domingo, abril 02, 2006

Cançonetista

Sexta-feira à noite, já perfeitamente imbuídos pelo espírito TJS (tinto, jameson e sagres), um grupo de 5 pessoas invade essa catedral do karaoke lisboeta que é o célebre "Apache".

Perante a sucessão de belas vozes que abrilhantavam a noite, o filho do aço faz-me o seguinte repto: "se fores lá cantar, pago-te um whisky!"

Apesar de ter ficado com pena das pessoas presentes na sala, fui.

E eu só consigo resumir os 3 minutos seguintes numa frase: quem esteve lá viu, quem não esteve não sabe o que perdeu. Mas lá que perdeu, perdeu!

(e não me saem da memória as sábias palavras que o meus amigos proferiram:
- bem, tu dominaste o palco. chegaste a cantar palavras que não apareciam no ecrã.
- eu acho que as pessoas aplaudiram com medo que lhes batesses, percebes?)

sexta-feira, março 31, 2006

Barba ou cabelo?

O meu avô António Joaquim Jaime era barbeiro. A minha irmã seguiu-lhe a arte. A minha filha acaba de me nomear cabeleireiro oficial dos bebés dela. Estou a fazer totós e a colocar ganchos de empreitada, nestes seres de plástico que habitam aquele quarto.

"Pai, axuda, axuda!"

(tenho medo de estar a abichanar. pelo sim pelo não, talvez não seja má ideia, mandar chamar o Fernando.)

Afternoon fever

Recebo uma aviso de que a minha filha está na escola cheia de febre. Saio a correr e lá vou eu buscá-la. Chego à escola, procuro por ela na sala e não a encontro à primeira vista. Darei com ela mais tarde, sentada a um canto, com um ar abatidíssimo e a mudar a fralda do seu bebé.

Olho para ela, ela olha para mim, levanta-se e aponta para algo atrás de mim. Diz então: "- Afonxooooo!"

Viro-me, o miúdo olha para mim, eu abro os braços, ele também. Damos um abraço e eu dou-lhe um beijinho.

Notei que foi um abraço seco, frouxo. Mais ou menos como que a dizer: "- olha lá, ó palhaço, lá por seres o pai da gaja, lá por teres o triplo da minha altura, não é por isso que me atemorizas. A mina é minha e mainada, ok?"

Eu só estava com medo que ele dissesse: "Olá tio, tá bom?"

Este homem é do Norte, carago!



A pedido de várias famílias, cá vai o célebre relato!

quinta-feira, março 30, 2006

xpór lixboa e benfica

Alguém me consegue explicar porque é que o Koeman fala com sotaque galego, apesar de ter aprendido castelhano na Catalunha?

Xim, xeñor xosé veigá!

segunda-feira, março 27, 2006

personalidade jurídica

Quando há uns dias me despedi e mudei de emprego, fi-lo no pressuposto que ia trabalhar para a minha sogra.

Há dias descobri que, juridicamente, também sou um assalariado do meu sogro e (medo, medo, medo) da minha própria mulher.

Há coisas que realmente, nós não sabemos no que nos estamos a meter, não é?

p.s.: Isto não são só desgraças: de agora em diante a festa de natal dos filhos dos funcionários desta empresa será um espectáculo de variedades para a minha mulher e para a minha filha. Ó madrinha, temos de começar a tratar das prendas para as miúdas, pá!

informações inúteis

- as aulas de rpm do HP de Cascais são, francamente, as mais animadas. por outro lado, têm os professores tecnicamente mais baldas.

- as aulas de rpm do HP de Cascais, têm sempre o melhor set de músicas e as gajas mais boas. por outro lado, têm as gajas mais queques, as gajas mais betas, as pitas loucas, os betos e, pior que tudo isto, homens que se penteiam (muito) antes das aulas começarem.

- o HP da Beloura tem actualmente, o melhor monitor de rpm que eu conheço (é certo que há uns anos era uma merda). além de ser durinho é tecnicamente fantástico. Por outro lado, tem uma sala que é uma merda: à segunda música já estamos a suar que nem uns cavalos.

- as biclas do HP da Beloura, não são tão boas como as de Cascais, mas são bem melhores que as da Qta. da Fonte.

- o HP da Qta. Fonte, apesar de velhinho, continua a ser o mais equilibrado: mesmo a 5 minutos do começo da aula é raro não termos senha, tem dois monitores que não sendo perfeitos, são tecnicamente muito bons e são durinhos. por outro lado, as músicas são quase sempre muito rascas.

- o HP da Qta. da Fonte tem o melhor restaurante, o pessoal mais porreiro e os sócios mais despretensiosos. Por outro lado, as biclas, já se sabe, são velhotas.

- os cd's de rpm antigos são sempre os melhores. a maior parte dos monitores de rpm têm quase sempre o ouvido muito mouco para ver se o pessoal pedala melhor com esta ou com aquela música.

- o "Boys of Summer" interpretado pelos Ataris é seguramente a melhor, a mais gira e a mais forte música de todos os cd's do rpm. é a música que divide os que andam lá para curtirem um bocado, dos outros, os parvos como eu, que adoram pedalar durante 45 minutos, com o cu sentado num triangulozinho de plástico. e ainda por cima pagamos para isso. (zezinho, havias de me ver, pá. já estou tão crescidinho. imagina que já consigo ouvir esta música sem desatar a chorar. não é fantástico?)

-
além destas coisas todas, o Amâncio continua a ser a referência desta gaita do rpm. ó Santos, que saudades, pá!

sábado, março 25, 2006

são golos atrás de golos

Estou ansioso pelo jogo do meu clube com a briosa. Não é por nada, mas gaita, ao fim de 28 jornadas o grande McCarthy tem finalmente oportunidade de ultrapassar, por exemplo, o António Leonel na lista dos melhores marcadores do campeonato.

Força negão!

quinta-feira, março 23, 2006

O circo desceu à cidade

Nunca fui grande fã dos "riéliti chôus". Mas no que respeita agora, a esta cena dos palhaços lá do circo, a coisa muda de figura.

Não é bem por causa da juca pinheiro, nada disso. É que fui educado, desde pequenino, a atentar à seguinte ladaínha:

"se vires o antónio calvário
não o trates com desdém,
pois se tivesse clítoris
podia ser tua mãe".

Respeitinho então, ok?

eta é p'a mim e eta é p'a ti

Ó Caladinho, sei que ontem foi dia de sofrimento. Sei que te sentiste muito injustiçado, certo?
Deixa lá, meu querido, sei muito bem o que é isso, volta e meia também me acontece o mesmo (lembras-te do Lucílio Baptista em Alvalade?).

Mas olha, dentro de dias vais receber a gente lá no teu estádio e, pelo andar da carruagem, espetas com dois ou três na pá ao grande fêquêpê, para depois então, encheres bem o peito e gritar bem alto: ok, o campeonato é nosso, fiquem lá c'a taça!

Vai uma aposta?

Desabituados

Algo vai mal no reino do meu clube: antigamente festejavam-se as conquistas, agora até as passagens às finais são motivo para lançar foguetes, imagine-se.

Gosto de coerências

Gosto de treinadores que quando são beneficiados apregoam que não costumam comentar arbitragens e quando são prejudicados riscam a palavra coerência do dicionário.

Gosto da vida como ela é.

domingo, março 19, 2006

segunda-feira, março 13, 2006

rpm

Ando com umas saudades loucas das aulas de rpm da Quinta da Fonte.

Ó Sérgio Marques, não dá para pegares no grupo do costume, meterem umas 10 ou 15 biclas numa camionete e virem até aqui ao Rato dar uma aula? Diz ao Ricardo e ao Artur para trazerem os cd's. E olhem, tragam também gajas, pá!

2 anos - irresistivel

Daqui a dias lá em casa...



...um conjunto de 4 cd's e um dvd com bootlegs dos Pretenders.

The screen door slams



Este disco é muito, mas muito bom. E não ha maneira de sair do raio do leitor de cd's.



Esta edição comemorativa dos 30 anos do Born To Run, tem dois dvd's fan-tás-ti-cos: um deles, tem um documentário sobre o making of do disco; o outro tem o concerto do Hammersmith Odeon de Londres em 1975. E não há maneira de sairem do dvd.

pdi

os provadores das lojas de roupa fazem-me velho. têm uma porra duma iluminação tão forte que não há cabelo branco que não seja realçado. e mesmo os que não são, branco se tornam. safa!

domingo, março 12, 2006

Ó pázinho, emprestas-me esta cassete?

Quem cresceu nos anos 80 sabe o significa a frase "é pá, grava-me lá uma cassete com umas cenas à maneira, gravas?".

Era normalmente dirigida a quem tinha uma colecção apreciável de discos e, obviamente, que tivesse um leitor de cassetes.

Fazíamos cassetes para ouvir de manhã, outras para as alturas de relax, outras ainda para quando quisessemos impressionar as miúdas (estas claro, com slows e afins), etc.

Lembrei-me disto porque o meu querido Nuno (podia fazer-lhe aqui um link para o seu blog. podia, sim senhor. mas enquanto não retomares a escrita, meu menino, nada feito. hás-de ficar na obscuridade sem ninguém saber quem és. toma, toma!) é um gajo superior. um tipo à moda antiga e que tem a faculdade de, volta e meia, me presentear com uns cd's, gravados à la carte, aqui para o pitx.

Ele sabe que eu não gosto nem de metade das músicas que ele lá põe. Cenas alternativas e tal, coisas que não aparecem no top +, tão a ver? E eu já o avisei que é infrutífera a sua cruzada em actualizar o meu gosto musical. Mas o que é que se há-de fazer? Ele sabe que esta alma parva, parou musicalmente no dia 31 de Dezembro de 1989. Eu até adoro aquelas prendas. Confesso que sim, aquilo para mim é como uma fotografia dele que eu carrego no meu leitor de cd's. E não deixa de ser bonita esta cruzada que ele empreendeu em actualizar-me nestas coisas da música.

No entanto, ainda há milagres e esperança no mundo. Estou a dizer isto porque contrariamente ao esperado, afeiçoei-me tanto ao raio das colectâneas que o gajo me fez (afinal tinhas razão pá, mais tarde ou mais cedo acabaria por gostar destas coisas), que acabei por fazer uma outra, só com o meu "best of" dessas músicas.

