogos que já vi neste ano de 2006:

Tim Donohue: Leave this Justin. Go home.
Justin Quayle: I can't go home. Tessa was my home.

deu ontem na "tuvisão" e gostei:

i've found a way to make you
i've found a way

a way to make you smile

i read bad poetry
into your machine
i save your messages
just to hear your voice
you always listen carefully
to awkwards rhymes
you always say your name
like i wouldn't know it's you
at your most beautiful

i've found a way to make you
i've found a way
a way to make you smile

at my most beautiful
i count your eyelashes secretly
with every one whisper i love you
i let you sleep
i know you're closed eye watching me
listening
i thought i saw a smile

i've found a way to make you
i've found a way
a way to make you smile

pois



Da classe "gajas que não são assim muito giras, mas que ainda assim, têm momentos daqueles que um gajo e tal fica a pensar...": Allison Janney a C.J. da West Wing

domingo, abril 09, 2006

Baptizado do Afonso


soninho do afonso


afonso e avô


afonso a voar


mano


manos


dentuça


cuca e mina


beijinho do afonso


um gajo de copo de james martin's na mão sempre atraiu muita mulher...


eu, daqui a 35 anos

Reino de Portugal e dos Algarves

Nesta (agora) aparente mas conturbada caminhada para o título, o meu clube terá de defrontar daqui a duas semanas o já condenado Penafiel.

Para embelezar esta tão difícil conquista da Liga, e tendo em conta que o Oliveirinha é accionista dos dois clubes, posso sugerir que o jogo se faça no Estádio do Algarve?

sexta-feira, abril 07, 2006

autógrafo

Uma vez, num programa sobre as celebridades e a fama, a mãe do Hugh Grant (para mim, o mais sobrevalorizado dos actores de Hollywood - há mais de 20 anos a fazer o mesmo papel, o de hugh grant) fazia a distinção entre a forma como a generalidade dos ingleses e dos americanos lidam com a fama. Perguntaram-lhe numa festa qual era a profissão dos filhos, ela respondeu que um era bancário e o outro era actor de cinema. Então a sua interlocutora, vira-se para ela muito admirada e entusiamada e diz: "uau! a sério? e em que banco?"

Eu também sou um bocado assim. Primeiro por desconhecimento e por distração (certo dia vi uma tipa no Cascaishopping que, pela cara me parecia gravemente doente. comentei com a minha mulher "já viste aquela gaja? deve ter sida, coitada. ou então é anorética". respondeu-me ela "não meu parvo, é uma modelo. é uma das belas e perigosas do 24 horas. e o corpo é mesmo assim"), depois porque me estou realmente cagando para o facto de "este, aquele ou aqueloutro" serem: jogadores de futebol, porteiros de discoteca, drag queens, cantores de bar, presidentes da junta, donos da empresa xpto, proprietários do carro xp47, editores de revista de moda, políticos, actores de novela, etc.

É claro que também me deslumbro e me arrepio por certas pessoas. Só que não têm propriamente os mesmos atributos de celebridadismo (esta fui eu que inventei, a ideia é vir de celebridade, desculpem lá o mau jeito) que todos os outros. Encantam-me e fico de boca aberta com: recepcionistas de oficinas de automóveis que, no meio duma aparente rudeza, pegam em bebés duma forma inusitadamente deliciosa, alguns arquitectos que, apesar de brutos e parvos como as portas, são capazes de em 5 riscos fazer ressuscitar uma casa (há outros que não são brutos nem parvos, mas que também fazem o mesmo, nem que seja em 10 riscos); pessoas que sabem pôr vírgulas nos sítios certos, que não sabem o que é um verso jambelegíaco, mas distinguem advérbios de preposições como uma mãe distingue os seus filhos gémeos; pessoas que ganham o ordenado mínimo e que conseguem educar 3 filhos, etc.

Isto vem ao caso porque hoje pedi o meu primeiro autógrafo. Já andava para o fazer há muitos meses. Hoje voltei a encontrar-me com essa pessoa, enchi-me de coragem, espetei-lhe um livro à frente, ele ficou ainda mais nervoso e envergonhado que eu, disse qualquer coisa como "ah e tal, também leste estas coisinhas? sabes tenho de escrever isto para me distrair deste mundo...." (e eu pensei cá para comigo "ah meu malandro, com que então coisinhas?"), folheou 3 páginas, desenroscou a sua caneta de tinta permanente e pespegou lá as seguintes palavras: para o pedro, com um abraço do ........

é uma das minhas pessoas favoritas!

Não tem um puto de piada

Há dias deram-me a ler um blog supostamente com uma piada bestial. Eu li e, para não ser desmancha prazeres, até disse que «sim senhor, aquilo até está giro». Mais tarde, em conversa com um amigo, confessei-lhe que o tal blog que toda a gente achava piada era, para mim, uma valente estucha dos diabos. Estava repleto de piadas género "bloco de esquerda": «ya, man, se usas pullovers amarelos pelas costas és um farçolas, se conseguires fazer a gravata da ganza, utilizando a mesma mão com que se segura a mesma (ok, para os mais distraídos, o truque é salivar o mindinho, enquanto que rodamos a broca, segura pelo indicador e o polegar) és um gajo bacano» (esta parte é francamente inventada, mas a ideia era ilustrar quais eram os alvos lá dos autores do blog).

Lembrei-me disso quando li este post. É perfeito. E eu, quando leio posts perfeitos, detenho-me, tiro o chapéu e faço uma simples vénia.

Pré-respostas a eventuais comments ou outros pensamentos: sim, eu também sou dos visados pelo tal post perfeito. e daí?

quinta-feira, abril 06, 2006

O domínio



Postar este vídeo não é uma demonstração de fair-play. É mesmo uma questão de coragem.

Bem sei que estávamos todos entornados e tal, mas ainda assim, apesar desta triste figura que eu lhes fiz passar, houve um punhado de amigos que nessa noite não me abandonou e esteve comigo até quase às 9 da manhã.

