quinta-feira, outubro 11, 2007

psicologia

a principal via de acesso à auto-estrada está em obras, a rua que eu faço à hora de almoço está em obras, a minha casa é o que se vê, o carpinteiro diz que vai há uma semana e depois..., os azulejos demoram semana e meia virem de fiães a massamá (e dois dias de villareal à amadora), o estuque demora a secar...

no fundo, o departamento "obras" é algo que estacionou lá para a idade média. compromissos? humm, tenham juízo - ahhh e tal, sabes, não depende só de nós... - comprometimento não existe na gramática das obras. falemos de talocha, de pontos de luz, de estuque, de tomadas, dessas merdas.

não pensemos é em data da conclusão das obras.

quero morrer! odeio pó.

quarta-feira, outubro 10, 2007

ipiranga

vem no record: os portugueses cristiano ronaldo e deco integram a lista de 30 nomeados para jogador do ano fifa'2007.

eu gostava, duma vez por todas, que as pessoas metessem no raio das suas cabecinhas o seguinte:

no dia 7 de setembro de 1822, o pedro deu um grito perto do rio ipiranga e decidiu que o brasil já não era mais português. é certo que falam uma língua parecida com a nossa, mas gaita, será que ainda ninguém percebeu que o brasil já não é de portugal?

então porque raio continuam a dizer que o deco é português? expliquem-me por favor, sim?

reigêbi

jantar de homens ontem à noite.

conversa principal? o maniqueísmo esdrúxulo na obra de frei bartolomeu dos mártires. e, estou-me a recordar agora, aflorámos duma forma sub-reptícia o tema "gajas"

ao meu lado, a conversa rolou ali à volta do campeonato do mundo de rugby. fiquei a saber que ele tinha sido um dos craques nacionais da modalidade.

não me ensinou as regras - nem eu tenho capacidade para entender a coisa - mas lá me foi explicando coisas que acontecem nestes mundiais. ele, um espectador ao vivo da coisa - lá estará novamente em frança para ver o 3º e 4º lugar e
também a final - lá me foi demonstrando por a mais b que a vitória da frança está a ser preparada com o maior dos cuidados e que a intervenção cirúrgica dos árbitros nesta gaita dos resultados não é nada inocente.

ainda assim, diz ele, os springboks vão limpar a taça.

(para mim, foi uma conversa de: ahhhh, não me digas!, jura!, olha, não sabia, etc... confesso, fiquei na mesma.

afinal, apesar

com estrelinha no i

a simone vem a portugal no dia 19

(yeahhhhhhhhh!)

para actuar no casino do estoril.

(ohhhhhhhhhhh!)


terça-feira, outubro 09, 2007

carnaval no fogo

aprendi a beijar o pão que tivesse caído ao chão. são coisas que ficam para o resto da vida: pegamos nele, sopramos e damos um beijinho. para o lixo é que não ia, nem pensar.

a comida do prato também era para se comer até ao fim. chateia-me profundamente deixar comida no prato. e quando não consigo combater esse problema, rapo os pratos dos outros. fico lixado quando temos de deitar comida para o lixo. arrepia-me o sistema todo.

o meu avô gonçalves tinha uma frase que define toda a cultura de humildade que caracterizou a educação da minha mãe e dos seus irmãos. dizia ele no final das refeições: que os pobres mais necessitados do mundo estejam como eu estou agora.

é incrível como depois da sua morte não voltei a comer bife como aquele que ele fazia - picado à mão, juntamente com batata esmigalhada e apresentado no prato em forma de bolo - nem bacalhau cozido com batatas, que eram comidas a garfo e pão. pão este que era partido, assim, rasgado, como cristo na ceia, só que em 28 bocados - nunca me hei-de esquecer disto, 28 bocados sempre! - e que servia para se empurrar a comida para o prato.

ora com os livros tenho uma relação parecida. sempre me custou abandonar um a meio ou gastar dinheiro num ou noutro que depois se venha a revelar uma valente trampa. com as devidas diferenças, também se me meto a ler um livro e se passo as vinte, trinta páginas tenho de o levar até ao fim. é certo que agora há alguns martírios: deixei de ler o lobo antunes porque... ora, porque sim!

