quarta-feira, abril 09, 2008

ok, fora de gozos!

prometem que não gozam? prometem mesmo? sério?

bom então cá vai: eu ouço o refrão do tema de abertura dos famous five e aquilo só me faz lembrar a parte do turn and face the strain do changes lá do hunky dory.



pior, ouço o turn and face the strain e, sim adivinharam, aquilo faz-me lembrar o julian, dick and anne, george and timmy the dog.



pronto, tudo bem, internem-me!

tudors



(depois não digam que eu não avisei:)


saquem esta gaita da net, à confiança, que isto é filé mignon!

verde égua

não, não é só por causa das comidas do ikea. lá em casa há muitas outras coisas que já só marcham se forem acompanhadas, quinze minutos depois, por um chá quentinho. assim, para arrotar e descomprimir a pança.

é o preço a pagar para continuar a cometer certos vícios. geladinho a nu sabe-me a pouco. geladinho para ser geladinho tem de ser com um quarto de tabelete de chocolate derretido lá para cima. é a vida.

por isso, chá para trabalhar na pança tem de ser de cidreira. os outros chás, existem lá em casa para disfarçar o açucar. no fundo eu bebo é água doce. o chá está lá para distrair.

ontem, sem ver, peguei no primeiro pacote que a mão trouxe da caixa de chá. estranhei a coisa. cheirava mal que tresandava. fui ver e aquilo dizia «chá verde». que coisa mais nojenta. aquilo cheira a loja (loja no sentido de local no piso térreo das casas transmontanas onde se guarda o gado) de éguas. nem sequer é de cavalos ou chibos. é mesmo de égua.

chá verde cheira a estrume de égua, pronto!

obs.: curiosamente os perfumes de chá verde não cheiram nada a chá verde. cheiram bem, pronto! cheiram a quinta das lágrimas.

burro!

não aprendo com um erro, não aprendo com dois, confesso, não aprendo mesmo!

irra que sou burro!

de hoje em diante, sem falta, mesmo! ao sair de casa em direcção ao ikea, juntamente com a carteira, levar o post it que diz «não comas no ikea. a comida é má, a salada é rija e amarga e mesmo que a seguir pareças estar bem, já sabes que passadas duas horas estás a fazer chá e a massajar os michelin's da tua barriga».

desire as

eu no fundo, aqui no post abaixo, se calhar tinha ficado mais bonito se tivesse lá pespegado o desire as. mas confesso, não encontrei o teledisco.

adeus lucília

eu nem sei como é que é agora. tenho, curiosamente, mais dificuldade em saber como é que foi em 1996. sei muito bem como é que foi em 1985 ou 89. ter dor de corno nessa altura, em lisboa, era algo que tinha muito que se lhe diga.

por vezes não é bem só a dor no corno, é mesmo dor de se ter dezasseis anos. agora imaginem dor de corno com dezasseis anos? dói, não dói?

pois.

isto que apresento aqui nem é bem banda sonora de dor de corno de 1985, é mais isso que eu tentei explicar atrás e, mais uma vez, não consegui. é mais um estado de moleza, de agonia, é um estado do estado de se ter, isso mesmo, dezasseis anos.

quando não se tem capacidades para se entender as palavras que vêm nas letras das cantigas
gosto muito de dizer cantigas. e cançonetistas também.
é o próprio ambiente acústico
ambiente acústico? oh foda-se, que coisa mais apaneleirada e chauvinista fui eu escrever!
que passa a ser a mensagem. não sei se gosto deste disco por causa do embrulho que o thomas dolby the fez ou se é mesmo por causa dos prefab sprout, assim a nu. penso nisso quando vejo telediscos deles no youtube, com actuações ao vivo. são coisas muito diferentes. ou, pelo menos, tornam o meu gosto pelas cantigas deste disco algo diferente.

pois, não sei, sei é que este é um disco de tempo encoberto. sim, assim, meio nebuloso. talvez porque me tenha aparecido na vida duma forma plena, em casa da minha prima graça, numa tarde, após um passeio ao parque eduardo sétimo, ocasião em que o pires se fez a ela descaradamente. dizia eu que essa tarde estava nebulosa e fria e a casa da minha prima estava quentinha e mais aquecida ficou depois de ela ter posto no seu pique ape o goodbye lucille #1.

há coisas assim, que me fazem recordar a dor de se ter dezasseis anos.


segunda-feira, abril 07, 2008

motherfucker




ela não conta porque anda sem paciência para contar.

ela não conta e eu roubo-lhe a história.

esplanada do paredão, calor primaveril, malta jove que se aproxima para beber uns canecos e ficar ali a lagartejar. tudo boa gente, tudo sangue bom.

às tantas diz um:
- ó pá, e a minha mãe? não está a ver bem, então não é que me foi perguntar o que quer dizer mâdafâca?
- ihhh, que cena! e tu, o que disseste?
- é pá, disse... desenrasquei-me ora, disse que aquilo queria dizer o que estava lá dito: "mãe da foca"!
- sério?
- sim, disse "mãe da foca"
- e ela acreditou?
- é pá, acho que sim. eu não tive foi coragem de lhe dizer a verdade, porra. aliás, nem saberia contar a verdade.

praças, mercados e feiras




este post, desta praça

bic, se é geracional ou não, não sei. sei que lá na picheleira nunca se foi "ao mercado". apesar de lá estar escrito "mercado", como sabes, sempre se foi à praça. ia-se à dona ivone que ficava mesmo ao lado da praça, ia-se tocar às campainhas da sede do mrpp que ficava em frente da praça, etc. por outro lado, na província já se ouve mais dizer a "feira". vamos à feira, comprei estas facas na feira, vi a zeca fininha na feira, etc. curiosamente, quando me quero referir ao local em si, já me refiro ao "mercado": mercado de arroios, mercado de alvalade, mercado do rato... vamos lá nós compreender o que vamos dizendo por aí, não é?


fez-me recordar que sou uma nulidade em, digamos, horta.

uma das minhas colegas de faculdade morava nas imediações dessa praça. era época de frequências, exames e entregas de trabalhos de grupo. andávamos com a cabeça em água, só víamos cálculos, riscos, maquetes - atenção que eu ainda sou do tempo dos tira-linhas - bisturis, transferidores, etc.

era sábado de manhã, o sol começou a queimar e eu lembrei-me:
- ó rita, e se cagássemos um bocado para a cadeira de desenvolvimento urbano em meio rural, tu fazias uns hamburgueres desses supletivos que só tu sabes fazer, com molho qb e a bela da alface e arrancávamos para a praia das maças para metermos um bocado de cor na pele. o que me dizes?
- é pá, bem precisamos. mas vimos cedo, ok?
- tranquilo.
- então vai ali à praça comprar uma alface que eu vou fazendo a carne.
- ok.

e lá fui eu, carlos mardel fora, até à praça de arroios.

ora, eu que sempre fui uma nulidade em cozinha - por arrasto em compras -, que sempre fui comendo, com mais ou menos porrada, aquilo que me foram pondo no prato, sem grandes perguntas, dei por mim em frente a uma banca de hortaliça a investigar com as mãos e os olhos uma vistosa alface.

com um ar mais "especialista comunitário" possível, disparo na direcção do vendedor:
- ó chefe, esta alface é coisa para ter que preço?
- é coisa para estar aí sossegadinha sem preço nenhum. então não estás a ver que isso é um repolho, porra?

três minutos e vinte e sete segundos depois:
- ó rita, vai lá tu comprar a alface.
- ó que merda, agora sou eu que tenho de fazer tudo, não?
- não é isso, mas tive um quidproquozeco lá com o mestre das verduras e tive de fugir à pressa. depois eu conto-te.

irra que é burro!

(tivemos 17 no final da pauta. ora toma!)

a punheta

(para os mais distraídos, isto é um post sobre jornalismo não é sobre adeptos)

normalmente, a vida sexual de uns não deve ter nada a ver com a vida sexual de outros. a não ser, claro, quando as actividades sexuais de uns sejam efectuadas na frente dos outros. principalmente quando os outros somos todos nós.

nessas actividades sexuais, há os doidos dos fetiches dos chicotes, das algemas, dos golden showers, há de tudo. há também quem prefira fodas e quem se contente com punhetas. é a vida.

o joão querido manha é francamente alguém que julga que os leitores que não orbitam à volta dos amores portistas - vulgo benfiquistas e sportinguistas - se contentam com meras punhetas e não com valentes fodas. assim, decidiu escrever um artigo, uma punheta (jornalísticamente falando), onde faz referência ao número de golos irregulares que o porto marcou nesta época. diz ele que já foram sete. é a sua contabilidade, não há nada a fazer. mais, nem sequer discuto se foram ou não irregulares. ele é jornalista desportivo, eu sou um parvo que escreve uns bitates sobre futebol. ele não, ele é profissional e percebe da bola e eu, francamente, percebo de fodas (das sexuais e das jornalísticas). tenho pena que ele, pelos vistos, seja mais dedicado a perceber de punhetas. punhetas jornalísticas, compreenda-se, não vá o senhor ler isto e sentir-se ofendido.

nestas alturas em que se apresentam arguidos
volto a repetir, que não lhes doam as mãos aos senhores juízes. se houver necessidade de prender alguém, prenda-se, se for preciso tirar pontos, tire-se, se for preciso tirar campeonatos, tire-se. mas que se tire a toda a gente, ok?
é bem mais fácil fazerem-se artigos destes. é giro, claro. «ora deixa cá ver, deixa cá ver, agora que eles estão lá para cima, agora que eles já paparam o título, deixa cá ver afinal se o título é mesmo título?». pois, parece que afinal os malandros dos dragões têm 20% de golos irregulares. imagine-se, 20% (que raio de matemática a dele). a somar a isto tudo, diz ele, estes golos são o sinal mais evidente desta nova ordem saída do apito dourado que em vez de condenar o tráfico de influências generalizado há muitos anos, promete apenas reforçar o poder público dos 'padrinhos' deste sistema.

