terça-feira, março 25, 2008

dois minutos antes do meio dia, três mil cento e quarenta gramas de martucha já cá cantam

para ela
sabes muito bem que eu não dou - nem darei - para o peditório do «ah e tal e quando temos um filho é que sentimos finalmente a felicidade suprema» ou «quem nunca teve filhos nunca se sentiu plenamente realizada(o)», por aí fora. a canalhada é importante, é sim senhora, mas não julgues que passarás a ser uma pessoa diferente e tal... tu sabes o que eu estou a dizer, não é?

mas...
mas sabes que será ela que te irá trazer, desde hoje em diante, as emoções mais giras que já sentiste. sim, vais ver, é giro. parece que elas vão esgravatar lá bem ao fundo, para nos fazer sentir tão bem, mas tão bem, que realmente só sentindo é que dá para avaliar.

vais gostar.

aliás, já deves estar a gostar, não é?

foram-te enchendo a cabeça com a cena do «goza enquanto podes», não foi? uma ova, acredita. não que eles não tivessem razão. mas é um acto reflexo, não leves a mal. somos nós que não conseguimos mesmo explicar e demonstrar o quanto é bom.

sabes também que eu não levo como certo aquelas coisas do «sai ao pai» ou «sai à mãe», ou «tem o feitio do tio». eh, balelas!

mas...
mas já viste se ela desata a adormecer com o polegar a empinar o nariz, enquanto se encosta a uma coluna de pedra qualquer? ou, quem sabe, desate a chinelar, casa fora, logo pela manhã, a fazer aquele vasqueiro, aquele txiiiiic, txiiiic, com a borracha a raspar no chão? ou a ressonar bi-direccionalmente? assim, a fazer barulho quando inspira e quando expira? é mau, não é? pois...
por outro lado, por esta mesma ordem de ideias, é capaz de sair uma criança mais calminha, sorna, sangue bom, porreirinha, que te deixa dormir e tal. não é capaz de ser mau, não senhora.

e mesmo que venha a nascer cheia de pêlo na venta, assim, sardenta e tal, é capaz de acabar por ser uma mistura gira, não?

ai e depois aquela cena do «ai que olhinhos tão bonitos» pela vida toda, coitada, não é? logo se vê. e não, não conseguirás ver assim, logo nestes primeiros dias. dá-lhe mais uns tempos.

contudo, recordo-te o seguinte, e isto é muito importante: a miúda é carneiro e dos avós para cima (de ambos os lados, não esqueças), é tudo forrado a transmontanices. sabes do que falo, não sabes? na dúvida indaga junto da minha mãe. ela apanha comigo há quase 39 anos (até me engasguei a escrever este número, pá.)

vá, não me posso alongar. tenho muito que trabalhar e ainda nem fui ao sótão buscar a espreguiçadeira. dá-lhe um beijo por mim.

hoje és mais feliz.


para ele
duas coisas:
- vi na loja gourmet do el corte inglés uma garrafa de dalmore - cara como o catano - mesmo apropriada para a ocasião. não exijo tanto. mas porra, uma mini, pelo menos, tens de me pagar, vale?
- queres uma mnemónica boa? ambas a 25, uma em março e outra em setembro. tens, portanto, festa de seis em seis meses lá em casa. já não esqueces mais a data. (pode ser que também eu decore duma vez por todas.) e esta? quem é amigo, quem é?

arthur c. clarke

«vão duas galinhas no deserto, uma chamada olga e a outra célia. estão dois grãos de milho em cima de outras duas minas terrestres. apesar de saberem que ao debicar aqueles grãos elas terão morte certa, a verdade é que acabarão por ir lá tentar a sua sorte.

qual o título do filme?»

esta estúpida e valente anedota foi-me contada há uns vinte anos. na altura não achei piada e agora, estes anos todos volvidos continuo sem achar.

mas é com ela que eu recordo o arthur c. clarke. cientista que apresentava aquele programa televisivo (aquela cena da caveira em cristal, o abominável homem das neves a atravessar o ribeiro...) que nos deleitava e inspirava naquelas brincadeiras e conversas na defunta escola preparatória cesário verde.

vivia no sri lanka. morreu na semana passada. confesso que fiquei com pena.

o filme é o dois milh'e bum! olg' e célia no espaço!

olha a velha a cair!

a dona zulmira, minha professora da primária, deparou-se um dia com a falta, por doença, duma outra professora. por esse motivo, foram recambiados nessa manhã, uma maralhal de alunos que até andavam, julgo, uns dois anos à frente de nós.

nós éramos da 1ª classe, os outros eram, penso da 3ª ou até da 4ª classe. dentre esses alunos acolhidos, encontrava-se o magala e o vitinha podre. quem conhece(u) estes nobres personagens da minha terra,
frutos duma apurada linhagem cigana, sabe que não eram, digamos, gente com quem podíamos deixar a caixa registadora aberta.

além disso, em vez dos prováveis oito ou nove anos de idade que alunos deste escalão têm, estes dois meninos, fruto dum invejável currículo de reprovações, andava, talvez já nos onze ou doze anos.

a certa e determinada altura estão o magala e o vitinha podre com a sua carteira repleta de lápis de cor. quando digo repleta, não me refiro a cinco ou seis objectos mas, talvez, a uns 50! questionados pela professora acerca da procedência daquele material escolar, a resposta foi um lacónico «sei lá!»

ali à sua volta, entretanto, tinham desaparecido os lápis de cor de quase todos os meus colegas, os quais, espertos, nem se atreverem a abrir o bico perante flagrante delito.

- sei lá, sei lá? eu já te dou o «sei lá»!

e sacando da sua régua assim, estilo wengé, desata a despachar reguada naquelas nalgas e naquelas mãos até os lápis estarem novamente nas carteiras dos seus devidos proprietários.

ora, quem conhece estes dois meninos sabe que se isto sucedesse em 2008 e não em 1977 a professora estava seguramente com os cornos partidos e meio baço a espreitar por uma fenda qualquer da barriga, previamente aberta por algum, eventual, objecto cortante que eles carregassem nas calças.

ao ver as imagens lá da professora do carolina michaelis apeteceu-me apontar o dedo à cambada de paizinhos que se lembraram, ao longo destes anos, de ir deixando recado lá pelas escolas por onde os meninos passaram «no meu filho ninguém toca. reguadas são coisas do tempo da outra senhora. há que implementar uma educação e uma pedagogia apropriada aos tempos que correm».

puta que os pariu!

filmes pascais - elizabeth the golden age


quatro palavrinhas: cate blanchet clive owen.

tá dito!

é daqueles que recomendo adicionando sempre a frase «alto lá com o charuto!». e é seguramente um filmaço para se ver com blu ray, uns bons cantantes traseiros e dianteiros, um sub-woofer de cólidade e a com mulher, a filha e os vizinhos bem longe para não ouvirmos os habituais: baixamessamerdaaaaaa!

filmes pascais - 2 days in paris


olha nem sei bem: não recomendo, não voltarei a ver, não sei se memorizarei alguma das cenas deste filme.

está visto e pronto.

filmes pascais - maria e as outras

o problema não é bem a qualidade dos actores e actrizes. ok, não são nenhuns hamletianos, tudo bem.

o problema é esta mania portuguesa de filmarem as coisas duma forma tão, mas tão anti-natural que até mete dó. há ali matéria para se fazer um filme, digamos, porreiro mas depois a coisa vai se perdendo naqueles clichés tão ao jeito daquele cinema pós malta do frágil.

é que já nem conseguem fugir disso: ele é a personagem que trabalha em publicidade, ele é a médica que fode em marquesas e que é "chamada à urgência" através de bips, ele é aquela cena de não se desvendar um dos mistérios do filme - assim para dar asas à imaginação dos espectadores -, ele é a cabeleireira que vai à noite para o docks ou para o queens, ele é tudo o que seja para dar a pála de "nahh, isto é uma coisa assim modernaça, pá"...

haja pó!

she got the mercedes bends

vi ontem o jeremy clarkson ir até oslo num slr. meu deus aquilo (o carro, claro) é sublime!

ó baía, deixa-me ser teu amigo, deixas?

nota 1 - às tantas o jeremias dizia: uma das coisas que sempre me fez impressão quando experimento estes super carros é o facto de, a torto e a direito, começarem a ouvir
-se uns barulhinhos aqui, outros ali, coisas que dão connosco a dizer «o que é que é isto? que barulho foi este?» neste carro não há nada disto. não se ouve rigorosamente nada de estranho. é só mesmo motor!


nota 2 - ainda assim, não confundamos 626 cavalos deste menino, elegantérrimo, com os 1000 cavalitos do veyron que é feio como os trovões. haja respeito, pois, nas comparações que se façam.




nike

foram apresentados os novos equipamentos para o europeu. seguindo uma linha muito clássica e conservadora, são feios como sempre.

sim, sou invejoso, sim senhor!

asia

vêm a portugal os eizia.

realmente há para todos os gostos: os asia (ok), os europe (tem juízo), os africa (tem dias), os america (muuuuuito), os oceania (blhec!). será que também há os arctic e os antarctic?

por gostar (muito) de, talvez, duas músicas, não sei se chega para me atrever a dizer que gosto deles.

bem sei que é mesmo uma reunion tour, com a malta original e tudo.

nada pois a ver com as tourneés que para aí há dos doors, dos g'n'r ou até dos smashing pumpkins.

mas mesmo assim, nahhh. não me cheira. há coisas que sim, senhor, eu até iria gramar. coisas do downes nos buggles, daqueles discos de 1982/83... mas só de pensar naquelas estopadas dos yes ou do in the court of the crimson king.... pois.