estou-me a recordar que os cem anos de solidão foram uma seca horrivel e agora acabei de ler uma coisa que também se arrumou na prateleira das estuchas: as mulheres do meu pai do agualusa.

tenho pena deste tipo de livros, esta onda de se escrever sem princípio e sem fim, só na onda do escrever a parte do meio. é uma barraca do catano. e depois tornam-se também muito compridos.*

além disto, tira-me do sério aquele tipo de escrita muito à africana: se se escreve sobre áfrica então temos de falar em colonialismo, em repressão, nessas coisas. é mais ou menos como no cinema americano, os pretos bons ou são polícias incorruptos ou juízes sérios. nunca são, sei lá, ceo's ou coisa parecida. já não há pachorra.

tenho saudades de ler coisas com nexo, romances decentes, imaculados. ou até mesmo daqueles assim, com princípio, meio e fim. com história, sem invenções. sem se armarem aos cucos. até lá, parti para um porto seguro: ruy castro e o carnaval no fogo.



* estou obviamente a exagerar. é escrito num português que amei. é escrito numa linguagem muito meiga e calma. e tem trechos, aqui e acolá que são sublimes. repito, sublimes e superiores. e além disso, adoro ouvir o escritor a falar. são bons preconceitos, pronto.

jesualdo e os outros*

espero, juro, espero francamente que no dia em que o clube for francamente roubado pelos árbitros** (pelos conselhos de disciplina, pelos conselhos sei lá de quê...) deste nosso campeonato - e acreditem que isso vai suceder - que ninguém diga nada em voz alta. faz-me impressão esta falta de coerência.

por outro lado, apetece-me dizer mal do jesualdo mas não consigo. não tenho autoridade moral para fazer isso. sete vitórias sem tirar o menino lá de dentro, ainda por cima no início do campeonato, é francamente muita fruta. mas apetece-me, juro, apetece-me. nós somos uns adeptos muito parvos. a exigência faz de nós uns gajos tramados. se por um lado batemos palminhas quando alguém cede um fora (lance ultimamente conhecido por lançamento da linha lateral) - que coisa mais ridícula - também somos capazes de apupar o pessoal de equipamento azul e branco vestido quando o tarik unifinta continua a titutar e faz aqueles falhanços do catano.

* os outros de que falo são os que já passaram por aquele banco. não comparo com os outros que treinam outras equipas.

** o lance do tonel na supertaça, e isto não tem uma ponta de ironia, são cenas que acontecem. tivemos azar dessa vez. só isso. roubalheira são cenas como as do campomaiorense terra do valadas que deus tem)-porto. isso sim.

segunda-feira, outubro 08, 2007

fiscais

um amigo encontra-me a sair do duche:
- de barba????? eh pá, ganda nível. gostei. imagino, devem ser as gajas todas a cairem-te aos pés...
- nahhh, não deve ser nada comparado com as que olham para ti quando vais no teu carro.
- amigo, acredita, não olham assim tanto.
- deixa-te de merdas. até eu olho, vais me tu dizer que não olham...
- olham mais os fiscais das finanças, sabes.
- pronto, aceito.

mais interjeições

ontem, à mesa, quando lhe falámos na comida que iria ter ao jantar, ela disse:

maravilha!

(mais palavras para quê)

fornique-se!

começou finalmente a coboiada com o asneiredo.

já aqui há tempos lhe tinha saído um foda-xe!
disfarçámos o riso e tal, mas nem demos parte fraca. talvez aquilo fosse apenas algo que tivesse ouvido algures (lá em casa inclusive, apesar de todos os nossos cuidados) e que passasse com o tempo.

dias depois saiu-lhe outro foda-xe!
passámos então à análise da coisa. verificámos que a miúda tinha uma atenuante, não utilizava a interjeição duma forma gratuita: ou como forma de expulsar a dor "foda-xe papá, aleijei as costas!"; ou quando passava uma mota "foda-xe, axustei-me!"

este fim-de-semana, estava numa de se portar bem - tem dias, tem dias - acabou de comer, ia para o quarto, bateu com a mão na cabeça e disse: "ai foda-xe, tenho de ir lavar a louxa!".

como se percebeu que a coisa pelos vistos não iria ser passageira, lá lhe dei umas palavrinhas... assim ao de leve, para ver se não deixava mossa:
- ó cuca, essa palavra não se diz, pá.
- tá bem, papá.

