quinta-feira, dezembro 27, 2012

ora, primeiro que tudo, levem o cabrão do cursor para os 13:50 porque eu não sei programar esta merda para começar naquele preciso instante. já está? ok, então, dizia ou melhor...

... pensava eu ao ver estas maravilhosas imagens, que os cabrões dos bifes e dos americanos sabem fazer disto cá cuma pinta do camandro. sim, refiro-me a homenagens, tributos e filmes de perrada.

ainda há dias via o concert for george e aquilo tem lá coisas de ir às lágrimas, lembro-me do hail, hail, rock and roll e o espírito é o mesmo.

às lágrimas também foi, claramente, o plant, à medida que via as coisas acontecerem durante o stairway: o 'sobrinho' jason, a acústica da nancy, o solo de guitarra, os coros lá atrás, as cornetas, as cordas...

... olhem, ouçam e vejam



ps: muito secretamente, contudo, versão de coisas dos zeppelin, sejamos francos, faz em grande esta moça aqui. digo eu, nota.

quando for grande quero ser como tu.

e olha que eu já estou a crescer, sabes?

eu quero ter um templeite...

... como este!

(que coisa maravilhosa!)
(como é que se faz?)
(é a pagantes?)

duas em cada três canções do zero zero sete são uma ganda seca.



quarta-feira, dezembro 26, 2012

descobri por aí o lexicon of love, to-di-nho!

a-z affectionately, 1 to 10 alphabetically. from here to eternity without in-betweens. still looking for a custom fit in an off the rack world? sales talk from sales assistants when all i want to do is lower your resistance. no rhythm in cymbals no tempo in drums. love’s on arrival, she comes when she comes. right on the target but wide of the mark, what i thought was fire was only the spark. the sweetest melody is an unheard refrain. dry your eyes sink or swim you surmise you can’t win, but we all make great mistakes. if i were to say to you “can you keep a secret?” would you know just what to do or where to keep it? would i lie? could i lie? should i lie to you? if you judge a book by the cover then you judge the look by the lover, i hope you will soon recover. me, i go from one extreme to another. sentimental powers might help you now, but skip the hearts and flowers, skip the ivory towers. you’ll be disappointed… and i’ll lose a friend. when your girl has left you out on the pavement and your dreams fall apart at the seams. your reason for living is your reason for leaving. kindest cut’s the cruellest part… when i accepted this job i was resigned to my fate. when I got there early she’d emigrate. when the postman don’t call on valentine’s day. when they find you beached on the barrier reef and the only pleasure treasured is in map relief. when your world is full of string arrangements, when you were mine. when i’m shaking a hand i’m clenching a fist, for if you gave me a pound for all the moments i missed, and i got dancing lessons for all the lips i should kissed: i’d be a millionaire/i’d be a fred astaire. and like the world spinning round on it’s axis, i know what’s small and i know what’s massive. like the phoenix coming back from the ashes, i know what’s good, but i know what trash is. stuck a marriage proposal in the waste disposal. if that’s the trash aesthetic then i suggest we forget it. everything is temporary, written on the sand, looking for the girl that meets supply with demand. 4 ever 2 gether, 4 years 2 come, 4 love 2 strong, 4 us 2 part, forgive and forget, for goodness sake. love’s on the horizon lit by the sun. 9 out of 10 in every case… the cowboys at the rodeo, the rhinestones on that romeo, a sunken ship with a rich cargo, i suppose it only goes to show… me. what’s it like to have loved and to lose her touch? what’s it like to have loved and to lose that much? who got? where’s the? what’s the? i don’t know the answer to that question. who broke my heart? you did… you did…

... e finalmente este the lexicon of love...



... que o je tinha mas que eu não podia ouvir porque andei durante o outono de 82 zangado com ele.

depois das pazes feitas, ouvi, amei e quis ter também para mim.

tinha a particularidade daquele texto que vinha na capa interior conter partes de letras das canções do disco. coisas que eles, que sabiam inglês, descortinavam com uma valente categoria.

ouvi-lo agora - a este a a muitos outros discos, como, sei lá, o disco dos propaganda, da grace jones ou até dos fgth - faz-me perceber que o gajo de óculos dos the buggles sabia-la toda!

