terça-feira, abril 17, 2007

hoje no rpm

diz o prof. benfiquista:
- então, há aqui alguém do sporting?
- eu, eu, eu, eu
- ahhhhhh, seus malandros, já nos ultrapassaram.
- yesss, yessss, yessss.
- vá, não se ponham com ideias porque ainda têm de jogar contra nós.
- pois, pois, pois, pois...

e eu fico ali a olhar para estes mangas, a degladiarem-se por um lugar na liga dos campeões, sem mencionarem uma única vez, uma coisa estranha que é, imagine-se, ganhar o campeonato.

eu, realmente, não sou deste campeonato.

que gaita! estou habituado a olhar para a frente, nunca liguei muito ao que vem lá atrás e confesso, ouvir pessoas que mencionam coisas estranhas como "ah eles ainda vão perder pontos", é para mim colírio para os ouvidos (há colírio para os ouvidos, não há? não? é só mesmo para os olhos? oh que porra!). mas esta gente acha mesmo que eles já não perdem pontos?

coisas que não entendo

pessoas que se lembram de ter blogs com música de fundo - já de sim uma coisa breguita - e que se lembram de colocar post de videos - com som, claro.

nunca repararam que não dá para ouvir as duas coisas ao mesmo tempo?

pré-respostas a possiveis comentários: e não, não me venham dizer que se eu clicar duas vezes sobre o clip de filme, que abro uma janela individual e independente do blog. se é para isso, então que colocassem um mero link, certo?

segunda-feira, abril 16, 2007

XXXVIII

a mais pequena deu-me uma prenda de manhã.

depois indignou-se e amuou porque eu não lha devolvi.

está bonito, está!

sábado, abril 14, 2007

factor vip

o nha-nha-nha-nha-nhanha que a minha filha passa agora a vida a dizer, assim como se fosse uma kharma qualquer, é afinal o quê?
dadonde é que a gaja aprendeu aquilo?
está no gene de gaja?
surge-lhes no corpo assim, como os pelos púbicos surgirão daqui a uns anos?

ou simplesmente é o factor vip* em todo o seu esplendor?

*vip: vem incluído no pacote

suzana flag

tenho um hábito parvo (sim, mais um daqueles) que é ter uma adega de livros.

há quem coleccione garrafas de vinho e as guarde numa adega para se irem bebendo numa ou noutra ocasião.

eu uso livros.

há uns 5 anos senti-me, pela única vez na minha vida, um homem rico. não estou a falar de rico homem. nah, estou a falar de carcanhol, argent, mesmo! eu via as pessoas cheias de bago, os fachos portanto, a sairem das noites fnac, com os cestos cheios de dvd's, livros, coisas assim e ficava roído de inveja: ihhh, isso é que é, uns cestos de livros, imagine-se!....

então como disse, há 5 anos, na fnac da barra da tijuca, olhei para aqueles preços, olhei para aqueles autores peguei em 2 (dois) cestos e era só ensacar. pimba, pimba, pimba e pimba. foram as minhas melhores compras de sempre. há dois anos voltei lá e trouxe outra carrada.
trouxe mais de 100 títulos. já reparei que se pudesse, ia à fnac da barra de 3 em 3 anos. é quanto me duram essas cargas.

ruy castro, veríssimo, amado, millôr, gilberto gil, miéle, caetano, mainardi, jabor, nelson motta, drummond, tantos.

e depois guardo-os na cave, na minha adega. e só de lá saem quando me apetece. vou comprando à mesma, coisas de cá e vou também lendo. é o chamado vinho corrente. e quando me dá na veneta, trago então, lá de baixo, uma coisa mais fina. mas as melhores garrafas vão ficando, ali, ao pó, a ganhar patine.

não fico descansado se não for renovando a reserva. e perturba-me quando a coisa começa a escassear.

estive há pouco a olhar para a adega, ando com vontade de mandar abaixo umas pingas porreiras. agora estou a ler o porno política do arnaldo jabor

ó anónimo do livro, juro, és um querido e fico todo babado com as deferências que me vais apresentando. mas tenta um dia ler este gajo e logo perceberás porque é que eu tenho, e sempre terei, um pudor infinito em ter coisas minhas publicadas num livro. ainda por cima num livro. credo!

e o último do nelsinho motta.

há dias acabei o porn star do nick hornby: triplamente h-i-l-a-r-i-a-n-t-e. conta a história duma mãe que descobre que o filho é uma estrela porno e que tem um margalho daqueles de meio quilo. repito.
h-i-l-a-r-i-a-n-t-e.

no entanto, os meus barcas velhas, são aquelas coisas inatingiveis e inatacáveis do nelson rodrigues.
meus amigos, simplesmente o melhor cronista do mundo e de sempre.

amen!

declaro...