pronto, admirei-me com a coisa mas lá se seguiu em frente.

sábado já disse:
- oh meu deus, tenho de ir lavar a louça.
e a coisa pareceu ficar nos carretos.


ontem, contudo, voltou à palavra mágica:
- ai foda-xe, não conxigo subir p'á cadeirinha.
- ó filha, não se diz foda-xe. sabes é uma palavra que só as bruxas dizem - chamar-lhe bruxa é a pior ofensa que se lhe pode fazer - por isso não podes dizer.
- só a bruxas é que dizem foda-xe?
- só.
- então é blhec. é como os cocós dos cães.

e quando julgava estar tudo resolvido, momentos depois começa a falar sozinha:
- não se pode dizer foda-xe. só a bruxas é que dizem foda-xe. e eu não sou bruxa. eu não digo foda-xe. não se pode dizer foda-xe.....

estou lixado! perdão, fodido!

quinta-feira, outubro 04, 2007

interjeições

e porque volta e meia me perguntam:

uma noite, na terra, estava o grupo na esplanada do café. eram aí umas duas da matina e já estava tudo fechado. às tantas há um que se lembra de atirar para o ar: vamos ao pão quente?

siga!

uns foram ao pão quente outros foram ao bagaço. os que foram ao bagaço trouxeram também manteiguinha e tintol. comeu-se o pão, bebeu-se o tintol e acabámos a noite, quatro de nós, em casa dum deles, a acabar o garrafão do tinto e a mamar bagacinhos.


ora, para putos tenrinhos como nós, estava-se mesmo a ver que o bagacito chegou ao estômago, esfregou as mãos a rir-se de contentamento e desatou a subir esófago acima a cantar: gregóóóóóriooooooooooo!

o primeiro a ir ao greg foi o dono da casa. era (é, espero!) gordo que nem um texugo. um figuraço, irmão até à quinta casa do caralho, gente boa, sangue bom. amparado pelos braços por cada um de nós, expelia aqueles líquidos para a sanita, inclinando e subindo ritmadamente aquela cabeça loira. após cada jorradela dizia uma interjeição:

na primeira vez - jóinha!!!!!
na segunda - catita!!!!!
na terceira - marabilha!!!!!!!!!!!!!!

depois sentou-se no chão e adormeceu.

besículas

há pouca coisa mais revigorante do que chegar a um balcão do bes e dizer no meio da discussão com o homem-caixa

há tempos, um amigo tinha uma relação privilegiada com um caixa do bnu que lhe dizia apanagiando o futuro: "nos tempos próximos a figura do homem-caixa tende a desaparecer.". e de lá para cá, sempre que posso, substituo caixa por homem-caixa. mesmo que a pessoa que esteja do lado de lá seja do género feminino


o seguinte:
- .... ai é, não me quer fazer isso? então trate lá de me trazer aqui os impressos devidos para encerrarmos já a conta.

e quando o homem-caixa se põe com
"- mas.... sabe...."
sabe tão bem rematar com:
- não há mas, nem meios mas, é passar para cá o carcanhol e bicuáiate!


eu disse no início que não havia "pouca coisa tão revigorante" porque tinha na mente que 17 minutos depois da cena descrita, estava eu defronte do homem-caixa do santander com o mesmíssimo diálogo:
- porque é que eu quero encerrar a conta? ó meu caro, por incompetência. porque vocês são um banco de cáca.
- mas refere-se a pessoas aqui do balcão?
- principalmente do balcão!
- havia aí gente estranha mas já foi despedida....
- ahhhhhhhhhhhhhh, pois, são sempre os outros. eu compreendo. tadinhos.


eu sei - e defendo - que as empresas são as pessoas. nalguns casos, são as pessoas e as máquinas informáticas que estão lá à frente delas. noutros casos ainda é tudo a mesma trampa - como por exemplo no sector bancário - e há uma ou outra pessoa que manda as máquinas informáticas para o caneco e trata então de resolver ou afastar os problemas dos clientes. ainda assim, é um imenso prazer acabar relação com o bes - o banco mais caro, sei lá, dentre aqueles que têm dependências bancárias entre os planetas mercúrio e saturno - e com os talegos dos espanhóis do santander, proprietários do pior serviço de banca telefónica que eu conheço. operadores de merda, porra!