... o the party's over...


... este comprado já em 1982, com o je, salvo erro na edith cável, que me resgatou do cerco que foi aquela mania que as gajas tinham - têm e terão - de se apropriarem de cantores como que de bonecas fossem.

há discos que associo ao natal...



... como por exemplo, o dare dos human league - o primeiro éle pê do resto da minha vida, 375$00, oferta da júlia, comprado no grandela.

e há, depois, os que associo compras de pós natal. ou seja, já com o carcanhol que recebemos na consoada.

como o cairo em 1981...

heliotropismo


terça-feira, dezembro 25, 2012

à atenção de todo o pessoal das bicicletas...

... esses biltres que têm por mania ir pedalar para aquela ciclovia, ali, entre a guia e a boca do inferno: é perigoso andar naquela pista. tende cuidado pois os peões que lá andam a passear podem vos atropelar.

sugiro que usem as vossas biclas no passeio.

ou então, até mesmo na estrada. é mais seguro. os condutores dos automóveis são normalmente mais compreensivos.

e o natal deles nunca mais será igual

lembro com muito gosto o modo como ela se referia a ele (pelo menos ela o fez uma vez e isso ficou marcado muito fundo) dizendo: 'caetano, venha ver o preto que você gosta'. Isso de dizer 'o preto', sorrindo ternamente como ela o fazia (ou fez), tinha - teve, tem - um sabor esquisito que intensificava o encanto da arte e da personalidade do moço no vídeo. era como se se somasse àquilo que eu via e ouvia uma outra graça, ou como se a confirmação da realidade daquela pessoa, dando-se assim na forma de uma bênção, intensificasse sua beleza. eu sentia alegria por gil existir, por ele ser preto, por ele ser ele - e por minha mãe saudar tudo isso de forma tão direta e tão transcendente. Era evidentemente um grande acontecimento a aparição dessa pessoa - eu via que se tratava desde já um grande entre os grandes - e minha mãe festejava comigo a descoberta", 

sexta-feira, dezembro 21, 2012

pode não ser hoje, mas nunca se sabe. pelo sim, pelo não é melhor ler mesmo as letrinhas pequeninas.



a caminho dos correios, ali junto da estação, estava o gajo que costuma estar a fazer sudokus, a ler os maias.

há malta que faz de tudo para tentar perceber se isto acaba mesmo agora.

vi-lhe a sua silhueta quando...

... olhei para cima. a principio nem percebi o que era, depois, com os óculos confirmei que era ele. estava sentado junto da janela, certamente na sua cadeira de rodas. contemplava a rua, duma forma plácida e aparentemente serena. visto de fora, parecia um personagem do lobo antunes.

é triste quando nos parecemos com personagens dele.

quinta-feira, dezembro 20, 2012

nunca gostei de comprar roupa...



... para já porque não tenho dinheiro para isso e depois porque tenho um corpo cujas medidas não fazem parte do tárguete das lojas de confecções. além de que, claro, é difícil convencer as marcas a fazerem coisas simples: camisas com um bolso e sem paneleirices; casacos de malha, com um fecho até cá em cima e, ajudava, dois bolsos, mas, sem canudos ou paneleirices como aquelas golas que vêm quase desde a altura do pâncreas, calças a imitar as 501 mas em barato. e com fech...

se a largura das camisolas é um m - nos momentos bons - os braços ficam apertados. se compro um casaco l e me fica óquei quando o aperto, as mangas vão para lá dos punhos.

se as calças me assentam bem na cintura, é certinho que não cabem nas pernas e fica ali 15 cms de tecido a cobrir os pés.

a minha vida é feita de mangas com excesso de pano junto aos punhos e calças com um molho de ganga junto aos calcanhares.

sou, digamos, um expositor de plissados.

