terça-feira, fevereiro 21, 2006

Olha lá o granel, pessoal!



Quando fui a Barcelona a primeira coisa que fiz foi perguntar, a quem já lá tinha estado, onde é que se podia acampar num sítio bom e barato. Todas essas questões foram feitas ao meu querido Monteirinho que, tudo muito bem e tal, muito prontamente, me indicou um parque de campismo porreiraço.

- E olha lá, ó Monteiro, e isso fica para que sítio, lembras-te?
- Eh pá, ó Pedrito, é lá para os lados do aeroporto.

Muito bem, pensei eu, lá para os lados do aeroporto, significa também que, em princípio, será fácil de encontrar. Vai-se até ao cais de chegadas e pergunta-se aos fogareiros catalães como é que se vai para lá.

A verdade é que a frase "é lá para os lados do aeroporto", não significava que o referido parque se localizava nas proximidades do aeroporto. Vim então a saber que a minha habitação nos 6 ou 7 dias seguintes, seria montada aí a uns 50 metros do local onde aterravam os aviões. Ora, para um casal que fazia a sua primeira lua-de-mel, estávamos então perante uma situação idílica e o mais romântica possível: acordávamos às 6h30 com o voo da Alitália sei lá para onde e adormecíamos, lá para as 2 da noite, depois da chegada da aerogare da Ibéria.

Um mimo, uma coisa do best.

Já para não falar da tenda que era uma grande merda e estava velhíssima. Dumas chuvadas torrenciais que caíram nas duas primeiras noites, na água que entrava na tenda e que nos deixava uns meros 37 cms quadrados de área seca para dormirmos. E das inúmeras vezes que gritei: eu mato o cabrão do Monteiro, fodaaaaaaaaaaaaa-se!

Lembrei-me disso quando hoje recebi um mail com fotos da casa do John Travolta. O dito senhor tem uma pista de aterragem dentro da sua propriedade - uma situação bem pior que a de Bracelona, onde sempre havia uns 50 metros a separar-nos da coisa, não é? - e estaciona os aviões (ter escrito esta palavra no plural, não é nenhum erro, ok? são mesmo vários) mesmo ao lado da casa.



Tudo bem, que um gajo deixa de ter filas nos check-in's, não é? Mas, consegue-se aguentar aquele vasqueiro todo?

segunda-feira, fevereiro 20, 2006

Slows

Não me venham com coisas, slows são sempre slows. Para adormecer não há nada melhor. A minha filha que o diga. Não há noite que não adormeça com um ou outro cd, cheio de grandes baladonas.

sexta-feira, fevereiro 17, 2006

Rock and rooooooooooollllllll

Ouço na rádio que os bilhetes para o concerto dos U2 no Brasil esgotaram em menos de nada. Foi rapidinho. O estádio leva 70.000 espectadores e, calculam os elementos da organização, cerca de 100.000 pessoas ficaram nas filas sem terem conseguido comprar bilhete algum. Impressionante, não é?

Mais impressionante ainda é o facto de o bilhete mais barato custar na ordem dos 16 contos. Meus amigos, nem queiram saber o quanto valem e custam a ganhar para os brasileiros, esses tais 16 contos. Fico siderado.

Por outro lado, os Rolling Stones vão dar amanhã em Copacabana um concerto gratuito.

E eu aqui, mais uma vez no lado errado do Atlântico.

terça-feira, fevereiro 14, 2006

Manias

Eu não tenho muita paciência para aquelas correntes dos blogs tipo, as 4 nuvens mais bonitas que já viste, ou a 3 costeletas de porco mais bem temperadas de sempre ou as 5 travagens bruscas mais longas, etc.

Mas quando o pedido é feito pelo Cruxe não consigo recusar. Por isso cá vai.
Vamos lá ver então, 5 manias, hábitos muito pessoais, ou coisas que tais:

1. Mapas
Sou fanático por mapas. Desde muito pequeno. Com 5, 6 anos, por causa dum jogo de dominó em que tinhamos de encaixar as bandeiras de países em fotografias das respectivas capitais, já sabia dizer uma boa quantidade de capitais mundiais. Mesmo aquelas mais difíceis como Haia (em vez de Amesterdão), Camberra (em vez de Sidney) ou, sei lá, Bona (em vez de Berlim). Depois vieram os mapas - tinham de ser de todos os continentes, não bastava um simples planisfério - depois os atlas, depois as enciclopédias geográficas, etc. A coisa chegou ao ponto de no 9º ano ter chumbado aí com umas 6 ou 7 negativas, um 3 - se calhar a Ed. Física - e um 5 a Geografia. Não queiram saber a catrefada de tralha que tenho lá por casa: guias, mapas, livros de viagens, recortes de revistas, etc. O Google Earth é portanto o meu santo graal.

2. Percursos turísticos
Ok, vem no seguimento da anterior, quando os meus amigos querem ir ao estrangeiro, faço-lhes uns percursos turísticos. E sou meticuloso. Muito. Adiciono fotos aéreas, preços, marco hotéis, peço os nomes dos gajos das recepções dos hotéis, etc. Não que já tenha visitado muita coisa. Nada disso. Mas eles aproveitam-se do meu gosto pela coisa e até para sítios onde não estive lhes faço rotas. É óbvio que quando regressam, obrigo-os a trazerem mapas dos sítios onde estiveram. Quer tenha sido do Feijó, de Tenerife ou das Maldivas.

3. Unhas
Odeio assitir a pessoas a cortar as unhas. Odeio cortar unhas perto e à vista de outras pessoas. Odeio unhas grandes e pintadas. Odeio.

4. Pés
Uma mulher com pés bonitos é meio caminho andado. Para quase tudo.

5. Perfumes
Gosto de perfumes, quanto mais antigos melhor. Se vou a uma casa-de-banho que tenha frascos de perfumes, cheiro-os a todos. Adoro sentir as diferenças: os mais fortes, os mais suaves, os mais frescos, etc.
E cada vez que vou ao supermercado, vou ao Jovan Musk Oil (um perfume usado por metade das pessoas da minha geração) só para me lembrar daqueles tempos.

6. Tratar os empregados de mesa por Sr. Jorge.
Quando tinha aí uns 13 ou 14 anos, o pessoal lá do Rainha tinha por hábito, durante os intervalos, ir beber ginginhas para a taberna da esquina. Ok, éramos parvos, concordo. Começámos por ir dois ou três e, passados uns dias, já éramos para cima de 20. Chegou uma altura em que o taberneiro não nos deixava entrar todos ao mesmo tempo. Era aos molhos de 5, para assim dar tempo de lavar os copos e passar um pano pelo balcão. Para nos armarmos em valentes, batíamos a palma da mão no balcão de mármore (lembras-te, senhor engenheiro Pedro Quadros?) e dizíamos para o filho do taberneiro: ó Jorge, bate aí 5, pá! Bem aviadas, óvistes? (volto a dizer que éramos parvos).

Continuo até agora a chamar Jorge ou sr. Jorge - conforme a idade - os empregados da restauração. E sim, eu continuo parvo.

Desculpa lá, ó Cruxe, mas não passo esta merda a mais ninguém.

quinta-feira, fevereiro 09, 2006

Strange love *



Eu, no fundo, sou é um insatisfeito dos diabos com o raio dos concertos. Nunca, mas nunca consigo sair satisfeito dum espectáculo musical. Ou é porque os gajos tocaram esta e não tocaram aquela, ou é porque o som estava marado, ou porque o baterista fez isto, enfim, tem de haver sempre algum grão na engrenagem.

Mas a coisa que mais me irrita é apaixonar-me por um disco ao vivo e depois, quando vejo essa banda em palco, esperar sempre que toquem da mesma forma que eu as ouvi lá na aparelhagem de casa.

Por isso eu quis que os U2 se tivessem parecido com o Under a blood red sky ou com o Live Aid; que os Depeche Mode - em 1993 - se tivessem parecido com o concerto da Pasadena; os Rolling Stones - em 1990 - tivessem tocado da mesma forma que no Still Life ou, pelo menos, como no Love you Live; que o Thunder Road do Springsteen soasse igual ao do Live 75-85; etc, etc, etc.

Mas pronto, tudo bem, como disse uma amiga minha, "seria pior, se não os chegássemos a ver". E, mais tarde, acabo por reconhecer que foram momentos do caneco.

Isto vem a propósito do concerto de ontem. Eu quis deixar passar propositadamente 24 horas, antes de estar aqui a cagar postas-de-pescada. Eu acho que foi um grande concerto. O som esteve, na maior parte do tempo muito bom; o pessoal correspondeu muito bem; o Martin Gore mostrou que também sabe cantar daquela forma à António e os Filhos do João (blhagr!); o Dave Gahan é o melhor frontman (isto não quer dizer "melhor vocalista", ok?) das bandas lá do meu tempo, consegue agradar a gajos e gajas (o que não é para todos) apesar de usar botins de tacão alto à lá sr. Almeida do Bes de Paço de Arcos (quem conhecer a peça, sabe o que isto quer dizer); duma vez por todas, eu tenho é de me mentalizar que os Depeche Mode são como duas bandas: pré e pós Violator.

Ontem as canções que foram tocadas, do Violator inclusive para trás, bateram aos pontos as dos quatro discos seguintes (é verdade que deste último grupo, deixaram alguns trunfos no bolso: Condemnation, Judas, Free love, coisas que podiam puxar para os coros de multidão). E não há nada a fazer contra isso, não é?

Resumindo e concluindo: foi muito, mas muito melhor que o concerto de Alvalade; em Julho lá estaremos outra vez e venham os Eagles, os Stones (uma vez por ano, pelo menos) e o George Michael para então poder morrer em paz.

* Esta escapou-se-lhes, não foi miúda?

Ingalzinhas




Quem conhece a minha filha sabe bem que é a cara chapada da mãe. Quem conheceu a mãe quando era bebé, diz que as semelhanças são arrepiantes.

Vejam este vídeo e tirem as vossas próprias conclusões.

Dizem os entendidos: o paizinho não passou por ela!

quarta-feira, fevereiro 08, 2006

Good evening Pasadeeeeeeeeenaaaaaa

Esta vai ser a melhor música que eu logo não vou de certeza ouvir:

I’m not going down on my knees,
Begging you to adore me
Can’t you see it’s misery
And torture for me
When I’m misunderstood
Try as hard as you can, I’ve tried as hard as I could
To make you see
How important it is for me

Here is a plea
From my heart to you
Nobody knows me
As well as you do
You know how hard it is for me
To shake the disease
That takes hold of my tongue
In situations like these

Understand me

Some people have to be
Permanently together
Lovers devoted to
Each other forever
Now I’ve got things to do
And I’ve said before that I know you have too
When I’m not there
In spirit I’ll be there

Here is a plea
From my heart to you
Nobody knows me
As well as you do
You know how hard it is for me
To shake the disease
That takes hold of my tongue
In situations like these

Understand me

Ajudem-me por favor



Já não bastava ter isto em cima da mesinha de cabeceira, a minha mulher lembrou-se agora de andar a ler o último livro da Clara Pinto Correia. Pior, disse-me esta manhã que estava a adorar. Que até já tinha passado a barreira mítica das primeiras 50 páginas (a minha bitola para saber se continuo a ler um livro ou o deito para o olho da rua) e já ía, feliz da vida, na 58.