se calhar é mesmo melhor guardar o dinheirinho e contentar-me com um clipzecos.



p.s.: eu estou para aqui a cagar postas de pescada mas cheira-me que ainda lá vou bater com os cotos. ai!....

segunda-feira, março 24, 2008

o crocodilo que voa

o luiz pacheco surgiu na minha vida lá por alturas do início da década de 90, quando o dito senhor apareceu numa reportagem da televisão fazendo uma espécie de pingue-pong oral com umas quantas pessoas da cultura portuguesa. a coisa já se passou há tempo demais para me lembrar de pormenores, mas ficou-me na memória umas bocas - positivas - da natália correia comentadas por ele mais ou menos da seguinte forma:
- eh pá, o que é que queres que eu diga? agradeço pronto. se a gaja o diz que tenho valor quem sou eu para negar, não é? uma gaja importante, porra. deputada e tal...

ora eu que nunca tinha lido nada do senhor - continuo sem ler - fiquei ali, naquela, mas quem é este gajo? que cartonância dos diabos, um tipo que manda umas bocas destas... categoria!

tinha felizmente a meu lado, um escritor - tradutor, poeta, etc - que lá me elucidou acerca da pinta do maduro.

adiante!

para estas férias da páscoa carreguei comigo um livro organizado pelo joão pedro george - pronto, é aquele gajo que fez aquele ensaio sobre as constantes repetições encontradas nos livros da margarida rebelo pinto, já estão a ver quem é? - com um punhado de entrevistas ao pacheco.

tenho de fazer aqui um intervalinho para voltar à carga com este meu caralhinho de me deleitar com edições, com livros, assim, bonitinhos. este é bestial. aliás, todos os livros que conheço da tinta da china são um mimo: o papel é de bom toque; o tamanho é "como deve ser", assim a5; a mancha não faz cansar a vista; a fonte tipográfica é bonita; têm daquelas folhas (páginas) que não sei o nome, mas que antecedem o início do texto, assim, contendo as informações relativas ao autor, à edição, etc... depois gosto muito dos livros que nos dizem "...foi composto em caracteres hoefler text e impresso pela guide, artes gráficas, sobre papel besaya de 90 gramas, numa tiragem de 2000 exemplares." já sabem, na dúvida, se quiserem comprar um livro para enfeitar (nunca se sabe, há de tudo por aí), vão pela tinta da china.

e pessoalmente o que lá está contado tem, literariamente, pouco interesse para mim. mas as coisas que ele diz são tão, mas tão divertidas. eu gosto tanto da forma como ele desarma (ou arma) o pessoal que lá lhe ia bater à porta para o ouvir chamar paneleiro a este, cabrão aquele ou ignóbil aqueloutro.

bom, eu não resisto e tenho de transcrever aqui duas ou três passagens. aqui vai:

"...tem um verso mais ou menos assim: «amanhã há bola, madame blanche e parola.»
[...]
eles (a censura) embirraram com que palavra exactamente?
com «madame blanche». sabe o que era? vocês não sabem nada! havia em lisboa duas casas afamadas de broches, onde isso era a especialidade da casa: a madame blanche, na rua da memória, e a eva, no largo da misericórdia, lá num terceiro andar."


"... cada dia vejo pior... e também ouço mal. há dias, a miúda da cozinha bateu-me à porta a dizer que o almoço era arroz de pombo. pensei «de pombo! devem ter morto os pombos todos do jardim.» afinal não era arroz de pombo, era de polvo, porra. devo ter ouvido mal, mas só percebi quando meti o garfo à boca."


"é como aqueles gajos do «acontece» que têm a mania que são cultos. aquela besta do pinto coelho - com aquela cara ninguém pode ser culto - dizia anteontem: «a soprano russo» - referia-se à vaca que lá ia cantar. não é «a» soprano, é «o» soprano, soprano não tem feminino. é por ser vaca, é por ser vaca. quando um gajo está a dizer: «assim acontece» quero que ele vá bardamerda. tás para aí a... «ó mário, mário...» e o outro estúpido, o mário de carvalho a fazer umas observações muito engraçadas e eu vou ler o livro que vai editar já com vontade de rir."

quinta-feira, março 20, 2008

este tempinho...

...de cáca deixa-me, não deprimido, mas com uma valente vontade de zarpar para outros portos, com barracas na praia, queijinhos na brasa, moquecas, sumos com palitos encimados por chapelinhos de papel, peles salgadas, espetos de camarão, pezinhos ao léu, cocadas, ub40....


quarta-feira, março 19, 2008

mais pés

coisas que as mulheres usam e que nunca ninguém lhes explicou que aquilo só lhes prejudica a imagem: mules e sabrinas.

outono

eu que odeio a chegada do outono
sabes xana, lembrei-me agora que tenho umas fotos, já com uns meses valentes em cima, para te mandar umas bocas sobre o teu amor ao outono e nunca mais me lembrei de fazer um post com elas. isto que eu tenho entre os ombros já não é uma cabeça, é um balde de ossos com miolos lá dentro
dou por mim viciado em filmes com ambientes outonais, ou, pelo menos, invernis suaves.

ontem, enquanto fazia umas coisas, pus o william hurt a ensinar surdos a falar e a esfregar-se com a marlee matlin
tenho de voltar a ver o west wing só (só não, mas também) por causa dela
na piscina ao luar.

e aquele filme está cheio de ambientes assim: sem sol, com muitas nuvens, com cachecóis, com barulhos de gaivotas e sirenes de barcos de pesca. juro que me perco naquelas coisas.

além disso, o filme é da década de oitenta e a imagem ainda não tem aquela limpeza que as imagens modernas apresentam: têm grão, têm mais piada,
em certos filmes, calma! os anéis vistos numa boa tv e com umas colunas a bombarem sons de espadas pela frente e patadas cavalares por detrás é uma coisa divinal
têm patine, pronto!

o the big chill também tem uns ambientes assim, tem sim senhor. tem lá uma cena com o harold a correr com o nick numa rua cheia de nevoeiro; tem o michael a mijar no campo enquanto cai uma chuva miudinha; tem a karen e o sam aos meles, vestidos com uns kispos
não sei dizer anoraques
tem muita coisa assim, tem.

pronto, é o que eu digo, não são coisas com chuvadas, neve (apesar de amar o beautiful girls) e valentes ventos. nahh, são mais coisas assim com tempo encoberto, marés vazias, penumbra... pronto, é uma parvoíce e eu nem consegui encontrar iu tubes para colocar aqui, que ilustrassem isto que eu penso, mas é uma coisa que existe e eu sinto.

e gosto!

(na tv ou no cinema, claro) (na vida real, deus me livre!)

dia do pai

e pronto, calhou-me um quadrado e uma rodela em cortiça
um material da natureza vegetal, nada contra o espírito vegan. não se vá algum pai, mais tio, melindrar-se com a coisa
devidamente decorados com pinturas alegóricas ao tema "pai": umas pinceladas surrealistas abarco pollockianas, nas cores verde e vermelho, entre outros amarelos.

é o que nós somos, meus amigos pais, é o que nós somos...

acho que aquilo serve como marcador para um prato e como base para o copo de dalmore com 21 anos ou outra coisa qualquer, assim a armar aos cucos.

ainda não foi desta que me calhou o copo para colocar as canetas ou o par de argolas para os guardanapos, construída com dois meios rolos de papel higiénico envolvidos em ráfia. mas já anda lá perto, anda sim senhor.

pelo dinheiro que damos todos os meses, a escola devia presentear-nos, no mínimo, com um cheque fnac, porra!

ainda assim, muito longe da extensa e famosa redação - bom, famosa cá em casa, não é? - com que presenteei o meu pobre pai e que rezava o seguinte:

eu gosto do meu pai.
o meu pai é meu amigo e eu gosto dele.
eu gosto do meu pai porque ele é útil.

útil, foda-se? que merda é esta? útil? qual é o cabrão do filho que foi capaz de dizer que gostava do seu pai porque ele era útil?

útil? só eu mesmo, porra!

está assim explicada a razão para ter levado tanta porrada nos cornos, nos longos anos seguintes.

útil?

realmente....

são josé

ontem, a funcionária da creche da minha filha entregou-me um embrulho e alertou-me:
- pai da beatriz,
nas creches podemos não ser um número mas também não temos nome
isto é para ser aberto só amanhã, ok? não vale abrir hoje!

e eu lá pensei em voz alta:
- ah pois é, amanhã é dia de são josé.... o pai de jesus.
- isso era antigamente, agora é apenas o dia do pai.

qualquer dia ainda hei-de ouvir alguém dizer: olha que coincidência, a igreja celebra o nascimento de jesus no dia em que o resto do mundo festeja o natal. ou, quem sabe, alguma alma iluminada se indigne porque a igreja se lembrou de celebrar a morte e a ressureição de cristo, um tema tão sinistro, imagine-se, numa altura tão porreira que é quando andamos a comer amêndoas doces ou a fazer férias de scu em chamonics.

não há-de faltar muito, não senhor.

terça-feira, março 18, 2008

manual de normas

são coisas intrangeiras e ninguém tem obrigação de saber isto na ponta da língua, assim a modes que seja uma afta. mas os meios de comunicação têm, sim senhor.

por isso, a banda dos rapazolas chama-se tokio hotel. reparem, com cápa e com i. não é nem com quê de nove nem com uilpsilon (como dizia uma pessoa amiga).

