segunda-feira, setembro 10, 2007

há gentinha que nasce com o prói virado para a lua

hoje no érre pê éme:

- então e digam-me lá, já alguém foi à nova zelândia?
- eu já. - diz uma aluna cinco ou seis biclas ao meu lado.

(puta!)

que não haja dúvidas do seguinte...

... uma derrota é sempre uma derrota, quer tenha sido contra o wrexham depois de terem sido campeões europeus, quer tenha sido contra a grécia em 2004 na luz, quer tenha sido agora, contra a espanha em basquete ou contra a escócia em rugby, quer sejamos amadores, quer sejamos os máióres do mundo, quer seja em gajas, quer seja em machos.

uma derrota é uma derrota e mainada!

médi

o caso maddie tem desde o início uma coisa muito boa: a possibilidade de ver com frequência o pacholas do paulo sargento (que é um craque do catano nestas coisas das psicologias e afins. ai que saudades de quando a lusófona era apenas o isht. velhos tempos, velhos tempos...) mandar uns bitates na sic.

à parte disso, este caso, revela o que de mau existe em portugal (e não só). não, não falo da judite, dos cães-polícia cá do burgo, das fantásticas opiniões que surgem em catadupa - meu deus o que eu me rio por estes blogs fora. mas porque é que não proíbem as mulheres de ver o csi? - dos jornalistas que não largam a braguilha do casal mc coiso (bifes e cámones incluídos) do prós e contras, etc, etc.

eu falo é duma coisa que me enoja desde o primeiro dia: será que ainda ninguém reparou que do lado esquerdo da porta de entrada da judite lá de portimão, está uma boca de água sem tampa ou com a mesma partida? tantas e tantas horas de televisão, tantos mirones, tanta exposição, será que não há um cabrão dum pedreiro, um serralheiro, um maçon qualquer que não vá lá colocar uma portinhola nova?

que raio de imagem queremos nós dar da nossa judite se o mundo inteiro anda a ver o desleixo dos nossos edifícios policiais?

manutenção, meus amigos, manutenção, pá.

nota: neste e noutros casos mediáticos, as vítimas (quem realmente sofre e sofreu na pele) são de quem eu mais tenho pena (vide exemplo da casa pia). o resto: arquidos, pais, padrinhos, irmãos, advogados, polícias, paineleiristas, etc, eu quero que vá p'ró real caralho!

sexta-feira, setembro 07, 2007

buzinadelas

na picheleira há um hábito divinal que consiste em parar o carro no meio da estrada em frente a um café ou qualquer outro estabelecimento qualquer, abrir o vidro, mandar meia dúzia de bocas a este ou aquele que laboram na sapec (para os menos habituados a estas lides picheleirenses, a sapec é a sociedade anónima de polidores de esquinas e calçadas) e seguir depois viagem, após aqueles 45 ou 120 segundos de paragem.

o que mais irritava solenemente uma namorada que por lá passava é que essas pessoas ficavam imunes ao som das buzinadelas de quem ficava em fila a gramar com aquela paragem. mais irritada ficava porque mais tarde se apercebeu que essas buzinadelas provinham de condutores não residentes na zona.

existia - e espero que ainda subsista - o hábito de não se buzinar como represália a esses actos. até porque, diga-se em abono da verdade, tocava a todos.

eu explico: imagine-se que acabamos de entrar na frei fortunato e á nossa frente ia o matos, era pois certinho que ele pararia em frente ao greno para mandar umas bocas, sei lá, ao chitas, por exemplo. agora imagine-se que o pires estava parado à porta do agostinho, não é? tinha algum jeito passar por ele e não dizer pelo menos um:
- ó paneleiro, vamos logo à noite jogar à tuna?
agora digam-me, com que cara nós ficaríamos se tivessemos buzinado, 7o metros atrás, ao escort do matos?

por isso, meus amigos, haja respeito e sociabilidade. a partir do momento que passam do largo honório barreto para baixo, desliguem a buzina para evitar tentações. como justifiquei atrás, por duas razões: porque é ineficiente e porque ficam mal vistos.

o natal é quando um homem quiser e a picheleira fica onde um homem ou uma mulher (ou ambos) quiserem

cena 1 - no meu local de trabalho
diz-me uma vizinha:
- então as obras? já sei que estão a ficar giras...
- ai sim? então, como é que sabes?
- eu não sei. quem me contou foi a dona ______ que me disse que foi lá espreitar a cozinha e que estava bem gira.


cena 2 - no café
com a minha mulher:
- parece que as obras estão de vento em popa. aquilo está a ficar porreiro.
- vamos lá a ver....
- eu já lá estive a ver. muito giras mesmo.