(ai, como me odeio!)

a bola diz que foi o maçã podre...


...que afinal, segundo o senhor lopes, parece que já não era podre, o jogo diz que foste tu. a mim tanto se me dá. sei é que logo, logo, logo, quando decidiste mostrar aí ao povo que eu tenho razão, que és o melhor jogador do time, o jogo não dá pela televisão.

gaita!



nisto, não há nada a fazer. eles são mais que nós e a tvi não é a santa casa e por isso emite para quem lhe dará mais audiências. concordo. faria o mesmo.

quarta-feira, dezembro 19, 2012

pilinhas

tenho algumas saudades do tempo em que havia discussões sérias sobre a grandiosidade dos clubes de futebol.

um dia, ao se discutir quem é que afinal era o melhor clube português, vi-me apanhado numa contenda entre o zé burrié e nuno pires. o primeiro não era bem benfiquista, era o galrinho em pessoa - ok, sem bigode. o segundo dizia-se a encarnação do keita mas em branco.

eu só queria ser o seninho

um gajo que tinha lugar no cosmos,
não me venham com merdas, tinha lugar em qualquer equipa do mundo!

andávamos ali os três num degladiamento, quando lancei para o ar um item que achava de maior importância:
- ah! mas o relvado das antas é maior que o da luz e que o de alvalade.
- olha-me este, olha. tás maluco, pá! o relvado das antas tem 90 metros e o de alvalade, que é o maior do mundo, tem 110. vem na colecção de cromos, pá. disse o pires
- o da luz tem 120! finalizou o burrias.

- mas o porto tem no estádio a melhor iluminação que há. - mandei eu, assim, para o ar.
- ah, ah, ah. o alvalade tem as torres de iluminação mais altas que há. essa é que é essa.

entretanto chega ali o rui, irmão do nuno, e é interpelado pelo burrié:

- ó rui, o estádio da luz não tem seis torres de iluminação?
- tem!
calámo-nos os dois enquanto o burrié impava o peito de orgulho.

no dia seguinte vi uma imagem do estádio da luz e descortinei que lhe faltavam duas das seis torres que o rui tinha afiançado haver lá junto à 2ª circular.
- ó zé, olha que o estádio da luz só tem quatro torres, porra.
- mas tem esticadores nas redes das balizas.

alto lá, que isso de ter esticadores nas redes era de suma importância. clube que tivesse esticadores nas balizas era clube com um nível europeu. não havia aquela desarrumação de malhas lá no fundo da baliza. nahh, nada disso. aquilo era uma autêntica capoeira. ali tudo direitinho.

- e para que queres tu um estádio com esticadores nas balizas?
- porque quando é golo, dá um efeito melhor porque a bola não enrola nas redes.
- mas assim, quando os outros marcam golos ao bento também o sofrimento é maior.
- tás parvo, pá. nunca ninguém marcou golos ao bento ou ao zé gato no estádio da luz!


escrevi este post há uns anos. reli-o porque esta coisa de medir as pilinhas dentro do mundo do futebol atinge níveis que não lembram a ninguém.

agora, medem-nas usando os jogadores que são desviados da sua rota, contratando-os depois de serem descobertos pelos olheiros adversários.

mas agora descobri outra medição. consiste em afirmar que já seguem certo jogador há x anos.

e pronto, em vez de jogarem um contra o outro, não, medem pilinhas.

este disco...

...é uma afronta a todas, mas todas, as gravações de música brasileira que aconteceram depois de 1980.

