domingo, outubro 22, 2006

da náite

- caladinho, nunca mais te perdoarei por não me teres obrigado a ir lá ao Ferro Velho há mais tempo. Ai eu dizia que não podia? Pois bem, tinhas-me dado umas laustíbias nas ventas, tinhas-me puxado por uma orelhinha (muito diferente de 'dar um puxão de orelhas', note-se) e tinhas-me arrastado por um braço. mas tinhas-me mostrado há mais tempo. para quando a próxima visita? levamos as meninas, pá! hein? e depois acabamos em tua casa a chafurdar a boca em aguardentes velhas e pontes de marante, concordas? (aquela garrafa de Barca Velha ficou a chamar pelo meu nome, reparaste?)

- revolver (noite deputa madre, ó zé! tu lembraste quando os gajos desatam a esfrangalhar a guitarra com a malha inicial do Tush? aquele Marquês da Sé veio todo abaixo!), muppets (baterista do caneco!), rca (uma banda que toca o fuel daquela maneira....), gang (a melhor de todas, quem sabe). tudo o resto é (foi) paisagem!
podem ter jeito para fazer umas covers, ou até tocar bem, ou ter um vocalista que agarra o público, ou ter um baixista chamado cebola, ou mandar umas piadas porreiras; agora nem todos podem ser como aquelas quatro bandas! o resto é fraquito, muito fraquito e o knockout merecia mais.

- pinto, nos táxis, andar no "lugar do morto" não significa, fingir que estamos mortos. não precisas de levar o nome do assento à letra, ok?

- alto sapista, tiago copista, santiago alpinista, santiago maquinista.... you name it!

Eu prometo que volto ao tema

Ando sem grande paciência, calma e dedicação para cumprir os serviços de manutenção mínimos deste blog. Passo por certos acontecimentos, certas frases, certas opiniões, certos lugares sobre os quais me apetecia escrever e depois.... esqueço-me.

Ainda assim, gostava de ter a atitude e a precisão correcta para escrever sobre uns dias no Porto, sobre o Norte, sobre as pessoas do Norte, sobre Trás-os-Montes, sobre Cuenca, sobre Toledo, sobre espanhóis, sobre viajar, sobre.....

Logo se vê.

sexta-feira, outubro 20, 2006

Há cerca de 10 anos, num carro amarelo, ouvia-se muito:

Baby did a bad bad thing, baby did a bad bad thing.
Baby did a bad bad thing, baby did a bad bad thing.
You ever love someone so much you thought your little heart was gonna break in two?
I didnt think so.
You ever tried with all your heart and soul to get you lover back to you?
I wanna hope so.
You ever pray with all your heart and soul just to watch her walk away?
Baby did a bad bad thing, baby did a bad bad thing.
Baby did a bad bad thing, feel like crying, feel like crying.
You ever toss and turn your llying awake and thinking about the one you love?
I dont think so.
You ever close your eyes you making believe your holding the one your dreaming of?
Well if you say so.
I hurts so bad when you finally know just how low, low, low, low, low, shell go.
Baby did a bad bad thing, baby did a bad bad thing.
Baby did a bad bad thing, feel like crying, feel like crying.
Ohh. feel like crying, feel like crying.
Ohh, feel like crying, feel like crying.

quinta-feira, outubro 19, 2006

tonho

Daqui a pouco vou ver o Fagundes ao Tivoli.

Não me posso esquecer que há coisa de 15 anos o gajo fez uma novela onde andou a comer a Malu Mader e a Glória Pires. Logo duas daquelas que eu....

Cabrãozão!

Bom, estou convencido que no final vou mas é ficar à espera dele, para lhe espetar um penso ou um bilhete nas fuças!

Ai não creis? Depois veis!

Para esse peditório já dei.

A Maria de Vasconcelos é mais uma daquelas coisas que por aí se sobrevalorizam: como radialista, como capa de revista, como não sei quê mais (não conheço o seu trabalho como médica, mas acredito que seja craque. pelo menos espero).