que bonito. que punheta mais porreirinha, viste! ficaram pois os leitores contentes porque lhes massajaram a pichota da veia anti-portista, já que cheiro de foda não conseguem vislumbrar.

mas eu acho estranho este artigo. sim, estranho.

estranho não haver nenhuma referência aos penaltis 'contra' não assinalados às restantes equipas do campeonato (se calhar não houve), estranho não haver referência aos golos irregulares das outras equipas (também não deve ter havido) e estranho também não haver referência aos erros de arbitragem contra o porto, nos tais (e em todos os outros) jogos em que aconteceram os tais 7 golos irregulares (erros de arbitragem contra o porto? bem contra o porto não houve de certezinha absoluta).

além dos golos vem também referir as questões de disciplina. claro, vamos lá falar na 'estalada' (estalada? como não sabe o que é uma foda (jornalística, compreenda-se, não vá o diabo tecê-las), o nosso manha também não sabe o que é um estalo) do quaresma ao rolando (pelo sangue derramado, uma barbárie, suponho) e do bruno alves ao gonçalves «um dos lances mais violentos vistos num estádio português nos últimos anos». nesta frase, presumo que a referência ao artigo indefinido 'uns' em vez do artigo definido 'o' seja para permitir equipará-lo, talvez, ao do katsouranis (ah, coitado, isso não foi intencional) com o anderson ou o do binya com o brown (ah coitado, isso não foi num relvado nacional). são uns cabrões estes portistas, autênticos assassinos, não é meu caro manha.

ainda assim, o manha
que curioso, será por isso que o jornal de chama correio da manha?
teve a manha de dizer que o livre no dragão contra o sporting foi uma decisão acertada. estamos a falar do livre e não do golo. o golo, espero, é limpo. ou não?
e diz isso para justificar a qualidade do pedro proença. parece-me bem. se é a sua opinião, meu caro manha, deixe-me dizer-lhe que é também a opinião do mundo portista. nós também achamos que foi uma decisão acertada. já não pensa o mesmo o mundo verde e o mundo vermelho. é por isso que vemos as coisas com óculos azuis e outros as vêem com outras cores. chama-se a isso parcialidade futebolística, sabe? coisa que eu posso fazer aqui neste blog, o cervan também o pode fazer na bola e o santana lopes o pode fazer em todo o lugar onde fala. não sei se o amigo manha, num artigo jornalístico o devia fazer. o senhor lá sabe.

quer fazer um artigo sobre as actividades do grande zé veiga no estoril e no benfica? isso já não, não é? é uma maçada, não acha?

no entanto deixe-me dizer-lhe o seguinte, nós somos do clube que tem a mania de jogar bem, bonito e com vitórias, umas com erros a nosso favor, outras com erros a favor dos outros. é a vida, toca a todos. não toca a todos é fazer apreciações falaciosas sobre a carreira futebolística do benfica e do sporting. por isso, se a sua ideia relativamente à menção do lance do proença lá no dragão era fazer-nos uma punheta (jornalísticamente falando, nunca esquecer), deixe-se lá disso. é que pode muito bem acabar por sujar as mãos e nós, como sabe, estamos mais habituado a fodas.

é uma questão de gostos (sexuais, neste caso. não jornalísticos)

sexta-feira, abril 04, 2008

brass in pocket

o meu 7º ano lá no rainha dona leonor foi marcado pela ausência da disciplina de matemática. é certo que no 8º ano também não tive durante dois períodos e, por azar, algumas semanas do meu 2º ano também se pautaram pela ausência de qualquer professor.

é claro que este pormenor obliterou toda e qualquer hipótese de seguir para um curso superior, cuja entrada só seria permitida com a matemática do 12º ano. azarito! mas não é sobre isto que eu queria falar.

as horas que supostamente eu passaria dentro da aula de matemática eram quase sempre passadas a jogar à bola ou a fazer habilidades tão simples como ir, desde a creche até ao gradeamento dos courts de ténis da fnat, sempre pelos ramos das árvores e sem pousar uma única vez os pés no chão ou nas barras de ferro do gradeamento. sim, éramos parvitos e tínhamos 12 anos.

num desses furos, eu e o canina (estás bom, senhor engenheiro quadros?), numa atitude de arrojo fenomenal, decidimos convidar a vera e a carla para irem fazer um lanchinho connosco. uma coisa fina e tal, o mais armado aos cucos possível. a vera era a gira. ou melhor, não era bem o gira (que também era), era mais o facto de ser loura. e sendo loura, pronto, estava tudo dito, tornava-se desejável. a carla era mais o tipo de miúda normalinha que toda a gaja gira que se preze se faz acompanhar. por nós era como o litro, a nossa ideia era mais a vera, pronto.

repito, estamos com 12 anos.

elegem as meninas para local do lanche a carcassone (confesso, não me lembro se foi aqui ou se foi na nova lisboa. que se lixe!). nós olhamos para os nosso bolsos e tínhamos, ao todo, 22$50. julgávamos nós que aquilo dava para um almoço! bom, nada a lamentar, afinal tínhamos sacado a vera, bolas.

às tantas vem o empregado:
- eu quero uma fatia de báváruáze de ananás e um batido de morango. diz a loura
- ah, eu quero o mesmo!
entreolham-se os machos com um olhar assustadíssimo, convencidos que as meninas iriam saciar-se com duas meias de leite e dois duchezes e dizem em coro:
- para nós, água!
- fresca ou natural?
- da torneira, mesmo!

há dúvidas?



"...damos três de manhã
e quatro de madrugada
e quando a gente se levanta
parece que não fode nada.

tunga!"

isto é poesia naif, caneco!

quinta-feira, abril 03, 2008

duke

para a maioria dos aficionados "old school" dos genesis, o phil collins tinha algum valor enquanto se resumia a um mero baterista da banda. quando o peter gabriel decidiu ir fazer discos sozinho (pessoalmente, o período mais catita do seu percurso) e o careca decidiu tomar as rédeas do microfone da banda, o pessoal começou a torcer o nariz e passou a eleger o lamb lies down como o peido mestre dos genesis. lá terão as suas razões. adiante.

eu fui gostando do collins. fui, pronto.

é certo que quando ele era, digamos mais "prenda para se dar à namorada no natal", eu tinha 18 anos e, nessa altura por volta de 1987-1991, aquelas músicas não me faziam tanta comichão. o que aconteceu depois, tanto a solo como nos genesis, confesso, já não me aqueceu - ou arrefeceu - tanto.

acho que já o disse aqui, entre coisas dos genesis com ele a cantar ou coisas dele a solo, o meu disco favorito é o duke.

sei precisar o momento em que tive a epifania "duke". foi lá por volta de 1987, durante um pequeno período em que a minha banda favorita era os velvet underground, que o irmão do osga - o jp - pôs a tocar na sala o turn it on again.

«é pá, afinal eu conheço isto.»

ouvi mais, fui gostando também mais, fiquei freguês.

há coisas do duke que foram escritas durante o período da separação do careca com a sua mulher. são coisas muito sentidas, muito doridas. são coisas também muito expostas. lemos o please don't ask e aquilo parece um big brother. está lá tudo, é impressionante! leio e releio aquelas palavras e fico a pensar que «não, é tudo inventado. ele não se iria expor assim dessa forma».

ou então não, então quer mesmo é fazer uma estatuazinha à ex-mulher e aquilo é apenas o resultado dos seus sentimentos. é bonito.

nessa altura uns amigos duns amigos estavam-se a divorciar. disquitar (assim, à brasileira), mais concretamente. e eu via aquelas duas pessoas, com a criançada assim dum lado para o outro e aquilo dava-me uma pena tremenda. talvez tenha sido isso que me fez olhar com outro olhar para os reatamentos que por aí fui vendo, mesmo em coisas fictícias como a nancy e o elliot dos thirtysomething.

este please don't ask é também isso. é belíssima e eu recomendo este videozeco para se ir vendo que os anos passam mas há coisas que ficam presas na garganta. presas o suficiente para não deixar certos profissionais do chou bize terminarem convenientemente certas performances.



(...)

I can remember when it was easy to say I love you

But things have changed since then, now I really

Can't say if I still do

But I can try

I know that the kids are well, you're a mother to the world

But I miss my boy

I hope he's good as gold


But enough of me, tell me how are you? You look good

Oh you've lost weight I can see, your hair looks nice,

You look good

Maybe we should try, don't say it! I know why

I can remember when it was easy to say I love you...

