segunda-feira, outubro 30, 2006

em comunicado...

O comunicado do meu clube sobre o katsouranis e os cartões do benfica é, no mínimo, risível. (isto para não dizer que é ridículo).

Eu lembro aos comunicantes dois ou três nomes: Rodolfo, André, Paulinho Santos, Celso, Fernando Couto, Tiago (querem que continue?)...

(já a cena do Veiga é outra louça. acho que ele, o vieira e o pc, estão bem uns para os outros. eles que são brancos que se entendam)

É público e notório

Quanto mais próximo estou da minha filha, mais próximo me sinto da sua mãe.

Táctil

(isto é por causa de alguns post que por aí há, armados em "não me toques").

Algumas pessoas dizem-me que sou muito físico; outro disse-me que eu sou um amigo de abraço (com uma conotação diferente); uma ex-namorada psicóloga, armada aos cucos com termos técnicos (não é nada, pá. estou a brincar, ok?) dizia que eu era muito táctil. Eu volta e meia leio p'ráí umas coisas sobre o contacto físico no cumprimento entre as pessoas.... bom não quero fazer polémica.

O que eu sei é que de onde menos se espera, é mesmo daí que não vem nada de jeito. Mas nem sempre é assim. No sábado, no jornal Sol (um dia falarei sobre este pasquim) o Nuno Morais Sarmento, uma pessoa que teve como maior virtude, ter dado uns beijos valentes na Paloma Ferraz (oh, que inveja, pá!), lembrou-se de dizer o seguinte:

Isso é algo que África nos ensina (a ser uma pessoa de toque). Lá as pessoas tocam-se de forma espontânea. Na Europa o toque físico é asociado a erotismo e a pecado. Fomos educados para não tocar.

(sobre os africanos) São mais verdadeiros, menos condicionados, menos formatados. São mais pessoas nesse sentido. Mais genuínos. Cada adulto é muito uma criança em muitos aspectos. Têm um lado de desarticulação ma, ao mesmo tempo, um outro de autenticidade e de pureza que nós não sabemos valorizar.

(sobre o facto de tocar no outro para conhecer) É tão decisivo como falar ou ver. O toque faz parte da nossa relação com os outros. Somos em primeiro lugar uma recolha de sensações.

E eu pronto, tenho de tirar o chapéu ao senhor. E claro, concluí também que sou um "animal africano".

domingo, outubro 29, 2006

pinócadas

- apesar de estar a ganhar, o meu clube começa logo a perder, a meio da primeira parte, com a lesão do anderson. bem sei que não foi com maldade, mas a verdade é que um gajo que lesiona o anderson merece, no mínimo, que lhe cortem um tomate. sacrilégio.

- o quaresma fez um golo do caralho! foda-se, golo do caneco.

- o cabrão do grego fez um golo como eu gosto, ali na entrada da pequena área, de cachola. golaço.

- o segundo golo do benfica é uma jogada tremenda. já repararam quantos toques seguidos dão os jogadores do benfica antes da bola entrar na área?

- já começa a ser altura de eu me penitenciar em relação ao que disse sobre o hélder postiga. não digo pelo ricardo rocha que é o central mediano. mas um avançado que faz do luisão o que o postiga fez, merece o meu respeito.

- da mesma forma que o sporting ontem, o benfica não pode sofrer golos assim, depois dos 90 minutos. e não se esqueçam que a equipa dos miúdos em portugal não é a do sporting nem é a do casa pia. é mesmo a do porto. tolero algumas infantilidades, mas tenho de aplaudir de pé as fintas daquela canalhada.

- o jogo acabou sem casos (aparentes) e isso foi muito muito bom. já agora, digam-me uma coisa, só o porto é que pode tolerar jogar com equipas de lisboa com árbitros lisboetas? e se houvesse casos, podíamos nos armar em espertalhões e dizer que a culpa foi dos árbitros alfacinhas? nah, não me venham com merdas a dizer que o lucílio é de setúbal. é tanto de setúbal como eu sou da lourinhã, que também é do distrito de lisboa.

sexta-feira, outubro 27, 2006

pai, quê?

môor, chamaram-me "pai dedicado".

tu não te importas de ir lá ao teu cantinho, explicar que isto não é nada assim como eu conto? é que se eu contar aqui, ninguém acredita.

pode ser?

olha, até já me passou pela cabeça ir filmar isto e tudo!

agora não é que me viu a comer maçã e pediu-me um bocadinho?