Ah valentes!

(mais pormenores aqui)

quarta-feira, abril 05, 2006

WC

Cariño, tu sabes que eu não sou de luxos, não é? Mas quando eu for rico e tu me fizeres finalmente as obras na casa (se der para fazer uma casa nova, a malta também avança, ok?), por amor de Deus tem em atenção três ou quatro coisas importantíssimas:

1) quero que o piso da casa de banho seja em material anti-derrapante para a gente não escorregar e partir o osso ilíaco;

2) quero que o mesmo piso seja pintado numa cor, assim para o escuro, para disfarçar os pintelhos que fiquem esquecidos pelo chão;

2) quero que o espelho da casa de banho nunca embacie quando estamos a fazer a barba.

Combinado?

terça-feira, abril 04, 2006

Sor Aiiiiiiiiiiiiii........ a Chaves



Uma revista cor-de-rosa faz uma capa com a Soraia Chaves. Até aqui tudo bem. Faz ainda uma chamada com uma declaração do Penin sobre a referida senhora: "Gostei de ver a Soraia desfilar".

E a minha pergunta é: mas porque é que terá sido?

Acham que é esta a frase que o vai comprometer de vez? Será com esta frase que a Clara vai, duma vez por todas, pensar: "Pronto, com esta é que eu me lixei. Já está. O gajo já partiu para ela."

Meus amigos, vamos todos mandar um mail à Clara com o seguinte texto:
"Clarinha, deixa estar filha. Não foi só o teu Chico que gostou de a ver. Deixa-me dizer-te que todos nós gostámos (e gostamos) MUITO de ver a Soraia a desfilar."
Depois, assim de surra, para não dar muita bandeira, acrescentamos:
"Ela desfila muito bem!"

E pronto, safamos o gajo, coitado.

segunda-feira, abril 03, 2006

Lá em casa

- Então, dançaste muito na Sexta-feira?
- Sim.
- E tiraste a barriga de misérias?
- Nahhhh, claro que não. Tu não vês que eu tenho uma barriga muito grande?

Tarde em Monserrate













Boca do Inferno

Hoje de manhã, mulher a comprar contrafacção na Feira de Cascais, eu e filha a passear na Boca do Inferno. Cansado, sento-me a ver o mar enquanto a minha filha apanha pedras do chão e as leva à boca. Olho para o lado e alguém me pergunta:

- É tua filha?
- Sim, é minha filha.
- És divorciado ou separado?
- Não, sou casado. Há azar?
- Não, nada disso. Mas é pena, és tão jeitoso...
- Jeitoso, eu? Ah que giro. E fazias o quê? Casavas comigo? Era, ó meu paneleirão de merda?....

É sempre bom estarmos de bem com Deus e com o Diabo.

No táxi

Pessoal, vamos já aqui combinar uma coisa, se elas nos perguntarem se fomos às gajas a gente conta-lhes logo a verdade, dizemos que sim. Se elas ficarem muito chateadas, pronto, dizemos que foi tanga de 1 de abril, na boa.

cachupa



por volta das 7 da manhã estamos a chegar à cachupa, lá para o lado da poço dos mouros.
 
entramos e há um gajo que me faz sinal. vou até ele, abre-me os braços e damos um abraço apertado. pergunta-me:
- então meu menino, tens andado bem?
digo-lhe que sim, que estou como o aço. vira-se para o lado e apresenta-me o seu coupin da night:
- este aqui é o vasco, também é da velha guarda.
- maravilha!
saúdo-o com uma pancadinha na nuca e acrescento:
- se é teu amigo, meu amigo será. vasquinho, como é? Sempre em forma?

querem-me oferecer uma cerveja. digo que não, que venho com mais dois amigos. pronto, então como gesto de boa vontade oferecem-nos os seus lugares na mesa e abandonam a sala.

e eu juro que fiquei profundamente agradecido mas teria ficado mais se soubesse quem eram aqules maduros.

pinto, por amor de deus, não voltes a sair sozinho com o hélder. eu acho que nunca te vi seres tão mal tratado como foste por esse gajo. da próxima vez dá-me um toque. tenho medo que ele um dia te deixa a dormir na rua. vale uma aposta?

Coiratos

O Plateau, apesar de tudo, continua a ser a melhor discoteca na classe "músicas que têm aquela parte normalmente denominada por início, depois aparece aquela outra parte em que os senhores cantam e que nós só dançamos, depois há o refrão e cantamos todos juntos, vem então outra parte igual à anterior em que os senhores voltam a cantar sózinhos e nós só dançamos, a seguir repete-se o refrão duas ou, em certos casos, três vezes, até finalmente chegar aquela parte que habitualmente se dá o nome de fim".

Lá dentro as caras e os peitos do costume.

Há medida que a noite avança e o álcool vai perdendo o seu efeito, algumas caras bonitas começam a não ser tão bonitas assim. Quando, no final da noite se acendem as luzes, as caras bonitas passam a revelar-se grandes coiratos.

Ó gordas do Indochina, que é feitos de vós? Voltem, estão perdoadas.

domingo, abril 02, 2006

Cançonetista

Sexta-feira à noite, já perfeitamente imbuídos pelo espírito TJS (tinto, jameson e sagres), um grupo de 5 pessoas invade essa catedral do karaoke lisboeta que é o célebre "Apache".

Perante a sucessão de belas vozes que abrilhantavam a noite, o filho do aço faz-me o seguinte repto: "se fores lá cantar, pago-te um whisky!"

Apesar de ter ficado com pena das pessoas presentes na sala, fui.

E eu só consigo resumir os 3 minutos seguintes numa frase: quem esteve lá viu, quem não esteve não sabe o que perdeu. Mas lá que perdeu, perdeu!

(e não me saem da memória as sábias palavras que o meus amigos proferiram:
- bem, tu dominaste o palco. chegaste a cantar palavras que não apareciam no ecrã.
- eu acho que as pessoas aplaudiram com medo que lhes batesses, percebes?)

sexta-feira, março 31, 2006

Barba ou cabelo?