E é por causa disso que eu tenho que dar a mão à palmatória e dizer que ando no carro com um cd com as seguintes músicas:

Sufjan Stevens - Chicago
Josh Rouse – It's the nighttime
Franz Ferdinand – Do you want to
Mercury Rev – First-time mother's joy
dEUS – Nothing really ends
Devendra Banhart - Heard somebody say
Grandaddy - Pull the curtains
Jay-Jay Johanson - Rush
LCD Soundsystem - Tribulations
Magnetophone - Let's start something smooth
Paul McCartney – Fine Line
Perry Blake - Freedom
Royksopp - Only this moment

Meu querido Nuno, tenho o meu aniversário à porta. Tens mais ou menos um mês para me fazeres mais umas compilações "Pipáterra".

Entendeste a mensagem ou tenho de te fazer um desenho?

Chamada em espera

Quando ligamos para a Segurança Social, a música que se ouve quando os gajos nos deixam pendurados à espera, é o Strange Brew dos Creem.

É isto o choque tecnológico?

Se é, começam bem.

sábado, março 11, 2006

É hoje!

- já viste, môr. hoje a minha filha faz 2 anos.
- quê! tás parvo? minha filha? NOSSSA filha, queres tu dizer!
- bom, tu sabes muito bem que a filha é minha, não é?
- claro que não é tua, é minha, saiu do meu corpo.
- vamos lá ver então as coisas, lembraste quando fumávamos?
- sim.
- lembraste que íamos à maquina do tabaco, punhamos uma moeda, carregávamos no botão do ventil e saía um maço, certo?
- certo.
- agora responde-me: o maço era teu ou era da máquina?
- parvo.
- ah pois é! vês como a filha é minha?
- então deves ter carregado no botão errado porque ela saiu ingalzinha a mim.
- pronto, fica lá com a taça!

terça-feira, março 07, 2006

3 do 3

eu trabalho, regularmente, há quase 20 anos. estive em 6 empregos. uns bons, outros maus, outros assim assim. tive, na maior parte dos casos, excelentes relações com as entidades patronais ou com as chefias. coisas rijas, fincadas, coisas para sempre. algumas dessas situações resvalaram da amizade para a ligação familiar (não é, meu querido afilhado?).

nos últimos 2700 dias (certinhos), tive o melhor trabalho do mundo. sem exageros. não sei se seria o melhor para toda a gente, era seguramente o melhor para mim. trabalhava com a pessoa que mais amei (e amo, fosga-se!) nos últimos 30 anos; a pessoa que mais admirei (até, se calhar, profissionalmente); a pessoa que, sem ter feito um cabrão dum esforço (és mesmo uma nulidade em pedagogia, pá), mais me ensinou nestas coisas do marketing, do design, da publicidade e outros que tais.

nem tudo correu bem, é certo. mas gaita, o cabrão do saldo é muito positivo. lembro-me muito bem de como era a minha vida há 8 anos e como é agora.

estas melhorias têm a ver com o meu desempenho? sem dúvida que sim. mas há coisas que não se esquecem. não posso esquecer que trabalhei numa coisa que adorava, que tinha uns horários flexíveis até dizer basta, que tinha um ordenado bestial, que andava de chinelos e calções de Abril até Outubro, que tinha vista para o mar, que tinha carro, que tinha um porradão de coisas porreiraças.

no dia 3 do 3 saí dessa empresa. senti que tinha sido o primeiro dia do resto da minha vida. pela primeira vez tive necessidade de ser crescidinho. de pensar que tenho uma família, de pensar que tenho uma filha para sustentar. atenção, não que não tivesse pensado antes, mas no dia 3 senti esse peso nas costas.

ok, vou para um trabalho muito mais aliciante; vou trabalhar com uma das 5 mulheres mais fantásticas que já conheci em toda a minha vida (eu tenho uma sorte bestial em só ter trabalhado com gente incrível), uma craque dos diabos, uma senhora que me trata como se seu filho fosse; vou trabalhar numa área em que sei que me vou dar bem, em que sei que vamos ter sucesso - vamos, não vamos, madrinha? -; sei que vou ter mais responsabilidades, vou ter mais privilégios, vou ganhar mais dinheiro, etc. e é sabendo isto tudo, é sabendo que estas coisas estão à minha espera, que tenho todo o consolo do mundo.

mas gaita, enquanto não passar esta porcaria desta fase não se metam à minha frente que isto custa muito. olha, olha, apanham-me num dia bom, apanham!

desviem-se, ok?

quinta-feira, março 02, 2006

É um par de lostras a cada um e pianinho, ok?

ó zé, sabes a que conclusão eu chego cada vez mais? que por mais que cresçamos, seremos sempre aqueles meninos que jogavam à lerpa ao carolo; que faziam concursos de cultura geral com prémios como o mapa da jugoslávia (antes da guerra) ou um transferidor; que andavam de carrinhos de esferas nas traseiras da Mira Fernandes; que faziam pistas de f1 em cartolina onde se aldrabava o nome do piloto vencedor para que na lápide constasse "1º grande prémio vencido por Nélson Piquet" e não o Keke Rosberg ou o Carlos Reutmann ou, muito menos, o Alan Jones; que iam para o túnel da bruxa; que ficavam na ponte de chelas com o comboio a passar; que iam para a piscina da Penha; que pézavam (não, não tem nada a ver com o Peseiro. não tentem saber, ok?); que iam para o bar do justo; que faziam concursos de planespotting; que andavam pelas escadas dos prédios novos a procurar jornais com fotos do Piquet; que chamavam "Inaut love" ao code of love dos spandau ballet; que jogavam pekei; que lavavam os sapatos cheios de lama na casa de banho da vitoriana, etc...

se calhar até devíamos crescer, de vez em quando, um bocadinho. mas tenho andado cá c'uma preguiça!...

se calhar é melhor deixar estar isto como está, não achas?

amo-te, meu cabrãozinho de merda. percebes? amo-te, pá!

domingo, fevereiro 26, 2006

O que tu queres sei eu bem...

Um abraço e um beijinho especial para os meus amigos Pinto e Hélder, que no espaço de 5 dias, viram o seu clube ganhar aos dois últimos campeões europeus.

quinta-feira, fevereiro 23, 2006

Agarradinhos



Quando a minha filha não quer comer, tomar banho ou vestir-se, dou-lhe pouca importância. Normalmente, tento fazer com que nessas birras não bata com a cabeça nas paredes (sim a loucura chega a tanto), obrigo-a a comer ou a vestir-se, depois pego-lhe ao colo, abraço-a muito juntinho a mim e para atenuar a sua dor, canto-lhe canções como esta:

Tentou contra a existência do humilde barracão
A Cuca* de tal por causa de um tal João
Depois de medicada, retirou-se pro seu lar
Aí a notícia carece de exactidão
O lar não mais existe, ninguém volta ao que acabou
A Cuca* é mais uma mulata triste que errou
Errou na dose
Errou no amor
A Cuca* errou de João
Ninguém notou
Ninguém morou
Na dor que era o seu mal
A dor da gente não sai no jornal.

e ela lá se acalma.

* Joana, no original. Cuca é um dos nomes como a minha filha é tratada cá em casa.
Atente-se na fotografia, a uma "poça" de baba no meu ombro, com um carreirinho a escorrer omoplata abaixo.

quarta-feira, fevereiro 22, 2006

Piscina de fígado

Então agora não se vê ninguém a dizer que o Benfica só ganhou ontem porque o Liverpool não jogou um caracol? Ou porque não fez um ataque de jeito? Ou porque nem sequer o Moretto fez uma defesa digna de nome?

Se estou a menosprezar a vitória do Benfica? Não, não vão por aí. Eu estou é farto que se menosprezem vitórias, sejam elas à rasca, à rasquinha ou mesmo folgadas. Ganharam e pronto. Os cámónes que se aguentem à bronca!

(pré-comentário a possíveis comentários: não, isto não é ironia nenhuma e não, não estava a torcer pelo Liverpool. eu fico é em broa quando ouço dizer que o Benfica - neste exemplo - só passou a fase de grupos porque apanhou um fraco Manchester ou um acessível Lille. acho uma estupidez dos diabos. é que o que eu acho que se devia, eventualmente - atenção a este advérbio, ok? - escrever é que o Benfica ganhou, apesar de ter apanhado um fraco isto ou um fraco aquilo. mainada!)

Crash, Boom, Bang!



Na escola preparatória, umas das brincadeiras favoritas que eu tinha com o Zé, o Dias e a Ana Maria (a maria-rapaz do grupo) era reinar à pedrada. Calma, não é nada disso que estão a pensar, era uma coisa tão simples e inocente (?) como colocar um gajo num extremo de recreio a mander pedras e calhaus a um outro que estivesse no extremo oposto. Uma brincadeira lindíssima, instrutiva, pedagógica e saudável.

Ora, tive um colega que um dia perguntou se podia brincar connosco, era o Vítor Maneta (isto é mesmo nome, não era alcunha). Tudo bem, dissemos nós, vais para o lado de lá e mandas pedras à gente. Quando ele então perguntou se a ideia era acertar na gente, nós, habituados à fraca calibragem dos nossos braços, dissemos ingenuamente que sim.

Ora o Maneta foi o gajo com a melhor pontaria que eu já presenciei em toda a minha vida. Na primeira tentativa gritou para mim, "ó Jaime, vou mandar-te uma pedrada à cara". E pronto, fiquei ali parado, a uns bons 20 metros dele à espera da dita cuja, para posteriormente me desviar.

Meus amigos, eu só me lembro de ver a gaja, a uns 5 metros de mim, numa velocidade do caraças, e no instante seguinte, senti-la a bater-me nas trombas. Ahhhhhhhhhiiiiiiiiiiiiiiiiiii!!!!

Pergunta-me ele "então não era para acertar?". Eh pá, ó Maneta, era. Mas não sabíamos que conseguias assim com tanta calma, fónix!

Lembrei-me disto ontem quando vi o filme Crash. A única coisa que eu consigo dizer, é que o filme é uma pedrada nas trombas. Pimba!!!!

