A Filipa Gonçalves quando está com uma vulgar gripe, começa a queixar-se feito um homenzinho ou desde que é extra-lábios é mais resistente à dor?
terça-feira, novembro 14, 2006
segunda-feira, novembro 13, 2006
da minha terra
foi criado mais um blog escrito por um conterrâneo da minha geração. a somar a este (não esquecer que este é o melhor blog do mundo, ok?), a este, e a este, agora surgiu este. a seguir com muita, muita atenção, pessoal! bem-vindo, pá!
(um dia ainda temos o Blé com um blog, para contar histórias das suas fugas para aveiro, de rádio de pilhas na mão e com a outra a enrolar uma bolinha de burriés.)
(será que esta coisa dos blogs, tem alguma coisa a ver com o hélder bloga?)
(um dia ainda temos o Blé com um blog, para contar histórias das suas fugas para aveiro, de rádio de pilhas na mão e com a outra a enrolar uma bolinha de burriés.)
(será que esta coisa dos blogs, tem alguma coisa a ver com o hélder bloga?)
adormecimento mundial dos pólos
musicalmente falando, eu não tenho muita paciência para aquela coisa do "não se deve dizer não presta, deve-se dizer não gosto!" acho isso uma valente bodega. para mim é não presta e mais nada!
eh pá, ó jaime, mas há coisas que não gostas mas que têm qualidade, não?
pois, não mesmo! caguei pr'á qualidade, não gosto e acabou-se.
há uma secção, uma diocese musical que me tira do sério.
mas antes, um introduçamento. sou incapaz de dizer que gosto deste cantor ou daquela banda quando na realidade só lhes conheço uma, duas ou, vá lá três músicas. muito menos digo que "sim, conheço bem!", ok?
se eu gosto do your heart keeps burning, não posso dizer que gosto dos blind date porque na realidade não conheço mais nada desses gajos. só mesmo essa música, não é? o mesmo se passa quando gosto, por exemplo, do nothing like the sun - e gosto muito - mas odeio de morte todos os restantes discos do sting. por outro lado, esse apreço pelo referido album não faz de mim um fã da carreira a solo desse senhor (e o facto de ter aqui mencionado "carreira a solo" faz todo o sentido).
pode haver também o caso de gostar duma determinada música que até é porreirinha e tal, mas ao ouvir muitas desse género - e até do mesmo grupo ou cantor - provoca-me uma agonia tremenda, trazendo a essa avaliação a frase "estucha do caraças". refiro-me, por exemplo.... oh pá sei lá, deixa cá ver.... hummm, o to die a virgin ou o driving you slow, pronto, vá lá!
lembrei-me disto porque há uma música - duma banda que que eu até respeito e gosto, digamos, bués, os rem - que eu acho a maior seca do mundo. é seguramente a mais entediosa da década de 90. estou a falar do everybody hurts. para agravar a coisa, eu julgo que essa canção funcionou como um vírus que depois se propagou pelos seguintes 15 anos, até aos nosso dias.
é sempre dela que eu me lembro quando ouço a maior parte da música que passa actualmente na rádio.
se eu ouço um anúncio de operadoras de telemóveis, lá estão elementos dessa música; eu ouço os coldplay e lá vem a pianada e os violinos outra vez à memória; se depois tocam os keane, tunga, mais hurts ao barulho; james blunt, ui! arrepio; radiohead (aquele ok, computer....) mais bedum; snow patrol, então desde que este grupo passou a ser um pequeno fetiche para as direcções das rádios, são vómito certo; os mercury rev, blah; o sufjan, pois...; até os "cotovelo", os muse e mais ó caneco, têm coisas que se parecem com o everybody hurts.
eu pergunto, isto vai acabar um dia ou não? estarei condenado a trancar as portas em 1989 e a deixar passar apenas os depeche mode, o jamiroquai, alguns black crowes, poucos suede e, vá lá, o lenny kravitz?
dá vontade de ir para a porta das rádios com uma carrinha cheia de amplificadores, sub-woofres e afins, e pôr o Immigrant Song em altos berros para enxotar esta manada de músicas, da mesma forma que jesus expulsou os vendilhões do templo "ah aaaaa ahhhhh........."
nota:
1) aceito que os flaming lips tenham coisas também parecidas com o everybody hurts. mas atenção, esse gajos são 50-50. metade das músicas não valem um caralho e a outra metade são de caralho para cima. respeito, ok?
2) um dia faço um post sobre os gift, os madredeus e a mariza: as três principais razões para eu não comprar música portuguesa. (muito menos sacar da net) os três principais gregues nacionais. ai, minha nossa senhora da agonia!
eh pá, ó jaime, mas há coisas que não gostas mas que têm qualidade, não?
pois, não mesmo! caguei pr'á qualidade, não gosto e acabou-se.
há uma secção, uma diocese musical que me tira do sério.
mas antes, um introduçamento. sou incapaz de dizer que gosto deste cantor ou daquela banda quando na realidade só lhes conheço uma, duas ou, vá lá três músicas. muito menos digo que "sim, conheço bem!", ok?
se eu gosto do your heart keeps burning, não posso dizer que gosto dos blind date porque na realidade não conheço mais nada desses gajos. só mesmo essa música, não é? o mesmo se passa quando gosto, por exemplo, do nothing like the sun - e gosto muito - mas odeio de morte todos os restantes discos do sting. por outro lado, esse apreço pelo referido album não faz de mim um fã da carreira a solo desse senhor (e o facto de ter aqui mencionado "carreira a solo" faz todo o sentido).
pode haver também o caso de gostar duma determinada música que até é porreirinha e tal, mas ao ouvir muitas desse género - e até do mesmo grupo ou cantor - provoca-me uma agonia tremenda, trazendo a essa avaliação a frase "estucha do caraças". refiro-me, por exemplo.... oh pá sei lá, deixa cá ver.... hummm, o to die a virgin ou o driving you slow, pronto, vá lá!
lembrei-me disto porque há uma música - duma banda que que eu até respeito e gosto, digamos, bués, os rem - que eu acho a maior seca do mundo. é seguramente a mais entediosa da década de 90. estou a falar do everybody hurts. para agravar a coisa, eu julgo que essa canção funcionou como um vírus que depois se propagou pelos seguintes 15 anos, até aos nosso dias.
é sempre dela que eu me lembro quando ouço a maior parte da música que passa actualmente na rádio.
se eu ouço um anúncio de operadoras de telemóveis, lá estão elementos dessa música; eu ouço os coldplay e lá vem a pianada e os violinos outra vez à memória; se depois tocam os keane, tunga, mais hurts ao barulho; james blunt, ui! arrepio; radiohead (aquele ok, computer....) mais bedum; snow patrol, então desde que este grupo passou a ser um pequeno fetiche para as direcções das rádios, são vómito certo; os mercury rev, blah; o sufjan, pois...; até os "cotovelo", os muse e mais ó caneco, têm coisas que se parecem com o everybody hurts.
eu pergunto, isto vai acabar um dia ou não? estarei condenado a trancar as portas em 1989 e a deixar passar apenas os depeche mode, o jamiroquai, alguns black crowes, poucos suede e, vá lá, o lenny kravitz?
dá vontade de ir para a porta das rádios com uma carrinha cheia de amplificadores, sub-woofres e afins, e pôr o Immigrant Song em altos berros para enxotar esta manada de músicas, da mesma forma que jesus expulsou os vendilhões do templo "ah aaaaa ahhhhh........."
nota:
1) aceito que os flaming lips tenham coisas também parecidas com o everybody hurts. mas atenção, esse gajos são 50-50. metade das músicas não valem um caralho e a outra metade são de caralho para cima. respeito, ok?
2) um dia faço um post sobre os gift, os madredeus e a mariza: as três principais razões para eu não comprar música portuguesa. (muito menos sacar da net) os três principais gregues nacionais. ai, minha nossa senhora da agonia!
domingo, novembro 12, 2006
o melhor desde o heat?
