sexta-feira, setembro 22, 2006

curioso

porque é que só quando o pinto da costa vai à televisão dar entrevistas é que aparecem, nos jornais do dia seguinte, artigos de opinião a falar sobre a subserviência disfarçada, a falta de coragem e a ausência de perguntas difícéis dos jornalistas que o entrevistaram?

porque é que eu vasculho, vasculho, vasculho e não leio ninguém comentar esse facto hoje?

é falta de tomates ou afinal só "o jogo" é que é tendencioso?

quinta-feira, setembro 21, 2006

senhorita verde

a senhorita verde do bem-haja teve a infeliz ideia de me etiquetar. pede-me seis coisas sobre mim.

aaaaaai!

mandei vir, esbafuridamente, com ela.

desculpou-se que aquilo das etiquetas não tinha nada a ver comigo mas que eram cenas entre blogs e não entre pessoas. mais ou menos como a zanga entre instituições e não entre directores das sad da primeira liga. fiquei ainda mais lixado.


seis coisas aleatórias sobre mim. merda do catano! eu preferia que me enviassem 6 (ou doze) coisas sobre mim para eu as comentar e não o contrário. mas o que é que se há-de fazer. ai miss green, miss green as coisa que me fazes escrever, pá! a propósito, esse green do teu nome é alguma provocação àquela cena (ou melhor, não cena) na green hill?

adiante:

- coisa um - sou viciado em botox. então no verão é um vê se te avias. é uma seringadela aqui, outra acoli. e agora sim, agora estou giro. já era. um bocadinho, é certo. mas depois das espetadelas que me deram nos beiços e aqui nesta parte entre as sobrancelhas estou um espectáculo. a seguir vou botar botox nas axilas. dizem que dá um efeito tremendo. vô bótá prá quebrá!

- coisa dois - tirei uma costela. ou melhor, duas. uma de cada lado. e estou giro. não, minto, giro foi com o botox. agora estou giro e bom! estou bom de corpo. não, esperem, não sei se estou bom de sal, mas posso experimentar. esperem só um cadinho...... hummmm, não, de sal, não estou muito bom.

- coisa três - fui maricas. já não sou. abandonei sem nunca ter experimentado outros homens. foi uma experiência que durou 13 minutos. foi num bar do bairro alto. o dono fez-me uma festinha com a sua mão esquerda sobre a minha mão direita quando me cumprimentava e disse-me que me pagava um whisky. ri-me, baixei os olhos enternecido e calei-me. lá bebi aquilo com calmaria e a mandar piscadelas de olho ao gajo. era giríssimo e acenava loucamente com um leque. parece que estava com calores só de eu estar a olhar para ele - já disse que sou giro e bom de corpo, não já? a minha amiga, que me acompanhava na visita pelas capelinhas lá do bairro ficou contentíssima. disse que sempre sonhara utilizar a frase: "eu por mim estou à vontade, tenho (alguns) amigos homosexuais (nunca são paneleiros, nem maricas) e não tenho problema nenhum em estar ao pé deles. até lhes apalpo o rabiosque!"

- coisa quatro - não tenho amiga(o)s fufas (confesso que gosto mais de dizer fressureiras, mas pronto, não há nada a fazer), nem maricas, nem drógados, nem que tivessem sido arrolados (adoro esta palavra) como testemunhas no processo da Casa Pia ou escutados no apito doirado (é a mesma coisa que dourado?). serei, ainda assim, uma pessoa válida para a sociedade? ah, lembrei-me agora, em tempos cumprimentava efusivamente um travesti. dizia-se que gostava muito de mim e tratava-me por "bebé". pode ser uma atenuante, não pode?

- coisa cinco - este verão li uma entrevista duma revista cor-de-rosa. bem sei que me estiquei. imaginem, ler uma entrevista. habitualmente, dessas publicações, só via as fotografias, mas desta vez não me aguentei. era sobre uma senhora que tinha o nome do gajo que a andava a comer, escrito num braço e, como passou a ser outro senhor a papar-lhe a coisa e o coiso, ela fez um dói-dói no braço para apagar o nome do tal senhor. o dói-dói está quase bom. acho eu. foi com o novo senhor ver a nossa senhora de fátima que fez um milagre aos dois ou coisa parecida. ao que parece há um senhor de barbas, mais velhote, que gostava de comer as coisas todas lá dessa senhora.

