e olha que eu já estou a crescer, sabes?
quinta-feira, dezembro 27, 2012
eu quero ter um templeite...
... como este!
(que coisa maravilhosa!)
(como é que se faz?)
(é a pagantes?)
(que coisa maravilhosa!)
(como é que se faz?)
(é a pagantes?)
quarta-feira, dezembro 26, 2012
descobri por aí o lexicon of love, to-di-nho!
a-z affectionately, 1 to 10 alphabetically. from here to eternity without in-betweens. still looking for a custom fit in an off the rack world? sales talk from sales assistants when all i want to do is lower your resistance. no rhythm in cymbals no tempo in drums. love’s on arrival, she comes when she comes. right on the target but wide of the mark, what i thought was fire was only the spark. the sweetest melody is an unheard refrain. dry your eyes sink or swim you surmise you can’t win, but we all make great mistakes. if i were to say to you “can you keep a secret?” would you know just what to do or where to keep it? would i lie? could i lie? should i lie to you? if you judge a book by the cover then you judge the look by the lover, i hope you will soon recover. me, i go from one extreme to another. sentimental powers might help you now, but skip the hearts and flowers, skip the ivory towers. you’ll be disappointed… and i’ll lose a friend. when your girl has left you out on the pavement and your dreams fall apart at the seams. your reason for living is your reason for leaving. kindest cut’s the cruellest part… when i accepted this job i was resigned to my fate. when I got there early she’d emigrate. when the postman don’t call on valentine’s day. when they find you beached on the barrier reef and the only pleasure treasured is in map relief. when your world is full of string arrangements, when you were mine. when i’m shaking a hand i’m clenching a fist, for if you gave me a pound for all the moments i missed, and i got dancing lessons for all the lips i should kissed: i’d be a millionaire/i’d be a fred astaire. and like the world spinning round on it’s axis, i know what’s small and i know what’s massive. like the phoenix coming back from the ashes, i know what’s good, but i know what trash is. stuck a marriage proposal in the waste disposal. if that’s the trash aesthetic then i suggest we forget it. everything is temporary, written on the sand, looking for the girl that meets supply with demand. 4 ever 2 gether, 4 years 2 come, 4 love 2 strong, 4 us 2 part, forgive and forget, for goodness sake. love’s on the horizon lit by the sun. 9 out of 10 in every case… the cowboys at the rodeo, the rhinestones on that romeo, a sunken ship with a rich cargo, i suppose it only goes to show… me. what’s it like to have loved and to lose her touch? what’s it like to have loved and to lose that much? who got? where’s the? what’s the? i don’t know the answer to that question. who broke my heart? you did… you did…
... e finalmente este the lexicon of love...
... que o je tinha mas que eu não podia ouvir porque andei durante o outono de 82 zangado com ele.
depois das pazes feitas, ouvi, amei e quis ter também para mim.
tinha a particularidade daquele texto que vinha na capa interior conter partes de letras das canções do disco. coisas que eles, que sabiam inglês, descortinavam com uma valente categoria.
ouvi-lo agora - a este a a muitos outros discos, como, sei lá, o disco dos propaganda, da grace jones ou até dos fgth - faz-me perceber que o gajo de óculos dos the buggles sabia-la toda!
terça-feira, dezembro 25, 2012
à atenção de todo o pessoal das bicicletas...
... esses biltres que têm por mania ir pedalar para aquela ciclovia, ali, entre a guia e a boca do inferno: é perigoso andar naquela pista. tende cuidado pois os peões que lá andam a passear podem vos atropelar.
sugiro que usem as vossas biclas no passeio.
ou então, até mesmo na estrada. é mais seguro. os condutores dos automóveis são normalmente mais compreensivos.
sugiro que usem as vossas biclas no passeio.
ou então, até mesmo na estrada. é mais seguro. os condutores dos automóveis são normalmente mais compreensivos.
e o natal deles nunca mais será igual
lembro com muito gosto o modo como ela se referia a ele (pelo menos ela o
fez uma vez e isso ficou marcado muito fundo) dizendo: 'caetano, venha
ver o preto que você gosta'. Isso de dizer 'o preto', sorrindo
ternamente como ela o fazia (ou fez), tinha - teve, tem - um sabor
esquisito que intensificava o encanto da arte e da personalidade do moço
no vídeo. era como se se somasse àquilo que eu via e ouvia uma outra
graça, ou como se a confirmação da realidade daquela pessoa, dando-se
assim na forma de uma bênção, intensificasse sua beleza. eu sentia
alegria por gil existir, por ele ser preto, por ele ser ele - e por
minha mãe saudar tudo isso de forma tão direta e tão transcendente. Era
evidentemente um grande acontecimento a aparição dessa pessoa - eu via
que se tratava desde já um grande entre os grandes - e minha mãe
festejava comigo a descoberta",
sexta-feira, dezembro 21, 2012
pode não ser hoje, mas nunca se sabe. pelo sim, pelo não é melhor ler mesmo as letrinhas pequeninas.