... que não sei o que o meu futuro como pai me reserva.

sei, contudo, que irei preservar a minha memória quotidiana:

- filha, dê lá por onde isto der, minha querida, relembra-te sempre destes nomes: pedro santana lopes, manuel monteiro, odete santos, octávio machado, antónio guterres e humberto bernardo. memorizaste? ok. Então quando vires estas pessoas em cima dum palanque, não hesites, finge que vais pôr moedas no parquímetro e foge para um bunker qualquer.

blood diamond

vi há pouco.

achei, digamos, vá lá, pesadote!

sexta-feira, abril 13, 2007

sexo

ligo à minha irmã. hoje é um bebé de 42 anos. muitos beijinhos, muitos parabéns, muita saudade.

recordamos que fez ontem 30 ou 31 anos que eu caí duma altura de cinco metros e meio e não parti nada (mas houve peças que ficaram desconjuntadas), conversamos sobre coisas da vida e às tantas ela diz-me:

- queres ouvir uma da tua sócia?
- quero, diz.
- pergunta-me ela ontem: ó mãe, quando eu tiver aulas de educação sexual deixas-me fazer sexo?
- e tu? pergunto eu, enquanto dou uma gargalhada que se ouviu no bugio.
- ó pá, fiquei à rasca. sei lá o que se diz nestas situações. ó pá, fingi que não tinha ouvido.
- e ela?
- ela vira-se para mim e insiste: ó mãe, estás a ouvir o que eu te estou a dizer ou não?
- e tu?
- ó pá eu lá lhe disse que ela ainda só tem 9 anos e que essas coisas são só para os crescidos. só que a gaja ficou em broa: - ó mãe mas a sandra pediu à mãe e a mãe disse que ela podia!

e olho para a minha filha, vejo que é da mesma laia da prima e penso: estou fodido!

pápi

a coisa até estava a correr bem. estava muito carinhosa, desceu as escadas com calma, sempre na brincadeira, assim a meter-se comigo e com a mãe.

sentou-se no meu carro sem refilar, beijou milhares de vezes a mãe, pediu para voltar a beijar a testa maternal
quando já tinhamos arrancado com o carro

porta bem, mãejinha!

mas foi uns metros à frente que o pânico se lhe instalou:
- onde está o meu bebé, pai?
- ó filha, ficou em casa.
- em casa? tadinho. quero o meu bebé joão, pai.
- bebé joão?
- sim, o meu bebé joão.

e o carro continuava o seu caminho para a escola

- mas eu quero o meeeeeeeeeu bebéeeeeeeeeeeeeeeeeee joãoooooooooooooooo!
- ó filha, não pode ser.
- eu queroooooooooooooooooooooooooo!
- filha, n
ão dá!!!!!!!!!!
- então quero um beijinho da mãe.
- ó filha....


e mudo de rota para tentar apanhar a mãe. meto duas abaixo, ela continua num berreiro danado já com baba espalhada no tá-bliê, procuro, procuro e nada, não encontro já o carro da mãe.

- não encontro a mãe. a mãe já deve estar na parede. vamos para a escola.
-
quero um beijinho da mãe. quero o meu bebé joãooooooooooooo!
- ó filha, NÃO DÁ!

e quando aquilo já parecia o nova iorque fora de horas, paro carro já em transe, abro a porta num descampado, saio, fecho a porta, deixo-a a berrar e a espalhar baba ao estilo mangueira louca pelos vidros e grito:
- FOOOODAAAAAAAAAAA-SEEEEEEE!
e entro novamente mais calmo.