é que nunca mais ninguém voltou a fazer mais nada assim.

césar camargo mariano, hélio delmiro, luizão, paulinho braga, chico batera e hermeto pascoal, vocês 'estavam lá'.


 
há um documentário sobre ela - bem foleiro, diga-se - em que às tantas perguntam ao miéle o que é que ele lhe diria se tivesse a possibilidade de a rever. ele respondeu «elis, canta para mim.». resposta tão simples e tão pertinente, não é?

the newsroom



O HitFix, um dos muitos sites norte-americanos dedicados ao entretenimento, juntou 44 críticos profissionais, pediu-lhes que estes elegessem os seus dez programas televisivos de 2012 e que os pontuassem. Da soma dessas pontuações, resultou a lista que se segue…
e nos vinte primeiros lugares da 'lista que se segue' não aparece esta série.

who are you?



quem escreve num blog coisas - sinceras - do seu quotidiano tem a desconfiança que o que lê noutros blogs idênticos é algo com uma carga de sinceridade idêntica.

sei lá, pelo menos desconfia, não é?

ou acha que no face, aí sim, perante os amigos, os conhecidos e mais aquela gaja boa que é filha da senhora lisete da padaria e que me aceitou amizade, vá se lá a saber por quê, somos uma coisa que adoro que é «sermos nós próprios».

depois lemos coisas no face e... carai, mas o gajo é mesmo assim? ou, a filha da dona lisete faz mesmo um vasqueiral a foder como um amigo dela comentou no seu perfil?

depois achamos que no chéte do face, aí sim, é que está a verdadeira essência das pessoas.

mas depois... até no badalado chéte se verifica que... que a coisa também não é assim, que ao vivo, ah, ao vivo é que a filha da dona lisete é o que é.

mas... claro, ao vivo... ora bolas, ao vivo não é uma rede social. e ao vivo... ora, ao vivo as pessoas não são... não são elas, não é?

as pessoas mais interessantes da nossa - minha - vida, as que eu mais queria ler no face, ver fotos no face ou saber se estão, naquele momento, no fizz ou no silk, foram as últimas a chegar ao face. e dentre esse grupo, as mais, mais, interessantes, afinal não escrevem nem mostram nada e têm como foto de perfil uma borboleta.

mas se formos mais fundo, sabem, as pessoas que eu mais gosto, se calhar - de certeza, mas é! - não têm nada dessas coisas de face, de blogs e nem vão ao silk.

por favor, deixem-se estar onde estão.

segunda-feira, outubro 29, 2012

sábado, outubro 20, 2012

vejo durante...


... vinte e sete minutos um programa de culinária na sic mulher.

há qualquer coisa de pornográfico nestes programas.

ou na hora em que são transmitidos.

terça-feira, outubro 09, 2012

if god is a dj

entrei no carro, liguei a telefonia com aquela esperança que estivesse a dar uma daquelas canções que nos fazem tchibum mas infelizmente estava a dar uma daquelas coisas do jackson, já pós bad.

porém, ainda antes de rodar a chave e ele começar naquele tchtchtchtchcth, cliquei no botão de sârtch e a procura terminou. dos altifalantes surgiu uma das mais tcharans que há, precisamente naquela parte em que calhou eu saber a letra de cor - mas não salteado -, de forma a que o acompanhamento vocal da canção não seja um tralala lala nanarara mas sim um

hurricane annie ripped the ceiling of a church
and killed everyone inside
u turn on the telly and every other story
is tellin u somebody died
sister killed her baby cuz she could afford 2 feed ita

and were sending people 2 the moon
in september my cousin tried reefer 4 the very first time
now he's doing horse, it's june


e eu fiquei «foda-se, era mesmo disto que eu precisava
.».

acaba aquela, carrego lá outra vez no sêrtch e vai parar a uma daquelas estações que mais parecem apeadeiros mas que decidiu presentar os ouvintes com o layla.



mau, tu queres ver? dar duas de seguida sem tirar? pensei para comigo, se o senhor que está lá a mudar os discos deixar que a música vá até à pianada então, acredito, god is mesmo um di jei, como canta a gloriosa pink.



não deixou.

segunda-feira, outubro 08, 2012

a ver se entendem...


... desde que a citröen decidiu que «sim, senhor, vamos lá pôr o chavalo a correr com um carro em condições», já passaram dez temporadas. ficou em segundo numa delas. a primeira. de lá para cá... foi o que se viu.

sebas, a gente não vibrava contigo, percebes isso, né? mas todos sabíamos que eras o máiór!

quando eu vim par'esse muuuuundo...


sexta-feira, setembro 28, 2012

a única coisa que eu sei cozinhar, são...