- coisa seis - tenho uma filha mas acho que a vou devolver. antes de a ter, não houve nenhum pai que não me tivesse dito que ter miudas é que era. que eram apegadas aos pais e tal. pois, já passaram mais de dois anos e meio (30 meses em linguagem maternal) e ela não me liga peva. colinho, nem visto. aliás, colo, para ela ou é o colo do útero ou é um meio de transporte. é para ir dali para acoli. e de lá para acolé. agora para carinhos: paizinho, tem juízo, tá?

passar isto a alguém? não tenho coragem. olha auto-passem-se vocês!

quarta-feira, setembro 20, 2006

Mais uma daquelas minha parvoíces

O to die a virgin dos divine comedy faz-me lembrar o diamond dogs do Bowie.

pré-resposta a possiveis comentários: sim, eu sei que não têm nada a ver!

Será...

... que vão ficar a faltar apenas os Eagles?

Ai, nem acredito!!!

(tu reza miúda, tu reza, pá!)

Macaquinho do chinês

Já no carro, inclino para trás a cabeça da minha filha para lhe dar um chocho e que vejo eu? Um burrié do tamanho do tolan.

Sem conseguir lá chegar com os meus dedos, sem conseguir lá chegar com os dedos dela, sem ter à mão um cotonete (mas há algum homem que tenha cotonetes no carro?) saco o bicho com.....


.... a chave do correio!

Blhag!!!!

terça-feira, setembro 19, 2006

Limpezas

Deveremos limpar o carro antes de o mandarmos para a lavagem? Não, pois não?

E os dentes? temos mesmo de lavar os dentes bem lavadinhos antes de irmos ao dentista fazer uma limpeza geral?

Temos? Ai é?? E se o dentista for nosso amigo, também??

Ai que desperdício de pasta, porra.....

segunda-feira, setembro 18, 2006

Ratisquê??????

O não-escândalo de Ratisbona (foi o local onde o Papa se lembrou de mandar umas bocas intelectuais sobre a conversão pelo uso da violência, entendidos?) teve o condão de me lembrar principalmente de uma coisa: não devemos usar palavras muito difíceis quando queremos ofender ou elogiar alguém.

É que se pode dar o caso dos ofendidos ou elogiados serem burros como uma porta e julgarem que os estamos a mandar à merda quando lhes dizemos que afinal são espertos como tudo, ou desfazerem-se com supostos elogios quando lhes queremos dizer que têm uma relação incompatível com a inteligência.

Pingado

Durante a segunda parte do Naval-FCP, fiquei cheio de medo. É que adormeci com a qualidade de jogo do meu clube e, quando acordei, fiquei com medo de ter babado as almofadas acabadas de vir da lavandaria.

Mas não, safei-me.

domingo, setembro 17, 2006

Coerência

Uma das poucas coisas boas que o Co holandês tinha era o facto de não levantar grandes ondas com os árbitros. Quer tivesse sido com benefício ou prejuízo próprio a verdade é que não me lembro de o ver ser muito injusto com as arbitragens. E isso, era algo de que me orgulhava muito, no meu treinador de outrora. Pronto, houve afinal alguma coisa de positivo no senhor.

Ontem, depois do Sporting ter sido estupida e vergonhosamente aviltado no lance do golo, fiquei tranquilamente à espera da enxurrada de declarações que consequentemente viriam nos diversos órgãos de comunicação social.

E digo tranquilamente porque me lembrei das mesmas declarações que foram proferidas no ano passado pelos mesmos intervenientes - com o Paulo "2 palavras - pausa - 2 palavras - pausa - 2 palavras" Bento à cabeça - depois daquela bola tirada de dentro da baliza pelo Ricardo, num golo não validado ao (desculpem mas eu recuso-me a dizer "a União") União de Leiria, no estádio José de Alvalade.

Meus caros, lembrem-se desta mão do Ronny. Memorizem também as palavras que foram depois pronunciadas pelos sportinguistas. Está tudo memorizado? Ok, voltaremos a este tema ainda durante a presente época. Veremos o que irá ser dito pelos mesmos personagens quando o sporting vier a ser beneficiado (às vezes também acontece) pelos senhores de preto.

(gostei particularmente das "oportunas palavras" (sim, estou a ser irónico) do grande (novamente irónico) Jorge " - Para mim o Vítor Baía é um produto de marketing!" Baptista no telejornal da Sic. gostei muito.)

sábado, setembro 16, 2006

Preparem-se!