...hum, não sei. talvez. é bem capaz de ser mesmo. bom, é de certeza o melhor do scorcese desde o casino. e olhem que já passarm 11 anos desde que vimos a sharon stone pedrada até aos cotovelos.
mas é bom, porra.
e tem o di caprio finalmente a fazer-me dar a mão à palmatória e a dizer "sim senhor, bom actor!"
e tem o matt damon não tão bom como o leo
e tem o mark "new kids on the block" wahlberg (que eu tenho numa interview, em cuecas e a agarrar na sua love machine. não, não vão por aí, suas mentes porcas, é um número especial completamente fotografado pelo bruce webber e que também traz uma fotos acatitadas do nuno bettencourt) muito, muito em grande.
e tem o martin sheen, que é o melhor actor da família e não digo mais nada.
e tem o jack nicholson a ganhar o próximo oscar (vale?)
e tem a Vera Farmiga (ohhhhh meu deus!)
e fez-me lembrar duma coisa que eu já não me recordava. não é só o cameron crowe que tem filmes com boas bandas sonoras, o scorcese também é um senhor do caneco. alguém que põe o gimme shelter dos stones logo no começo da fita, merece todod o meu respeito.
mas é bom, porra.
e tem o di caprio finalmente a fazer-me dar a mão à palmatória e a dizer "sim senhor, bom actor!"
e tem o matt damon não tão bom como o leo
e tem o mark "new kids on the block" wahlberg (que eu tenho numa interview, em cuecas e a agarrar na sua love machine. não, não vão por aí, suas mentes porcas, é um número especial completamente fotografado pelo bruce webber e que também traz uma fotos acatitadas do nuno bettencourt) muito, muito em grande.
e tem o martin sheen, que é o melhor actor da família e não digo mais nada.
e tem o jack nicholson a ganhar o próximo oscar (vale?)
e tem a Vera Farmiga (ohhhhh meu deus!)
e fez-me lembrar duma coisa que eu já não me recordava. não é só o cameron crowe que tem filmes com boas bandas sonoras, o scorcese também é um senhor do caneco. alguém que põe o gimme shelter dos stones logo no começo da fita, merece todod o meu respeito.
reviver o passado da avenida de roma
eu não sei se o mike gayle é o meu escritor favorito, sei é que quando acabo um livro dele fico logo em broa porque tenho de esperar, pelo menos um ano, até que saia o próximo.
o turning thirty foi um livro que me marcou por duas ou três maneiras: porque o li em 2001 durante umas valentes férias em benidorm - ai aquele cais do sodré.... -, porque foi o primeiro livro que li em lingua inglesa - e isto faz toda a diferença numa pessoa que nunca tirou uma positiva a línguas - e porque há lá uma parte que ainda é um valente pancada para mim: a determinada altura o personagem principal do livro regressa à sua escola secundária porque se vai realizar uma festança com música dos anos 80 e onde tem oportunidade de rever um porradão de caras conhecidas que já não via há imensos anos. recordo-me que na altura em que li essa parte a associei imediatamente a uma festa que houve lá no pavilhão da minha escola, num sábado de manhã (ok, eu sei a data mas não vou aqui dizer), onde pedi namoro à sofia, a minha primeira namorada pós-escola preparatória. e ela aceitou. nessa festa, tocaram, salvo erro, os sétima legião. na parte da manhã houve música dançante, olarila. e eu sempre sonhei que poderia voltar a haver uma festa assim.
não, não vai haver uma festa dos anos 80 na minha mui nobre rainha dona leonor. até porque seria muito muito chato, voltarmos a assistir àquela novela que fez furor na altura, que era o salame andar à porrada lá com aquele outro gajo parecido com o bono, todas as quartas-feiras à tarde, durante cerca de 4 ou 5 semanas consecutivas. vai haver uma coisa muito melhor.
mas deixem-me lá continuar a coisa.
há precisamente 20 anos, no outono de 1986, é fundada uma turma levada da breca que tinha um ambiente francamente muito além. eu fiz parte dessa turma durante um ano e meio e mantenho uma inestimável saudade de todos esses dias que passámos juntos. como disse ali em cima, não é nenhuma festa que se vai organizar, mas quis o destino que um dos meus sonhos cinematográficos se viesse a realizar. não, não me vou postar em frente à casa da minha gaja de braços levantados e cantante em altos berros a tocar o in your eyes; também não vou dar com um saco cheio de latas nas fuças do gajo que me tentou roubar um relógio ali para o lado do apeadeiro do areeiro e muito menos vou beijar a ally sheedy. o que vai acontecer é um simpósio num restaurante com malta amiga e muito maluca que já não se encontra há muito muito tempo.
é o grande (inginheiro) pedro nápoles que tem as rédeas da organização do evento. eu não sei como é que aquilo vai começar. desconfio que será um desfilar de grandes abraços e beijinhos, muitos "eh pá estás na mesma!", outros "ah meu malandro que saudades do camandro" e com certeza alguns "então e filhos, já tens? mostra aí as fotos, pá!". já agora, eu que saiba que vêm com merdas do gánero "então essa barriguinha, pá?" ou "que cabelos brancos são esses, man?" ou "sempre comeste a menina dos óclos vermelhos?"
o malandro do inginheiro nápoles não se quer descoser quanto ao número e ao nome dos presentes mas já me deu algumas dicas. há pessoas que eu não vejo há 18 anos, outros há 15 anos e acho que aquele que eu vi mais recentemente, se a memória não me atraiçoa, foi há cerca de 10 anos (bom , há um que vejo com regularidade. mas esse é da família porra, não conta). e eu nem acredito que vou rever grandes camaradas e alguns bacalhaus daquele tempo.
eu ainda não acredito que vou rever o meu querido gonçalo
(o meu amigo. loiro como eu, big-nose como eu (ou melhor, perfil vincado) e de olho claro como eu. o rapaz que foi meu colega de turma durante mais tempo que todos os outros. companheiro do pastelinho de vialonga, de defesa do dnipropetrovsk, do roubo do copo do atéquenfim, de pista do clube roma, springfellows e até do news etc. saudades, pá!)
o mira
(o verdadeiro conde do redondo. que me apresentou o sr. fonseca do lua nova. que qual turiferário de incenso na mão me apresentou umas quantas capelinhas do bairro alto e da graça. que me disse coisas que nunca mais me esqueci. companheiro dumas valentes cóboíádas na sua dt. e a pessoa que um dia me disse: "não gostas de tinto, pois não? então isso agora acabou. vais beber uma garrafinha lá do vinho do meu pai. e de hoje em diante não tornas a dizer que a cerveja é melhor que o vinho." acabei a noite bêbado e a ouvir um disco dos nitty gritty dirt band)
o nápoles
(parceiro da música alternativa. o craque académico da turma. o inginheiro da coisa. não me consigo esquecer que eras capaz de tocar o true faith no berimbau de boca do osmar. tu lembraste disso, pá?)
o peixoto
(outro irmão. este era parceiro das coisas mais disparatadas que havia possibilidade de fazer. chegou, salvo erro, a ir comigo e mais outro malandro desta turma, furar preservativos com um alfinete para aquele supermercado que havia ali ao lado do luanda. estavas lá não estavas? ó cabrão, não te baldes ok? ou precisas que a gente vá aí à madeira buscar-te por uma orelhinha?)
e se fosse possível, estava aqui a noite toda a contar histórias daquele tempo, mas quero-me ir deitar e estou cheio de sono. quero também é que o pessoal não invente merdas para se baldar à janta. quero erguer os copos e sentir os ossos do capristano, do pã (grande baptista), do miguel serra, da alice, da carlinha (continuas aquele charme, ó tolinha?), rever o luis mário, etc.....
estou ansioso e não digo mais nada.