Não é à toa que foi escrito, adaptado e dirigido pelo Paul Higgis. Um senhor que se lembrou também de escrever o Million Dollar Baby e um porradão de argumentos para episódios da Thirtysomething (também foi um dos criadores do Walker - o Ranger do Texas, mas isso agora não interessa nada!)

Foi o mais fantástico filme que eu vi desde, sei lá, talvez o Heat. Ou o Traffic. Ou o As coisas que nunca te disse. Ou a Cidade de Deus. Ou O Jogo. Ou pronto, não interessa, é um filme "de caralho p'ra cima, prontos!"

Minha amiga Lénia, um avisozinho, se a ideia é continuares a recomendar-me filmes e músicas com que eu depois me apaixono perdidamente, podes tirar o cavalinho da chuva. Não me consegues por a gostar dos Radiohead nem dos tais que não chegaram a ser, ok? (ai que eu ainda mordo a língua, ai, ai!)

terça-feira, fevereiro 21, 2006

Olha lá o granel, pessoal!



Quando fui a Barcelona a primeira coisa que fiz foi perguntar, a quem já lá tinha estado, onde é que se podia acampar num sítio bom e barato. Todas essas questões foram feitas ao meu querido Monteirinho que, tudo muito bem e tal, muito prontamente, me indicou um parque de campismo porreiraço.

- E olha lá, ó Monteiro, e isso fica para que sítio, lembras-te?
- Eh pá, ó Pedrito, é lá para os lados do aeroporto.

Muito bem, pensei eu, lá para os lados do aeroporto, significa também que, em princípio, será fácil de encontrar. Vai-se até ao cais de chegadas e pergunta-se aos fogareiros catalães como é que se vai para lá.

A verdade é que a frase "é lá para os lados do aeroporto", não significava que o referido parque se localizava nas proximidades do aeroporto. Vim então a saber que a minha habitação nos 6 ou 7 dias seguintes, seria montada aí a uns 50 metros do local onde aterravam os aviões. Ora, para um casal que fazia a sua primeira lua-de-mel, estávamos então perante uma situação idílica e o mais romântica possível: acordávamos às 6h30 com o voo da Alitália sei lá para onde e adormecíamos, lá para as 2 da noite, depois da chegada da aerogare da Ibéria.

Um mimo, uma coisa do best.

Já para não falar da tenda que era uma grande merda e estava velhíssima. Dumas chuvadas torrenciais que caíram nas duas primeiras noites, na água que entrava na tenda e que nos deixava uns meros 37 cms quadrados de área seca para dormirmos. E das inúmeras vezes que gritei: eu mato o cabrão do Monteiro, fodaaaaaaaaaaaaa-se!

Lembrei-me disso quando hoje recebi um mail com fotos da casa do John Travolta. O dito senhor tem uma pista de aterragem dentro da sua propriedade - uma situação bem pior que a de Bracelona, onde sempre havia uns 50 metros a separar-nos da coisa, não é? - e estaciona os aviões (ter escrito esta palavra no plural, não é nenhum erro, ok? são mesmo vários) mesmo ao lado da casa.



Tudo bem, que um gajo deixa de ter filas nos check-in's, não é? Mas, consegue-se aguentar aquele vasqueiro todo?

segunda-feira, fevereiro 20, 2006

Slows

Não me venham com coisas, slows são sempre slows. Para adormecer não há nada melhor. A minha filha que o diga. Não há noite que não adormeça com um ou outro cd, cheio de grandes baladonas.

sexta-feira, fevereiro 17, 2006

Rock and rooooooooooollllllll

Ouço na rádio que os bilhetes para o concerto dos U2 no Brasil esgotaram em menos de nada. Foi rapidinho. O estádio leva 70.000 espectadores e, calculam os elementos da organização, cerca de 100.000 pessoas ficaram nas filas sem terem conseguido comprar bilhete algum. Impressionante, não é?

Mais impressionante ainda é o facto de o bilhete mais barato custar na ordem dos 16 contos. Meus amigos, nem queiram saber o quanto valem e custam a ganhar para os brasileiros, esses tais 16 contos. Fico siderado.

Por outro lado, os Rolling Stones vão dar amanhã em Copacabana um concerto gratuito.

E eu aqui, mais uma vez no lado errado do Atlântico.

terça-feira, fevereiro 14, 2006

Manias

Eu não tenho muita paciência para aquelas correntes dos blogs tipo, as 4 nuvens mais bonitas que já viste, ou a 3 costeletas de porco mais bem temperadas de sempre ou as 5 travagens bruscas mais longas, etc.

Mas quando o pedido é feito pelo Cruxe não consigo recusar. Por isso cá vai.
Vamos lá ver então, 5 manias, hábitos muito pessoais, ou coisas que tais:

1. Mapas
Sou fanático por mapas. Desde muito pequeno. Com 5, 6 anos, por causa dum jogo de dominó em que tinhamos de encaixar as bandeiras de países em fotografias das respectivas capitais, já sabia dizer uma boa quantidade de capitais mundiais. Mesmo aquelas mais difíceis como Haia (em vez de Amesterdão), Camberra (em vez de Sidney) ou, sei lá, Bona (em vez de Berlim). Depois vieram os mapas - tinham de ser de todos os continentes, não bastava um simples planisfério - depois os atlas, depois as enciclopédias geográficas, etc. A coisa chegou ao ponto de no 9º ano ter chumbado aí com umas 6 ou 7 negativas, um 3 - se calhar a Ed. Física - e um 5 a Geografia. Não queiram saber a catrefada de tralha que tenho lá por casa: guias, mapas, livros de viagens, recortes de revistas, etc. O Google Earth é portanto o meu santo graal.

2. Percursos turísticos
Ok, vem no seguimento da anterior, quando os meus amigos querem ir ao estrangeiro, faço-lhes uns percursos turísticos. E sou meticuloso. Muito. Adiciono fotos aéreas, preços, marco hotéis, peço os nomes dos gajos das recepções dos hotéis, etc. Não que já tenha visitado muita coisa. Nada disso. Mas eles aproveitam-se do meu gosto pela coisa e até para sítios onde não estive lhes faço rotas. É óbvio que quando regressam, obrigo-os a trazerem mapas dos sítios onde estiveram. Quer tenha sido do Feijó, de Tenerife ou das Maldivas.

3. Unhas
Odeio assitir a pessoas a cortar as unhas. Odeio cortar unhas perto e à vista de outras pessoas. Odeio unhas grandes e pintadas. Odeio.

4. Pés
Uma mulher com pés bonitos é meio caminho andado. Para quase tudo.

5. Perfumes
Gosto de perfumes, quanto mais antigos melhor. Se vou a uma casa-de-banho que tenha frascos de perfumes, cheiro-os a todos. Adoro sentir as diferenças: os mais fortes, os mais suaves, os mais frescos, etc.
E cada vez que vou ao supermercado, vou ao Jovan Musk Oil (um perfume usado por metade das pessoas da minha geração) só para me lembrar daqueles tempos.

6. Tratar os empregados de mesa por Sr. Jorge.
Quando tinha aí uns 13 ou 14 anos, o pessoal lá do Rainha tinha por hábito, durante os intervalos, ir beber ginginhas para a taberna da esquina. Ok, éramos parvos, concordo. Começámos por ir dois ou três e, passados uns dias, já éramos para cima de 20. Chegou uma altura em que o taberneiro não nos deixava entrar todos ao mesmo tempo. Era aos molhos de 5, para assim dar tempo de lavar os copos e passar um pano pelo balcão. Para nos armarmos em valentes, batíamos a palma da mão no balcão de mármore (lembras-te, senhor engenheiro Pedro Quadros?) e dizíamos para o filho do taberneiro: ó Jorge, bate aí 5, pá! Bem aviadas, óvistes? (volto a dizer que éramos parvos).

Continuo até agora a chamar Jorge ou sr. Jorge - conforme a idade - os empregados da restauração. E sim, eu continuo parvo.

Desculpa lá, ó Cruxe, mas não passo esta merda a mais ninguém.

quinta-feira, fevereiro 09, 2006

Strange love *



Eu, no fundo, sou é um insatisfeito dos diabos com o raio dos concertos. Nunca, mas nunca consigo sair satisfeito dum espectáculo musical. Ou é porque os gajos tocaram esta e não tocaram aquela, ou é porque o som estava marado, ou porque o baterista fez isto, enfim, tem de haver sempre algum grão na engrenagem.

Mas a coisa que mais me irrita é apaixonar-me por um disco ao vivo e depois, quando vejo essa banda em palco, esperar sempre que toquem da mesma forma que eu as ouvi lá na aparelhagem de casa.

Por isso eu quis que os U2 se tivessem parecido com o Under a blood red sky ou com o Live Aid; que os Depeche Mode - em 1993 - se tivessem parecido com o concerto da Pasadena; os Rolling Stones - em 1990 - tivessem tocado da mesma forma que no Still Life ou, pelo menos, como no Love you Live; que o Thunder Road do Springsteen soasse igual ao do Live 75-85; etc, etc, etc.

Mas pronto, tudo bem, como disse uma amiga minha, "seria pior, se não os chegássemos a ver". E, mais tarde, acabo por reconhecer que foram momentos do caneco.

Isto vem a propósito do concerto de ontem. Eu quis deixar passar propositadamente 24 horas, antes de estar aqui a cagar postas-de-pescada. Eu acho que foi um grande concerto. O som esteve, na maior parte do tempo muito bom; o pessoal correspondeu muito bem; o Martin Gore mostrou que também sabe cantar daquela forma à António e os Filhos do João (blhagr!); o Dave Gahan é o melhor frontman (isto não quer dizer "melhor vocalista", ok?) das bandas lá do meu tempo, consegue agradar a gajos e gajas (o que não é para todos) apesar de usar botins de tacão alto à lá sr. Almeida do Bes de Paço de Arcos (quem conhecer a peça, sabe o que isto quer dizer); duma vez por todas, eu tenho é de me mentalizar que os Depeche Mode são como duas bandas: pré e pós Violator.