- filha, vamos para a escola.
- nãoooooooo!

e ao passarmos pela loja da avó:
- quero um beijinhoooooo d'ávóoooooooo!
- ó filhaaaa.....

volto para trás, paro em frente à loja. a avó sai, beija-a. a miúda está desaustinada, vermelhíssima, com a cara toda molhada.

- ó vó, eu quero o meu bebéeeeeee!

arranco para a escola. ela contorce-se na cadeira, eu tento agarrá-la e desisto:
- filha, pára. vamos a casa buscar o teu filho. o teu bebé bijou. (digo um quesafoda! muito baixinho)
- não é bijou. é bebé joão.

chegamos a casa. deixo-a no carro, tranco o carro, largo o carro. subo, pego no boneco, desço, abro o carro, ela sorri, abre os braços, dou-lhe o boneco e ela abraça-o duma forma tão ternurenta, tão ternurenta, mas tão ternurenta mesmo. mesmo ternurenta, estão a ver?
- pronto bebé, não chores. a mamã está aqui.

e eu fiquei sem jeito. fiquei a pensar que aquilo era real, catano!
eu estava a tirar um filho à minha filha. eu estava a prejudicar o meu neto, porra.

valeu a pena, pronto. e a miúda ficou contente outra vez.

é claro que ainda tive de a ajudar a vestir o casaquinho amarelo, tive de a ajudar a colocar um imaginário baton para o cieiro, dei-lhe beijinhos na cabeça plástica.....

pê bê cê

da mesma forma que há pessoas que vão para os ginásios, para a sauna, para os ringues de boxe descarregar o stress e os entalanços da vida, eu sugiro que devia também ser permitido ir para os hospitais particulares, com um pau...

não, esperem, isso depois fazia uns dói-dói muito grandes

... com um tubo pvc das cablagens eléctricas, assim com uns 4 centímetros de diâmetro, para arrear porrada nas pessoas que vão para lá armar-se aos cucos.



ontem, cuf infante santo, durante a tarde, chega uma tia toda de branco, bota alta por fora das calças, anca "corporación dermostetica", com aquele cu valente de quem ainda levava umas palmadas e não só... bom, adiante... a gaja chega e pede para ser atendida:
- ah e tal e já tenho consulta marcada e tal.

e as meninas:
- pois, mas é necessário tirar senha.
- senha? ouça (adoro os ouça das tias, é quase um osa), mas eu tenho consulta marcada.
- muito bem, mas precisa de dar entrada. isto é rápido.
- ai, mas isto é uma insolência (insolência também gosto. lembra-me o trinitá o cóbói insolente). a menina pensa que isto é algum hospital público? pensa? ouça, se a sua ideia é mandar-me para santa maria, eu vou. o dótôr que me atenda lá.
- pois, minha senhora, assim não posso fazer nada.

nesta altura já eu andava de cadeira em cadeira, a recolher e a enrolar uns restos de jornais, para lhe foder os cornos.

- minha menina, exijo fazer um telefonema!
- se a senhora quiser, vai ali à recepção principal e faz então a sua ligação.

entretanto, eu, que estava um número atrás dela, sou atendido. a demora, a famosa demora, o preciosíssimo tempo que a tiazorra iria gastar, foi de 3 minutos e 43 segundos. eu sei precisar o valor porque normalmente demoro 2 minutos e 28 segundos a mijar. ora, como me deu a maluca e lavei as mãos e a boca - cheirava a salmão e outros pratos culinários - sei que rondou pouco mais que os 3 minutos e meio.

a senhora lá vem da recepção a abanar o cagueiro
pelos vistos a cunha funcionou
senta-se ao meu lado - cheirava a paris do ysl - e desabafa comigo e com uma amiga:

- imagine-se, tirar senha na cuf? como se fosse possivel.

eu olho para o rolo dos jornais, olho para ela, olho novamente para os jornais, calibro a pontaria, respiro fundo, inspiro, sustenho a respiração....

e sou chamado para ir à consulta.

quando saí, ainda a procurei mas já não a vi mais.

mas continuo a achar: um tubo de pvc é que era.