20 anos????? já????? fónix!
o turning thirty foi um livro que me marcou por duas ou três maneiras: porque o li em 2001 durante umas valentes férias em benidorm - ai aquele cais do sodré.... -, porque foi o primeiro livro que li em lingua inglesa - e isto faz toda a diferença numa pessoa que nunca tirou uma positiva a línguas - e porque há lá uma parte que ainda é um valente pancada para mim: a determinada altura o personagem principal do livro regressa à sua escola secundária porque se vai realizar uma festança com música dos anos 80 e onde tem oportunidade de rever um porradão de caras conhecidas que já não via há imensos anos. recordo-me que na altura em que li essa parte a associei imediatamente a uma festa que houve lá no pavilhão da minha escola, num sábado de manhã (ok, eu sei a data mas não vou aqui dizer), onde pedi namoro à sofia, a minha primeira namorada pós-escola preparatória. e ela aceitou. nessa festa, tocaram, salvo erro, os sétima legião. na parte da manhã houve música dançante, olarila. e eu sempre sonhei que poderia voltar a haver uma festa assim.
não, não vai haver uma festa dos anos 80 na minha mui nobre rainha dona leonor. até porque seria muito muito chato, voltarmos a assistir àquela novela que fez furor na altura, que era o salame andar à porrada lá com aquele outro gajo parecido com o bono, todas as quartas-feiras à tarde, durante cerca de 4 ou 5 semanas consecutivas. vai haver uma coisa muito melhor.
mas deixem-me lá continuar a coisa.
há precisamente 20 anos, no outono de 1986, é fundada uma turma levada da breca que tinha um ambiente francamente muito além. eu fiz parte dessa turma durante um ano e meio e mantenho uma inestimável saudade de todos esses dias que passámos juntos. como disse ali em cima, não é nenhuma festa que se vai organizar, mas quis o destino que um dos meus sonhos cinematográficos se viesse a realizar. não, não me vou postar em frente à casa da minha gaja de braços levantados e cantante em altos berros a tocar o in your eyes; também não vou dar com um saco cheio de latas nas fuças do gajo que me tentou roubar um relógio ali para o lado do apeadeiro do areeiro e muito menos vou beijar a ally sheedy. o que vai acontecer é um simpósio num restaurante com malta amiga e muito maluca que já não se encontra há muito muito tempo.
é o grande (inginheiro) pedro nápoles que tem as rédeas da organização do evento. eu não sei como é que aquilo vai começar. desconfio que será um desfilar de grandes abraços e beijinhos, muitos "eh pá estás na mesma!", outros "ah meu malandro que saudades do camandro" e com certeza alguns "então e filhos, já tens? mostra aí as fotos, pá!". já agora, eu que saiba que vêm com merdas do gánero "então essa barriguinha, pá?" ou "que cabelos brancos são esses, man?" ou "sempre comeste a menina dos óclos vermelhos?"
o malandro do inginheiro nápoles não se quer descoser quanto ao número e ao nome dos presentes mas já me deu algumas dicas. há pessoas que eu não vejo há 18 anos, outros há 15 anos e acho que aquele que eu vi mais recentemente, se a memória não me atraiçoa, foi há cerca de 10 anos (bom , há um que vejo com regularidade. mas esse é da família porra, não conta). e eu nem acredito que vou rever grandes camaradas e alguns bacalhaus daquele tempo.
eu ainda não acredito que vou rever o meu querido gonçalo
(o meu amigo. loiro como eu, big-nose como eu (ou melhor, perfil vincado) e de olho claro como eu. o rapaz que foi meu colega de turma durante mais tempo que todos os outros. companheiro do pastelinho de vialonga, de defesa do dnipropetrovsk, do roubo do copo do atéquenfim, de pista do clube roma, springfellows e até do news etc. saudades, pá!)
o mira
(o verdadeiro conde do redondo. que me apresentou o sr. fonseca do lua nova. que qual turiferário de incenso na mão me apresentou umas quantas capelinhas do bairro alto e da graça. que me disse coisas que nunca mais me esqueci. companheiro dumas valentes cóboíádas na sua dt. e a pessoa que um dia me disse: "não gostas de tinto, pois não? então isso agora acabou. vais beber uma garrafinha lá do vinho do meu pai. e de hoje em diante não tornas a dizer que a cerveja é melhor que o vinho." acabei a noite bêbado e a ouvir um disco dos nitty gritty dirt band)
o nápoles
(parceiro da música alternativa. o craque académico da turma. o inginheiro da coisa. não me consigo esquecer que eras capaz de tocar o true faith no berimbau de boca do osmar. tu lembraste disso, pá?)
o peixoto
(outro irmão. este era parceiro das coisas mais disparatadas que havia possibilidade de fazer. chegou, salvo erro, a ir comigo e mais outro malandro desta turma, furar preservativos com um alfinete para aquele supermercado que havia ali ao lado do luanda. estavas lá não estavas? ó cabrão, não te baldes ok? ou precisas que a gente vá aí à madeira buscar-te por uma orelhinha?)
e se fosse possível, estava aqui a noite toda a contar histórias daquele tempo, mas quero-me ir deitar e estou cheio de sono. quero também é que o pessoal não invente merdas para se baldar à janta. quero erguer os copos e sentir os ossos do capristano, do pã (grande baptista), do miguel serra, da alice, da carlinha (continuas aquele charme, ó tolinha?), rever o luis mário, etc.....
estou ansioso e não digo mais nada.
20 anos????? já????? fónix!
sábado, novembro 11, 2006
pois, o chato é realmente o pai ser bom demais..
o kiefer sutherland é o maior canastrão da minha geração. e como actor... tss... tss... nah, não me convences. é dos que anda há não sei quantos anos a fazer o mesmo papel.
salva-se o facto de ser inglês e tenho dito.
salva-se o facto de ser inglês e tenho dito.
quinta-feira, novembro 09, 2006
5142 frases e pensamentos
mora cá em casa há 4 anos. toco nele, pelo menos, uma vez por semana. é uma espécie de missal romano do humor.
o melhor livro do mundo: millôr definitivo a bíblia do caos - millôr fernandes
o melhor livro do mundo: millôr definitivo a bíblia do caos - millôr fernandes
quarta-feira, novembro 08, 2006
de médico e louco
mecânico de automóveis e pediatra. eram estes os dois oficios que eu mais gostaria de dominar:
- primeiro para contornar aquela figura de parvo que sempre faço quando eles me dizem, de cabeça baixa enquanto limpam as unhas com um busca-pólos, "istébem possível que se tenha c'abrir o mêtor. o xôr não está a ver aqui, hum? devem ser as bielas*, amigo."
- e depois para ver se não fico tão frustrado quando olho para ela, enquanto a sua tosse quase que assusta um camião tir e os seus olhos mortiços me dizem explicitamente: ó pai, faz qualquer coisa, pá!
merda do caraças!
(- cof, cof, cof!)
(- já vou, já vou filha!)
* onde se lê bielas, também se pode ler carter, junta do distribuidor, etc...
- primeiro para contornar aquela figura de parvo que sempre faço quando eles me dizem, de cabeça baixa enquanto limpam as unhas com um busca-pólos, "istébem possível que se tenha c'abrir o mêtor. o xôr não está a ver aqui, hum? devem ser as bielas*, amigo."
- e depois para ver se não fico tão frustrado quando olho para ela, enquanto a sua tosse quase que assusta um camião tir e os seus olhos mortiços me dizem explicitamente: ó pai, faz qualquer coisa, pá!
merda do caraças!
(- cof, cof, cof!)
(- já vou, já vou filha!)