O meu avô António Joaquim Jaime era barbeiro. A minha irmã seguiu-lhe a arte. A minha filha acaba de me nomear cabeleireiro oficial dos bebés dela. Estou a fazer totós e a colocar ganchos de empreitada, nestes seres de plástico que habitam aquele quarto.

"Pai, axuda, axuda!"

(tenho medo de estar a abichanar. pelo sim pelo não, talvez não seja má ideia, mandar chamar o Fernando.)

Afternoon fever

Recebo uma aviso de que a minha filha está na escola cheia de febre. Saio a correr e lá vou eu buscá-la. Chego à escola, procuro por ela na sala e não a encontro à primeira vista. Darei com ela mais tarde, sentada a um canto, com um ar abatidíssimo e a mudar a fralda do seu bebé.

Olho para ela, ela olha para mim, levanta-se e aponta para algo atrás de mim. Diz então: "- Afonxooooo!"

Viro-me, o miúdo olha para mim, eu abro os braços, ele também. Damos um abraço e eu dou-lhe um beijinho.

Notei que foi um abraço seco, frouxo. Mais ou menos como que a dizer: "- olha lá, ó palhaço, lá por seres o pai da gaja, lá por teres o triplo da minha altura, não é por isso que me atemorizas. A mina é minha e mainada, ok?"

Eu só estava com medo que ele dissesse: "Olá tio, tá bom?"

Este homem é do Norte, carago!



A pedido de várias famílias, cá vai o célebre relato!

quinta-feira, março 30, 2006

xpór lixboa e benfica

Alguém me consegue explicar porque é que o Koeman fala com sotaque galego, apesar de ter aprendido castelhano na Catalunha?

Xim, xeñor xosé veigá!

segunda-feira, março 27, 2006

personalidade jurídica

Quando há uns dias me despedi e mudei de emprego, fi-lo no pressuposto que ia trabalhar para a minha sogra.

Há dias descobri que, juridicamente, também sou um assalariado do meu sogro e (medo, medo, medo) da minha própria mulher.

Há coisas que realmente, nós não sabemos no que nos estamos a meter, não é?

p.s.: Isto não são só desgraças: de agora em diante a festa de natal dos filhos dos funcionários desta empresa será um espectáculo de variedades para a minha mulher e para a minha filha. Ó madrinha, temos de começar a tratar das prendas para as miúdas, pá!

informações inúteis

- as aulas de rpm do HP de Cascais são, francamente, as mais animadas. por outro lado, têm os professores tecnicamente mais baldas.

- as aulas de rpm do HP de Cascais, têm sempre o melhor set de músicas e as gajas mais boas. por outro lado, têm as gajas mais queques, as gajas mais betas, as pitas loucas, os betos e, pior que tudo isto, homens que se penteiam (muito) antes das aulas começarem.

- o HP da Beloura tem actualmente, o melhor monitor de rpm que eu conheço (é certo que há uns anos era uma merda). além de ser durinho é tecnicamente fantástico. Por outro lado, tem uma sala que é uma merda: à segunda música já estamos a suar que nem uns cavalos.

- as biclas do HP da Beloura, não são tão boas como as de Cascais, mas são bem melhores que as da Qta. da Fonte.

- o HP da Qta. Fonte, apesar de velhinho, continua a ser o mais equilibrado: mesmo a 5 minutos do começo da aula é raro não termos senha, tem dois monitores que não sendo perfeitos, são tecnicamente muito bons e são durinhos. por outro lado, as músicas são quase sempre muito rascas.

- o HP da Qta. da Fonte tem o melhor restaurante, o pessoal mais porreiro e os sócios mais despretensiosos. Por outro lado, as biclas, já se sabe, são velhotas.

- os cd's de rpm antigos são sempre os melhores. a maior parte dos monitores de rpm têm quase sempre o ouvido muito mouco para ver se o pessoal pedala melhor com esta ou com aquela música.

- o "Boys of Summer" interpretado pelos Ataris é seguramente a melhor, a mais gira e a mais forte música de todos os cd's do rpm. é a música que divide os que andam lá para curtirem um bocado, dos outros, os parvos como eu, que adoram pedalar durante 45 minutos, com o cu sentado num triangulozinho de plástico. e ainda por cima pagamos para isso. (zezinho, havias de me ver, pá. já estou tão crescidinho. imagina que já consigo ouvir esta música sem desatar a chorar. não é fantástico?)

-
além destas coisas todas, o Amâncio continua a ser a referência desta gaita do rpm. ó Santos, que saudades, pá!

sábado, março 25, 2006

são golos atrás de golos

Estou ansioso pelo jogo do meu clube com a briosa. Não é por nada, mas gaita, ao fim de 28 jornadas o grande McCarthy tem finalmente oportunidade de ultrapassar, por exemplo, o António Leonel na lista dos melhores marcadores do campeonato.

Força negão!

quinta-feira, março 23, 2006

O circo desceu à cidade

Nunca fui grande fã dos "riéliti chôus". Mas no que respeita agora, a esta cena dos palhaços lá do circo, a coisa muda de figura.

Não é bem por causa da juca pinheiro, nada disso. É que fui educado, desde pequenino, a atentar à seguinte ladaínha:

"se vires o antónio calvário
não o trates com desdém,
pois se tivesse clítoris
podia ser tua mãe".

Respeitinho então, ok?

eta é p'a mim e eta é p'a ti

Ó Caladinho, sei que ontem foi dia de sofrimento. Sei que te sentiste muito injustiçado, certo?
Deixa lá, meu querido, sei muito bem o que é isso, volta e meia também me acontece o mesmo (lembras-te do Lucílio Baptista em Alvalade?).

Mas olha, dentro de dias vais receber a gente lá no teu estádio e, pelo andar da carruagem, espetas com dois ou três na pá ao grande fêquêpê, para depois então, encheres bem o peito e gritar bem alto: ok, o campeonato é nosso, fiquem lá c'a taça!