é que acredito que ninguém gosta de chamar à televisão do senhor balsamão, "çiq", pois não?

segunda-feira, março 17, 2008

midnight man

gosto deste ritmo, este pan-pan-pan-pan pran-pran porque me faz recordar o when doves cry - curiosamente (ou não) também de 1984.

os tipos não tiveram muitas mais coisas de jeito. eu por mim, punha isto a bombar em tudo o fossem festas com música "à séria". e tenho muita muita pena por na altura em que o jorge pêgo punha isto no tnt eu nem tinha sequer altura (quanto mais idade ou ordeca) para entrar numa disco. seria, na certa, uma loucura esgalhar na pista com este som do caneco!

leidis ende gentelmen, os flash & the pan




lola

há mais de dez anos, peguei numa miúda e fui com ela p'rá naite. era a primeira vez que saia com ela. uma coisa fina e tal.

levei-a a ouvir um som no spiquizi, mostrei-lhe lisboa adormecida

"... fui ber lisboa à noite, parei nu russiu, numa noite sem friu..."

e no regresso demos um passeio pelo lado selvagem da noite.

rodrigues sampaio. lola na esquina:
- loooooooola, podes vir cá, por favor?
- olá bebé, quem é este borracho que trazes aqui contigo?
- é gira não é? ando a ver se cai cá para o meu lado...
- tem de cair, bebé. tem de cair.


sábado, março 15, 2008

trimmmmmmmmmm!!!!

um casal de testemunhas de jeová acabou de interromper a sesta da minha filha.

tinha sido um início de sesta complicado e cheio de alvoroço, tinha sido difícil convencê-la a amortalhar-se lá no seu edredon e, por isso, aquela interrupção tirou-me do sério.

ao ver quem eram os personagens que tinham deixado o dedo na campainha para assinalarem a sua presença no lado de fora do hall da escada, ainda mais em broa fiquei e avisei-os que da próxima vez que andarem em missões evangélicas, deverão ter mais cuidado com os petizes que por nestas horas da tarde fazem o seu descanso.

acenaram-me um folheto sobre um tal de jesus de belém e eu fiquei com receio de me virem falar do treinador do belenenses. disse-lhes que estava bem servido pelo jesus aldo ferreira e que deviam ter, na certa, mais sorte com a evangelização, lá para os lados do centro comercial colombo.

queriam conversa e a princípio ainda lhes quis dar trela falando sobre a minha santíssima trindade. mas não, fechei-lhes a porta (sem estrondo) mas a irritação persiste. fico a imaginar se paulo, timóteo ou até filipe faziam o mesmo estardalhaço com as campainhas quando andavam lá nos seus evangelizamentos lá para os lados de israel ou da turquia.

intimidades

os portugueses puderam ver ontem o menezes na sua privacidade.

alguns portugueses gostavam de o ver também como líder da oposição. é a sic que não mostra ou é ele que não o é?

sexta-feira, março 14, 2008

companhero, companhero

a coisa aconteceu há uns bons quinze anos no programa os donos da bola. passava na sic, às sextas-feiras e era apresentado pelo grande david borges.

para quem não está a ver bem a coisa, era aquele programa onde a cinha jardim chamou celtic de vigo àquele clube que venceu o benfica por muitos a um.

nesse programa decidiram fazer uma justa homenagem ao paulo futre e colocaram o gajo, salvo erro no estúdio, enquanto que a produção desatava a fazer telefonemas com pessoal que de uma forma ou outra lhe tocaram no coração.

assim, houve até uma ligação directa com um café no montijo, onde estava um molho de pessoal amigo dele, falaram também com o aurélio pereira, etc...

mas para mim, o momento alto da noite foi quando decidiram telefonar para o presidente dos colchoneros jesus gil. ele, quando soube que era o seu velho amigo, ficou de tal maneira excitado que desatou a falar, em direcção aos holofotes do estúdio:
- estói? présidénte? estói?
- si?
- és pablo futre, estói háblando dum programa de la téle mui buéno. se lhama lós donos de lá pelóta.

e eu tenho uma pena monumental por não haver iú tubes com essas palavrinhas. ainda assim, tive a felicidade de ver ontem à noite (gosto mais de dizer noute) o nosso primeiro a felicitar o zé luis sapateiro, com as sábias palavras: companhero, companhero, félicitációnes, compánhéro.



que maravilha! (vou passar a votar nele)

quinta-feira, março 13, 2008

rapazola da província

ainda no campo das gayolices, uma canção que me leva para as vindimas de almeirim, ali, entre 85 e, sei lá, 1992 talvez.

para o albacora, para o zola nas fazendas de almeirim, para a horta do cartaxo, para o gasómetro de alpiarça...

g'anda malha, g'ande som, g'ande ritmo, g'anda banda: o ritmo do senhor bronski.

suéte chartes laranjas com capuz vestidas sob ti chartes azuis daquelas com rendinhas, calças de ganga com baínha enrolada para fora, sapatos de vela branquíssimos e tá andar de mota.

run away, turn away, run away, turn away....


falso amor*

em 1982, ano do campeonato do mundo de hóquei em patins (ramalhete, josé carlos, cristiano, chana e leste, contra a super espanha de trullols, vila puig, torner, e centell). na rua, imbuídos pelo evento, jogávamos uma espécie de hóquei em patins, com balizas feitas com caixas de frutas patrocinadas pela mercearia do albino e bolas retiradas duns gelados que existiam na altura.

numa manhã dese ano, recordo-me de estar a marcar uma falta, encontrando-se à minha frente
o (fran)qu'lim, devidamente posicionado, para impedir a progressão da bola.

este menino, esa persona que vos escreve, armado em vítor rosado, tenta colocar a bola por cima do belo do q'lim e dá uma stickada em cheio, no frontispício da sua cabeça loura.

ah, ah, ah, para aqui, ah, ah, ah, para ali,
- ehhhhhh nem consegues stickar uma bola, ehhhhhhhh...
gozo total lá na rua.

às tantas, enervado, viro-me para um que ria mais alto que os outros e sentencio:
- ai é, ai é? então fica já sabendo que o teu single do tainded love que está lá em casa vai ficar todo riscadinho esta tarde.
e o povo cagou no que eu disse e continuou a rir.

dez minutos depois, o que ria muito alto e que tinha recebido a minha sentença, sai da porta do meu prédio, agitando uma coisa na sua mão ao mesmo tempo que anunciava com ar de gozo:
- toquei à tua campainha e disse à tua tia que ia buscar uma coisa minha. está aqui o tainted love. e não está riscadinho... mas a testa do q'lim continua vermelhona. partiste-lhe um corno?

no pessoal, gargalhada geral. na minha cabeça, melão monumental.

(quem foi a minha casa resgatar o disco anda por aí na net. se quiser que se acuse!)



gosto mais desta versão apresentada que duma outra, lançada mais tarde e que tem uma caixa de ritmos ligeiramente diferente. ainda assim, ambos telediscos (talvez mais este que o outro) são gayolas até mais não.

* título sacado aos la union

m80 (não é possivel que você suporte a barra)

bom, mas os scorpions ainda vá que não vá (pronto, ok, não vá!) agora as baleias?

repito, as baleias?

eu juro que às tantas olhei para a telefonia para saber se aquilo estava em fm ou em am.

estava mesmo em fm.

(credo, as baleias? na m80?)

m80 (já há muito que não a aborrecia...

... ou quem desdenha quer comprar)

terão os scorpions* uma avença com a m80?

* não é bem eu não suportar estes tedescos. não,
a saber, eu até gosto, do lady starlight, do holiday, do when the smoke is going down e até do always somewhere. mas a minha geração é das que apanhou, semanas e semanas a fio, com o still loving you e mais o gajo das calças às listas verticais, com o pé em cima da coluna de som da ribalta a esgalhar um solo interminável. e, por isso, tem uma certa, digamos, aversão aos simpáticos senhores. pior, pior, sucedeu quando já estávamos quase refeitos do still loving you, apanhámos, logo de chofre, com o winds of change e mais as imagens dos gajos a escavacarem o muro de berlim (fiquei sempre a pensar, ao ver essas cenas de 1989, se nunca houve um ou outro alemão que tenha ficado com a vista vazada por algum pedaço de betão que tivesse saltado para um olho, pela acção do escopro). foi muita areia para as nossas caminhetas.

power point

admiro (e secretamente invejo) as pessoas que ainda gostam de anedotas; que se riem, lá ao vivo, no levanta-te e ri; que gostam de receber apresentações de power points com piadas.

imagino ainda, os que fizeram essas apresentações, ali, noite fora, de volta do pc a construir aqueles textos.

depois como é que será? olham para aquilo e dizem "eh pá, esta está bestial, o pessoal vai rir até doer.", será?

ai, bocage, samora machel,
brejnev, cunhal ou reagan, voltem estão perdoados.

já agora, que será feito do francês, do amaricano, do russo e do inglês que entravam nas anedotas? reformaram-se?

e o espanhol? andará ainda por aí?

terça-feira, março 11, 2008

eu é que sou o psidente da junta!

ouço na rádio o porta-voz da refer informar, que na altura do acidente do montijo, as cancelas da passagem de nível se encontravam encerradas e os avisos sonoros e luminosos a funcionar. tudo como manda a lei.

ouço na rádio a presidente da junta de freguesia indignada por a refer não ter colocado cancelas daquelas que ocupam as duas faixas de rodagem, permitindo, caso os veículos façam um mini-slalom, que os mesmos possas atravessar a linha do caminho-de-ferro.