... são nada! sei abrir pacotes de batatas-fritas, vá1

mas se soubesse, se gostasse, quereria ter este livro com receitas manuscritas.

não é uma maravilha?

maçã podre

chama-se tim como o cão dos cinco. escreveu esta carta. se por um lado é de louvar o gesto, por outro lado pergunto, a rir, como é que ficarão os milhões de leigos da congregação de são jobs, ao saberem que o papa mandou-os usar coisas de outras religiões.

é foda, não é?

mitt, manda-os pró caralho mais às bocas por causa das janelas dos aviões. claro que abrem, olha lá aqui.


sexta-feira, setembro 21, 2012

aqui está um rol de malta que lixaria a entrega dum prémio à teresa horta, coitada, caso ela tivesse vivido nessas alturas. nem eles sabem do que se safaram.


capíssima


se eu tivesse que eleger...

... o meu momento favorito do dia, seria, de caras o momento em que abandono o ginásio.


calma, eu gosto daquilo. eu explico.

um gajo vai lá escafeder-se todo numa sessão tola de pulos, de corridinhas ou de pedal. sua como um porco,

os porcos suam, não suam?

sente-se cansado, vai para o balneário, coça a micose, passa no duche, dá um saltinho no turco, volta para o duche, veste-se devagarinho,


porque um gajo está cansado, ora!

volta a arrumar a tralha toda no saco,
 

que pivete!

devolve as toalhas, despede-se do dream team da recepção

alô rodri, alô carine, alô mónica...

enfia-se no elevador, carrega no menos um, encosta-se a uma das paredes e fecha os olhos durante a viagem.

pronto, até aqui nada de novo, não é? certo!



mas é precisamente agora que chega o momento zen do dia: um gajo está com o sacão da ginástica enooooorme e pesado ao ombro, as portas abrem-se pausadamente e invariavelmente há um gajo ou gaja (normalmente tias ou velhos) que acham que é fisicamente possível dois corpos ocuparem o mesmo espaço e no mesmo período de tempo. então, precisamente no momento em que estamos a sair, eles desatam a entrar.

nem «com licença», nem esperam que um gajo saia... nada! irrompem elevador adentro e um gajo que se aguente.

aguentei-me umas duas vezes. de lá para cá, faço-me de parvo, saio na mesma, eles levam com o malão nas trombas (então se forem da minha altura - há poucos, eu sei - aquilo acerta-lhes nos queixos) e eu posso fazer aquele ar espantado número 34:

- ehhh, caralho!

reparem que não digo «ehhh, ó caralho!» porque assim estaria a dizer que ele/a é um caralho. nada dissso. não estou ali para ofender ninguém, claro.
- ... foi nos queixos, não foi? txiiii, e é coisa para doer, não é? é fodido quando um/a gajo/a não espera que as pessoas saiam do elevador.

depois seguem calados.

chamo a isto pedagogia para as massas.




quinta-feira, setembro 20, 2012

recebo uma sms...

... dela a dizer «embarcando».

eu olhei para o telefone e, estúpido, pensei «embarcando???? mas, se ela vem de avião por que é que me está a falar em embarcar?».

calma, sete segundos depois fez-se luz. sim, demorei mesmo esse tempo a pôr o tico e o teco a trabalhar.

 
depois fiquei a derivar pelas palavras de português e concluí (ui, tenham medo!): caraças, se existem tantas palavras nesta nossa língua linda, por que é que não vão buscá-las para estas situações?

não ficaria mais bonito se ela me mandasse uma a dizer «aviando»?

não? sério?

pronto, aceito. resignado, mas aceito.


terça-feira, setembro 18, 2012

é um luxo ter lucho



(e agora, por favor, vai enterrar o teu pai em paz.)
(obrigado por seres assim.)
(não pedimos tanto, acredita.)

existem...

