... cuja obra foi embargada pela câmara e, por isso, nunca foi concluído; para outros é um toque de génio; para outros ainda é algo desconcertante.
seja lá o que for, sejam pelo menos honestos e atentem ao tipo de casitas que se construíam em 1929. agora pensem, por exemplo, naquilo que acham que são as vivendas que, agora, em 2012, são denominadas por «projectos de arquitecto». aquelas cenas todas muito à frente, muito minimalistas, muito rectilíneas e tal...
pois bem, se agora a coisa é modernaça e fica bem, imaginem em 1929.
o google veio lembrar-nos que há 126, estava a mãe do ludovico a parir um moço que soube estar umas boas décadas à frente do seu tempo.
aqui. Em função dos antecedentes de Aimar, o Benfica não entende porque não houve qualquer atenuante. Há outros casos na Liga portuguesa de jogadores punidos com cartão vermelho direto e que foram suspensos só por um jogo
... sem a bola de catchumbo do carroucel oito, a loja das revistas de quadradinhos em segunda mão, aqueles pavilhões com móveis onde os meus pais me faziam passar secas monumentais, ou a destreza dos empregados de mesa em sacar as rolhas à primeira, não há desculpa para eles não possam reconstruir, pelo menos, o café dos pretos algures por aí, não?
se aquilo um dia avaria vou às fuças aos gajos do meo. estou só a avisar.
acreditem, eu era capaz de estar horas, repito, horas, a falar sobre ela e sobre a entrevista. por cada palavra que ela disse, eu divagaria umas cinco!
... como dizem os directores de comunicação (seja lá de que clube forem), porque é que então os presidentes vão depois ralhar com os jogadores ao balneário?
e já agora, porque é que o delgado não faz editoriais como o de hoje, quando... sei lá o união de leiria é, supostamente, prejudicado?
mas a verdade é que de vez em quando sabe bem este silêncio: a tv em mute sintonizada na thelma e na louise (que duas mulas mais boas, caramba!) a recordar a noite em que fui ao londres vê-las na companhia do brux e do zé; a gata no colo - imagine-se! são saudades da dona crescida, coitada. -; a mulher em branco a ser relida aos bochechos e aleatoriamente; a rickie lee jones a cantar para mim; a mais pequena a dormir profundamente no quarto... é isso, se eu um dia for rico compro o silêncio numa noite ou noutra.
... é provavelmente um exagero. ela não me aborrece, não me magoa, não me irrita.
em boa verdade o que se passa é que nada do que ouvi dela trouxe algo de novo. pelo menos para mim, claro. não a distingo entre outras da mesma onda. nunca me fez clique. por isso, os shows que ela fez com o caetano cá em portugal há meses, teriam a minha presença se eu tivesse paciência para tal, dinheiro e se ela não estivesse presente.
... pequei (uma espécie de hóquei em patins; mas sem patins e com balizas feitas com caixotes da mercearia do albino); ao alho; bate pé; caricas cobertas com sabão ou cascas de banana; ir para o túnel da bruxa; bola, claro!; gozar com o rocha comunista ou com o mateus paneleiro; à bolha; aos espiões...
tenho que ir à sala da minha filha ensinar uma brincadeira que tínhamos quando éramos petizes. sinto-me (verdadeiramente) perdido. acho que pelos exemplos acima indicados, vou fingir que jogávamos bridge, que me esqueci das regras - que nunca aprendi -, levo um baralho e ensino-lhes como se joga o burro em pé ou a bisca lambida.
kit moresby: tunner, we're not tourists. we're travelers.
tunner: oh. what's the difference?
port moresby: a tourist is someone who thinks about going home the moment they arrive, tunner.
kit moresby: whereas a traveler might not come back at all.
tunner: you mean *i'm* a tourist.
kit moresby: yes, tunner. and i'm half and half.