ó presidente, e que tal mandar colocar arame farpado electrificado e pregos no chão, para dar uns valentes choques e destruir os pneus das viaturas, de quem, apesar de todos os avisos, decidir ainda assim, contornar as barreiras e passar a linha?

presidente, vai pr'ó caralhinho, sim?

cota

sábado foi dia de fato de treino e ressaca de sofá com torradinhas e chá de camomila.

domingo, foi a recuperação total: camisa azulinha, calcinha de veludo cotelê, casaquinho de malha....

- eh lá, se soubesse que ias vestir isso tinha-me composto melhor....
- deixa-te de gozos, vá...
- pareces alguém conhecido.... não sei.... mas pareces.
- não me venhas tu também com a história do granger, por favor!
- nah nada disso, já não tens cara de menino, já tens ar de cota, pá.... cabelos brancos, muita ruga....
- ????????
- pareces, sei lá, pareces, assim, o enólogo da vila faia.

(ajudem-me, por favor)

compreende-se

nos fora (então explica lá, ó bic, o plural de forum é fora? é isso? tu vê lá o que é que me arranjas...) que fui ouvindo pela rádio já comecei a ouvir sportinguistas* mandar as esperadas bocas sobre o comportamento desportivo do jesualdo.

assim, diziam eles que, caso o porto não vença também a taça a época desportiva será, para nós portistas uma desgraça ou pelo menos, muito aquém das expectativas, já que a prestação na liga dos campeões deixou muito a desejar.

acrescentam novamente, parece que agora é moda, que isto de ser campeão já não interessa nada. ao que dizem, importante mesmo é a liga dos campeões.

compreendo-os muito bem. aliás, muito bem mesmo. sugiro até que o título de campeão passe a ser atribuído em ex aequo aos dois primeiros lugares.

quanto aos benfiquistas, compreendo-os também. e faço aqui minhas as palavras dum lampião amigo:
"o que me custa mais, pedro, é não os ver jogar à bola, pá. coisas simples que nós fazíamos quando éramos putos. assim, do género tabelinhas, fintas, carrinhos, coisas dessas...."

p.s.: quando não fala é porque não fala, quando depois lhe fazem perguntas e ele responde, admiram-se com as declarações. agora veio dizer que o camacho é que segurava as pontas todas daquilo. eu por mim, acho que o pc devia ter ficado calado. assim, como o cajuda com o jokanovic. não que eu não achasse que tenha sido uma farpa muito aguçada. o que eu acho é que ele exagerou em ter julgado que lá ainda há pontas. é o que eu acho, pronto.

os pais?

quando éramos mais chavalitos os nossos pais (eu disse os pais, não disse as mães) também eram parabenizados pelos aniversários dos filhos?

eram?

mesmo?

nunca dei por isso. cá para mim é mais uma dessas novidades deste milénio.

sexta-feira, março 07, 2008

roberto silva

corre um boato que vêm aí os the cure.

a sua vinda trás consigo mais umas maleitas à minha alma. já não chegava o facto da malta que gosta desta onda ex-vanguarda ter muuuuuuitas mais hipóteses de ver os seus ídolos - que merda de promotores -, lamento também por eles não terem aparecido por cá, sei lá, em 1984 ou 1985.

isso é que era! agora é tarde meus amigos.

por outro lado, começo a ver que se tivessem vindo nessa altura e, munido de toda a paciência e calma do mundo, fosse pedir ao meu pai para me deixar ir, seja lá onde aquilo acontecesse, ao concerto destes gadelhudos, ele me tinha mandado para uma parte que eu cá sei.

- ver o quê? a cura? eu já te dou o remédio p'rá tosse! dou, dou....



fiquemos pelos jardins suspensos!


quinta-feira, março 06, 2008

polémicas

quando surge uma polémica na blogosfera fico logo em pulgas. assim, sabem, doidinho.

"ai, deixa cá ver o que eles dizem e tal..."

é demais, é um mimo. é um daqueles meus mais profundos guilty pleasures (ó bic, como é que me traduzias isto, pá?). assim, talvez, ao nível de gostar do lady in red do chris de burgh.

a coisa é simples: surge primeiro um post, depois vem um comment, replica-se com outro comment, contraplica-se com mais um postzeco e nós, ratos, ficamos assim, de fora a grizar com os insultos.

um mimo.

mas o grau superlativo do gozo, acontece quando o ofendido replica com argumentos que não vêm nada ao acaso. gosto particularmente das réplicas fundadas na falta de rigor ortográfico - a versão feminina e actual do velhinho puxar de cabelos - ou fundadas no tamanho da pilinha - invariavelmente utilizadas pelos meninos, assim ao estilo "o meu clube é maior que o teu".

no fundo julgam estar a responder com classe mas no fundo estão a virar costas com um molho de cabelos, recém surripiados ao couro cabeludo de outrem, na mão.

gosto, confesso que gosto.

e é normalmente quando assisto a réplicas destas, supostamente cheias de classe, que me recordo duma lapidar, dada pela clotilde maluca - personagem que merecerá seguramente, em breve, uns 3 ou 4 posts - à ofensa emitida por um velho amigo "- és mas'é maluca*, pá!":
- olha, maluca* é a tua mãe.... (silêncio durante uns breves 2 segundos e 7 décimos) quim'té tem varizes nas pernas!

há coisa mais linda?

p.s.: a minha memória já não me permite afirmar, com exatidão, se a palavra correcta foi esta ou, e passo a citar, "puta". quem conhece ambas personagens sabe que qualquer das duas sairia com apreciável fluidez daquelas bocas.

quarta-feira, março 05, 2008

ganda neuer, man! ou as pontes de madison county parte II

uma coisa é perder contra o paços de ferreira dias antes de sermos campeões europeus outra coisa é perder uma eliminatória, assim, à lá grécia 2004.

não é uma questão de custar ou não custar. é entender que perder, assim, num patamar destes, onde andamos há muitos anos, tem outro sabor.

como eu disse há alguns tempos, aí por volta de 96/97, o porto chegou a um estádio europeu de onde será difícil sair. e quando se chega a esse patamar, ganhar, empatar ou perder passam a ser três equações a considerar e não apenas o empatar - com um pouquinho de sorte - ou perder - duma forma moralizante.

hoje foi daqueles dias em que podíamos ter ganho da mesma forma que também podíamos ter perdido.

e perdemos.

perdemos porque uma equipa que falha da forma que foi falhando ao longo de mais de 3 horas tem de entender que se arrisca a levar na ripa. e levou.

ou podíamos ter ganho nos penáltis e estava já tudo esquecido.

o que não me deita abaixo completamente é saber que dentro de meses estamos lá novamente, sabendo que estar nas oito, quatro ou dezasseis melhores equipas é uma questão de concentração, sorte, etc... mas é um hábito. e ser um hábito é bom.

mas sim, a verdade é que estaremos lá, não por força de acasos mas sim porque somos capazes disso.

da mesma forma que ninguém se admira por ganharmos cinco dos últimos seis campeonatos nacionais de futebol.

bem sei que não custa assim taaaanto suportar uma derrota daquelas. mas gaita, claro que estou triste. e mais lixado estou porque a última vez que me senti assim, foi em 1995, numa eliminação ante o sampdoria que também foi a penáltis, salvo erro na taça das taças, mas pude descarregar o melão, encaminhando-me na minha renô express e fui, sozinho, em direcção ao olivais shopping ver as pontes do clint eastwood.

esqueci a derrota, mas fartei-me de chorar. eu e mais duas velhotas, as três únicas pessoas presentes nessa sala número dois.


púlpito

dando uma vista de olhos por este blog é fácil encontrar, aqui e ali, menções a erros ortográficos que vou encontrando aí fora, pela blogosfera do nosso (des)contentamento. por outro lado também é certo que neste campo, os meus telhados não são bem de vidro, são de cristal. não posso, pois, berrar muito alto, convenhamos.

nem muito alto nem muito baixo. até porque grande parte dos meus erros são coisas de distracção
puras. sei lá, eu sei de cor e salteado e até de olhos fechados que o aparelho auditivo é o ouvido e não o houvido. sei também que quem não ouve não é bem a mesma coisa que o que não houve. ainda assim, enquanto escrevo, vou debitando estas palavras e nem dou conta que as estou a utilizar duma forma ridícula.

e a paciência para depois rever os textos é sempre nula.

por outro lado sei também que isto é um blog e por isso sei muito bem que é tudo menos um livro. se está mal, o pessoal muda e republica. é simples.

com pessoas que se dirigem, ao vivo, a público mais vasto, aí já sou menos intransigente. assim, passar uma manhã, a ouvir uma formadora - uma pessoa que tem obrigação, já que tem de comunicar, de ensinar, de transmitir coisas formais no dia a dia - dizer coisas como:
- há duas semanas atrás
- caractere
- a nível de
- é assim:
- desculpe lá
- ca'té me disseram....

nestes casos, meus amigos, já sou menos tolerante.