(...)

terça-feira, abril 01, 2008

se é para se brincar, então que se brinque a sério, ora!

levando a cena como deve ser, a minha filha guarda os biberões de alimentar as bonecas no frigorífico.

concertos

para o alfredo que tem a suprema paciência de me ler.

ora então concertos que sempre quis ver e vi

u2 em alvalade (1993)

falo do primeiro, o de 1993, da zoo tv tour. um espectáculo memorável, por mim aguardado há uns dez anos, uma set list superiora. tudo o que o rodeou: os bilhetes só garantidos umas horas antes do início, o bacalhau que dei ao the edge, o bono que andou em cima dos meus ombros, um concerto muito, muito aguardado. eventualmente o meu melhor concerto de sempre.

talvez, quem sabe.

sei pelo menos que foi muito superior ao de 1997, que também assisti. confesso, ouvir o i will follow sem a pujança e o pedal do live at red rocks, desanima qualquer ouvidinho mais esquisitinho (o meu, claro).




stones em alvalade (1995)
também vi o de 1990 e foi muito bom. nesse, talvez eu ainda não estivesse, cem por cento, preparado para aquilo. mas, confesso, esperava outras músicas. foi o que se arranjou.

já em 1995 a coisa foi bem diferente. o espectáculo foi bem melhor, eles estavam muuuuito melhores - mesmo que já não tivesse o bill wyman - e tocaram músicas que eu nunca imaginei ouvir ao vivo: tumbling dice, o beast of burden, live with me e claro o gimme shelter. não assisti ao de coimbra, mas estive também no do ano passado, também em alvalade, concerto que achei francamente fraco. no entanto, o do porto, em 2006, teve a particularidade de me ter posto nos píncaros.

um show.

ou melhor, um show visto pelo lado de trás. ver aqui e aqui.



ringo starr na expo (1998)
não visitei um único pavilhão da expo. pois, eu sei, sou uma ave rara. mas felizmente vi uma mão cheia de concertos bestiais. este foi um deles. e podem perguntar «mas que raio faz um concerto do ringo aqui na lista do "mais mais"?». pois é que, juntamente com o barbudo baterista, vieram também: o jack bruce dos cream; o peter framptom; o simon kirke dos free e dos bad company; o gary brooker dos procol harum e o mark rivera que tocou com tudo o que é banda boa, foi corneteiro aqui com o ringo e, naquela tournée, funcionou como director musical.

ora isto é uma banda do caneco. como dizia o ringo, ser-se um ex-beatle tem destas coisas, podemos ter uma banda com os melhores músicos do mundo. não direi tanto, mas lá que ele sacou uma bond girl, isso sacou.

voltemos ao concerto. assim, por ter trazido aquela maralhada toda, além das previsíveis octopus's garden, yellow submarine ou with a little help..., pudemos ouvir, assim, de borla: o white room e o sunshine of your love dos cream; o conquistador, o whiskey train e o whiter shade of pale dos procol harum: o all right now dos free; o shooting star dos bad company e o show me the way, baby i love your way e o do you feel like we do do peter frampton, entre outras coisas que agora já não me lembro.

foi uma coisa para contar aos netos «meus queridos eu já vi, assim, à minha beira, o jack bruce fazer a introdução do sunshine of your love e o peter frampton dizer hello lisbon numa talk box»

e se eles não acreditarem, cago para a coisa.



pretenders no coliseu (1999)
ora bem, vamos lá esclarecer duas ou três coisas: eu tenho os discos todos dos pretenders; eu, ali para os lados dos anos 80 - e até 90 - tinha dado uns pirafos valentes na chrissie hynde; eu acho uma coisa superiora o primeiro disco dos pretenders; eu passo-me de morte com o kid; eu quase que me arrepio - estou a brincar, eu arrepio-me mesmo - com o brass in pocket; pertantes, não é de estranhar que este tivesse sido um dos concertos da vida! e foi! a melhor mulher do rock: magra, cabelo à cher, guitarra, magra, sem cu, porca e mal educada. um show.



miles davis no coliseu (1991)
ahhh porque há coisas que ao vivo fazem todo o sentido. em disco, confesso (ainda) não!



buddy guy no coliseu (1992)

conhecia dele umas coisas do disco de 1991, nada mais. sabia que era um "sinhuôr dos blús", o coliseu estava a um terço, o povo sem preparação nenhuma para aquilo, um vasqueiro do catano e, às tantas, ele começa a cantar baixinho, baixinho, pianinho... e o povo teve de acalmar e fazer silêncio para ouvir o cabrão do preto.

puta de concerto! aquilo não eram blues aquilo eram blusões! noite dos diabos.



bauhaus no atlântico (1998)
pronto, está tudo dito aqui.



depeche mode no atlântico (2006)
estive na dúvida entre este e o de 1993. ainda agora continuo com a mesma dúvida. se por um lado a tourneé de 1993 tinha a suportá-la um valente disco «songs of faith of devotion», a de 2006 já não tinha um disco tão bom. contudo, a set list de 1993 foi bastante mais fraca que a de 2006 que foi, convém dizer, muito boa. resta-me concluir que o de 1993 teve os fabulosos dada (tenho de fazer um post sobre estes gajos) e o de 2006 teve os bravery (blhec, gosp, cusp!).

pronto, escolhi este!



simone no coliseu (2005 - o de março)
eh pá, esta foi mesmo difícil. já a vi umas cinco vezes, que me recorde. é a brasileirinha que eu mais gosto - só podia, né? ora eu até acho que todos os concertos estiveram num grau supletivo. mas pronto, escolhi este porque ouvi uma coisa que nunca imaginei ouvir:
"só uma palavra me devora
aquela que meu coração não diz

só o que me cega o que me faz infeliz

é o brilho do olhar que não sofri."



acdc no estádio do restelo (1996)
ui, isto foi uma missa, pá. é que não teve um único segundo de calmaria. foi sempre, sempre a rasgar, logo ali desde o instante em que o angus chegou-se à ribalta e malhou teun te-néun té-néun, teneneneneneun back in black i hit the sack...

minto, a coisa começou uns instantes antes porque tivemos a sorte de ter tido o joe satriani a deixar-nos felizes com o surfing with the alien ou o always with me always with you.



duran duran no coliseu (2005)
vamos lá fingir que temos 13 anos e estamos em 1982, vamos?

e pronto, lá fingimos.

é que ninguém tirou os pés do chão. curiosamente em 1983 não gostávamos deles porque eram coisas de meninas. ou melhor, gostávamos mas não admitíamos.



george michael no cidade de coimbra (2007)
pronto, vamos lá, desta vez, fingir que estamos em 1984. eu nunca gostei dos wham, nem o meu género sexual me permitia gostar. eu gostei mais ou menos do faith, eu gostei muito do listen without prejudice, eu achei o older demolidor e ando ainda a aprender a ouvir melhor o patience. como disse a minha irmã «isto é uma loucura, é como estar numa discoteca gigante».
'cause you're beautiful.... flawless, absolutely flawless...



whitesnake no atlântico (2004)
eu não tinha idade nem o meu gosto musical estava para ali virado quando os whitesnake fizeram as primeiras incursões lá para o dramático de cascais - nem o meu pai me teria dado ordeca para isso. por isso até calhou bem eles terem cá vindo só neste ano. até porque assim, pude beber litros e litros de cerveja.
coverdale, um sinhuôr de caralho para cima!
i'm gonna take it to the limit of my love, before i turn and walk away...



trovante no campo pequeno (2006)

vi algumas vezes estes gajos. não sei quantas ao certo. perdi alguns concertos que não deveria ter perdido. por exemplo o de 87 no coliseu ou um outro, dois ou três anos depois, também lá nas portas de santo antão. mas recordo-me de também ter assistido a um muito bom na queima de coimbra de 89. se calhar até deveria ter escolhido precisamente esse. salvo erro foi com o jorge palma a anteceder a coisa e tudo. o do atlântico gostei pouco, um regresso daqueles merecia algo mais intimista e não um comício por timor que foi o que acabou também por suceder. este do campo pequeno calhou que nem ginjas. uma banda que me diz muito e que associo a uma dezena de coisas tão díspares como: jornal sete, coparia, dor de corno, avenida de roma (saída do metro ali do lado do luanda mas aquela a sul, quase em frente à farmácia), passagem de ano de 1988, etc...



johnnie Johnson no blues (1999)
na verdade já foi tudo dito aqui.



com estas voltas, andei ali com dúvidas e acabei por deixar para trás um do david byrne algures em 1997 ali em alcântara, o da gal costa em 1999, o do peter gabriel no rock in rio, o dos police que deveria ter sido noutro sítio (mas que foi bem bom, ok?), o do caetano em 1989 (já o vi mais um molho de vezes, mas esse foi muito à frente) o da bethânia na expo ou até o dos supertramp no atlântico. curiosamente ainda ontem estava a dar no rtp memória um concerto do rui veloso e pensei mesmo nisso, é daqueles que já vi umas vezes valentes mas há um lá para 1988 e outro lá para 1990 ou 1991 que foram muito, muito bons.

agora os 15 que quero ver e nunca vi. eh pá, isto é bem esquisito. deixa cá ver. posso pensar? não? bom, então escrito duma só penada, cá vai:
- eagles
- fleetwood mac
- black crows (já os vi, mas foi uma coisa tão ranhosa, tão ranhosa que eu dou-lhes o benefício da dúvida e abro-lhes os braços - e a carteira - outra vez)
- zz top (parece que vêm aí)
- james taylor
- joão gilberto (mesmo com o mau feitio)
- led zeppelin (há que acreditar)
- manic street preachers
- carole king
- cult
- van halen
- steve miller (se ele se dispusesse a tocar só as coisas do living in the 20th century)
- carly simon
- talk talk (há que acreditar)
- marillion a meias com o fish e o hogarth (e porque não acreditar, porra?)


pronto, está feito. e claro, não passo isto a ninguém. quem quiser pegar no teu desafio, é pá, sintam-se em casa!

brincos

gostava do tempo em que as mulheres usavam brincos.

não que seja particularmente um entusiasta desse tipo de acessórios mas é que o que se vê por aí não perecem brincos. são assim uma mistura de iscos (daqueles com insectos para a pesca) com dezenas para se rezar o terço.