Ontem as canções que foram tocadas, do Violator inclusive para trás, bateram aos pontos as dos quatro discos seguintes (é verdade que deste último grupo, deixaram alguns trunfos no bolso: Condemnation, Judas, Free love, coisas que podiam puxar para os coros de multidão). E não há nada a fazer contra isso, não é?

Resumindo e concluindo: foi muito, mas muito melhor que o concerto de Alvalade; em Julho lá estaremos outra vez e venham os Eagles, os Stones (uma vez por ano, pelo menos) e o George Michael para então poder morrer em paz.

* Esta escapou-se-lhes, não foi miúda?

Ingalzinhas




Quem conhece a minha filha sabe bem que é a cara chapada da mãe. Quem conheceu a mãe quando era bebé, diz que as semelhanças são arrepiantes.

Vejam este vídeo e tirem as vossas próprias conclusões.

Dizem os entendidos: o paizinho não passou por ela!

quarta-feira, fevereiro 08, 2006

Good evening Pasadeeeeeeeeenaaaaaa

Esta vai ser a melhor música que eu logo não vou de certeza ouvir:

I’m not going down on my knees,
Begging you to adore me
Can’t you see it’s misery
And torture for me
When I’m misunderstood
Try as hard as you can, I’ve tried as hard as I could
To make you see
How important it is for me

Here is a plea
From my heart to you
Nobody knows me
As well as you do
You know how hard it is for me
To shake the disease
That takes hold of my tongue
In situations like these

Understand me

Some people have to be
Permanently together
Lovers devoted to
Each other forever
Now I’ve got things to do
And I’ve said before that I know you have too
When I’m not there
In spirit I’ll be there

Here is a plea
From my heart to you
Nobody knows me
As well as you do
You know how hard it is for me
To shake the disease
That takes hold of my tongue
In situations like these

Understand me

Ajudem-me por favor



Já não bastava ter isto em cima da mesinha de cabeceira, a minha mulher lembrou-se agora de andar a ler o último livro da Clara Pinto Correia. Pior, disse-me esta manhã que estava a adorar. Que até já tinha passado a barreira mítica das primeiras 50 páginas (a minha bitola para saber se continuo a ler um livro ou o deito para o olho da rua) e já ía, feliz da vida, na 58.

E eu ando já desesperado pela net a tentar encontrar o site onde possa fazer download dos papéis para pedir o divórcio e, raio, não consigo encontrá-los em sítio nenhum.

De costas voltadas

Nos 10 primeiros minutos do jogo do Clube contra o Braga, o ataque esteve demolidor (só não esteve foi concretizador, mas isso já é outra coisa). Jogadas bonitas, passes porreiros, bolas ao ferro, etc.

Depois os parvos dos Superdragões decidiram deixar de estar de costas voltadas para o campo e deu no que deu.

Da próxima vez deixem-se estar. Ou melhor, vejam pela televisão ou ouçam o relato lá na telefonia dos vossos porsches. Mas não agoirem, ok?

domingo, fevereiro 05, 2006

Bota-abaixo

Enquanto fujo ao Herman a cavalo do meu comando televisivo, paro por instantes na RTPn. Estão dois senhores de copo de vinho na mão a falar sobre a respectiva pinga.

E as palavras que eles utilizam são tão engraçadas que eu às tantas perco-me, distraio-me e não sei se a conversa é sobre felácios - para os menos entendidos, é o chamado broche! - se sobre a pinga em si: frutado, duro, tem madeira, cresce bem na boca, grande, sabor a tinta da china, boa cor, ácido, morno, aroma de boca, fortificado, pouco espesso, aveludado, abocado, aberto, mole, pequeno, robusto, untoso, viscoso, longo.

Mas estes gajos estão a falar de pichotas ou é mesmo de vinho. É que para mim, o vinho só tem dois termos: "bebe-se!" ou "carrascão". Para mim, chega-me!

Herr Man

A meu ver, a Sic anda a desperdiçar o melhor trunfo possível para as suas manhãs ou até mesmo das suas tardes, estou a falar do Herman José. O Herman Sic deixou de ser um programa de variedades para o público de Domingo à noite, aquilo é actualmente um espectáculo para empregadas domésticas e reformados ávidos por um par de pernas mais torneadito que o habitual (sim, agora que deixaram de mostrar mamocas ao léu...).

Do visual do apresentador, nem comento, não vou por aí. E também já me cansei daquele discurso que nos tempos do Tal Canal é que aquilo era bom. A coisa é bem mais simples: o que me confrange nos programas do Herman é que os anteriores eram sempre, mas sempre melhores que os posteriores.

Pior ainda, o humor praticado é idêntico àquele que se vê nesses tais programas televisivos das manhãs e das tardes.

quinta-feira, fevereiro 02, 2006

Ó stôre, posso sair mais cedo?

Este governo continua com as suas tolices. Agora foi o Ministério da Educação. Então não é que o Gui Portões veio dar uma aula a meninos do secundário?

A minha pergunta é a seguinte: foi contratado em part-time ou foi ao abrigo dos mini-concursos?

Pois, pois, agora culpem a tal empresa de informática!

quarta-feira, fevereiro 01, 2006

Roberto Severo

Logo no primeiro jogo com a camisola dos girondinos o Beto marcou dois golos. Tenho duas dúvidas:

- aquilo é o Bourdeuax ou é o Real Madrid?

- os golos foram marcados a favor ou na própria baliza?

Las piedras rolantes

Domingo à noite, na Sport Tv, vai ser transmitido um concerto dos Rolling Stones.

Antes e depois do concerto, há uns gajos que vão andar atrás duma bola em forma de melão.

Touch down!

Ela está a chegar



... e não vem com ar de quem anda a fazer caipirinhas.

segunda-feira, janeiro 30, 2006

Mas é que é já pró olho da rua!

O carro do senhor Co foi violentamente vandalizado (desculpem a redundância) ontem à noite. Dizem as más línguas que eram adeptos do Clube descontentes com as exibições da equipa.

A pergunta que se impõe é a seguinte: como é que é, é desta que te vais embora ou vens agora dizer que tens seguro contra todos?

Fowl River

Eu juro que não volto a trocar um episódio dos Homens do Presidente por um jogo do Clube. Tenho coisas lá em casa a fazer depois da bola. É que se eles continuam a jogar assim tenho medo de adormecer e faltar às minhas obrigações.

Já a formiga tem catarro

Depois de ter metido a minha mulher a debitar posts, consegui convencer a minha filha a fazer o mesmo.

Vão espreitar e apreciem a vista lá de baixo.

quinta-feira, janeiro 26, 2006

Insultos



Gosto de insultos. Mas não de todos. Não acho piada a insultos fraquitos, condescendentes, que correm devagar, sem força, tipo água de bidé. Nah, gosto de coisas com pinta, com força, arrebatadoras, com ganas.

Conheço uma pessoa - que a foto ilustra (quer dizer, conheci-a um pouquinho mais velhinha, não é?) - que tem uma corrente de palavras que utiliza no insulto mais penetrante que eu já conheci. Foi criado quando a autora tinha 8 anos, era gira de morrer, a cara cheia de fantásticas sardas (adoro! calma, não são essas sardas, seus parvos. são sardas da cara) tinha um ar de peste mas na 5ª casa do Inferno (não pensem muito, é o topo de carreira das pestes) e era outorgado a quem se atravessasse no seu caminho.

Rezava assim (repito, isto é dito de seguida):
estúpido, parvo, cagalhoto, mal-cheiroso, idiota, anormal, cocó, xixi, diarreira, vomitado.

Mainada!

Nota do editor: o "vomitado" final, deixa-me sem reação.

terça-feira, janeiro 24, 2006

Fóde tu ó gôdo da méda!



Quando tinha aí uns 13 ou 14 anos, fazia parte daquele grupo de putos parvos (neste aspecto não tive grande evolução) que demoram imenso tempo a ir da escola a casa e que andam nos autocarros sempre a saltar de um lugar para o outro a aborrecerem os outros passageiros e a fazer um estardalhaço dos diabos.

Numa dessas viagens do autocarro 33, houve um puto da escola Eugénio dos Santos (um reles frequentador duma escola preparatória, comparado connosco que já andávamos no Liceu Rainha Dona Leonor) que começou a improvisar com o meu inseparável amiguinho Canina (onde é que andas, senhor engenheiro Pedro Quadros? Não sei de ti há mais de 20 anos) porque duas ou três miúdas lá da escola dele trataram de nos fazer olhinhos (adoro esta frase, fazer olhinhos).

Nós os dois, do alto dos nossos 13 anos (atenção que ambos juntos, não medíamos mais de 2,5 metros) dissemos lá para o gajo: "- ó paneleiro de merda, sais adonde?" Ao que ele, de baixo dos seus 11 anos (portanto, muito mas muito mais novo, apesar de ter mais um palmo de altura que qualquer um de nós), disse: "Na Estefânea". Replicámos, então: "Tás fodido. Vais apanhar tantos pensos nesses cornos que até andas a sete."

E assim fomos, a viagem inteira sempre naquele rame rame "ai vais ver vais" "não, tu é que vais ver", "isso pensas tu" e tal.

Quando saímos do autocarro, o meu amigo Canina, pousou a enooooooorme mochila e tunga, atira-se ao gajo e ali ficam enrolados aos puxões e aos encontrões. De fora, um outro gajo (eu, claro) incentivava-o com gritos parvos e estúpidos: "Vai, dá-lhe Canina, estás a ganhar, dá-lhe!"

Surge então em cena um dos passageiros do autocarro que agarra cada um deles por um braço e avisa "Vamos masé acabar com esta merda senão a coisa complica-se!". Apesar de afastados, os dois não se ficaram e continuavam a mandar uns infrutíferos e inconsequentes pontapés que acertavam sempre no ar. Às tantas o senhor não está com meias medidas. Espeta um par de lostras bem esgalhadas nas ventas de cada um e sentenciou: "Ai o caralho, vamos acabar com isto ou não?". As coisas acalmaram.

O gajo que estava de fora - eu, claro - desata-se a rir muito e em voz alta. O senhor então não esteve com parcimónias. "Ai estás-te a rir? Espera lá que eu já te dou o remédio para a tosse" e pimba! Em vez de uma colherzinha de xarope acabou por sair mais um par de estalos para a mesa do canto.