E eu ando já desesperado pela net a tentar encontrar o site onde possa fazer download dos papéis para pedir o divórcio e, raio, não consigo encontrá-los em sítio nenhum.

De costas voltadas

Nos 10 primeiros minutos do jogo do Clube contra o Braga, o ataque esteve demolidor (só não esteve foi concretizador, mas isso já é outra coisa). Jogadas bonitas, passes porreiros, bolas ao ferro, etc.

Depois os parvos dos Superdragões decidiram deixar de estar de costas voltadas para o campo e deu no que deu.

Da próxima vez deixem-se estar. Ou melhor, vejam pela televisão ou ouçam o relato lá na telefonia dos vossos porsches. Mas não agoirem, ok?

domingo, fevereiro 05, 2006

Bota-abaixo

Enquanto fujo ao Herman a cavalo do meu comando televisivo, paro por instantes na RTPn. Estão dois senhores de copo de vinho na mão a falar sobre a respectiva pinga.

E as palavras que eles utilizam são tão engraçadas que eu às tantas perco-me, distraio-me e não sei se a conversa é sobre felácios - para os menos entendidos, é o chamado broche! - se sobre a pinga em si: frutado, duro, tem madeira, cresce bem na boca, grande, sabor a tinta da china, boa cor, ácido, morno, aroma de boca, fortificado, pouco espesso, aveludado, abocado, aberto, mole, pequeno, robusto, untoso, viscoso, longo.

Mas estes gajos estão a falar de pichotas ou é mesmo de vinho. É que para mim, o vinho só tem dois termos: "bebe-se!" ou "carrascão". Para mim, chega-me!

Herr Man

A meu ver, a Sic anda a desperdiçar o melhor trunfo possível para as suas manhãs ou até mesmo das suas tardes, estou a falar do Herman José. O Herman Sic deixou de ser um programa de variedades para o público de Domingo à noite, aquilo é actualmente um espectáculo para empregadas domésticas e reformados ávidos por um par de pernas mais torneadito que o habitual (sim, agora que deixaram de mostrar mamocas ao léu...).

Do visual do apresentador, nem comento, não vou por aí. E também já me cansei daquele discurso que nos tempos do Tal Canal é que aquilo era bom. A coisa é bem mais simples: o que me confrange nos programas do Herman é que os anteriores eram sempre, mas sempre melhores que os posteriores.

Pior ainda, o humor praticado é idêntico àquele que se vê nesses tais programas televisivos das manhãs e das tardes.

quinta-feira, fevereiro 02, 2006

Ó stôre, posso sair mais cedo?

Este governo continua com as suas tolices. Agora foi o Ministério da Educação. Então não é que o Gui Portões veio dar uma aula a meninos do secundário?

A minha pergunta é a seguinte: foi contratado em part-time ou foi ao abrigo dos mini-concursos?

Pois, pois, agora culpem a tal empresa de informática!

quarta-feira, fevereiro 01, 2006

Roberto Severo

Logo no primeiro jogo com a camisola dos girondinos o Beto marcou dois golos. Tenho duas dúvidas:

- aquilo é o Bourdeuax ou é o Real Madrid?

- os golos foram marcados a favor ou na própria baliza?

Las piedras rolantes

Domingo à noite, na Sport Tv, vai ser transmitido um concerto dos Rolling Stones.

Antes e depois do concerto, há uns gajos que vão andar atrás duma bola em forma de melão.

Touch down!

Ela está a chegar



... e não vem com ar de quem anda a fazer caipirinhas.

segunda-feira, janeiro 30, 2006

Mas é que é já pró olho da rua!

O carro do senhor Co foi violentamente vandalizado (desculpem a redundância) ontem à noite. Dizem as más línguas que eram adeptos do Clube descontentes com as exibições da equipa.

A pergunta que se impõe é a seguinte: como é que é, é desta que te vais embora ou vens agora dizer que tens seguro contra todos?

Fowl River

Eu juro que não volto a trocar um episódio dos Homens do Presidente por um jogo do Clube. Tenho coisas lá em casa a fazer depois da bola. É que se eles continuam a jogar assim tenho medo de adormecer e faltar às minhas obrigações.

Já a formiga tem catarro

Depois de ter metido a minha mulher a debitar posts, consegui convencer a minha filha a fazer o mesmo.

Vão lá espreitar e apreciem a vista lá de baixo.

quinta-feira, janeiro 26, 2006

Insultos



Gosto de insultos. Mas não de todos. Não acho piada a insultos fraquitos, condescendentes, que correm devagar, sem força, tipo água de bidé. Nah, gosto de coisas com pinta, com força, arrebatadoras, com ganas.

Conheço uma pessoa - que a foto ilustra (quer dizer, conheci-a um pouquinho mais velhinha, não é?) - que tem uma corrente de palavras que utiliza no insulto mais penetrante que eu já conheci. Foi criado quando a autora tinha 8 anos, era gira de morrer, a cara cheia de fantásticas sardas (adoro! calma, não são essas sardas, seus parvos. são sardas da cara) tinha um ar de peste mas na 5ª casa do Inferno (não pensem muito, é o topo de carreira das pestes) e era outorgado a quem se atravessasse no seu caminho.

Rezava assim (repito, isto é dito de seguida):
estúpido, parvo, cagalhoto, mal-cheiroso, idiota, anormal, cocó, xixi, diarreira, vomitado.

Mainada!

Nota do editor: o "vomitado" final, deixa-me sem reação.

terça-feira, janeiro 24, 2006

Fóde tu ó gôdo da méda!



Quando tinha aí uns 13 ou 14 anos, fazia parte daquele grupo de putos parvos (neste aspecto não tive grande evolução) que demoram imenso tempo a ir da escola a casa e que andam nos autocarros sempre a saltar de um lugar para o outro a aborrecerem os outros passageiros e a fazer um estardalhaço dos diabos.

Numa dessas viagens do autocarro 33, houve um puto da escola Eugénio dos Santos (um reles frequentador duma escola preparatória, comparado connosco que já andávamos no Liceu Rainha Dona Leonor) que começou a improvisar com o meu inseparável amiguinho Canina (onde é que andas, senhor engenheiro Pedro Quadros? Não sei de ti há mais de 20 anos) porque duas ou três miúdas lá da escola dele trataram de nos fazer olhinhos (adoro esta frase, fazer olhinhos).

Nós os dois, do alto dos nossos 13 anos (atenção que ambos juntos, não medíamos mais de 2,5 metros) dissemos lá para o gajo: "- ó paneleiro de merda, sais adonde?" Ao que ele, de baixo dos seus 11 anos (portanto, muito mas muito mais novo, apesar de ter mais um palmo de altura que qualquer um de nós), disse: "Na Estefânea". Replicámos, então: "Tás fodido. Vais apanhar tantos pensos nesses cornos que até andas a sete."

E assim fomos, a viagem inteira sempre naquele rame rame "ai vais ver vais" "não, tu é que vais ver", "isso pensas tu" e tal.

Quando saímos do autocarro, o meu amigo Canina, pousou a enooooooorme mochila e tunga, atira-se ao gajo e ali ficam enrolados aos puxões e aos encontrões. De fora, um outro gajo (eu, claro) incentivava-o com gritos parvos e estúpidos: "Vai, dá-lhe Canina, estás a ganhar, dá-lhe!"

Surge então em cena um dos passageiros do autocarro que agarra cada um deles por um braço e avisa "Vamos masé acabar com esta merda senão a coisa complica-se!". Apesar de afastados, os dois não se ficaram e continuavam a mandar uns infrutíferos e inconsequentes pontapés que acertavam sempre no ar. Às tantas o senhor não está com meias medidas. Espeta um par de lostras bem esgalhadas nas ventas de cada um e sentenciou: "Ai o caralho, vamos acabar com isto ou não?". As coisas acalmaram.

O gajo que estava de fora - eu, claro - desata-se a rir muito e em voz alta. O senhor então não esteve com parcimónias. "Ai estás-te a rir? Espera lá que eu já te dou o remédio para a tosse" e pimba! Em vez de uma colherzinha de xarope acabou por sair mais um par de estalos para a mesa do canto.

E lá fomos os três, Casal Ribeiro abaixo, com as faces quentinhas e vermelhas e com os olhos a chorar. Diz-me o meu amigo Canina:
- Estávamos a ganhar, não estávamos?
- Vai à merda que ainda me dói as trombas.

Lembro-me sempre desta história quando ouço o meu presidente, o Veiga e o Luís Filipe Vieira a trocarem bocas parvas: mas não há ninguém que se levante, que os segure por um braço e que dê um par de estalos valentes nas trombas daqueles três gajos? É que já enjoam. Parecem meninas (não querendo ofender a classe feminina, ok?).

Dasssssse!

Cámon, ólraiguete, iá fixe men.

Faz-me impressão a utilização abusiva de certos termos estrangeiros. Ou melhor fico lixado quando se utilizam termos estrangeiros para coisas que têm tradução, numa só palavra, em português.

Trabalho numa área onde se usa e abusa desses termos. Na maior parte dos casos, são usados para disfarçar algum provincianismo bacoco ou realçar a tentativa de abandono de algumas frustrações.

Mas não sou nenhum taliban, gaita. Aceito que as pessoas digam alguns desses termos, quando já se tornaram palavras do uso corrente ou quando são compreendidas pela maioria dos seus interlocutores. Ditas,
portanto, no meio próprio. Prefiro ouvir um "vou-te aí mostrar um novo layout" do que escutar, como já escutei um "deixei-te uma mensagem no teu correio de voz". Adiante.

Isto vem à baila porque ontem escutei o Director de Marketing duma das maiores instituições bancárias falar em milestones (houve pessoas que entenderam Baile dos Stones) e outros que tais. Já para não falar do facto de ter dito, no espaço de cerca de 10 minutos, cerca de 80 (parei de contar nos 58 e a coisa ainda não tinha chegado a meio) "a nível de".

Maravilha!

P.S.: Estou velho e decrépito. Assisti hoje de manhã a uma coisa que me impressionou. Por causa disso fiquei com vontade de escrever este post e acabei por não descrever a tal situação: numa acção de formação, houve um gajo que disse que tinha aceite aquele novo desafio - partir para um novo emprego - , pois sentia um certo desire laboral.

segunda-feira, janeiro 23, 2006

A quanto é que está o preço dos parafusos?



Chegou há pouco pelo correio o Extracto de Benefícios Médis relativo ao ano transacto. Estou banzado. Descobri que só em placas e parafusos tenho mais de 1.500 contos embutidos na coluna. Reparem, eu não disse 1.500 euros, estou a falar em contos.

O valor total da porra das duas operações, ascendeu a três mil e trezentos contos.

Posso dizer uma asneira? Posso? FOOOOOOOOODA-SE!!!!!!!!!!!!!!!!!

Se me sair o Euromilhões eu acho que vou mas é fazer uma clínica privada.

Começa bem

Estou contente com o Cavaco. A sua vitória (para o bem ou para o mal) fez-me esquecer as decepcionantes exibições que o meu clube anda a fazer.

Dou 3 semanas para passar para o segundo lugar.

Led Zeppelin



A minha banda do coração são os Rolling Stones. Ou melhor, é a banda que tem a maior quantidade de músicas que eu gosto.