a caminho dos correios, ali junto da estação, estava o gajo que costuma estar a fazer sudokus, a ler os maias.
há malta que faz de tudo para tentar perceber se isto acaba mesmo agora.
há malta que faz de tudo para tentar perceber se isto acaba mesmo agora.
vi-lhe a sua silhueta quando...
... olhei para cima. a principio nem percebi o que era, depois, com os óculos confirmei que era ele. estava sentado junto da janela, certamente na sua cadeira de rodas. contemplava a rua, duma forma plácida e aparentemente serena. visto de fora, parecia um personagem do lobo antunes.
é triste quando nos parecemos com personagens dele.
é triste quando nos parecemos com personagens dele.
quinta-feira, dezembro 20, 2012
nunca gostei de comprar roupa...
... para já porque não tenho dinheiro para isso e depois porque tenho um corpo cujas medidas não fazem parte do tárguete das lojas de confecções. além de que, claro, é difícil convencer as marcas a fazerem coisas simples: camisas com um bolso e sem paneleirices; casacos de malha, com um fecho até cá em cima e, ajudava, dois bolsos, mas, sem canudos ou paneleirices como aquelas golas que vêm quase desde a altura do pâncreas, calças a imitar as 501 mas em barato. e com fech...
se a largura das camisolas é um m - nos momentos bons - os braços ficam apertados. se compro um casaco l e me fica óquei quando o aperto, as mangas vão para lá dos punhos.
se as calças me assentam bem na cintura, é certinho que não cabem nas pernas e fica ali 15 cms de tecido a cobrir os pés.
a minha vida é feita de mangas com excesso de pano junto aos punhos e calças com um molho de ganga junto aos calcanhares.
sou, digamos, um expositor de plissados.
(ai, como me odeio!)
se a largura das camisolas é um m - nos momentos bons - os braços ficam apertados. se compro um casaco l e me fica óquei quando o aperto, as mangas vão para lá dos punhos.
se as calças me assentam bem na cintura, é certinho que não cabem nas pernas e fica ali 15 cms de tecido a cobrir os pés.
a minha vida é feita de mangas com excesso de pano junto aos punhos e calças com um molho de ganga junto aos calcanhares.
sou, digamos, um expositor de plissados.
(ai, como me odeio!)
a bola diz que foi o maçã podre...
...que afinal, segundo o senhor lopes, parece que já não era podre, o jogo diz que foste tu. a mim tanto se me dá. sei é que logo, logo, logo, quando decidiste mostrar aí ao povo que eu tenho razão, que és o melhor jogador do time, o jogo não dá pela televisão.
gaita!
nisto, não há nada a fazer. eles são mais que nós e a tvi não é a santa casa e por isso emite para quem lhe dará mais audiências. concordo. faria o mesmo.
quarta-feira, dezembro 19, 2012
pilinhas
tenho algumas saudades do tempo em que havia discussões sérias sobre a grandiosidade dos clubes de futebol.
um dia, ao se discutir quem é que afinal era o melhor clube português, vi-me apanhado numa contenda entre o zé burrié e nuno pires. o primeiro não era bem benfiquista, era o galrinho em pessoa - ok, sem bigode. o segundo dizia-se a encarnação do keita mas em branco.
eu só queria ser o seninho
um gajo que tinha lugar no cosmos, não me venham com merdas, tinha lugar em qualquer equipa do mundo!
andávamos ali os três num degladiamento, quando lancei para o ar um item que achava de maior importância:
- ah! mas o relvado das antas é maior que o da luz e que o de alvalade.
- olha-me este, olha. tás maluco, pá! o relvado das antas tem 90 metros e o de alvalade, que é o maior do mundo, tem 110. vem na colecção de cromos, pá. disse o pires
- o da luz tem 120! finalizou o burrias.
- mas o porto tem no estádio a melhor iluminação que há. - mandei eu, assim, para o ar.