* onde se lê bielas, também se pode ler carter, junta do distribuidor, etc...
terça-feira, novembro 07, 2006
entreposto de comments
mais um blog, mais uma queixa. e eu volto aqui à questão: como é que eu fui tão ingénuo em pensar que essa coisa da "compra" de visitas e de comments eram histórias da carochinha. julgava pura e simplesmente que isso não existia, pronto!
acho que se não tivesse recebido uma explicação de uma amiga, feita de uma forma muito pausada e acompanhada por gestos com as mãos, eu nunca suporia que este autêntico caso de troca de influências existisse na blogosfera.
esta troca de favores parece um caso do apito dourado dos comments.
acho que se não tivesse recebido uma explicação de uma amiga, feita de uma forma muito pausada e acompanhada por gestos com as mãos, eu nunca suporia que este autêntico caso de troca de influências existisse na blogosfera.
esta troca de favores parece um caso do apito dourado dos comments.
por falar em ser portista em lisboa...
a coisa aconteceu há 16 anos, no porto, quando lá vivi por altura da minha vida militar, vulgo tropa-macaca.
quando frequentávamos a escola de cabos as saídas nocturnas passaram a ser facilitadas. assim, o meu camarada fernando sousa, portista roxo, lembrou-se de me alertar: jaiminho, hoje a janta é lá em minha casa.
e quando eles dizem as coisas desta forma não há mais nada a dizer: vais e não bufas. e lá fomos, em direcção a rio tinto jantar com a família sousa.
lá chegados, fui efusivamente cumprimentado pela mãe e pela irmã que me ofereceram de tudo e mais alguma coisa para que enchesse logo de imediato o bandulho, apenas com "umas coisinhas para aquecer a pança". o pai, estranhamente, não me dirigia a palavra. não percebi qual a razão do problema mas pronto, não quis entrar em detalhes, não é?
estava a começar então a parte do jantar propriamente dita - já eu estava empanturrado até cá em cima - quando o sousa, lá em casa tratado por náundo, se lembra de dizer em voz alta: ó pai, aqui o jaiminho é portista.
nessa altura o senhor levanta a cabeça, arregala os olhos e exclama em voz muito alta:
- fuóda-se, cuarálho! e não dizias nada náundo? um gajo que é mouro e tripeiro merece o meu respeito. ah campeão, dum caneco.
e virando-se para a o filho que estava sentado à sua beira, continua:
- traz-me aí o copo das visitas especiais e troca de lugar ali com o teu camarada.
depois, virando-se para mim, exigiu:
- jaiminho, vá, senta-te aqui na minha beira.
e lá passei o resto do jantar, a levar grandes palmadas nas costas ao som da frase "mouro e tripeiro! é obra, carago!" enquanto bebia umas sagres, pelo copo das visitas especiais: um copo alto, bastante trabalhado e com a cara do fernando gomes a beijar a bota de ouro.
quando frequentávamos a escola de cabos as saídas nocturnas passaram a ser facilitadas. assim, o meu camarada fernando sousa, portista roxo, lembrou-se de me alertar: jaiminho, hoje a janta é lá em minha casa.
e quando eles dizem as coisas desta forma não há mais nada a dizer: vais e não bufas. e lá fomos, em direcção a rio tinto jantar com a família sousa.
lá chegados, fui efusivamente cumprimentado pela mãe e pela irmã que me ofereceram de tudo e mais alguma coisa para que enchesse logo de imediato o bandulho, apenas com "umas coisinhas para aquecer a pança". o pai, estranhamente, não me dirigia a palavra. não percebi qual a razão do problema mas pronto, não quis entrar em detalhes, não é?
estava a começar então a parte do jantar propriamente dita - já eu estava empanturrado até cá em cima - quando o sousa, lá em casa tratado por náundo, se lembra de dizer em voz alta: ó pai, aqui o jaiminho é portista.
nessa altura o senhor levanta a cabeça, arregala os olhos e exclama em voz muito alta:
- fuóda-se, cuarálho! e não dizias nada náundo? um gajo que é mouro e tripeiro merece o meu respeito. ah campeão, dum caneco.
e virando-se para a o filho que estava sentado à sua beira, continua:
- traz-me aí o copo das visitas especiais e troca de lugar ali com o teu camarada.
depois, virando-se para mim, exigiu:
- jaiminho, vá, senta-te aqui na minha beira.
e lá passei o resto do jantar, a levar grandes palmadas nas costas ao som da frase "mouro e tripeiro! é obra, carago!" enquanto bebia umas sagres, pelo copo das visitas especiais: um copo alto, bastante trabalhado e com a cara do fernando gomes a beijar a bota de ouro.
vitória sobre o vitórria
- o primeiro golo do porto teve o condão de fazer mais pela paz e a concordia sul-americana do que qualquer outra actividade diplomática. depois do golo do lizandro eu vi o fucille beijar o avançado portista. imagine-se, um argentino aos beijinhos a um uruguaio. ui!
- quando é que eu ganho juízo e baixo o volume da tv durante a transmissão da bola. aqueles locutores... ainda por cima tenho discos tão fixes lá em casa...
- ok, estou rendido. aqui estou eu de mão estendida. começo a gostar do postiga. mas atenção, eu disse começo a gostar, não disse gosto. é que eu tenho muito boa memória e não me esqueço dos jogos de merda que tive de suportar a ver esse puto.
- não tenho rigorosamente saudades nenhumas do diego. até dizem que ele anda a jogar muito bem e tal. e eu acredito. mas porra, não tenho saudades, o que é que vocês querem. agora meus amigos, ainda continuo a olhar para os cantos da tv à espera que o anderson apareça a receber uma bola qualquer. a propósito, posso chorar, posso?
- já agora, se o bruno alves tivesse dado uma trancada sem malícia (claro, aquilo é sempre sem maldade) no, sei lá, no moutinho por exemplo e o tivesse mandado para o hospital como é que teria sido? pronto, é só para saber, ok?
- ai quaresma, quaresma. ai lucho, lucho. ai pepe, pepe. ai helton, helton... eu cago um pé todo se esta equipa não for campeã nacional. a minha dúvida é mesmo saber como é que se safam na europa.
- cheira-me que o baía não sai mais do banco do clube. passa directamente de guarda-redes suplente para adjunto eterno. o gajo tem mais influência positiva na equipa sentado no banco do que na guarda da baliza. aquilo é uma reverência que até dói. já que não o vemos na baliza que seja então ali que ele brilhe. e a minha irritação com o scolari toma uma outra dimensão: o brasileiro não vê que o baía é, não só, a melhor solução para a titularidade como para suplente?
- quando é que eu ganho juízo e baixo o volume da tv durante a transmissão da bola. aqueles locutores... ainda por cima tenho discos tão fixes lá em casa...
- ok, estou rendido. aqui estou eu de mão estendida. começo a gostar do postiga. mas atenção, eu disse começo a gostar, não disse gosto. é que eu tenho muito boa memória e não me esqueço dos jogos de merda que tive de suportar a ver esse puto.
- não tenho rigorosamente saudades nenhumas do diego. até dizem que ele anda a jogar muito bem e tal. e eu acredito. mas porra, não tenho saudades, o que é que vocês querem. agora meus amigos, ainda continuo a olhar para os cantos da tv à espera que o anderson apareça a receber uma bola qualquer. a propósito, posso chorar, posso?
- já agora, se o bruno alves tivesse dado uma trancada sem malícia (claro, aquilo é sempre sem maldade) no, sei lá, no moutinho por exemplo e o tivesse mandado para o hospital como é que teria sido? pronto, é só para saber, ok?
- ai quaresma, quaresma. ai lucho, lucho. ai pepe, pepe. ai helton, helton... eu cago um pé todo se esta equipa não for campeã nacional. a minha dúvida é mesmo saber como é que se safam na europa.
- cheira-me que o baía não sai mais do banco do clube. passa directamente de guarda-redes suplente para adjunto eterno. o gajo tem mais influência positiva na equipa sentado no banco do que na guarda da baliza. aquilo é uma reverência que até dói. já que não o vemos na baliza que seja então ali que ele brilhe. e a minha irritação com o scolari toma uma outra dimensão: o brasileiro não vê que o baía é, não só, a melhor solução para a titularidade como para suplente?
segunda-feira, novembro 06, 2006
portismo
pouca gente saberá o que custa ser portista em lisboa.
aviso desde já que não tem comparação possivel com a condição de ser benfiquista portuense. a coisa é muito pior.
a parte inicial acontece quando somos mais chavalos e não temos a couraça completamente revestida para nos defender das bocas que passamos a vida a ouvir. por outro lado, nos anos seguintes ficamos completamente vacinadíssimos contra essas coisas e olhamos para esses gestos com alguma pena e comiseração. mas atenção que não é fácil ter 10, 12 ou 15 anos e andar constantemente a ouvir comentários farsolas sobre a nossa opção clubística. adiante, é passado.