E lá fomos os três, Casal Ribeiro abaixo, com as faces quentinhas e vermelhas e com os olhos a chorar. Diz-me o meu amigo Canina:
- Estávamos a ganhar, não estávamos?
- Vai à merda que ainda me dói as trombas.

Lembro-me sempre desta história quando ouço o meu presidente, o Veiga e o Luís Filipe Vieira a trocarem bocas parvas: mas não há ninguém que se levante, que os segure por um braço e que dê um par de estalos valentes nas trombas daqueles três gajos? É que já enjoam. Parecem meninas (não querendo ofender a classe feminina, ok?).

Dasssssse!

Cámon, ólraiguete, iá fixe men.

Faz-me impressão a utilização abusiva de certos termos estrangeiros. Ou melhor fico lixado quando se utilizam termos estrangeiros para coisas que têm tradução, numa só palavra, em português.

Trabalho numa área onde se usa e abusa desses termos. Na maior parte dos casos, são usados para disfarçar algum provincianismo bacoco ou realçar a tentativa de abandono de algumas frustrações.

Mas não sou nenhum taliban, gaita. Aceito que as pessoas digam alguns desses termos, quando já se tornaram palavras do uso corrente ou quando são compreendidas pela maioria dos seus interlocutores. Ditas,
portanto, no meio próprio. Prefiro ouvir um "vou-te aí mostrar um novo layout" do que escutar, como já escutei um "deixei-te uma mensagem no teu correio de voz". Adiante.

Isto vem à baila porque ontem escutei o Director de Marketing duma das maiores instituições bancárias falar em milestones (houve pessoas que entenderam Baile dos Stones) e outros que tais. Já para não falar do facto de ter dito, no espaço de cerca de 10 minutos, cerca de 80 (parei de contar nos 58 e a coisa ainda não tinha chegado a meio) "a nível de".

Maravilha!

P.S.: Estou velho e decrépito. Assisti hoje de manhã a uma coisa que me impressionou. Por causa disso fiquei com vontade de escrever este post e acabei por não descrever a tal situação: numa acção de formação, houve um gajo que disse que tinha aceite aquele novo desafio - partir para um novo emprego - , pois sentia um certo desire laboral.

segunda-feira, janeiro 23, 2006

A quanto é que está o preço dos parafusos?



Chegou há pouco pelo correio o Extracto de Benefícios Médis relativo ao ano transacto. Estou banzado. Descobri que só em placas e parafusos tenho mais de 1.500 contos embutidos na coluna. Reparem, eu não disse 1.500 euros, estou a falar em contos.

O valor total da porra das duas operações, ascendeu a três mil e trezentos contos.

Posso dizer uma asneira? Posso? FOOOOOOOOODA-SE!!!!!!!!!!!!!!!!!

Se me sair o Euromilhões eu acho que vou mas é fazer uma clínica privada.

Começa bem

Estou contente com o Cavaco. A sua vitória (para o bem ou para o mal) fez-me esquecer as decepcionantes exibições que o meu clube anda a fazer.

Dou 3 semanas para passar para o segundo lugar.

Led Zeppelin



A minha banda do coração são os Rolling Stones. Ou melhor, é a banda que tem a maior quantidade de músicas que eu gosto.

No entanto, gosto mais das melhores musicas dos Led Zeppelin que das melhores dos Stones. E mais, não há nenhuma banda que tenha produzido as melhores poses de palco (e não só) de toda a história do roque enrole. A revista Mojo fez uma edição especial só com fotos destes gajos. E aquilo é sublime.

Não há nada mais espectacular e cool que ver o Robert Plant de calças justas, camisa curta, mão direita nas ancas (com o polegar virado para a frente e não para trás como as peixeiras), a esquerda a segurar o micro, peitaça emproada para a assistência e principalmente aquela guedelha loura, aquele monte de caracóis, aquelas estalactites em forma de cachos.

Para mim, se quisermos resumir o rock and roll, a coisa faz-se em 3 minutos e 34 segundos. É a duração da música Rock and Roll do Led Zeppelin IV de 1971.

Comícios

Morei trinta e tal anos perto de dois das maiores locais de comícios da década de 70 e 80: a Alameda e o Estádio da FNAT (ainda não lhe consigo chamar Inatel e, muito menos, 1º de Maio). Por essa razão, fui um espectador (e participante) atento desses espectáculos. Ou melhor, vamos lá ver as coisas, a malta ía habitualmente para a Alameda, ver as gajas que íam aos comícios do PSD que sempre teve as mulas mais boas de todo o espectro político. Abro aqui um parentesis para dar o meu voto de louvor aos comícios do CDS (ai aquela JC, meus amigos), mas como a quantidade era pouca, não consigo dar a mesma atenção que dou às laranjinhas.

Isto vem à baila porque na sexta-feira pude observar in loco, os participantes dos comícios deste século XXI. Meus amigos, a coisa é mais que evidente: já não há gajas boas nas missas do Cavaco.

Planeta Azul - SOS Oceanos

Por causa desta peça, não consigo deixar de cantar:

Barão, Tubarão
Coragem, então!
Devias não ter medo e ser capaz de proteger.
Barão, Tubarão
Coragem, então!
(e depois há aqui um verso que nunca mas nunca me lembro qual é. já para não falar do facto de trocar sempre "coragem então" por "coragem irmão", assim, muito ao estilo Gonçalvista do Prec).

Urnas

Duas ou três notas sobre a ida às urnas:

- os vencedores da noite foram, unicamente, o Cavaco e o Sócrates. o primeiro porque sim. o segundo porque sabia de antemão que mesmo apoiando o Mário Soares, este nunca conseguiria vencer as eleições (nem conseguiria chegar à 2ª volta); sabia também que se o apoio fosse para o candidato poeta, essa hipótese de ter o barbudo na segunda volta contra o Cavaco seria bem mais séria e, por fim, sabia que era preferivel ter o Cavaco em Belém do que o Manuel Alegre (a quem derrotou - é preciso recordar - nas eleições internas do partido).

- o score do Mário Soares é confrangedor. não esquecer que ficou mais próximo dos valores do Jerónimo de Sousa do que dos do Manuel Alegre. aqueles gritos "Soares é fixe, Soares é fixe, ..." antes, durante e no final do seu discurso, pareceram-se mais com um requiem do que com cânticos de incentivo e de regozijo. paz à sua alma política.

- faz-me impressão aquele discurso (desta vez de esquerda) dizendo que este ou aquele impediram a eleição de um candidato de esquerda. o povo já não vai (felizmente) nessas cantigas. o povo, espero eu, já percebeu que apesar de serem de esquerda, é diferente eleger o Mário Soares ou o Jerónimo de Sousa. é uma questão de estilo.

- faz-me impressão a falta de memória do povo, da comunicação social, de toda a gente. arrepiei-me quando vi aquela cambada de ex-ministros cavaquistas (principalmente os da última maioria), de copo e croquete na mão. uma turba de gente que eu esperava arredada destas coisas. será que vão aparecer de novo? uhhhhh!

- por falar em falta de memória, arrepia-me a hipótese, cada vez mais séria de ter o Guterres eleito Presidente da República daqui a 5 ou 10 anos.

- não considero o Manuel Alegre um dos vencedores da noite. mas vencedor de quê? alguém me pode dizer?

- só consigo encontrar uma coisinha de positivo na vitória do Cavaco: será o único que poderá travar aquele tique saloio e pato-bravista que às vezes dá nos socialistas. aquele tique do Sócrates em querer construir o TGV, por exemplo, é só comparável àqueles pseudo metrosexuais-design-fashion (que ele por mais que se esforce não consegue ser) que têm lá em casa um espremedor do Philippe Starck, mas têm o cesto da fruta com laranjas podres. por outro lado, quem julgue que o Cavaco vai ser o salvador da coisa, tire já o cavalinho da chuva.

- cheira-me, reparem, cheira-me - não tenho pois a certeza - que enquanto o Louçã for o big-chefe dos bloquistas estes nunca conseguirão ultrapassar os comunistas. por outro lado, enquanto o Jerónimo for o secretário-geral dos comunistas, estes nunca serão ultrapassados pelos bloquistas.

- não ligo muito para as candidaturas do Louçã e do Jerónimo de Sousa. aquilo é mais para consumo interno do que propriamente para a presidência da república. são uma espécie de jogos de pré-época que antecedem os campeonatos nacionais de futebol.

- o Garcia Pereira - certamente contando com o voto do Alfredo Pequito - conseguiu ter 23.650 votos. a minha pergunta é a seguinte: alguém conhece algum eleitor que tenha votado neste senhor? é que para mim este número é um mistério. mas eles estão aonde? é que isto ainda é um número considerável, não é? dá para encher o Atlântico e deixar um porradão de gente cá fora.

- não consigo considerar o Jorge Sampaio como tendo sido um bom presidente. um homem que permitiu que o Santana Lopes fosse primeiro-ministro sem ter ido a sufrágio, não merece a minha consideração. para mim faz parte daquele grupo de pessoas que votou no Lopes para a C.M.L. e que devem ter pensado "vá, vamos lá dar o benefício da dúvida ao rapaz". ó Jorginho, tu és o político não-britânico que melhor fala inglês, mas daí a teres sido um bom presidente, vai lá vai.

sexta-feira, janeiro 20, 2006

Palminhas

Ouço na telefonia do carro o Bairro do Amor do Jorge Palma. Sorrio e a minha memória recua vinte anos, até à altura em que andava nas primeiras filas dos concertos deste gajo. Sorrio novamente.

E sorrio por duas razões: por verificar que a utilização da frase "há 20 anos" já não diz respeito ao período relativo à minha meninice mas sim à minha chavalotice e por ver também que já passaram 20 anos desde que eu deixei de gostar deste gajo.

Já não há paciência para este tipo!

Eu é que sou o psidente da junta!

Estas eleições enebriam-me.

Eu estava convencido que a ideia era vencer as eleições. Mas não, nada disso. Quem as vai vencer já toda a gente sabe. E sabe-o há muito, mas mesmo muito tempo.