Quando a ouço então a cantar só me apetece dizer: volta Neno, estás perdoado.

quarta-feira, outubro 18, 2006

tapaué - parte II

existe algum limite para o número de pares de sapatos e de tupperwares que uma mulher possui?

o mal deve ser meu. aliás, é de certeza.

vou deixar de ler blogs com passwords, passevites e passes da carris.

porque não entendo o paradoxo blog/acesso condicionado.
porque não tenho paciência para inserir usernames e passwords.

outra noite mais



Gostava de fazer um post todo bonitinho sobre o facto de ter voltado a ver aqueles oito malandros dos Trovante (desculpa lá, ó luís, não sou capaz de dizer "O" Trovante), mas já percebi que não consigo.

As emoções, os arrepios e as memórias que aquelas músicas, ali tocadas à minha frente, provocaram, são estupidamente superiores a um qualquer reles post. Ainda por cima escrito por mim. Quem gosta, quem tiver entre os 30 e os 45 anos (mais ou menos, mais ou menos!) sabe do que estou a falar.

Foi bom, foi muito muito bom!

Notas:
1) alguém alguma vez conseguiu ver as orelhas do Luís Represas?
2) tenho um ódio tremendo aos concertos com acesso, unicamente, através de convite: grande parte dos que lá estão, não queria estar (sem exagero); e há muitos outros que não foram bafejados pelo convite, que até 10 contos (sem exagero) tinham dado, para lá poderem estar.
3) como uma vez disse o keith richards sobre o mick jagger: "ele, sem as restantes pedras rolantes a tocar lá atrás dele, passa de "maior vocalista do mundo" para um reles cantor de fundo da tabela", também eu acho que o Represas, sem o Manuel Faria e o Gil, passa da melhor voz portuguesa (aí, juntamente com o Vitorino, mais coisa menos coisa), para o gajo mais enfadonho, chato e farsola da música lusitana.
4) ó luís, calças de ganga e sapatos de cabedal pretos, tipo lotusse? isso já não se usa há uns bons, sei lá, 10 anos? (imagino se a Cariño te tivesse visto. ai, ai...)
5) apesar do terra firme ser o "tal" album, continua a haver qualquer coisa no sepes que me deixa....

segunda-feira, outubro 16, 2006

Tugas

Duma vez por todas, vamos lá a ver uma coisa: quando se referirem ao numero de portugueses que integram a lista da Fifa dos candidatos a melhor jogador do mundo, é favor de não se referirem ao Deco como português.

O Deco tem habilitações para poder jogar na selecção portuguesa. Agora, pelo amor de deus, não o chamem português que o senhor é brasileiro. combinado?

Muesli vs Hamster

consegue alguém confirmar-me, assim sem qualquer réstea de dúvida, que o muesli e a comida para hamsters são duas coisas distintas?

Lianor

eu bem que avisei mas vocês quiseram ir com a coisa para a frente. tudo bem, vocês é que sabem.

parece que o raça da miúda já cá mora. parece que a coisa correu bem e tal.

segundo consta chama-se leonor e não hão-de faltar gajos das obras que a assobiem quando ela passe. outros haverá que lhe dirão, descalça vai para a fonte, lianor pela verdura, vai formosa e não segura, leva na cabeça o pote, o testo nas mãos de prata, cinta de fina escarlata, sainho de chamalote, traz a vasquinha de cote, mais branca que a neve pura; vai fermosa e não segura. (sinceramente, eu espero que ela não tenha cintas de fina escarlata que isso é uma bocado a modes que um tanto ou quanto, assim um bocado, entendes, não é? prontos é um bocado a cair pró floribela)

parece que a karla já está quase macérrima e pronta para outra. (vai haver outra, vai? vê lá se queres que te escreva outro daqueles conselhos, queres?) (se quiseres eu escrevo só para me rir com as pessoas que acharam que eu lia obras de pedopsiquiatras filipinos e do médio oriente. e olha que não estou a falar dos teus sogros, coitados!)

já sabes, com duas filhas tens mesmo de tratar de comprar uma caçadeira com cartuchos de sal, para mandares uns disparos nos cus dos malandros que andarem a rondar a tua porta. e olha que a zona de queluz/belas é fresca. ai é é!

pivete

andaram atrás de mim anos e anos para que eu lesse "o perfume". "e vais adorar. e aquilo é mesmo a tua cara e tal. e vai ser o melhor livro que já leste em toda a tua vida" promessas dessas foi o que ouvi ano após ano. depois de tantas insistências, acabei por ceder e lá li o raio do livro.

como previa revelou-se uma merda tremenda. (blhagr!!!!!) seguramente o mais sobrevalorizado dos livros que por aí andam - assim, ao nível do sobrevalor que dão aos do paulo coelho.

agora, vem aí o filme. porra que estes gajos não desistem. não tarda ainda vem o alquimista e fica a trampa toda despachada.

cheira-me (inicio de frase pertinente para este post) que não me vão apanhar numa sala de cinema onde esteja a ser projectado esse filme.

mais, tenho a certeza absoluta disso!