Vai uma aposta?

Desabituados

Algo vai mal no reino do meu clube: antigamente festejavam-se as conquistas, agora até as passagens às finais são motivo para lançar foguetes, imagine-se.

Gosto de coerências

Gosto de treinadores que quando são beneficiados apregoam que não costumam comentar arbitragens e quando são prejudicados riscam a palavra coerência do dicionário.

Gosto da vida como ela é.

domingo, março 19, 2006

segunda-feira, março 13, 2006

rpm

Ando com umas saudades loucas das aulas de rpm da Quinta da Fonte.

Ó Sérgio Marques, não dá para pegares no grupo do costume, meterem umas 10 ou 15 biclas numa camionete e virem até aqui ao Rato dar uma aula? Diz ao Ricardo e ao Artur para trazerem os cd's. E olhem, tragam também gajas, pá!

2 anos - irresistivel

Daqui a dias lá em casa...



...um conjunto de 4 cd's e um dvd com bootlegs dos Pretenders.

The screen door slams



Este disco é muito, mas muito bom. E não ha maneira de sair do raio do leitor de cd's.



Esta edição comemorativa dos 30 anos do Born To Run, tem dois dvd's fan-tás-ti-cos: um deles, tem um documentário sobre o making of do disco; o outro tem o concerto do Hammersmith Odeon de Londres em 1975. E não há maneira de sairem do dvd.

pdi

os provadores das lojas de roupa fazem-me velho. têm uma porra duma iluminação tão forte que não há cabelo branco que não seja realçado. e mesmo os que não são, branco se tornam. safa!

domingo, março 12, 2006

Ó pázinho, emprestas-me esta cassete?

Quem cresceu nos anos 80 sabe o significa a frase "é pá, grava-me lá uma cassete com umas cenas à maneira, gravas?".

Era normalmente dirigida a quem tinha uma colecção apreciável de discos e, obviamente, que tivesse um leitor de cassetes.

Fazíamos cassetes para ouvir de manhã, outras para as alturas de relax, outras ainda para quando quisessemos impressionar as miúdas (estas claro, com slows e afins), etc.

Lembrei-me disto porque o meu querido Nuno (podia fazer-lhe aqui um link para o seu blog. podia, sim senhor. mas enquanto não retomares a escrita, meu menino, nada feito. hás-de ficar na obscuridade sem ninguém saber quem és. toma, toma!) é um gajo superior. um tipo à moda antiga e que tem a faculdade de, volta e meia, me presentear com uns cd's, gravados à la carte, aqui para o pitx.

Ele sabe que eu não gosto nem de metade das músicas que ele lá põe. Cenas alternativas e tal, coisas que não aparecem no top +, tão a ver? E eu já o avisei que é infrutífera a sua cruzada em actualizar o meu gosto musical. Mas o que é que se há-de fazer? Ele sabe que esta alma parva, parou musicalmente no dia 31 de Dezembro de 1989. Eu até adoro aquelas prendas. Confesso que sim, aquilo para mim é como uma fotografia dele que eu carrego no meu leitor de cd's. E não deixa de ser bonita esta cruzada que ele empreendeu em actualizar-me nestas coisas da música.

No entanto, ainda há milagres e esperança no mundo. Estou a dizer isto porque contrariamente ao esperado, afeiçoei-me tanto ao raio das colectâneas que o gajo me fez (afinal tinhas razão pá, mais tarde ou mais cedo acabaria por gostar destas coisas), que acabei por fazer uma outra, só com o meu "best of" dessas músicas.

E é por causa disso que eu tenho que dar a mão à palmatória e dizer que ando no carro com um cd com as seguintes músicas:

Sufjan Stevens - Chicago
Josh Rouse – It's the nighttime
Franz Ferdinand – Do you want to
Mercury Rev – First-time mother's joy
dEUS – Nothing really ends
Devendra Banhart - Heard somebody say
Grandaddy - Pull the curtains
Jay-Jay Johanson - Rush
LCD Soundsystem - Tribulations
Magnetophone - Let's start something smooth
Paul McCartney – Fine Line
Perry Blake - Freedom
Royksopp - Only this moment

Meu querido Nuno, tenho o meu aniversário à porta. Tens mais ou menos um mês para me fazeres mais umas compilações "Pipáterra".

Entendeste a mensagem ou tenho de te fazer um desenho?

Chamada em espera

Quando ligamos para a Segurança Social, a música que se ouve quando os gajos nos deixam pendurados à espera, é o Strange Brew dos Creem.

É isto o choque tecnológico?

Se é, começam bem.

sábado, março 11, 2006

É hoje!

- já viste, môr. hoje a minha filha faz 2 anos.
- quê! tás parvo? minha filha? NOSSSA filha, queres tu dizer!
- bom, tu sabes muito bem que a filha é minha, não é?
- claro que não é tua, é minha, saiu do meu corpo.
- vamos lá ver então as coisas, lembraste quando fumávamos?
- sim.
- lembraste que íamos à maquina do tabaco, punhamos uma moeda, carregávamos no botão do ventil e saía um maço, certo?
- certo.
- agora responde-me: o maço era teu ou era da máquina?
- parvo.
- ah pois é! vês como a filha é minha?
- então deves ter carregado no botão errado porque ela saiu ingalzinha a mim.
- pronto, fica lá com a taça!

terça-feira, março 07, 2006

3 do 3

eu trabalho, regularmente, há quase 20 anos. estive em 6 empregos. uns bons, outros maus, outros assim assim. tive, na maior parte dos casos, excelentes relações com as entidades patronais ou com as chefias. coisas rijas, fincadas, coisas para sempre. algumas dessas situações resvalaram da amizade para a ligação familiar (não é, meu querido afilhado?).