No entanto, gosto mais das melhores musicas dos Led Zeppelin que das melhores dos Stones. E mais, não há nenhuma banda que tenha produzido as melhores poses de palco (e não só) de toda a história do roque enrole. A revista Mojo fez uma edição especial só com fotos destes gajos. E aquilo é sublime.

Não há nada mais espectacular e cool que ver o Robert Plant de calças justas, camisa curta, mão direita nas ancas (com o polegar virado para a frente e não para trás como as peixeiras), a esquerda a segurar o micro, peitaça emproada para a assistência e principalmente aquela guedelha loura, aquele monte de caracóis, aquelas estalactites em forma de cachos.

Para mim, se quisermos resumir o rock and roll, a coisa faz-se em 3 minutos e 34 segundos. É a duração da música Rock and Roll do Led Zeppelin IV de 1971.

Comícios

Morei trinta e tal anos perto de dois das maiores locais de comícios da década de 70 e 80: a Alameda e o Estádio da FNAT (ainda não lhe consigo chamar Inatel e, muito menos, 1º de Maio). Por essa razão, fui um espectador (e participante) atento desses espectáculos. Ou melhor, vamos lá ver as coisas, a malta ía habitualmente para a Alameda, ver as gajas que íam aos comícios do PSD que sempre teve as mulas mais boas de todo o espectro político. Abro aqui um parentesis para dar o meu voto de louvor aos comícios do CDS (ai aquela JC, meus amigos), mas como a quantidade era pouca, não consigo dar a mesma atenção que dou às laranjinhas.

Isto vem à baila porque na sexta-feira pude observar in loco, os participantes dos comícios deste século XXI. Meus amigos, a coisa é mais que evidente: já não há gajas boas nas missas do Cavaco.

Planeta Azul - SOS Oceanos

Por causa desta peça, não consigo deixar de cantar:

Barão, Tubarão
Coragem, então!
Devias não ter medo e ser capaz de proteger.
Barão, Tubarão
Coragem, então!
(e depois há aqui um verso que nunca mas nunca me lembro qual é. já para não falar do facto de trocar sempre "coragem então" por "coragem irmão", assim, muito ao estilo Gonçalvista do Prec).

Urnas

Duas ou três notas sobre a ida às urnas:

- os vencedores da noite foram, unicamente, o Cavaco e o Sócrates. o primeiro porque sim. o segundo porque sabia de antemão que mesmo apoiando o Mário Soares, este nunca conseguiria vencer as eleições (nem conseguiria chegar à 2ª volta); sabia também que se o apoio fosse para o candidato poeta, essa hipótese de ter o barbudo na segunda volta contra o Cavaco seria bem mais séria e, por fim, sabia que era preferivel ter o Cavaco em Belém do que o Manuel Alegre (a quem derrotou - é preciso recordar - nas eleições internas do partido).

- o score do Mário Soares é confrangedor. não esquecer que ficou mais próximo dos valores do Jerónimo de Sousa do que dos do Manuel Alegre. aqueles gritos "Soares é fixe, Soares é fixe, ..." antes, durante e no final do seu discurso, pareceram-se mais com um requiem do que com cânticos de incentivo e de regozijo. paz à sua alma política.

- faz-me impressão aquele discurso (desta vez de esquerda) dizendo que este ou aquele impediram a eleição de um candidato de esquerda. o povo já não vai (felizmente) nessas cantigas. o povo, espero eu, já percebeu que apesar de serem de esquerda, é diferente eleger o Mário Soares ou o Jerónimo de Sousa. é uma questão de estilo.

- faz-me impressão a falta de memória do povo, da comunicação social, de toda a gente. arrepiei-me quando vi aquela cambada de ex-ministros cavaquistas (principalmente os da última maioria), de copo e croquete na mão. uma turba de gente que eu esperava arredada destas coisas. será que vão aparecer de novo? uhhhhh!

- por falar em falta de memória, arrepia-me a hipótese, cada vez mais séria de ter o Guterres eleito Presidente da República daqui a 5 ou 10 anos.

- não considero o Manuel Alegre um dos vencedores da noite. mas vencedor de quê? alguém me pode dizer?

- só consigo encontrar uma coisinha de positivo na vitória do Cavaco: será o único que poderá travar aquele tique saloio e pato-bravista que às vezes dá nos socialistas. aquele tique do Sócrates em querer construir o TGV, por exemplo, é só comparável àqueles pseudo metrosexuais-design-fashion (que ele por mais que se esforce não consegue ser) que têm lá em casa um espremedor do Philippe Starck, mas têm o cesto da fruta com laranjas podres. por outro lado, quem julgue que o Cavaco vai ser o salvador da coisa, tire já o cavalinho da chuva.

- cheira-me, reparem, cheira-me - não tenho pois a certeza - que enquanto o Louçã for o big-chefe dos bloquistas estes nunca conseguirão ultrapassar os comunistas. por outro lado, enquanto o Jerónimo for o secretário-geral dos comunistas, estes nunca serão ultrapassados pelos bloquistas.

- não ligo muito para as candidaturas do Louçã e do Jerónimo de Sousa. aquilo é mais para consumo interno do que propriamente para a presidência da república. são uma espécie de jogos de pré-época que antecedem os campeonatos nacionais de futebol.

- o Garcia Pereira - certamente contando com o voto do Alfredo Pequito - conseguiu ter 23.650 votos. a minha pergunta é a seguinte: alguém conhece algum eleitor que tenha votado neste senhor? é que para mim este número é um mistério. mas eles estão aonde? é que isto ainda é um número considerável, não é? dá para encher o Atlântico e deixar um porradão de gente cá fora.

- não consigo considerar o Jorge Sampaio como tendo sido um bom presidente. um homem que permitiu que o Santana Lopes fosse primeiro-ministro sem ter ido a sufrágio, não merece a minha consideração. para mim faz parte daquele grupo de pessoas que votou no Lopes para a C.M.L. e que devem ter pensado "vá, vamos lá dar o benefício da dúvida ao rapaz". ó Jorginho, tu és o político não-britânico que melhor fala inglês, mas daí a teres sido um bom presidente, vai lá vai.

sexta-feira, janeiro 20, 2006

Palminhas

Ouço na telefonia do carro o Bairro do Amor do Jorge Palma. Sorrio e a minha memória recua vinte anos, até à altura em que andava nas primeiras filas dos concertos deste gajo. Sorrio novamente.

E sorrio por duas razões: por verificar que a utilização da frase "há 20 anos" já não diz respeito ao período relativo à minha meninice mas sim à minha chavalotice e por ver também que já passaram 20 anos desde que eu deixei de gostar deste gajo.

Já não há paciência para este tipo!

Eu é que sou o psidente da junta!

Estas eleições enebriam-me.

Eu estava convencido que a ideia era vencer as eleições. Mas não, nada disso. Quem as vai vencer já toda a gente sabe. E sabe-o há muito, mas mesmo muito tempo.

O que eu acho engraçado é ver pessoas a chatearem-se por saber quem fica em segundo lugar. Dois gajos que são amigos há mais de 40 anos (não estou a falar de 2 ou 3 anos, não é?) conseguem se zangar, não por causa de gajas - que é a única razão porque os homens se chateiam uns com os outros - mas só para tirar a limpo quem é que fica em segundo lugar, numa corrida onde só há prémio para o primeiro lugar.

Depois há também a luta pelo quarto lugar. Imagine-se, lutar-se pelo quarto lugar. Mas estes gajos pensam que têm acesso às competições europeias? Esta é mais ou menos a luta para saber quem é que é mais comunista. Ah e tal, eu fiquei em quarto lugar e tal. E o que dos dois perder, não vai fazer referência ao facto de ter ficado atrás do outro, vai é dizer que foi uma derrota da esquerda. Vale uma aposta?

E depois há o Garcia Pereira. O tal que em duas semanas mais que duplicou a sua percentagem nas previsões. E que ainda assim não consegue passar dos 0,5%. O que eu acho giro - prontos, acho, sei lá - é o gajo espernear-se, sob o tal manto daquela coisa e tal da democracia e mais o caneco, que não há igualdade de oportunidades e não sei mais o quê. Eu até acho que a comunicação social não dá mais exposição ao senhor, numa tentativa honrada de o defender. Assim, pronto, para não o expôr ao ridículo, tadinho. A propósito, o Alfredo Pequito votará nele?

quinta-feira, janeiro 19, 2006

Jorginho



Não tarda nada passo-me dos carretos e faço uma queixa à Tv Cabo.

Não sei se é da tv ou se é da box (não é das piratas, é legítima. agora, nos tempos que correm, é melhor deixar estas questões esclarecidas. estou habituado a ter um ou dois comments por post e, de um momento para o outro, passar a ter 10 ou 12, é muita areia para a minha camionete. não estou nada preparado para o estrelato e para a exposição pública) mas a verdade é que eu só consigo ver o Jorginho a jogar bem se tiver sintonizado o Canal Memória e a SportTv 2. Na TVI e na Sport Tv nunca joga nada.

Será do comando?

É só rir, é só rir



... e não se consegue parar.

Xá Ólin!



A alcunha da semana, do mês ou, quem sabe, de uma vida inteira: Shaolin!

Ter tomates!



Há amigos que amamos por serem carinhosos, outros por saberem fazer caquinha de sapateira, outros porque conhecem roulottes com bifanas espectaculares, outros porque põem à nossa disposição cama, roupa lavada e água fria, etc..

Eu amo o Hélder por isso tudo e também porque é a única pessoa do mundo que tem tomates para ir para a arena tourear vacas, não com aqueles fatinhos apaineleirados dos toureiros mas sim de camisa, calças de ganga e, imagine-se, de ténis VERMELHOS.

Olé!!!!!!!!!!!!

terça-feira, janeiro 17, 2006

Mes Mains Sur Tes Hanches

Odeio música francesa, odeio a cultura francesa, não tenho quase paciência nenhuma para a língua francesa. Mas por culpa do meu sogro (o original) e num quase conluio com a minha mulher, tenho passado os últimos dias a ouvir esta música:

Mes Mains Sur Tes Hanches
Sois pas fachée si je te chante les souvenirs de mes 15 ans
Ne boude pas si tu es absente de mes reveries d'adolescent
Ces amourettes insignifiantes ont preparé un grand amour
Et c'est pourquoi je te les chante et les presente tour à tour

Mais laisse mes mains sur tes hanches
Ne fais pas ses yeux furibonds
Oui tu l'auras ta revanche tu seras ma dernière chanson

Dans chaque fille que j'ai connue c'est un peu toi que je cherchais
Quand dans mes bras je t' ai tenue moi je tremblais je comprenais
Que tu est sortie d'une fable pour venir habiter mon rêve
Et ce serait bien regrettable que notre amour ainsi s'achève
Oui se serai bien regrettable que notre amour ainsi s'achève

Mais laisse mes mains sur tes hanches
Ne fais pas ses yeux furibonds
Oui tu l'auras ta revanche tu seras ma dernière chanson
Laisse mes mains sur tes hanches
Ne fais pas ses yeux furibonds
Oui tu l'auras ta revanche tu seras ma dernière chanson

La la la la la la la ...

A versão do Patrick Bruel com a Fanny Ardant é um mimo!

O prometido é de vidro!

