- tá, vitor?
- sim.
- sou eu, andré.
- ah.... 'tás bom?
- sim, tótil. olha, precisas de ajuda?
- ajuda? olha-me este meu! por quê?
- não sei... pensei...
- nahhh, tou bem!
- pronto, ok. tu é que sabes, meu.
- abracinho.
- outro.
... para aquela coluna parva do lado direito, para o táimeláine (que não é tão mal como o pintam. mas sim, é mau!) e isso, fico às vezes com uma sensação idêntica à que temos quando exclamamos, tristes, sobre uma coisa qualquer - ou sem ser qualquer - da seguinte forma:
ihhh, lembras-te quando tínhamos três meses de férias no verão?
ontem, mais um momento bonito do kléber. está em grande o raça do miúdo, cresce a olhos vistos. a continuar assim, está a fazer uma dupla fantástica com o seu treinador, em voos mais altos, ao serviço dum... beira-mar. ou até dum apoel, vá!
havia um senhor no meu bairro que para falar encostava um aparelho cilindrico, aqui - salvo seja -, no pescoço. e depois a voz dele ficava parecida com isto.
coisas boas dos books que as pessoas fazem a fingirem-se de modelos:
sentem-se bonitas, pelo menos uma vez na vida.
coisas muito boas dos books que as pessoas fazem a fingirem-se de modelos: haver amigos que se calam e não lhes dizem «tu estás assim, a olhar para infinito, por que achas que fica bem ou estás a tentar imitar a capa daquele single do camilo sesto? não, espera, já sei, é da cavalgada do josé cheta. é isso!»
coisas ainda melhores dos books que as pessoas fazem a fingirem-se de modelos: amigos que se contêm e não desabafam «olha lá, o filtro destas fotografias parece aquele que encontramos nas que aparecem naqueles clips do youtube que acompanham as músicas da enya e isso, não é?»
coisas espectaculares dos books que as pessoas fazem a fingirem-se de modelos: não ouvirem os amigos que no regresso a casa comentam no carro: olha, por um lado foi bom ter visto aquilo. percebi finalmente a diferença entre o eric meola e a 'tininha bate-chapas (fazemos baptizados e fiquei uma vez em 3º lugar num concurso organizado pelo jornal 'dica da semana')'.
o facto de as toalhitas wc húmidas serem, na sua maioria, embrulhados como produtos infantis (com bonequinhos, cheirinhos, coresinhas... e mais não sei o quê), significa o quê?
- que nós adultos, realmente, não usamos.
- que nós adultos só limpamos «a seco».
- que nós adultos ainda não descobrimos que também se limpa «a húmido».
- que é de evitar pois nunca se usa o balde e aosdespois vai tudo para a sanita, entope a fossa e a vizinhança fica a descobrir que até a um topo gigio e duas botas botildes estavam presos na canalização.
- que nós adultos compramos - e até usamos -, mas sob a capa de «ah, isto não é para mim. sabe, é para o meu bruno vanderlei.».
- ou as marcas é que ainda não repararam bem na coisa?
dizem que acabaram. eles lá sabem.
(para mim acabaram há uns dois ou três discos.)
(ainda os vi. foi bom. mas nessa noite cheguei tarde para assistir aos suede. teria sido melhor.)
elucidem-me o seguinte: sem desprimor pelo cardozo - seu actual companheiro -, qual dos seguintes jogadores seria um empecilho para o rapaz nolito, obrigando-o a dizer não ao guardiola e a virar costas à catalunha, preferindo, claro, o nosso benfas:
pergunto, o que ele fez, não é o que andámos a fazer aos senhores lá da europa e isso, a quem devemos dinheiro? ok, mesmo que tecnicamente não seja a mesma coisa, não vai dar no mesmo?
e nessa altura não continuámos a votar no ps e no psd?