nos últimos 2700 dias (certinhos), tive o melhor trabalho do mundo. sem exageros. não sei se seria o melhor para toda a gente, era seguramente o melhor para mim. trabalhava com a pessoa que mais amei (e amo, fosga-se!) nos últimos 30 anos; a pessoa que mais admirei (até, se calhar, profissionalmente); a pessoa que, sem ter feito um cabrão dum esforço (és mesmo uma nulidade em pedagogia, pá), mais me ensinou nestas coisas do marketing, do design, da publicidade e outros que tais.

nem tudo correu bem, é certo. mas gaita, o cabrão do saldo é muito positivo. lembro-me muito bem de como era a minha vida há 8 anos e como é agora.

estas melhorias têm a ver com o meu desempenho? sem dúvida que sim. mas há coisas que não se esquecem. não posso esquecer que trabalhei numa coisa que adorava, que tinha uns horários flexíveis até dizer basta, que tinha um ordenado bestial, que andava de chinelos e calções de Abril até Outubro, que tinha vista para o mar, que tinha carro, que tinha um porradão de coisas porreiraças.

no dia 3 do 3 saí dessa empresa. senti que tinha sido o primeiro dia do resto da minha vida. pela primeira vez tive necessidade de ser crescidinho. de pensar que tenho uma família, de pensar que tenho uma filha para sustentar. atenção, não que não tivesse pensado antes, mas no dia 3 senti esse peso nas costas.

ok, vou para um trabalho muito mais aliciante; vou trabalhar com uma das 5 mulheres mais fantásticas que já conheci em toda a minha vida (eu tenho uma sorte bestial em só ter trabalhado com gente incrível), uma craque dos diabos, uma senhora que me trata como se seu filho fosse; vou trabalhar numa área em que sei que me vou dar bem, em que sei que vamos ter sucesso - vamos, não vamos, madrinha? -; sei que vou ter mais responsabilidades, vou ter mais privilégios, vou ganhar mais dinheiro, etc. e é sabendo isto tudo, é sabendo que estas coisas estão à minha espera, que tenho todo o consolo do mundo.

mas gaita, enquanto não passar esta porcaria desta fase não se metam à minha frente que isto custa muito. olha, olha, apanham-me num dia bom, apanham!

desviem-se, ok?

quinta-feira, março 02, 2006

É um par de lostras a cada um e pianinho, ok?

ó zé, sabes a que conclusão eu chego cada vez mais? que por mais que cresçamos, seremos sempre aqueles meninos que jogavam à lerpa ao carolo; que faziam concursos de cultura geral com prémios como o mapa da jugoslávia (antes da guerra) ou um transferidor; que andavam de carrinhos de esferas nas traseiras da Mira Fernandes; que faziam pistas de f1 em cartolina onde se aldrabava o nome do piloto vencedor para que na lápide constasse "1º grande prémio vencido por Nélson Piquet" e não o Keke Rosberg ou o Carlos Reutmann ou, muito menos, o Alan Jones; que iam para o túnel da bruxa; que ficavam na ponte de chelas com o comboio a passar; que iam para a piscina da Penha; que pézavam (não, não tem nada a ver com o Peseiro. não tentem saber, ok?); que iam para o bar do justo; que faziam concursos de planespotting; que andavam pelas escadas dos prédios novos a procurar jornais com fotos do Piquet; que chamavam "Inaut love" ao code of love dos spandau ballet; que jogavam pekei; que lavavam os sapatos cheios de lama na casa de banho da vitoriana, etc...

se calhar até devíamos crescer, de vez em quando, um bocadinho. mas tenho andado cá c'uma preguiça!...

se calhar é melhor deixar estar isto como está, não achas?

amo-te, meu cabrãozinho de merda. percebes? amo-te, pá!

domingo, fevereiro 26, 2006

O que tu queres sei eu bem...

Um abraço e um beijinho especial para os meus amigos Pinto e Hélder, que no espaço de 5 dias, viram o seu clube ganhar aos dois últimos campeões europeus.

quinta-feira, fevereiro 23, 2006

Agarradinhos



Quando a minha filha não quer comer, tomar banho ou vestir-se, dou-lhe pouca importância. Normalmente, tento fazer com que nessas birras não bata com a cabeça nas paredes (sim a loucura chega a tanto), obrigo-a a comer ou a vestir-se, depois pego-lhe ao colo, abraço-a muito juntinho a mim e para atenuar a sua dor, canto-lhe canções como esta:

Tentou contra a existência do humilde barracão
A Cuca* de tal por causa de um tal João
Depois de medicada, retirou-se pro seu lar
Aí a notícia carece de exactidão
O lar não mais existe, ninguém volta ao que acabou
A Cuca* é mais uma mulata triste que errou
Errou na dose
Errou no amor
A Cuca* errou de João
Ninguém notou
Ninguém morou
Na dor que era o seu mal
A dor da gente não sai no jornal.

e ela lá se acalma.

* Joana, no original. Cuca é um dos nomes como a minha filha é tratada cá em casa.
Atente-se na fotografia, a uma "poça" de baba no meu ombro, com um carreirinho a escorrer omoplata abaixo.

quarta-feira, fevereiro 22, 2006

Piscina de fígado

Então agora não se vê ninguém a dizer que o Benfica só ganhou ontem porque o Liverpool não jogou um caracol? Ou porque não fez um ataque de jeito? Ou porque nem sequer o Moretto fez uma defesa digna de nome?

Se estou a menosprezar a vitória do Benfica? Não, não vão por aí. Eu estou é farto que se menosprezem vitórias, sejam elas à rasca, à rasquinha ou mesmo folgadas. Ganharam e pronto. Os cámónes que se aguentem à bronca!

(pré-comentário a possíveis comentários: não, isto não é ironia nenhuma e não, não estava a torcer pelo Liverpool. eu fico é em broa quando ouço dizer que o Benfica - neste exemplo - só passou a fase de grupos porque apanhou um fraco Manchester ou um acessível Lille. acho uma estupidez dos diabos. é que o que eu acho que se devia, eventualmente - atenção a este advérbio, ok? - escrever é que o Benfica ganhou, apesar de ter apanhado um fraco isto ou um fraco aquilo. mainada!)