... disse há dias, por causa duma cena de árbitros e mais o caralho, o seguinte:
constatei um facto numa bola parada, sem colocar em causa a honestidade do auxiliar, e quase todos tiveram a minha opinião. vivo num país em que ninguém está acima da crítica. se o presidente da republica é criticado e eu o sou quando as coisas não correm bem, porque é que os árbitros não podem ser? Há alguns que nascerem depois de 1974 e eu ainda sou de outro tempo. mas conquistámos a liberdade para nos podermos expressar. e vou continuar a fazê-lo.
quer com isto ele dizer, então, que se eu o mandar para a real puta da mãe dele, isto também faz parte duma das conquistas de abril, não é?
ainda por cima diz constatei em vez de verifiquei. estes francesismos... alguém que corrija o senhor, bolas! odeio quando as pessoas têm a mania de usar o caralhinho do abril e da liberdade como escudo ou justificação para poderem ser inconsequentes.
... agora toda a alma penada, toda a empresa, toda a turma faz um flashmob.
eu quero aqui solenemente informar que fui ali ao wc fazer uma mija, aproveitei e lavei os dentes pois ainda não o tinha feito após o almoço - sim, claro que as mãos também foram lavadas -, chego aqui junto da secretária quando estava a dar esta canção.
então, numa de louco, não me aguentei e fiz um flashmob. giro, giro, giro de morrer.
tenho um disco do jónsi na telefonia do carro. não sei durante quanto tempo. porém, no meu caso, tê-lo por mais de 23 segundos é algo perfeitamente inusitado e inconcebível.
- então e o ipad que te comprámos nos anos?
- tudo bem.
- as apps, trabalham bem?
- o que é isso das apps?... desvia-te aí uma beca, filha. - ... - ora aqui está... - ... - 'qué que foi?
... bem como daquela cena dos cardigans, justinhos para diferenciar dos que os gajos dos cartórios usavam (usam?). de resto do que gostei foi das farpelas que o craig usa no filme.
o livro continua a ser melhor do que qualquer um dos filmes.
mas se tivesse que escolher, seria o sueco, de caras. este não é mau (e tem, nem que por 3 minutos, a robin wright) mas ainda assim... caramba, o outro conta melhor a história, mesmo que este dê um ar de ter sido feito com dinheiro e não com cassetes de video emprestadas pelos amigos.
mas, já a viram, por exemplo, para não ir mais longe, no filme lá do livro do larsson (ninguém me tira da cabeça que o daniel craig é um moldavo das obras)? topam a diferença?
é a diferença entre uma coninha de sabão (muito bonitinha, tudo bem) e uma mulher que, eu sei, já andou comigo mas ninguém nunca a avisou.
35:14 na primeira, 33:13 na segunda. e continua esta minha mania de me render e prestar homenagens posteriores a estes pilotos (ou bandas. ou jogadores. ou...) que me irritavam solenemente no passado.
... é o meu favorito personagem (mesmo que eu ache que não), do meu favorito livro (mesmo que eu ache que não) do meu favorito autor (mesmo que eu continue estúpido e não me renda às evidências).
... é o nome do senhor que me mandou esta carta. diz que trabalha na financieira el corte inglés. tem, com certeza, um cargo do camandro. acredito também que seja bem remunerado. assim espero e desejo (sem ironias).
gostaria também que da próxima vez que ele decidir assinar uma carta como esta, tenha a humildade de fazer uma espécie de sindicância às (aos) empregadas (os) da casa que completaram um curso de português (para não ir tão longe) e não tiveram a sorte que ele tem de encontrar um emprego melhor, para o ajudar a ridigir uma coisa: melhor, mais simples e, se possível, sem erros.
já seria, acredita zé tavares, um começo. isto é um blog, uma carta comercial requer outro cuidado, pá!
ela anda a cantarolar o sobe sobe da manuela bravo e por isso, acredito, não há-de faltar muito para começar com o verde vinho do paulo alexandre, não é?