O que eu acho engraçado é ver pessoas a chatearem-se por saber quem fica em segundo lugar. Dois gajos que são amigos há mais de 40 anos (não estou a falar de 2 ou 3 anos, não é?) conseguem se zangar, não por causa de gajas - que é a única razão porque os homens se chateiam uns com os outros - mas só para tirar a limpo quem é que fica em segundo lugar, numa corrida onde só há prémio para o primeiro lugar.

Depois há também a luta pelo quarto lugar. Imagine-se, lutar-se pelo quarto lugar. Mas estes gajos pensam que têm acesso às competições europeias? Esta é mais ou menos a luta para saber quem é que é mais comunista. Ah e tal, eu fiquei em quarto lugar e tal. E o que dos dois perder, não vai fazer referência ao facto de ter ficado atrás do outro, vai é dizer que foi uma derrota da esquerda. Vale uma aposta?

E depois há o Garcia Pereira. O tal que em duas semanas mais que duplicou a sua percentagem nas previsões. E que ainda assim não consegue passar dos 0,5%. O que eu acho giro - prontos, acho, sei lá - é o gajo espernear-se, sob o tal manto daquela coisa e tal da democracia e mais o caneco, que não há igualdade de oportunidades e não sei mais o quê. Eu até acho que a comunicação social não dá mais exposição ao senhor, numa tentativa honrada de o defender. Assim, pronto, para não o expôr ao ridículo, tadinho. A propósito, o Alfredo Pequito votará nele?

quinta-feira, janeiro 19, 2006

Jorginho



Não tarda nada passo-me dos carretos e faço uma queixa à Tv Cabo.

Não sei se é da tv ou se é da box (não é das piratas, é legítima. agora, nos tempos que correm, é melhor deixar estas questões esclarecidas. estou habituado a ter um ou dois comments por post e, de um momento para o outro, passar a ter 10 ou 12, é muita areia para a minha camionete. não estou nada preparado para o estrelato e para a exposição pública) mas a verdade é que eu só consigo ver o Jorginho a jogar bem se tiver sintonizado o Canal Memória e a SportTv 2. Na TVI e na Sport Tv nunca joga nada.

Será do comando?

É só rir, é só rir



... e não se consegue parar.

Xá Ólin!



A alcunha da semana, do mês ou, quem sabe, de uma vida inteira: Shaolin!

Ter tomates!



Há amigos que amamos por serem carinhosos, outros por saberem fazer caquinha de sapateira, outros porque conhecem roulottes com bifanas espectaculares, outros porque põem à nossa disposição cama, roupa lavada e água fria, etc..

Eu amo o Hélder por isso tudo e também porque é a única pessoa do mundo que tem tomates para ir para a arena tourear vacas, não com aqueles fatinhos apaineleirados dos toureiros mas sim de camisa, calças de ganga e, imagine-se, de ténis VERMELHOS.

Olé!!!!!!!!!!!!

terça-feira, janeiro 17, 2006

Mes Mains Sur Tes Hanches

Odeio música francesa, odeio a cultura francesa, não tenho quase paciência nenhuma para a língua francesa. Mas por culpa do meu sogro (o original) e num quase conluio com a minha mulher, tenho passado os últimos dias a ouvir esta música:

Mes Mains Sur Tes Hanches
Sois pas fachée si je te chante les souvenirs de mes 15 ans
Ne boude pas si tu es absente de mes reveries d'adolescent
Ces amourettes insignifiantes ont preparé un grand amour
Et c'est pourquoi je te les chante et les presente tour à tour

Mais laisse mes mains sur tes hanches
Ne fais pas ses yeux furibonds
Oui tu l'auras ta revanche tu seras ma dernière chanson

Dans chaque fille que j'ai connue c'est un peu toi que je cherchais
Quand dans mes bras je t' ai tenue moi je tremblais je comprenais
Que tu est sortie d'une fable pour venir habiter mon rêve
Et ce serait bien regrettable que notre amour ainsi s'achève
Oui se serai bien regrettable que notre amour ainsi s'achève

Mais laisse mes mains sur tes hanches
Ne fais pas ses yeux furibonds
Oui tu l'auras ta revanche tu seras ma dernière chanson
Laisse mes mains sur tes hanches
Ne fais pas ses yeux furibonds
Oui tu l'auras ta revanche tu seras ma dernière chanson

La la la la la la la ...

A versão do Patrick Bruel com a Fanny Ardant é um mimo!

O prometido é de vidro!

Prometi a mim mesmo nunca, mas nunca mesmo, responder a um comment. Estou na net e por isso sei que, para o bem ou para o mal, estou de janela e porta aberta. Quem gostar pode sorrir, abanar com a cabeça afirmativamente ou deixar um comment a manifestar o seu agrado. Quem não gostar, paciência. Pode mandar com ovos podres, pode cagar e andar, pode simplesmente carregar naquela cruzinha vermelha do Windows que diz Fechar. Mas pode também deixar um comment.

Isto é uma espécie de jornal de parede, não é um entreposto de paleio. Por isso, nunca mas nunca mesmo interferirei nos comments que aqui são colocados.

Mas às vezes dá cá uma vontade....

segunda-feira, janeiro 16, 2006

Linksys


Há verdades que têm de ser ditas: os modem routers wireless da linksys são bestiais. E não faço esta afirmação tão veemente, por ser proprietário dum destes aparelhos. Não, digo isto porque tenho um vizinho que o é!

Que maravilha. A net ali a bombar sempre "à borliú".

Tenho os gajos da Clix a informarem-me, semana sim semana não, que a instalação da net lá em casa anda meio atrasada e tal... e eu ali com vontade de lhes dizer: deixem-se estar, pá. demorem o tempo que quiserem.

Ando com ganas de agradecer ao meu vizinho tão benéfica partilha. Mas, por mais que ele se disponha a mostrar-me fotos suas (diga-se de passagem, tens aquilo tudo mal catalogado, pá! Queres que pelo menos, endireite as fotos e tire os olhos vermelhos?), não o consigo identificar na rua nem no café.

Olha, meu caro vizinho, obrigado pelo Nero 7 Premium, estava mesmo a precisar disso. Já agora, se puderes, vai sacando mais umas coisas porreiras lá pelo Emule. E deixa-me dizer-te mais outra coisa: agora que tenho a mulher em casa a tratar duma filha enferma, é graças a ti que vou sabendo notícias da miuda, pelas comunicações que fazemos pelo MSN. Obrigado, meu querido.

Além disso, de vez em quando vou lá ver o que ele roubou e depois "peço-lhe emprestado". Não, não pensem que tenho problemas de consciência por isso. Ladrão que rouba ladrão tem 100 anos de perdão. Por isso, só lá para 2106 é que terei de me preocupar com a coisa.

Comentários

Quando entro no carro depois de ir ver a bola, gosto de sintonizar a RR ou a Antena 1 para ouvir os comentadores de serviço. Gosto de ouvir as suas opiniões e comparar com o que assisti ao vivo.

Ontem ouvi um tipo da rádio dar ênfase ao facto do Benfica,
depois da derrota do meu clube, só depender de si para ser campeão nacional. Com efeito a coisa não deixa de ser verdade. Mas relembro que há uma outra agremiação que também está nas mesmas condições. É aquele clube que está - por mais uma semanita, pelo menos - em primeiro lugar. Lembram-se?

Semedo

Volta e meia apareço por aqui a mandar umas bocas, ao português falado pelos jogadores e dirigentes da bola. (a propósito, o Paulo Bento também diz que não faz futrologia)

Desta vez venho fazer o contrário. O Semedo do Estrela da Amadora, além de ter feito uma joga do caraças, tem o dom de falar bem. Ou melhor, de não falar mal. Da mesma forma que há jogadores que são eleitos capitães da equipa, deveria haver outros que assumissem a função de porta-voz do grupo. Sempre que a comunicação social quisesse uma declaração, lá viria ele dizer qualquer coisa. Seria escolhido um que se portasse bem com os microfones e pronunciasse correctamente os presentes dos conjuntivos. No Estrela, esse jogador seria o Semedo.

Que miúdo do caraças!

Estrelinha da sorte

Ontem fui ver o meu clube. Alguns apontamentos:

- ir à bola com o meu pai é sempre um acontecimento. mesmo que tenha sido ele a ensinar-me o caminho para o estádio, liga-me antes de sair de casa a perguntar: achas que vá por onde? eu, com toda a calma do mundo, lá explico-lhe qual a melhor opção. enganou-se. entrámos já o porto perdia.

- o vítor baía é o melhor guarda-redes que já vi ao vivo. e seguramente o guarda-redes com mais classe de todos eles. até nos frangos mantém a postura. ou, como diz o outro, aquilo não foi frango nenhum. eu acho que foi!

- o marek não é defesa-esquerdo. quanto muito é um médio-esquerdo.

- o alan não sabe fazer centros.

- o hugo almeida, duma vez por todas, não pode ser o avançado-centro do meu clube. se realmente ele é uma promessa, então que nos venha bater à porta quando for uma certeza, ok? A gente depois deixa-te entrar, estás à vontade.

- cheira-me que há um complot qualquer entre o jorginho e o treinador. não entendo porque é que ele joga sempre. será que o co perde à sueca com os jogadores e por castigo é obrigado a convocá-lo?

- o coirato está ao nível de qualquer marisco. o coirato do campo do agualva continua a ser o filé mignon dos coiratos.

- não gosto de claques. nada mesmo!

- ver o meu clube, ali, ao vivo, mesmo quando ele perde, é muito melhor do que ser de outro qualquer que ganhe todos os jogos. é o meu clube e mainada. sou parvinho? sim!

À secção de desporto da Antena 3

Dá para ser um tiquinho mais imparciais?

Ando chateado

Falta menos de uma semana para as eleições e a caravana do Santana Lopes ainda não passou lá pelo meu bairro.

sexta-feira, janeiro 13, 2006

Perfume

Alguém me explica porque é que nos teatros cheira sempre a perfume e nos cinemas, não?

No D. Maria, há 17 anos, quando vi o Minetti (eu disse Minetti, ok?) cheirava a Lou-Lou; anos depois no CCB, para ver uma peça horrenda e comuna, cheirava a Amarige; aqui há dias no Gil Vicente em Cascais, com As obras completas de Shakespeare em não sei quantos minutos (eu disse minutos, ok?), cheirava a Knowing e ontem, no Tivoli, para ver O Divã (ganda texto, caraças), cheirava a Egöiste.

