domingo, janeiro 27, 2008

sporting tv

é impressão minha ou os jornalistas da sporttv têm um quê de "ora deixa cá fazer uma pergunta malandreca aos gajos do porto, a ver se conseguimos dar a entender aos assinantes que nos pagam o ordenado, que no fundo, no fundo, a gente quer é que o povo benfiquista e leonista (inventei agora) ande mais contente"?

não sei, não sei, isto digo eu. mas há qualquer coisa de estranho nas intervenções daquele repórter anafadinho* quando faz perguntas à malta do porto quando ganha de "forma duvidosa" ou quando os lisboetas vencem de forma "categórica" (adoro esta palavra).

* isto já para não falar do sousa martins que se lembrou de dizer que "nós vamos a guimarães e tal..."

ouvi na rádio

"e se não fosse aquele golo no dragão e mais o tal penalty contra o benfica, ora eram mais cinco pontos, o benfica tinha menos uns quantos, o porto, esse, tinha menos um porradão deles e, a esta altura, estávamos praticamente a encomendar as faixas."

pois, como disse o outro, "é fazer as contas."

eu não creio....

... em bruxas, mas que as há, há!

e se a coisa acabar em igualdades pontuais, o sporting tem uma vantagem de um golo de gol-alvará nos encontros contra o clube.

a frase (pergunta) da noite

- ó bruno, ó bruuuuuuuuuuno, então, foooooda-se?


pergunta, quase retórica, feita pelo moutinho ao bruno alves (seu, irregular companheiro de selecção) enquanto apontava para a perna marcada pelos pitons. trabalho feito quando o tripeiro, num acto de perfeito daltonismo, confundiu o verde do lameiro de alvalade, com o beije da xixa da perna do médio algarvio.


-eh pá, ó joão, não vi, desculpa!
(apeteceu-me rir)

vendedores de jornais

salve cardozo e helton*,
os que vendem jornais te saúdam!

isto estava um marasmo e pelos vistos deixou de estar. mas só um cibinho que por enquanto a distância pontual ainda permite estes devaneios.
estava mesmo com vontade de dizer que o clube mereceu ganhar o jogo, mas não me atrevo. é que há uma cena meio marada nas regras da bola que diz, que uma equipa é vitoriosa, quando marcar mais golos que o adversário. calha de caminho o scp ter marcado dois secos ao clube. de nada me vale pois, estar aqui a falar em perdidas flagrantes ou bolas ao ferro.

para quê, né?

* à conversa com um dos meus manos lagartos, perguntei-lhe: "quem é que vai marcar o golo do teu clube?". expliquei-lhe que tinha um post pré-estruturado (este), faltando apenas o nome do marcador do (eventual) golo leonino para completar o dito cujo. depois de ver os golos, um limpo e o outro "mais ou menos" (são coisas que acontecem para qualquer lado) ,decidi invocar o meu guardião. escolhas!

fráidei náite láites


a culpa é tua. sim, tua. o que é que foi? estás a estranhar? não é nada de grave. mas não deixa de ser um título honroso. decidi nomear-te meu personal series adviser.

achaste bonito?

(já estás mesmo a ver o que vai sair daqui, não estás?)

é que cada tiro teu, cada melro. cada sachadela, cada minhoca. ele foi o prison break, ele foi o rome, ele foi sei lá qual mais. o heroes também, não foi? eu sei é que não houve ainda uma série que me tenhas aconselhado a ver que eu não me tivesse ficado deleitado.

(o studio 60, também foste tu? já não me recordo, confesso)

eu bem tento o six feet under, mas demorei 4 dias para terminar o episódio piloto (vamos dar-lhe mais umas oportunidades), andei de volta do canastrão do jack bauer, mas parei no décimo primeiro da primeira temporada e não há maneira de me dar vontade de continuar aquilo, a anatomia é coisa para médicos e por isso meto no mesmo saco do house e do er. o csi é coisa de gajas....

e por isso, desisti. de ora em diante só vejo séries que me recomendes. nem compro mais a tv guia nem nada.

fráidei náite láites
. comecei ontem (sim, tenho andado regularmente a sacar a coisa, tenho sim senhor.), papei logo três episódios, assim, a eito. uma maravilha. que coisa tão bem escrita. actores do catano.

e gajas.

(há lá uma que gosto, depois digo-te qual é)

hoje, devo papar mais três episodiosinhos. uma maravilha, uma maravilha....

vamos ao circo do amor

ela nem sabia ao que ia, mas na noite anterior tinha lá estado junto ao paddock (sei lá bem como é que aquilo se chama!) em poses de paixão e ternura pelos animais: as cabrinhas anãs
- ai que corninhos tão fofinhos, paizito!
os cavalos
- como é que este se chama, pai?
- este é o saphire.
- pronto, pronto, meu lindo, eu depois venho cá dar-te auguinha, pronto, pronto...
o camelo
- olha aqui pai, que pescoço tão fofinho. olha eu agora com a a mão dentro da boca dele. não morde, vês...
os cãezinhos
- eu quero que me compres três cãezinhos. ou dois, pronto!
que eu decidi pegar nela e fazer o frete de lhe mostrar os seus "amiguinhos" numa actuação mais profissional.

ela é como eu, não tem pachorra para aquilo. vê a bicharia e tal mas depois cansa-se. eu, acho que nem para os bichos tenho paciência. (no circo, atenção, no circo.)

mas foi ao ver o senhor uólter dias, de caninha e chicote na mão a controlar as vontades dos leões, que dei por mim a achar aquilo muito, mas muito ridículo. e vieram-me à memória todos os pais (e afins. muitas avós, diga-se de passagem. e tias, tias também) que conheci e que faziam com os filhos, mais coisa menos coisa, o mesmo que aquele domador ia fazendo com os leões masai mara.

ou é porque têm de cantar a canção tal, ou é porque sabem apontar com aqueles dedinhos (normalmente com unhas pretas de brincarem com plasticina) o nome das letras, ou porque sabem contar até 96, ou porque sabem que o cápa dois é a segunda montanha mais alta deste planeta.

a coisa começa bem cedo. logo de bem pequeninos, quase recém-nascidos, têm logo de fazer para as primas afastadas e outros vizinhos que lá vão a casa, um ar asinino:
- faz o burrinho para a dona florença, faz, carlos ricardo, faz!
e as crianças, coitadas, lá têm de arreganhar a penca e os lábios em poses que não lembram ao diabo.

depois ou é porque já sabem caminhar mas afinal aquilo não passa de algo titubeante e quando a mãe decide, perante o olhar espectante dum grupo de visitas, "obrigar" a criança a mostrar que já caminha, o petiz dá dois passos, vai-se abaixo e abre a testa na esquina lateral da cómoda.

depois vêm as letras, os números, as marcas dos automóveis
nunca entendi porque raio têm as crianças - normalmente do sexo masculino - de ter um abrangente conhecimento do sector automóvel. não seria mais correcto pô-lo ao corrente do mercado bancário?
- de que banco é o vara, paulo ruben?
- luís fernando, como se chama aquele senhor de preto que diz fêck iu!
o pino, os pâzeles, o lego, por aí fora....

tenho pena das crianças, confesso que sim. a meu ver este tipo de habilidades são coisas que devem ser consumidas e divulgadas entre paredes e na intimidade do lar. para bem dos catraios e para evitar as cenas ridiculas que os adultos cometem.

sexta-feira, janeiro 25, 2008

concertamentos

ouço amiúde (deixem-se de merdas, um gajo que utiliza esta palavra num blog sem ser para mencionar o para ti maria tem de ter muita nível, carancho!) referir que são gastas muitas horas no sucesso da concertação social.

uma ova, digo-o eu. isso são coisas para meninos. concertação há em versão hardcore em todas as casas com crianças pequenas:

- come-me me a sopa, bruno vanderlei!...
- não!!
- ai!... tenho de me chatear? não vês que a tua irmã já comeu tudo, pá?
- não me interessa.
- ok, deixo-te ver um filme se comeres mais 5 colheres.
- não!
- três colheres, deixo-te ver um filme e ainda te dou um chupa.
- não!
- uma colher, deixo-te ver o filme, dou-te um chupa e poder lamber os restos da chávena de café do pai.
- não!
- caralho mais à canalhada que não há maneira de comer. come-me já a merda da sopa toda se não ainda te enfio a malga goela abaixo!!!!!!!!!
- tá bem.

(berraria em ripite)
(mais uma vitória para o patronato)

coscuvilhices



andava a atrás dele há uns bons 15/18 anos. diria que é o equivalente às crónicas do grande carlos castro mas ..... mas em "bom" e em "realmente importante".

o andy warhol, lembrou-se de tomar nota de todos os seus movimentos, sei lá, nos últimos anos de vida. assim, de 1977 mais coisa menos coisa em diante, tudo o que aconteceu em new york passou por aquele livro. para terem uma ideia, ele anotava o preço das viagens de taxi que fazia para ir a este ou aquele cocktail. um mimo.