(elas gostam, pronto. não há nada a fazer. nem sequer podemos dizer mal....)

life on mars




(vale uma aposta em como vou receber mais um punhado de visitas só por ter feito um post com este título?)

leio que os cientistas descobriram mais vestígios da existência de vida em marte. leio e pasmo!

não compreendo como é que as grandes nações gastam rios de dinheiro nestes inconsequentes avanços da ciência e não desviam a sua sabedoria para investigações mais pragmáticas.

sei lá, estou-me a recordar, por exemplo, que produto químico, que enzima, que bactéria, que bicho, que aminoácido ou o caralho a sete é que se instala no eventual cérebro de certas pessoas
(caso realmente existam no interior dos crânios dessa gente) que fazem, a saber:

- participar em combates de wrestling;
- assistir ao vivo, empunhando cartazes escritos a marcadores futura ou carioca, a combates de wrestling:
- incluir na sua grelha televisiva combates de wrestling;
- ser espectador de combates de wrestling.

segunda-feira, março 31, 2008

gamba



eu já vi:

- gambas al ajillo
- gambas ajillo
- gambas à ajillo
- gambas à lá ijo
- gambas ao alhinho
- gambas à alhinho
- gambas à lá alhinho
- gambas ao alhito

coisas terminadas em ito é uma coisa muito «norte» que eu adoro. nada dessas paneleirices sulistas ou urbanas do inho e do inha. ito é que é, carancho! por isso, deixem-se de coisas, aquilo que o cassiano fez chama-se portugal dos pequenitos e não dos pequeninos, gaita!

- gambas à guilho
- gambas à lá guilho
- gambas ao guilho
- gambas com alho
- gambas ao alho
- gambas ao alilhe
- gambas à la guilhe

e na sexta feira jantei num restaurante que tinha, imagine-se, gambas à laguilhe.

mais um bocado e eram gambas à liguilha que é uma palavra do futebol português, única no mundo. uma coisa muito 80'spalavra que eu acho giríssima. vejam lá, «liguilha», gira, não é? muito mais gira que play-offs, não acham?


alguma alma penada - ou peluda -, aí esses craques da linguística blogosférica, me consegue dizer como é que se chama o raio do prato gastronómico?

sexta-feira, março 28, 2008

boicotes

pergunto
- quantas pessoas sabem quem era o zátopek? algumas, espero. aos que sabem que foi um checo que desatou a ganhar medalhas de ouro nos jogos olímpicos, pergunto «quais de vós sabem em que olimpíadas isso sucedeu?»

- quantas pessoas sabem quem foi o abebe bikila? poucas, infelizmente. e se eu der a dica e disser que foi aquele maduro que venceu duas maratonas olímpicas correndo sempre descalço, já vos diz qualquer coisa, não? ainda não??? credo! bom, aos que se lembram pergunto
«quais de vós sabem em que olimpíadas isso sucedeu?»

- não vou tão longe, o antónio leitão, atleta que limpou uma medalha de bronze na légua olímpica. alguém ainda se lembra em que jogos isso sucedeu?

mais perguntas:
- terá já havido algum desportista que tenha ameaçado um boicote, sei lá, à participação da frança, por exemplo, no g8?

então porque carga de água andarão os não desportistas a cagar postas de pescada em assuntos que dizem respeito ao pessoal que vai lá para ver se consegue sacar umas medalhas?

(eu quero imaginar a cara duma ginasta qualquer, que andou meses e meses a acordar às tantas da madrugada para conseguir um lugar lá nos jogos e que, à última hora, vem alguém, um político qualquer, dizer-lhe que «não senhora, deixa lá isso, a estes jogos tu não vais»)

acreditem, não é com boicotes a jogos olímpicos que o darfur vai passar a ter paz e muito menos o tibete terá uma autonomiazeca.

os menos recordados lembrem-se do seguinte, boicotes houve em muitos jogos olímpicos. aos de moscovo, por protesto contra a cena do afeganistão, não foram um porradão de países e muitos não desfilaram na abertura ou competiram sob bandeira olímpica. acreditem, não foi por isso que o misha não deixou de chorar.



shine a light




o martinho filmou, os pedragulhos brilharam, o bâdi tocou, a questina roçou, o guilherme falou e até o joãozinho malhou.

ahh, eu quero ir ao cinema.

nos dias que correm, nem queiram saber a emoção que isto é.

xaine a láite
? eu vou!


quinta-feira, março 27, 2008

conversas parvas

ela diz:
posso convidar filipa para jantar no sabado?
Pedro Jaime diz:
e depois vamos ao 2001?
ela diz:
e a filha?
Pedro Jaime diz:
posso pedir aos senhores lá da cabine de som para porem as winx lá no telão a bombar
ela diz:
é uma hipotese
Pedro Jaime diz:
é "a" hipótese!
ela diz:
bom - mas posso convidar ou não?
Pedro Jaime diz:
pronto, já vi que tenho de ir sozinho, é isso?
sofia diz:
essa parte logo se vê

Pedro Jaime diz:
mau....

naifezinho

tenho medo de pedir ao senhor dos totolotos que seja ele a verificar se o meu bilhete do euromilhões está premiado ou não. não porque ele tenha cara de mau, nada disso. simplesmente porque sou naif e ingénuo suficiente para ainda acreditar que o senhor um dia se virará para mim, dizendo, com um ar admirado e de gozo:

- ena, ena, 27 milhões de euros. nada mau, hein?

é acreditando nisso, confesso, tenho medo de apanhar uma rabanada do vergonha por não saber com que cara hei-de enfrentar depois o senhor.

(há gente muito parva, não há?)


desfazer ou fazer?


ontem, já deitada, quando me chamou para aquele aconchego final «paiiiii, quero miminhos.», passou as mãos pela minha cara e disse:

- vai tirar esses picos.
- agora?
- sim!

não fui «agora». fui, hoje de manhã.

sei lá, uns sete ou oito meses depois de ter feito a última vez.

sinto-me nu.

terça-feira, março 25, 2008

entretanto

a minha filha continua a dizer que está grávida, que tem uma bebé na barriga e que também se vai chamar martucha.

- a martucha já nasceu, filha.
- agora só falta a minha. nasce depois, mãezita!

dois minutos antes do meio dia, três mil cento e quarenta gramas de martucha já cá cantam

para ela
sabes muito bem que eu não dou - nem darei - para o peditório do «ah e tal e quando temos um filho é que sentimos finalmente a felicidade suprema» ou «quem nunca teve filhos nunca se sentiu plenamente realizada(o)», por aí fora. a canalhada é importante, é sim senhora, mas não julgues que passarás a ser uma pessoa diferente e tal... tu sabes o que eu estou a dizer, não é?

mas...
mas sabes que será ela que te irá trazer, desde hoje em diante, as emoções mais giras que já sentiste. sim, vais ver, é giro. parece que elas vão esgravatar lá bem ao fundo, para nos fazer sentir tão bem, mas tão bem, que realmente só sentindo é que dá para avaliar.

vais gostar.

aliás, já deves estar a gostar, não é?

foram-te enchendo a cabeça com a cena do «goza enquanto podes», não foi? uma ova, acredita. não que eles não tivessem razão. mas é um acto reflexo, não leves a mal. somos nós que não conseguimos mesmo explicar e demonstrar o quanto é bom.

sabes também que eu não levo como certo aquelas coisas do «sai ao pai» ou «sai à mãe», ou «tem o feitio do tio». eh, balelas!

mas...
mas já viste se ela desata a adormecer com o polegar a empinar o nariz, enquanto se encosta a uma coluna de pedra qualquer? ou, quem sabe, desate a chinelar, casa fora, logo pela manhã, a fazer aquele vasqueiro, aquele txiiiiic, txiiiic, com a borracha a raspar no chão? ou a ressonar bi-direccionalmente? assim, a fazer barulho quando inspira e quando expira? é mau, não é? pois...
por outro lado, por esta mesma ordem de ideias, é capaz de sair uma criança mais calminha, sorna, sangue bom, porreirinha, que te deixa dormir e tal. não é capaz de ser mau, não senhora.

e mesmo que venha a nascer cheia de pêlo na venta, assim, sardenta e tal, é capaz de acabar por ser uma mistura gira, não?

ai e depois aquela cena do «ai que olhinhos tão bonitos» pela vida toda, coitada, não é? logo se vê. e não, não conseguirás ver assim, logo nestes primeiros dias. dá-lhe mais uns tempos.

contudo, recordo-te o seguinte, e isto é muito importante: a miúda é carneiro e dos avós para cima (de ambos os lados, não esqueças), é tudo forrado a transmontanices. sabes do que falo, não sabes? na dúvida indaga junto da minha mãe. ela apanha comigo há quase 39 anos (até me engasguei a escrever este número, pá.)

vá, não me posso alongar. tenho muito que trabalhar e ainda nem fui ao sótão buscar a espreguiçadeira. dá-lhe um beijo por mim.

hoje és mais feliz.


para ele
duas coisas:
- vi na loja gourmet do el corte inglés uma garrafa de dalmore - cara como o catano - mesmo apropriada para a ocasião. não exijo tanto. mas porra, uma mini, pelo menos, tens de me pagar, vale?
- queres uma mnemónica boa? ambas a 25, uma em março e outra em setembro. tens, portanto, festa de seis em seis meses lá em casa. já não esqueces mais a data. (pode ser que também eu decore duma vez por todas.) e esta? quem é amigo, quem é?