a parte realmente pior, é a dificuldade que temos em cumprir este nosso desígnio de sermos dragões cá em baixo. eu explico: eu só vi por duas ocasiões o meu clube a jogar em casa, uma em 1980 nas antas, num jogo contra o sporting que terminou empatado sem golos e onde houve molho valente entre o rodolfo e o oliveira (nessa altura de leão ao peito) e outra, curiosamente em casa emprestada, na luz, no ano de 1982, contra os holandeses do utrech (2-0, golos de costa e gomes). significa pois que passados mais de 25 anos, já só restam muito, muito vagas recordações desse dia de agosto em que pisei a velhinha basílica (tem lá algum jeito termos uma catedral? se eles têm uma catedral e outros têm capelinhas, nós temos uma basílica, carago) das antas.
as poucas vezes que vou ver o clube é principalmente nas deslocações que fazemos às equipas daqui da minha terra: vou ao restelo (péssimos couratos, boas bifanas), vou à amadora (onde, com o meu querido e lagarto rui "ó máiór, arranja'mum cigarrinho" monteiro, ouvimos umas grossas da ribeira a cravarem dinheiro para sandes mistas a troco de piropos "ó cara linda, orienta aí uns trocos para uns papo-secos, caralho!"), ia a alverca (o tal com o bar que vendia haice tii a € 1,50), ia à amoreira (que peão mais rasca, porra) e pouco mais. volta e meia vou a alvalade e muito raramente vou à luz. não me sinto muito confortável nestas deslocações aos estádios do scp e do slb. não, não me refiro a possíveis dissabores que esses encontros possam trazer ao meu clube. nada disso. a realidade é que os preços absurdos que os clubes da capital praticam quando recebem o melhor clube português invalidam qualquer presença minha nesses jogos.
mas nos outros eu estive e estou sempre lá. e atenção que vou (fui) principalmente nos piores momentos. vou quando a equipa precisa de palminhas. ou seja quando era treinador o fernando santos, na época do fernández/couceiro e até no ano passado (que para mim, apesar dos êxitos domésticos, foi um ano fracote).
o que eu gostava de saber era como é que é estar do lado de lá. ou seja, do nosso lado. gostava de sentir como é que é ver o clube ganhar ao benfica com um golo já nos descontos ou ao manchester por 2-1 ou à lazio por 4-1. como é que é festejarmos um golo do lucho abraçados ao azeiteiro de argoncilhe que se sentou ao nosso lado e nos disse "ó meu menino, deixa-me colar-te os ossos" ou, por outro lado, como é que é sentirmo-nos recompensados na derrota, pelo calor dos outros milhares que, como nós, iludem a tristeza, descendo a santos pousada a cantar à meia-noite, depois de afogarmos as mágoas num tasco da esquina.
este ano é que é. este ano vou ao dragão, porra.
aviso desde já que não tem comparação possivel com a condição de ser benfiquista portuense. a coisa é muito pior.
a parte inicial acontece quando somos mais chavalos e não temos a couraça completamente revestida para nos defender das bocas que passamos a vida a ouvir. por outro lado, nos anos seguintes ficamos completamente vacinadíssimos contra essas coisas e olhamos para esses gestos com alguma pena e comiseração. mas atenção que não é fácil ter 10, 12 ou 15 anos e andar constantemente a ouvir comentários farsolas sobre a nossa opção clubística. adiante, é passado.
a parte realmente pior, é a dificuldade que temos em cumprir este nosso desígnio de sermos dragões cá em baixo. eu explico: eu só vi por duas ocasiões o meu clube a jogar em casa, uma em 1980 nas antas, num jogo contra o sporting que terminou empatado sem golos e onde houve molho valente entre o rodolfo e o oliveira (nessa altura de leão ao peito) e outra, curiosamente em casa emprestada, na luz, no ano de 1982, contra os holandeses do utrech (2-0, golos de costa e gomes). significa pois que passados mais de 25 anos, já só restam muito, muito vagas recordações desse dia de agosto em que pisei a velhinha basílica (tem lá algum jeito termos uma catedral? se eles têm uma catedral e outros têm capelinhas, nós temos uma basílica, carago) das antas.
as poucas vezes que vou ver o clube é principalmente nas deslocações que fazemos às equipas daqui da minha terra: vou ao restelo (péssimos couratos, boas bifanas), vou à amadora (onde, com o meu querido e lagarto rui "ó máiór, arranja'mum cigarrinho" monteiro, ouvimos umas grossas da ribeira a cravarem dinheiro para sandes mistas a troco de piropos "ó cara linda, orienta aí uns trocos para uns papo-secos, caralho!"), ia a alverca (o tal com o bar que vendia haice tii a € 1,50), ia à amoreira (que peão mais rasca, porra) e pouco mais. volta e meia vou a alvalade e muito raramente vou à luz. não me sinto muito confortável nestas deslocações aos estádios do scp e do slb. não, não me refiro a possíveis dissabores que esses encontros possam trazer ao meu clube. nada disso. a realidade é que os preços absurdos que os clubes da capital praticam quando recebem o melhor clube português invalidam qualquer presença minha nesses jogos.
mas nos outros eu estive e estou sempre lá. e atenção que vou (fui) principalmente nos piores momentos. vou quando a equipa precisa de palminhas. ou seja quando era treinador o fernando santos, na época do fernández/couceiro e até no ano passado (que para mim, apesar dos êxitos domésticos, foi um ano fracote).
o que eu gostava de saber era como é que é estar do lado de lá. ou seja, do nosso lado. gostava de sentir como é que é ver o clube ganhar ao benfica com um golo já nos descontos ou ao manchester por 2-1 ou à lazio por 4-1. como é que é festejarmos um golo do lucho abraçados ao azeiteiro de argoncilhe que se sentou ao nosso lado e nos disse "ó meu menino, deixa-me colar-te os ossos" ou, por outro lado, como é que é sentirmo-nos recompensados na derrota, pelo calor dos outros milhares que, como nós, iludem a tristeza, descendo a santos pousada a cantar à meia-noite, depois de afogarmos as mágoas num tasco da esquina.
este ano é que é. este ano vou ao dragão, porra.
domingo, novembro 05, 2006
sem compromisso
correu um boato que ele andava a terminar os espectáculos com esta música, que eu (e ela, e ela também!) fiquei tão "augado", porque afinal....... não!
Você só dança com ele
E diz que é sem compromisso
é bom acabar com isso
Não sou nenhum Pai João
Quem trouxe você fui eu
Não faça papel de louca
Pra não haver bate-boca
Dentro do salão
Quando toca o samba
Eu lhe tiro pra dançar
Você me diz: Não
Eu agora tenho par
E sai dançando com ele
Alegre e feliz
Quando para o samba
Agradece e pede bis
Você só dança com ele
E diz que é sem compromisso
é bom acabar com isso
Não sou nenhum Pai João
Quem trouxe você fui eu
Não faça papel de louca
Pra não haver bate-boca
Dentro do salão
Você só dança com ele
E diz que é sem compromisso
é bom acabar com isso
Não sou nenhum Pai João
Quem trouxe você fui eu
Não faça papel de louca
Pra não haver bate-boca
Dentro do salão
Quando toca o samba
Eu lhe tiro pra dançar
Você me diz: Não
Eu agora tenho par
E sai dançando com ele
Alegre e feliz
Quando para o samba
Agradece e pede bis
Você só dança com ele
E diz que é sem compromisso
é bom acabar com isso
Não sou nenhum Pai João
Quem trouxe você fui eu
Não faça papel de louca
Pra não haver bate-boca
Dentro do salão
aliançados
eu nunca alinhei muito nessas fantochadas dos católicos "não praticantes", dos que dizem que "eu cá tenho a minha religião" ou dos que se dizem católicos mas não frequentam a igreja e afirmam que "eu cá tenho a uma forma especial e muito própria de falar com deus". por isso eu afirmo desde já que não sou católico, já fui e posso muito bem voltar a ser. mas de momento não sou.
contudo, por já ter sido, sempre me fez impressão e sempre me chocou bastante, certas manifestações católicas praticadas por ateus. a que mais me tira do sério é ver algumas pessoas casarem com cerimónia matrimonial apenas porque é bonito ou porque gostam dos rituais. se não sabem o que estão a fazer é melhor estarem quietinhas. mas não brinquem com estas coisas.