(eu até já fui ver nos vasos das plantas, se ela tinha para lá mandado a comida e tudo. será que escondeu debaixo do sofá?)

tenho medo que me peça um bushmills para rebater.

em casa doentinha (doentinha, o caralh....!)

môor, a minha alma está parva, a gaja mamou um bife de peru INTEIRINHO. e olha que era dos grandes. com arroz e tudo.

o segredo? nada de especial: ficou na sala a ver o rei leão II. acho que aquilo é um dramalhão e pêras. ela fica cheia de medo e com pena lá duns leões e tal. volta e meia chamava-me e dizia que havia um lá do filme era mau e que precisava de tau-tau. ai, ai, ai ai, leão!

eu, ia e vinha, entre a cozinha e a sala, de copo de vinho numa mão (sim, nunca o larguei) e a colher com o peru e o arroz na outra e aquilo lá marchava.

repito, estou parvo!

Babilónia

o Lobo Antunes está aí de novo. está aí também alguém com uma prenda de natal resolvida (isto apesar de eu insistir que não quero nem dou prendas. já desisti de insistir).

e pronto, já sei que me vou aborrecer porque não vou conseguir atinar com o raio do livro.
e sei que me vou gratificar, porque lá no meio dumas boas centenas de páginas, virá aquela(s) frase que nos vai deixar de lágrima na venta, que nos faz pôr as mãozinhas na cabecita e dizer "rendo-me, antónio. és o maior".

porque é mesmo, entenda-se!

gostos

na sala, ela com o rei leão II.
na cozinha, eu com o stop making sense dos talking heads.

(isto já parece um post dos teus - ai xana, que afinal não te posso linkar. já me esquecia - pá!)

(estou a amaricar, não há dúvidas)

pinga

começa num berreiro dos valentes, só porque não lhe deixo beber do meu copo de vinho. chora, baba-se, arrasta-se pelo chão. tento manter a calma: abraço-a, levanto-a, digo-lhe que aquilo faz mal às meninas pequeninas.

não resulta.

tento manter a minha sanidade mental. mas ainda assim, deixo-a saborear aquilo: molho o meu indicador e digo-lhe para o chupar.

faz um arrepio que lhe atravessa a espinha, do rabiosque à nuca e grita: num quero!!!!

eu olho para a garrafa e reparo que é um monsaraz de 2005 (uma coisa calminha, assim baratucha). desconfio que prefere os vinhos lá de cima. é das minhas, não há que estranhar.

será que lhe devia ter dado antes dum foral de 2000 que tenho ali guardado para uma próxima bacalhauzada?

tadinha da elsita

a elsa lixou-me a honra. tinha previsto que ela arranjaria outro dali a 3 semanas e afinal passaram apenas 2.

é a única coisa que lhe tenho a apontar. não tenho coragem nem coerência para a criticar sobre seja lá o que for. até porque tenho de olhar para o meu próprio exemplo:

eu namorava a cláudia. era uma tipa bestial, moreníssima, nascida no Zaire, de mãe brasileira e pai português. era, portanto, um animal africano. e dava uns beijos bestiais.

por essa mesma altura, a cristina e a paula, decidiram então pôr-me entre a espada e a parede: queres namorar connosco?

porra, fiquei mesmo between a rock and a hard place como dizem os bifes. mas não se diz não a duas mulheres. e aceitei, claro.

o mais inquietante é que eu gostava mesmo era da gabriela e da cotrim. da geninha já não gostava tanto, é certo, mas também era gira.

o pior de tudo (e é aqui que encontro similaridades com a nossa elsinha) é que eu acabei por ficar sem nenhuma.