Galileu

Eu não consigo passar pela Livraria Galileu em Cascais, sem entrar e passar lá, sei lá aí uns 2 minutos.

Não, minto, 3 minutos. Assim é que é. 3 Minutos.


Bem vistas as coisas, são às vezes 4 minutos e ......... 37 segundos, pronto!

(hoje demorei aí uns 12 minutos. quase um quarto de hora. sou um homem sem palavra!)

sacos

se me saisse o euromilhões, das coisas que eu mais gostava que mudassem na minha vida - ok, depois das viagens (muitas, muitas), do tal carro, do tratamento na corporación dermostética, da casa nova (não precisa de ser muito grande, só precisa de ter, pelo menos, um quarto para eu brincar) -, era deixar de carregar sacos, saquinhos e caixas de cada vez que saio e entro em casa.

é incrível mas é verdade: eu não consigo sair de casa sem carregar uns 2 ou 3 sacos nem subir aquelas escadas (ainda por cima sem elevador) no final do dia alancado pelo peso da carga de mais uns 4 ou 5 sacos.

é que ninguém me aviso que isto de ser crescido ia ser assim.

fónix!

grande scolari

alguém sabe quantas vitórias teve a nossa selecção nos últimos 9 jogos?

não?

vá, eu dou-vos duas hipóteses: ou zero ou uma. ainda não sabem?

vá eu dou-vos outra dica, tivemos uma vitória frente ao poderoso azerbaijão. ainda não conseguem adivinhar?

(desculpem, eu sei que devo ter a pide à porta porque às vezes digo mal da nossa selecção, mas às vezes não me consigo conter.)
(já agora, se fosse o Manuel José, assim, por exemplo, o seleccionador nacional, poder-se-ia chamar a esta sucessão de resultados uma crise dos diabos, ou não?)

Drama 3º ato



Em Maio de 1989, regressava duma fantástica Queima das Fitas em Coimbra a cheirar a tabaco, a suor e a cerveja - foram quase 10 litros em menos de 48 horas -, luxuosamente instalado na 1ª classe do Alfa. No meu colo jaziam três discos vindos directamente da colecção da irmã mais velha (é sempre bom ter amigos com irmãs mais velhas) do meu amigo coimbrão - um ex-imigrante no Brasil -, o "Meus Amigos" do Chico Buarque, o "Cristal" da Simone, o Chico e Caetano ao Vivo ("A Rita levou meu sorriso, no sorriso dela meu assunto....") e o "Drama - 3º Ato" da Bethânia.

Os três primeiros já os tenho lá em casa em cd há muito tempo. Do último, ficou para sempre uma memória da inumerável quantidade de vezes que o ouvi durante esse mesmo verão. A ausência duma edição em cd (que eu saiba!) e o facto de não saber onde pára o raio da cassete, fez aumentar a saudade e o valor que essas músicas e, principalmente, aqueles textos declamados por aquela voz tão poderosa, têm para mim.

Durante este fim-de-semana, uma ou várias anónimas almas caridosas, tiveram a bondade de me disponibilizar uma conversão de vinil para mp3 deste mesmo disco.

Bom, eu confesso que não sei descrever o raio do arrepio que me passou pela espinha acima quando cliquei com o rato lá no play e ouvi o primeiro daqueles ficheiros. A verdade é que ainda não parei de o ouvir e afinal eu sabia que faltava um elemento aquela santíssima trindade que aludi há uns tempos. Eu sabia, porra. Mas não me lembrava.