quarta-feira, abril 11, 2007

casaquito

há pouco fui aos correios e levei o meu casaquito de malha sobre os ombros. nunca tinha feito isso: andar com um casaquito pelos ombros.

senti-me homem, adulto, crescido, grande, homenzinho,
desconfortável, foleiro!

daqui a dias
vou fazer 38 anos. a partir de que idade podemos usar casacos pelos ombros?

e a pochete debaixo do braço direito?

duas vezes por ano

- estás queimadinho!
- eh pá, fui ontem ao abano!
- ao guincho? porra! e o vento, pá?
- nada disso, calmíssimo. nem uma brisa.

quem conhece o guincho sabe que há dois dias (repito, dois dias) por ano em que o guincho não tem vento. é um mistério mas é verdade. o problema é que nunca sabemos quais serão esses dias. é a vida.

ontem:
- cuca, deixa lá a bela e o monstro. vem para a mesa jantar.
ela, 3 segundos depois, veio.
olho para a minha mulher, ela olha para mim, olhamos para a miúda e continuamos parvos.
ela senta-se, desata a comer sozinha, sem ajuda. brinca connosco, anuncia que não se deve levar as facas à boca
- é muito pigojzo, mãezita
fazemos tchim-tchim
- pai, segura no copo com as duas mãos, pa não cair, tá bem?
fazemos concursos de amor
- eu gosto do pai e da mãe.
- ah, eu gosto da mãe e da cuca
- ah, eu gosto do pai e da cuca.
- não, eu é que gosto do pai e da mãe.

depois diz frases estranhas como sejam:
- quero comer mais.
- tenho fome

voltamos a olhar um para o outro meio - qual meio qual carapuça, completamente - aparvalhados.
perguntamos-lhe se quer comer fruta. ela diz que sim.
não resistimos à sua sugestão de comer a fruta na sala a ver a bela.

voltamos a olhar um para o outro, ficamos contentes e depois ficamos tristes: como com o vento no guincho, também nós, este ano, vamos ter só mais outro dia assim: perfeito!

já só temos mais um crédito.

outra vez o sócrates

um amigo que não sabe fazer meninas - aquele abraço, irmão - teve a bondade de me enviar este link que vai ter a um pdf com algumas questões relacionadas com o caso lá da licenciatura do sócrates. dali surgem mais algumas dúvidas que se instalaram na minha cabeça:

- reparo para já que o gajo é de alijó. logo eu que pensava que ele era lá da cova da beira. então ele é transmontano e ninguém ainda tinha desconfiado dele?

- o gajo termina o curso em meados da década de 90 - mais ou menos na mesma altura em que eu não-acabava o meu e nunca o encontrei em nenhuma roulotte de bifanas - para onde íamos acalmar a fome a meio da noite - nem nas docas ou na 24 de julho a aturar colegas bêbedas. onde é que ele andava nessa altura?

- um gajo que me tira 12 a circulação e tráfego, uma das cadeiras mais cu de se fazer que eu conheço, merece o quê, afinal? doze? ó zé, ninguém tira 12 a ct, pá! sacar 11 a computação e análise de sistemas, eu aceito. deves ter marrado para a frequência, depois ainda conseguiste copiar lá no exame. pronto, lá te deram o 11, tudo bem. por outro lado, quem tira 15 a ordenamento do território - uma cadeira que funciona muito à base de trabalhos de grupo - já indicia que andavas a dar umas retanchadas a alguma das tuas coleguinhas, não? desculpa se te ofendi. mas eu também andei na faculdade, pá. estas coisas acontecem.

- o nome da tua terra é sintomático do que estás agora a passar. isto é uma valente maçada, não é? mas quem te manda a ti nascer precisamente em vilar de maçada, pá?

zézinho, estou contigo. não respondas a perguntas dos gajos. eles que se fodam. eles que fundem uma universidade e façam o mesmo que tu.

já agora:

- havia mesmo necessidade de teres posto a malta a pagar 10 estádios de futebol?
- não consegues pôr a malta a pagar umas maternidades em vez das senhoras andarem a parir em ábulâncias - sô chofé, por favor, ponhó pé no ac'larador, se chocá não faz má, vamos todos póspitáaaaaaaal?
- há assim tanta necessidade de irmos pagar a ota?
- há assim tanta necessidade de termos um tgv?
- é ou não verdade que andas dar a boca a resmas de papel, lá do teu gabinete, para utilizares na tua impressora de casa?