... várias ruas anibal cavaco silva. existem várias ruas avelino ferreira torres. existe, imagine-se, uma urbanização durão barroso.

expliquem-me, como se eu fosse uma criança de seis anos - não tenho mais, acreditem -, porque é que o salvador ainda não tem uma rua com o nome dele.

não gostavam de escrever cartas ao salvador?

(caramba, os pais e padrinhos não poderiam ter escolhido nome mais apropriado. ele é tão inteligente, é um ser tão superior, é mesmo sal da vida.)

domingo, setembro 09, 2012

leio, duma forma distraída,...

... num blog amigo, uma explicação de português.

caramba, como eu gostaria de saber aquelas regras todas que ele sabe.

seria tudo bem mais fácil se tudo ficasse simplificado ao m e não n antes do p e do b.

quarta-feira, agosto 29, 2012

o rolo duarte,...

... pessoa de extrema importância numa altura da minha vida, fez merda da grossa, remexeu-a e depois pediu desculpas.

tudo bem, acontece, já passou

coisas que depois, não são nada 'tudo bem, acontece, já passou':

Confesso que, a meu favor, só tenho dois argumentos: a assertividade e convicção da prosa de Loff convencem facilmente o leitor mais incauto; e o facto de ter sido editada num jornal de referência, com a qualidade do Público, oferece à partida garantias que não julgava poderem estar em causa.

presumo que isto queira dizer que se um gajo aparecer todo bem falante (ou 'escrevante?) ele (o pedro) continuará a ser convencido. pronto, mesmo que não queira dizer bem isso, significará, acredito, que o aspecto de uma pessoa ainda engana muita gente. ou pelo menos enganou-o a ele. está registado. o pior vem a seguir, ele diz que o público é um jornal de referência. referência de quê ou de quem? dele? ah, ok, entendi. ele escreveu um pedido de desculpas com algumas directas... a ele mesmo.

Ele aqui está. Com humildade mas, paradoxalmente, com orgulho. Só não parte um prato quem não mexe na loiça.

entendo, há orgulho nos pedidos de desculpa. (caramba!)
 

'só não parte um prato quem não mexe a louça.' neste contexto (escrever posts a vomitar postas de pescada) presumo que o pedro vai mexer na louça precisamente para partir pratos.

pedro, sério, tinhas escrito apenas assim «rui, fiz merda. desculpa.». tudo o resto... tu sabes, são... são coisas que já contaminam o próprio pedido.


livros do carlos









domingo, agosto 26, 2012

as exposições e concursos de animais são entre eles ou entre donos?

se não houvesse humanos, os cães andariam ali, à roda, em concursos a pavonear-se para receber pontuações?

ou aquilo acontece afinal para aferir a vaidade dos donos?



(e tem mal ser vaidoso?)

sábado, agosto 25, 2012

o gente feliz...

... com lágrimas está por aí à venda, numa edição de bolso, por um preço inferior a dois maços de tabaco.

recordei-me logo das palavras da dona da galileu (obrigado jô) quando refilava contra os que só se queixam da crise:

- o livro não é caro. eu arranjo remédio para esta gente... por... dois ou três euros. eu arranjo remédio p'ra crise por dois ou três euros. a to-da-gen-te!










sábado, agosto 18, 2012

os motards que nas concentrações...

... e não só, desatam a fazer gazadas, ali junto das pessoas, algumas delas (eu, eu, eu!) que não têm nada que ver com aquilo - apesar de não serem contra -, esses motards, sinceramente, o que é que se passa no cérebro deles:

a) é o espírito portuga barra time sharing barra "isto não é meu, por isso caguei" barra o último que apague a luz.



b) barulho, eu? olha, a mim não me incomodou, por isso não acredito que te tenha incomodado a ti.


c) não têm cérebro.