o meu querido rui e a minha querida susana (a ti cariño), são duas pessoas que não pertencem ao grupo que descrevi naquele parágrafo mesmo aqui acima. como já não sabem o que hão-de fazer ao excesso de amor que paira lá em sua casa, perderam por completo o juízo e, para acicatar ainda mais essa paixão, lembraram-se de ir à ourivesaria lá do bairro comprar duas argolas de ouro para enfiarem dedo abaixo.
eu tenho mas é cá para mim, que eles já não sabem é que pretextos hão-de arranjar para ver o seu gang de amigos juntos. vai daí, vieram com uma conversa qualquer, a dizer e tal, que agora por alturas do s. martinho, era uma boa ocasião para a gente ir vê-los a trocar as tais alianças. mariquices!
para disfarçar a coisa, lembraram-se que de organizar um almoço para um pequeníssimo grupo de amigos a fim de melhor disfarçar o acto lá das alianças. espeeeeertos!
bom, calha de caminho eu ter tido a sorte deles me terem escolhido como amigo há cerca de 10 anos.
calha de caminho também, eu estar incluído nessa restrita lista de convidados.
ele, o noivo, faz parte daquelas pessoas por quem a minha filha se derrete, cora de vergonha e se esconde encavacada quando lhe aparece à frente (achavas que eu me ia pôr aqui a destilar histórias nossas, não? estávamos bem fod...lixados) e só por isso merece o meu respeito; ela teve a paciência de me aturar como companheiro durante uns anos valentes, numa prova bem provadinha que, como no futebol, também nas relações humanas às vezes acontece taça. uma gaja como ela, linda de morrer, toda grossa, com pinta de "bifa camón" a namorar com um mastronço como eu, só mesmo comparado à eliminação do vitória de guimarães pelo cabeça gorda que ocorreu há uns anos valentes. também ali houve taça.
o destino tem destas coisas e, infelizmente, roubei-lhe a possibilidade de prolongar esse namoro por muito mais tempo. em contrapartida - e agora é que vem a parte boa - apresentei-lhe o homem (ainda por cima todo jeitoso, olecas! pronto, ok, tu também és linda de morrer. tu sabes que és, não é?) que se lembrou de se apaixonar por ela (o tal das alianças que falei há pouco) - correu um boato que noutras quintas-feiras, ele era meu namorado (imagine-se!), durante a carreira "carrita-cena de copos-álcool puro-plateau" - , ofereci-lhe de mão beijada uma amiga como ela poucas tem, uma sobrinha dedicadíssima (no futuro, se ela me disser que ficou a dormir em tua casa quando na realidade esteve foi a desmamar meninos na vinte e quatro de julho ou em santa apolónia, tu vais cobri-la e mentir-me, não é? já estou a ver o filme todo...) e um super-amigo como não terás jamais (moi-même).

parece que já cobre os prejuízos, não?
contudo, por já ter sido, sempre me fez impressão e sempre me chocou bastante, certas manifestações católicas praticadas por ateus. a que mais me tira do sério é ver algumas pessoas casarem com cerimónia matrimonial apenas porque é bonito ou porque gostam dos rituais. se não sabem o que estão a fazer é melhor estarem quietinhas. mas não brinquem com estas coisas.
o meu querido rui e a minha querida susana (a ti cariño), são duas pessoas que não pertencem ao grupo que descrevi naquele parágrafo mesmo aqui acima. como já não sabem o que hão-de fazer ao excesso de amor que paira lá em sua casa, perderam por completo o juízo e, para acicatar ainda mais essa paixão, lembraram-se de ir à ourivesaria lá do bairro comprar duas argolas de ouro para enfiarem dedo abaixo.
eu tenho mas é cá para mim, que eles já não sabem é que pretextos hão-de arranjar para ver o seu gang de amigos juntos. vai daí, vieram com uma conversa qualquer, a dizer e tal, que agora por alturas do s. martinho, era uma boa ocasião para a gente ir vê-los a trocar as tais alianças. mariquices!
para disfarçar a coisa, lembraram-se que de organizar um almoço para um pequeníssimo grupo de amigos a fim de melhor disfarçar o acto lá das alianças. espeeeeertos!
bom, calha de caminho eu ter tido a sorte deles me terem escolhido como amigo há cerca de 10 anos.
calha de caminho também, eu estar incluído nessa restrita lista de convidados.
ele, o noivo, faz parte daquelas pessoas por quem a minha filha se derrete, cora de vergonha e se esconde encavacada quando lhe aparece à frente (achavas que eu me ia pôr aqui a destilar histórias nossas, não? estávamos bem fod...lixados) e só por isso merece o meu respeito; ela teve a paciência de me aturar como companheiro durante uns anos valentes, numa prova bem provadinha que, como no futebol, também nas relações humanas às vezes acontece taça. uma gaja como ela, linda de morrer, toda grossa, com pinta de "bifa camón" a namorar com um mastronço como eu, só mesmo comparado à eliminação do vitória de guimarães pelo cabeça gorda que ocorreu há uns anos valentes. também ali houve taça.
o destino tem destas coisas e, infelizmente, roubei-lhe a possibilidade de prolongar esse namoro por muito mais tempo. em contrapartida - e agora é que vem a parte boa - apresentei-lhe o homem (ainda por cima todo jeitoso, olecas! pronto, ok, tu também és linda de morrer. tu sabes que és, não é?) que se lembrou de se apaixonar por ela (o tal das alianças que falei há pouco) - correu um boato que noutras quintas-feiras, ele era meu namorado (imagine-se!), durante a carreira "carrita-cena de copos-álcool puro-plateau" - , ofereci-lhe de mão beijada uma amiga como ela poucas tem, uma sobrinha dedicadíssima (no futuro, se ela me disser que ficou a dormir em tua casa quando na realidade esteve foi a desmamar meninos na vinte e quatro de julho ou em santa apolónia, tu vais cobri-la e mentir-me, não é? já estou a ver o filme todo...) e um super-amigo como não terás jamais (moi-même).
parece que já cobre os prejuízos, não?
Jel Oleoso
o humorista (?) jel faz-me lembrar o tarik lá do meu clube. o primeiro só sabe fazer um sketch - a cena do machista gay - o segundo só sabe fazer uma finta.
o que me chateia é que ainda há quem os leve a sério. ou não?
o que me chateia é que ainda há quem os leve a sério. ou não?
Muito Chico, Tanto Mar
Em 1980, tinha eu 11 anos, fui duas vezes à festa do avante. primeiro com o meu pai, no sábado, altura em que pude aumentar substancialmente a minha colecção de autocolantes. nos stands dos países lá das traseiras da cortina de ferro então nem se fala. arranjei ainda um crachá da festa do liberté e ainda, atenção a esta parte, uma micro gaita de beiços (que também era porta-chaves) que me foi oferecida por uma jovem alemã (da alemanha do honecker, claro) e que eu utilizava para tocar o refrão do flash gordon dos queen. o meu querido zé malveira é testemunha que não se conseguia distinguir esse tal refrão, da sirene do meio-dia dos bombeiros do beato.
no domingo, desta vez já com a minha mãe metida ao barulho (não me lembro se a minha irmã estava presente ou não) voltámos lá ao casalinho da ajuda com o intuito de irmos à missa do padre chico buarque.
a minha recordação dessa noite é muito muito vaga. lembro-me que o palco estava lá muito em baixo, lá muito longe. lembro-me que estavam p'ra cima de 100.000 pessoas (infelizmente não me lembro da simone. ohhhhhhh), lembro-me das mulheres de atenas, do cálice (lê-se cale-se!) e lembro-me principalmente que quando chegou a altura de se cantar o tanto mar, não se ouvia a voz do chico buarque
(eu digo sempre chico buarque e não chico. como também não sou capaz de dizer caê, bethânia, gil, ou gal. ou bem que se diz tudo ou então é melhor estar calado. lembrem-me para vos contar um dia, uma história do meu pai.)
mas sim, um coro uníssono de pessoas que só largaram o isqueiro duma mão e o cravo da outra quando chegou a altura de acompanhar o ritmo com palminhas.