é um calhamaço de seiscentas e tal páginas. curiosamente um livro leve num papel e numa fonte tipográfica bestial (adoro estes pormenores gráficos). dá para ler na cama mas acabei por posicioná-lo, ali, junto à sanita, mesmo ao lado da tv mais. estão a ver, não estão?

as coisas que por lá são retratadas são um mimo. está lá mesmo tudo, desde a forma como a bianca jagger descreve a maneira de agarrar um homem logo no primeiro encontro (um simples, mas eficaz, broche), até à discrição das cenas da grace jones e da jackie kennedy no casamento da maria shriver e do scharzenegger, passando pela caricata experiência da recepção do convite para a pomada da tosse do carter, endereçado a mr. and mrs warhol.

tenho ali trabalho para dois anos. mínimo!

elis & tom, assim, mais pernóstico

sempre olhei de soslaio para as críticas ou até mesmo as notícias dos lançamentos de edições de dvd-audio ou mesmo de sacd. muito comentado foi, por exemplo, a criação do dark side of the moon em dvd-audio.

eu tenho alguma dificuldade em distinguir a qualidade sonora quando a coisa atinge um certo nível. dizem-me que não, que as coisas se aprendem a ouvir. que se consegue educar o ouvido a distinguir um címbalo, um efeito sonoro, coisas dessas. já estive perante sistemas sonoros de milhares de contos (eu disse contos e não euros) e aquilo soa-me quase ao mesmo que um mp3 de 320 kbs. eu disse quase, ok? (não me batam, por favor)

já a passagem dum sistema de duas vias para um de seis é outra louça. uma coisa é dizermos: eh pá, aquilo até se sente a bateria a ir da coluna da esquerda para a da direita. outra é estarmos a ver um filme e sentirmos a chuva a cair, ali atrás, mesmo junto à nossa orelha. ou quem diz chuva, diz o estardalhaço que as batalhas do senhor dos anéis fazem quando vemos aquilo com um sistema av fixola.

adiante. bom, a verdade é que dei por mim a ouvir, não muitas vezes, confesso, mas sei lá, umas duas a três vezes por dia, este disco aqui.

e quando procurei, despretensiosamente, mais informações sobre esse disco, descobri que existe uma edição dvd-audio 5.1. reparem, a coisa foi, segundo dizem, magnificamente editada, de forma a tentarem recriar o que aconteceu naquelas sessões de estúdio, lá com a elis, o tom, o césar e mais o resto do maralhal que para lá foi.

não resisti e encomendei a coisa. um mês depois, lá me chegou a casa. aproveitei a distracção da minha filha,

futuros pais (só no masculino. pronto, principalmente no masculino) se julgais que vão conseguir aproveitar a vossa aparelhagem av e os vossos dvd's para curtir aqueles filmes da mesma forma que o faziam (ou fazem) até aqui, esqueçam. isso acabou. ou compram uma casa à parte para poderem matar esse vício de curtir um surroundzinho ou pedem à vossa mulher para ir dar uma volta com a criança (caso ela não tenha ainda marado completamente o aparelho de dvd) para se deleitarem por duas horas a rever a cavalgada das valquírias enquanto o coronel kilgore tenta fazer surf.

posicionei um maplezeco mesmo entre as bowers-wilkins, espacei as jamo lá de trás à mesma distância, fui buscar o resto do tinto do douro (claro!) que restou do jantar e fiquei ali sentado a apreciar a coisa.

que maravilha:
- a elis (adoro como os brasileiros dizem elis, com acento da sílaba final) mesmo à minha frente;
- o piano, o baixo a bateria e a guitarra lá atrás dela e, depois,
- os pífaros (ora não tem mais piada dizer pífaro que flauta?) e os violinos lá atrás de nós.

são umas atrás das outras. até sentimos o respirar dela, os seus lamentos, os seus gestos, os seus sorrisos. o delicioso diálogo que antecede o inútil paisagem....

repito, que maravilha. e depois não é só isso, é mesmo a qualidade de som que aquilo traz. cum caneco. aquilo é supremo.

o disco é perfeito. as músicas são pequeninas, não cansam. tudo ali na casa dos três minutos. muitas nem chegam a isso. repito, é uma experiência do catano.

não percam. quem nunca viu a mulher ao vivo, acreditem, aquilo é o mais próximo que conseguirão.

o meu divã

não me apetece estar para aqui a explicar porque é que não dou muita importância a este meu blog.

no entanto, confesso que fico estranhamente sensibilizado quando o encontro referenciado na lista de favoritos de alguns blogs.

mariquices!

segunda-feira, janeiro 21, 2008

mistérios dos anos 80

nunca cheguei a perceber porque é que os verdadeiros vocalistas das músicas dos milli vanilli, não desataram a fazer uma carreira com o seu próprio nome.

não tinha lógica?


montenegrices

o júlio montenegro - autor dos textos dos concurso da amiga olga - num dos seus concursos lembrou-se de perguntar:

- como se chama o jogador búlgaro do sporting que marcou o golo contra o .....*
- .........
- olhe que o tempo está a passar.....
- vá, eu ajudo, é um jogador muuuuuuuuito rápido.
- ............
- é um jogador veloz.....

toooooong

- ohhhh, perdeu! era o jogador balakov. fica para a próxima.
- já agora, porque é que estava a dizer que era um jogador rapidíiiisimo?
- estava a ajudá-lo, estava a tentar que associasse velocidade com bala, bala da pistola igual a coisa rápida. mas o senhor não apanhou a minha dica. é pena.

maravilha!


* confesso que não me recordo já o nome da equipa. para o efeito é irrelevante.

olguices

num dos "amiga olga", a veterana apresentadora depara-se* com uma concorrente velhota e com um ar simpático:

- então vamos a mais uma pergunta: qual é a capital da espanha? madrid, lisboa ou barcelona?
- ......
- então minha senhora? está a pensar?
- ..... estou com dúvidas.....
- então eu ajudo, começa pela letra éme..
- humm.... (dito assim a medo) marcelona?


* papoila, só comigo! obrigado. mas como eu disse lá atrás, eu não sou exemplo.

m80 - lá estou eu outra vez..

os scorpions* têm um contrato de exclusividade com a m80 ou aquilo os gajos lá da rádio, por vezes, gostam mesmo de ser breguinhas?

* eu bem sei que devia esconder isto do resto do mundo, mas acreditem que eu gosto do lady starlight, do when the smoke is going down. do always somewhere acho que já não gosto e o holiday estou quase, quase a fartar-me dele.

fim-de-semana na btl - trocas

perto da meia-noite, ali para os lados da cril, na telefonia do carro:

- antena 3: buraka som sistema

- rádio áfrica: duel dos propaganda.



são vergonhosos os pretextos que eu arranjo para colocar aqui o teledisco desta música. puta de saudades, porra!


fim-de-semana na btl - bem quê?

num dos regressos passo pela repsol da segunda circular e há lá um reclamo luminoso do kfc com a palavra benvindo escrita lá ao pé daquilo.

presumo que seja o nome do senhor que atende lá no restaurante.

e uma asae para estas coisas, não?*

* cada vez tolero mais erros de português em blogs. e quem sou eu para "intolerar", não é? (basta dar uma olhadela ao meu). mas em coisas assim, mais dadas ao respeito como um estabelecimento comercial na segunda circular... nahh, aí sinto-me defraudado. o kfc ou a repsol ou o mcdonalds (confesso que não decorei) darem um erro destes é milhares de vezes pior que o zé galego escrever na lousa da entrada: á mines.

de caras!

fim-de-semana na btl - spide

o regresso a casa, muito cansado, umas dores nas costas por causa dos cabrões dos saltos dos sapatos.

o regresso a casa feito abaixo da velocidade limite.

reparo que me já me sinto um matarruano na minha cidade: tenho medo dos radares e acho sempre que estão montados de cinco em cinco metros. sim, bem sei, não saber onde andam os radares é coisa de meninos, mas fazer certas ruas a 50 km/h é francamente ridículo. senti-me como se andasse num cortejo fúnebre.

quinta-feira, janeiro 17, 2008

a cidade dos homens

vi ontem (com a surpresa da minha mulher se ter aguentado estoicamente, até às tantas, sem adormecer).

gostei, claro. uma lição de bom cinema e de muuuuuuitos bons actores. realismo, ali, do melhor. purinho.

(eu tenho para mim que nem na vida real (a maioria d)os actores portugueses é mais real que a destes brasileiros) (sou preconceituoso? sou!)

um retrato do rio de janeiro que não surge nos cartões postais mas que está à vista de todo o mundo quando lá chegamos. um rio de janeiro que os turistas ingénuos julgam ser apenas o outro mas que depois descobrem que afinal o outro é mesmo o que vem nos catálogos das agências de viagens.


quarta-feira, janeiro 16, 2008

swat, seal & companhia limitada


vinha no sol: ao que parece há malta dos states, amaricanos portantes (gosto muito de dizer amaricanos), que andam a treinar o pessoal da asae.

ciganos deste país, ouçam o que eu vos digo: arrepiem caminho no que respeita à contrafação. olhem que guantanamo é já ali ao lado.

pessoal dos restaurantes: colheres de pau? deixem-me só dizer que o preto, vestido de laranja, que está ali, na foto, em primeiro plano do lado esquerdo, estava a fumar num mcdonalds. agora imaginem se se metem a espetar colheres de pau na sopa da pedra.

eu bem vos aviso...

terça-feira, janeiro 15, 2008

ó- ró-ra

não sou o que seria hoje, se não tivesse crescido, frequentando uns valentes bailes de carnaval no vitória clube de lisboa:

cá em baixo: pares dançantes (com nobre destaque para o os pais do fanã. não desfazendo o antónio pires que deus tem e a mais a sua ana maria), chapéus de plástico "à lá campanha do freitas em 86", suor, confetis, cornetas e serpentinas.

lá em cima: meirim a chefiar a grelha dos chocos, o cô debruçado na janela da secretaria e pessoal nos morfes espalhados pelas mesas.

no palco: conjunto musical e o nuno pires a espreitar pela entrada lateral.

por isso, todas estas razões e porque o carnaval está aí a romper, vi-me na necessidade de ensinar umas quantas coisas à minha filha: esta semana comecei com esta.



a coisa sai mais um: "si fi si si-será, ô ô ô ô, ó ró ra" mas o que conta é a intenção. estás no bom caminho, minha filha.

patilhas

o patilhas disse que vendo as coisas sob o prisma das questões orçamentais, a participação do sporting na liga dos campeões tinha sido positiva.

e grizo sempre quando as pessoas vêm falar sobre as questões orçamentais. normalmente só falam quando lhes convém.

curiosamente, não o ouço fazer comentários, por exemplo, ao orçamento do guimarães.