Mas lembrava-me muito bem do início do lado B:

"Mora comigo na minha casa um rapaz que eu amo. Aquilo que ele não me diz porque não sabe, vai me dizendo no seu corpo que dança para mim. Ele me adora e eu vejo através dos seus olhos um menino que aperta o gatilho do coração sem saber o nome do que pratica. Ele me adora e eu o gratifico só com os olhos que o vejo. Corto todas as cebolas da casa, arrasto os móveis, incenso. Ele tem medo de dizer que me ama. E me aperta e mão, e me chama de amiga

Ah, esse cara tem me consumido
A mim e a tudo o que eu quis..."

Sei que isto faz pouco sentido para a maior parte das pessoas, mas também sei que há outras que sabem este disco de cor e salteado, de trás para a frente e, sei lá, de cima para baixo. Este último grupo sabe com certeza o que eu neste momento sinto.

quinta-feira, outubro 12, 2006

Fangido!

o Pinto da Costa, perdão, o Jorge Nuno Pinto da Costa (não conheço mais nenhum dirigente desportivo que seja tratado quase pelo nome completo. safou-se o Lima, vá lá!) disse que nunca tinha telefonado a nenhum árbitro.

eu lembro que esse senhor tem uma filha que exerce essa actividade.

porra, ó jorge, enganares o pessoal com as tuas entrevistas, a gente já está habituado, pá. mas queres-nos dizer que nem para a tua filha tu telefonas? pai desnaturado!

Marinho

Parece que a elsa fez uma nova tatuagem com o nome lá do senhor por quem está apaixonada.

que merda, a tipa não tem emenda. ainda há dias teve de se andar a esquartejar toda para tirar o nome lá do outro e já anda a pintar outra vez o corpo com o nome deste?

bom, deus queira, pelo menos, que o próximo (quê? aí daqui a 3 semanas ou coisa parecida?) também se chame mário. ou na pior das hipóteses, pronto.... sei lá.... romário!

senão, coitada, é um porradão de dinheiro só em tratamentos, pá!


7 anos depois...

... será que vou mesmo voltar a vê-los, assim ao vivo e a cores?

ai, fónix, nem acredito!

(merda, logo agora que já não fumo nem tenho isqueiro para acender lá naquelas músicas...)

quarta-feira, outubro 11, 2006

Petite* Demoiselle



Quando andava na escola primária, primeiro quis ser o Sandokan porque o gajo tinha a Mariana de beiço caído por ele. Mas como o meu colega Zé Alemão se antecipou e decidiu que ele é que era o herói barbudo, tive de me contentar em ser o Eanes (blhag!). Depois, lembrei-me que talvez fosse melhor ser o comandante John Koenig do Espaço 1999 porque eu achava que a Maya lhe queria dar uns beijos. Mais uma vez o Zé Alemão cagou para as minhas decisões e arrebatou o personagem para uso próprio. Tive de me contentar em ser o Alan ("ah e tal, ó Jaime, não vês que até és louro e tudo como ele?").

Dei então o meu grito de Ipiranga e, num acesso de fúria, tornei-me o Art Sullivan. Porra, assim não teria só uma, mas sim todas as gajas do mundo. No mínimo e nas calmas.

Lembrei-me disto porque ontem, por causa duma troca de emails, com mais uma dessas vagabundas escritoras deste mundo blogueiro, ela confessou-me que o seu primeiro amor musical tinha sido esse cançonetista (que palavra mais linda, caneco!) lá das terras dos avecs (lá está, eu tinha razão em querer ser o gajo). Logo de imediato, a minha saudade lá me fez recuar uns bons 30 anos, para os bailaricos da terra do meu pai, onde aí uns 50% das músicas eram do Art Sullivan e os restantes 50% eram repartidos com o Demis Roussos ou com o Combodia da Kim Wilde repetido ad aeternum.

Outros tempos.

Bom, o que agora me faz impressão é que não consigo tirar da cabeça esta (atenção, tem som) canção:

Hello, hello, petit demoiselle
Hello, hello, c'est une idée rebelle

Até já dei comigo a tentar acalmar o choro da minha filha a trautear isto, pá. Alguém que me dê uma marretada nos cornos para ver se isto passa.

Nota: como éramos uns putos muito, muito parvos (deixámos alguma vez de ser?) esta canção era habitualmente cantada da seguinte forma:

hello, helllo, pratinho de morcela
hello, hello, só quero uma rodela...


* Ai Bic, Bic, se não és tu não é mais ninguém, pá!