é culpa minha, bem sei, mas dá-me alguns pruridos, confesso.

ainda assim, o cúmulo sucede quando as pessoas confundem cristão com crestão. sim, porque uma coisa que me aborrece mesmo é ouvir alguém dizer: oh crestina, dá-me aí uma caneta, por favor.

terça-feira, março 04, 2008

sombra do dia

e por falar em pezinho esquerdo a bater - bom comigo é sempre o esquerdo. ok, por vezes em vez do esquerdo sucede também o calcanhar do direito, assim à lá malcolm young no tnt - esta aqui também me anda a fazer agitar o calcante cada vez que a ouço na telefonia.

um show



há quem encontre similaridades entre esta música e o with or without you dos u2. eu não vou tão longe. eu sei é que esta aqui vinha a calhar muito bem a seguir a este shadow of the day. para mim era!

e eu sei também que é um som bestial para dar ao berreiro, de copo de whisky na mão, braços abertos, meio da pista.......

styx - too much time...

houve alguém que considerou os styx como a banda mais overrated do rock americano.
eu não vou tão longe, mas também não consigo ir além de, sei lá, umas seis ou sete músicas. o problema é que há duas ou três que sou capaz de ouvir até à exaustão.

uma delas é esta. com vagar irei colocando as outras.



até ver, olhem bem para o vosso pezinho, eventualmente o esquerdo, e vejam lá se ele não começa a bater quando a música começa a dar.

não?

e nem a cabeça começa a saltitar, assim, da esquerda para a direita e da direita para a esquerda? também não?

oh, deixem-se de tretas, vocês (vós, como diria o meu pai) não são (sois, como diria o meu pai) do roque!

nota: antes de gozarem com as roupas do pessoal do vídeo, consultem primeiro as farpelas que surgem em fotos vossas captadas em 1981, ok?

chucha

contra tudo e contra todos, tendo mesmo que vencer até alguns aliados surpresa, parece que a consegui convencer a deixar a chucha.

será?

esperemos!

johnnie johnson

é ao um minuto e cinquenta e sete segundos que o clapton ergue o braço direito, roda-o para trás e anuncia:

- djóni djonson!

e daí para a frente é um desfiar duma pianada louca, dum matraquear que nunca voltei a ver como aquele.
nem sequer o condeço ou o libório na função de organistas lá da paróquia.

tive a sorte de assistir a um concerto deste buda negro no blues ali entre o docks e o indochina. foi uma noite de sonho. o senhor não tocava blues, ele tocava blusões!

saudade!



mais informações sobre o concerto deste vídeo aqui.

segunda-feira, março 03, 2008

sim, já agora expliquem-me!

um dia perguntaram ao jorge paulo (nome lindíssimo de se usar quando estamos zangados: ó jooooooooorge paaaaaaaulo, anda cá ao paaaaaaaai, caralho!) se por ele - reparem bem na pergunta "se por ele" - o porto poderia já encomendar as faixas de campeão.

obviamente que o moço respondeu que, por ele, podiam encomendar já.

quem é que no seu perfeito juízo, ainda antes do natal, é capaz de dizer o contrário? ninguém, certo? toda a gente tem a fé que será campeão.

o que é certo é que o clube acabou por não ser campeão e o povo dos jornais andou a massacrá-lo com essas declarações. como que se ele se tivesse lembrado, assim, sem mais nem menos de ter dito: eh pá, vou ali encomendar as faixas, estive a pensar e isto é certinho!.

daí para a frente, coincidência ou não, a verdade é que dali do dragão, passaram a ouvir-se apenas aquelas respostas chapa 88 "não, nada está ganho, temos de ver isto jogo a jogo, as contas far-se-ão no fim....."

bom, faltam 9 jogos, o clube está com 12 pontos de vantagem. à falta de melhor, já toda a gente anda para aí a celebrar o campeonato rui costa (é ele o campeão nacional, não é? não? pelo menos parece). a minha pergunta é a seguinte?
- temos mesmo, por precaução, de esperar até à última hipótese matemática para gritarmos "cõe-pi-ões!", ou há-de alguém, qual anjo gabriel, que nos dirá, um dia, ao virar da esquina "vá, pronto, considerem-se lá campeões, caralho!"

sexta-feira, fevereiro 29, 2008

glam slam

algures por volta de 1988, ali pelo final de verão início de outono, esta era a minha música favorita.

em tempos em que não havia espaço financeiro para comprar discos (acabei por comprá-lo em segunda mão, ali para os lados de notting hill), as audições que fizeram desencadear esta paixãozeca, eram efectuadas junto da telefonia dum tijolo que me emprestou uma vizinha, e que, juntamente com três pares de pilhas médias, viajou comigo durante as minhas férias.

eu até já sabia a hora a que aquilo tocava e tudo: catorze horas. a érre éfe éme tinha-a em playlist e era certinho cumó destino que às 14h07 eu estava a dançar esta guitarrada na garagem da minha casa.

por essa altura, a discoteca que frequentávamos era o trópico de poiares. uma coisa maravilhosa, um hino aos anos oitenta ainda com reserva de mesas e sofás bórdô. tótil. uma noite, no meio de pisan gambons ou cergais, passei metade do tempo a chagar o dê jota, que o glam slam era o que estava a dar. ele, cagou para mim, mas fez um ar surpreso "eh pá, não me digas" e prometeu-me pôr aquilo a bombar, dali a duas ou três músicas.

passaram duas, passaram cinco, passaram os slows, passou o touch by the hand of god, passou o close to me, passou o geno, o comanchero, passou o caralho a sete e eu ali, sempre de fronha levantada para o biombo de vidro à espera dum sinal do maduro, à espera dum levantar de polegares que me anunciasse: é agora.

quatro da matina, as luzes a acender e a pista fechar. vejo finalmente um levantar de polegares. começo-me a mexer e a guitarra de prince desata a rasgar pelas colunas fora.

dancei sozinho mas dancei. essa é que é essa.

terá havida mais alguém em portugal que tenha dançado numa discoteca o glam slam? não, não é?

eu dancei*



muita, muita atenção à xila i na bateria e à quéte glâuver nos bailados.

* dancei também uma versão do sign of times ao vivo na ésse á da foz do arelho mas não consegui encontrar o vídeo.

bumbum de bebê

gosto de "qua lé o pentchi qui tchi penteia?"

gosto de "o avesso do avesso do avesso do avesso"

gosto de "o máximo do paradoxo"

gosto de "a gente almoça e só se coça e se roça e só se vicía!"

gosto de "trem de candango , formando um bando, mas que era um bando de orangotango p'ra te pegar"

gosto de "joana de tal por causa de um tal joão"

e gosto de "bum-bum de bebê"


actualize-se!

(só para justificar certas bocas que vou recebendo:)
(- ai estas coisas das celebridades, meu deus!.... cof, cof....)

um blog (este, pelo menos), não se actualiza. quanto muito vão-se acrescentando coisas.

neste momento não sinto vontade de escrever nada, e mesmo que a tivesse, não reúno forças para o fazer. o trabalho é uma merda e é muito, a filha continua parva, feminina, birrenta e a reunir créditos para se habilitar ao recambio para um asilo.

a política não me convence, a justiça faz-me rir, os humoristas fazem-me pena e há quase um ano que não vou ao 2001.

as chuvadas foderam-me a cave, foderam-me a alma, foderam-me a paciência. a paciência actual e a que tinha guardada, para os próximos 3 ou 4 meses, a ser gasta com a minha filha (e outros parentes) e que será exclusivamente roubada pelos maçons que me repararam a casa.

continuo a beliscar-me com as pessoas que têm empregos e que deviam estar no olho da rua e transtorna-me quem se desunha por receber algum no fim do mês e não tem hipótese nenhuma de o fazer.

(nota mental: não me assustar muito quando ler nos jornais que certa empresa despediu 500 funcionários. pela minha média, desses, houve 457 que mereciam ir para onde foram)

o clube continua a vencer (mas ninguém sabe ou dá por isso. desistiram de o dizer porque as pessoas desistiram de querer saber) e o acesso à liga dos campeões ficou reduzido a uma entrada. há uma segunda mas essa, pelos vistos, será sempre entregue ao mesmo clube. ao que parece, agora o objectivo das equipas passou a ser a taça de portugal. força nisso, então.

aguardemos melhores tempos. quem sabe o outro mete o tabu nu cu e dá também à soleta para um parlamento europeu qualquer.

com muita sorte, ainda ressuscitam o ramiro valadão para pôr ordem nas tropas!

havia de ser uma coisa bonita, havia.....

terça-feira, fevereiro 26, 2008

espera!....

... já sei, foi na certa pessoal da tvi que fez isto.

uma p'ró santos

terá sido a carolina que mandou dar um enxerto ao rui santos?

(é que só pode. o pessoal dos outros clubes da liga não fariam uma coisas dessas, pois não? claro que não!)

(são os chamados adeptos diferentes)

segunda-feira, fevereiro 25, 2008

pampas

cinco argentinos e um uruguaio é muita fruta num só plantel português. não que me aborreça muito esta profusão de sabor latino-americano.

(caguei!)

por mim, ainda viria o crespo, o messi e até, talvez, o solari, não para jogar mas por precaução porque tem a mania de nos marcar golos.

o que me chateia profundamente é que porque são bons, são invariavelmente chamados ao flache interviú e depois, aquilo não se percebe rigorosamente nada.

mas nada mesmo. só me faz lembrar o tony silva. desculpem mas é o que me vem mesmo à memória, não há nada a fazer.

(ten qiú, ten qiú, beri mâtx lédi en entlémén)

p.s.: o quaresma e o bruno alves também não precisam de ir lá. o boswinga também não se percebe um boi. pronto, das duas uma, ou contratam um tradutor - quem sabe possa fazer melhores perguntas que aquele bando de incompetentes da sport tv) ou então.... pronto, vai lá o helton ou o pedro emanuel.

farias melhor?

quem me lê atentamente sabe que não gosto de 90% dos golos do ronaldo (há 10% que mais nenhum jogador do mundo os conseguirá marcar e não digo mais nada) precisamente porque são golos que saem da inspiração, da força e mais o caralho a sete, da endiabrura deste grande malandro.

os golos que eu gosto são golos que passam por muita gente. o sacrista do jogo de futebol calha ser um jogo de equipa e por isso eu entusiasmo-me mesmo é com golos que passam por muita malta. houve um assim, argentino, contra uma equipa africana que já não me lembro o nome no último mundial que foi um show.

infelizmente vêm logo uns quantos maduros referir que isso só acontece contra equipas pequenas. eu prefiro dizer que isso acontece é às equipas grandes.

no sábado sucedeu um desses. este foi o melhor golo nunca marcado, que o clube fez esta época. reparem que a bola passa por sete jogadores e em quatro deles a coisa sucede ao primeiro toque.

magia!


sábado, fevereiro 23, 2008

erros de deus

alguém me explique, por favor, para que foi deus colocar unhas nos nossos dedos dos pés?