águas lamacentas


vox populi

o messi? o messi não vale nada. se formos a ver bem, o iniesta é que faz aquele trabalho todo. o messi só depois a empurra lá para dentro. o ronaldo é muita, mas muita melhor que o messi. mas o que é que vale um gajo que joga como o messi? não joga nada! bom, nada também é um exagero. mas se formos honestos, se virmos bola com atenção, e eu vejo, temos de afirmar que o messi, vá, é aí o 8º ou 9º melhor. o próprio xavi é melhor que o messi.

aliás, o messi já veio dizer que o ronaldo é o melhor. ele disse assim: "si, rónaldo és merror que ió". isto li eu, atenção, não inventei. por isso, se até o messi diz que é melhor, não entendo estas discussões.

daqui a dois anos, vais ver, o messi está a jogar na turquia ou no chipre.

o messi recebe o trabalho todo já feito, agora o ronaldo pega na bola e chega lá à frente antes dos outros todos. por vezes ele tem de ficar à espera não só dos defesas da outra equipa como também dos colegas.

a casa dele lá no gerês é mesmo ao pé da do joão. é uma casona do caralho. os gajos até gozam com o dinheiro. ele até tem lá um aeroporto para helicópteros. e já o vimos chegar de helicóptero. ele tem uma mota de água com mais de mil cavalos. o gajo é um maluco, ele anda de mota de água na barragem e aquilo até voa. ele quase que entra dentro de casa com a mota e tudo.

eu da estrada vejo a casa dele. sou sincero, não ando aqui a inventar coisas. não é, assim, mesmo de perto da casa dele. vejo a casa dele mas vejo da estrada. aí a uns dois quilómetros de distância. eu já nem sei muito bem ou a dois quilómetros ou assim a duzentos metros, pronto. é assim, distante mas a ver-se.

o meu primo, imagina, já teve lá em casa dele. mais, já falou com ele e tudo. sabes o que é que o ronaldo lhe disse? disse assim: "então, estás bom?". foda-se, é ou não é conversa de um gajo simples? pronto, tem é dinheiro para caralho. mas é simples, é como nós, como a gente os dois ou qualquer pessoa aqui do bar.

o meu primo sabes o que disse? que ele parece um puto. um puto assim de 25 anos, entendes? e olha que o meu primo tem a minha idade, temos 57, sabemos ver essas merdas.

sabes aquele gajo que lhe faz os contratos? o mendes? como é que ele se chama, foda-se? fernando? acho que é fernando. sim, é é. fernando mendes. esse também tem uma casa lá ao pé da dele. os gajos até gozam com o dinheiro, foda-se!

o gajo que mais recebe dinheiro da bola é o runi. o runi recebe muita carcanhol. e não recebe mais porque o ferguçã, o treinador, não lhe deixa receber mais. quem recebeu mais ano passado é um americano. do ténis ou isso. os que recebem mais são dos basquete, do ténis, do andebol... e dos carros. o runi ficou em 8º. o ronaldo em 9º, o messi, esse, aparece lá em 14º ou isso. os gajos em publicidade é que recebem muito. as empresas que pagam a publicidade não são parvas. não vão dar dinheiro a quem joga pior, foda-se! por isso o ronaldo é que joga bem. é o que mais ganha. o ronaldo e o runi. agora o messi? nahh, nada disso.

o messi, é o que eu te digo, leva ali a bola nos pés mas não faz mais nada. agora diz-me, isso é futebol? ó martins, responde-me, isso é futebol? futebol são golos, pá!

segunda-feira, agosto 13, 2012

o coubertin deve dar tanta volta na tumba, deus do céu.

sou um fã incondicional desta nossa coisa de dizer mal das classificações olímpica lusas. sério, acreditem, revela tanto de nós.

gosto particularmente quando vêm de pessoas que nunca correram 37 metros ou segundos de seguida, que só ganharam combates quando andaram à perrada com os filhos e vela... bom, costumam ir de vela quando roçam os dedos mindinhos com aquela gaja de saltos plataforma com que se cruzam na disconáite e lhe sussurram «era até doer!».