tinha na altura (e aqui volto a encontrar similaridade com a elsinha) 9 anos, mas não me drogava. ou já? olha, não me lembro. mas lá que o leite da escola nos dava uma pica extra, isso dava.

doente em casa

acorda ao meu lado e põe-se a fazer perguntas sobre a mãe:

- papai (assim mesmo à brasileira) onde está a mãe?
- ó filha, já foi trabalhar?
- não, não, está escondida aí na cama. mãeeeeeee!
(nestas duas noites tem dormido no nosso quarto. destapo-lhe a minha cama e mostro-lhe)
- vês filha, não está cá, foi mesmo trabalhar.
- foi trabalhar? porquê?
- então, porque o pai é um chulo de primeira e então é a mãe que tem de ganhar dinheiro cá para a casa. para comermos, para lavarmos os dentes, para tomarmos banhinho..

.... (silêncio)

- eu acho é que a mãe está na casa de banho. mãeeeeeeeeeeee.
- não está nada, filha. ó meu amor, foi mesmo trabalhar.
- não, a mãe está a fazer cocó. mãeeeeeee, limpa bem o rabo. ai, ai, ai ai.

quarta-feira, outubro 25, 2006

a máiór

não sei se é só quando quer, se é só quando lhe dá na real gana. o que sei é que de vez em quando ela lembra-se de nos avisar que é mesmo a máiór cá dos blogs.

e gosta de leitão.

terça-feira, outubro 24, 2006

das férias - mapamente domesticada

sabem aquele livro "porque é que as mulheres não conseguem ler mapas e os homens não sabem ouvir?", pois a primeira parte do título é inteiramente verdade.

eu já desisti de dar indicações de moradas a mulheres (cariño, tu não és mulher, tu és arquitecta, é diferente, ok?). já desisti, pronto.

porque são, neste campo, francamente - perdoem-me as expressões - burras e anhucas. a gente até espera que elas percebam que não é preciso arranjar uma espécie de plano de saídas de emergência - como há nos estabelecimentos e edifícios públicos, cheio de setas fluorescentes e tal - para ir duma terra a outra. mas não, parece que precisam mesmo. depois como não conseguem ligar a cara com o nome, ou seja o mapa com a estrada onde se encontram, dá nisto: desistem e tocam a perguntar à primeira pessoa que encontram na esquina (virtude esta que as destingue positivamente de nós)

após mais de 5 anos de convívio diário com a minha mulher, aconteceu nesta última viagem uma coisa muito estranha. tinha-me enganado e entrei para uma auto-estrada que não era a que eu pretendia seguir. quando senão, deparo com a minha mulher ali ao meu lado, no lugar do morto (salvo seja!), a seguir a nossa rota com um livro da michelin ao colo.

e houve como que um alelulia quando a ouvi pronunciar as seguintes palavrinhas: "olha que se continuares em frente e seguires por plasencia não são tantos quilómetros como por trujillo. por isso, não vejo necessidade de dares meia volta, podes seguir em frente! além disso, dá ideia de a auto-estrada já estar concluída até cáceres."

ah mulher dum catano! ia-me espetando e tudo. eu até acho que me vieram as lágrimas aos olhos. saquei-lhe os mapas da mão, fiz as contas assim num repente, vi que ela tinha razão, olhei para o céu e disse em voz baixa: obrigado senhor, obrigado.

por outro lado fiquei com medo: será que estas novas qualidades estão a masculinizá-la? como é que se chama o fernando delas?

mau...

inginheiro!

ao que parece, o fernando santos teceu alguns comentários sobre a expulsão do miccoli ter acontecido na véspera do jogo com o meu clube. ao que parece, não se admirou muito que isso tivesse sucedido. ao que parece, ele acha que houve maquinações por detrás. ao que parece, aquilo já é hábito lá para os lados do dragão.

não duvido do senhor. afinal ele viveu as coisas por dentro. deve saber do que fala.