é a vida!

segunda-feira, janeiro 14, 2008

ápice


a cristina chegou a grupo pela mão da gisela. não era muito gira, tinha um excelente rabo, era meio burrinha. não consigo dizer mais nada acerca dela.

numa noite, em pleno ópera, ali na graça, confessou-me que adorava aquele bar (mas quem é que não gostava do ópera, meu deus!) mas que a música que lhe enchia as medidas era a música "contre".

- contre?????
- sim, americana.
- contre?????
- sim, olha: contre rouds take me home to the place....

noutra ocasião, num carnaval em que fomos passar um fim-de-semana nas instalações da colónia de férias, gerou-se uma enorme confusão, um valente reboliço porque a gisela queria tomar banho e a bela da cristina decidiu que seria ela a tomar e não a amiga.
- mas oh pá, ó cristina, é num instante, eu despacho-me já.
- não sejas parva gisela, eu já estava preparada e tudo para ir para o duche.
- tem juízo, foste para a cozinha comer e tudo..
- mas vim num instantinho.
- vá, eu despacho-me. eu tomo banho num ápice.
a gisela diz isto e entra para o compartimento dos duches. a cristina olha para os crivos dos chuveiros - eram dois - e acrescenta:
- na boa! se tomas num ápice, eu tomo no outro lá do fundo!

ultimamente

quanto mais simples, mais me fascinam: garganta, pianada e baixo sintetizado.

perfeita!


domingo, janeiro 13, 2008

e não há ninguém lá no partido...

... com coragem para lhe pagar umas aulas, sei lá, de educação ou em último caso, lhe abra as portas do miguel bombarda?

eu tenho para mim que o grande franquelim da picheleira não faz este tipo de cenas.

primeiro o dente e o truque (ao estilo camaleão):
terá ela ventosas na ponta da língua?


agora a sarna e o cabrão do elástico:
(ou será um acto onanista?)

bettynha guedes

estou chocado, acabo de dar uma cagadela enquanto folheio uma revista da especialidade rosa. vem lá uma entrevista com a manuela moura guedes.

repito com a manuela moura guedes.

o que se passa com aquele corpo? é que não a consigo distinguir da betty grafstein. fundiram-se foi?

mola na ponta e ponta na mola

aqui há atrasado o dê éne apresentou um artigo sobre o erotismo na literatura portuguesa. lá vinha um grupo de escritores justificar porque é que era piroso e risível escrever sobre sexo em português.

e eu até concordo com a coisa. em português de portugal, é realmente mato encontrar-se trechos supostamente erótico-pornográficos (o termo é meu) sem que nos desmanchemos a rir logo de seguida. sucedeu-me isso quando li o equador, aconteceu-me quando apanhei um trecho do rodrigues dos santos (um gajo que eu gosto na tê vê, diga-se de passagem, mas de quem, atenção, nunca li rigorosamente nada) e recordo, com pouca clareza dumas partes da margarida pinto que eram francamente más.

sinceramente, eu julgo que os escritores tratam este tema da mesma forma que a maior parte dos portugueses o trata. ou seja, falam de sexo como quem fala de amor e, por isso, são capazes de descrever retanchadas com frases como: "lá encontrei a fernanda, uma ex-namorada, estivemos um bocado à conversa e tal, mas quando demos por ela, estávamos ali nas traseiras do aeroporto a fazer amor dentro do corsa dela"; "o hugo manuel não é lá muito bom de cara, é meio estrábico e tal, mas quando se mete a fazer o amor comigo, minha cara, aquilo faz tremer o apartamento todo". quanto muito, na intimidade duma amizade, lá sai um "ele enfiou-me lá o seu.... o coiso sabes, aqui na minha, aqui na ..... na gaveta compreendes.... e às tantas aquilo começou a fazer aqueles barulhos com o ar a fugir-me por entre as pernas.... uma vergonha, pá!"

o que pelos vistos parece que ninguém faz (fazem mas como se fosse pecado) são: bicos, punhetas, trombadas e canzanas. isso, meus amigos, não se pode dizer, muito menos escrever. pior ainda, passar para o prelo.

diz a margarida pinto que não trava nada quando escreve, tentando contudo, não cair na vulgaridade. eu tenho para mim que o que mais abunda na literatura portuguesa é mesmo a vulgaridade. é estranho mas é verdade.

exemplifiquemos:
primeiro uns trechos do codex 643
"quando um dia for casada e tiver um filho, vou fazer sopa de peixe com o leite das minhas mamas."
"uma erecção gigantesca a formar-se nas calças de tomás. (...) lena tirou todo o seu seio esquerdo para fora do decote de seda azul (...) aproximou-se do professor; em pé, ao lado dele, encostou-lhe o seio à boca. tomás não resistiu. abraçou-a pela cintura e começou a chupar-lhe o mamilo saliente."

agora uns trechos, por exemplo, do nelson motta,
"seu pau parecia que ia estourar dentro da cueca, a mão de carol puxou-o para fora e enfiou-o entre suas coxas. (...) bombril encostou na borda e carol tentou montar seu pau (...) a água clorada entrava nela e lavava o lubrificante genital (...) e gemeu de prazer. (...) carol abriu bem as pernas, com a mão conduziu o pau para sua buceta. (...) bombril ofegava, carol sentiu um jato quente lhe invadindo e bombril estrebuchando nos seus braços"

simples, não?

outro exemplo:
primeiro o manuel arouca:
"puxa-me. Começa a despir-me. Estou de pau feito. Despe-se. Beija-me o corpo todo. Sinto prazer. Ela é minuciosa e terna na forma como me acaricia. Conduz-me para dentro dela. Sinto o seu corpo quente, flácido, trémulo. Movimenta-se com prática, de maneira a eu estar permanentemente excitado. Vem-se. E agradece-me, agradece-me muito."

voltemos ao motta, num outro livro:
"era demais: meu pau parecia que ia estourar dentro das calças. (...) mara era totalmente depilada, lisa, macia, como senti quando minha língua veio deslizando por seu um bigo, descendo pelo seu ventre e por sua virilha e lambendo a sua buceta molhada, pelos lados, por cima, por dentro, sentindo-a inchar em minha boca.(...) me cavalgava, para frente e para trás, para os lados, para cima e para baixo, como se fosse ela que metesse em mim, cada vez mais forte, mais fundo, até que gozou de novo e vendo-a gozar também explodi dentro dela."

há dúvidas? posso eventualmente estar a cometer injustiças com os exemplos que apresento. além disso, não leio tudo o que sai para as livrarias. contudo, não vejo grandes diferenças, para melhor, nos livros que vou observando por aí.

no brasil, a coisa parece que é escrita como se faz, com força na verga. não digo que em portugal se foda pior. eu digo é que em portugal se descreve as fodas pior. ou então, descrevem-se as ditas cujas sem ponta nenhuma. uma cáca.

e olhem que não chamei à liça o jorge amado. não se justificava. esse está acima de tudo o resto.

cuspo

a maior parte da minha educação culinária foi alicerçada à base de sopa. nada dessas mariquices de prato, colher e guardanapo no colo, mas mais ali, no duro do beiço na malga e manga a limpar a boca.

tive de tudo: em momentos de aperto (aperto "horário" que lá em casa nunca se passou fome de sopa) a clássica maggi e, quando a coisa era feita com tempo, valentes salganhada com aquelas sopas espessas, grossas e pesadonas. normalmente a coisa era sempre feita com sopas deste último grupo, coisas em grande. do tipo de sopas que se lhes mergulharmos uma colher, esta fica ali, de pé, orgulhosa e sem tombar.

agora, parece moda, pelo menos ali para os lados do colombo, falar-se em cuspir na sopa: o jesualdo responde aos insultos duns energúmenos e o nuno gomes diz que não se deve cuspir no prato da sopa; o hugo leal foi para espanha e o vale e azevedo logo veio falar em cuspir na sopa; o veiga manda umas bocas e o rui costa diz que não se deve cuspir no prato da sopa; o maniche disse um dia que a família era sportinguista e logo aquele sócio barbudo veio falar na sopa......

portanto, por tudo e por nada se fala na sopa.

muito habitual, desta vez não lá para os lados do colombo é dizer-se: "ah e tal isso ele já não se recorda, mas fui eu que o tirei da sarjeta"*

e eu juro, eu deliro com estas palavras. deliro porque normalmente quem as diz não tem razão rigorosamente nenhuma para dizer estas coisas. há excepção, talvez, do mantorras (e mesmo assim, não sei), que eu me recorde, não há ninguém na luz que ande a ganhar ordenado sem trabalhar.

eu gostava de saber a partir de quando é que podemos criticar, mandar bocas ou parar de bajular um ex-patrão? e um patrão?

quer-se dizer: um gajo anda ali a trabalhar, a dar no duro (ou não). para isso recebe o devido salário no final do mês. se as coisas se passarem assim, temos de andar o resto da vida de boca calada sem fazer uma única crítica. já o patrão, esse, pode dizer o que quiser do seu funcionário.

há uns vinte anos, numa leve conversa com um antigo patrão, distraí-me e
sem imaginar que iria magoar alguém, disse que o cavaco deveria abolir a taxa da televisão ou, mantendo esse imposto, retirar a publicidade da tv. ele, uma das pessoas que tiveram o azar de passar pelas consequências de ser recambiado de moçambique para portugal após a revolução, passou, desse dia em diante, a chamar-me guevara e a boicotar-me todo o trabalho que eu diariamente fazia: "não meu guevara de quintal, está mal feito, torna a fazer de novo."

ou seja, para os olhos das pessoas que falam em "cuspir" lá para os lados da luz eu devia era continuar o meu trabalho de palas asininas nos olhos sem bufar nem tugir. compreendo, compreendo...