Prometi a mim mesmo nunca, mas nunca mesmo, responder a um comment. Estou na net e por isso sei que, para o bem ou para o mal, estou de janela e porta aberta. Quem gostar pode sorrir, abanar com a cabeça afirmativamente ou deixar um comment a manifestar o seu agrado. Quem não gostar, paciência. Pode mandar com ovos podres, pode cagar e andar, pode simplesmente carregar naquela cruzinha vermelha do Windows que diz Fechar. Mas pode também deixar um comment.

Isto é uma espécie de jornal de parede, não é um entreposto de paleio. Por isso, nunca mas nunca mesmo interferirei nos comments que aqui são colocados.

Mas às vezes dá cá uma vontade....

segunda-feira, janeiro 16, 2006

Linksys


Há verdades que têm de ser ditas: os modem routers wireless da linksys são bestiais. E não faço esta afirmação tão veemente, por ser proprietário dum destes aparelhos. Não, digo isto porque tenho um vizinho que o é!

Que maravilha. A net ali a bombar sempre "à borliú".

Tenho os gajos da Clix a informarem-me, semana sim semana não, que a instalação da net lá em casa anda meio atrasada e tal... e eu ali com vontade de lhes dizer: deixem-se estar, pá. demorem o tempo que quiserem.

Ando com ganas de agradecer ao meu vizinho tão benéfica partilha. Mas, por mais que ele se disponha a mostrar-me fotos suas (diga-se de passagem, tens aquilo tudo mal catalogado, pá! Queres que pelo menos, endireite as fotos e tire os olhos vermelhos?), não o consigo identificar na rua nem no café.

Olha, meu caro vizinho, obrigado pelo Nero 7 Premium, estava mesmo a precisar disso. Já agora, se puderes, vai sacando mais umas coisas porreiras lá pelo Emule. E deixa-me dizer-te mais outra coisa: agora que tenho a mulher em casa a tratar duma filha enferma, é graças a ti que vou sabendo notícias da miuda, pelas comunicações que fazemos pelo MSN. Obrigado, meu querido.

Além disso, de vez em quando vou lá ver o que ele roubou e depois "peço-lhe emprestado". Não, não pensem que tenho problemas de consciência por isso. Ladrão que rouba ladrão tem 100 anos de perdão. Por isso, só lá para 2106 é que terei de me preocupar com a coisa.

Comentários

Quando entro no carro depois de ir ver a bola, gosto de sintonizar a RR ou a Antena 1 para ouvir os comentadores de serviço. Gosto de ouvir as suas opiniões e comparar com o que assisti ao vivo.

Ontem ouvi um tipo da rádio dar ênfase ao facto do Benfica,
depois da derrota do meu clube, só depender de si para ser campeão nacional. Com efeito a coisa não deixa de ser verdade. Mas relembro que há uma outra agremiação que também está nas mesmas condições. É aquele clube que está - por mais uma semanita, pelo menos - em primeiro lugar. Lembram-se?

Semedo

Volta e meia apareço por aqui a mandar umas bocas, ao português falado pelos jogadores e dirigentes da bola. (a propósito, o Paulo Bento também diz que não faz futrologia)

Desta vez venho fazer o contrário. O Semedo do Estrela da Amadora, além de ter feito uma joga do caraças, tem o dom de falar bem. Ou melhor, de não falar mal. Da mesma forma que há jogadores que são eleitos capitães da equipa, deveria haver outros que assumissem a função de porta-voz do grupo. Sempre que a comunicação social quisesse uma declaração, lá viria ele dizer qualquer coisa. Seria escolhido um que se portasse bem com os microfones e pronunciasse correctamente os presentes dos conjuntivos. No Estrela, esse jogador seria o Semedo.

Que miúdo do caraças!

Estrelinha da sorte

Ontem fui ver o meu clube. Alguns apontamentos:

- ir à bola com o meu pai é sempre um acontecimento. mesmo que tenha sido ele a ensinar-me o caminho para o estádio, liga-me antes de sair de casa a perguntar: achas que vá por onde? eu, com toda a calma do mundo, lá explico-lhe qual a melhor opção. enganou-se. entrámos já o porto perdia.

- o vítor baía é o melhor guarda-redes que já vi ao vivo. e seguramente o guarda-redes com mais classe de todos eles. até nos frangos mantém a postura. ou, como diz o outro, aquilo não foi frango nenhum. eu acho que foi!

- o marek não é defesa-esquerdo. quanto muito é um médio-esquerdo.

- o alan não sabe fazer centros.

- o hugo almeida, duma vez por todas, não pode ser o avançado-centro do meu clube. se realmente ele é uma promessa, então que nos venha bater à porta quando for uma certeza, ok? A gente depois deixa-te entrar, estás à vontade.

- cheira-me que há um complot qualquer entre o jorginho e o treinador. não entendo porque é que ele joga sempre. será que o co perde à sueca com os jogadores e por castigo é obrigado a convocá-lo?

- o coirato está ao nível de qualquer marisco. o coirato do campo do agualva continua a ser o filé mignon dos coiratos.

- não gosto de claques. nada mesmo!

- ver o meu clube, ali, ao vivo, mesmo quando ele perde, é muito melhor do que ser de outro qualquer que ganhe todos os jogos. é o meu clube e mainada. sou parvinho? sim!

À secção de desporto da Antena 3

Dá para ser um tiquinho mais imparciais?

Ando chateado

Falta menos de uma semana para as eleições e a caravana do Santana Lopes ainda não passou lá pelo meu bairro.

sexta-feira, janeiro 13, 2006

Perfume

Alguém me explica porque é que nos teatros cheira sempre a perfume e nos cinemas, não?

No D. Maria, há 17 anos, quando vi o Minetti (eu disse Minetti, ok?) cheirava a Lou-Lou; anos depois no CCB, para ver uma peça horrenda e comuna, cheirava a Amarige; aqui há dias no Gil Vicente em Cascais, com As obras completas de Shakespeare em não sei quantos minutos (eu disse minutos, ok?), cheirava a Knowing e ontem, no Tivoli, para ver O Divã (ganda texto, caraças), cheirava a Egöiste.

Mas é que mesmo com a sala vazia aquilo tem cheiro. Não entendo. Mas é boooom!

quarta-feira, janeiro 11, 2006

Jogas, mas só se eu quiser!

O Benfica, neste momento, faz-me lembrar os jogos de futebol de antigamente, lá da minha rua.

Quando éramos 10 gajos para jogar, a coisa andava na boa, ficavam 5 para cada lado e "bola ao ar, siga!". Mas quando vinha mais malta e tinham de ficar alguns de fora ali à espera, já era cabo dos trabalhos. "É pá, sai lá agora, é a minha vez, fónix!", "Porra já estás a jogar há bués, meu!".

No Benfica agora também é assim: enquanto os gajos eram poucos, andava tudo contente e tal e ninguém se chateava. Mas como agora já há mais malta para jogar, pronto, anda tudo a chatear-se. "Prontos, não quero brincar mais, quero ir-me embora e tudo."

Pedalada

Hélder, meu querido,

Tenho os parafusos das costas quase apertados à carne. Estou no ponto, pá. Sábado, aqui o ferrinhos fez duas aulas de RPM seguidas. Assim, sem tirar. Põe-te a pau comigo, ouviste?

Prepara uma cópia do teu atestado médico. Quando for o Challenge das 4 (ou 6) horas quero-te a pedalar ao meu lado.

Entretanto, já pedalaste com o cd 29? Tem das melhores sequências que já vi no RPM, pá. Topa só: Crazy do Seal, para começar a rasgar, os Body Rockers, para doer e depois para te estrafegar o Kryptonite dos 3 Doors Down. É um pedalão do caneco.

terça-feira, janeiro 10, 2006

Ajudem a Belinha

O César Peixoto lesionou-se a sério. Em princípio vai ter de ir novamente à faca e tem de ficar no estaleiro durante uns meses.

Aquilo depois vai dar engessamento da perna e tal, e o raio das dores que são fod...lixadas e tal.

Eu ainda não sei se vai ser bom para o Porto ou não. Agora sei que a menina Isabel, sua esposa, vai ter de andar a pão e água durante uns tempos (uns dias, pronto!). Por isso, se a virem com um ar mais triste do que o habitual (ou mais alegre, quem sabe?) não estranhem.

E se possivel, ajudem-na no que puderem.

domingo, janeiro 08, 2006

Engomadoria

Tenho sérias dificuldades em manter amizades com pessoas que afirmam gostar de passar a ferro. Equiparo-as às que, há uns 20 anos, me diziam que 3 meses de férias de Verão eram excessivas.

Ainda assim, dentro das que gostam de passar a ferro, não consigo entender as que vêm no acto de engomar uma camisa uma coisa prazeirosa.

Para essas só tenho um comentário a fazer: contactem-me através de email, tenho um porradão de coisas boas para vos proporcionar todas as semanas. Vá, mandem mails.

quinta-feira, janeiro 05, 2006

Futrologia

O Luís Filipe Vieira, a respeito de eventuais contratações para o Benfica, disse ontem que não fazia futrologia (sic).

A minha pergunta é a seguinte: o que é que o Paulo Futre (só se podia estar a referir a ele, não é?) tem a ver com isto? Alguém me consegue explicar?

terça-feira, janeiro 03, 2006

Antes Urso que Cocó!

A propósito deste post. A minha filha viu-me novamente sair do banho. Desta vez antecipei-me, apontei cá para baixo e perguntei-lhe:

- o que é isto, filha?
- Urso!

Está melhor, está melhor...

O homem por detrás da autoridade

É o D. Duarte que faz a voz do Senhor Lei do Noddy?

Contra Informação



Alguém ainda consegue (ou conseguiu) achar piada ao Contra-Informação? Vá lá, sinceramente, aquilo alguma vez teve piada?

Mal por mal, que venham os Parodiantes, não é?

E ainda falam mal dos Malucos do Riso....

segunda-feira, janeiro 02, 2006

Tens a certeza, filha?

A minha filha viu-me a sair do banho, apontou para a minha mangueira (Eh pá, não faça trocadilhos com a minha profissão) e disse: ulha, cocó!!

Piadas caseiras



E vai uma senhora e pergunta ao pai do Calado:
- Olhe, ó senhor Calado, o senhor não me pode vender meio quilo de cebolas, fáxavor??
- Lamento, minha senhora, mas não vendo meias cebolas, só inteiras.

Ai que não me estou a sentir muito bem!



Vejo pelas estatísticas que o FCP ainda não converteu nenhum penalti. É mentira. Foi daqui, deste local que a foto apensa ilustra, que a jogadora se levantou, dirigiu-se à mesa e, perante o olhar atónito dos presentes, mandou a baixo um penalti de Porto.

Temos gaja!

Eh pá, temos de mandar chamar o Fernando, o gajo está a abichanar.



Chinelos cor de laranja? Ó Hélder, tem lá paciência mas estás a abichanar, pá.

Tájaólhar pa donde, pá? Ai o caralh...!

Se a maior parte das conversas desenvolvidas no balneário após as aulas de ginástica, gravitam à volta do tema "tu viste bem a peida da gaja, pá? Porra..." ou do tema "nah, nada disso. cu bom tinha a gaja do canto. sim, senhor, essa é que era!", acho desde já que as fufas deviam tomar banho connosco e os maricas deviam tomar banho com elas.