- ... e depois o pai vai lá à escola mostrar-vos uma das brincadeiras que tinha quando era criança. - como assim? - disseram lá na reunião, um dos pais vai contar uma das brincadeiras que tinha quando era criança. - e por que é que não vais tu? - porque vais tu. - ... - ... - ... - ... - já sabes que brincadeira vais mostrar? - já. - qual é? - a lerpa ao carolo. - ... pronto, temos então a certeza que não será uma brincadeira e explicação repetida por qualquer um daqueles outros pais.
não será a primeira nem a última vez que me acontece com pregos. mais propriamente com um prego que comi, salvo erro em 95, num restaurante do arco do cego. é recorrente, esse prego aparece-me na alma quando estou com a barriga a ceder.
mas desta vez foi diferente. estava a ver uma série e algures aqui na cana do nariz, bem lá dentro, aqui na zona das sobrancelhas, apareceu-me um desejo. apetecia-me cheirar um perfume. um perfume que uso em frequências olimpíadas.
desço ao wc, remexo em gavetas e nada. caramba, sinto-me enjaulado, completamente dominado.
vi umas coisas no tube, da martha a cantar em palco. mas coisas recentes. aí de março ou coisa assim. e mesmo já não tendo 30 anos como antigamente... bom, vocês sabem... eu via-a na mesma. na boa.
sonho com o dia em que os professores estejam na moda.
sério, professores. é isso mesmo. eu sei que os cantores estão na moda mas sempre estiveram, eu sei que os actores estão na moda mas sempre estiveram, eu sei que os futebolistas estão na moda mas sempre estiveram. porém, agora, há profissões que estão na moda e nunca estiveram antes. reparem, eu não tenho nada contra esse facto, eu só sonho com o dia em que os professores venham a estar na moda.
mudo de canais de televisão e é imensurável a quantidade de cozinheiros (chamam-lhe chefes, ao que parece) que são tratados como estrelas. e eu não tenho nada contra, claro.
folheio revistas (também gosto muito de quem as desfolheia) e são dezenas as/os relações públicas com quem o «povo gosta de tirar fotos com».
e podia falar de apresentadores de concursos... de médicos adelgaçantes... de... só professores é que népia. ninguém quer tirar fotos com eles.
eu estou-me marimbando para a doutrina do «aculturar o povo» e «isto é um tempo em que os valores estão todos trocados» e ... quero lá saber dessa merda! não é disso que eu falo. aliás, eu não estou a falar de nada!
eu só sonho é com o dia em que os professores estejam na moda.
(e apareçam nas revistas como estrelas e não como pessoas que não tiveram colocação ou...)
... ao senhor pereira, em agradecimento por o deixar brincar ao nº 9, continuo a achar que ele tem tanta pá em ter ganhado esse lugar como o santana teve quando lhe caiu a presidência do conselho de ministros no colo, entregue pelo sampaio.
(lembram-se? até o gomes da silva era ministro, imagine-se!)
(deus queira que me engane como me enganei com o pepe, com o...)
... do pacheco se ter increpado com o silva, salvo erro, por ter marcado um golo e despido a camisola (com a consequente cartolina no ar):
- se não se consegue conter quando marca um golo, então que venha aqui até ao banco e dê um abraço ao treinador, ora!
e estava pois o kléber (lindo nome) a dar um abraço ao pereira quando eu iniciei este debate com este pratito enquanto me decilitrava com uma coisa lá do douro (where else?).
é definitivamente uma sobremesa à homem, não me lixem!)
... eu já só quero que pensem na idade que eles tinham quando isto foi filmado.
o mick tinha uns 35 anos. mais coisa menos coisa o que tem o jared leto ou o matt bellamy. (ou acham que eles andarão a incendiar os palcos da mesma maneira, quando tiverem 68 anos?).
sério, pensem nisso.
agora imaginem que se consegue um video 5.1 com coisas filmadas nessa tour.
pronto, é isto!
(tem o when the whip comes down e o star star, caramba!)
... no interior do frigorífico do meu xátou - nada contra, atente-se! - só é comparado ao que se sentia noutras eras, quando investíamos em cruzadas à descoberta da travessa do maldonado.
Se eu cantasse, se eu fizesse letras, se eu compusesse música, se eu gostasse de gajas (espera, isso já eu faço.), se eu um dia fosse convidado pela éme ti vi para fazer um anplâgue de, era este moço que eu gostaria de convidar para comigo cantar, era esta a canção que eu cantaria e a conversa que se tem antes de as canções começarem seria precisamente com este tom ou com estas palavras. porém, não seriam uns big koss headphones mas uns mais modestos onkyo, que pertenciam (e pertencem!) ao senhor diniz jaime e cujos fios dos alto-falantes foram soldados, seguramente, mais de 34 vezes.