arthur c. clarke

«vão duas galinhas no deserto, uma chamada olga e a outra célia. estão dois grãos de milho em cima de outras duas minas terrestres. apesar de saberem que ao debicar aqueles grãos elas terão morte certa, a verdade é que acabarão por ir lá tentar a sua sorte.

qual o título do filme?»

esta estúpida e valente anedota foi-me contada há uns vinte anos. na altura não achei piada e agora, estes anos todos volvidos continuo sem achar.

mas é com ela que eu recordo o arthur c. clarke. cientista que apresentava aquele programa televisivo (aquela cena da caveira em cristal, o abominável homem das neves a atravessar o ribeiro...) que nos deleitava e inspirava naquelas brincadeiras e conversas na defunta escola preparatória cesário verde.

vivia no sri lanka. morreu na semana passada. confesso que fiquei com pena.

o filme é o dois milh'e bum! olg' e célia no espaço!

olha a velha a cair!

a dona zulmira, minha professora da primária, deparou-se um dia com a falta, por doença, duma outra professora. por esse motivo, foram recambiados nessa manhã, uma maralhal de alunos que até andavam, julgo, uns dois anos à frente de nós.

nós éramos da 1ª classe, os outros eram, penso da 3ª ou até da 4ª classe. dentre esses alunos acolhidos, encontrava-se o magala e o vitinha podre. quem conhece(u) estes nobres personagens da minha terra,
frutos duma apurada linhagem cigana, sabe que não eram, digamos, gente com quem podíamos deixar a caixa registadora aberta.

além disso, em vez dos prováveis oito ou nove anos de idade que alunos deste escalão têm, estes dois meninos, fruto dum invejável currículo de reprovações, andava, talvez já nos onze ou doze anos.

a certa e determinada altura estão o magala e o vitinha podre com a sua carteira repleta de lápis de cor. quando digo repleta, não me refiro a cinco ou seis objectos mas, talvez, a uns 50! questionados pela professora acerca da procedência daquele material escolar, a resposta foi um lacónico «sei lá!»

ali à sua volta, entretanto, tinham desaparecido os lápis de cor de quase todos os meus colegas, os quais, espertos, nem se atreverem a abrir o bico perante flagrante delito.

- sei lá, sei lá? eu já te dou o «sei lá»!

e sacando da sua régua assim, estilo wengé, desata a despachar reguada naquelas nalgas e naquelas mãos até os lápis estarem novamente nas carteiras dos seus devidos proprietários.

ora, quem conhece estes dois meninos sabe que se isto sucedesse em 2008 e não em 1977 a professora estava seguramente com os cornos partidos e meio baço a espreitar por uma fenda qualquer da barriga, previamente aberta por algum, eventual, objecto cortante que eles carregassem nas calças.

ao ver as imagens lá da professora do carolina michaelis apeteceu-me apontar o dedo à cambada de paizinhos que se lembraram, ao longo destes anos, de ir deixando recado lá pelas escolas por onde os meninos passaram «no meu filho ninguém toca. reguadas são coisas do tempo da outra senhora. há que implementar uma educação e uma pedagogia apropriada aos tempos que correm».

puta que os pariu!

filmes pascais - elizabeth the golden age


quatro palavrinhas: cate blanchet clive owen.

tá dito!

é daqueles que recomendo adicionando sempre a frase «alto lá com o charuto!». e é seguramente um filmaço para se ver com blu ray, uns bons cantantes traseiros e dianteiros, um sub-woofer de cólidade e a com mulher, a filha e os vizinhos bem longe para não ouvirmos os habituais: baixamessamerdaaaaaa!

filmes pascais - 2 days in paris


olha nem sei bem: não recomendo, não voltarei a ver, não sei se memorizarei alguma das cenas deste filme.

está visto e pronto.

filmes pascais - maria e as outras

o problema não é bem a qualidade dos actores e actrizes. ok, não são nenhuns hamletianos, tudo bem.

o problema é esta mania portuguesa de filmarem as coisas duma forma tão, mas tão anti-natural que até mete dó. há ali matéria para se fazer um filme, digamos, porreiro mas depois a coisa vai se perdendo naqueles clichés tão ao jeito daquele cinema pós malta do frágil.

é que já nem conseguem fugir disso: ele é a personagem que trabalha em publicidade, ele é a médica que fode em marquesas e que é "chamada à urgência" através de bips, ele é aquela cena de não se desvendar um dos mistérios do filme - assim para dar asas à imaginação dos espectadores -, ele é a cabeleireira que vai à noite para o docks ou para o queens, ele é tudo o que seja para dar a pála de "nahh, isto é uma coisa assim modernaça, pá"...

haja pó!

she got the mercedes bends

vi ontem o jeremy clarkson ir até oslo num slr. meu deus aquilo (o carro, claro) é sublime!

ó baía, deixa-me ser teu amigo, deixas?

nota 1 - às tantas o jeremias dizia: uma das coisas que sempre me fez impressão quando experimento estes super carros é o facto de, a torto e a direito, começarem a ouvir
-se uns barulhinhos aqui, outros ali, coisas que dão connosco a dizer «o que é que é isto? que barulho foi este?» neste carro não há nada disto. não se ouve rigorosamente nada de estranho. é só mesmo motor!


nota 2 - ainda assim, não confundamos 626 cavalos deste menino, elegantérrimo, com os 1000 cavalitos do veyron que é feio como os trovões. haja respeito, pois, nas comparações que se façam.




nike

foram apresentados os novos equipamentos para o europeu. seguindo uma linha muito clássica e conservadora, são feios como sempre.

sim, sou invejoso, sim senhor!

asia

vêm a portugal os eizia.

realmente há para todos os gostos: os asia (ok), os europe (tem juízo), os africa (tem dias), os america (muuuuuito), os oceania (blhec!). será que também há os arctic e os antarctic?

por gostar (muito) de, talvez, duas músicas, não sei se chega para me atrever a dizer que gosto deles.

bem sei que é mesmo uma reunion tour, com a malta original e tudo.

nada pois a ver com as tourneés que para aí há dos doors, dos g'n'r ou até dos smashing pumpkins.

mas mesmo assim, nahhh. não me cheira. há coisas que sim, senhor, eu até iria gramar. coisas do downes nos buggles, daqueles discos de 1982/83... mas só de pensar naquelas estopadas dos yes ou do in the court of the crimson king.... pois.

se calhar é mesmo melhor guardar o dinheirinho e contentar-me com um clipzecos.



p.s.: eu estou para aqui a cagar postas de pescada mas cheira-me que ainda lá vou bater com os cotos. ai!....

segunda-feira, março 24, 2008

o crocodilo que voa

o luiz pacheco surgiu na minha vida lá por alturas do início da década de 90, quando o dito senhor apareceu numa reportagem da televisão fazendo uma espécie de pingue-pong oral com umas quantas pessoas da cultura portuguesa. a coisa já se passou há tempo demais para me lembrar de pormenores, mas ficou-me na memória umas bocas - positivas - da natália correia comentadas por ele mais ou menos da seguinte forma:
- eh pá, o que é que queres que eu diga? agradeço pronto. se a gaja o diz que tenho valor quem sou eu para negar, não é? uma gaja importante, porra. deputada e tal...

ora eu que nunca tinha lido nada do senhor - continuo sem ler - fiquei ali, naquela, mas quem é este gajo? que cartonância dos diabos, um tipo que manda umas bocas destas... categoria!

tinha felizmente a meu lado, um escritor - tradutor, poeta, etc - que lá me elucidou acerca da pinta do maduro.

adiante!

para estas férias da páscoa carreguei comigo um livro organizado pelo joão pedro george - pronto, é aquele gajo que fez aquele ensaio sobre as constantes repetições encontradas nos livros da margarida rebelo pinto, já estão a ver quem é? - com um punhado de entrevistas ao pacheco.

tenho de fazer aqui um intervalinho para voltar à carga com este meu caralhinho de me deleitar com edições, com livros, assim, bonitinhos. este é bestial. aliás, todos os livros que conheço da tinta da china são um mimo: o papel é de bom toque; o tamanho é "como deve ser", assim a5; a mancha não faz cansar a vista; a fonte tipográfica é bonita; têm daquelas folhas (páginas) que não sei o nome, mas que antecedem o início do texto, assim, contendo as informações relativas ao autor, à edição, etc... depois gosto muito dos livros que nos dizem "...foi composto em caracteres hoefler text e impresso pela guide, artes gráficas, sobre papel besaya de 90 gramas, numa tiragem de 2000 exemplares." já sabem, na dúvida, se quiserem comprar um livro para enfeitar (nunca se sabe, há de tudo por aí), vão pela tinta da china.

e pessoalmente o que lá está contado tem, literariamente, pouco interesse para mim. mas as coisas que ele diz são tão, mas tão divertidas. eu gosto tanto da forma como ele desarma (ou arma) o pessoal que lá lhe ia bater à porta para o ouvir chamar paneleiro a este, cabrão aquele ou ignóbil aqueloutro.

bom, eu não resisto e tenho de transcrever aqui duas ou três passagens. aqui vai:

"...tem um verso mais ou menos assim: «amanhã há bola, madame blanche e parola.»
[...]
eles (a censura) embirraram com que palavra exactamente?
com «madame blanche». sabe o que era? vocês não sabem nada! havia em lisboa duas casas afamadas de broches, onde isso era a especialidade da casa: a madame blanche, na rua da memória, e a eva, no largo da misericórdia, lá num terceiro andar."


"... cada dia vejo pior... e também ouço mal. há dias, a miúda da cozinha bateu-me à porta a dizer que o almoço era arroz de pombo. pensei «de pombo! devem ter morto os pombos todos do jardim.» afinal não era arroz de pombo, era de polvo, porra. devo ter ouvido mal, mas só percebi quando meti o garfo à boca."