Mas é que mesmo com a sala vazia aquilo tem cheiro. Não entendo. Mas é boooom!

quarta-feira, janeiro 11, 2006

Jogas, mas só se eu quiser!

O Benfica, neste momento, faz-me lembrar os jogos de futebol de antigamente, lá da minha rua.

Quando éramos 10 gajos para jogar, a coisa andava na boa, ficavam 5 para cada lado e "bola ao ar, siga!". Mas quando vinha mais malta e tinham de ficar alguns de fora ali à espera, já era cabo dos trabalhos. "É pá, sai lá agora, é a minha vez, fónix!", "Porra já estás a jogar há bués, meu!".

No Benfica agora também é assim: enquanto os gajos eram poucos, andava tudo contente e tal e ninguém se chateava. Mas como agora já há mais malta para jogar, pronto, anda tudo a chatear-se. "Prontos, não quero brincar mais, quero ir-me embora e tudo."

Pedalada

Hélder, meu querido,

Tenho os parafusos das costas quase apertados à carne. Estou no ponto, pá. Sábado, aqui o ferrinhos fez duas aulas de RPM seguidas. Assim, sem tirar. Põe-te a pau comigo, ouviste?

Prepara uma cópia do teu atestado médico. Quando for o Challenge das 4 (ou 6) horas quero-te a pedalar ao meu lado.

Entretanto, já pedalaste com o cd 29? Tem das melhores sequências que já vi no RPM, pá. Topa só: Crazy do Seal, para começar a rasgar, os Body Rockers, para doer e depois para te estrafegar o Kryptonite dos 3 Doors Down. É um pedalão do caneco.

terça-feira, janeiro 10, 2006

Ajudem a Belinha

O César Peixoto lesionou-se a sério. Em princípio vai ter de ir novamente à faca e tem de ficar no estaleiro durante uns meses.

Aquilo depois vai dar engessamento da perna e tal, e o raio das dores que são fod...lixadas e tal.

Eu ainda não sei se vai ser bom para o Porto ou não. Agora sei que a menina Isabel, sua esposa, vai ter de andar a pão e água durante uns tempos (uns dias, pronto!). Por isso, se a virem com um ar mais triste do que o habitual (ou mais alegre, quem sabe?) não estranhem.

E se possivel, ajudem-na no que puderem.

domingo, janeiro 08, 2006

Engomadoria

Tenho sérias dificuldades em manter amizades com pessoas que afirmam gostar de passar a ferro. Equiparo-as às que, há uns 20 anos, me diziam que 3 meses de férias de Verão eram excessivas.

Ainda assim, dentro das que gostam de passar a ferro, não consigo entender as que vêm no acto de engomar uma camisa uma coisa prazeirosa.

Para essas só tenho um comentário a fazer: contactem-me através de email, tenho um porradão de coisas boas para vos proporcionar todas as semanas. Vá, mandem mails.

quinta-feira, janeiro 05, 2006

Futrologia

O Luís Filipe Vieira, a respeito de eventuais contratações para o Benfica, disse ontem que não fazia futrologia (sic).

A minha pergunta é a seguinte: o que é que o Paulo Futre (só se podia estar a referir a ele, não é?) tem a ver com isto? Alguém me consegue explicar?

terça-feira, janeiro 03, 2006

Antes Urso que Cocó!

A propósito deste post. A minha filha viu-me novamente sair do banho. Desta vez antecipei-me, apontei cá para baixo e perguntei-lhe:

- o que é isto, filha?
- Urso!

Está melhor, está melhor...

O homem por detrás da autoridade

É o D. Duarte que faz a voz do Senhor Lei do Noddy?

Contra Informação



Alguém ainda consegue (ou conseguiu) achar piada ao Contra-Informação? Vá lá, sinceramente, aquilo alguma vez teve piada?

Mal por mal, que venham os Parodiantes, não é?

E ainda falam mal dos Malucos do Riso....

segunda-feira, janeiro 02, 2006

Tens a certeza, filha?

A minha filha viu-me a sair do banho, apontou para a minha mangueira (Eh pá, não faça trocadilhos com a minha profissão) e disse: ulha, cocó!!

Piadas caseiras



E vai uma senhora e pergunta ao pai do Calado:
- Olhe, ó senhor Calado, o senhor não me pode vender meio quilo de cebolas, fáxavor??
- Lamento, minha senhora, mas não vendo meias cebolas, só inteiras.

Ai que não me estou a sentir muito bem!



Vejo pelas estatísticas que o FCP ainda não converteu nenhum penalti. É mentira. Foi daqui, deste local que a foto apensa ilustra, que a jogadora se levantou, dirigiu-se à mesa e, perante o olhar atónito dos presentes, mandou a baixo um penalti de Porto.

Temos gaja!

Eh pá, temos de mandar chamar o Fernando, o gajo está a abichanar.



Chinelos cor de laranja? Ó Hélder, tem lá paciência mas estás a abichanar, pá.

Tájaólhar pa donde, pá? Ai o caralh...!

Se a maior parte das conversas desenvolvidas no balneário após as aulas de ginástica, gravitam à volta do tema "tu viste bem a peida da gaja, pá? Porra..." ou do tema "nah, nada disso. cu bom tinha a gaja do canto. sim, senhor, essa é que era!", acho desde já que as fufas deviam tomar banho connosco e os maricas deviam tomar banho com elas.

Não é por nada, é que ficamos incomodados com certos olhares.

Nada como começar o ano em grande

É sabido que todos os iogurtes devem ser bem agitados antes de serem bebidos, pricipalmente os líquidos, Até aqui tudo bem. Evitem, no entanto, fazê-lo já com a tampinha aberta. Principalmente se for efectuado junto à secretária no vosso local de trabalho.

É que fica um cagaçal dos diabos.

Alguém tem por aí um paninho que me empreste?

P.S.: Estou mesmo a ficar xexé. No espaço de um ano, é já a segunda vez que isto me acontece. Da outra vez foi na cama, imagine-se. Oh merda...

sexta-feira, dezembro 30, 2005

- Olhe, guarde o saco que póde vir a sê pciso, tá a vêr?



Sala de aula da escolinha da minha filha. Cabide onde se penduram casacos, mochilas, etc. Penduro, hoje, também, um saco com fraldas suplentes para a minha filha. O saco que trouxe de casa é do Continente. No cabide ao lado, dum coleguinha da Beatriz, verifico que há também um saco com fraldas. Trouxeram-nas num saco da Hermés!

FOSGA-SE!!!!!

quinta-feira, dezembro 29, 2005

Patrocínios

Há patrocínios que sinceramente não entendo, juro!

Por exemplo, o Euromilhões patrocina o Lisboa-Dakar. Mas porquê? O negócio não está a correr bem? Não se batem records de apostas, semana atrás de semana? Se ainda fosse com o patrocínio do Totobola (que já de si seria uma péssima ideia) que como se sabe está na rua da amargura, tinha a sua lógica. Cheira-me que há ali dedo da tia Zézinha Nogueira de Brito e do tio João Lagos. Pra mi é!

Outro exemplo é o patrocínio do Voice Mail da PT a um programa de rádio de que já não me lembro o nome. Mas porquê o Voice Mail? Custa-me, pá!

Aqui há tempos a PT quis passar a cobrar as chamadas que davam sinal de impedido. Como se veio a revelar - graças a Deus! - a prática era inconstitucional ou coisa parecida. Estávamos obviamente a pagar por um serviço que a PT não estava a efectuar ao cliente. Vieram logo depois com a ideia de vender (imagine-se, no inicio pagava-se e tudo) o serviço de Voice Mail aos assinantes
(com as suas vantagens, diga-se de passagem). Desta forma, as pessoas já podiam deixar mensagem quando o número estivesse impedido permitindo, desta feita, que a PT cobrasse uma chamada telefónica. Se a ideia do patrocínio é fazer com que as pessoas usem o Voice Mail e assim passem a gastar mais dinheiro, ainda vá que não vá. Mas se for patrocínio só para dar imagem e essas coisas marketingueiras, não percebo porquê. É que é um serviço que já todas as companhias fazem, não é? (ou não?) Assim sendo, não sei, por exemplo, porque é que a Opel não faz publicidade ao espelho retrovisor do lado do acompanhante de um dos seus veículos, pois não? Ou ao cinzeiro para os passageiros do banco traseiro, sei lá!

quarta-feira, dezembro 28, 2005

Subjectividades

As músicas compostas pelo Chico Buarque e cantadas por outros(as) intérpretes, ficam sempre muito melhores e mais bonitas.

As músicas compostas pelo Caetano Veloso mas celebrizadas por outros(as) intérpretes, ficam sempre melhores, mais bonitas e mais exóticas, cantadas pelo autor.

Olhos nos Olhos



Quando olho para este cartaz nas rotundas de Carcavelos, dá-me logo vontade de completar a frase "... quero ver o que você faz, ao sentir que sem você eu passo bem demais."

Ó Louçã, baza daqui, filho!

terça-feira, dezembro 27, 2005

Toys'r'us

Por muito que isto custe a algumas pessoas, há coisas profundamente exageradas. Juro, fico chocado! Os miúdos não dão valor, não brincam com tudo (não conseguem, gaita!) e não há necessidade de tanta quantidade.

P'ra mim, é!

"dih, gih xih, ih!!!!"

A cena passou-se esta madrugada. Lá por vor volta das 6 da matina, a minha filha acorda num pranto e num berreiro daqueles. Levanto-me, percorro o imenso corredor da minha casa (esta parte é tanga, mas gostava que fosse verdade) vou até ao quarto dela, tento acalmá-la e nada.

Apercebo-me que está com pesadelos. Balbucia palavras parecidas com "xiihhh, ihhhh". "Então filha, tem calma!", digo eu. Qual quê, continua num berreiro dantesco. Tento amansar a fera mais uma vez, faço-lhe festinhas, ponho-lhe aero-om na chucha, ofereço-lhe água e nada! Insisto, viro-a ao contrário e lá fica. Mais calma, continua a balbuciar as palavras "gihhh, xihh, ihhh..." até adormecer.