cena 3 - na mercearia
com a minha mulher:
- então e as obras? aquilo está a correr bem? estão a ficar giras?
- não me diga que já lá foi vê-las?
- não, ainda não fui. mas hei-de ir, sim senhora.


cena 4 - à porta do cabeleireiro
com a minha mulher:
- ainda não fui ver as obras mas já sei que estão a ficar giras. têm-me contado.

quinta-feira, setembro 06, 2007

mais dos gêmeos

já em 1985, o here's to future days, trazia esta fantástica cançoneta. puta de saudades, MESMO!!!


into the gap


e no seguimento do post anterior, deixa-me cá recordar aqueles 1983 e 84, com visitas frequentes a casa do luís, na rua dos arneiros - numa altura em que aquela zona para os lados da abel manta eram só hortas e baldios - onde se ouvia o into the gap.


a m80...

...tem uma senhora que ontem, no final desta música, disse que "estes são os thompson twins, uma band punk dos anos oitenta. uma banda que eu gostava muito, tinham uns telediscos passados em cemitérios."

banda punk??????????

alô
ôôôôôôôôôôôôô! punk?

(repito só mais duas vezes)

uma banda punk? mas assim, punk, como os ramones e os pistols?


gabi


ó gonssalves, o heinze? achas mesmo?

bom, desde que não seja o granger ou o tó leal, por mim tudo bem!

allez porto, allez!

dedicado ao meu zézinho, que um dia há-de ir comigo ver uma futebolada nas ilhas, nem que seja entre o cristal palace e o hull city.

até nisto dos cânticos temos um futebol de cáca. a maior parte deles baseiam-se em ofensas farsolas, parvas e baixinhas ao orgulho adversário:

ésse, éle bê,
ésse, éle bê,
filhos da puta,
ésse, éle bê.

isto cantam normalmente os dragões azuis. além de irem pelo caminho mais fácil - o da brejeirice - revelam uma imensa falta de inteligência e de imaginação:
- olha, e se disséssemos que os lampiões são filhos da puta?
- boa, boa!
- então arranja lá uma letra em que isso encaixe, pá.
- deixa cá ver. ora bem: ésse éle bê, esse éle bê... pois, não sei onde é que hei-de encaixar aqui o "filhos da puta", pá...
- então, é fácil:
ésse éle bê, esse éle bê, filhos da puta, ésse éle bê.
- ah, bem visto, essa foi de génio.

e claro os outros clubes depois têm a sua variante:

pinto da costa,
vai p'ró caralho,
pinto da costa,
vai p'ró caralho!

o que pela letra apresentada, não deve ser difícil de imaginar a forma como chegaram a esta texto tão bonito e burilado.

pior, digo eu, é quando as claques portuguesas tentam levar a coisa mais a sério. há coisa de 25 anos, a juve leo usou o refrão do comanchero com a seguinte adaptação:

juve leo,
juve leo,
juve leo,
juve le-o!
muito bom, mesmo.


há coisa de poucos anos, estragaram o wrong 'em boyo dos clash com aquela coisa inenarrável do "só eu sei porque não fico...". que porra, eu que adorava o london calling, confesso que agora quando chego a essa música, aquilo dá-me a volta ao fígado. é que eu achava a música o máximo - era a primeira do lado a do segundo disco - mas agora passo logo para o death or glory, já não há cu para ouvir aquilo.

ainda assim, acho que nada bate os filhos do dragão. é que quer o original da quinta do bill, quer a adaptação, são duas valentes bostas.





já na grã-bretanha.... ora bem, era aqui que eu queria chegar... já na grã-bretanha, eles têm muuuuuita mais piada. todos se lembram do:
there's only one jorge cadete
he's the one who puts the ball in the net
he's portuguese
and scores with easy
walking in cadete's wonderland

mas o pessoal do rangers, que são uns gajos com muita piada, adaptaram logo a coisa para:
there's only one jorge cadete
he's got hair like spaghetti
he's portuguese and he's one of these
walking in laudrup wonderland.
maravilha.

aqui há dias vi numa revista um apanhado de cânticos britânicos bestiais. não vou estar para aqui a declamá-los até à exaustão, mas quero só apresentar mais dois ou três. um, também do celtic, com a música do that's amore do dean martin, mas com a seguinte letra:

when the ball hits the net and it's not jorge cadete
it's di canio...
um mimo!

gosto também de um, em "homenagem" ao francês traoré, o qual num jogo contra o burnley marcou um espectacular auto-golo. então, com a mésica do blame it on the boogie, a claque the anfield road cantava assim:
don't blame it on biscan,
don't blame it on hamann,
don't blame it on finnan,
blame it on traore,
he just can't, he just can't, he just can't control his feet.