- ah, ah, ah. o alvalade tem as torres de iluminação mais altas que há. essa é que é essa.
entretanto chega ali o rui, irmão do nuno, e é interpelado pelo burrié:
- ó rui, o estádio da luz não tem seis torres de iluminação?
- tem!
calámo-nos os dois enquanto o burrié impava o peito de orgulho.
no dia seguinte vi uma imagem do estádio da luz e descortinei que lhe faltavam duas das seis torres que o rui tinha afiançado haver lá junto à 2ª circular.
- ó zé, olha que o estádio da luz só tem quatro torres, porra.
- mas tem esticadores nas redes das balizas.
alto lá, que isso de ter esticadores nas redes era de suma importância. clube que tivesse esticadores nas balizas era clube com um nível europeu. não havia aquela desarrumação de malhas lá no fundo da baliza. nahh, nada disso. aquilo era uma autêntica capoeira. ali tudo direitinho.
- e para que queres tu um estádio com esticadores nas balizas?
- porque quando é golo, dá um efeito melhor porque a bola não enrola nas redes.
- mas assim, quando os outros marcam golos ao bento também o sofrimento é maior.
- tás parvo, pá. nunca ninguém marcou golos ao bento ou ao zé gato no estádio da luz!
escrevi este post há uns anos. reli-o porque esta coisa de medir as pilinhas dentro do mundo do futebol atinge níveis que não lembram a ninguém.
agora, medem-nas usando os jogadores que são desviados da sua rota, contratando-os depois de serem descobertos pelos olheiros adversários.
mas agora descobri outra medição. consiste em afirmar que já seguem certo jogador há x anos.
e pronto, em vez de jogarem um contra o outro, não, medem pilinhas.
um dia, ao se discutir quem é que afinal era o melhor clube português, vi-me apanhado numa contenda entre o zé burrié e nuno pires. o primeiro não era bem benfiquista, era o galrinho em pessoa - ok, sem bigode. o segundo dizia-se a encarnação do keita mas em branco.
eu só queria ser o seninho
um gajo que tinha lugar no cosmos, não me venham com merdas, tinha lugar em qualquer equipa do mundo!
andávamos ali os três num degladiamento, quando lancei para o ar um item que achava de maior importância:
- ah! mas o relvado das antas é maior que o da luz e que o de alvalade.
- olha-me este, olha. tás maluco, pá! o relvado das antas tem 90 metros e o de alvalade, que é o maior do mundo, tem 110. vem na colecção de cromos, pá. disse o pires
- o da luz tem 120! finalizou o burrias.
- mas o porto tem no estádio a melhor iluminação que há. - mandei eu, assim, para o ar.
- ah, ah, ah. o alvalade tem as torres de iluminação mais altas que há. essa é que é essa.
entretanto chega ali o rui, irmão do nuno, e é interpelado pelo burrié:
- ó rui, o estádio da luz não tem seis torres de iluminação?
- tem!
calámo-nos os dois enquanto o burrié impava o peito de orgulho.
no dia seguinte vi uma imagem do estádio da luz e descortinei que lhe faltavam duas das seis torres que o rui tinha afiançado haver lá junto à 2ª circular.
- ó zé, olha que o estádio da luz só tem quatro torres, porra.
- mas tem esticadores nas redes das balizas.
alto lá, que isso de ter esticadores nas redes era de suma importância. clube que tivesse esticadores nas balizas era clube com um nível europeu. não havia aquela desarrumação de malhas lá no fundo da baliza. nahh, nada disso. aquilo era uma autêntica capoeira. ali tudo direitinho.
- e para que queres tu um estádio com esticadores nas balizas?
- porque quando é golo, dá um efeito melhor porque a bola não enrola nas redes.
- mas assim, quando os outros marcam golos ao bento também o sofrimento é maior.
- tás parvo, pá. nunca ninguém marcou golos ao bento ou ao zé gato no estádio da luz!
escrevi este post há uns anos. reli-o porque esta coisa de medir as pilinhas dentro do mundo do futebol atinge níveis que não lembram a ninguém.
agora, medem-nas usando os jogadores que são desviados da sua rota, contratando-os depois de serem descobertos pelos olheiros adversários.
mas agora descobri outra medição. consiste em afirmar que já seguem certo jogador há x anos.
e pronto, em vez de jogarem um contra o outro, não, medem pilinhas.
este disco...
...é uma afronta a todas, mas todas, as gravações de música brasileira que aconteceram depois de 1980.