(aquilo serve para quê?)

sexta-feira, fevereiro 22, 2008

quem és tu....

... (não é bem o zé gato mas para lá caminha)

ora bem, sabem aquela situação ocorrida quando nos deixam um comment, clicamos depois sobre o nome da respectiva comentadeira (ou comentarista) e descobrimos que, ou não tem perfil disponível para visualização ou então tem blog encerrado ao público geral?

estão a ver, não estão?

ora, será que estas pessoas nunca repararam que para nós, blogueiros, vale mais a pena que "assinem" o comment como anónimo ou zé bento ali na racha do que assinarem com a identidade blogger?

eu não estou a dizer para deixarem de comentar. repito, eu gosto de comentários. gosto mesmo. mas gaita, se não querem ser anónimos, digam então quem são?

combinado?

por falar....

... nisso, há já uns tempos que está à venda este chatô.

é uma pena, até porque seis milhões de contos é coisa que eu tenho ali à mão de semear (estou a brincar, catano. tenho, quanto muito, cinco milhões e meio). mas não estou mesmo a pensar mudar de bairro.

e até calhava bem pois tem um quartito para fumar e tudo (não que eu precise, mas tinha outro cachet para as alturas em que o pessoal vai lá ver a bola, ora!)




antoni gaudí

de manhã cedo, enquanto coçava ainda as partes baixas, toca-me o telefone. era uma sms:

- môor, nem imaginas, estou dentro da casa batló!!

respondi, sem pensar duas vezes e sem deixar cair a bola no chão:

- puta!!!!!!!

(se o reynaldo me visse na rua e me desse um bacalhau ou me pagasse um par de traçadinhos, também não lhe contava nada, não era? haja respeito e descrição que merda é esta?)

quarta-feira, fevereiro 20, 2008

grande fogareiro amarelo

gosto desta música. gosto das duas versões.

sintam-se à vontade para ouvirem a que vos convier melhor.




terça-feira, fevereiro 19, 2008

minete verde

pois, o título engana, mas é mais ou menos assim que eu o vejo. falo do minuto verde, aquela rubrica da quercos lá naqueles telejornais das manhãs da rtp.

confesso que no início via aquilo com a ânsia (não, não era de comer melância) de ser um geek que respeita o ambiente mas, com o tempo, acabei por me deixar ficar ali a ver o carequinha afanado e a.... bom, prefiro estar calado, a debitar conselhos ecológicos.

sinto que às tantas já lhes falta assunto. e isto é como os jornalistas: quando não têm assunto, qualquer pata parece presunto.

hoje o minuto verde recomendava, para efeitos de poupança de energia (e redução das emissões de cê ó dois e mais não sei o quê) que os casamentos fossem realizados durante o dia e não ao final de tarde e resto da noite.

aqui há atrasado lembravam-se de sugerir que o casamento seja num local onde as pessoas cheguem lá de transportes públicos..... bom, não preciso de dizer mais nada. o resto do minuto é todo ele uma pérola querquiana.

vá, não gosto nem quero dizer mal destas coisas ecológicas, mas recordo que a última vez que me lembro de alguém ir de transportes públicos para um casamento, não foi algo muito muito feliz.

ainda assim, estou a imaginar uma conversa entre o padrinho da gaja e o noivo:
- isto de teres organizado o enforcamento no mesmo local do copo de água foi uma ideia bestial. nem passámos fome nem nada...
- nahhh, nada disso. eu caguei para a vossa fome. protocolo de quioto, meu amigo, ecologia, man!

segunda-feira, fevereiro 18, 2008

FODA-SE!!!!!

eu nunca uso maiúsculas. acho-as feias, desengonçadas, parecem girafas a dançar o tango. mas desta vez, como dizia um antigo - e chato - cliente: aplica-se!

eu estive um porradão de anos à espera de ter um duche, eu ansiei por ver os meus livros, assim, todos alinhadinhos, por secções, por dioceses, por comarcas. eu suportei atrasos em obras, eu suportei poeiras durante tempos e tempos. eu ainda tenho pó no pâncreas, na certa.

e quando eu supunha estar finalmente com o arranjo paisagístico da cave resolvido, lá de cima, do alto, decidiram transformar os meus aposentos no penico dos céus.

vão mijar para outro lado, ok?

(se o meu péssimo feitio se acentuar nos próximos, sei lá, seis meses, não liguem! (nem refilem))
(olha, olha, apanham-me num dia bom, apanham....)

sexta-feira, fevereiro 15, 2008

pomada




e eu que até ando muito mais dado para as coisas do douro, volta e meia levo com umas estaladas destas: tinto da ânfora. arraiolos.

(dedos lambidos)

tau! pomada do caneco!

quinta-feira, fevereiro 14, 2008

infelizmente...

... para as que tiveram a infelicidade de me aturar ao longo dos anos, nunca fui dado a estas datas, pela simples razão que não gosto de prendas nem tenho ideias para elas. quando surgem, catano, nunca vêm numa daquelas datas em que se "tem" de dar presentes.

o dia dos namorados é mais descalabroso (nem sei se a palavra existe. quero lá saber). há ali, aquela "obrigação" de dar e tal. eu, para me defender - e defendê-las também - fui logo avisando que não sou de presentes nestas ocasiões. quanto muito sou de outras. mas sou péssimo: não embrulho, aviso com antecedência, sou um merdas....

ainda assim, dia dos namorados, é dia de entrada na minha memória para uma das cenas mais engraçadas que conheço desta ocasião: o facto do adrian mole receber cartões dos namorados remetidos pela própria mãe.

um mimo.

i'm profoundly in love with pandora......

quarta-feira, fevereiro 13, 2008

outras palavras

recebo um mail amigo (curiosamente duma pessoa que não conheço de nenhum lado) que me alerta para o facto de me terem solicitado doze e não onze palavras que eu goste.

arrola-me como estúpido (nem discuto, nem discuto) por não saber contar até à dúzia e, também, pelo meu duvidoso gosto lexical.

adiante.

decidi quebrar um bocado as regras e escolhi, não uma palavra, mas várias palavras.

primeiro falo de nomes de desportistas, principalmente de jogadores de futebol. gosto de os dizer assim, como se fosse um único nome. gosto de andy'gray, gosto de johny'bosman, gosto de aldrige, gosto grobellar, gosto de alan'hansen, gosto de ray'clemence...

depois gosto de nomes de estádios de futebol. principalmente dos ingleses, mas não só. gosto de mestalla, de white hart lane, de anfield, de st. james park, de ennio tardinni, de villa park, ...

e gosto muito, mas muito mesmo de pessoas que sejam tratadas pelos seus dois últimos apelidos e cujas palavras comecem pela mesma letra: gosto de magalhães mota, de ferreira fernandes, de costa calado, de mascarenhas mole,....

mas se tivesse que eleger uma única palavra, escolheria nikiforov. não leiam apenas com os olhos, abram bem essas bocas e digam-na em voz alta: ni-ki-fo-rov. olhem lá que coisa mais boa de se dizer. é, não é?

o yuri nikiforov foi um russo que jogou dois anos no sporting de rirrón (dizem que em espanha se escreve gijón. para mim são apenas boatos.)

se eu fosse relator de rádio e estivesse a trabalhar um jogo com este gajo estava sempre à ansioso que a bola lhe fosse ter aos pés para cantar o seu nome:

- recebe nikiforov, amortece com o peito nikiforov..... vai nikiforov, vai!





terça-feira, fevereiro 12, 2008

eminem

estes mtv music video awards de 1997 tiveram também a prestação dos marylin manson com o poderoso beautiful people.

o chris rock apresentou-o como sendo "that guy you shouldn't bring home to mom" e, no fim da música, abeirou-se dos microfone e gritou para o povão "go to church, get your ass to church or you're going to HELL!!!!!"

pedal do caneco!


farolim

mil nove e noventa e sete foi um ano do caneco para mim. algumas coisas más mas muita, muita coisa boa. uma das músicas que mais me faz recordar esse ano é o one headlight dos wallflowers.

além de ter uma voz infinitamente melhor que o seu pai - e de ser bem mais giro e boa pinta, jacob dylan lembrou-se de fazer um teledisco que ganhou um prémio da vi eidje uane e tudo.

a música, no entanto, para mim, é 1997, escarrado e cuspido. não sei, cheira mesmo a 1997. estas imagens são desse ano. são dos mtv music video awards e têm a particularidade de meter na mesma cena, os wallflowers e o springsteen (amante e seguidor fiel da música do velho dylan, aqui a secundar o filho).

o meu velho springsteen não faz nada de jeito com as coisas velhas dele e muito menos com as coisas novas. o radio nowhere passaria perfeitamente despercebido num qualquer lado b dum dos outros discos dele. aqui, foi talvez, a última vez que o vi a rockandrollar como deve ser.

já fez mais de dez anos.

respeito!


passadeiras

não sei se me hei-de irritar mais com os condutores que não param nas passadeiras se com os peões que confundem passadeiras com passeadeiras.