os irmãos neville do united também tiveram direito a um cântico utilizando o rebel rebel do bowie:
neville neville, you play in defence,
neville neville, your play is immense,
neville neville, like jacko you're bad,
neville neville, is the name of your dad.
sublime!

contudo deixo para o fim o meu favorito. também usando o that's amore do dean martin, os adeptos do brighton, fizeram assim a sua homenagem ao bobby zamora - que andou a comer esta menina -, actualmente no west ham:
when the ball it's the goal, it's not shearer or cole,
it's zamora.
when the ball hits the net and the women get wet,
it's zamora.


mainada!

educação sexual

em tempos, por alturas da adolescência, tinha uma amiga, daquelas que julgamos, ingenuamente, que a nossa vida não trará obstáculos para que a amizade prossiga até sermos velhinhos.

passávamos o tempo juntos: nos intervalos da escola, nos furos, quando nos baldávamos, nos lanches, etc..

às tantas a mãe natureza lembrou-se de a dotar de um belo par de mamas. e o aspecto meio infantil que anteriormente carregava, transformou-se em algo, digamos, bélico! e a minha vontade passou do passar-lhe a mão pelos cabelos e pela cara, segredando-lhe ao ouvido coisas como "não ligues, já passou, pá!", para o "e se a gente se pusesse a enfiar as nossas línguas na boca uns dos outros - sendo eu o "uns" e tu o "outros" - enquanto eu tento apalpar-te esses tetos, assim, por debaixo do soutien?".

mas não, ela continuou a preferir mais a minha faceta de padre e confessor do que a de curtista (gente que se dedica à curtição).

ainda assim, a nossa relação de amizade não saiu beliscada. antes pelo contrário.

um dia, ela decidiu dar uso ao belo corpinho e começou então a curtir com rapazolas.

e fazendo uso da sua amizade, perguntou-me:
- ó jaime, tu consegues explicar-me o que é uma punheta? como é que isso se faz?
- claro que sou! olha, pegas numas postas de bacalhau, retiras as espinhas e desfias o bacalhau à mão, tens depois de o lavar, misturar com azeite.....

dias depois, vim a saber que a miúda era conhecida, nalguns meios, como a "fernanda* broche". e eu fiquei, como devem imaginar, confuso, não é? então mas eu ensino-lhe cozido e ela vai se pôr a fazer guisado? mau, mau, mau.

e das duas uma, ou eu sou péssimo professor ou a tipa afinal é uma leoa na cama.

ficou-lhe a fama, pronto!

* nome fictício, logicamente.

gennaro

há coisas que ditas por uns ganham mais veracidade que ditas por outros. as coisas que este malandro diz, para mim são lei, ponto final.

há coisa de dez anos, dizia-me ele que eu tinha cabelo à dutruel, na altura quiper do barça.



ontem, ao final de tarde, anunciou:
- pára tudo, caralho! já sei quem me fazes lembrar com esse teu ar de agarrado. essa tua barba semeada em dia de vento....
- mau, então, quem é? o nelinho chucha?
- não! foda-se mas porque é que eu não me lembrei antes. tu és o gattuso, pá. é isso, és o gattuso! e olha que isto é um elogio: um gajo com garra, raçudo e tal. um gajo que varre o campo todo.
- seja, zezinho, seja!


lapidar

num post onde se elogia o poder de encaixe frente aos elogios, não devemos fazer muitos elogios (ena tantos elogios).

digamos que é um post.... lapidar, pronto!

quarta-feira, setembro 05, 2007

vítor coroado

já alguém leu o comunicado do vítor pereira sobre o lance do dragão?

(atenção, não estou a falar do lance do golo, esse em abono de verdade deveria punir o guarda-redes do sporting por ter avançado uns passos em direcção da bola, momentos antes dela partir.)

e agora? em que é que ficamos senhor coroado?

nota: o que mais me fode nesta questão (nesta e noutras) é a dualidade de critérios. neste lance, parece que a razão é do clube e não do ésse quê pê (e isso, como devem imaginar acaba por me agradar.) mas entretanto existem tantos mais lances que acabam sempre por beneficiar uns em detrimento de outros. uma coisa é um árbitro não ver se é penalti ou não, se a bola já estava fora ou não, se a bola tinha sido tocada por este ou por aquele ou não, outra coisa é em lances completamente idênticos, um árbitro pensar duma forma e outro doutra. mas afinal eles vão lá aos tais encontros de árbitros e não discutem a coisa? que porra!

terça-feira, setembro 04, 2007

das férias - saudades





caras, caretas e o diabo a sete







animais - lacoste

já não bastava com os domésticos, a miúda também se atreve a fazer festinhas aos selvagens.

é o domínio, caneco!