(muito gosta o português de bater palminhas nos concertos)
diga-se de passagem que essa parte das palmas no tanto mar, sempre me fez lembrar o ritmo da carvalhesa.
(sempre achei curioso e paradoxal o facto da banda sonora "oficial" do pcp, provir duma zona tão reaça como trás-os-montes)
hoje, já não houve mulheres de atenas, nem cálice (repito, deve ler-se cale-se!), mas houve um chico buarque muito bom (e capaz de melhor, também), um som estranhamente imaculado para as cânones do coliseu, uma banda certinha sem aquelas paneleirices dos arranjos musicais que o caetano veloso costuma encomendar e teve, 26 anos depois, um tanto mar de levar-nos às lágrimas!
volta sempre, pá!
sexta-feira, novembro 03, 2006
Di Napoli
Dentre todos os meus ex-colegas de turma, o Nápoles foi - academicamente falando - o mais inteligente que eu já conheci. Era gajo para, se lhe desse na veneta e se se proporcionasse, ir sacar vintes logo no segundo período (exagerei?).
Não o vejo há mais de 10 anos, mas quis o destino que fosse ele a proporcionar-me uma das minhas futuras alegrias: vai organizar uma jantarada que celebrará 20 anos da fundação da mais mítica turma que o rainha dona leonor já teve.
No entanto, não consegue fazer um comment neste meu blog (que vergonha senhor engenheiro). Mas como eu sei que ele gosta muito do This is the sea e como somos camaradas há duas décadas, decidi publicar por inteiro, um email que esse senhor me enviou.
De Napoli, aquele abraço, companheiro.
Boas, Pitx! (Tens q me explicar esta do Pitx... )
Ontem tentei acrescentar um 'post' no teu 'blog', mas o máximo q consegui foi mandar-te um e-mail... Lindo! Chama-se a isto o 'Domínio da arte dos Blogs'... :)))
Concordo, mano. Sempre q tentei pegar em cinco ou seis disco do género 'Se fosse para uma ilha deserta com pilhas q.b. e um Discman, quais é q levava?', pensava sempre no 'This Is The Sea', no 'The Unforgettable Fire', no 'Substance' (o dos New Order), no 'Misplaced Childhood' e talvez no 'Alchemy' (Dire Straits). Talvez estes. Mas há muitos outros... Olha, o 'Ten', dos Pearl Jam (tens q concordar q tb houve muito boa música feita do lado de lá do Atlântico, nos '90, ou não?), por ex. Mas este assunto é polémico, e a tanga do 'blog' não me deixou mandar um mail com mais do q 300 letras!!! Acho mal...
Pus-me a ver o q é q lá tenho dos referidos meninos, e descobri dois q não sei se conheces: o 'The Secret Life of The Waterboys' (com muitas variantes/versões das músicas do 'This is the Sea') e um 'Too close to Heaven', q tem uma música com o mesmo nome, com uns 11 ou 12 minutos, e q é simplesmente fenomenal! Muito improviso, muito ritmo, uma guitarra fora de série, e a mesma voz da altura (não sei pq é q nunca a lançaram no mercado... Bem, talvez tenha saído assim, apenas; e, convenhamos, 12 minutos na altura era um bocado difíicil... :))) ). A voz do Mike Scott estragou-se com os anos (opinião minha - ver discos seguintes...), mas nessa está intacta. Foi gravada por alturas do 'This is the Sea', ou do seguinte ('Fisherman's Blues', onde tb mora uma das 'minhas' favoritas deles: o 'Sweet Thing', emprestada do Van Morrison... :))) ). Recomendo!
Abraço,
Pedro.
Não o vejo há mais de 10 anos, mas quis o destino que fosse ele a proporcionar-me uma das minhas futuras alegrias: vai organizar uma jantarada que celebrará 20 anos da fundação da mais mítica turma que o rainha dona leonor já teve.
No entanto, não consegue fazer um comment neste meu blog (que vergonha senhor engenheiro). Mas como eu sei que ele gosta muito do This is the sea e como somos camaradas há duas décadas, decidi publicar por inteiro, um email que esse senhor me enviou.
De Napoli, aquele abraço, companheiro.
Boas, Pitx! (Tens q me explicar esta do Pitx... )
Ontem tentei acrescentar um 'post' no teu 'blog', mas o máximo q consegui foi mandar-te um e-mail... Lindo! Chama-se a isto o 'Domínio da arte dos Blogs'... :)))
Concordo, mano. Sempre q tentei pegar em cinco ou seis disco do género 'Se fosse para uma ilha deserta com pilhas q.b. e um Discman, quais é q levava?', pensava sempre no 'This Is The Sea', no 'The Unforgettable Fire', no 'Substance' (o dos New Order), no 'Misplaced Childhood' e talvez no 'Alchemy' (Dire Straits). Talvez estes. Mas há muitos outros... Olha, o 'Ten', dos Pearl Jam (tens q concordar q tb houve muito boa música feita do lado de lá do Atlântico, nos '90, ou não?), por ex. Mas este assunto é polémico, e a tanga do 'blog' não me deixou mandar um mail com mais do q 300 letras!!! Acho mal...
Pus-me a ver o q é q lá tenho dos referidos meninos, e descobri dois q não sei se conheces: o 'The Secret Life of The Waterboys' (com muitas variantes/versões das músicas do 'This is the Sea') e um 'Too close to Heaven', q tem uma música com o mesmo nome, com uns 11 ou 12 minutos, e q é simplesmente fenomenal! Muito improviso, muito ritmo, uma guitarra fora de série, e a mesma voz da altura (não sei pq é q nunca a lançaram no mercado... Bem, talvez tenha saído assim, apenas; e, convenhamos, 12 minutos na altura era um bocado difíicil... :))) ). A voz do Mike Scott estragou-se com os anos (opinião minha - ver discos seguintes...), mas nessa está intacta. Foi gravada por alturas do 'This is the Sea', ou do seguinte ('Fisherman's Blues', onde tb mora uma das 'minhas' favoritas deles: o 'Sweet Thing', emprestada do Van Morrison... :))) ). Recomendo!
Abraço,
Pedro.
quinta-feira, novembro 02, 2006
Esta cena que estão aqui a ver, é o mar.
Ok, vamos então a um exercício: tirando aqueles discos que nós gostámos quando tinhamos 12 e 13 anos, dos futuristas e os jackpot 81 e os topstar e tal; tirando depois aquelas cenas dos cure, smiths, u2, bauhaus, joy division ou new order; tirando depois aquela secção dos marillion, tirando aquela coisa da parte mainstream da rádio comercial e da rfm. já tiraram isso tudo? atenção que estamos a falar já daqueles discos e tal, que convenhamos, já dava gozo ir para a escola com eles debaixo do braço, estilo o Ghost in the Machine, o You want it You got it ou o Nebraska a dar aquela pala e tal, já estão a ver a coisa? ok.
então, tirando esses todos, há alguma possibilidade - atenção eu disse tirando aqueles todos que mencionei lá em cima - deste disco aqui em baixo, não ser o melhor disco dos anos 80 (não escrevi "de sempre" porque isso está subentendido em "anos 80")? aquele que a gente houve do início ao fim, sempre com aquela ideia "ihhh, ganda cena, olha esta música agora.... fónix que batidão, passa para a seguinte... ehhhh rasganço do caraças... esta também era muita boa..... e a seguinte? ui esta pá, que pianada....." sáo todas, pessoal, sáo todas sem excepção.
Não há, pois não?
para os mais esquecidos:
1) Don't bang the drum - cornetas, berrro e depois sempre a rasgar
2) The Whole of the moon - passagem de ano de 1985 para 1986, é preciso dizer mais alguma coisa?
3) Spirit - pianada
4) The pan within - come with me on a jouney beneath the skin - tão a ver?
5) Medicine Bow - pedalada do camandro
6) Old England - a tal pianada e as cornetas a acompanhar
7) Be my enemy - rasganço
8) Trumpets - estavam à espera de quê? mais pianadas e claro, cornetas, óbvio.