(um dia, nos arrabaldes de fontanelas, ao conversar com o paulie short sobre música - what else? - perguntava-me ele se eu me lembrava duma pausa no dedilhar da guitarra do knopfler, durante aqueles volteios iniciais do going home do local hero e que provoca um yeahhhhhhh do povo. eu disse-lhe que sim, alicerçado na certeza de horas e horas de audição daquele disco, mormente (eh pá, eu acho que nunca tinha usado mormente neste blog. tu queres ver que me erudi?) durante as férias transmontanas de 1985. informa-me então o paulie, que esse yeahhhh acontece provocado por um gesto que o mark faz com o polegar no nariz, enquanto agita as falanges numa dança de nha nha nhanha nhanha. e então faço um «ahhhhhh, está giro» e faço um «ahhhhhh, está giro», precisamente porque estava mesmo giro. porque é daquelas coisas que passamos anos a ouvir nos alto-falantes mas que, apesar de imaginarmos o que se estará passado no pav atlântico da vida, onde a coisa terá sido gravada, nunca temos a certeza de como realmente se passou (que cores as luzes tinham. se o pavilhão era grande ou pequeno. se a coisa estava cheia. se o guitarrista estava a beber água durante aquele feedback. etc.).
este clip que mostro hoje foi também dos tais que imaginei, dezenas e dezenas de vezes, como terá acontecido: em que parte é que ele entra? que iluminação tinha a sala? estaria ela a fazer gestos com as mãos enquanto falava? que gestos estava ela a fazer? etc. e por outro lado também fico com medo das altas expectativas que eu crio com estes coisas ao vivo.
ainda assim, bolas, adorava que existisse em vídeo, duas ou três conversas que o bruce frederico tem (é mentira, são seguramente umas 10 conversas!) e que me alimentaram sob os tais big koss headphones. perdão, big onkyo headphones.
aquela durante o growing up do roxy onde ele diz aquela coisa «and so, you guys, one of you wanted a lawyer, and the other one wanted an author. well, tonight, you are both just going to have to settle for rock ‘n roll… » ao som do piano do bittan; o «do you think this is a free ride?» do raise your hand, também do roxy...)
... gostava de a ver sorrir.
(e sonho que o ar neutro - para não lhe chamar outra coisa - que assume, é uma coisa, assim, só para a foto. que quando eles desligam a máquina ela sorri... assim como todas as crianças devem sorrir.)
a lembrar-me, recorrentemente, dum reviralho em copacabana - chiquérrimo, claro -, onde presenciei o relato duma miúda que "salvou" a mãe da morte nos atentados, por que se atrasou - ou adormeceu ou uma merda assim - a sair de casa, obrigando a senhora a levá-la à escola e impedindo-a de chegar a horas ao emprego, precisamente numa das torres do wtc.
(lembro-me doutras coisas relacionadas com essa cena, mas não me apetece agora falar no assunto.)
... tirou umas fotografias e em tudo o que é notícia - dessa notícia, note-se - se refere as curvas e mais curvas e as curvas...
eu olho para aquilo, descubro-lhe umas boas tíbias - daquelas que se aparecessem em guimarães, serviam para cabos de facas -, é certo e pergunto «mas que curvas, caralho?»
não são poucos os amigos que me questionam sobre a quantidade de mapas e guias de viagens que eu guardo já que «já inventaram o gps doméstico» e «olha lá, mas tu nem viajas assim tanto, ora!».
e não deixam de ter alguma razão.
alguma, eu disse alguma.
porém, hoje de manhã, assim que fui deixar o bernardo à natação, em vez de pegar num livro ou numa revista, tirei o 441 da michelin e foquei a minha preocupação a rever ali umas zonas entre o montesinho, alvão, padrela...
acreditem, mesmo já com o rabo achatado, as coisas maravilhosas que aquilo tem davam-me para umas 20 idas à natação. só naquele 441.
depois de terem catado o bin laden, depois de tratarem do sebo ao kadhafi, será que a humanidade poderá dedicar o seu tempo a tentar perceber - e a agir, porra! - quem são os gajos que dão as sugestões para as alterações no facebook?
no fim, ela sai, envolve-se na toalha e fica com ela envolta no corpo, assim, à mahatma gandhi. agarra no cabelo e escorre o resto de água para trás. eu ainda lá estou dentro e faço o mesmo gesto que ela e escorro também os últimos pingos da gadelha:
eles não são os melhores só por que... já o eram. eles são os melhores porque têm a grata mania de ir buscar outros melhores que andavam «transviados».