Crash, Boom, Bang!



Na escola preparatória, umas das brincadeiras favoritas que eu tinha com o Zé, o Dias e a Ana Maria (a maria-rapaz do grupo) era reinar à pedrada. Calma, não é nada disso que estão a pensar, era uma coisa tão simples e inocente (?) como colocar um gajo num extremo de recreio a mander pedras e calhaus a um outro que estivesse no extremo oposto. Uma brincadeira lindíssima, instrutiva, pedagógica e saudável.

Ora, tive um colega que um dia perguntou se podia brincar connosco, era o Vítor Maneta (isto é mesmo nome, não era alcunha). Tudo bem, dissemos nós, vais para o lado de lá e mandas pedras à gente. Quando ele então perguntou se a ideia era acertar na gente, nós, habituados à fraca calibragem dos nossos braços, dissemos ingenuamente que sim.

Ora o Maneta foi o gajo com a melhor pontaria que eu já presenciei em toda a minha vida. Na primeira tentativa gritou para mim, "ó Jaime, vou mandar-te uma pedrada à cara". E pronto, fiquei ali parado, a uns bons 20 metros dele à espera da dita cuja, para posteriormente me desviar.

Meus amigos, eu só me lembro de ver a gaja, a uns 5 metros de mim, numa velocidade do caraças, e no instante seguinte, senti-la a bater-me nas trombas. Ahhhhhhhhhiiiiiiiiiiiiiiiiiii!!!!

Pergunta-me ele "então não era para acertar?". Eh pá, ó Maneta, era. Mas não sabíamos que conseguias assim com tanta calma, fónix!

Lembrei-me disto ontem quando vi o filme Crash. A única coisa que eu consigo dizer, é que o filme é uma pedrada nas trombas. Pimba!!!!

Não é à toa que foi escrito, adaptado e dirigido pelo Paul Higgis. Um senhor que se lembrou também de escrever o Million Dollar Baby e um porradão de argumentos para episódios da Thirtysomething (também foi um dos criadores do Walker - o Ranger do Texas, mas isso agora não interessa nada!)

Foi o mais fantástico filme que eu vi desde, sei lá, talvez o Heat. Ou o Traffic. Ou o As coisas que nunca te disse. Ou a Cidade de Deus. Ou O Jogo. Ou pronto, não interessa, é um filme "de caralho p'ra cima, prontos!"

Minha amiga Lénia, um avisozinho, se a ideia é continuares a recomendar-me filmes e músicas com que eu depois me apaixono perdidamente, podes tirar o cavalinho da chuva. Não me consegues por a gostar dos Radiohead nem dos tais que não chegaram a ser, ok? (ai que eu ainda mordo a língua, ai, ai!)

terça-feira, fevereiro 21, 2006

Olha lá o granel, pessoal!



Quando fui a Barcelona a primeira coisa que fiz foi perguntar, a quem já lá tinha estado, onde é que se podia acampar num sítio bom e barato. Todas essas questões foram feitas ao meu querido Monteirinho que, tudo muito bem e tal, muito prontamente, me indicou um parque de campismo porreiraço.

- E olha lá, ó Monteiro, e isso fica para que sítio, lembras-te?
- Eh pá, ó Pedrito, é lá para os lados do aeroporto.

Muito bem, pensei eu, lá para os lados do aeroporto, significa também que, em princípio, será fácil de encontrar. Vai-se até ao cais de chegadas e pergunta-se aos fogareiros catalães como é que se vai para lá.

A verdade é que a frase "é lá para os lados do aeroporto", não significava que o referido parque se localizava nas proximidades do aeroporto. Vim então a saber que a minha habitação nos 6 ou 7 dias seguintes, seria montada aí a uns 50 metros do local onde aterravam os aviões. Ora, para um casal que fazia a sua primeira lua-de-mel, estávamos então perante uma situação idílica e o mais romântica possível: acordávamos às 6h30 com o voo da Alitália sei lá para onde e adormecíamos, lá para as 2 da noite, depois da chegada da aerogare da Ibéria.

Um mimo, uma coisa do best.

Já para não falar da tenda que era uma grande merda e estava velhíssima. Dumas chuvadas torrenciais que caíram nas duas primeiras noites, na água que entrava na tenda e que nos deixava uns meros 37 cms quadrados de área seca para dormirmos. E das inúmeras vezes que gritei: eu mato o cabrão do Monteiro, fodaaaaaaaaaaaaa-se!

Lembrei-me disso quando hoje recebi um mail com fotos da casa do John Travolta. O dito senhor tem uma pista de aterragem dentro da sua propriedade - uma situação bem pior que a de Bracelona, onde sempre havia uns 50 metros a separar-nos da coisa, não é? - e estaciona os aviões (ter escrito esta palavra no plural, não é nenhum erro, ok? são mesmo vários) mesmo ao lado da casa.



Tudo bem, que um gajo deixa de ter filas nos check-in's, não é? Mas, consegue-se aguentar aquele vasqueiro todo?

segunda-feira, fevereiro 20, 2006

Slows

Não me venham com coisas, slows são sempre slows. Para adormecer não há nada melhor. A minha filha que o diga. Não há noite que não adormeça com um ou outro cd, cheio de grandes baladonas.

sexta-feira, fevereiro 17, 2006

Rock and rooooooooooollllllll

Ouço na rádio que os bilhetes para o concerto dos U2 no Brasil esgotaram em menos de nada. Foi rapidinho. O estádio leva 70.000 espectadores e, calculam os elementos da organização, cerca de 100.000 pessoas ficaram nas filas sem terem conseguido comprar bilhete algum. Impressionante, não é?

Mais impressionante ainda é o facto de o bilhete mais barato custar na ordem dos 16 contos. Meus amigos, nem queiram saber o quanto valem e custam a ganhar para os brasileiros, esses tais 16 contos. Fico siderado.