Cinco minutos depois, volta à carga. Desta vez vai lá a mãe. Adormece, mas prevemos que por pouco tempo.

Cá está, mais uns instantes e nova berraria. Lá vou eu. Continua ela "dih, gih, xihh, ihhh". E às tantas apercebo-me que aquelas tretas que ela emite fazem algum sentido "dih, gih, xhi, ihh". Mas que raio. o que será?

Passados uns instantes, JÁ SEI! Ela estava a sonhar com o raça dos impostos, ela estava com pesadelos com a Direcção Geral de Contribuições e Impostos - Dê Gê Cê I, é isso!

Ai que miúda espertíssima, sabe que se aproxima o final do ano e que temos de nos mexer com as cenas dos PPR, aplicações e mais o caneco. Que miuda, pá!

Mas a choradeira continuava. A mãe voltou lá ao quarto e lá acalmou definitivamente.

Sim, porque em matéria de fuga ao fisco, ela confia mais nas qualidades maternas. Devem ter um saco azul lá entre as duas.

Na boa, filha!

Vá, tens de ser forte.

Há uma cartaz do Mário Soares que diz "Sempre presente nos momentos difíceis".

Parece-me bem, faz uma refrência ao facto de ele ter estado sempre presente nos tais momentos complicados dos portugueses: quando o Porto levou quatro a zero do Nacional em casa na época transacta; quando perdeu já este ano, também em casa, com o Benfica; quando disse adeus, definitivamente, às competições europeias no empate fora contra o Artmedia, etc.

O que eu acho verdadeiramente curioso é o facto dos marketeiros terem escolhido uma fotografia do senhor, deveras apropriada para o tema. Está mesmo com cara de quem nos vai dizer que não conseguiu livrar o nosso pai da forca.

A TVI está de certeza metida ao barulho

Já repararam que o Aníbal Cavaco Silva é a cara chapada da esposa, mas em homem?

Já repararam que a Maria Cavaco Silva é a cara chapada do marido, mas também em homem?


A culpa é do filho que o não põe num lar!

Anda a circular aí pela net um video com declarações de um candidato à presidência da República.

respondendo à pergunta se se tinha ficado chocado com o que tinha dito o líder do PP, o tal candidato disse o seguinte:

"Não, não foi o líder do PP que disse isso. Aquela coisa a que eu me referi do terrorismo... foi o líder do CDS que disse isso... Dr. Ribeiro e Castro... que é uma coisa inaceitável e impossível. Ele diz aquilo, ele é admn*... ainda por cima deputado do partido socialista. Um dos grandes grupos do partido socialista é o partido socialista, é o partido socialista europeu. Imagine lá como é que ele vai entender-se com os colegas do parlamento, a dizer essas coisas aqui no plano interno. E é feio, não é bonito e é uma pena que esteja, que seja um dos mais entusiásticos, senão o mais entusiástico apoiante do dr. Cavaco nesta eleição."

* palavra pouco perceptível. dá ideia que o senhor tentou dizer administrador, mas depois arrependeu-se.

Atenção: neste texto, as aspas representam, pausas causadas pelo acumular dos anos.

Já descobriram quem é? Eu dou umas dicas: é cota e costuma apanhar uns pensos valentes nas campanhas eleitorais.

segunda-feira, dezembro 26, 2005

Então, como foi?

Quando as pessoas me perguntam: então, o teu Natal, foi bom? Estão-se a referir, basicamente, ao quê?

Se o bacalhau tinha alho? Se ninguém apanhou nenhuma intoxicação alimentar? Se atingimos o break-even na relação prendas ofertadas/prendas recebidas? Se a miúda não adoeceu? Se bebemos uma pinga boa? É isso?

Se realmente for, portanto as pessoas procuram saber da qualidade organizacional dos eventos, certo? Ah, ok. Entendido.

Então foooooooiiiiii.

sexta-feira, dezembro 23, 2005

Alanis

Vi nesta semana a Alanis Morissette no Jay Leno. Está gira cumó caraças.

Uma miúda com aquela voz não podia continuar com aquele visual de "Escola António Arroio - rodinhas de pessoal à volta da fogueira na praia, a cantarem músicas que falem de coisas como roendo uma laranja na falésia e afins - trancinhas com laçarotes". Foi ao cabeleireiro, cortou o cabelo, fez uma franja, deu-lhe volume e está finalmente um ganda naco.

E está com muita pinta.

A continuar assim acredito que entre na onda de uma Chrissie Hynde's - porque é infinitamente mais bonita, mas tem menos tesão -, quando chegar lá para os 40/45 anos.

Quem sabe, tenhamos fé!

E pra mim a melhor musica de Natal de sempre é

... é uma porra (sem acento, ok. eu posso me distrair com o raio dos agás nos ouves, mas aqui espero não me enganar outra vez). Eu odeio profundamente músicas de Natal. Odeio, odeio, odeio.

E não é pelo facto de serem músicas de Natal, é mesmo pelo facto de se ouvirem os cabrões do guizozinhos e das badaladas ritmadas dos sinos. Para mim, a conjugação desses dois instrumentos, só está ao nível do som do acordeão, das pianadas do Richard Clayderman, dos volinos dos Corvos ou das colectâneas "Sucessos dos Dire Straits em Flautas de Pan".

Uhhhhhhghhhh! Que arrepio!

Bola, primeira metade

Bem sei que falta uma jornada para acabar a primeira volta, mas posso desde já fazer as minhas primeiras impressões da coisa:

1) assim como no ano passado, faz-me impressão como é que o meu clube vai ganhando jogos. A equipa tem momentos fantásticos (coisas bonitas, cenas com fintas e tal) e depois comete aqueles erros que só acontecem nos jogos dos juvenis (nos iniciados os miúdos não jogam à bola, brincam);

2) fazer-me-à impressão se o meu clube for campeão com aquela defesa. como é que eu explico um dia a um filho meu que o Porto foi campeão com o César Peixoto, o Ricardo Costa e o Pepe na defesa? Ainda por cima sendo titulares na maior parte dos jogos;

3) o Anderson (o do Benfas) é uma coisa assombrosa. Pai Natal, se realmente existes, faz com que haja uma merda qualquer no Benfica, para que o rapaz seja relegado para a equipa B a fim do Pinto da Costa o ir buscar para jogar lá no Dragão;

4) porque é que não avisaram há mais tempo que o Paulo Assunção era tão bom jogador?;

5) porque é que o Barcelona deu 3 milhões e meio de contos pelo Geovanni (sim, aquele do Benfica) e vendeu o Quaresma ao Porto por menos de 2 milhões?;

6) já repararam na quantidade de grandes golos que já se marcaram neste campeonato? O Quaresma já marcou aí uns 3, o Nuno Gomes marcou, pelo menos uns 4 fantásticos, há aquele Marcel da Académica que não sabe marcar golos maus, os golos do Liedson de terça-feira contra o Rio-Ave foram uma coisa assombrosa, há também um golo do Deivid ao ângulo que é de ver e chorar por mais, aquele polaco do Guimarães também já macou um golaço dos diabos, etc...;

7) então o Nélson (o que parece o Predador) já não é melhor que o Miguel? Ou só se falou na coisa enquanto a transferência para o Valência ainda estava a quente? (atenção Pai Natal, se houver porcaria com o Nélson de forma a que ele seja também renegado para a equipa B, lá para os lados da Luz, a gente também agradece);

8) O César Peixoto comete, sensivelmente, um penalti por jogo;

9) O Pepe comete, sensivelmente, 3 erros crassos por jogo. Dois deles, dão, geralmente, golos aos adversários;

10) com os argentinos do Porto a jogar tão bem, estranho que ainda não se tenham feito títulos parvos nos jornais como, Lucho de Luxo desaguou na Foz do Lisandro (ou será que já se fizeram e eu estava distraído?);

11) será que se o Pinto da Costa não pagar o ordenado ao Jorginho ele passa a jogar tão bem como os seus ex-colegas lá do Vitórrria?;

12) já repararam que mesmo que o Co fique cá os tais 3 anos de contrato e em todos eles for campeão, ninguém vai ficar com saudades dele?;

13) será que o Scolari foi contratado apenas porque tem sorte? Hã? O quê? nâo entendi? estão a dizer-me que o senhor merece respeito porque foi campeão do mundo? Meus amigos, alguém ainda se lembra das arbitragens dos jogos do Brasil, nesse campeonato? Tenham juízo!;

14) porque é que o Louçã não fala sobre os jogadores de futebol que têm os salários em atraso?;

15) quando é que, de uma vez por todas, se deixam de elogiar avançados porque são "bons a bater-se contra os centrais" ou a "mexerem-se sem bola" quando, na realidade, falham golos atrás de golos (vide Hélder Postiga, Hugo Almeida, etc...)?;

16) o Beto (o do Benfica) afinal é ou não é jogador para o Benfica? Será que um par de golos na pré-época e um golo ao Manchester valem uma contratação daquelas? Parece-me manifestamente pouco;

17) apesar de ser o melhor presidente que o Benfica já teve nos últimos 15 anos, estarão realmente os benfiquistas contentes com o presidente que têm?;

18) porque raio é que a Liga obriga que um treinador principal da primeira divisão - desculpem lá mas há coisas que ainda não consigo dizer como super-liga e árbitro auxiliar - tenha de ter um curso de nível não sei quê, mesmo que perceba à brava de bola e não obriga que os dirigentes das sad's tenham um curso de gestão?;

19) porque é que a TVI não mete no olho da rua aquele gajo de óculos de fundo de garrafa (um tal de qualquer Martins, acho eu) que faz os relatos da bola?;

20) a ganhar assim, o Mourinho não dura muito tempo naquela equipa. Cheira-me que mais cedo ou mais tarde, mete-se no avião e arranca para o Inter;

21) será que o Anderson (o puto que o Porto contratou no ano passado e que vai agora para o clube) já é bom, vai ser bom, ou mesmo que o seja, o Co vai dar um jeitinho e acaba por dispensá-lo?;

E pronto, no final do campeonato venho aqui outra vez.