apre!!!!

sopra a filha e sopra o pai.

no meu tempo de discotecas (que ainda não terminou, atenção) havia duas ou três músicas que ninguém, mas rigorosamente ninguém, sabia a letra mas que toda a gente cantava:

- estou-me a lembrar dos primeiros versos do give it away dos chili peppers que sempre foram cantados como:

uótáigát iugátu givi tu ió mama
uótáigát iugátu givi tu ió papa
uótáigát iugátu givi tu ió e era nesta parte que o pessoal já não ia ao daughter. daqui para a frente já era mama e papa e qualquer coisa parecida com róter.

mais à frente, no refrão, era tudo corrido a
givrauei,
givrauei, givrauei náu
givrauei, givrauei, givrauei náu
givrauei, givrauei, givrauei náu
etc.

- uma cena que acontecia muito no velhinho e mítico bba (talvez a melhor disco de lisboa pré-docas e pré santos) era com o thunderstruck. a coisa era mais ou menos:
a-a ia a-iaá
sandra!
a-a ia a-iaá
sandra!
a-a ia a-iaá
sandra!

por aí fora. uma coisa que eu nunca lá ouvi cantar foi thunder. nunca mesmo.

- outra coisa que eu até acho pior é o midlife crisis dos faith no more (dava muito no rockline). digo que é pior porque ninguém, mas mesmo ninguém canta rigorosamente parte alguma da letra. a única coisa que se ouvia (valha-nos o título) era mesmo midlife crisis.

- deixo para o fim a minha favorita. um dia destes quando estiver a dar o enter sandman (no plateau ainda dá) ouçam com atenção o último verso do refrão. se encontrarem alguém a dizer o off to never never land, paguem-lhe uma bebida. esse(a) é do(a)s bons(as).

- ia terminar com o enter sandman mas lembrei-me de mais outra, o la grange. é fantástico tentar perceber o que as pessoas (eu, obviamente incluído. aliás eu sou membro honorário deste grupo de malta aqui retratado. ouçam-me a cantar, sei lá, o jump, ao vivo e a cores no refúgio das freiras - quem esteve viu, quem não esteve estivesse - isto já para não falar da meici grei, não é?) dizem até ao senhor dizer, have mercy. é lindo.

lembrei-me destas coisas porque neste fim-de-semana a minha filha foi sair com a mãe e ouviu a música do shareque. a mãe, excitada, contou-me a história sem, contudo, identificar a música em questão. lá tive eu que ter uma conversa com a minha piquena:
- cuca, canta lá ao pai a música que ouviste, com a mãe, hoje de manhã.
- ti ti ti ti-ti, ti ti ti-ti-ti.... sopr'ó pai,
sopr'ó pai, sopr'ó pai sóóóóprópai.
- sopr'ó pai?
- xim, pái. é a música do só-pró-pai.
- canta lá outra vez, filha.
- ti ti ti ti-ti, ti ti ti-ti-ti.... sopr'ó pai, sopr'ó pai, sopr'ó pai sóóóóprópai.

descobri logo na hora. é esta aqui. não é bem sopr'ó pai mas é mais talk about it.

maravilha!


besiktas

o meu futebol é definitivamente o inglês: bola do guarda-redes lá para a frente, cabeçada do gajo do meio campo para a lateral, centro do extremo e cabeçada dum dos avançados. simples.

e depois os cânticos e tal.

ontem, ao ver o jogo do clube (que jogo de merda. que exibição de merda. que tarik de cáca) reparei que os senhores das bancadas faziam uma festa do catano. e não se calavam. mas nada de festejos como aqueles farsolas que se ouvem no estádio engº rui alves. nah nada disso.

ponham os olhinhos e as orelhinhas neste video. e depois digam o que é que acham. principalmente depois dos ssssssssssssssssssss, ok?

o gajo foi ganhar mais, é uma das estrelas da equipa, tem uma claque que envergonha a juve leo, ainda queriam que o tello andasse por cá? tá bem tá.



p.s.: para um clube que tem adeptos com fama de bárbaros, é de estranhar o facto de aplaudirem um jogador que lhes fornica o jogo no último minuto. além de exigirem a camisola do quaresma, a mesma foi feita em farrapos, depois de galhardamente disputada entre soco e pancada.

quarta-feira, outubro 03, 2007

post exclusivo...