Por outro lado, os Rolling Stones vão dar amanhã em Copacabana um concerto gratuito.

E eu aqui, mais uma vez no lado errado do Atlântico.

terça-feira, fevereiro 14, 2006

Manias

Eu não tenho muita paciência para aquelas correntes dos blogs tipo, as 4 nuvens mais bonitas que já viste, ou a 3 costeletas de porco mais bem temperadas de sempre ou as 5 travagens bruscas mais longas, etc.

Mas quando o pedido é feito pelo Cruxe não consigo recusar. Por isso cá vai.
Vamos lá ver então, 5 manias, hábitos muito pessoais, ou coisas que tais:

1. Mapas
Sou fanático por mapas. Desde muito pequeno. Com 5, 6 anos, por causa dum jogo de dominó em que tinhamos de encaixar as bandeiras de países em fotografias das respectivas capitais, já sabia dizer uma boa quantidade de capitais mundiais. Mesmo aquelas mais difíceis como Haia (em vez de Amesterdão), Camberra (em vez de Sidney) ou, sei lá, Bona (em vez de Berlim). Depois vieram os mapas - tinham de ser de todos os continentes, não bastava um simples planisfério - depois os atlas, depois as enciclopédias geográficas, etc. A coisa chegou ao ponto de no 9º ano ter chumbado aí com umas 6 ou 7 negativas, um 3 - se calhar a Ed. Física - e um 5 a Geografia. Não queiram saber a catrefada de tralha que tenho lá por casa: guias, mapas, livros de viagens, recortes de revistas, etc. O Google Earth é portanto o meu santo graal.

2. Percursos turísticos
Ok, vem no seguimento da anterior, quando os meus amigos querem ir ao estrangeiro, faço-lhes uns percursos turísticos. E sou meticuloso. Muito. Adiciono fotos aéreas, preços, marco hotéis, peço os nomes dos gajos das recepções dos hotéis, etc. Não que já tenha visitado muita coisa. Nada disso. Mas eles aproveitam-se do meu gosto pela coisa e até para sítios onde não estive lhes faço rotas. É óbvio que quando regressam, obrigo-os a trazerem mapas dos sítios onde estiveram. Quer tenha sido do Feijó, de Tenerife ou das Maldivas.

3. Unhas
Odeio assitir a pessoas a cortar as unhas. Odeio cortar unhas perto e à vista de outras pessoas. Odeio unhas grandes e pintadas. Odeio.

4. Pés
Uma mulher com pés bonitos é meio caminho andado. Para quase tudo.

5. Perfumes
Gosto de perfumes, quanto mais antigos melhor. Se vou a uma casa-de-banho que tenha frascos de perfumes, cheiro-os a todos. Adoro sentir as diferenças: os mais fortes, os mais suaves, os mais frescos, etc.
E cada vez que vou ao supermercado, vou ao Jovan Musk Oil (um perfume usado por metade das pessoas da minha geração) só para me lembrar daqueles tempos.

6. Tratar os empregados de mesa por Sr. Jorge.
Quando tinha aí uns 13 ou 14 anos, o pessoal lá do Rainha tinha por hábito, durante os intervalos, ir beber ginginhas para a taberna da esquina. Ok, éramos parvos, concordo. Começámos por ir dois ou três e, passados uns dias, já éramos para cima de 20. Chegou uma altura em que o taberneiro não nos deixava entrar todos ao mesmo tempo. Era aos molhos de 5, para assim dar tempo de lavar os copos e passar um pano pelo balcão. Para nos armarmos em valentes, batíamos a palma da mão no balcão de mármore (lembras-te, senhor engenheiro Pedro Quadros?) e dizíamos para o filho do taberneiro: ó Jorge, bate aí 5, pá! Bem aviadas, óvistes? (volto a dizer que éramos parvos).

Continuo até agora a chamar Jorge ou sr. Jorge - conforme a idade - os empregados da restauração. E sim, eu continuo parvo.

Desculpa lá, ó Cruxe, mas não passo esta merda a mais ninguém.

quinta-feira, fevereiro 09, 2006

Strange love *



Eu, no fundo, sou é um insatisfeito dos diabos com o raio dos concertos. Nunca, mas nunca consigo sair satisfeito dum espectáculo musical. Ou é porque os gajos tocaram esta e não tocaram aquela, ou é porque o som estava marado, ou porque o baterista fez isto, enfim, tem de haver sempre algum grão na engrenagem.

Mas a coisa que mais me irrita é apaixonar-me por um disco ao vivo e depois, quando vejo essa banda em palco, esperar sempre que toquem da mesma forma que eu as ouvi lá na aparelhagem de casa.

Por isso eu quis que os U2 se tivessem parecido com o Under a blood red sky ou com o Live Aid; que os Depeche Mode - em 1993 - se tivessem parecido com o concerto da Pasadena; os Rolling Stones - em 1990 - tivessem tocado da mesma forma que no Still Life ou, pelo menos, como no Love you Live; que o Thunder Road do Springsteen soasse igual ao do Live 75-85; etc, etc, etc.

Mas pronto, tudo bem, como disse uma amiga minha, "seria pior, se não os chegássemos a ver". E, mais tarde, acabo por reconhecer que foram momentos do caneco.

Isto vem a propósito do concerto de ontem. Eu quis deixar passar propositadamente 24 horas, antes de estar aqui a cagar postas-de-pescada. Eu acho que foi um grande concerto. O som esteve, na maior parte do tempo muito bom; o pessoal correspondeu muito bem; o Martin Gore mostrou que também sabe cantar daquela forma à António e os Filhos do João (blhagr!); o Dave Gahan é o melhor frontman (isto não quer dizer "melhor vocalista", ok?) das bandas lá do meu tempo, consegue agradar a gajos e gajas (o que não é para todos) apesar de usar botins de tacão alto à lá sr. Almeida do Bes de Paço de Arcos (quem conhecer a peça, sabe o que isto quer dizer); duma vez por todas, eu tenho é de me mentalizar que os Depeche Mode são como duas bandas: pré e pós Violator.