"é como aqueles gajos do «acontece» que têm a mania que são cultos. aquela besta do pinto coelho - com aquela cara ninguém pode ser culto - dizia anteontem: «a soprano russo» - referia-se à vaca que lá ia cantar. não é «a» soprano, é «o» soprano, soprano não tem feminino. é por ser vaca, é por ser vaca. quando um gajo está a dizer: «assim acontece» quero que ele vá bardamerda. tás para aí a... «ó mário, mário...» e o outro estúpido, o mário de carvalho a fazer umas observações muito engraçadas e eu vou ler o livro que vai editar já com vontade de rir."

quinta-feira, março 20, 2008

este tempinho...

...de cáca deixa-me, não deprimido, mas com uma valente vontade de zarpar para outros portos, com barracas na praia, queijinhos na brasa, moquecas, sumos com palitos encimados por chapelinhos de papel, peles salgadas, espetos de camarão, pezinhos ao léu, cocadas, ub40....


quarta-feira, março 19, 2008

mais pés

coisas que as mulheres usam e que nunca ninguém lhes explicou que aquilo só lhes prejudica a imagem: mules e sabrinas.

outono

eu que odeio a chegada do outono
sabes xana, lembrei-me agora que tenho umas fotos, já com uns meses valentes em cima, para te mandar umas bocas sobre o teu amor ao outono e nunca mais me lembrei de fazer um post com elas. isto que eu tenho entre os ombros já não é uma cabeça, é um balde de ossos com miolos lá dentro
dou por mim viciado em filmes com ambientes outonais, ou, pelo menos, invernis suaves.

ontem, enquanto fazia umas coisas, pus o william hurt a ensinar surdos a falar e a esfregar-se com a marlee matlin
tenho de voltar a ver o west wing só (só não, mas também) por causa dela
na piscina ao luar.

e aquele filme está cheio de ambientes assim: sem sol, com muitas nuvens, com cachecóis, com barulhos de gaivotas e sirenes de barcos de pesca. juro que me perco naquelas coisas.

além disso, o filme é da década de oitenta e a imagem ainda não tem aquela limpeza que as imagens modernas apresentam: têm grão, têm mais piada,
em certos filmes, calma! os anéis vistos numa boa tv e com umas colunas a bombarem sons de espadas pela frente e patadas cavalares por detrás é uma coisa divinal
têm patine, pronto!

o the big chill também tem uns ambientes assim, tem sim senhor. tem lá uma cena com o harold a correr com o nick numa rua cheia de nevoeiro; tem o michael a mijar no campo enquanto cai uma chuva miudinha; tem a karen e o sam aos meles, vestidos com uns kispos
não sei dizer anoraques
tem muita coisa assim, tem.

pronto, é o que eu digo, não são coisas com chuvadas, neve (apesar de amar o beautiful girls) e valentes ventos. nahh, são mais coisas assim com tempo encoberto, marés vazias, penumbra... pronto, é uma parvoíce e eu nem consegui encontrar iu tubes para colocar aqui, que ilustrassem isto que eu penso, mas é uma coisa que existe e eu sinto.

e gosto!

(na tv ou no cinema, claro) (na vida real, deus me livre!)

dia do pai

e pronto, calhou-me um quadrado e uma rodela em cortiça
um material da natureza vegetal, nada contra o espírito vegan. não se vá algum pai, mais tio, melindrar-se com a coisa
devidamente decorados com pinturas alegóricas ao tema "pai": umas pinceladas surrealistas abarco pollockianas, nas cores verde e vermelho, entre outros amarelos.

é o que nós somos, meus amigos pais, é o que nós somos...

acho que aquilo serve como marcador para um prato e como base para o copo de dalmore com 21 anos ou outra coisa qualquer, assim a armar aos cucos.

ainda não foi desta que me calhou o copo para colocar as canetas ou o par de argolas para os guardanapos, construída com dois meios rolos de papel higiénico envolvidos em ráfia. mas já anda lá perto, anda sim senhor.

pelo dinheiro que damos todos os meses, a escola devia presentear-nos, no mínimo, com um cheque fnac, porra!

ainda assim, muito longe da extensa e famosa redação - bom, famosa cá em casa, não é? - com que presenteei o meu pobre pai e que rezava o seguinte:

eu gosto do meu pai.
o meu pai é meu amigo e eu gosto dele.
eu gosto do meu pai porque ele é útil.

útil, foda-se? que merda é esta? útil? qual é o cabrão do filho que foi capaz de dizer que gostava do seu pai porque ele era útil?

útil? só eu mesmo, porra!

está assim explicada a razão para ter levado tanta porrada nos cornos, nos longos anos seguintes.

útil?

realmente....

são josé

ontem, a funcionária da creche da minha filha entregou-me um embrulho e alertou-me:
- pai da beatriz,
nas creches podemos não ser um número mas também não temos nome
isto é para ser aberto só amanhã, ok? não vale abrir hoje!

e eu lá pensei em voz alta:
- ah pois é, amanhã é dia de são josé.... o pai de jesus.
- isso era antigamente, agora é apenas o dia do pai.

qualquer dia ainda hei-de ouvir alguém dizer: olha que coincidência, a igreja celebra o nascimento de jesus no dia em que o resto do mundo festeja o natal. ou, quem sabe, alguma alma iluminada se indigne porque a igreja se lembrou de celebrar a morte e a ressureição de cristo, um tema tão sinistro, imagine-se, numa altura tão porreira que é quando andamos a comer amêndoas doces ou a fazer férias de scu em chamonics.

não há-de faltar muito, não senhor.

terça-feira, março 18, 2008

manual de normas

são coisas intrangeiras e ninguém tem obrigação de saber isto na ponta da língua, assim a modes que seja uma afta. mas os meios de comunicação têm, sim senhor.

por isso, a banda dos rapazolas chama-se tokio hotel. reparem, com cápa e com i. não é nem com quê de nove nem com uilpsilon (como dizia uma pessoa amiga).

é que acredito que ninguém gosta de chamar à televisão do senhor balsamão, "çiq", pois não?

segunda-feira, março 17, 2008

midnight man

gosto deste ritmo, este pan-pan-pan-pan pran-pran porque me faz recordar o when doves cry - curiosamente (ou não) também de 1984.

os tipos não tiveram muitas mais coisas de jeito. eu por mim, punha isto a bombar em tudo o fossem festas com música "à séria". e tenho muita muita pena por na altura em que o jorge pêgo punha isto no tnt eu nem tinha sequer altura (quanto mais idade ou ordeca) para entrar numa disco. seria, na certa, uma loucura esgalhar na pista com este som do caneco!

leidis ende gentelmen, os flash & the pan




lola

há mais de dez anos, peguei numa miúda e fui com ela p'rá naite. era a primeira vez que saia com ela. uma coisa fina e tal.

levei-a a ouvir um som no spiquizi, mostrei-lhe lisboa adormecida

"... fui ber lisboa à noite, parei nu russiu, numa noite sem friu..."

e no regresso demos um passeio pelo lado selvagem da noite.

rodrigues sampaio. lola na esquina:
- loooooooola, podes vir cá, por favor?
- olá bebé, quem é este borracho que trazes aqui contigo?
- é gira não é? ando a ver se cai cá para o meu lado...
- tem de cair, bebé. tem de cair.


sábado, março 15, 2008

trimmmmmmmmmm!!!!

um casal de testemunhas de jeová acabou de interromper a sesta da minha filha.

tinha sido um início de sesta complicado e cheio de alvoroço, tinha sido difícil convencê-la a amortalhar-se lá no seu edredon e, por isso, aquela interrupção tirou-me do sério.

ao ver quem eram os personagens que tinham deixado o dedo na campainha para assinalarem a sua presença no lado de fora do hall da escada, ainda mais em broa fiquei e avisei-os que da próxima vez que andarem em missões evangélicas, deverão ter mais cuidado com os petizes que por nestas horas da tarde fazem o seu descanso.

acenaram-me um folheto sobre um tal de jesus de belém e eu fiquei com receio de me virem falar do treinador do belenenses. disse-lhes que estava bem servido pelo jesus aldo ferreira e que deviam ter, na certa, mais sorte com a evangelização, lá para os lados do centro comercial colombo.

queriam conversa e a princípio ainda lhes quis dar trela falando sobre a minha santíssima trindade. mas não, fechei-lhes a porta (sem estrondo) mas a irritação persiste. fico a imaginar se paulo, timóteo ou até filipe faziam o mesmo estardalhaço com as campainhas quando andavam lá nos seus evangelizamentos lá para os lados de israel ou da turquia.

intimidades

os portugueses puderam ver ontem o menezes na sua privacidade.

alguns portugueses gostavam de o ver também como líder da oposição. é a sic que não mostra ou é ele que não o é?

sexta-feira, março 14, 2008

companhero, companhero

a coisa aconteceu há uns bons quinze anos no programa os donos da bola. passava na sic, às sextas-feiras e era apresentado pelo grande david borges.

para quem não está a ver bem a coisa, era aquele programa onde a cinha jardim chamou celtic de vigo àquele clube que venceu o benfica por muitos a um.

nesse programa decidiram fazer uma justa homenagem ao paulo futre e colocaram o gajo, salvo erro no estúdio, enquanto que a produção desatava a fazer telefonemas com pessoal que de uma forma ou outra lhe tocaram no coração.