é que dá a ideia que o viera ia ali pelos anjos, quando ao passar na sopa dos pobres viu o veiga na fila e disse-lhe: anda daí que eu dou-te um caldinho lá no estádio. com o jesualdo foi a mesma coisa: estava sem treinar e tal quando um punhado de benfiquistas lhe disse "olha, ó manel, não penses mais nisso, toma lá um pacote destes, pede lá à tua zulmira que aqueça um tacho de água e é só deitar isto lá para dentro." será isso que lhes passa pela cabeça?

confesso, não sei o que se passa nas cabecinhas destas pessoas.

* há testemunhas que me viram a tirar duma sarjeta, um nobre figura do jet set nacional. estava a abarrotar de álcool - e outras substâncias que não pude comprovar - e jazia, sorrindo e babando-se, sobre o ferro frio da grade que cobria a referida sarjeta. peguei nele, dei-lhe uns pares de estalos e, como não reagia, deixei-o encostado a uma árvore. fui profundamente censurado pelos restantes companheiros da noite, não pelo acto de o ter retirado da retrete mas por não lhe ter palmado a carteira ou comido o prói.

quinta-feira, janeiro 10, 2008

valle?




uns primos da minha mulher têm um valente casebre em sintra. uma coisa rasca com uma vista para o mar, para a pena, para o castelo, para a quinta da regaleira e tal. uma coisa do mais reles que há, coitadinhos.... uma chatice, é o que é.

às tantas decidiram rentabilizar a coisa e toca de alugar os quartos lá do tal casebre.

tudo bem, tudo bonitinho, tudo autorizado e tal. tudo nos trinques como manda a lei.

nome?

- então oh manel, e que nome tem a casa?
- casa do vale. mas com dois éles, é valle!
- é pá, mas isso é um bocado pernóstico, não é?
- não, o que se passa é que vale, em finlandês - a mulher é finlandesa e alguns desses hóspedes vêm lá de cima da escandinávia - significa mentira. e então contornámos a coisa, acrescentando-lhe um éle. dá uma certa cagança mas que se lixe.

e eu fiquei a pensar que realmente, esta coisa da palavra vale ter o significado que tem lá para os finlandeses, está intimamente relacionada com a frase que o manuel vilarinho disse ao senhor joão*, no célebre debate na sic: "o doutor vale e azevedo tem uma relação incompatível com a verdade!"

pudera, com um nome daqueles! vale?

* forma carinhosa que o guarda do carro celular que conduziu o vale e azevedo ao tribunal disse quando lhe abriu a porta para ele sair: vá, saia lá depressa, senhor joão.

cól gârls


há umas semanas a sábado trazia uma reportagem sobre putedo fino. em linguagem técnica cól gârles.

e de repente, todo o mundo se pôs a ler a referida entrevista (reparem que foi dos números com maior sucesso da revista). à minha beira, eu, com estes ouvidinhos que a terra há-de encher, ouvi comentários diversos (de mulheres, principalmente de mulheres) como:
- elas levam milhares de contos...
- chegam a ter de ir para o estrangeiro, para a arábia...
- então não é que há algumas que até têm cursos superiores?
- aquilo não são gajas de andarem agarradas à droga, aquilo é tudo gente de universidades e tal...

a ausência de comentários masculinos à coisa tem origem no facto de nenhum ser, nenhum ente do género masculino se admirar com tais reportagens nem faz, portanto, este tipo de observações.

porquê?

ora bem, para já porque o homem vai ao putedo para dar umas valentes retanchadas, certo? nem sempre.

o homem também vai ao putedo, também paga, não pela cambalhotas que ela faz mas sim para a mandar embora.

"tudo bem minha menina, faz lá a espanholada que tens a fazer, limpa bem agora isso dos olhinhos e vai-te lá embora."

ou seja, a principal parte da maquia que entrega à catraia, serve para o acto supremo da ida ao putedo: o baza daqui para fora!

adiante!

depois temos outras questões: a qualidade da peça. recordo-me de aqui há atrasado, estar a conversar com um gajo que era dono de um tasco valente ali para os lados da sé e que tinha sido escanção no ritz. perguntava-lhe se um vinho de cinquenta contos era dez vezes melhor que um de dez contos ou 20 vezes superior a um de cinco contos. ele riu-se...

com o putedo também me ponho a pensar: mas que raio farão as mulas de mil contos que as de vinte ou de dez não fazem? será que elas usam algum truque secreto com a língua, assim, à volta da tolinha do nabo dum gajo? será que há segredos, assim ao estilo da linhagem maçónica que elas guardam? será? será que têm um catalisador especial na epiglote que limpa e filtra o leitinho?

ou será porque afinal, além de serem boas nas horas, são umas tipas com um palminho de testa e que afinal são é espertas e cultas e mais o caralho a sete?

é que se afinal os sheiks do dubai que pagam a estas mulas podem ter o gajedo que lhes apetece, quando lhes apetece, mandar embora, no fim da coisa, o gajedo que lhes apetece, então...

... então quer dizer que afinal o grosso do arjã, do graveto, que eles baldam ali no final do trabalho, serve para pagar a cultura das meninas?

mas afinal, isto deita por terra a fantástica teoria feminina que os homens querem gajas para foder. mas... mau!.... mas então afinal a gente quer é meninas "com esperto nos cabeça"?

será?

e será que nenhum homem se admira com esta conclusão?

oh diabo! malditas cól gârls! andam a destruir as filosofias das rebelos pinto que cada mulher guarda em si.

sacristas!....

quarta-feira, janeiro 09, 2008

o meu carocha

ó caladinho, tenho me esquecido de comentar contigo aquela cena daquele piloto de formula um (ou terá sido um jogador de futebol? não me digas que era uma estrela pop? ai, que eu sou tão mau nestas coisas, pá....) que foi catado pela chibaria a duzentos e tal quilómetros por hora. sabes do que falo? é uma notícia já com umas semanas... não deste por nada?

o gajo depois até justificou a coisa, desculpando-se com a frase: "estava a ver até onde é que conseguía ir com aquele motor. queria ver quanto é que aquilo aguentava."

imagine-se!

não esperava era que os senhores fardados andassem ali de radar em punho e depois, tunga!

se era para ver até onde é que aquilo ia, bem que podia ter-se ficado por este videozeco. já conhecias? é o motor do carocha de 1968 do meu pai. neste dia levei-o para o autódromo, desmancheio-o todo, pus-lo em cima duns cavaletes, espetei-lhe umas velas novas e dei-lhe gás.

repara bem como ele se comporta. nestas imagens está lá todo o pessoal. aquele logo de início com a perna traçada é o roberto esferográficas, um bacano. é ele o craque da mecânica lá do bairro. vê-se também o meu tio zacarias a passar dum lado para o outro de telemóvel na orelha, todo chateado porque estávamos a fazer um escarcéu dos diabos.

bem sei que é foi um bocado brega, mas no fim acabámos por bater palminhas. aquilo aguentou-se bem. material alemão está bem de se ver, não é?

tu biste o fogo que aquilo largava? fuoooooogo!

como disse o meu primo paulo, certo dia em que viemos da freixeda na carroça, sempre sempre a picar a mula: vínhamos tão depressa que, se quiseres, podes chegar com um cigarro ali ao pé das rodas qu'inté o consegues acender!


terça-feira, janeiro 08, 2008

tabaco

não sou capaz de dizer muito coisa sobre a lei do tabaco.

eu só sei é que agora, quando vou às jantaradas com os meus amigos, vou ter saudades do cheirinho do cigarro ou da cigarrilha que me entra pelas narinas. era o meu único cigarro. eles fumavam, eu snifava os restos.

tudo o resto são exageros. confesso, não me incomoda. já me habituei a isso.

quando fumava, achava que não era capaz de dançar sem ter as mãos ocupadas: uma junto ao coração segurando o copo e a outra segurando o cigarro, enquanto se agita o braço a fingir que estamos a malhar na guitarra. quando deixei de fumar continuei a abanar o braço mas sem o pirilampo do cigarro a iluminar o baile. não espero deixar de beber. se deixasse, deixava também de dançar.

tem lá algum jeito dançar com as mãos livres?

gosto mais...