Há 20 anos:
- até às 4 da manhã? Ihhhhh, e o teu pai não te disse nada?

Agora:
- até às 4 da manhã? Ihhhhh, e a tua mulher não te disse nada?

Daqui a uns (não muitos) tempos:
- até às 4 da manhã? Ihhhhhh, e a tua filha ainda não tinha saído para os copos?

sexta-feira, setembro 15, 2006

música portuguesa (sim, às vezes gosto)

A minha música portuguesa favorita é esta:

Porque sou o cavaleiro andante
Que mora no teu livro de aventuras
Podes vir chorar no meu peito
As mágoas e as desventuras

Sempre que o vento te ralhe
E a chuva de maio te molhe
Sempre que o teu barco encalhe
E a vida passe e não te olhe

Porque sou o cavaleiro andante
Que o teu velho medo inventou
Podes vir chorar no meu peito
Pois sabes sempre onde estou

Sempre que a rádio diga
Que a américa roubou a lua
Ou que um louco te persiga
E te chame nomes na rua

Porque sou o que chega e conta
Mentiras que te fazem feliz
E tu vibras com histórias
De viagens que eu nunca fiz

Podes vir chorar no meu peito
Longe de tudo o que é mau
Que eu vou estar sempre ao teu lado
No meu cavalo de pau


A da minha mulher é esta:

Quis saber quem sou
O que faço aqui
Quem me abandonou
De quem me esqueci
Perguntei por mim
Quis saber de nós
Mas o mar
Não me traz
Tua voz.

Em silêncio, amor
Em tristeza e fim
Eu te sinto, em flor
Eu te sofro, em mim
Eu te lembro, assim
Partir é morrer
Como amar
É ganhar
E perder

Tu vieste em flor
Eu te desfolhei
Tu te deste em amor
Eu nada te dei
Em teu corpo, amor
Eu adormeci
Morri nele
E ao morrer
Renasci

E depois do amor
E depois de nós
O dizer adeus
O ficarmos sós
Teu lugar a mais
Tua ausência em mim
Tua paz
Que perdi
Minha dor que aprendi
De novo vieste em flor
Te desfolhei...

E depois do amor
E depois de nós
O adeus
O ficarmos sós


depois admirem-se que os casamentos durem pouco!

p.s.: admitia uma reconciliação se ao menos fosse esta:

Eu quero marcar um Z dentro do teu decote
Ser o teu Zorro de espada e capote
P'ra te salvar à beirinha do fim
Depois, num volte face vestir os calções
Acreditar de novo nos papões
E adormecer contigo ao pé de mim

Eu quero ser para ti a camisola dez
Ter o Benfica todo nos meus pés
Marcar um ponto na tua atenção
Se assim faltar a festa na tua bancada
Eu faço a minha última jogada
E marco um golo com a minha mão

Eu quero passar contigo de braço dado
E a rua toda de olho arregalado
A perguntar como é que conseguiu
Eu puxo da humildade da minha pessoa
Digo da forma que menos magoa
«Foi fácil. Ela é que pediu!»


ou esta

Encontro uma Ilha
será maravilha ou tem
o que ninguém deu
durante a viagem
p'ro outro lado

É mais outra ilha
será que é mais outro porto
em que se bebeu
e se esqueceu
um outro fado

Há quem espere por nós assim
mesmo ao meio da rota do fim
há quem tenha os braços abertos
para nos aquecer
e acenar no fim

Há quem tema por nós assim
quando os barcos partem por fim
há quem tenha os braços fechados
com beijo jurado
eu voltarei pra ti

Nunca é miragem
sabemos que o cais é certo
é a estrela polar
em sol aberto
a castigar

Ficamos mais perto
sentimos mais dentro a força
do que nós somos
e do que queremos
reconquistar

Dança de nuvens
o vento é meu companheiro
p'ra me embalar
no meu repouso
de aventureiro


ou até mesmo esta

Enquanto foi só um bom momento deu
Enquanto foi só um pensamento meu
Deus, deu só num caso forte a mais.

Enquanto se achava graça ao que se escondeu
E a horas eram mais longas do que a verdade
Fez p'ra ser só outro caso mais.


Enquanto for só ternura de Verão
Eu vou,
Enquanto a excitação der para um carinho
Eu dou.
Traz
Uma leveza
Ah, mas concerteza
Eu dou
Um outro melhor bom dia.