é que nunca mais ninguém voltou a fazer mais nada assim.
césar camargo mariano, hélio delmiro, luizão, paulinho braga, chico batera e hermeto pascoal, vocês 'estavam lá'.
há um documentário sobre ela - bem foleiro, diga-se - em que às tantas perguntam ao miéle o que é que ele lhe diria se tivesse a possibilidade de a rever. ele respondeu «elis, canta para mim.». resposta tão simples e tão pertinente, não é?
é que nunca mais ninguém voltou a fazer mais nada assim.
césar camargo mariano, hélio delmiro, luizão, paulinho braga, chico batera e hermeto pascoal, vocês 'estavam lá'.
há um documentário sobre ela - bem foleiro, diga-se - em que às tantas perguntam ao miéle o que é que ele lhe diria se tivesse a possibilidade de a rever. ele respondeu «elis, canta para mim.». resposta tão simples e tão pertinente, não é?
the newsroom
O HitFix, um dos muitos sites norte-americanos dedicados ao entretenimento, juntou 44 críticos profissionais, pediu-lhes que estes elegessem os seus dez programas televisivos de 2012 e que os pontuassem. Da soma dessas pontuações, resultou a lista que se segue…
e nos vinte primeiros lugares da 'lista que se segue' não aparece esta série.
e nos vinte primeiros lugares da 'lista que se segue' não aparece esta série.
who are you?
quem escreve num blog coisas - sinceras - do seu quotidiano tem a desconfiança que o que lê noutros blogs idênticos é algo com uma carga de sinceridade idêntica.
sei lá, pelo menos desconfia, não é?
ou acha que no face, aí sim, perante os amigos, os conhecidos e mais aquela gaja boa que é filha da senhora lisete da padaria e que me aceitou amizade, vá se lá a saber por quê, somos uma coisa que adoro que é «sermos nós próprios».
depois lemos coisas no face e... carai, mas o gajo é mesmo assim? ou, a filha da dona lisete faz mesmo um vasqueiral a foder como um amigo dela comentou no seu perfil?
depois achamos que no chéte do face, aí sim, é que está a verdadeira essência das pessoas.
mas depois... até no badalado chéte se verifica que... que a coisa também não é assim, que ao vivo, ah, ao vivo é que a filha da dona lisete é o que é.
mas... claro, ao vivo... ora bolas, ao vivo não é uma rede social. e ao vivo... ora, ao vivo as pessoas não são... não são elas, não é?
as pessoas mais interessantes da nossa - minha - vida, as que eu mais queria ler no face, ver fotos no face ou saber se estão, naquele momento, no fizz ou no silk, foram as últimas a chegar ao face. e dentre esse grupo, as mais, mais, interessantes, afinal não escrevem nem mostram nada e têm como foto de perfil uma borboleta.
mas se formos mais fundo, sabem, as pessoas que eu mais gosto, se calhar - de certeza, mas é! - não têm nada dessas coisas de face, de blogs e nem vão ao silk.
por favor, deixem-se estar onde estão.
sei lá, pelo menos desconfia, não é?
ou acha que no face, aí sim, perante os amigos, os conhecidos e mais aquela gaja boa que é filha da senhora lisete da padaria e que me aceitou amizade, vá se lá a saber por quê, somos uma coisa que adoro que é «sermos nós próprios».
depois lemos coisas no face e... carai, mas o gajo é mesmo assim? ou, a filha da dona lisete faz mesmo um vasqueiral a foder como um amigo dela comentou no seu perfil?
depois achamos que no chéte do face, aí sim, é que está a verdadeira essência das pessoas.
mas depois... até no badalado chéte se verifica que... que a coisa também não é assim, que ao vivo, ah, ao vivo é que a filha da dona lisete é o que é.
mas... claro, ao vivo... ora bolas, ao vivo não é uma rede social. e ao vivo... ora, ao vivo as pessoas não são... não são elas, não é?
as pessoas mais interessantes da nossa - minha - vida, as que eu mais queria ler no face, ver fotos no face ou saber se estão, naquele momento, no fizz ou no silk, foram as últimas a chegar ao face. e dentre esse grupo, as mais, mais, interessantes, afinal não escrevem nem mostram nada e têm como foto de perfil uma borboleta.
mas se formos mais fundo, sabem, as pessoas que eu mais gosto, se calhar - de certeza, mas é! - não têm nada dessas coisas de face, de blogs e nem vão ao silk.
por favor, deixem-se estar onde estão.
sexta-feira, novembro 02, 2012
Subscrever:
Mensagens (Atom)