... desta guerra entre o luisão e o katsouranis do que a do vieira e o veiga.

quem jogou à bola, mesmo na rua com as balizas construídas com duas pedrinhas do passeio ou dois calhaus da calçada, sabe que guerras destas acontecem. atire a primeira pedra quem nunca disse: - foda-se, estás sempre à mama, caralho!

por isso até "perdoo" estes empurrões e os dedos a fingir pilinhas. fizeram, merda, foram tomar banho mais cedo, tenho a certeza que do último treino desta semana já estarão a mamar canecos num tasco qualquer do seixal (espera, acho que só o luisão é que bebe, não é? pronto, o grego bebe um frutol.).

o que me tira do sério é esta guerrinha entre o veiga e o vieira. nem um tem categoria para ser presidente nem o outro tem autoridade nenhuma para mandar as bocas que manda.

confesso, fazem-me rir. rio-me com eles da mesma forma que me rio com o pinto da costa (o do antigamente. agora anda mais fraquito), com o gajo do nacional, com o major, com o vale e azevedo, com o guarda abel.

fazem-me rir, pronto.

p.s.: que me perdoem os benfiquistas, acreditem numa coisa, sério pá, não foi o benfica de trapattoni que foi campeão, foi mesmo o porto que se esqueceu de o ser. aquele campeonato, meus amigos, foi cagar a rir.

segunda-feira, janeiro 07, 2008

hoje apetece-me

eu não sei onde é que o pedro silva leu (ou ouviu. ou sonhou) que os jogadores do porto andavam a fazer declarações como se já fossem campeões garantidos.

mas a verdade é que também não é preciso. eu vejo é que os jogadores de todas as outras equipas fazem declarações a dizer que o porto já é campeão garantido.

eu, mesmo com esta descarada vantagem, sem o anderson, não consigo ainda vê-los como campeões.

quando o benfica ganha...

... e os clubes que estão acima ou abaixo perdem, as manchetes do record e da bola dizem: seis (ou sete ou 5 ou 4, como for) pontos ganhos na luta pelo título.

hoje, permitam-me a minha manchete: porto ganha doze pontos ao seus mais directos adversários.

(pronto, contabilizei até ao braga!)

e não os podemos esconder?

a grande diferença entre os 9 milhões do cardozo (gosto imenso de ouvir o pessoal dizer cárdoso) e os 3 ou 4 milhões do farías (gosto imenso de ouvir o pessoal dizer fárias) é que, como vai jogando, nós percebemos que ele não vale realmente 9 milhões.

por outro lado, não jogando o atacante portista, ficaremos sempre na dúvida se o gajo não vale um boi ou se simplesmente não faz sentido tirar o lizandro (gosto imenso de ouvir o pessoal dizer lópéz) para a ala, estando por lá o tarik (que é realmente igual ao rui santos) e o quaresma.

sexta-feira, janeiro 04, 2008

tó quim

o tó quim, irmão mais velho do meu coleguinha joão "marreco" paulo, era conhecido lá no bairro pelo magnífico nome de cacholas.

havia algumas variantes, é certo, como: cabeças, tó quim cabeçudo, monas, etc...

entre outras actividades que o rapaz exercia, conta-se a de excelso mecânico/bate-chapas a oficina do horácio.

nos fins-de-semana, ou melhor, ao domingo, dia do senhor, era sua função, na distribuição das tarefas do nosso grupo de acólitos da fabulosa igreja paroquial do espírito santo, ser turiferário ao paço que eu ficava com o não menos supimpa título de ministeriante dos livros.

um dos acólitos do nosso grupo, um valente amigo do bairro da guarda, chegou-se um dia à minha beira, lá no altar, por alturas do kyrie e segredou-me as sábias palavras:
- a mona do tó quim tem um quê de tolan, não tem?


e aqui estou eu, em 1980, junto a tão saudosa peça metaleira, devidamente estacionada em frente ao cais das colunas.

point do ivan


é que desde que tu me viste com a conversa do point do ivan que não me consigo concentrar em mais nada.

e se deixarmos de comer durante uns 3 meses para pouparmos carcanhol? ficávamos elegantérrimos e, se calhar, até dava para esbanjarmos uns dias porreiros a roer umas espetadas de queijo ou de camarão.

ai tu não gostas, pois é. olha, comia eu então, pode ser?


piauí

a marina de vilamoura tem uma loja de revistas bestial. compreende-se, com tantos bifes a passar por ali é natural que certas revistas (sim, estava lá a top gear, a empire (vem aí o indiana 4), a q e até perdoo não terem a fourfourtwo) tenham mais saída e que por isso as ponham à venda.

o que não estava era à espera de encontrar a piauí brasileira. vi, peguei nela, folheei, gostei e comprei. era o número de julho mas, também, isso não interessa nada, não é?

se virem comprem. entretanto, vão lendo umas coisas aqui.

mostro a revista aos meus amigos e lá lhes digo que este número era de há seis meses. a forma subtil de me chamarem burro foi sublime:
- mas, só sai uma vez por ano, é?

chareque três

no midia marquete o pai tratava de trocar o comando avariado da televisão. a mãe andava a cata dum ou doutro dvd (ou cd) num eventual saldo manhoso. a filha deu de trombas com o chareque três nas tuvisões e, à falta de cadeiras ou poltronas, fez do chão a sua xéze longue.



mainada!



(a perna traçada tira-me do sério)

quinta-feira, janeiro 03, 2008

frigoríficos

tenho um amigo que decidiu sair da toca dos pais e tratar de ir viver sozinho.

até aqui tudo bem. comprou móveis, arrastou os amigos até ao ikea, apetrechou a sala com uma pleisteichan três e um éle cê dê. uma maravilha.

na cozinha, não falta a máquina de lavar a louça, da roupa (bom, na realidade este electrodoméstico ficou em casa dos pais. "nahh, a minha mãe lava lá na dela. é melhor") e o frigorífico recheado...

pára tudo! eu disse recheado?

recheado?

foi?

vejam bem com atenção e depois digam-me se isto está recheado?



bom, curiosamente eu acho que está. esperavam o quê? vodka, não? isso é muito forte, pá!



o que eu acho mais curioso é o facto de aquelas duas garrafas de sumo estarem lá apenas para enganar. é que nesse dia iriam lá entrar gajas e crianças. ficava mal dar cerveja aos putos, não é? já o queijo e o fiambre é mesmo só para disfarçar. deve ser uma cena maçónica ou coisa parecida. nem havia pão para acompanhar.

(ou havia?) (estou-te a desvirtuar, pá? se estou, desculpa.)


piquinhos na língua

que é feito das dentyne de canela?

não me digam que agora são assim?

quarta-feira, janeiro 02, 2008

pdi

pego num perfume e dirijo-me à caixa para pagar. enquanto faço o "verde-código-verde" faço-me descaradamente ao piso a umas amostras desta ou daquela outra marca de perfume. a funcionária, brasileira, gira, olha-me fixamente para a cara e diz:

- não, vou-lhe dar umas amostras deste creme.
- creme?
- sim, é para os olhos.

pego no mb, agradeço, dou meia volta e pego então nas amostras para perscrutar melhor a caixinha. reparo que as palavras "age fitness" estão assim, em bold. olho para um espelho e a luz fluorescente faz salientar os imensos cabelos brancos. olho para os meus olhos e, para mim, continuam a ser os mesmos de sempre.

pelos vistos não.

pronto, agora é que é. agora é sempre a descer. a partir de amanhã vou passar a tratar da minha filha com outro desvelo. afinal é ela que me irá escolher o lar de gimbras caducos para onde irei morar.

age fitness????? foooooda-se!

terça-feira, janeiro 01, 2008

balanços

nunca me dá para fazer balanços por altura do revilhão.
normalmente quando balanço muito fico mareado e vomito logo a seguir.

que piada tem em desperdiçar assim tanto jota bê?

10 anos

dez anos, onze reveilhões.

destes devo ter falhado com eles uns dois ou três. já me chateia quando assim não sucede. já nem sei se me habituarei a isso.

no deste ano, na praia dos pescadores da albufeira, recordei-me dum outro, mágico, em plena copacabana.

mas recordei-me de outros, de muitos outros: da minha primeira directa em 85; do tito albernaz a cantar comigo em tronco nu, a banda sonora do grande arrepio em 94; duma outra, talvez em 92, quando se arderam uma colunas de som; dum fantástico banho de mar - eu não disse mergulho, eu disse banho. estive de molho uns bons quarenta e cinco minutos, ok? - na costa, há precisamente dez anos; dum inusitado jogo de ping-pong, com o meu velho irmão alcides monteiro, cujas regras, adulteradas para nosso belo prazer, consistiam em conseguir acertar com a pequena bola em duas garrafas de sagres de litros que estavam a segurar uma fictícia rede. quem acertasse na garrafa poderia dar um gole de cerveja. às tantas decidimos aumentar de duas para quatro garrafas para enganar a estatística....; duma monumental molha à porta do muralhas na areia branca; dum frio siberiano na estação da cerdeira, à espera duma muuuuuito atrasada boleia para a ade; do whole of the moon há vinte anos, do thought i'd died and gone to heaven há uns quinze do el chato em todos eles e claro, do personal jesus* de noventa, a melhor passagem de ano de sempre e para sempre.