confesso, eu se fosse atleta olímpico português, caso visse que não iria ficar nos dois primeiros lugares do pódio - trazer bronze para casa já é o início da derrota - fingia um ataque epiléptico ou tentava terminar a prova, fazendo aquela figura heróica daquela maratonista suiça nos jogos de la. menos que isso, já sabem, vão levar nos cornos e serão crucificados pelas nossas mentalidades minorcas.

caramba, ouçam o povo na rua, leiam blogs, vejam como o público do dragão aplaude com palminhas um gajo que salva uma bola que vai para fora mas assobia uma tentativa de remate que vai para a bancada. os pais, por exemplo, não estão sequer preparados para os filhos serem ou 5ºs melhores da turma quanto mais para serem o 14º. 


já leram algum post de alguma mãe dizendo "ele é o pior da sala, mas orgulho-me dele porque se esforça pra caraças!" claro que não, claro que nunca lerão isso. não fomos educados para meios das tabelas, não fomos educados para sabermos viver com limitações. 

esperam que os portugueses, sei lá, compreendam a classificação do lima na vela? ou do pastorinho no btt?

já alguém viu ou conhece alguém que saiba, por exemplo, circular numa rotunda? sério? assim, sem ser em losango? duvido.

e falam nos atletas olímpicos?

vão pró caralho, sim?

o gugâl lembra hoje o senhor arquitecto...

... e eu recordo um erro que comummente usamos. o portugal que ele imaginou e projectou é dos pequenitos. ou seja, é da canalhada, da garotada, dos petizes e petizas, não é dos pequeninos.


 ou seja, não é do relvas, do portas, do sócrates, do saramago, do santana, do donos dos jornais ou dos que fazem laiques nos próprios posts do face. em suma, gente que não cresceu no meu peito.

 

eu também quero fazer um post sobre a cena do luisão

o gajo joga no flamengo?

terça-feira, julho 31, 2012

barefoot girl sitting on the hood of a dodge. drinking warm beer in the soft summer rain

mano velho,

repara, ele nunca tinha cantado esta canção desde a morte do calmeirão. caramba, percebe-se porquê, a gente houve esta gaita e... tu sabes... é uma canção tão do bruce springsteen como do clarence clemons.

a tour chega à suécia - país com quem o preto tinha uma relação especial - e... e é isso, acabam de tocar o 10th avenue e... e para mim aquele discurso é o springsteen a fazer o luto definitivo da coisa. as luzes do estádio já estão acesas, o povo acha que o fim é agora e... e pimba: violino e prof. roy bittan a dar na coisa... the rangers had a homecoming, in harlem late last night.


arrepio global no estádio.

pronto, depois é o que já se sabe, vem aquele solo de mais de dois minutos 

acredita, ele não é o saxofonista da banda por ser sobrinho do gajo, ele é o saxofonista da banda porque sabe tocar saxofone o suficiente para tocar na melhor banda de rock and roll (assim, com raízes do rock and roll) da actualidade.

e o povo faz ali um yeahhh como que a dizer «sim, podes continuar a tocar estas partes na boa».

caralho, não me vou pôr aqui a escrever mais paneleirices. para bom entendedor esta não é a melhor versão ao vivo que eu conheço. a minha favorita é esta. mas, bolas, isto agora não interessa nada. o que realmente conta é saber se te apeteceu gritar no minuto 2'55 (em portugal era completamente impossível de esta parte acontecer.); se ficaste a ver se o bruce ia ou não ter com o miúdo no minuto 8'10' e, finalmente, minuto 12'00 e seguintes, conseguiste não chorar?

(eu borrei-me todo)

beijinho



domingo, julho 29, 2012

mais grave! mais agudo! mais eco! mais retorno! mais tudo!



a questão nem é bem como enfrentar o dilema «devemos ou não voltar ao lugar onde fomos felizes», o que me aconteceu foi chegar ao tal lugar e... e ele já não existir.

já não era novidade, já não estava calor, já não eram os gemelos xx, já não cheirava a mare nostrum, já não era o torpedrito...

li um capítulo e salpiquei em mais dois. há memórias boas que devem ficar guardadas para sempre. para serem isso mesmo, memórias boas.