e se há coisa que me tira mesmo do sério, são aqueles peões que vêm embalados para atravessar, mas, ao primeiro passo no alcatrão, vêem que há carros parados a aguardar que eles atravessem, travam, e fazem o resto do trajecto até ao lancil do outro lado, a olhar para nós com aquele ar de gozo na boca.

ali, assim, como quem diz: "aqui, mando eu. vou no speed que me der na veneta."

ficam a dar baile e tal, comentam com o colega que vem mais atrás, param e ainda dão um berro para um outro que ainda vem na casa do caralho, muito longe da beira do passeio: "embora, vá, os gajos esperam!....".

juro, um dia passo-me dos carretos, espeto uma primeira bem chiadinha, parto-lhes duas rótulas e uma tíbia e despeço-me com a pergunta:
- ri-te agora, cabrão. vá, então, não te ris?

parede

já alguém, alguma vez, fez a rua josé relvas na parede (a do limo verde), sem ter carros estacionados no meio da rua, entre a bomba de gasolina e os correios?

houve? sério? mas quê, às 4h56 da madrugada, não? naaaahhhh, assim não vale. digamos, pois, assim, entre as 7h30 e as 22h00.

não houve, pois não?

palavras são palavras....

eu já andava a estranhar que não houvesse um blogueiro qualquer (ou blogueira) que não me viesse bater à porta com mais estas correntes.

já andava, sim senhor.

vamos lá então meter mãos à obra. doze palavras que eu gosto, não é? bom, aviso já que não dou para o peditório poetico-abarco-culturalmente-esclarecido de escolher palavras que façam parte do dicionário mistico-escatológico, assim ao estilo paulo coelhiano. coisas como saber, sabedoria, espírito, senso, amor,.... pois coisas dessas em mim, batem e caem para o lado. fraternidade, liberdade, solidariedade e mona a rolar da guilhotina, também não é comigo. se ainda assim, puder dizer doze palavras que eu gosto, aqui vão:

- pipáterra
porque sim, porque me remete de imediato para outros tempos, outras alturas (verticais), outras viagens, outros caminhos (sem alcatrão), outras pessoas. encontrar, com o meu pai, coisas boas p'i'pá'terra, era sinal que ir para a terra, levar coisas para a terra, ver carrinhas boas para nos levar à terra, tudo isto era o nosso carnaval brasileiro: terminava o mês de agosto e começávamos logo a pensar nos dias que faltavam para lá regressarmos.

- carai/caraguicho
são duas que me levam logo para trás-os-montes. duas tipicamente lá da terra. é uma forma subtil de interjeitarmos sem recorrermos ao caralho. carai ainda uso muito. caraguicho (lê-se cará-gui-txo) era muito dito pela minha avó trindade. aliás, foi seguramente o que ela disse quando chegou ao céu e viu que aquilo estava cheio de boas alheiras.

- anticonstitucionalissimamente
tem vinte e nove letras. foi-me ensinada pelo meu pai. quando me transmitiu este saber, era conhecida como a maior palavra portuguesa. eu, de baixo dos meus 5 anos, tinha já dificuldade em escrever alfaiataria (que tem cinco ás, repare-se!) quanto mais uma coisa assim tão grande. pesquisas recentes mostraram que afinal há palavras portuguesas bem maiores. a diferença é que as três com maior número de letras não me foram ensinadas pelo meu pai.

- laustíbia
lostra existe em certos dicionários de calão para denominar estalo ou bofetada. laustíbia ouvi-a ser usada pelo meu cunhado quando quis explicar o que tinha feito o seu pai quando lhe aplicou um valente correctivo. laustíbia. é linda. vou escrever outra vez, laustíbia. até o som, porra! gosto também duma coisa que também já ouvi - aliás, fiquei na dúvida sobre qual das duas deveria utilizar - que é laustríbia. que não é mais que um mix entre lostra e laustíbia. no fundo gosto da maior parte dos significados de bofetada: sopapos (que é uma capicua. será assim que se designam estas palavras?), bilhete, galheta (muito boa, esta), solha, chapada (um clássico. uma palavra que deveria ser sempre escrita com times new roman), lamparina, etc...

- eia!
adoro interjeições. "ui" é das minha favoritas. nem sempre as pessoas sabem dizer ui!. o vítor de sousa, por exemplo, di-la como poucos. o ehhhh! assim, meio arrastado, quando se vê uma gaja boa também não é mau. mas uma coisa só com vogais tem outro nível. eia, é o supra sumo das interjeições. gente que diga eia, meus amigos tem a minha admiração.

- concesteza
esta palavra não existe. também não existe concerteza. quanto muito usemos com certeza. mas....., e agora é que são elas, gente que é gente não diz "a roma de paulo roberto falcão" mas sim "o roma...", não diz "a união de leiria" mas sim "o união de leiria", não diz "a naval primeiro de maio" mas sim "o naval primeiro de maio" e, gajo que sabe o que quer, diz concesteza! ora tentem lá dizer. vá, digam. sabe ou não sabe melhor? concesteza, pá!

- entravincalhar
diz-me também o senhor houaiss que não existe esta palavra. ora, não sei se devo levar muito a sério alguém com nomes de origem libanesa. não devemos, não é? pois, entravincalhar não é bem entalar. também não é o mesmo que enxertar. é mais profundo e enraizado que isso. entravincalhado é por exemplo a situação em que fica uma pelezinha castanha de milho, ali, entre os dentes, quando estamos a comer pipocas. quando digo isto, estou-me a lembrar também dum pêlo, daqueles short and curly que se entravincalham ali perto das gengivas numas situações que eu cá sei. e que por mais que cuspamos ou passemos com os dedos lá por dentro da bochecha, não há maneira de saírem. lá está, ficam entravincalhados.

- zaragatoa
palavras começadas com a letra zê têm outro nível. gosto, confesso. gosto de zuca, de zé, de zacarias, de zécaralho, de zimbro, de zubizarreta. zaragatoa era um instrumento muito utilizado lá em casa para tratamentos à garganta. a palavra é sublime. e então utilizada em frase cai sempre bem:
- deixa lá, filho. chegados a casa, a mãe faz-te logo uma zaragatoa com tintura de iodo.

- retanchada
sinónimos de coito davam um belo post. sim, porque é bem diferente uma foda, duma cambalhota. é diferente uma queca, dum fornicanço. é diferente uma fodeca dum "fizemos amor". a retanchada é mais belicosa. é mais vigorosa, mais bruta, com mais barulhos. é uma retanchada, pronto. acho que esta palavra foi-me apresentada pela revista kapa. já não tenho certeza.

- godigana
é uma localidade perto de sintra. ali para os lados da terrugem e do alcolombal. ainda me lembro da primeira vez que li esta palavra. a minha mulher estava grávida e eu passei-me logo com o raio da tabuleta: go-di-gana. que show! passei logo a aludir a minha futura filha como a minha godiganita!

não pegou, felizmente. ainda gosto!

- jincas
já falei dela no post imediatamente anterior. não é incas. não é as incas. é: jincas. repito:
- elas eram, assim.... bem, com'que'seá'dizer, eram, ora bem, eram assim meio esquisitas eram jincas!!!!!

duas coisinhas mais:
- eu não acredito que amanhã arrole as mesmas palvras. hoje, foi assim, pronto.
- acho que tinha de passar isto a um molho de blogueiros. sabem que eu não passo martírios a ninguém. faço, assim, como o vírus informático alentejano: peguem vocês no tema e desatem a escolher vocês as palavras.

incas


algures na década de noventa, fui passar algumas passagens de ano - reviralho, como se diz nalguns sítios do norte - numa colónia de férias que havia na terra da minha mãe. o edifício albergava as canalhada durante o verão e, durante o resto do ano, magotes de malta jove, ia para lá curtir uns eventos à grande.

numa dessas passagens de ano, calhou-me ter de entregar algum material num fornecedor que tínhamos na lousã.

depois de ter dormido dois pares de horas, sábado, bem cedinho, pela fresca, deixei o pessoal a dormir e lá me pus eu à estrada, bem devagarinho que a coisa até foi feita com a antecedência devida.

ali por volta de serpins, reparo que a minha velha renô écspress, andava a dar de lado nalgumas curvas. e eu, maaaaauuu, tu queres ver....

o piso estava mesmo escorregadia, provavelmente devido ao facto daquela chuvinha miudinha que nesse momento caía, avivar o raça do gasóil que estava entravincalhado no alcatrão.

além disso, estava já queimado, por um toque de merda que tinha acontecido uns dias antes, onde parti um cabrão dum farolim, porque, ao travar de repente, o pé escapou-se por entre os pedais da embraiagem e do travão.

esta mistura de azelhice com pneus modelo yul breiner, estavam a ser uma mistura perfeita para esta quadra natalícia.

chegados ali por volta do prilhão, deu-se o (in)esperado, a carrinha começa mesmo a dar de cu - eu ia mesmo devagar!! - desata a derrapar na curva, eu olho para o lado direito e, pelo vidro assuto-me porque estava ali a circular ao meu lado a traseira da carrinha.

tunga! foi certinho. bati de cornos na barreira.

cum caneco!, fico ali parado, a pensar que raio de mal tinha feito eu a deus para me estar a acontecer aquilo ali, num sábado de manhã, com o fornecedor à espera dumas controladoras e duma placas gráficas vesa bus, para montar uns computadores que iria entregar ainda antes do almoço.

e depois sem telemóveis nem nada (há invenções que realmente chegam tarde demais)....

bom, saí do carro, vejo que a frente está toda marada, as rodas presas na valeta, o carro a ocupar toda a estrada e trato de ir até à curva mais próxima, aí a uns 10 metros, colocar o triângulo.