* e do why can't this be love, do who can it be now, do show me the way, do cocaine, do turn it on again, do she's a beauty, do airport, do dreams e, provavelmente do geno!


nokia, nokia, nokia is so far away*

noutros tempos o domínio era finlandês. e eu, claro, saia sempre descansado de casa porque, numa falha minha, alguém teria, de certezinha absoluta, um carregador para moi-même.

outros tempos, outros tempos....

o mercado agora anda dividido: samesungues, éle gês, noquias dos modernaços (de carregador com um jéque dos fininhos), sónis, motorolas... uma desgraça, uma desgraça...

nunca eu desejei tanto o monopólio como antigamente. saio de casa no sábado com um meia bateria no telefone, gasto-a numa interminável sucessão de chamadas com o dono da fabulosa villa** que nos iria acolher para o reveilhão e quando olho à volta não havia uma única pessoa com um carregador compatível.

faço uma última chamada para a sic para que transmitam a mensagem "solicita-se um dador de energia, compatível com o cinquenta e um quarenta i....." mas nada. foi um apelo infrutífero.

quatro dias sem telefone. quatro dias desligado do resto do mundo. quatro dias sem ésse éme ésses parvas de fim-de-ano. quatro dias sem mensagens boas dalguns que eu sei que se lembram de mim de caneco erguido nesta noite: outros tempos, outros anos, outros reveilhões***.

chego a casa e ponho-o a carregar. o meu pai tinha-me enviado um ésse éme ésse. (o meu pai??????. mas mesmo o meu pai????? um ésse éme ésse????? tá louco!!!) decidi acreditar que o outro viu mesmo um porco a andar de bicla.

* dito duma forma cantada, ao som desta canção.

** que não tinha água quente. que não tinha os manípulos do fogão a funcionar. que tinha as lâmpadas dos candeeiros a 23% da sua potência....
*** ó tito, tu lembraste de termos ido para a ala das camaratas antigas e ter cantado, assim, seguido, sem tirar, em troncos nús, este disco duma ponta à outra? foste (és) a única pessoa que sabia de cor a correcta sucessão das localidades lá da música da martha & the vandellas.

quinta-feira, dezembro 27, 2007

vida em marte?

há cantores ou grupos que eu sabia (e sei) de antemão que ainda iria gostar deles.

a elis não foi amor à primeira vista, o gonzaguinha também não, a minha mulher foi logo no primeiro olhar, os fleetwood mac quando consegui ouvir o tusk sem tirar, e rendi-me aos eagles quando ouvi o wasted time pela primeira vez.

um velho amigo diz-me, em tom de gozação, que eu ainda chegarei aos king crimson e quem sabe até aos devaneios do rick wakeman. cá estarei para assistir a isso.

o seu jorge chegou aqui há dias. fiquei com a tal sensação que descrevi ali em cima, quando o vi lá na cidade de deus: este gajo tem ali alguma coisa, nah, ainda não chegou a altura dele.

e rendi-me quando o ouvi cantar:
então vem cá, me dá a sua língua
então vem que eu quero abraçar você....

porque alguém que escreve assim, só pode ter nascido no brasil. um português falaria pudicamente em boca ou, quanto muito, em beijo. ai a falta que um jorge amado faz à literatura portuguesa... adiante! gostei, saquei, estou a consumir.

estas versões mais softes das coisinhas do báuí, além de virem com a voz quentinha do seu jorge, estão francamente adocicadas por estas letras francamente lindas.

por falar em versões, ouçam isto com atenção. estão a ouvir, estão? percebem porque é que os nouvelle vague me dão sono (e diarreia)? uma coisa são aquelas cenas dos stones e do marley em ritmo bossa nova. ah e tal, sabe bem ouvir aquilo no verão, com o céu alentejano como tecto, enquanto que a mão transporta um copo de licor de noz estupidamente gelado, do braço da cadeira até à nossa boca. maravilha! outra coisa são os nouvelle vague. que lástima. os nouvelle vague, além de estragarem músicas tão boas como o the killing moon, estão para o panorama musical como o júlio machado vaz está para a televisão e a rádio: ele fala, eu adoeço.


a vinte e quatro??????

em mirandela, um concelho que eu aprendi a chamar também de "minha terra", um juiz decidiu que uma criança tinha de ir para uma casa de acolhimento temporário antes de ser devolvida à mulher que a pariu.

até então, a catraia esteve com um casal que a tratou como filha.

eu já deixei de opinar sobre essas coisas de "quem é que deve ficar com a criança", "quem é que tem o direito", "quem é que afinal é o pai ou a mãe!". já não opino, pronto.

agora uma coisa tenho a certeza, um juiz que pega numa criança de três anos para a colocar lá na casa de acolhimento - antes de ir para a mulher que a pariu, como disse - NO DIA 24 DE DEZEMBRO, não é nem nunca será boa gente. que merda é esta? no dia 24? de dezembro? véspera de natal?

digam-me por favor que o juiz* fez aquilo porque os pais adoptivos a tratavam mal ou coisa parecida, se não dá-me já aqui a travadinha.

* terão estes juízes assim tão grande mérito para serem tratados por meritíssimos?

apesar de tudo...






... há qualquer coisa de transcendente numa consoada realizada sob a parca luz dumas simples e tradicionais velas (apagão no estoril made in edp).

terça-feira, dezembro 25, 2007

mais prendas

há cerca de dez anos o meu sonho era receber meias. sim, repito, meias. e fui anunciando isso ao longo do mês de dezembro:

- pessoal, quero que me ofereçam meias. pessoal, preciso de meias.

nunca ninguém me levou a sério. lá me foram dando coisas do arco da velha, alguns objectos que não lembram ao diabo e que, obviamente, não refiro aqui, com receio de ferir susceptibilidades. e lá tinha eu de ir comprar o raio das meias. são sempre iguais, são sempre as mesmas.

aliás, eu visto sempre as mesmas meias, os mesmos chinelos, as mesmas camisas, os mesmos calções e até as calças, passaram a ser sempre as mesmas, desde que há uns anos, um empregado da levi's do colombo, daqueles que atraca de popa, me disse enquanto me controlava o pacote: chavalo, andas enganado, pá. o teu número é 32/30!

depois desse momento já devo ter comprado uns quatro ou cinco pares sempre do mesmo modelo.

por essa altura, a minha namorada tentava colonizar-me com um tipo de roupa que ela achava ser o mais adequado à minha parva estampa. escusado será dizer que nunca gostei de nenhuma das peças que ela, tão pacientemente comprava. e eu lá tinha de fazer, nos dias seguintes, o caminho doloroso até às zaras e às pulls desta vida, trocar todas aquelas farpelas.

todos os anos é a mesma coisa. estão ali as pessoas a anunciar nomes como quem diz números do bingo e a cada embrulho que pegam nas mãos, eu até tremo de medo, com receio que seja para mim. e depois insistem que tenho de abrir ali, à frente de toda a gente, para ter de fazer aquele meu ar "eh pá, como é que adivinharam que eu (não) preciso mesmo disto (para nada)."

é arrepiante a mania das pessoas oferecer por oferecer. não há nada a fazer. ainda assim, o que me custa mais assistir são mesmo as ofertas de brinquedos às crianças. não há nada a fazer. continuam a matraqueá-las com barbies e mais o diabo a sete.

alguém faz ideia de quanto custa uma vacina? e um pacote de fraldas? arranjem tomates, dediquem-se à prenda útil. e que tal meia mensalidade escolar? juntavam-se dez pessoas, chegavam-se à frente e tunga! quinze dias lá na creche eram à borliú para os pais.

apesar de tudo, continuo a achar que aquela embalagem xpto de audace que o meu pai me ofereceu algures na década de oitenta consegue bater todas as bolas para fora que eu tenho assistido por aí. eu no fundo acho que ele tinha uma secreta esperança que eu virasse "lady piton" e fizesse carreira no trumps

prendas

e apesar das minhas incontáveis insistências, lá teimaram em me oferecer prendas* (ok, amor, foste a única a ouvir as minhas preces, verdade seja dita). lá voltaram a aparecer coisas que não lembram ao diabo e quase sem ter encomendado nada, houve um milagre, dois objectos que servirão para a vida: um espremedor de limões e um vaporizador de vinagre balsâmico.

* tias da minha terra, provem-me porque é se deve dizer presentes em vez de prendas que eu talvez mude de palavra.

ok corral

já li, pelo menos, umas quatro reportagens de fundo, sobre os incidentes ocorridos lá no porto com os bidás da naite.

a pergunta que eu faço é a seguinte: alguém consegue entender que é que estava do lado de quem? quem é que era amigo de quem? por causa de quem é que aquele matou o outro? conseguem, sem recorrer a esquemas desenhados num papelinho de rascunho, seguir o enredo do desenrolar dos acontecimentos?

ou, como eu, perdem-se a meio do caminho e até acham que afinal os matriquesses não são assim tão complicados?