Não é por nada, é que ficamos incomodados com certos olhares.

Nada como começar o ano em grande

É sabido que todos os iogurtes devem ser bem agitados antes de serem bebidos, pricipalmente os líquidos, Até aqui tudo bem. Evitem, no entanto, fazê-lo já com a tampinha aberta. Principalmente se for efectuado junto à secretária no vosso local de trabalho.

É que fica um cagaçal dos diabos.

Alguém tem por aí um paninho que me empreste?

P.S.: Estou mesmo a ficar xexé. No espaço de um ano, é já a segunda vez que isto me acontece. Da outra vez foi na cama, imagine-se. Oh merda...

sexta-feira, dezembro 30, 2005

- Olhe, guarde o saco que póde vir a sê pciso, tá a vêr?



Sala de aula da escolinha da minha filha. Cabide onde se penduram casacos, mochilas, etc. Penduro, hoje, também, um saco com fraldas suplentes para a minha filha. O saco que trouxe de casa é do Continente. No cabide ao lado, dum coleguinha da Beatriz, verifico que há também um saco com fraldas. Trouxeram-nas num saco da Hermés!

FOSGA-SE!!!!!

quinta-feira, dezembro 29, 2005

Patrocínios

Há patrocínios que sinceramente não entendo, juro!

Por exemplo, o Euromilhões patrocina o Lisboa-Dakar. Mas porquê? O negócio não está a correr bem? Não se batem records de apostas, semana atrás de semana? Se ainda fosse com o patrocínio do Totobola (que já de si seria uma péssima ideia) que como se sabe está na rua da amargura, tinha a sua lógica. Cheira-me que há ali dedo da tia Zézinha Nogueira de Brito e do tio João Lagos. Pra mi é!

Outro exemplo é o patrocínio do Voice Mail da PT a um programa de rádio de que já não me lembro o nome. Mas porquê o Voice Mail? Custa-me, pá!

Aqui há tempos a PT quis passar a cobrar as chamadas que davam sinal de impedido. Como se veio a revelar - graças a Deus! - a prática era inconstitucional ou coisa parecida. Estávamos obviamente a pagar por um serviço que a PT não estava a efectuar ao cliente. Vieram logo depois com a ideia de vender (imagine-se, no inicio pagava-se e tudo) o serviço de Voice Mail aos assinantes
(com as suas vantagens, diga-se de passagem). Desta forma, as pessoas já podiam deixar mensagem quando o número estivesse impedido permitindo, desta feita, que a PT cobrasse uma chamada telefónica. Se a ideia do patrocínio é fazer com que as pessoas usem o Voice Mail e assim passem a gastar mais dinheiro, ainda vá que não vá. Mas se for patrocínio só para dar imagem e essas coisas marketingueiras, não percebo porquê. É que é um serviço que já todas as companhias fazem, não é? (ou não?) Assim sendo, não sei, por exemplo, porque é que a Opel não faz publicidade ao espelho retrovisor do lado do acompanhante de um dos seus veículos, pois não? Ou ao cinzeiro para os passageiros do banco traseiro, sei lá!

quarta-feira, dezembro 28, 2005

Subjectividades

As músicas compostas pelo Chico Buarque e cantadas por outros(as) intérpretes, ficam sempre muito melhores e mais bonitas.

As músicas compostas pelo Caetano Veloso mas celebrizadas por outros(as) intérpretes, ficam sempre melhores, mais bonitas e mais exóticas, cantadas pelo autor.

Olhos nos Olhos



Quando olho para este cartaz nas rotundas de Carcavelos, dá-me logo vontade de completar a frase "... quero ver o que você faz, ao sentir que sem você eu passo bem demais."

Ó Louçã, baza daqui, filho!

terça-feira, dezembro 27, 2005

Toys'r'us

Por muito que isto custe a algumas pessoas, há coisas profundamente exageradas. Juro, fico chocado! Os miúdos não dão valor, não brincam com tudo (não conseguem, gaita!) e não há necessidade de tanta quantidade.

P'ra mim, é!

"dih, gih xih, ih!!!!"

A cena passou-se esta madrugada. Lá por vor volta das 6 da matina, a minha filha acorda num pranto e num berreiro daqueles. Levanto-me, percorro o imenso corredor da minha casa (esta parte é tanga, mas gostava que fosse verdade) vou até ao quarto dela, tento acalmá-la e nada.

Apercebo-me que está com pesadelos. Balbucia palavras parecidas com "xiihhh, ihhhh". "Então filha, tem calma!", digo eu. Qual quê, continua num berreiro dantesco. Tento amansar a fera mais uma vez, faço-lhe festinhas, ponho-lhe aero-om na chucha, ofereço-lhe água e nada! Insisto, viro-a ao contrário e lá fica. Mais calma, continua a balbuciar as palavras "gihhh, xihh, ihhh..." até adormecer.

Cinco minutos depois, volta à carga. Desta vez vai lá a mãe. Adormece, mas prevemos que por pouco tempo.

Cá está, mais uns instantes e nova berraria. Lá vou eu. Continua ela "dih, gih, xihh, ihhh". E às tantas apercebo-me que aquelas tretas que ela emite fazem algum sentido "dih, gih, xhi, ihh". Mas que raio. o que será?

Passados uns instantes, JÁ SEI! Ela estava a sonhar com o raça dos impostos, ela estava com pesadelos com a Direcção Geral de Contribuições e Impostos - Dê Gê Cê I, é isso!

Ai que miúda espertíssima, sabe que se aproxima o final do ano e que temos de nos mexer com as cenas dos PPR, aplicações e mais o caneco. Que miuda, pá!

Mas a choradeira continuava. A mãe voltou lá ao quarto e lá acalmou definitivamente.

Sim, porque em matéria de fuga ao fisco, ela confia mais nas qualidades maternas. Devem ter um saco azul lá entre as duas.

Na boa, filha!

Vá, tens de ser forte.

Há uma cartaz do Mário Soares que diz "Sempre presente nos momentos difíceis".

Parece-me bem, faz uma refrência ao facto de ele ter estado sempre presente nos tais momentos complicados dos portugueses: quando o Porto levou quatro a zero do Nacional em casa na época transacta; quando perdeu já este ano, também em casa, com o Benfica; quando disse adeus, definitivamente, às competições europeias no empate fora contra o Artmedia, etc.

O que eu acho verdadeiramente curioso é o facto dos marketeiros terem escolhido uma fotografia do senhor, deveras apropriada para o tema. Está mesmo com cara de quem nos vai dizer que não conseguiu livrar o nosso pai da forca.

A TVI está de certeza metida ao barulho

Já repararam que o Aníbal Cavaco Silva é a cara chapada da esposa, mas em homem?

Já repararam que a Maria Cavaco Silva é a cara chapada do marido, mas também em homem?


A culpa é do filho que o não põe num lar!

Anda a circular aí pela net um video com declarações de um candidato à presidência da República.

respondendo à pergunta se se tinha ficado chocado com o que tinha dito o líder do PP, o tal candidato disse o seguinte:

"Não, não foi o líder do PP que disse isso. Aquela coisa a que eu me referi do terrorismo... foi o líder do CDS que disse isso... Dr. Ribeiro e Castro... que é uma coisa inaceitável e impossível. Ele diz aquilo, ele é admn*... ainda por cima deputado do partido socialista. Um dos grandes grupos do partido socialista é o partido socialista, é o partido socialista europeu. Imagine lá como é que ele vai entender-se com os colegas do parlamento, a dizer essas coisas aqui no plano interno. E é feio, não é bonito e é uma pena que esteja, que seja um dos mais entusiásticos, senão o mais entusiástico apoiante do dr. Cavaco nesta eleição."

* palavra pouco perceptível. dá ideia que o senhor tentou dizer administrador, mas depois arrependeu-se.

Atenção: neste texto, as aspas representam, pausas causadas pelo acumular dos anos.

Já descobriram quem é? Eu dou umas dicas: é cota e costuma apanhar uns pensos valentes nas campanhas eleitorais.

segunda-feira, dezembro 26, 2005

Então, como foi?

Quando as pessoas me perguntam: então, o teu Natal, foi bom? Estão-se a referir, basicamente, ao quê?

Se o bacalhau tinha alho? Se ninguém apanhou nenhuma intoxicação alimentar? Se atingimos o break-even na relação prendas ofertadas/prendas recebidas? Se a miúda não adoeceu? Se bebemos uma pinga boa? É isso?

Se realmente for, portanto as pessoas procuram saber da qualidade organizacional dos eventos, certo? Ah, ok. Entendido.

Então foooooooiiiiii.

sexta-feira, dezembro 23, 2005

Alanis

Vi nesta semana a Alanis Morissette no Jay Leno. Está gira cumó caraças.

Uma miúda com aquela voz não podia continuar com aquele visual de "Escola António Arroio - rodinhas de pessoal à volta da fogueira na praia, a cantarem músicas que falem de coisas como roendo uma laranja na falésia e afins - trancinhas com laçarotes". Foi ao cabeleireiro, cortou o cabelo, fez uma franja, deu-lhe volume e está finalmente um ganda naco.

E está com muita pinta.

A continuar assim acredito que entre na onda de uma Chrissie Hynde's - porque é infinitamente mais bonita, mas tem menos tesão -, quando chegar lá para os 40/45 anos.

Quem sabe, tenhamos fé!

E pra mim a melhor musica de Natal de sempre é

... é uma porra (sem acento, ok. eu posso me distrair com o raio dos agás nos ouves, mas aqui espero não me enganar outra vez). Eu odeio profundamente músicas de Natal. Odeio, odeio, odeio.

E não é pelo facto de serem músicas de Natal, é mesmo pelo facto de se ouvirem os cabrões do guizozinhos e das badaladas ritmadas dos sinos. Para mim, a conjugação desses dois instrumentos, só está ao nível do som do acordeão, das pianadas do Richard Clayderman, dos volinos dos Corvos ou das colectâneas "Sucessos dos Dire Straits em Flautas de Pan".

Uhhhhhhghhhh! Que arrepio!