(continuo a achar maravilhoso, aquele caralhinho dos pais ficarem muito contentes e plenos da sua missão educacional quando o petiz troca as alas do noddy pelos editors. ou os band of horses.
continuo a achar também evidente que há por ali vestígios de alguns traumas e vergonhas antigas. talvez tenham gostado do shaddap your face do joe dolce quando o colega do lado já gostava dos... a certain ratio. talvez, talvez...
ahhhh, tanta faltazinha que um psicólogo fez - faz, fará... - nas escolas...)
todo dia ele faz diferente, não sei se ele volta da rua
não sei se me traz um presente, não sei se ele fica na sua
talvez ele chegue sentido, quem sabe me cobre de beijos
ou nem me desmancha o vestido, ou nem me adivinha os desejos
dia ímpar tem chocolate, dia par eu vivo de brisa
dia útil ele me bate, dia santo ele me alisa
longe dele eu tremo de amor, na presença dele me calo
eu de dia sou sua flor, eu de noite sou seu cavalo
a cerveja dele é sagrada, a vontade dele é a mais justa
a minha paixão é piada, sua risada me assusta
sua boca é um cadeado e meu corpo é uma fogueira
enquanto ele dorme pesado eu rolo sozinha na esteira e nem me adivinha os desejos eu de noite sou seu cavalo
... mas não gostarem de nyc, eu compreendo. acontece-me o mesmo.
mas se, então, gostaram de nyc como eu gostei e não como se gosta de nyc, talvez gostem também desta mégâzine.
mégâzine essa que, curiosamente, serve para ambas as pessoas. as que gostaram de nyc mas não gostam de nyc e as que gostam de nyc mas nem sabem que também se pode não gostar de nyc.
organização do caneco, caramba. até metem a nossa senhora a auxiliar o clube nos penaltis.
ridículo! se as rezas vencessem partidas de futebol, o paroquial de fátima dava 6 a 0, mesmo até contra o liverppol (aquele de souness, rush, grobbelar, dalglish. wark... não me lembro de mais).
... escreveu um dia numa crónica no independente (indepindente, como diz o velho diniz), que há cenas - ou meras imagens - que vemos nos filmes e que recordamos para sempre sem sabermos muito bem porquê.
eu, confesso, gostava de um dia arrolar as imagens, cenas ou frases que nem sempre são coisas muito importantes ou marcantes (bom, marcantes se calhar são), mas estão aqui guardadas como um carácter a ferro quente.
nem que seja uma sobre terminais multibanco, imagine-se!
é que ainda não o li e já gosto dele. quem se digna a escrever sobre perfumes merecerá sempre, sempre sem excepção (estou obviamente a abusar) a minha atenção. aqui.
(não liguem ao facto do blog demorar, assim tipo «bué» a arrancar e venha acompanhado por uma cantiga. em bem a aviso mas...)
(estou brincando, pá!)
enham comigo: é certo que o a new flame não só é um dos mais bacanos discos dos red como também é o melhor.
é o terceiro que eles editaram, ainda não havia o algarismo nove na posição das dezenas, ainda não tinham ficado histéricos com o stars (nada contra) e estavam numa forma dos diabos.
aprendi a gostar deste disco porque o ouvia em cassete. emprestada, é certo, mas é daquelas coisas que o amor tem. sim, no amor, recebemos cassetes por empréstimo.
inâfe fechava o lado b. e por arrasto, fechava o disco. o târni dâpe abria o tal lado bê e para mim era a malha do disco todo. de caras.
mas pronto, hoje quero vir com este. groooooove. e lá está a tal guitarrazinha ali à rodgers, a esgalhar para cima e para baixo.
que maravilha.
(letra boa de se escrever num papel e andar ali pelas praias a curtir com o volume no 26.)
... se realmente gosto destas luas como a de hoje: alvas, brilhantes, fortes.
é que não dão para ficar a olhar para elas, encandeiam. gosto mais delas a meio gás, quando nos deixam ver, assim, a parte de baixo, como se estivéssemos a espreitar, cá da terra, sob as suas saias.
mas por outro lado, quem vem ali do lado do cascais, passa junto ao bauhaus e olha lá para baixo, em boa verdade, é bonito ver aquela alfombra prateada, estendida no mar, desde a rata até à parede.