Ontem as canções que foram tocadas, do Violator inclusive para trás, bateram aos pontos as dos quatro discos seguintes (é verdade que deste último grupo, deixaram alguns trunfos no bolso: Condemnation, Judas, Free love, coisas que podiam puxar para os coros de multidão). E não há nada a fazer contra isso, não é?

Resumindo e concluindo: foi muito, mas muito melhor que o concerto de Alvalade; em Julho lá estaremos outra vez e venham os Eagles, os Stones (uma vez por ano, pelo menos) e o George Michael para então poder morrer em paz.

* Esta escapou-se-lhes, não foi miúda?

Ingalzinhas




Quem conhece a minha filha sabe bem que é a cara chapada da mãe. Quem conheceu a mãe quando era bebé, diz que as semelhanças são arrepiantes.

Vejam este vídeo e tirem as vossas próprias conclusões.

Dizem os entendidos: o paizinho não passou por ela!

quarta-feira, fevereiro 08, 2006

Good evening Pasadeeeeeeeeenaaaaaa

Esta vai ser a melhor música que eu logo não vou de certeza ouvir:

I’m not going down on my knees,
Begging you to adore me
Can’t you see it’s misery
And torture for me
When I’m misunderstood
Try as hard as you can, I’ve tried as hard as I could
To make you see
How important it is for me

Here is a plea
From my heart to you
Nobody knows me
As well as you do
You know how hard it is for me
To shake the disease
That takes hold of my tongue
In situations like these

Understand me

Some people have to be
Permanently together
Lovers devoted to
Each other forever
Now I’ve got things to do
And I’ve said before that I know you have too
When I’m not there
In spirit I’ll be there

Here is a plea
From my heart to you
Nobody knows me
As well as you do
You know how hard it is for me
To shake the disease
That takes hold of my tongue
In situations like these

Understand me

Ajudem-me por favor



Já não bastava ter isto em cima da mesinha de cabeceira, a minha mulher lembrou-se agora de andar a ler o último livro da Clara Pinto Correia. Pior, disse-me esta manhã que estava a adorar. Que até já tinha passado a barreira mítica das primeiras 50 páginas (a minha bitola para saber se continuo a ler um livro ou o deito para o olho da rua) e já ía, feliz da vida, na 58.

E eu ando já desesperado pela net a tentar encontrar o site onde possa fazer download dos papéis para pedir o divórcio e, raio, não consigo encontrá-los em sítio nenhum.

De costas voltadas

Nos 10 primeiros minutos do jogo do Clube contra o Braga, o ataque esteve demolidor (só não esteve foi concretizador, mas isso já é outra coisa). Jogadas bonitas, passes porreiros, bolas ao ferro, etc.

Depois os parvos dos Superdragões decidiram deixar de estar de costas voltadas para o campo e deu no que deu.

Da próxima vez deixem-se estar. Ou melhor, vejam pela televisão ou ouçam o relato lá na telefonia dos vossos porsches. Mas não agoirem, ok?

domingo, fevereiro 05, 2006

Bota-abaixo

Enquanto fujo ao Herman a cavalo do meu comando televisivo, paro por instantes na RTPn. Estão dois senhores de copo de vinho na mão a falar sobre a respectiva pinga.

E as palavras que eles utilizam são tão engraçadas que eu às tantas perco-me, distraio-me e não sei se a conversa é sobre felácios - para os menos entendidos, é o chamado broche! - se sobre a pinga em si: frutado, duro, tem madeira, cresce bem na boca, grande, sabor a tinta da china, boa cor, ácido, morno, aroma de boca, fortificado, pouco espesso, aveludado, abocado, aberto, mole, pequeno, robusto, untoso, viscoso, longo.

Mas estes gajos estão a falar de pichotas ou é mesmo de vinho. É que para mim, o vinho só tem dois termos: "bebe-se!" ou "carrascão". Para mim, chega-me!

Herr Man

A meu ver, a Sic anda a desperdiçar o melhor trunfo possível para as suas manhãs ou até mesmo das suas tardes, estou a falar do Herman José. O Herman Sic deixou de ser um programa de variedades para o público de Domingo à noite, aquilo é actualmente um espectáculo para empregadas domésticas e reformados ávidos por um par de pernas mais torneadito que o habitual (sim, agora que deixaram de mostrar mamocas ao léu...).

Do visual do apresentador, nem comento, não vou por aí. E também já me cansei daquele discurso que nos tempos do Tal Canal é que aquilo era bom. A coisa é bem mais simples: o que me confrange nos programas do Herman é que os anteriores eram sempre, mas sempre melhores que os posteriores.

Pior ainda, o humor praticado é idêntico àquele que se vê nesses tais programas televisivos das manhãs e das tardes.

quinta-feira, fevereiro 02, 2006

Ó stôre, posso sair mais cedo?

Este governo continua com as suas tolices. Agora foi o Ministério da Educação. Então não é que o Gui Portões veio dar uma aula a meninos do secundário?

A minha pergunta é a seguinte: foi contratado em part-time ou foi ao abrigo dos mini-concursos?

Pois, pois, agora culpem a tal empresa de informática!

quarta-feira, fevereiro 01, 2006

Roberto Severo

Logo no primeiro jogo com a camisola dos girondinos o Beto marcou dois golos. Tenho duas dúvidas:

- aquilo é o Bourdeuax ou é o Real Madrid?

- os golos foram marcados a favor ou na própria baliza?

Las piedras rolantes

Domingo à noite, na Sport Tv, vai ser transmitido um concerto dos Rolling Stones.

Antes e depois do concerto, há uns gajos que vão andar atrás duma bola em forma de melão.

Touch down!

Ela está a chegar



... e não vem com ar de quem anda a fazer caipirinhas.