Bola, primeira metade

Bem sei que falta uma jornada para acabar a primeira volta, mas posso desde já fazer as minhas primeiras impressões da coisa:

1) assim como no ano passado, faz-me impressão como é que o meu clube vai ganhando jogos. A equipa tem momentos fantásticos (coisas bonitas, cenas com fintas e tal) e depois comete aqueles erros que só acontecem nos jogos dos juvenis (nos iniciados os miúdos não jogam à bola, brincam);

2) fazer-me-à impressão se o meu clube for campeão com aquela defesa. como é que eu explico um dia a um filho meu que o Porto foi campeão com o César Peixoto, o Ricardo Costa e o Pepe na defesa? Ainda por cima sendo titulares na maior parte dos jogos;

3) o Anderson (o do Benfas) é uma coisa assombrosa. Pai Natal, se realmente existes, faz com que haja uma merda qualquer no Benfica, para que o rapaz seja relegado para a equipa B a fim do Pinto da Costa o ir buscar para jogar lá no Dragão;

4) porque é que não avisaram há mais tempo que o Paulo Assunção era tão bom jogador?;

5) porque é que o Barcelona deu 3 milhões e meio de contos pelo Geovanni (sim, aquele do Benfica) e vendeu o Quaresma ao Porto por menos de 2 milhões?;

6) já repararam na quantidade de grandes golos que já se marcaram neste campeonato? O Quaresma já marcou aí uns 3, o Nuno Gomes marcou, pelo menos uns 4 fantásticos, há aquele Marcel da Académica que não sabe marcar golos maus, os golos do Liedson de terça-feira contra o Rio-Ave foram uma coisa assombrosa, há também um golo do Deivid ao ângulo que é de ver e chorar por mais, aquele polaco do Guimarães também já macou um golaço dos diabos, etc...;

7) então o Nélson (o que parece o Predador) já não é melhor que o Miguel? Ou só se falou na coisa enquanto a transferência para o Valência ainda estava a quente? (atenção Pai Natal, se houver porcaria com o Nélson de forma a que ele seja também renegado para a equipa B, lá para os lados da Luz, a gente também agradece);

8) O César Peixoto comete, sensivelmente, um penalti por jogo;

9) O Pepe comete, sensivelmente, 3 erros crassos por jogo. Dois deles, dão, geralmente, golos aos adversários;

10) com os argentinos do Porto a jogar tão bem, estranho que ainda não se tenham feito títulos parvos nos jornais como, Lucho de Luxo desaguou na Foz do Lisandro (ou será que já se fizeram e eu estava distraído?);

11) será que se o Pinto da Costa não pagar o ordenado ao Jorginho ele passa a jogar tão bem como os seus ex-colegas lá do Vitórrria?;

12) já repararam que mesmo que o Co fique cá os tais 3 anos de contrato e em todos eles for campeão, ninguém vai ficar com saudades dele?;

13) será que o Scolari foi contratado apenas porque tem sorte? Hã? O quê? nâo entendi? estão a dizer-me que o senhor merece respeito porque foi campeão do mundo? Meus amigos, alguém ainda se lembra das arbitragens dos jogos do Brasil, nesse campeonato? Tenham juízo!;

14) porque é que o Louçã não fala sobre os jogadores de futebol que têm os salários em atraso?;

15) quando é que, de uma vez por todas, se deixam de elogiar avançados porque são "bons a bater-se contra os centrais" ou a "mexerem-se sem bola" quando, na realidade, falham golos atrás de golos (vide Hélder Postiga, Hugo Almeida, etc...)?;

16) o Beto (o do Benfica) afinal é ou não é jogador para o Benfica? Será que um par de golos na pré-época e um golo ao Manchester valem uma contratação daquelas? Parece-me manifestamente pouco;

17) apesar de ser o melhor presidente que o Benfica já teve nos últimos 15 anos, estarão realmente os benfiquistas contentes com o presidente que têm?;

18) porque raio é que a Liga obriga que um treinador principal da primeira divisão - desculpem lá mas há coisas que ainda não consigo dizer como super-liga e árbitro auxiliar - tenha de ter um curso de nível não sei quê, mesmo que perceba à brava de bola e não obriga que os dirigentes das sad's tenham um curso de gestão?;

19) porque é que a TVI não mete no olho da rua aquele gajo de óculos de fundo de garrafa (um tal de qualquer Martins, acho eu) que faz os relatos da bola?;

20) a ganhar assim, o Mourinho não dura muito tempo naquela equipa. Cheira-me que mais cedo ou mais tarde, mete-se no avião e arranca para o Inter;

21) será que o Anderson (o puto que o Porto contratou no ano passado e que vai agora para o clube) já é bom, vai ser bom, ou mesmo que o seja, o Co vai dar um jeitinho e acaba por dispensá-lo?;

E pronto, no final do campeonato venho aqui outra vez.

Na Tal do gostinho especial

O meu Natal sempre foi muito mais uma coisa de Menino Jesus do que do Pai Natal. E não foi só o meu como praticamente o de toda a minha geração (ou talvez não, talvez não.)

Nos dias que antecediam a data festiva, o meu pai oferecia-me desde logo uma prenda antecipada: levava-me com ele à Baixa, aquando das suas voltas de trabalho e, de caminho, mostrava-me as montras do Grandela, onde havia sempre grandes bonecos construídos em peças de Lego. E aquilo era fantástico. Eu tinha aí uns 5 ou 6 anos e ficava maravilhado com as iluminações, com o Metropolitano, com os autocarros de 2 andares, com as escadas rolantes lá do Grandela e, claro, com aqueles brinquedos fantásticos.

Na noite de consoada, havia sempre bacalhau, coisa que eu odiava de morte: peixe, blaghrr!!!! (Como as coisas mudaram, ai ai...) E então, se nos tivessemos portado bem, o Menino Jesus, e não o velho jarreta do Pai Natal, dar-nos-ia, no final do jantar, qualquer coisinha.

A primeira vez que tive noção da existência de um ser paranormal que nos entregava prendas, foi para aí em 1973 ou coisa parecida. Tinha passado da meia noite, fomos à cozinha e, em cima do fogão (continuo à espera que o Pai Natal me dê uma lareira), no bico mais pequeno - aquele onde se aquecem os púcaros - repousava então, uma prenda do Menino Jesus. E atenção, eu disse prenda, não eram prendas como agora.

Recebi pois, um puzzle de cubos que formava 6 imagens diferentes da história dos 3 porquinhos. Confesso que a princípio a coisa até me agradou, andei a li durante uns tempos todo contente a brincar com aquilo e tal mas, mais tarde, quando utilizei um deles para atirar à mona da minha irmã, em retaliação pelo facto dela me ter espetado uma bic cristal na bochecha, fiquei realmente com dúvidas se o Menino Jesus me tinha oferecido um objecto lúdico ou uma peça bélica.

Mais lixado ainda fiquei, porque, apesar de ter alegado legítima defesa, comi um enxerto de porrada valente dos meus pais que, ao mesmo tempo que me deixou meio combalido, teve também o condão de me encher de miúfa, já desconfiado que o Menino Jesus faria algum género de retaliações, boicotando a prenda do ano seguinte.

quinta-feira, dezembro 22, 2005

Desert

Almoço de Natal em minha casa, a minha sobrinha de 8 anos - a grande Inês - vê uns auscultadores sem fio, pega neles e pergunta-me:

- Sócio, posso ouvir coisas com isto?
- Ó Inês, claro que sim. O que é que queres ouvir? Queres que eu te ponha um filme? Queres ver televisão? Se quiseres ponho o Noddy, o que é que achas?
- Ó sócio, não, deixa lá, põe uma coisa qualquer.
- Vá lá, a sério, se quiseres ponho-te as Músicas da Carochinha.
- Ó sócio, e não tens cá em casa D'Zrt?
- Pronto, caga nisso, ouves rádio, 'tá a dar o relato da bola e tudo. Toma lá, vá!

Há 10 anos atrás...

.... mais coisa menos coisa, eu era profundamente chato (não quer dizer que já deixei de o ser, ok?) ao ponto de ir pedinchar ao DJ amigo duma discoteca que eu frequentava (normalmente, em avançado estado de destilamento), o So in love with you (Duke) e mais o These sounds fall into my mind (Bucketheads).

Hoje, infelizmente para o resto do pessoal do meu escritório, vou passar o tempo a ouvi-las. Hoje isto vai ser sempre a bombar, de butes em cima das colunas e garrafinha de água na mão.

Que som do caneco!!

(Hélder, isto está ao níbel do Shined on me (Praise Cats), pá!)

quarta-feira, dezembro 21, 2005

Há lá coisas piores

que perceber que a unha do nosso dedo indicador está quase sempre suja de Halibut.

Há lá coisas melhores

que aquele abraço que ela nos dá quando, no final do dia, a vamos buscar à Escola?

"Solinho a bater no mar"



De há uns 4 ou 5 dias para cá, a viagem matinal a caminho do trabalho tem sido feita pela Marginal, assim devagarinho, com o Sol a refletir no mar, 7 ou 8 graus lá fora, cá dentro a chouffage já começou a aquecer, o trânsito, estranhamente, tem estado calmo e, nos cd's, toca o Beautifull Child dos Fleetwood Mac. Que maravilha!

E no fim da música, ali já para os lados de Carcavelos, não resisto e vou buscar o cd que tem o Storms. E fico para ali a pensar que realmente estes gajos sabiam fazer músicas para este tipo de viagens.

Encavacado

Ontem, na RTP, o Cavaco Silva fez precisamente o mesmo que o Mário Soares fez quando andava em campanha eleitoral, lá para os lados de Barcelos.

Ou seja, não deu grandes ouvidos ao histerismo de um velhote ressabiado, a falar sobre o seu passado.

terça-feira, dezembro 20, 2005

Presidênciais - O Guia

As pessoas votam nos candidatos presidênciais, somente, por causa das seguintes razões:

Manuel Alegre
Então, não é? o gajo, coitado, foi traído pelo PS e mais o bochechas e tal... e é um poeta e tal, e fez aqueles versinhos para o Figo, e gosta da bola e tem aquela voz de trovão e tal... e declama cenas de poesia... e vê-se que é culto... e coitadinho, nem tem dinheiro para a campanha eleitoral.

Mário Soares
Então, não é? O gajo é que livrou Portugal dos comunistas mandarem nesta coisa toda e fazerem disto, assim, como a Cuba, mas sem ser uma ilha, não é? E é um gajo fixe. E já sabe o que tem de fazer para ser presidente e gosta de viajar e tal.... e aquelas cenas das presidências abertas que foi muito bom, que a gente até o podia lhe dar um bacalhau e um abraço e tal...

Cavaco Silva
Então o gajo é que pôs isto em condições, Então não é? A cena das auto-estradas e tal, e os canais de televisão e o gajo é que sabe daquela cena de fazer contas e dos recibos verdes e das finanças e tal. E a inflação que era trinta e tal e o gajo baixou os preços, não é? E isto está muito mal e só ele é que pode endireitar isto. E até aquela fadista é a gaja que é a mandatária que é quem manda na juventude dele e o caneco.

Jerónimo de Sousa
Então não está visto que ele é que defendo o povo e tal, e os movimentos revolutivos ou coisa parecida e o proletariado e são mazé todos uns gandas fachos que se agarram aos tachos e tal... e este não, este é que é... que até dança nos bailaricos, e joga ao sobe-e-desce lá no clube.

Francisco Louça
Então não é? Este é que diz as verdades todas, este não se cala e tal. Este é que os põe em sentido. E está com os jovens e é um dos jovens. E não se está mesmo a ver que ele é que vai para os debates a estudar aquela cena das pastas e tal e dos deveres que o presidente deve fazer quando vem das reuniões do governo, não é?



E as pessoas, não votam nos candidatos presidênciais, somente, por causa das seguintes razões:

Manuel Alegre
Olha-me este, quer armar-se em Calimero. O gajo quer é ir para o poleiro e tal, então o gajo até perdeu com o Sócrates e tal, lá nas eleições do partido da mãozinha do ar e agora quer é vingar-se e mandar no gajo. Eu é que tenho olho e topo o gajo e tal...

Mário Soares
Então, não é? O gajo está velho e ser presidente e tal um gajo tem de ser mais novo, não é? e o gajo é que não deixou o Alegre que eu até acho que eles eram assim como irmãos e tal e ele não deixou o Alegre ir, assim, ser presidente, assim de aparecer lá nos papelinhos dos votos apoiado pelos socialistas, não é?... e ele é que tirou as Colónias aos Portugueses e pôs os retornados cá em Portugal e tal e vieram todos em caixotes, não é? Ele quer é ir às festas e comer croquetes e andar de avião, é o que é.