melhor do mundo em fintas

o cristiano ronaldo é o melhor jogador do mundo. não há duvidas rigorosamente nenhumas.

mas desculpem-me esta minha opinião: é o "melhor jogador do mundo" mais irritante que eu me lembro de ter visto jogar. um gajo bom, mas sem classe rigorosamente nenhuma.

não consigo conceber um "melhor jogador do mundo" sem classe. desculpem-me mas não consigo. e eu acho que desde o romário que não víamos uma coisa assim.

lembram-se do figo com a idade que o ronaldo tem agora? não tem nada a ver, pois não?

não pensem muito. não tem, ponto final!

ó dótorzinho, há azari?

assusta-me a polémica da licenciatura do zé sócrates.

não, eu estou-me realmente cagando se ele é engenheiro, se é doutor ou se é só o gajo que dá umas cambalhotas com a fernanda. o que francamente me preocupa é o hype que se gerou à volta disto.

por isso quero aqui confessar o seguinte:

- volta e meia recebo alguns telefonemas profissionais. muitas das pessoas que estão do outro lado do fio telefónico tratam-me por doutor. eu bem as tento convencer que não, que não tenho estudos para isso. outras pessoas insistem muito. demasiado até. e às tantas eu já não sei o que dizer.

- em tempos, num putyclub, uma senhora alternadeira - não não era a carolina, recordo-me que as mamas desta eram maiores - teve a feliz ideia de me roçar meia teta na minha fronte - assim, mesmo aqui ao lado da sobrancelha, estão a ver? - e disse: - ó doutor, não me quer pagar um champanhe?
não quis ser antipático. gaita, afinal custa-me ser arrogante ou bruto com pessoas que me roçam o marmelo na cabeça. na altura disse-lhe que não pagava nada - curiosamente estava com uma gripe descomunal. no entanto, não lhe cheguei a dizer que não era doutor. irei ter, por isso, a máfia do sampayo e do passerelle atrás de mim?

- no meu quinto ano da faculdade, certa noite, fomos todos para o havana. um dos meus colegas de turma foi ter com uma caloira que tinha umas pernas que pareciam chupa-chupas - dos bons, ok? - e disse-lhe que eu era professor de desenvolvimento urbano em meio rural, uma das nossa cadeiras do quarto ano. no meio de salsas e merengues, quer ele quer ela, passaram a noite a tratar-me por professor. ela, simpática,
talvez convencida que eu lhe daria um ânimo extra se a levasse à oral, pagou-me um copo. três dias depois, viu-me sair do bar com a minha reles tese de final de curso debaixo do braço. não me dirigiu mais a palavra. julgo que ficou esclarecida. no entanto, pergunto: será que ainda julga que sou mesmo professor doutor?

- um antigo professor da faculdade, um gajo 5 estrelas com quem partilhei umas desgarradas e uns fadunchos em alfama (há fotos do evento), encontrou-me uma vez numa palestra do arqº nuno portas que aconteceu na sede da caixa geral de depósitos. eu estava mijar, o cabrão veio por trás e espeta-me um pontapé na peida que me ia partindo o cóccix. eu viro-me e grito:
- foooooda-se!
ele ri-se e diz:
- seu doutor do caralho, é aí é que se mija?
apesar de eu estar a mijar no local certo - um urinol - as pessoas que também se encontravam na casa de banho olharam para mim com um ar desconfiado. terá sido porque sabiam que eu não era doutor?

por estas e por outras, meus amigos, eu quero aqui deixar exarado em acta o seguinte:
- eu não sou doutor. andei na faculdade, é certo. tive a pressão de meia turma que me queriam fazer, eles próprios, a tese final. mas não, nunca acabei o curso.
- também não sou
arquitecto e muito menos engenheiro (credo!).
- por isso, não. antes que haja por aí boatos que denigram a minha imagem de "não-doutor", meus amigos: doutor, não!