(eu tenho para mim que eles se andam a matar simplesmente porque também eles às tantas, já não sabem quem é que fez mal a quem.)

sábado, dezembro 22, 2007

o que é nacional (nunca) é bom!

vê comigo,

isto não é bem uma "defesa do professor" versus "um ataque à dranquilidade e ao salir a ganar", nada disso. nem um precisa de defesa nem os outros deixaram de fazer coisas para não serem atacados. nada disso.

contrariamente ao que dizes no teu post, não há um único momento em que o jesu deixe de ser educado. olha as declarações dele: fala no penalti que ficou por marcar - e tem razão - mas depois continua as suas declarações sempre no condicional: "... esse lance poderia colocar o fcp em vantagem" (....) "provavelmente o jogo teria sido outro".
repito, ele usa sempre os tempos verbais no condicional.

deixa-me acrescentar mais um trecho das palavras do transmontano: "o fcp criou ocasiões suficientes para ganhar este jogo... falhámos demasiadas ocasiões para podermos aspirar à vitória... não fomos felizes e nem fomos suficientemente esclarecidos na finalização"

irmão, volta a rever as imagens, em nenhum momento ele diz que perdeu por culpa da arbitragem, repito, em nenhum!

em nenhum momento encontro uma falta de coerência. em nenhum momento ele diz que o árbitro influenciou o resultado ou mesmo que o árbitro é isto ou aquilo.

e para finalizar, deixa-me dizer uma coisa: quando o porto é beneficiado pelas arbitragens, nunca o viste dizer que "são lances habituais que servem também para compensar os erros que são cometidos a favor dos nossos adversários". capisce?

por outro lado, é um treinador (ou uma equipa - esta noite) que pode ser "atacada" porque:
- o mariano é francamente um erro de casting.
- eu não quero acreditar - está a custar, está a custar - que o meu clube só tem 12 jogadores. parece que os outros que entram a substituir esses 12 já são duma cepa mais reles, não é?
- e não concordo com o jesualdo quando diz que a equipa criou situações suficientes para marcar. acho que a equipa estava perfeitamente apática e perdia bolas atrás de bolas.
- um jogo em que tive saudades do tarik para mim é uma ofensa. o marroquino é jeitoso. mais do que isso, para mim, é um exagero. e eu acho que até hoje ele fez falta.
- já falei que o mariano não vale grande coisa?
- às vezes fico a pensar na nossa vantagem e imagino: bom, este pontinhos servem para aqueles jogos em que os adversário são melhores que nós. depois, claro, caio na real e lembro-me que não há adversários melhores que nós. há é jogos em que temos mesmo de perder porque sim. porque num campeonato com trinta jornadas, como hoje, há jogos em que não jogamos um caralho. e nesses jogos, perdem-se sempre pontos. se se fizerem muitos jogos desses, é certinho como o destino que também o campeonato vai para o galheiro.
- ai vai, vai!

quinta-feira, dezembro 20, 2007

o ovário da minha quinita

e pronto, ontem lá tive a matar saudades deste memorável chou.

é incrível, parece que estou a ouvir um disco antigo ou a cheirar um perfume que já não usava há muitos anos. estamos a ver aqueles sequeteches e surgem em catadupa memórias da quantidade de vezes que ouvimos (ou dissemos) aquelas frases.

é incrível, ouço aquilo e, num ápice, sou transportado para as mesas da sul-américa, para os senuqueres lá ao pé do padre, para os jantares de fim de ano na (defunta) feira popular, para os copos na esquadra do vitinha lá da rua da rosa.

os trocadilhos, a voz da são josé lapa, o "issé que pods ter a certeza!", as pernas da são josé lapa, o lacerda, o "vá, vá lá, nós queremos é que os nossos concorrentes ganhem", a são josé lapa, "o roy raminho", tudo, está lá tudo. aquilo é o anos de mil novecentos e noventa sem tirar nem pôr.

saudades.

eu por mim, organizo já uma vigília em frente à érre tê pê (eu disse uma vigília? estava a brincar. vá, fico lá prostrado em frente da entrada principal, na parte da relva, entre as 16 e as 18 horas dum dia qualquer a combinar. se possível na primavera) para que seja lançado, assim para não se perder o balanço, o hermanias especial de fim de ano.



muita atenção:
o dvd do crime da pensão estrelinha traz uma entrevista com o mestre que deve ser vista com muuuuuuita atenção. para os que ainda duvidam, acreditem que só quem é muito inteligente, culto, esperto e atento consegue fazer uma comédia transversal, assim, daquele tipo que agrada desde aos ricos até aos pobres ou desde a esquerda até à direita (sem passar pelo bloco ou pelo partido do autedór). são todas elas, características comuns ao herman, ao rap, ao markl, etc...

quarta-feira, dezembro 19, 2007

era um porto italiano, mesmo ao pé das montanhas

realmente não se percebe, um jogador tão bom, tão interessante, uma contratação tão cirúrgica que o benfas tinha feito.

não se percebe, mesmo!

pois é, é uma pena,...

... ninguém ganhou a jogar bonito. a holanda em 88 tinha um jogo realmente muito feio (gulite, ráicard, fan basten, cuman...); a alemanha em 96 a mesma coisa (ésslar, chol, bierófe, ziga, quilinsmane e sá mer - meu deus, este sá mer....); a frança em 2000, então, era uma coisa horrível (turâme, dê zái i, pires, diorcaí éfe, zidane, dê chans, enri, dugarri).

uma lástima, uma lástima...

vrummm

há uma cromice de estrada que eu julgo que tem sido subestimada ao longo destes anos e que merece uma criteriosa atenção.

não, não falo do pessoal que não usa piscas, não me refiro aos que circulam exclusivamente na faixa do meio, muito menos quero chamar a atenção dos que julgam que as rotundas são losangos. eu quero chamar a atenção do pessoal que não sabe que aquele bocadinho de estrada que construíram imediatamente antes e logo depois das saídas e das entradas das auto-estradas se chamam "zonas de aceleração e desaceleração".

ou seja, usam a faixa da direita para fazer esses movimentos em vez de utilizarem essas zonas. um gajo vai ali atrás de um carro, às tantas faz o pisca e sai da estrada, começando a travar, quando dá por ela, o marmelo que seguia à nossa frente, decide sair também ali, fazendo um movimento brusco para a direita - sem piscas nem nada - metendo-se à nossa frente e saindo da sua faixa, dois metros antes da saida da auto-estrada. um mimo.

é como quem diz: "eu começar a travar nas zonas de desaceleração? nahh, isso é para meninos. vou ali na minha faixa e quando estiver ali mesmo junto aos rails, zunga, saio!"

"entrar na auto-estrada e ter de seguir por aquele bocadinho de estrada que lá colocaram para esperarmos a nossa vez? vocês 'stão mazé malucos, pá. eu saio das portagens e vou logo a rasgar, atravessando as três faixas de rodagem até me localizar do lado esquerdo da via que é o meu lugar de eleição. olhar para trás a ver se vem alguém? eles que esperem, porra!"

cotão netes

os cotonetes do continente, aqueles mais baratuchos, têm uma caracterísitica que eu acho ímpar: não têm algodão.

ou então, se têm, eu não dou por isso. só sinto plástico a desentravincalhar-me o tímpano.

aí!!!!!!!!!!

fónix

em vez de phónix, não tinha mais piada chamar-se à nova rede de telefones dos correios: dasse!?

está um valente barbeiro!

a minha avó trindade, transmontana, até ao tutano dizia:

- está frio? mete o cu no rio!

dasse!

(não liguem, também dizia "tens fome? come um homem (óme, no original.)!")

ontem no chópingue...

... uma birra monumental. daquelas beras, com babas e cuspo projectados para as montras, à medida que ela se agitava e esperneava sem parar, tentando fugir do meu colo, em direcção a um livro de pintar que descobriu na fnac.

os olhares dividiam-se:

- os que não tinham filhos e olhavam, com dúvida e indignação, duas ou três vezes para confirmarem se não era mais um gajo que tinha raptado uma criança para redes pedófilas.

- os que tinham, seguramente, filhos e olhavam com pena e aquele olhar "pois, deixa cá ver, dia dezoito. sim, é verdade, hoje calhou a birra àquele gajo. tadito!

eu mantinha a calma. porque é que a calma irrita ainda mais as pessoas do sexo feminino?

pobreza de espírito

cresci rodeado pela pobreza. era assim mesmo.

até ao plano de erradicação de barracas, as traseiras da minha casa tinham vista para a quinta dos embrechados. curiosamente, à excepção dessa mancha na paisagem, é ainda, seguramente, uma das minhas vistas favoritas: os olivais, braço de prata, marvila, xabregas, palmela, alcochete, samouco, barreiro (blhec!) e aquela imensidão do mar da palha.

mas sim, se havia coisa que abundava no meu bairro era a pobreza. e alguns eram, obviamente, meus amigos: andavam na escola comigo, jogavam à bola comigo, compravam o pão na mesma padaria, iam à catequese comigo... vivíamos no mesmo bairro, fazíamos vida de comunidade. o habitual, não é?

não que eu fosse muito rico. nada disso, antes pelo contrário - rico, ah, ah, ah, ah! deixa-me rir - tínhamos as nossas limitações económicas mas nada que me fizesse macaquinhos no sótão.

uma família que nunca teve falta de comida - estamos a falar desde que eu sou vivo, da década de sessenta em diante, digamos - e que ia à marisqueira dos anjos, se calhar, duas vezes por ano, não pode nunca ser considerada de pobre. é certo que ainda sou gozado pelos meus amigos por nunca deixar comida nos pratos dos restaurantes ou por beijar o pão que cai ao chão, mas isso já são outros trezentos.

uma coisa que aquele bairro conhecia de cor e salteado era saber distinguir os pobres mesmo pobres

não lhes gosto de chamar humildes. bem sei que a língua portuguesa acolhe esta palavra com o mesmo significado de pessoa de uma classe social inferior. contudo, uma vez que muitos deles não eram nada humildes - por não conhecerem as suas próprias limitações - e eram bem arrogantes ou armados aos cucos, tenho francas dificuldades em lhes chamar humildes. fiquemos pelos pobres. porque isso, eram mesmo.

de todos os outros.

o meu avô materno costumava pronunciar, perto do final das refeições, "que os pobres mais necessitados do mundo estejam como eu estou agora". era uma forma de desejar barriga cheia a toda a gente. logo ele que soube na pele o que era passar fome e conheceu a pobreza por dentro e por fora.

quem habitava aquele bairro, sabia muito bem que este ou aquele não tinha direito a pequeno-almoço ou a bolo no dia de anos. já nem chamo para aqui outras necessidades básicas como por exemplo o banho, entenda-se. ainda noutro dia estive a ver uma fotografia da minha primeira classe. éramos aí uns doze, quinze alunos. desses, seguramente sete ou oito, nunca se sentiram numa banheira de água até aí aos quinze ou dezoito anos, sem exagero! água quente então, nem sei a que idade passou ela pelo corpo. muito
provavelmente, quando foram treinar ao vitória ou iam aos balneários de chelas.

adiante.

o que eu quero aqui salientar é que ninguém enganava ninguém com a pobreza. havia respeito - salvo parvas excepções - pela condição daquelas pessoas.