Cavaco Silva
As pessoas parece que não se lembram que o gajo queria era que a gente pagasse a ponte toda outra vez... e aquela cena do feriado do Carnaval e tal... e o banho nos polícias, pá, então isso faz-se? e se ele for presidente e o caneco e a receber os gajos dos outros países e depois envergonha-nos porque não sabe comer de boca fechada e essas coisas depois aparecem nos jornais lá dos cámones, não é?

Jerónimo de Sousa
Então não está visto que os gajos depois comiam era as criancinhas da casa-pia ao pequeno almoço. Aos comunas, era mazé era metê-los a todos mazé na Sibéria, pá. Os gajos é sempre a mesma conversa, é como a cassete do Cunhal, que Deus tem, coitadinho.

Francisco Louça
Então não é? mas alguém ainda vota no gajo, pá? o gajo nem para delegado de turma vale, cum raio! o gajo tem aquele ar de santinho mas ele quer é fazer da gente mazé todos gueis e quer é dar a droga nas escolas, mazé... e fazer dos miúdos todos uns drógados e irem todos pró casal ventoso... e aqueles pulóveres já não se usam, pá. o gajo é mazé um caixa de óculos que tem a mania... eu a ele dava-lhe era um enxerto dos valentes que gajos como ele topo-os à distância. não querem nunca fazer nenhum. olha-me, olha-me, o betinho!!


E até agora ainda ninguém percebeu que um presidente serve é para pendurar medalhas no peito nas celebrações no dia de Portugal.

Cruzes, credo!

Apesar de ter crescido num ambiente católico apostólico romano, não me considero católico (essa coisa do católico praticante não existe. ou se é ou não se é). Guardo, no entanto, alguns hábitos, ensinamentos e boas recordações desses anos. Não abandonei os meus hábitos de grupo de jovens, catequista, acólito ou simples leigo, só porque o padre lá da paróquia não gostava dos sapatos que eu usava (argumento que ouvi duma ex-paroquiana) ou porque os padres tinham hálito de sacristia (outro dos argumentos). Nada disso. Continuo a manter todas as positivas opiniões que já tinha sobre a Igreja e sobre as pessoas que a constituem.

Contudo, passou-me um bocado ao lado (pronto, só um bocadinho) a história da retirada dos crucifixos das salas de aula das escolas. Se a Assembleia da República (eleita pelo povo e de uma forma democrática) aprovou, há 30 anos, uma Constituição que diz que nas escolas não deve haver crucifixos, então toca a retirá-los de lá. Juro, faz-me pouca impressão. E digo porquê:

- sem hipocrisias, a grande, grande maioria dos poucos católicos que ainda existem a frequentar as escolas, nunca repararam que haviam cruzes lá em cima, sobre os quadros pretos de ardósia;

- as associações católicas que se insurgiram contra a decisão da Ministra deveriam era preocupar-se, não com o que se passa nas escolas estatais, mas sim com a educação que é feita, por exemplo, nas escolas católicas portuguesas. Toda a gente sabe que a Universidade Católica Portuguesa é o local em Portugal onde existe mais Fé, as pessoas entram para lá cheias de Fé e deixam-na lá toda;

- os alunos e os professores católicos não precisam de ter lá na sala uma cruz para lhes lembrar (ou acudir, ou iluminar) que devem ter comportamentos exemplares perante os outros. Convém é ter Cristo cá dentro, no coração;

- a maior parte dos católicos, infelizmente, nem sequer sabe o significado dos crucifixos. Ou pior, há outros que o sabem mas não demonstram pela cruz (ou pelo seu significado) o respeito que ela merece;

- no dia de Sábado-Santo (para os menos informados, é o dia imediatamente anterior à Páscoa), as cruzes são retiradas das igrejas (não, não é por maldade, é porque a comunidade vela o Senhor no seu sepulcro) e os sacrários são deixados abertos. Ficam as igrejas, assim, pelo menos momentaneamente, mais ou menos como as salas de aulas depois de aplicada a lei dos crucifixos. Pois da mesma forma que as pessoas nunca reparam nessa ausência de símbolos (e não só), também não repararam na presença das cruzes lá nas aulas, durante toda a sua vida escolar.

Contudo, vamos lá ver uma coisa, eu preferia que as cruzes lá ficassem, desde que a sua presença não bulisse com a consciência das outras pessoas. Curiosamente, as cruzes assustam mais os laicos que os que professam outras religiões. Aliás, isso não tem é nada de curioso.

Resumindo e concluindo: o Estado exagerou? Sim, exagerou. As associações católicas foram um bocado hipócritas? Sim, foram. O Louçã foi, pela enésima vez, demagogo? Sim, foi!

Gamarra e Anderson

É raríssimo ver jogos de futebol em que não jogue o meu clube. Então do Benfica, meus amigos, isso nunca acontece mesmo. No entanto, tenho de abrir duas excepções: em 1997/1998 e, agora em 2005 (já que estou aqui, vejam lá se me ajudam a entender com quem é que o Nélson é parecido. o gajo faz-me lembrar alguém e não consigo ver quem é. não estão a ver?).

A razão é muito simples, tem a ver com o facto de nesses períodos, os dirigentes terem trazido para Portugal dois defesas centrais que eu simplesmente gramo cumó caneco. Estou a falar do paraguaio Carlos Gamarra e, agora, do também central, o brasileiro Anderson - não gosto do Luisão e muito menos do Alcides. Que maravilha de jogadores (não, não é o Gullit que o Nélson me faz lembrar. mas há ali qualquer coisa no cabelo que me liga a uma cena qualquer. Ó caraças, que não me lembro, gaita!). O Gamarra, voltei a matar saudades dele quando estive lá no Rio - foi inclusivamente eleito um dos dois melhores defesas centrais do campeonato brasileiro - e o Anderson é outro caso à parte.

Jogam, simples, limpo, raramente fazem faltas (aquelas recuperações de bola, quando vão a correr ao lado do adversário, assim, com o pézinho, a mandar a bola para o lado, num toque cheio de soupless, deixam-me de rastos) e não estão com grandes invenções.

E quanto mais eu vejo os centrais que o Co escolhe para a minha equipa jogar, mais inveja eu tenho de não ter o Anderson, lá ao lado do Pedro Emanuel. Grrrrrr!!!

(Ahhhhh, já sei. O Nélson faz-me lembrar o Predator. É isso, porra!!!).

quinta-feira, dezembro 15, 2005

Para lá do Equador - Quiosques



O que disse sobre as livrarias aplica-se igualmente aos quiosques de jornais e revistas. Quando chego ao estrangeiro - infelizmente, no meu caso, até agora somente no Brasil, em Espanha e em Inglaterra - compro logo um jornal. Pronto, gosto! Gosto de ficar ali a ler sobre as histórias deles, quais são as suas preocupações, como é que são os jornais, como é que é arranjado graficamente, se é de fácil leitura ou não, como é que são os suplementos de fim-de-semana, etc..

E depois há as revistas que no Brasil são fantásticas. Refiro-me unicamente às de viagens. Sim, lá as revistas de viagens são mesmo sobre viagens. Não é como cá em Portugal que são sobre fotografias de destinos. Lá não, lá há revistas que explicam o que é que devemos fazer desde que saímos de casa.

Revistas femininas então (para quem interessa, claro) são mato. Se nós cá temos umas 5 ou 6 (daquele grupo das máximas, e marie clare e afins) lá há seguramente 12 ou 15.

Já para não falar na Playboy (a brasileira, claro!) que é leitura obrigatória lá de casa. A minha mulher e a minha sogra gostam de ler as entrevistas e os artigos. Eu e o meu sogro, lemos também as entrevistas e dizemos a elas que gostamos de apreciar o cuidado das produções fotográficas: se o cu está bem iluminado, se a mama tem sombras ou não, se há trabalho de photoshop ao barulho, se a penugem púbica delas é escanhoada ou aparada à máquina, quais são as que se depilam, etc. É uma visão puramente técnica da coisa

Para lá do Equador - Livrarias



Há pessoas que vão ao Brasil comprar biquinis, outras vão comprar havaianas, outras vão para apanhar doenças venéreas, outras ainda, vão para se bronzear.

No meu caso, vou principalmente - estou mesmo a exagerar, ok? - para comprar livros (e discos, e discos...). Desta vez não foi excepção.

Eu passo à porta de uma livraria e há logo ali qualquer coisa que me magnetiza, que me puxa lá para dentro. Depois de passar a entrada fico doidinho. Assim, mais ou menos como as mulheres no Ikea (mas sem andar aos encontrões com os outros clientes, como elas fazem, ok?). E depois, pronto, lá se vai o 13º mês. Mas é dinheiro bem aplicado. Normalmente, o acervo dura-me por dois anos. Além disso, os livros são geralmente mais baratos. Quer dizer, não são tão assim mais baratos. O que se passa é que enquanto um livro lá pode custar 4 contos, quando chega cá a Portugal, as livrarias vendem-no por 7. E isto é quando temos a felicidade de ele aparecer nas lojas. Acrescente-se o facto de, quando os encomendamos via net, os portes de correio para Portugal serem caros pr'á caramba!

Eu faço aqui um apelo a uma leitora que eu cá sei e que trabalha numa grande editora portuguesa: minha querida Cavaquita, quando fores a rainha dessa gaita toda, vê se editas - ou importas a preços decentes - mais livros brasileiros. Se quiseres eu dou-te depois umas dicas sobre os melhores títulos para escolheres. Combinado?

quarta-feira, dezembro 14, 2005

Para lá do Equador - Ipanema



Este imagem foi tirada no coração de Ipanema. É um dos meus lugares favoritos do Rio de Janeiro. Quem, como eu, cresceu a apaixonar-se por aquelas músicas da bossa-nova, da mpb e afins, encontra ali o palco de uma série de acontecimentos históricos.

Andamos por ali e sabemos que naquele canto havia o Zeppelin, um bar onde se reuniam grandes nomes do cinema brasileiro, naquela outra esquina havia o Veloso, onde o Vinicius de Moraes mamava uns canecos com o Tom Jobim e de onde controlavam a boazuda da Heloísa Pinheiro a regressar da praia, inspirando-os a compor Garota de Ipanema, etc..

A coisa está, obviamente, muito diferente do que era nas décadas de 60 e 70, mas ainda assim dá para perceber como era o cheiro da bossa-nova, lá naquela altura.

Chega de saudade.

Para lá do Equador - Gatões



Lá no Brasiú, os Três Dukes chamam-se "Gatões".

Legal à beça!

Para lá do Equador - Toca do Vinícius



Esta loja, em Ipanema, é uma das minhas perdições. Chama-se Toca do Vinícius, vende cd's, livros, dvd's e afins.

Ali, a bossa-nova, o chorinho, algum samba e alguma mpb reinam. Miguel, meu querido, tu se um dia lá fores, não caias no meu erro. Vê mas é se deixas o cartão de crédito em casa. É uma coisa por demais. Tu entras, e ouves o Pixinguinha a ambientar a casa, avanças e encontras um porradão de livros e discos do melhor que há.