(ó joana, desculpa lá o mau jeito de te veres metida neste blog aparvalhado)

das férias - rio das pedras



da mesma forma que existe "o burro a olhar para um palácio" também eu assim me sinto quando visito este local estranho. um qualquer geólogo poderá explicar o fenómeno, eu gosto de continuar na ignorância e olhar para isto com estupefacção.

o spot em questão fica na mesma encosta onde está implantada a minha casa, lá na terra da minha mãe, em vila nova do ceira, a uns bons dois quilómetros a montante, seguindo pela estrada que vai do cerejal para a ponte de sótão.

ora já lá para os lados de caselhos, o "revestimento" da serra, feito de eucaliptos e pinheiros, é subitamente interrompido, numa faixa de cerca de 100 metros, por grandes calhaus arredondados, que vão desde o cimo da encosta até quase ao seu sopé.

é pena que neste ano, os calhaus estejam quase tapados pela enorme quantidade de fetos (fóitos, como se pronuncia lá na terra da minha avó beatriz, em janeiro do baixo - janêro de bécho).

mas ainda assim, eu continuo todos os anos a rever este local.

uhhhhh!!! medo!

(gosto)

segunda-feira, setembro 03, 2007

o record...


... faz uma chamada de primeira página para a vitória do clube em leiria. indica que ela foi folgada e que foi conseguida com um golo irregular.

chateia-me este tipo de jornalismo faccioso, eu lembro-me de ter havido pelo menos um fora - num lance entre o tiago e o fuccile - a favor do clube que, em abono da verdade, era a favor do leiria.

por isso, a capa do record deveria ter referido: "um golo e um lançamento de linha lateral irregulares na vitória folgada."

por outro lado, há ali um lance do quaresma que merecia o cartão vermelho (como também já sucedera contra o ésse quê pê). assim, para a coisa ser como deve ser, o título deveria conter as seguintes palavras:
"um golo e um lançamento de linha lateral irregulares, bem como um vermelho a quaresma não assinalado, na vitória folgada."

nota
1) houve também um golo regular que o árbitro, aconselhado pelo bandeirinha, decidiu anular. mas como teresaguilhemente falando "
isso para agora não interessa nada!", fez bem o record não referir esse facto lá capa. até porque assim sendo, depois não haveria lugar para noticiar que o jorge costa está zangado com o domingos. tinha lá algum jeito escrever como chamada de primeira página: um golo e um lançamento de linha lateral irregulares, bem como um vermelho a quaresma e um golo regular não assinalados, na vitória folgada. admiram-se depois que o clube faça blackout a alguns jornais. tadinhos dos jornais...

2) o cê quê pê e as suas vozes falantes ainda não perceberam que perdem toda a autoridade moral em exagerar nas críticas à arbitragem. eu acho - acho não, tenho a certeza - que um inodoro "no lance do dragão o árbitro esteve mal" (porque realmente esteve), era suficiente. mais do que isso obrigará as mesmas pessoas que escrevem os numerosos artigos de opinião sobre as arbitragens dos jogos do éss quê pê, a fazerem o mesmo quando acontecerem casos em contrário. cá estarei para os ler nessa altura.

3) desta vez tenho de defender o paulo "filha da puta do caralho do miúdo que ia lá para o rainha com o pessoal do padre dar grandes bailes de bola à gente" bento no lance do dragão. ele como jogador que foi, sabe que nos cantos os jogadores apertam os tomates ao adversário, que o pessoal que
nos livres directos está a fazer a barreira leva com dedos no cu também dos adversários, etc, etc. e sabe também que há lances que geram dúvidas ao árbitro. aquele corte mascarado de atraso foi um desses lances. por isso, na duvida, como muito bem ele disse, pontapé para a frente! querer dizer com isso que ele desautorizou o seu quiper é o cúmulo da estupidez.

4) entretanto, as palavras, correctas, digo eu, do presidente do ésse quê pê sobre esse lance, são ou não são pressão sobre a arbitragem, assim, mesmo que uma pressão suave? e se forem ditas por pessoas do fê quê pê? aí já são, não é? pois, entendo.

sábado, setembro 01, 2007

descen quê????

depois de passar a manhã a transportar os acumuladores de calar e mais umas trinta pedras pr'áí com uns dez quilos cada lá para a casa nova, faço a salada da ordem, sento-me na sala, ligo a tv e vou fazendo um zappingzinho.

na sic ouço a ágata a contar que tem descendência holandesa, fala nos seus pais, avós, tios...

e eu se já ficava espantado com as coisas daquela senhora - com a música da abelha maia no top dos tops (blhegggg!) - mais alucinado fiquei por saber que
que pelos vistos a senhora pariu os pais, os avós e os tios.

tirem-me deste filme! medo!

vou voltar para os meus móveis e para as minhas chaves de fendas!