assim, houve até uma ligação directa com um café no montijo, onde estava um molho de pessoal amigo dele, falaram também com o aurélio pereira, etc...

mas para mim, o momento alto da noite foi quando decidiram telefonar para o presidente dos colchoneros jesus gil. ele, quando soube que era o seu velho amigo, ficou de tal maneira excitado que desatou a falar, em direcção aos holofotes do estúdio:
- estói? présidénte? estói?
- si?
- és pablo futre, estói háblando dum programa de la téle mui buéno. se lhama lós donos de lá pelóta.

e eu tenho uma pena monumental por não haver iú tubes com essas palavrinhas. ainda assim, tive a felicidade de ver ontem à noite (gosto mais de dizer noute) o nosso primeiro a felicitar o zé luis sapateiro, com as sábias palavras: companhero, companhero, félicitációnes, compánhéro.



que maravilha! (vou passar a votar nele)

quinta-feira, março 13, 2008

rapazola da província

ainda no campo das gayolices, uma canção que me leva para as vindimas de almeirim, ali, entre 85 e, sei lá, 1992 talvez.

para o albacora, para o zola nas fazendas de almeirim, para a horta do cartaxo, para o gasómetro de alpiarça...

g'anda malha, g'ande som, g'ande ritmo, g'anda banda: o ritmo do senhor bronski.

suéte chartes laranjas com capuz vestidas sob ti chartes azuis daquelas com rendinhas, calças de ganga com baínha enrolada para fora, sapatos de vela branquíssimos e tá andar de mota.

run away, turn away, run away, turn away....


falso amor*

em 1982, ano do campeonato do mundo de hóquei em patins (ramalhete, josé carlos, cristiano, chana e leste, contra a super espanha de trullols, vila puig, torner, e centell). na rua, imbuídos pelo evento, jogávamos uma espécie de hóquei em patins, com balizas feitas com caixas de frutas patrocinadas pela mercearia do albino e bolas retiradas duns gelados que existiam na altura.

numa manhã dese ano, recordo-me de estar a marcar uma falta, encontrando-se à minha frente
o (fran)qu'lim, devidamente posicionado, para impedir a progressão da bola.

este menino, esa persona que vos escreve, armado em vítor rosado, tenta colocar a bola por cima do belo do q'lim e dá uma stickada em cheio, no frontispício da sua cabeça loura.

ah, ah, ah, para aqui, ah, ah, ah, para ali,
- ehhhhhh nem consegues stickar uma bola, ehhhhhhhh...
gozo total lá na rua.

às tantas, enervado, viro-me para um que ria mais alto que os outros e sentencio:
- ai é, ai é? então fica já sabendo que o teu single do tainded love que está lá em casa vai ficar todo riscadinho esta tarde.
e o povo cagou no que eu disse e continuou a rir.

dez minutos depois, o que ria muito alto e que tinha recebido a minha sentença, sai da porta do meu prédio, agitando uma coisa na sua mão ao mesmo tempo que anunciava com ar de gozo:
- toquei à tua campainha e disse à tua tia que ia buscar uma coisa minha. está aqui o tainted love. e não está riscadinho... mas a testa do q'lim continua vermelhona. partiste-lhe um corno?

no pessoal, gargalhada geral. na minha cabeça, melão monumental.

(quem foi a minha casa resgatar o disco anda por aí na net. se quiser que se acuse!)



gosto mais desta versão apresentada que duma outra, lançada mais tarde e que tem uma caixa de ritmos ligeiramente diferente. ainda assim, ambos telediscos (talvez mais este que o outro) são gayolas até mais não.

* título sacado aos la union

m80 (não é possivel que você suporte a barra)

bom, mas os scorpions ainda vá que não vá (pronto, ok, não vá!) agora as baleias?

repito, as baleias?

eu juro que às tantas olhei para a telefonia para saber se aquilo estava em fm ou em am.

estava mesmo em fm.

(credo, as baleias? na m80?)

m80 (já há muito que não a aborrecia...

... ou quem desdenha quer comprar)

terão os scorpions* uma avença com a m80?

* não é bem eu não suportar estes tedescos. não,
a saber, eu até gosto, do lady starlight, do holiday, do when the smoke is going down e até do always somewhere. mas a minha geração é das que apanhou, semanas e semanas a fio, com o still loving you e mais o gajo das calças às listas verticais, com o pé em cima da coluna de som da ribalta a esgalhar um solo interminável. e, por isso, tem uma certa, digamos, aversão aos simpáticos senhores. pior, pior, sucedeu quando já estávamos quase refeitos do still loving you, apanhámos, logo de chofre, com o winds of change e mais as imagens dos gajos a escavacarem o muro de berlim (fiquei sempre a pensar, ao ver essas cenas de 1989, se nunca houve um ou outro alemão que tenha ficado com a vista vazada por algum pedaço de betão que tivesse saltado para um olho, pela acção do escopro). foi muita areia para as nossas caminhetas.

power point

admiro (e secretamente invejo) as pessoas que ainda gostam de anedotas; que se riem, lá ao vivo, no levanta-te e ri; que gostam de receber apresentações de power points com piadas.

imagino ainda, os que fizeram essas apresentações, ali, noite fora, de volta do pc a construir aqueles textos.

depois como é que será? olham para aquilo e dizem "eh pá, esta está bestial, o pessoal vai rir até doer.", será?

ai, bocage, samora machel,
brejnev, cunhal ou reagan, voltem estão perdoados.

já agora, que será feito do francês, do amaricano, do russo e do inglês que entravam nas anedotas? reformaram-se?

e o espanhol? andará ainda por aí?

terça-feira, março 11, 2008

eu é que sou o psidente da junta!

ouço na rádio o porta-voz da refer informar, que na altura do acidente do montijo, as cancelas da passagem de nível se encontravam encerradas e os avisos sonoros e luminosos a funcionar. tudo como manda a lei.

ouço na rádio a presidente da junta de freguesia indignada por a refer não ter colocado cancelas daquelas que ocupam as duas faixas de rodagem, permitindo, caso os veículos façam um mini-slalom, que os mesmos possas atravessar a linha do caminho-de-ferro.

ó presidente, e que tal mandar colocar arame farpado electrificado e pregos no chão, para dar uns valentes choques e destruir os pneus das viaturas, de quem, apesar de todos os avisos, decidir ainda assim, contornar as barreiras e passar a linha?

presidente, vai pr'ó caralhinho, sim?

cota

sábado foi dia de fato de treino e ressaca de sofá com torradinhas e chá de camomila.

domingo, foi a recuperação total: camisa azulinha, calcinha de veludo cotelê, casaquinho de malha....

- eh lá, se soubesse que ias vestir isso tinha-me composto melhor....
- deixa-te de gozos, vá...
- pareces alguém conhecido.... não sei.... mas pareces.
- não me venhas tu também com a história do granger, por favor!
- nah nada disso, já não tens cara de menino, já tens ar de cota, pá.... cabelos brancos, muita ruga....
- ????????
- pareces, sei lá, pareces, assim, o enólogo da vila faia.

(ajudem-me, por favor)

compreende-se

nos fora (então explica lá, ó bic, o plural de forum é fora? é isso? tu vê lá o que é que me arranjas...) que fui ouvindo pela rádio já comecei a ouvir sportinguistas* mandar as esperadas bocas sobre o comportamento desportivo do jesualdo.

assim, diziam eles que, caso o porto não vença também a taça a época desportiva será, para nós portistas uma desgraça ou pelo menos, muito aquém das expectativas, já que a prestação na liga dos campeões deixou muito a desejar.

acrescentam novamente, parece que agora é moda, que isto de ser campeão já não interessa nada. ao que dizem, importante mesmo é a liga dos campeões.

compreendo-os muito bem. aliás, muito bem mesmo. sugiro até que o título de campeão passe a ser atribuído em ex aequo aos dois primeiros lugares.

quanto aos benfiquistas, compreendo-os também. e faço aqui minhas as palavras dum lampião amigo:
"o que me custa mais, pedro, é não os ver jogar à bola, pá. coisas simples que nós fazíamos quando éramos putos. assim, do género tabelinhas, fintas, carrinhos, coisas dessas...."

p.s.: quando não fala é porque não fala, quando depois lhe fazem perguntas e ele responde, admiram-se com as declarações. agora veio dizer que o camacho é que segurava as pontas todas daquilo. eu por mim, acho que o pc devia ter ficado calado. assim, como o cajuda com o jokanovic. não que eu não achasse que tenha sido uma farpa muito aguçada. o que eu acho é que ele exagerou em ter julgado que lá ainda há pontas. é o que eu acho, pronto.

os pais?

quando éramos mais chavalitos os nossos pais (eu disse os pais, não disse as mães) também eram parabenizados pelos aniversários dos filhos?

eram?

mesmo?

nunca dei por isso. cá para mim é mais uma dessas novidades deste milénio.

sexta-feira, março 07, 2008

roberto silva

corre um boato que vêm aí os the cure.

a sua vinda trás consigo mais umas maleitas à minha alma. já não chegava o facto da malta que gosta desta onda ex-vanguarda ter muuuuuuitas mais hipóteses de ver os seus ídolos - que merda de promotores -, lamento também por eles não terem aparecido por cá, sei lá, em 1984 ou 1985.

isso é que era! agora é tarde meus amigos.

por outro lado, começo a ver que se tivessem vindo nessa altura e, munido de toda a paciência e calma do mundo, fosse pedir ao meu pai para me deixar ir, seja lá onde aquilo acontecesse, ao concerto destes gadelhudos, ele me tinha mandado para uma parte que eu cá sei.