Uma loucura, pá, uma loucura!


Olha-me só os song-books,



... e estas estatuetazinhas de algum do pessoal que a gente gosta.

Só uma curiosidade, a adoração pelo Vinicius ali é tão grande que a filha da dona tem o "Vinicius" tatuado no braço e o neto chama-se - adivinharam! - Vinicius.

Para lá do Equador - De pé, ó vítimas da fome...

Lá, como cá, os tempos de antena do PCP são do melhorio. Cuidado visual abaixo de cão, gente com aspecto de bombistas das FP's 25, o tal discurso com palavras como repressão, proletariado, alternativa democrática, políticas de coesão social e, maravilha das maravilhas, tinha esta senhora a dedilhar uma guitarrra e a fazer "hummm, hummmm, hummmm" ao som da Internacional.

Para lá do Equador - Actores

Um actor de novelas lá no Brasil, é uma star (lê-se, estár).

Este foi um que encontrámos numa loja de plantas de um amigo nosso. Viu a minha filha e quis tirar uma foto com ela (Quí mínína maix gostosa, olha lá, meu Deus!). É claro que o resto da famelga Cardador Jaime foi atrás, não é?

Publico-a aqui apenas porque o fotógrafo, meu querido Zé Luís, teve o cuidado supremo de conseguir colocar os nossos pés na foto, daí para cima o que coubesse ficava, o que não coubesse, cagarim cagou-se!

Quando vimos o resultado foi um fartote de rir. Não resisto a publicá-la. De maneiras que aparece a minha pança, a big pança do tal actor, a minha Cuca e a minha big princesa.

Jóínha, né!

Para lá do Equador - Haja saúde!

A minha sogra, que não tem idade para ser cota mas que tem a sabedoria das velhas, bem que nos avisou: tenho muito medo da saúde da tua filha nesta viagem.

E teve razão.

Ao segundo dia, a miúda já estava com vómitos e febres altíssimas. E lá fomos nós atrás de um Pediatra.

Começámos por um hospital público. Lá fomos avisando que éramos turistas, que não tínhamos cartão de saúde e tal, mas tudo bem, "sim senhô, visualizaremos á míniná com todo gosto". Felizmente, enquanto esperávamos por ser atendidos, a miúda teve uma melhora substancial e fomos mas é para casa com medo que ela apanhasse coisas piores naquela sala de espera.

No dia seguinte, procurámos um consultório de pediatria que então observasse a miúda com mais calma. Novamente a mesma lengalenga "olhe que somos turistas e não temos plano de saúde...", tudo bem, sem problemas. O preço, mais ou menos 5 contos (fez-nos o valor que faz habitualmente para os planos de saúde). Safa! O dobro do que nós pagamos pela Médis.

No dia seguinte, e como a coisa não melhorava de vez, procurámos um hospital particular. Apesar de sabermos que iríamos pagar bem carote, a senhora da recepção bem que nos avisou, atenção que os preços são x e y; se fizer raio x, será mais w; se for com medicamentação, mais outro z. Caguei para a conversa, naquele momento eu queria era ver a minha filha com saúde. Conclusão da coisa, arrotei com cerca de 20 contos. Ora toma!

Tudo bem, eu posso arcar com aquele custo (ou pelo menos, naquela altura pude suportar, não é?), mas agora pensem nos brasileiros que têm, na larguíssima percentagem, uma impossibilidade notória de pagar estes valores. Como é que é?

Haja saúde!!!

Ah, é verdade, a miúda ficou bem, felizmente!

Para lá do Equador - As minhas amiguinhas



Estes são duas mininas que me acompanham sempre nestas passeatas pelo Brasiú.

Para lá do Equador - Marius

Em mais nenhum lugar do mundo eu como da mesma forma como no Rio de Janeiro (isto dito assim, até dá ideia que sou um gajo viajadíssimo. Nah, nada disso. Mas dito assim, tem mais cachet, não é?)

Eu perco-me com botecos com aqueles sucos do outro mundo, feitos daquelas frutas com nomes exóticos como acerola, umbú, açaí, cupuaçu, graviola e outras que tais. E o mais incrível é que têm consistência, são grossos, e boooooons.

E depois há também aqueles aqueles restaurantes com serviço de buffet, onde comemos aquelas carnuchas, aqueles mariscos, aqueles queijos, aqueles doces, aquela fruta que parece que já vem com açucar, sei lá, tanta coisa. Aquilo anda mais ou menos a uma média de 3 a 4 quilos de engorda por semana. Não dá para segurar. Se um dia lá forem, caguem para o 13º mês e vão, uma vez que seja, ao Marius. Fica no Leme e é o melhor restaurante do mundo. Palavra de Pedro Jaime.


Para lá do Equador - andar de carro

Desta vez, pela primeira vez, conduzi no Rio de Janeiro. E meus amigos, depois desta epopeia, conduzo em qualquer cidade do mundo. Não há hipótese.

Nos dois primeiros dias ainda estranhamos, apontamos o dedo e rimo-nos daquele que está a vir em sentido proibido, aqueloutro que num cruzamento nos entra pela esquerda sem ver se vem alguém, ou as dezenas que, de noite, circulam com as luzes apagadas.

Nos dias seguintes já achamos a coisa muito "natural" e já fazemos da forma que eles fazem. Ou seja, entramos na onda. Mas de olho bem aberto, não é?

Aquilo é mais ou menos parecido com o jogo Nascar mas, felizmente, com muito menos acidentes.


Aqui estou eu, no meu italiano bombástico. De faróis baixos, para-choque duro, vidros fumados, terço no espelho reflector e a direcção mais rija do hemisfério sul.

Grande níbel!!!!!

Para lá do Equador - o voo



Tinham-nos avisado que uma avaria no avião iria atrasar a nossa partida. Afinal a coisa não foi bem assim, arranjou-se um outro avião que, maravilha das maravilhas, tinha mais lugares em executiva que o anterior. Conclusão, acabámos por ir bem instalados. Nós e mais umas quantas pessoas que também não estavam à espera de viajar à "la gardere" - nem nunca sonhariam que um dia pudessem voar assim. Resultado disso, a partir da 4ª hora de voo, a classe executiva parecia um espectáculo dantesco: pessoal em pé em cima das cadeiras, pessoas bêbedas e a gritar muito alto "mais whisky, pô!", um pivete a chulé dos diabos, etc.

A minha filha fez-nos a vida negra. Não queiram imaginar o que é tentar segurar um "máquina de correr" naquele espacinho, durante 10 horas seguidas. Fiquei completamente exausto. Ela corria, ela empoleirava-se nas costas das cadeiras, ela fugia, ela escondia-se debaixo dos assentos, ela pegava dos telefones do avião (aqueles que são utilizados pela tripulação), ..... ela cansou-nos muito, foda-se!!!!!

Não me venham com merdas que os pequenos são sempre uns amores e tal, naquele voo não! Naquele voo eu passei-me completamente. Depois de 10 horas de viagem, ao aterrarmos, aquela turba (com o tal grupo já bem mamado, a liderar a coisa) desatou a a bater palmas. A mim deu-me também vontade de bater palminhas por saber que aquele suplício tinha terminado.

A miúda é louca, pá. Só um pequeno exemplozinho: a viagem teve imensos períodos de forte turbulência e então o pessoal, muito acagaçado, agarrava-se o mais que podia aos braços dos assentos, não é? Ela não, ela batia palmas feliz da vida, depois levantava os braços, ria-se e dizia yehhhhhh!

Nossa senhora!!!

segunda-feira, dezembro 12, 2005

A todos um bom natahahahahal

Festa de Natal da escola da minha filha. Lá vou eu assistir pela primeira vez à minha Beatriz como diva do teatro (foi o que me disseram. não sei, não é?).

À porta, um monte de carros em segunda fila (que mais escolas têm Lamborghinis dos pais estacionados à porta? estarão já pagos?); lá dentro há mais adultos que o habitual.

Depois de meia hora de atraso lá entra a turminha da minha menina. Vêm vestidos de pai-natal. Que maravilha.

Na plateia improvisada lá no refeitório, estamos nós, os pais, de máquinas fotográfica e de video em punho, para registar aquele momento.

Às tantas começo a perceber que as fotos não estão a sair muito bem. Carago, mas o que é que se passa? Percebo depois que afinal estava tudo bem. Os cabrões dos olhos é que estavam todos turvados.

Que coisinhas mais giras.

Voltei



27 livros, 14 cd's, 13 dvd's e não sei quantas revistas depois, cá estou eu outra vez.

Pormenores (ou pormaiores) e outras histórias, nos posts seguintes.

sexta-feira, dezembro 02, 2005

Eu vou só ali e já venho, tá bem?

Se os meus 5 leitores diários estranharem a minha ausência, fiquem desde já descansados que não tive nenhuma micose ou coisa parecida.

Fui só ali à Fnac da Barra da Tijuca, comprar uns disquitos e uma pilha de livros.

Eu prometo que não demoro.

Ah, puma!

Volta e meia no meu escritório ouve-se fado. E eu que cresci rodeado de fadistas popularuchos, não tenho grande pachorra para esta trupe de Marizas, Camanés ou Arnauths (tem lá algum jeito uma fadista com th no nome?). Fadista que se preze tem de ter a anteceder o nome, os substantivos xôr ou xôdona. Assim como Xôr Jaquim "Garganta d'Anjo" Malaquias ou, por exemplo, Xôdona Ingrácia (é mesmo assim, ok?) "a Peituda" Abrantes.

Ainda assim, estou sempre à espera que no final do trinar das guitarradas, algum dos meus colegas grite um "Ah, fadista!". Ou então, como uma certa noite ouvi no Restaurante Andorinha dos Olivais, um valente, "Ah, Puma!".

O Best do Oeste



Morreu aqui há uns dias o grande George Best, o primeiro metrossexual do futebol.

Foi um jogador do caneco. Conseguia colar a bola ao seu pé esquerdo, quase da mesma forma como colava o habitual copo de whisky aos beiços.

Foi literalmente um gajo de putas e vinho verde.

É a esse propósito que deixo aqui uma das mais deliciosas tiradas que ele deu a um jornalista.

A cena passou-se há uns 3 anos. Por causa da bebida e dos enxertos de biqueiros e pensos com que habitualmente brindava a sua mulher - seguramente uns 80 anos mais nova que ele -, esta impediu-o de se aproximar lá de casa. Além do mais tinham uma filha com para aí uns dois aninhos e, inclusivamente, temia pela segurança da miúda.

Mas veio o Natal e tal, não é? E a gaja encheu-se de compaixão e, vai daí, lá teve pena dele e convidou-o a passar lá a consoada. No dia seguinte, depois de mais um enxerto de porrada e mais uma noitada na prisa, lá vieram as primeiras declarações aos jornalistas: "eu acho que a culpa é dela. o que é que ela estava à espera? que eu fosse lá passar o Natal e não bebesse nem um copinho? claro que bebi. depois claro irritei-me com uma coisa que ela disse e preguei-lhe uma solha nas trombas (não devem ter sido bem estas as palavras). a irresponsabilidade foi dela. quem é que vai convidar um alcoólico como eu para passar a consoada com ela e não tem sequer o cuidado de esconder as bebidas?

Maravilha.