é por isso que me custa a evolução do crime, da malandrice, do engano praticado por supostos pobres. tira-me francamente do sério as histórias sobre pessoas que andam a pedir esmola e que depois a utilizam para outro tipo de gastos. fico francamente desiludido e irritado. esse tipo de comportamentos, num bairro tão hermético como a picheleira, era facilmente denunciado e motivo dumas bocas valentes ou dumas chineladas nas trombas.

gozar com quem tira da boca dos filhos para dar aos outros e mesmo assim ser enganado. meus amigos, isso era quase crime de lesa pátria.

por isso, cada vez mais me custa dar esmola. tenho vergonha de a recusar, mas tenho ainda mais medo que seja utilizada para outros fins. é a vida.

o ruizinho decidiu, aí por volta dos quinze ou dezasseis anos, deixar de andar na coboiáda connosco e ser agarrado ao caldo. tudo bem, era com ele. o que não devia era ter-me interpelado numa noite em que se encontrava sentado à porta dos pais - que o tinham posto no olho da rua pela enésima vez - pedindo-me cem paus para uma sandes ou uma sopa. ora, eu que sabia que aquilo seria, seguramente para mais um panfleto ou coisa parecida, disse-lhe para ele ter juízo. o que me tirou do sério foi o facto de ele já nem sequer ter reagido ao que lhe disse. é claro que dez minutos depois, estava novamente junto a ele com dois papo-secos guarnecendo umas costeletas de porco. pelo ar com que devorou aquilo e pelas lágrimas que iam caindo dos olhos, aquele estômago não via outra coisa que não ar, há uns tempos
valentes. em vez de ter ficado contente pela ajuda que lhe dei, fiquei antes irritado. irritava-me ver um gajo que, um par de anos antes andava comigo a tentar engatar uma gaja da mira fernandes, estar cheio de mazelas e completamente obliterado para a vida. fui-me habituando com os outros casos - muitos. alguns que foram parar mais cedo que o costume à quinta das tabuletas - que foram sucedendo ali à volta.

o pedro bucherie, escreveu um valente artigo no sábado, sobre uma família com rendimentos mensais de alguns milhares de euros que recorria à ajuda do banco alimentar para satisfazer a sua fome. ao que parece utilizava o dinheiro para outras necessidades. outras prioridades, não é? bem sei que este exemplo não pode ser confundido com o espírito que norteia o banco alimentar. mas mesmo assim, chateia-me profundamente que a ajuda a esta família, este exemplo relatado, pelos vistos, ainda persista.

saí dum bairro em que todos sabíamos, infelizmente, quem eram os pobres e vim viver para uma zona, presumivelmente "chique". puro engano. não digo que haja tanta pobreza. o que há - e mais do que eu supunha - é uma maior hipocrisia. faz-me francamente confusão ver a prioridade destas pessoas. sei do que falo porque tenho bem próximo de mim (família incluída) - não só daqui desta zona onde resido - pessoas que se queixam da crise e que ostentam exemplos contrários a essa mesma crise.

reparem que eu não digo que são possuidores, eu disse que ostentavam. uma coisa é dizerem que não podem comprar porque não têm dinheiro mas depois, às escondidas, usam-no para comer fuá grá. não, o que eu digo é que dizem que não têm, devem a meio mundo, toda a gente sabe, mas não deixam de se passear de éme xis cinco, envergando pul ouvârs com senhores em cima de cavalos e de taco na mão. cabrões!

uma vez o baixinho - um valente cabrão, diga-se de passagem - estava no meio duma ressaca monumental, interpolou-me ali em frente à loja do nove dedos, dizendo que precisava de uns trocos para comprar pó. recusei, e tentei fugir. ele veio atrás de mim a moer-me o juízo e insistindo, pegou-me da carteira, sacou de lá quinhentos paus e disse que me daria protecção para o resto da vida. eu fiquei tão atónito com aquele roubo - ainda estou para saber porque é me deixei levar por um gajo completamente podre sem sequer reagir - que me calei e segui o meu caminho, fodido, obviamente com aquilo. até porque sabia que era mesmo - ele próprio me disse - para mais um panfleto.

esta semana, entrou-me na loja um gajo que tinha tudo menos um ar ameaçador. pediu-me para falar e explicou - numa linguagem perfeitamente imperceptível - que era búlgaro, que não tinha um tusto e que pretendia ir a sintra pois lhe prometeram um emprego para aquelas bandas. o meu instinto primário foi imediatamente recusar - lá está, é o tal medo dos pobres que não o são e apenas aparentam - e, com efeito recusei. insistiu, realmente num péssimo português - eu só entendia: bulgária, sintra, dinero. o resto era tudo corrido a gestos. fazia-me ali falta o iordanov -, pedindo, por favor, apenas dois euros. depois regateou e disse que só precisava de um euro. continuei a recusar. instintivamente ia recusando. ele lá saiu.

e foi pior a emenda que o soneto. pois, por mais que a história não fosse verdadeira - provavelmente era tanga - ter-lhe entregue um mísero euro, tinha-me deixado com a alma mais descansada. a minha vida não se alteraria rigorosamente nada se eu lhe tivesse dado, um, dois ou até dez euros. mas como recusei, fiquei na mesma na dúvida se ele não me queria dar a boca a mais dinheiro ou ao telemóvel - muito habitual aqui na zona - e fiquei por isso com este peso na consciência. peso que poderia ter aliviado com alguns trocos de trazer no bolso.

estúpido!

é isto que me irrita. esta proliferação de histórias de pessoas que se utilizam da pobreza como método para sacar carcanhol para proveito próprio. tudo bem que se faça humor com os pobres. agora o que eu não admito é que se brinque com a pobreza.

estúpido, na mesma!

terça-feira, dezembro 18, 2007

mea culpa? talvez não.

eu já perguntei neste blog: quando é que o bruno alves sai do clube?

e voltaria repetir. uma das coisas que me aborrece no meu clube é esta mania (às vezes boa) de termos que assistir em campo, e na nossa equipa, à evolução e ao crescimento de um jogador.

mas pronto, por vezes basta surgir-nos um nuno gomes pela frente, uma cabeçada e um castigo, para desatarmos a crescer e a ser homenzinhos. agora aquela parte em que temos de andar ali a stepanoviar enquanto eles não se decidem a justificar titularidades é que é do caneco, não é?

segunda-feira, dezembro 17, 2007

festinha de natal

acabo de chegar vindo da festinha de natal dela.

como sempre, as crianças são uma delícia inatingível.

cá fora, havia biscoitinhos, bebidas, broas, bolo-rei. infelizmente não encontrei por lá, lenços para limparmos as nossas lágrimas.

sou contra!

dá ares.

sou só eu que acho que o friday i'm in love tem muitas coisas do anzol?

(sabes, karla, eu acabo por confundi-las todas. friday i'm in love, just like heaven e até o in between days. até ao the top eles ainda tentavam fazer coisas diferentes umas das outras. do the head on the door em diante, confesso, tenho dificuldade em distinguir as músicas deles. mas deve ser, com certeza, culpa minha. de 85 para a frente desinteressei-me deles.)

uma foto, um bídio

já não é a primeira vez que me detenho em frente à tv enquanto está a dar o friends. um misto de curiosidade e de prazer faz-me ficar ali parado, muitas vezes em pé de comando na mão, a meio caminho entre o "ó paizinho, tira a cuca da banheira, tiras?" e o "podes vesti-la?"

a série é gira. tem francamente piada. confesso que ainda não consigo entender o que raio passou pela cabeça das pessoas que,
aqui há atrasado, decidiram dobrá-la para português e emiti-la como se fosse um desenho animado. é claro que mataram o sucesso da coisa à nascença.

por outro lado, não são só as piadas que me fazem ficar parado. parado, fico normalmente porque também vejo aquilo numa altura em que estou mais cansado. eu reparei foi que por vezes havia um fiozinho de baba que por vezes caía no soalho flutuante.

hoje no google percebi o que era.


é por estas e por outras que eu não percebo porque raio a série se chamava friends e não legs.

juro, não percebo.

minha querida jeni, deixa lá o pitt em paz. podes não ter os marmelos da angelina, mas olha que ela também não tem uns troncos como os teus. e és bem mais gira!

toma lá um bídio, filha.