- ver o quê? a cura? eu já te dou o remédio p'rá tosse! dou, dou....



fiquemos pelos jardins suspensos!


quinta-feira, março 06, 2008

polémicas

quando surge uma polémica na blogosfera fico logo em pulgas. assim, sabem, doidinho.

"ai, deixa cá ver o que eles dizem e tal..."

é demais, é um mimo. é um daqueles meus mais profundos guilty pleasures (ó bic, como é que me traduzias isto, pá?). assim, talvez, ao nível de gostar do lady in red do chris de burgh.

a coisa é simples: surge primeiro um post, depois vem um comment, replica-se com outro comment, contraplica-se com mais um postzeco e nós, ratos, ficamos assim, de fora a grizar com os insultos.

um mimo.

mas o grau superlativo do gozo, acontece quando o ofendido replica com argumentos que não vêm nada ao acaso. gosto particularmente das réplicas fundadas na falta de rigor ortográfico - a versão feminina e actual do velhinho puxar de cabelos - ou fundadas no tamanho da pilinha - invariavelmente utilizadas pelos meninos, assim ao estilo "o meu clube é maior que o teu".

no fundo julgam estar a responder com classe mas no fundo estão a virar costas com um molho de cabelos, recém surripiados ao couro cabeludo de outrem, na mão.

gosto, confesso que gosto.

e é normalmente quando assisto a réplicas destas, supostamente cheias de classe, que me recordo duma lapidar, dada pela clotilde maluca - personagem que merecerá seguramente, em breve, uns 3 ou 4 posts - à ofensa emitida por um velho amigo "- és mas'é maluca*, pá!":
- olha, maluca* é a tua mãe.... (silêncio durante uns breves 2 segundos e 7 décimos) quim'té tem varizes nas pernas!

há coisa mais linda?

p.s.: a minha memória já não me permite afirmar, com exatidão, se a palavra correcta foi esta ou, e passo a citar, "puta". quem conhece ambas personagens sabe que qualquer das duas sairia com apreciável fluidez daquelas bocas.

quarta-feira, março 05, 2008

ganda neuer, man! ou as pontes de madison county parte II

uma coisa é perder contra o paços de ferreira dias antes de sermos campeões europeus outra coisa é perder uma eliminatória, assim, à lá grécia 2004.

não é uma questão de custar ou não custar. é entender que perder, assim, num patamar destes, onde andamos há muitos anos, tem outro sabor.

como eu disse há alguns tempos, aí por volta de 96/97, o porto chegou a um estádio europeu de onde será difícil sair. e quando se chega a esse patamar, ganhar, empatar ou perder passam a ser três equações a considerar e não apenas o empatar - com um pouquinho de sorte - ou perder - duma forma moralizante.

hoje foi daqueles dias em que podíamos ter ganho da mesma forma que também podíamos ter perdido.

e perdemos.

perdemos porque uma equipa que falha da forma que foi falhando ao longo de mais de 3 horas tem de entender que se arrisca a levar na ripa. e levou.

ou podíamos ter ganho nos penáltis e estava já tudo esquecido.

o que não me deita abaixo completamente é saber que dentro de meses estamos lá novamente, sabendo que estar nas oito, quatro ou dezasseis melhores equipas é uma questão de concentração, sorte, etc... mas é um hábito. e ser um hábito é bom.

mas sim, a verdade é que estaremos lá, não por força de acasos mas sim porque somos capazes disso.

da mesma forma que ninguém se admira por ganharmos cinco dos últimos seis campeonatos nacionais de futebol.

bem sei que não custa assim taaaanto suportar uma derrota daquelas. mas gaita, claro que estou triste. e mais lixado estou porque a última vez que me senti assim, foi em 1995, numa eliminação ante o sampdoria que também foi a penáltis, salvo erro na taça das taças, mas pude descarregar o melão, encaminhando-me na minha renô express e fui, sozinho, em direcção ao olivais shopping ver as pontes do clint eastwood.

esqueci a derrota, mas fartei-me de chorar. eu e mais duas velhotas, as três únicas pessoas presentes nessa sala número dois.


púlpito

dando uma vista de olhos por este blog é fácil encontrar, aqui e ali, menções a erros ortográficos que vou encontrando aí fora, pela blogosfera do nosso (des)contentamento. por outro lado também é certo que neste campo, os meus telhados não são bem de vidro, são de cristal. não posso, pois, berrar muito alto, convenhamos.

nem muito alto nem muito baixo. até porque grande parte dos meus erros são coisas de distracção
puras. sei lá, eu sei de cor e salteado e até de olhos fechados que o aparelho auditivo é o ouvido e não o houvido. sei também que quem não ouve não é bem a mesma coisa que o que não houve. ainda assim, enquanto escrevo, vou debitando estas palavras e nem dou conta que as estou a utilizar duma forma ridícula.

e a paciência para depois rever os textos é sempre nula.

por outro lado sei também que isto é um blog e por isso sei muito bem que é tudo menos um livro. se está mal, o pessoal muda e republica. é simples.

com pessoas que se dirigem, ao vivo, a público mais vasto, aí já sou menos intransigente. assim, passar uma manhã, a ouvir uma formadora - uma pessoa que tem obrigação, já que tem de comunicar, de ensinar, de transmitir coisas formais no dia a dia - dizer coisas como:
- há duas semanas atrás
- caractere
- a nível de
- é assim:
- desculpe lá
- ca'té me disseram....

nestes casos, meus amigos, já sou menos tolerante.

é culpa minha, bem sei, mas dá-me alguns pruridos, confesso.

ainda assim, o cúmulo sucede quando as pessoas confundem cristão com crestão. sim, porque uma coisa que me aborrece mesmo é ouvir alguém dizer: oh crestina, dá-me aí uma caneta, por favor.

terça-feira, março 04, 2008

sombra do dia

e por falar em pezinho esquerdo a bater - bom comigo é sempre o esquerdo. ok, por vezes em vez do esquerdo sucede também o calcanhar do direito, assim à lá malcolm young no tnt - esta aqui também me anda a fazer agitar o calcante cada vez que a ouço na telefonia.

um show



há quem encontre similaridades entre esta música e o with or without you dos u2. eu não vou tão longe. eu sei é que esta aqui vinha a calhar muito bem a seguir a este shadow of the day. para mim era!

e eu sei também que é um som bestial para dar ao berreiro, de copo de whisky na mão, braços abertos, meio da pista.......

styx - too much time...

houve alguém que considerou os styx como a banda mais overrated do rock americano.
eu não vou tão longe, mas também não consigo ir além de, sei lá, umas seis ou sete músicas. o problema é que há duas ou três que sou capaz de ouvir até à exaustão.

uma delas é esta. com vagar irei colocando as outras.



até ver, olhem bem para o vosso pezinho, eventualmente o esquerdo, e vejam lá se ele não começa a bater quando a música começa a dar.

não?

e nem a cabeça começa a saltitar, assim, da esquerda para a direita e da direita para a esquerda? também não?

oh, deixem-se de tretas, vocês (vós, como diria o meu pai) não são (sois, como diria o meu pai) do roque!

nota: antes de gozarem com as roupas do pessoal do vídeo, consultem primeiro as farpelas que surgem em fotos vossas captadas em 1981, ok?

chucha

contra tudo e contra todos, tendo mesmo que vencer até alguns aliados surpresa, parece que a consegui convencer a deixar a chucha.

será?

esperemos!

johnnie johnson

é ao um minuto e cinquenta e sete segundos que o clapton ergue o braço direito, roda-o para trás e anuncia:

- djóni djonson!

e daí para a frente é um desfiar duma pianada louca, dum matraquear que nunca voltei a ver como aquele.
nem sequer o condeço ou o libório na função de organistas lá da paróquia.

tive a sorte de assistir a um concerto deste buda negro no blues ali entre o docks e o indochina. foi uma noite de sonho. o senhor não tocava blues, ele tocava blusões!

saudade!



mais informações sobre o concerto deste vídeo aqui.

segunda-feira, março 03, 2008

sim, já agora expliquem-me!

um dia perguntaram ao jorge paulo (nome lindíssimo de se usar quando estamos zangados: ó jooooooooorge paaaaaaaulo, anda cá ao paaaaaaaai, caralho!) se por ele - reparem bem na pergunta "se por ele" - o porto poderia já encomendar as faixas de campeão.

obviamente que o moço respondeu que, por ele, podiam encomendar já.

quem é que no seu perfeito juízo, ainda antes do natal, é capaz de dizer o contrário? ninguém, certo? toda a gente tem a fé que será campeão.

o que é certo é que o clube acabou por não ser campeão e o povo dos jornais andou a massacrá-lo com essas declarações. como que se ele se tivesse lembrado, assim, sem mais nem menos de ter dito: eh pá, vou ali encomendar as faixas, estive a pensar e isto é certinho!.

daí para a frente, coincidência ou não, a verdade é que dali do dragão, passaram a ouvir-se apenas aquelas respostas chapa 88 "não, nada está ganho, temos de ver isto jogo a jogo, as contas far-se-ão no fim....."

bom, faltam 9 jogos, o clube está com 12 pontos de vantagem. à falta de melhor, já toda a gente anda para aí a celebrar o campeonato rui costa (é ele o campeão nacional, não é? não? pelo menos parece). a minha pergunta é a seguinte?
- temos mesmo, por precaução, de esperar até à última hipótese matemática para gritarmos "cõe-pi-ões!", ou há-de alguém, qual anjo gabriel, que nos dirá, um dia, ao virar da esquina "vá, pronto, considerem-se lá campeões, caralho!"