terça-feira, abril 10, 2007

ai porra, que saudades




Crazy rhythm, here's the doorway
I'll go my way, you'll go your way
Crazy rhythm, from now on we're through.
Here is where we have a showdown
I'm too high-hat, you're too low-down
Crazy rhythm, here's goodbye to you!
They say that when a high-brow meets a low-brow
Walking along Broadway
Soon the high-brow
He has no brow
Ain't it a shame?
And you're to blame
What's the use of prohibition?
You produce the same condition
Crazy rhythm, I've gone crazy too

segunda-feira, abril 09, 2007

creizi ridam



pedro, companheiro, aos poucos eu chego lá. mais um bocadinho e eu consigo fazer aqui referência aos tais cinco filmes que eu mais gosto.

esta é das minha cenas de cinema favoritas de sempre.

porquê?

bom, pra já porque faz parte do cotton club, filme que vi em março de 1986, inspirado pela minha professora guidinha de história de arte

é incrivel a estranha influência que certas pessoas, mulheres neste caso, têm sobre nós. eu nunca apostaria que esta professora fosse influenciar-me tanto como acabou por fazê-lo. acreditem, ainda voltarei a fazer referência a ela neste blog. coitada, merecia um melhor local e um melhor aluno para exercer estas homenagens

e acompanhado por uma miúda por quem me apaixonei - ela, esperta, trocou-me por uma amiga. é a vida! - entrámos quarteto dentro para ver este filme.

depois, como disse, porque o vi na companhia dela.

e ainda, porque tem a diane lane, a art deco, a art nouveau, o gregory hines e o seu irmão maurice.

maurice afasta-se do cotton club porque o irmão se lembrou de o atraiçoar e destruir a dupla que ambos formavam naquele local nocturno. tempos mais tarde, gregory, uma estrela lá do cotton, vai até ao club onde actua o irmão e é desafiado pelo laurence fishburne para fazerem um dueto.

e não é que se lembram de dançar o crazy rhythm? pois, logo o crazy rhythm que faz parte do disco jazz do tony bennett - disco que um dia merecerá um post meu.

e o resto é história: às tantas os dois cruzam o olhar e desatam a perdoar-se um ao outro. o momento em que eles param e se olham nos olhos, aquela sucessão daqueles três beijos finais e os i love you susurrados são a cereja no topo do bolo.

uma cena perfeita dum filme perfeito.

aproveito também para trazer aqui o mestre a homenagear o super mestre: gregory e sammy. actuaram ambos no taps, um filme que vale por duas cenas de sapateado - porra, como eu amo sapateado - e rigorosamente mais nada.



isto é para ver até ao fim. porque é no fim que se vê como estes cabrões são, também eles, seres superiores.

respeito!

nem queiram saber o tempo que eu esperei que estes dois clips aparecessem no iu tube e conseguir fazer este post.

ca quê?

e no melhor pano...

eu não sei se é culpa do autor, se é culpa do revisor, se é culpa minha. não sei, confesso. mas a crónica de sexta-feira do mst no expresso continha a palavra "carácteres". e meus amigos isto não existe.

o singular é carácter e o plural é caracteres.

e que não haja confusões: aquelas coisas das tipografias, o aspecto, a especificidade própria de cada indivíduo, isto é tudo um carácter. entendido? não é carácter para uma coisa e carácteres para outra coisa.

não. eu repito. é simples: singular carácter, plural caracteres.

ó bic laranja (ou outra pessoa qualquer), valida-me aqui esta informação que eu não quero fazer figura de burro. fazes isso, sócio?

mst

à minha volta, há duas ou três pessoas que compram o expresso. contaminado, pego naquilo, folheio, folheio, folheio - é muita folha, não é? - e continuo a achar que não existe expresso nenhum.

existe é uma crónica do miguel sousa tavares - que falta que o pai dele faz por aqui - embrulhado nuns dvd's e numas folhas de jornal a que chamam expresso.

há duvidas?

chocalhada

a frase da páscoa ouvi-a durante a chocalhada de castelo de vide:

- olha o padre melícias, olha!
- ah pois, é! e que belo chocalho que ele traz!
- sim, senhor.