o que me aborrece é que mesmo com as supostas ajudas dos árbitros, houve dois campeonatos que ele deixou fugir, um deles de forma ridícula. ou estaria a fazer referência aquela arbitragem no campomaiorense-porto?

será ele assim tão bom treinador? perguntem aos sportinguistas qual deles perferem: o peseiro o bolöni ou o fernando santos?

das férias - valium



nestas férias, caguei para os complexos e os tiques de pai moderno, puxei pelos galões de pai descansado e comprei um "cala-filha": é simples, a gente liga aquilo e ela cala-se. aguenta sem problemas 4 horas seguidas sem piar.

um mimo.

segunda-feira, outubro 23, 2006

das férias - espanha

eu quando era miúdo tinha uma pequena aversão por espanha. ou porque nos estavam quase sempre a ganhar no hóquei, ou porque nos ganhavam no futebol, ou porque havia fórmula 1 em jarama e aqui não, ou até porque o nosso ensino decidiu que os maus na história do nosso país eram os castelhanos e os árabes.

este último ponto foi, talvez, o último a ser rebatido. primeiro, pelos relatos das viagens que o meu amigo padre albino me fez e segundo, pela experiência de vida que um meu outro amigo, poeta e ex-sogro, adalberto alves, me transmitiu durantes os dois anos em que andei enamorado pela sua filha.

já palmilhei uns milhares de quilómetros por espanha e aprendi a gostar deste país. é certo que preferia andar por outras nações, mas a proximidade, o facto de ser mais caro ir para mais longe, a língua, etc, acabam por beneficiar os passeios que já por ali fiz.

e gosto. aliás gosto muito. não só pelo gesto de ir, de partir, da satisfação da concretização de certas rotas conforme tinha previamente idealizado, mas também pelo que já aprendi, pelo que já descobri em lugares onde menos esperava:

- elx. um oásis. é a palavra que melhor define aquele lugar. se forem no pino do verão, assim com 45 graus (sem exagero) ou coisa parecida, hão de entender o que estou a dizer.

- san sebastian. charme. uma cidade de charme. e de comida. da boa.

- cuenca. fantástico. um "casco antigo" irrepreensível.

- toledo. puta de catedral. coisa mais impressionante, cum caneco! e uma descrição do enterro do conde de orgaz do el greco que me deixou de boca aberta. são histórias assim que nos fazem gostar de alguma pintura. minha querida, não decorei o teu nome, mas ainda assim, obrigado.

- salamanca. principalmente (mas não só) pelo museu de arte nova. de babar por mais.

- bermeo, mundaka e mais um porradão de pequenas terras que ficam entre san sebastian e bilbao.

- orduña. nas imediações de bilbao. um segredo. um vale onde estive a 5 metros de águias em pleno vôo. arrepiante.

- fuente dé. nos picos da europa.

- granada. alhambra e não digo mais nada.

- córdoba. e também não digo mais nada.

não me refiro a barcelona porque não gosto de tocar no sagrado. entendidos?

runaway

então os jamiroquai têm um novo single e ninguém me avisava? ai o caralhinho...

canjinha

a minha sogra entregou-me umas caixinhas com canja para dar à minha filha. surripiei-lhe um bom bocado e comi os miúdos todos. espera-me o inferno?

das férias - ser do Norte

preliminares:

- eu sou de lisboa, sou alfacinha retinto, roxo mesmo. sou da picheleira, do bairro velho, da zona do 30 (nem sequer sei se ainda é o 30). cresci ali, tenho orgulho das minhas raízes, sou bairrista e amo a minha cidade;

- não há nenhuma parte do país onde me tivesse sentido, digamos, mais "desconfortável"; passo muito tempo no norte alentejano e gosto muito daquilo, passo muito tempo na zona de góis/lousã/arganil e gosto muuuuito daquilo, sou feliz quando vou a coimbra, o oeste enche-me as medidas, há qualquer coisa em évora que me deixa muito bem, etc

- na terra da minha mãe, em vila nova do ceira, sou muito bem tratado e tenho muitos amigos. amigos do peito, amigos da náite, amigos que já me puseram a mão na testa para me ajudar a chamar o greg. gente rija. gente à maneiruncha!

