sábado, julho 30, 2011

e obviamente uma coisa puxa a outra e... ramdom claps, pointing, yeah

para os interessados: o concerto de anteontem em barcelona durou 3 horas

não são, nem de perto nem de longe uma banda que me enche as medidas. mas eles são bons, são muito bons, sabem dar espectáculos bons, sabem animar o povo, as meninas e tal...

o meu problema é que não sei distinguir o always, do bed of roses, o blaze of glory do wanted dead or alive, o i'll be there for you do...
mas sei que vamos estar todos juntos (andamos a aparecer «todos juntos» muitas vezes, não é?) e vamos saltar no it's my life da mesma forma que saltávamos no heartbreak em 2002.


e isso é bom!

sexta-feira, julho 29, 2011

it's insane, insane, insane....

eu não gosto de instrumentais.

mas há instrumentais que parecem desafiar-me.

pior, há canções com letras que me desafiam a que eu peça para que sejam instrumentais. e podem ser coisas tão díspares como o toca's miracle, o je ne t'aime plus (claro que fui googlar como se escreve isto) ou este insane, que tem um barulhinho que parecem borbulhas que eu adoro.


 

estamos perto...

... do final de julho e já está um calor daqueles. vem aí o agosto e, é certo, a coisa vai aquecer mais.

mas quem conheceu o burrié sabe que agora é que a coisa vai mesmo começar. até agora era um calor de meninos:

- foram à praia?
- fomos pá, 43 graus, claro que fomos, zé.
- ehhhhh.
- ehhh o quê, estava um show?
- nah, para mim praia é em agosto. por enquanto, para mim ainda está frio.

(lembro-me sempre de ti quando apanhamos estes dias assim fora de agosto.)
(mas a gente gostava de ti, sabes?) 

(...)

à frente de todos penso nela. essa sim, talvez, acredito, porque meio obrigada, conseguiu sempre, sempre, sempre que acreditássemos que conseguiamos.

depois vem, assim, à memória ele. porque o fazia em tom de brincadeira. porque não se deixava intimidar pelos falhanços. porque era capaz de nos fazer vergar a tristeza.

ahhh, espera, lembro-me agora dele também. já duma outra forma, é certo, mas tenho que me lembrar dele.

mais tarde ele também foi muito importante. porque sim, porque era só tocar-me na mão e eu compreendia tudo. e acreditava em tudo.

por outro lado, lembro-me dele, do primeiro. uma lástima! e ainda por cima logo ao lado do outro, esse sim - caramba e não me lembrava dele por quê???? - grande craque.

é claro que ninguém é obrigado a isso. claro que não. mas chega-se a um ponto em que tudo, mas tudo mesmo tem que estar em causa. 

e é pena verificar que apesar de tudo uns sim e outros, definitivamente, não. 

desta vez foi não. 

as cargas pretas...

... piqueruchas da parker, dão dez a zero às da mont blanc.

cenas conjugais

a minha chavala está em broa comigo.
eu não quis ir ao condes ver um filme com ela.
ora, sucede que eu me fechei em copas e por isso, ela ficou logo com macaquinhos no sótão e tal... a inventar histórias e a magicar que eu já não a podia ver à frente.

(parva)

mas por que caralho ela não topa que para mim ela é tótil?

só que, caramba, de vez em quando um gajo quer é ficar em casa sozinho a fazer mapling enquanto vê os resumos do eurosport, pô!


 

criaturas de jorge amado



está lá por exemplo a boa bunda. e isso é importante. mas tenho pena que a coisa só vá até às obras de 1979. deixa de fora a tocaia, os turcos ou o sumiço. e é pena.

é pena porque eu gostaria muito de lá ver um verbete sobre a glorinha cu de ouro: na realidade a glorinha era inicialmente glorinha do divino, contudo, tornou-se, digamos, afreguesada, e passou a ser conhecida como glorinha cu de ouro.

mas está o valdomiro, a antonieta, o vasco moscoso de aragão (que é dos meus favoritos e das coisas mais actuais - intemporais?), o terto, o mundinho....


mas o livro é bom, é mesmo muito bom. que presente tão bom, caramba. haja alguém que tenha a decência de pagar a um grupo qualquer de pessoas que reavive a obra, que a complete e que a ponha cá para fora.

paulo tavares, onde quer que tu estejas, que trabalho bestial!
vê se percebes: eu só falo sobre bola com ele, só falo sobre religião com eles, só falo sobre política comigo. a minha opinião é das poucas coisas que eu ainda prezo. não ando propriamente a «usá-la» por aí ao desbarato.