...para quem sabe como é que eu sou a ver bola:

eu hoje gritei golo, em voz alta (muito alta, mesmo) e por três vezes seguidas. depois, ainda fui dar um beijo na minha filha.

conseguem imaginar a coisa?

não, não tinha bebido. bom... quer dizer, só meio copo (sim, daqueles grandes). mas mesmo assim...

depois digam que eu ando a exagerar. digam, digam...


a revista sábado de amanhã trará esta foto. vejam com atenção ali a ausência da tampa da boca de água do edifício.

eu já tinha avisado mas pelos vistos ninguém repara que o verdadeiro escândalo deste caso é aquela portazinha (ou a ausência dela).

56

e porque o sting fez 56 anos esta semana e porque eu odeio o money for nothing e porque a linha i want my, i want my, i want my mtv cantada por ele é igual à don't stand so, don't stand so, don't stand so close to me.

porque sim, pronto!

a queda dos anjos


(para o meu amigo filho do aço)

a coisa sucede perto do final do mês de junho de 1981,
eu apostava que teria sido no dia 27, um sábado quentíssimo
a defunta, extinta e demolida cesário verde tinha uma manhã cheia de actividades que coincidiam com o fecho das aulas.

o stôr chico organizou umas estafetas, houve umas corridas de carrinhos de esferas,
não sou capaz de chamar carros de rolamentos àquilo
umas exposições na sala de desenho (sala 7)
onde apresentei projectos para um relógio bondeano (vem de james bond, ok?) com teclado e televisão (era um visionário, não há dúvidas)
uma venda de cerâmicas e outras peças artesanais na biblioteca
ai se aquela parede das traseiras falasse...
jogos de futebol, claro! coisas assim.

e, recordo-me, às tantas reparo que a turma n, estava a fazer uma festança na sala de ciências.
sabes qual é a sala zé? aquela lá no canto, acho que era a sala 12. ou será que era a 13? sabes qual é a sala, não sabes? onde o jorge ganhou a alcunha que o celebrizou para a vida. quem diria que a palavra gasoso associada a um enigmático peido poderia catalogar uma pessoa até à eternidade. foste tu que o alcunhaste, não foste? ou foi o dias? terá sido o vovô? nahh, foste tu que eu sei. posso-te passar a chamar de zé baptista?
aquilo ia para lá um reboliço do caneco. muitas tortas dan cake, muita gelatina, muito salame, muita batata frita, muito suor no ar
quando somos putos suamos tanto, pá!
algumas miúdas até de outras turmas e música, muita música. alguém deve ter levado para lá um gira-discos
quem é que se lembra de chamar prato a um gira-discos, pá?
umas colunas e claro pessoal a dançar.

mas nada de slows que ainda não dava para aquilo. estamos a falar de pessoal aos pulos. melhor, gente aos pulinhos que era assim que se dançava a coisa.

a música era do que mais moderno havia: street kids, iodo, ctt, uhf, adelaide ferreira, rui veloso, police e, claro, os táxi.

eu tenho para mim que os táxi eram na altura o grupo mais desejado do pessoal. principalmente porque editaram aquele que se calhar foi o melhor éle pê de rock português de sempre. não foi à toa que eles fizeram a primeira parte dos clash em cascais.
o ar de rock é outra loiça, pessoal. é um caso à parte.
aquilo era tudo de seguida: chiclete, tvwc, o ás dos flippers - aqui saltávamos o é-me igual porque era meio lenta - vida de cão - agora parávamos para virar o disco e ía-se directamente à segunda do lado b.

e a segunda do lado b é que era. queda dos anjos era o seu nome. a letra conta a história da visita dum grupo de amigos a um bordel. a letra é sublime. a música infelizmente não a posso mostrar aqui
ai o iu tub ainda tem tanto para nos dar
mas não resisto a mostrar esta letra que é do melhor que portugal já viu
.

siga a dança!!!