é nesse instante que vejo chegar um carro e começo-lhe a fazer sinal para parar. o gajo começa a dar guinadas enquanto travava, vai perdendo finalmente velocidade, eu desvio-me porque vejo que o gajo me vai atingir, quase que fica na estrada, mas já não consegue evitar a coisa: desata a rebolar ribanceira a baixo, quedando-se uns quatro metros ali abaixo. eu fico ali pasmado, mas cago para o triângulo, e começo então a descer até ao carro capotado. lá de dentro saem, a custo, duas bifas, hippies, já no grau 19 da escala de sarro e nojo(que vai até ao valor 20). pela janela, entre terra, cordas, sacos de plástico, papéis velhos, botas velhas, meias e talheres, consigo tirar cá para fora, um bebé com cerca de meio ano, que berrava desalmadamente, competindo com a mãe que soltava para quem quisesse ouvir por toda a comarca de arganil:
- my baby, my baby. fuckin hell, what's happened to my baby?

pega o puto ao colo, leva-o para a beira da estrada, onde entretanto chegou, sabe-se lá de onde, um carro.

o puto estava com um arranhãozeco na mona, mas as bifas queriam levá-lo para o hospital. o gajo do carro olhou para o aspecto delas e não queria levá-las. depois dum berro nas orelhas:

- ó chavalo, tu leva-me o caralho das bifas ao hospital, ok?

lá anuiu e seguiram até à vila.

muita coisa aconteceu entretanto: consegui tirar o carro da estrada com a ajuda dum jeep que ali parou, fui de boleia para a colónia de onde chamei um reboque, voltei para o local do acidente já com pessoal amigo, esperei pelo reboque até depois da hora do almoço até que um ax para ali e nos pergunta:

- estão à espera de reboque?
- sim, estamos.
- ele mandou avisar que está ali atrás, a 400 metros. não demora nada. são só mais cinco minutos. é que o piso está todo enquinado e ele saiu da estrada. está com o guincho a safar a situação.

nunca mais vi as gajas (mas sei que se safaram na boa), a carrinha lá seguiu para a oficina e o material informático foi entregue ao fornecedor que entretanto tinha sido avisado por um amigo, dum amigo, dum amigo.... no entanto, desta história toda, guardo com carinho, as palavras dum velho lá do prilhão que, ao contar o acidente das bifas, confundiu a palavra hippie e disse à mulher, enquanto se apoiava num cajado:

- ora bem: aquilo, as gajas, eram axim,.... como que se há de dizer? eram, eram, axim, estranhas, axim, com umas roupitas, sabes... axim eram... olha eram assim... com uns brincos nojolhos e axim, no narix e ... eram, eram, eram umas incas*!



* deve-se ler jincas!

blue thunder




morreu o trovão azul.

caraças que eles andam todos a lerpar, pá!


sábado, fevereiro 09, 2008

igâls

em 1992 eu tive uma namorada que vivia a 200 quilómetros de distância.

com vinte e três anos, ninguém no seu perfeito juízo, namora seja lá com quem for que resida a duzentos quilómetros de distância.

eu ia lá aos fins-de-semana e, no regresso, pontualmente às 23h09 ele estava estacionado com o seu toyota corolla vermelho de 1972, em frente ao museu militar.

ele sabia que eu vinha em broa, com a cabeça ainda no colo dela, sem vontade para nada, muito menos para festejos de domingo à noite.

eu entrava, sentava-me, ele tocava-me no joelho esquerdo assim como quem diz "vá, faltam só cinco dias para a voltares a ver"

isto soou um bocado a brockback mas acreditem que não era bem assim. (e se fosse, qual era o mal?)

e rodava o botão preto da telefonia de onde, religiosamente, uma cassete jorrava o lying eyes.

city girls just seem to find out early
how to open doors with just a smile...



eu sorria, ele sorria

assim uns sorrisos parecidos com os do tom berenger e do william hurt na cena em que a karen toca o you can't alwasys get... lá no órgão da igreja aquando do funeral do alex

e lá começávamos a subir a rua do vale de santo antónio em direcção à picheleira.

era a nossa música favorita da altura. os eagles tinham surgido na minha vida uns quatro anos antes.

nessa altura comprei no centro comercial de alvalade o eagles live (1980)

peguei-lhe o bichinho uns tempos depois. entretanto eu ia arranjando um disco ou outro e ele, através dum outro amigo, lá foi arranjando o desperado, o long run, o on the border, o one of these nights,.... todos!

mandou-me há um par de horas um mail que dizia "esta merda está-me já a bater mal", lá dentro um link mandava-me para um sáite de venda de bilhetes.

dá ideia que eles vêm dar um salto à europa.

ao que parece
ai que eu não quero agoirar
vou finalmente concretizar um sonho do camandro. a ver vamos. não queimemos etapas, como diz o outro.

aguardemos.

p.s.: será que o walsh vai tocar o pretty maids all in a row assim só para mim?


sexta-feira, fevereiro 08, 2008

saudades?

- vamos telefonar à mãe, filha?
- não.
- não queres falar com ela, não tens saudades?
- não posso, tenho de ir mudar a fralda aos bebés todos. pffffff, que cheirete. seus porcos. olha pai, que nojo!

miminha boa

- o que é que estás a fazer aí com a mão no peito, filha. dói-te?
- foi o bebé que me arranhou a miminha com a sua boca.
- ???????
- estive a dar-lhe de mamar, pai!

faive deiz

cinco dias só com ela deu para ver, sem ponta de dúvida, duas ou três coisas mesmo importantes:

- é estúpido manter a ideia, quando vamos uns dias, abardinar por esse mundo fora,
na verdade, as nossas férias, por vezes, não passam duns passeios ali pelo circuito: cova da piedade, feijó, corroios, coina, seixal, alcochete e regresso pela eispó. mas fica bem este "mundo fora" aqui metido
que ela coitadinha, fica em casa da avó, tristita, a penar com a nossa ausência. é francamente uma imagem deturpada. ela quer é sopas e descanso.
eu disse sopas e descanso? desculpem, onde está escrito sopas, deve-se ler "filmes duma merda chamada
quer béres". e onde escrevi descanso, o que eu quis dizer foi embirranço.

- a mãe, alertou-me para eu não dar muito a entender, mesmo já depois de ela ter saído porta fora, que o regresso iria ser demorado. não consegui mentir muito bem e na segunda frase da conversa com a pequena - aí após o "então, de birra logo de manhã? - descaí-me e disparei: nahh, a mãe só volta daqui a muuuuitos dias. não ligou, fez meia volta e foi dar banho a uns bebés ranhosos e com olhos à medeiros ferreira que ela guarda lá no seu quarto.

- ao quarto dia lá começou a sentir alguma dor pela falta da mãe.
"ai que agora é que a miúda vai começar a fornicar-me o juízo com aquelas coisas das berrarias e mais o caneco"
perguntou se era hoje que ia buscá-la ao aeroporto (porto, segundo o seu léxico). respondi, com alguma calma
sim, é mentira, caguei para a calma
que a mãe ainda não era naquele dia que vinha. replicou, zangada, com uma dúvida tecnico-logistica: mas a mãe tem camas lá no trabalho dela? tem onde dormir?

- sem um dos pais presentes come melhor, adormece melhor, faz menos birras,
a média baixou de 17 birras das 7h50 até às 9h12, para um simpático número de apenas 16 birras
ajuda a pôr a mesa, dá comida ao peixe sem lhe dizermos nada, vai mijar sozinha
durante a noite
isto de ter um pai que não ouve a ponta dum corno das gritarias nocturnas dela, é realmente um vê se te avias a treinar desenrascansos pueris
e claro, como não temos tempo para tudo e não chegamos para as coisas todas, ela acaba por se adaptar à coisa. mais ela que eu, é verdade.

- apesar de tudo, digam o que disserem, uma mãe é uma mãe
não se ponham a afinar a caneta para os comments de veludo que não lhe faltou nada, porra. nem asseio na cozinha ou nos deibliu cês
e há carinhos que um pai não sabe dar.

- sabe dar outros, obviamente. e bem bons (gaaaaaaaaaaaaaaaaaaaba-te!)

pâzeles

o que mais me impressiona na sua capacidade de brincar (e completar, e completar!) puzzles, não é propriamente o acto em si.

não dou para esse peditório do "ahh, a minha pequenina lá de casa até já consegue fazer ctrl+alt+del, vejam lá bem!"

é mesmo o facto de me aborrecer estar a presenciar mais uma evidência de que ela é igual, sem tirar, à mãe. ficam ali as duas (ou a pequena, sozinha, como presenciei na terça-feira) de volta das peçasinhas, a construir, a mais piquena, umas coisas das princesas da disney, a mais grandalhona, uma daquelas pontes japonesas do cláudio maneta.

e eu, que não tenho mesmo paciência, ciência ou sapiência para estas coisas, recordo com humilde vergonha, o meu primeiro puzzle, feito com aqueles cubos de madeira, aí com uns 5 de lado: assim que me apanhei com aquilo a jeito e quando verifiquei que não ia a lado nenhum com aquelas seis peças, fiz pontaria e acertei em cheio na mona da minha irmã.

steitemante

no meio duma daquelas guerras parvas, cruas, ocas, inconsequentes (quem quiser acrescentar mais adjectivos, sirva-se ali da caixa de comentários, por favor) entre marido e mulher, sentencia ela:

- olha, meu menino, podes estar zangado ou lá o que é isso, mas a cama tem um cobertor a menos, por isso, esta noite, não vais ficar muito afastado não. esta noite vou dormir agarradinha a ti. além disso esqueci-me do saco de água quente.....