acção:

a terra do meu pai é em trás-os-montes, mais propriamente em guide (lê-se güide), uma aldeia com cerca de 75 fogos, pertinho do rio tuela. é a terra que inspirou o nome deste blog.

durante a primeira metade da minha vida ia lá todos os anos em agosto. era uma coisa em grande, palmilhávamos mais de 600 quiilómetros com o velhinho carocha sempre carregadíssimo, o que dava, mais coisa menos coisa, aí umas 13 ou mais horas de viagem. passava lá um mês inteirinho com horários e actividades que para mim, chavalo urbano, faziam daquilo um paraíso do caraças: saía de manhã e só chegava a casa à noite. porque aquilo era (é) uma aldeia e porque toda a gente se conhece, nunca houve da parte dos meus pais qualquer preocupação com o facto de não saberem onde eu estava durante aquela ausência: ou tinha almoçado em casa deste ou tinha comido uma malga de caldo verde em casa daquele ou tinha comido um mata-bicho em casa daqueloutro. outros tempos.

quis o destino que tivesse passado 21(!) longos anos sem voltar a trás-os-montes. por isso, quando no mês passado ia pela auto-estrada e, por volta de lamego, quando nos aproximamos de peso da régua, estava a entrar naquela provincia, senti que havia daquela terra um "apelo" qualquer, como que se daquele rio douro e as terras que o margeam houvesse algo magnético que me puxasse para aqueles montes. gostei e senti-me bem! senti-me a última peça dum puzzle quando esta é colocada e descobre-se o desenho completo. foi quando percebi que afinal eu sou dali. dali, daquele território, daquelas gentes.

voltar a rever aqueles rostos, aquelas casas, aqueles lugares foi indescritivel. foi como que voltar a pôr nomes nas fotografias da minha história.

o rio, porra, voltar a ver o rio, que coisa fantástica. aquele cheiro a peixe, a freixo, a choupo.... que saudades que eu tinha daquilo. a vargem, o local onde fumávamos às escondidas, onde curtiamos atrás das fragas e onde dávamos grandes mergulhos. mergulhos difíceis, mergulhos daquelas fragas com nomes míticos como: fraga funda, escaleirinha de cima, escaleirinha de baixo, tremidinha, a fraga de cá, etc.

e os nomes dos lugares lá da terra: a freixeda, terras boas, a veiga redonda (onde tivemos uma olga), o tapado, a curtinha, a capela do mártir...

e a família: a minha prima delmina que tem 102 anos, que vai sozinha à casa de banho, que ainda se consegue sentar sobre as pernas, dobrando-as para o lado. gente rija. muito rija mesmo. o abel, a albina (filha da delmina - outra que não sabe envelhecer. tem 78 anos e brinca com a minha filha de cócoras com os calcanhares assentes no chão), a minha isabel, o nosso gomes, o meu mário (o meu primeiro amiguinho). tudo gente do melhor. gente de abraço. gente que tem o meu sangue a correr dentro deles.

gosto muito das gentes do norte, gosto do seu carácter, gosto deles. gosto da mania que eles têm contra as pessoas do sul, principalmente contra as de lisboa. mais, eu tenho para mim que eles praticam esse ódio, vingando-se da malta cá de lisboa, recebendo-os com bons vinhos e boa comida e praticando uma inusitada e exemplar hospitalidade. como quem diz: vejam lá se vocês, parolos do camandro, conseguem receber assim? indescritivel. aliás, lá no norte não se diz "temos de combinar um jantar", lá diz-se: "hoje jantas lá em casa". e não tentem recusar, ganham um inimigo para a vida. é assim.

eu já sabia e não me lembrava, mas quando lá me encontrava no meio dos meus familiares, a comer um cabrito de que não tenho memória e a beber um tinto caseiro de excepção, reparei numa coisa que já devia ter desconfiado há mais tempo: eu sou do Norte, eu sou Transmontano.

e gosto!