era novo a noite estava fria
e ninguém sabia o que fazer
ir p'ra casa com alguns amigos
ou exp'rimentar prazer

tudo foi muito bem pensado
até tomámos uma decisão

ir tentar a casa da rosete
é o tira e mete que boa diversão


é o melhor p'ra quebrar a tensão
é o melhor p'ra quebrar a tensão

eu vou exp'rimentar, eu vou exp'rimentar.


eu vou à rosete
eu vou à rosete

eu vou à rosete

é uma tentação, mas que tentação.


o transporte era o mais difícil
mas com sorte consegui resolver

o manel, o quim e eu à frente
e os outros foram lá ter


deparámos com uma casa antiga

mas ninguém queria ir bater

ao todo éramos uns sete
foi a rosete que veio receber


a malta toda estava a tremer
a malta toda estava a tremer

mas eu vou entrar

mas eu vou entrar

eu vou à rosete

eu vou à rosete

eu vou à rosete

é uma tentação, mas que tentação.


depois disso já por muito passei

o que lembro não me interessa contar

só sei que foi tudo tão bom
eu hei-de lá voltar


dessa noite não me esqueço mais

só que disso não podemos falar

foi na casa da dona rosete

o tira e mete é de chorar por mais


o mete e tira
e outras coisas que tais
o mete e tira
e outras coisas que tais
eu hei-de lá voltar
eu hei-de lá voltar

eu fui à rosete

eu fui à rosete
eu fui à rosete

eu hei-de lá voltar
hei-de lá voltar

eu fui à rosete

eu fui à rosete

eu fui à rosete

eu hei-de lá voltar
eu vou exp'rimentar

eu fui à rosete
eu fui à rosete
eu fui à rosete
é uma tentação mas que curtição

segunda-feira, outubro 01, 2007

gallardo

a frase "aos quarenta os homens tendem a comprar grandes carrões para compensar a falta de força na verga" - uma estupidez, notem bem - é normalmente dita com algum ar de autoridade, ou por gajas, por pessoas parvas ou por pessoas que simplesmente não pescam nada de carros.

se um gajo aos 18 anos tiver pilim para comprar, sei lá, um nsx (para que não venham já as críticas, não liguem aos desfasamentos cronológicos) e o comprar, isso significa o quê? que o gajo já só mija para os joelhos? é isso? ou simplesmente gosta de carros?

afinal que mal tem gostar de carros? será assim pior que gostar de carteiras, malas ou sapatos?

eu não sou um graaaaaande amante de carros. mas gaita quando em 98, em bond street vi o primeiro countach ao vivo - lindo, azulinho - , não me fiquei e fui falar com o condutor:
- excuse.... olha lá, tu és menino para fazer o quê na vida?
- sou armador.
- porra, mas olha que tens de ter uns barquitos valentes.
- tenho.
- és assim como o onasssis, não?
- sou grego, curisamente, mas se fosse o onassis não tinha este, tinha um melhor.

por isso, quando na sexta-feira vi um gallardo, caneeeeeco, não descansei enquanto não me cruzei com alguém que comigo pudesse partilhar a emoção de ter visto um v10, assim, ao vivo.

venham agora falar em substitutos da força na verga que eu vos digo!

portman storms

e pronto, duma assentada, limpo duas questões: mostro uma resenha de imagens da portman (repito, a gaja mais interessante do cinema na classe "sem mamas") no rots e mostro também o storms, mais uma daquelas músicas assim, deste género.

é proibido...

... apaixonarmos-nos aos 30 anos por uma miúda de 15?

- não.

- não?

- não. não se a miúda em questão for a natalie portman no beautiful girls.



o beautiful girls é um dos segredos mais bem guardados do cinema dos anos noventa: porque tem o matt dillon, porque tem a annabeth gish (filha do potus no west wing), porque tem o timothy hutton em grande forma, porque tem a rosie o'donnell em muita grande forma, porque tem a natalie portman, porque a mira sorvino não incomoda, porque tem a uma thurman (alguém se lembra de chamar a uma filha um artigo indefinido?) em muuuuuita grande forma, porque tem um fantástico sweet caroline, porque o graduation day ali não irrita, porque tem o fool to cry (quantos filmes têm o fool to cry, hein?), porque tem o i got you e porque tem o break up song. e tendo o break up song se calhar não precisava de ter mais nada, não era?