9) This is the sea - ok, aceito que esta também seja a melhor de todas.
quarta-feira, novembro 01, 2006
Links
Algumas pessoas têm de mim e do que escrevo neste blog a ideia que sou muito frontal, que digo o que me der na veneta, que tenho uma personalidade muito forte, que levo tudo à frente e tal, etc.. e eu, supondo que isso é algo positivo, agradeço o elogio e, pronto, lá sigo em frente.
Outras pessoas sabem que a coisa não é bem assim. Sabem que, por vezes, quando quero passar um bocadinho das marcas, sou menino para dar "um toque" à pessoa ofendida, atingida, comentada ou elogiada, que vai ser "vítima" duma acção escrita contra ela. Assim, naquela: "olha lá, vais ficar muito ofendido(a) se eu escrever que....
Na verdade, nunca levei uma nega. O que só revela que cautela e caldinhos de galinha nunca fizeram nada a ninguém mas pelos vistos tenho tido cautelas a mais.
Na ronda pela blogosfera, volta e meia deparo-me com este ou aquele post que me toca desta ou daquela maneira. Vezes há que clico lá no botãozinho dos comentários (quando me deixam, quando me deixam....) e prospego lá três ou quatro linguados com a minha opinião sobre o assunto. Nada que nenhum de nós não tenhamos já feito.
Adiante.
Os babyblogues são normalmente cansativos, chatos e dizem muito mais ao escritor do que ao leitor. Quem já escreveu ou leu sobre bebés e crianças sabe do que estou a falar. Convenhamos, seguir assiduamente um blog com relatos constantes do género "ela hoje cagou finalmente no bacio. fez um cocó tãããão lindo. ai minhas queridas, fiquei tão comovida" ou então "o meu bebé hoje disse b'fica! ai que bom, revela tanto a personalidade do pai...", não é coisa que faça muito sentido. Pelo menos durante muito tempo.
Há outros blogs que falam da canalhada mas que também mandam outro género de bitaites. Uns mais interessantes que outros, é certo. No que respeita a histórias de crianças, prefiro estes últimos. São mais ou menos o chamado tosta mista.
Ora eu gastei meia dúzia de parágrafos para introduzir o seguinte: descobri há uns tempos um blog bestial. Ao que parece é escrito por uma senhora, recentemente entrada na casa dos trintas, com um par de fedelhas que lhe dão água pela barba (que julgo não ter) e com uma personalidade do camandro.
Pedi-lhe licença para fazer referência ao seu blog aqui no meu cantinho. Torceu o nariz, disse que não queria e exigiu que eu jurasse que não faria link nenhum. É claro que acedi. Mas, foda-se, fiquei em broa.
Ó cum caneco, mas que merda é esta. É assim tão mal?
Depois comecei a pensar: "porra então este meu blog tem como frase de posicionamento "blog daquilo que me vier à cabeça" e vai ser uma tipa que nem sequer eu conheço muito bem que me vai impedir de falar dela? Era o que mais faltava."
Nah, pensei eu, é melhor acatar a sua ordem. Para que é que tu te hás-de aborrecer, aborrecê-la a ela e comprar um guerrinha parva e inconsequente.?
Mas depois pensei que aquilo é um blog onde ela expõe uma ideias tão fixes, tão firmes, conta umas histórias tão bacanas, que seria giro eu falar aqui dele. Porra, mas ela iria ficar em broa comigo. Era miúda para vir lá de cima aqui a baixo, dar-me um par de lostras nas ventas.
Pois, pensei cá para comigo, é realmente pena que ela não me deixe linkar lá o blog dela. Paciência. Olha, vendo bem a coisa, é bem feito! Ela tem a mania de sujar os post com smileys, nem disponibiliza os arquivos e ainda por cima tem uma caixa de comentários que quase parece a sala de espera dum cabeleireiro.
Que se lixe. Talvez um dia a convença a deixar-me mostrar o seu blog. Tenho pena. É que é um blog que eu leio com taaaaaaaanto gosto. Tem coisas tãããããão giras. Tiro tanto o chapéu às suas ideias.
Paciência, na verdade não sou capaz de deixar de honrar a minha palavra. Até porque sei que se a linkasse, ela não me iria falar durante uns largos meses. Quem sabe para sempre. Seria um preço que eu teria de pagar se cometesse essa parva imprudência.
Ai perde-se às vezes cada oportunidade...
Outras pessoas sabem que a coisa não é bem assim. Sabem que, por vezes, quando quero passar um bocadinho das marcas, sou menino para dar "um toque" à pessoa ofendida, atingida, comentada ou elogiada, que vai ser "vítima" duma acção escrita contra ela. Assim, naquela: "olha lá, vais ficar muito ofendido(a) se eu escrever que....
Na verdade, nunca levei uma nega. O que só revela que cautela e caldinhos de galinha nunca fizeram nada a ninguém mas pelos vistos tenho tido cautelas a mais.
Na ronda pela blogosfera, volta e meia deparo-me com este ou aquele post que me toca desta ou daquela maneira. Vezes há que clico lá no botãozinho dos comentários (quando me deixam, quando me deixam....) e prospego lá três ou quatro linguados com a minha opinião sobre o assunto. Nada que nenhum de nós não tenhamos já feito.
Adiante.
Os babyblogues são normalmente cansativos, chatos e dizem muito mais ao escritor do que ao leitor. Quem já escreveu ou leu sobre bebés e crianças sabe do que estou a falar. Convenhamos, seguir assiduamente um blog com relatos constantes do género "ela hoje cagou finalmente no bacio. fez um cocó tãããão lindo. ai minhas queridas, fiquei tão comovida" ou então "o meu bebé hoje disse b'fica! ai que bom, revela tanto a personalidade do pai...", não é coisa que faça muito sentido. Pelo menos durante muito tempo.
Há outros blogs que falam da canalhada mas que também mandam outro género de bitaites. Uns mais interessantes que outros, é certo. No que respeita a histórias de crianças, prefiro estes últimos. São mais ou menos o chamado tosta mista.
Ora eu gastei meia dúzia de parágrafos para introduzir o seguinte: descobri há uns tempos um blog bestial. Ao que parece é escrito por uma senhora, recentemente entrada na casa dos trintas, com um par de fedelhas que lhe dão água pela barba (que julgo não ter) e com uma personalidade do camandro.
Pedi-lhe licença para fazer referência ao seu blog aqui no meu cantinho. Torceu o nariz, disse que não queria e exigiu que eu jurasse que não faria link nenhum. É claro que acedi. Mas, foda-se, fiquei em broa.
Ó cum caneco, mas que merda é esta. É assim tão mal?
Depois comecei a pensar: "porra então este meu blog tem como frase de posicionamento "blog daquilo que me vier à cabeça" e vai ser uma tipa que nem sequer eu conheço muito bem que me vai impedir de falar dela? Era o que mais faltava."
Nah, pensei eu, é melhor acatar a sua ordem. Para que é que tu te hás-de aborrecer, aborrecê-la a ela e comprar um guerrinha parva e inconsequente.?
Mas depois pensei que aquilo é um blog onde ela expõe uma ideias tão fixes, tão firmes, conta umas histórias tão bacanas, que seria giro eu falar aqui dele. Porra, mas ela iria ficar em broa comigo. Era miúda para vir lá de cima aqui a baixo, dar-me um par de lostras nas ventas.
Pois, pensei cá para comigo, é realmente pena que ela não me deixe linkar lá o blog dela. Paciência. Olha, vendo bem a coisa, é bem feito! Ela tem a mania de sujar os post com smileys, nem disponibiliza os arquivos e ainda por cima tem uma caixa de comentários que quase parece a sala de espera dum cabeleireiro.
Que se lixe. Talvez um dia a convença a deixar-me mostrar o seu blog. Tenho pena. É que é um blog que eu leio com taaaaaaaanto gosto. Tem coisas tãããããão giras. Tiro tanto o chapéu às suas ideias.
Paciência, na verdade não sou capaz de deixar de honrar a minha palavra. Até porque sei que se a linkasse, ela não me iria falar durante uns largos meses. Quem sabe para sempre. Seria um preço que eu teria de pagar se cometesse essa parva imprudência.
Ai perde-se às vezes cada oportunidade...
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