kill joy, bad guy, big talking, small fry,
you’re just an old barrow boy,
have you found a new toy to replace me?
can you face me?
but now you can kiss my ass goodbye.
se a lyonce é lyonce em por causa dos nomes dos pais e da beyonce. então, como sinal de gratidão - e até de justiça, vá! - seria bonito que a futura filha da beyonce e do jay zê se baptize com o singelo nome de bjannick ou jbuciana, não?
há pouco, na antena 3, ouvi o martin fry. sim, não estou equivocado, eles tocaram mesmo uma música audível.
* é, na realidade, fui lá cair ao fazer zapping na telefonia do carro. é que não há a mínima hipótese de ter sido doutra forma, né?
mais do que os amigos, mais do que os amores, mais do que a família, mais até do que a rádio, o que mais influencia a minha decisão involuntária de gostar de inesperadas canções que aconteceram na minha vida depois do violator é a ginástica.
o face fala com alguém - assim do género de perguntar ao gajo que está ao nosso lado, no bar, quando andamos a decilitrarmo-nos pela náite fora -, mesmo, coisas como: olha lá, estou a pensar fazer estas mudanças num programa que tenho chamado facebook. achas que o pessoal vai gostar?
é que não tenho tanta a certeza disso.
(ou então, provem-me que estou errado e digam-me, por favor, nem que seja um: ah, eu gosto mais assim.)
... está-me a contar os seus acidentes e as suas relações com as várias companhias de seguros. diz que na família já houve uns cinco ou sete. todos culpa da mulher «essa parva que comprou a carta na farinha amparo. com todo o respeito, senhor pedro, pela farinha amparo que me alimentou durante anos. a minha mãezinha que está lá em cima - e ergueu o olhar para cima. por momentos julguei que estivesse a ver se o ar condicionado estava a funcionar - é que nos sabia alimentar..» e do filho «esse chulo da merda que não há maneira de sair de casa e de largar a sonsa da namorada... ó senhor pedro, com tanta miúda porreira por aí, está a ver, foi-se meter na cama com uma sonsa que nem queira saber. e olhe que há por aí miúdas que na cama, eu sei... repare, eu sei porque olho para elas e percebo isso. que na cama eram bestiais para o puto. esse chulo da merda. agora com uma sonsa? nahhh, eu logo disse que não ia dar nada. mas dá. imagine que dá.».
demorou 13 minutos a contar um dos acidentes «então a companhia queria pintar-me o guarda-lamas e uma porta? o carro era azul-metalizado! está a ver? chegávamos perto do carro e aquilo tinha pintinhas prateadas. uma maravilha. nahhh, exigi que mo pintassem todo. olha, olha! depois olhava para o carro e aquilo parecia-me uma manta de retalhos? nahhh, não me enganam. as companhias de seguros? não me enganam.». estou a fazer contas e a rezar para que os outros cinco ou seis sejam batidas mais leves.
é que já recebi chamadas e ele aguarda que eu desligue para continuar a conversa.
agora disse que votou no sócrates duas vezes. e que chegou a apoiar e senhor (sic) vasco gonçalves.
as festas da várzea pequena e a da filarmónica; as estadas em casa do zé cruz e do felisberto; os rallye papers do diniz, do amorim e da dulce; o some girls are bigger than others; a colónia do sambé; o frio da noite; a final do campeonato de hóquei assistido na chapinheira; as 3 léguas com o vasco; as idas a pé ao pão quente; ou de mota; a água fria no pés escuro; ou em carcavelos; ou no cabril; as meninas da cerdeira (alô luís!); as pizzas do calhabé; os frangos na candosa; o leãozinho na murtinheira; a festa na rinchoa; o drum e a ryzla; a kawa do celso (saravá, irmão!); as minis da catarina; o kgb e a cia; a esplanada da toka; a boss do amorim; as noites no atlas; o posso fumar um charro? do ismael; as pinturas na mealhada; o king na dias da silva; o maradona no club 16; o fernando mamede do crypton; a bonnie tyler com os cabos de vassoura; o alan parker com a carla; a roma com o zé; o cover me mix na estrada da beira; as vindimas do cardoso; o sid no states; o zola das fazendas; os capacetes em alpiarça; e tudo e tudo e tudo!