... o meu pai a dizer à minha mãe: - ó hortênsia, olha que eu acho que a miúda tem uma perna mais comprida que a outra. mas a minha mãe, lá respondia, com aquela ar calmo que as mães sempre assumem:
- deixa lá. a miúda lá há-de arranjar forma de disfarçar a coisa.
everybody's got a secret sonny
something that they just can't face
some folks spend their whole lives trying to keep it
they carry it with them every step that they take
till some day they just cut it loose
cut it loose or let it drag 'em down
where no one asks any questions
or looks too long in your face
in the darkness on the edge of town
... mais uma vez ele escolheu - ou alguém por ele - uma música daquelas, como todas, repito, todas as imagens que eles foram captar são irrepreensíveis.
daquelas que dão vontade de stillar (g'anda palavrãoi, não me lixem. vem de still, perceberam? não está giro? não? sério? ihhh, pensei que estivesse, confesso.) e de ficar ali a curtir as linhas que definem as perspectivas ou outra coisa qualquer que julguem ser boa de apreciar.
... dar os parabéns a todos, mas rigorosamente todos os membros da academia de oliúde que passaram o tormento e a seca de ter que ver aquela coisa da dama de ferro só para, em consciência entregarem o boneco à meryl streep.
instigado pelo frankie bernardes, fui lavar e aspirar finalmente o leão da estrada «grrrraurr» lá do trabalho. já precisava. já merecia. a ideia que eu tinha é que havia por lá detritos do tempo em que o materazzi passou pelo sporting. isto, claro, apesar do carro ser apenas de 2006. fenómeno estranho, bem sei.
tirando o facto de não ter a sorte que bafeja sempre o neves pinto - ó calado, quanto dinheiro é que encontraram naquela vez lá com o corsa? - e por isso, não vim de lá mais rico, é sempre bom salientar que o micro-fibras laranjinha que o bernardes me vinculou, se portou como gente grande. caramba, quando saí do elefante bra..., desculpa, azul, tive até que pôr os rairan espelhados, tal era a cristalice daquele pára-brisas.
e a cartonância que aquilo provoca num gajo, bernardes? a gente está ali a massajar a lata do leão da estrada - grrrraurr, mais uma vez - e começa a juntar-se povo à nossa volta, intrigados com o facto de, sim, eu estar a usar um micro-fibras laranja. mas às tantas começam a surgir gajas. isso mesmo, gajas todas desaustinadas com o facto de eu estar ali a exibir o micro-fibras laranja. e passam para um lado e voltam para outro... e aquilo é só risinhos, topas?
às tantas não estão de modas: circulam de carro, buzinam em sinal de alerta, abrem a janela e exibem um cartaz, daqueles iguais aos das bancadas da bola mas a dizer «ó chavalo, passa-me o corredor a micro-fibras!»
ela não entra no café sozinha
tem um bloqueio um modo de ser
ela tem um receio do que possam dizer
que alguém lhe passou quando era menina
e como coisas boas nunca ninguém ensina
ela cora por tudo e por nada
conceição
olhos nos olhos olhos no chão
qualquer coisa a embaraça
essa conceição
não sei que lhe faça
e é uma pena que aquele corpo
é todo lume lenha de arder
mesmo a pedir mão de mexer ...
o amor enviou-me, sou seu missionário
vim mudar a tua sina
arejar o teu coração
guardado em naftalina
... que o doutor esteves cardoso escreveu sobre obrigado.
bem sei, que vos canso com estas coisas, mas, caramba, gosto destas mariquices das origens (escrita por francisco nicholson e dirigida por nuno teixeira) das palavras, que querem que vos faça?
... eu disse a frase «já não me lembro do nome dessa gaja, mas para mim tem corpo de manuela» como depois ela sorriu, riu-se e completou «isso mesmo, sei o que estás a dizer. e faz sentido.»
... é e sempre será visto como um acto pecaminoso e, se não um lugarzinho no inferno, um bilhetito para o purgatório será com certeza, todas as covers de canções do marvin gaye.
mas há gente a quem devemos - por lei e directiva comunitária - perdoar todas estas afrontas:
michael mcdonald, pedais wah wah, sons tipo hammond, baixo tipo shatf, sintetizadores a imitar violinos.... groooooooooove.... want you to want me too....