(sim, ao desbarato)

quinta-feira, julho 28, 2011

... e outras coisas que tais

faz hoje anos que eu tomei conhecimento que nada voltaria a ser igual

(e não voltou mesmo.)

trilogia de benfica



não é só por ser ali à porta. não é só por ser pequenina. não é só por ter uns pavilhões daqueles que a gente anda lá dentro a passear e a puxá-los das prateleiras para os folhear apoiados numa credência feita com o rádio e o cúbito esquerdo. não é só também porque tem muitos alfarrabistas que me fazem lembrar logo dele e dos tempos em que, miúdos com poupa sobre a testa, andávamos a excitarmo-nos quando víamos lombadas em pele de livros escriptos assim. não é ainda porque havia lá uma banca com um caixote cheio com, e vou enunciar de cor: four, jackpot 81 (onde tudo começou), rio, can't slow down, amor em maxi, the riddle, hungry like the wolf em maxi single (com uma versão inatingível do careless memories ao vivo), business as usual, from lengley park to..., duran duran (lado a: girls on film, planet earth, anyone out there, to the shore e o careless - tão underrated, deus do céu - a fechar), agent provocateur ou o lexicon of love. mas é porque podes não encontrar o «a criação de canários sem segredos» - edição de 1982 -, mas até encontras o tratado das paixões da alma, a morte do carlos gardel e a ordem natural das coisas.

e porque a noite estava boa e até dava para ir ao santinni ver se ainda havia o doce de ovo com pinhões e tudo. mas já tinhamos repreendido a miúda que hoje não havia rajás para ninguém. e não houve.

obrigado por teres aceitado o convite para estares aqui presente

eládio clímaco, hoje de manhã na rtp memória. uns sabem português outros não.

é bonito.

o passe do aimar no primeiro

é, não é, quim?

é facilmente aceite por todas as pessoas...

... que quando esperarmos que o gps localize os satélites, ao demorar a efectuar a respectiva pesquisa - dando ideia que está bloqueado -, fazemos figuras de urso caso olhemos insistentemente para o céu, na esperança de... ora na esperança nem sei bem de quê.

quarta-feira, julho 27, 2011

andarei tâde

label

já não me recordo em que documentário foi, mas presumo que tenha sido no dancing in the street da bbc. já nem le lembro se o vi na tv se em dvd mas sei que era da bbc.

às tantas a história chega ao brian jones e, logo a seguir, ao hendrix. nessa altura fala então o townsend e refere, meio zangado, que na altura da morte - era uma entrevista actual - as pessoas lhe perguntavam muitas vezes sobre o que achava do legado daqueles dois músicos. e ele conta que estava estava zangado porque, diz ele, o que realmente aconteceu foi a morte de dois amigos. eles estava se cagando para o facto de terem sido «dois excelentes músicos» que tinham morrido. ele estava fodido era com o facto de, no espaço de pouco mais que um ano, dois dos seus melhores amigos terem morrido.


lembrei-me disso quando li, pelos blogs e pelo facebook, algumas considerações sobre a importância da morte da amy winehouse. primeiro porque acham uma coincidência ela ter morrido com 27 anos - uma idade, digamos, «complicada» para ser rock star  -, retirando com isto «hipóteses» de ter lugar no «clube maldito dos 27»;  depois porque, afinal, parece que há umas condições sine qua non para fazer parte desse club; mais além descobro que se tivesse morrido o ronson é que «sim, senhora, ele é que criou o fenómeno amy winehouse»; depois porque...

rio-me com estas coisas. esta capacidade que as pessoas têm em «catalogar» estes mortos.  é a luta infinita e intemporal. para uns era uma pessoa que significava muito, para outras não significava nada, para outras ainda, significava muito, mas «alto lá charuto« quanto a comparar esta morte com as dos clube dos 27.

sugiro dois exercícios a essas pessoas: quem é que pode morrer, agora, com 27 anos, duma forma assim, descansadinha, com a garantia que que possa vir a pertencer - aos vossos olhos - a esse clube? e já agora, sentem-se aliviados que o michael jackson - poderia dar uns 15 outros exemplos - já tivesse à data da morte mais de 27 anos para que, assim, as pessoas deixassem de o enfiar no dito clube?





tenho a certeza que o ronson, que pelos vistos gostava mesmo dela, está é mesmo a pensar que «foi para a quinta das tabuletas» uma gaja que ele gostava «a sério» e não uma tipa que morreu duma forma «parecida» com a dos outros artistas.