Já trocámos nortadas por vento sul
Enquanto demos risadas foi-se o azul
Nem sei qual deles foi azul demais.

Mas não ficará só a sensação de cor
Nem sei o que o coração irá dizer de cor
Se o Inverno for, depois, duro demais.


ou até esta

Deixa lá
Não ligues a coisas de nada
Não faças da vida enxada
Acabar em terra dura

Deixa lá
Não lamentes os nossos fracassos
Não esqueças os meus abraços
Não esqueças as tuas ternuras

Deixa lá
Temos um campo, uma cama um colchão
Um amigo em cada mão
Um jardim para regar

Muitas flores
Muita força
Muitas dores
Pouca terra
Muitos amores
Muita roupa para passar

Deixa lá
Dorme o teu sono tranquilo
que eu cá fico sonhando
acordado na vida
Deixa lá

Deixa lá
que o mundo gira ao contrário,
se nós temos um relicário
com segredos de amor

(mesmo que me venhas dizer que afinal também gostas destas aqui em cima, já não posso fazer nada. eu disse a favorita, não disse a favorita mais ou menos, ok?)

Quinta (de ir às) Lágrimas






Cine Batalha



Perfeito!

É a cultura, estúpido



Para mim, isto é uma parede com caixa de ar, duma casita assim em que lhe falta as restantes paredes e a mais o tecto, e os canos e prontos, não é?

Mas acho que é arte, schiuuuuu!

(desculpem, eu posso não conseguir fazer os rabiscos picassianos, mas gaita, o tipo que me fez as obras da casa de banho (chama-se zé, posso dar o contacto e tudo), faz uma parede destas na boa. e mais, se for preciso é bem capaz de rebocá-la e tudo.)

(estas merdas são subsidiadas pelo oge?) (digam-me por favor que não)

Das férias - Porto - Serralves



Em Serralves descobri esta tabuleta. Não sei do que é que gostei mais: se de ter lido que tinta em linguagem "é a cultura, estúpido!" significa revestimento cromático; se ter verificado que revestimento cromático em inglês quer dizer "it is" (eu espero que frágil queira dizer easily damaged, não é?).

Ou pronto, o que eu quero dizer é que os ingleses não têm de apanhar com essas paneleirices do revestimento cromático e mais ó catano.

anda uma filha a criar uns pais para isto!








quinta-feira, setembro 14, 2006

Eu acredito em Deus!

(depois do que vi e ouvi à hora do almoço)

... porque só o altíssimo consegue pôr "lentes" nos olhos de mães que chamam bonitos, giros e lindos (credo!) a crianças e bebés feios como o joelho do Eusébio.

Nota: mães e paizinhos queridos: se eu um dia disser que os vossos filhos são fofuchos, simpáticos ou alegres não me venham pedir a minha opinião sobre a beleza dos mesmos. quer eles sejam recém-nascidos, quer tenham 1 ano, 5 ou 15 se forem feios eu sou capaz de dizer que o são. não me tentem.

(Pré-resposta a eventuais comentários: não, não estou a confundir amor maternal com outra coisa qualquer. estou-me a referir mesmo a bebés que são feios!)

quarta-feira, setembro 13, 2006

Mercedes R



E prontos! Caguei para todos os outros. Tenho as viagens pela Europa resolvidas. O carro que eu vou comprar é este: Mercedes R320 4 Matic.

E não me venham com coisas que é muito dinheiro e mais ó camandro (também não o tenho, pfff!).
Caluda! É este e mais nada!

(ó Caladinho, concordas? é boa compra ou não?)

Sim e sopas

Não entendo os blogs mistos - como os rallyes do antigamente, com provas em alcatrão e outras em terra batida -, aqueles que têm posts com comentários e outros sem.

Qual será a ideia desse pessoal?

é:
"- ah e tal, olha aqui podem dizer qualquer coisa."
e uns posts depois
" - pronto, agora fiquem caladinhos".
é isso?

ou é
"- pshhhh, então? que conversa é essa? não vêem que agora não vos quero ouvir?"
e mais tarde
"- ah não sei quê e tal, vá agora, se quiserem, já podem falar. agora já deixo"

será isso? se é, não me apanham lá a comentar.

aos benfiquistas

a minha educação não me permite criticar o petit. por duas razões: tenho o maior respeito por imigrantes e tive o Paulinho Santos durante tempo suficiente para saber o que estão a sentir.