quarta-feira, fevereiro 13, 2008

outras palavras

recebo um mail amigo (curiosamente duma pessoa que não conheço de nenhum lado) que me alerta para o facto de me terem solicitado doze e não onze palavras que eu goste.

arrola-me como estúpido (nem discuto, nem discuto) por não saber contar até à dúzia e, também, pelo meu duvidoso gosto lexical.

adiante.

decidi quebrar um bocado as regras e escolhi, não uma palavra, mas várias palavras.

primeiro falo de nomes de desportistas, principalmente de jogadores de futebol. gosto de os dizer assim, como se fosse um único nome. gosto de andy'gray, gosto de johny'bosman, gosto de aldrige, gosto grobellar, gosto de alan'hansen, gosto de ray'clemence...

depois gosto de nomes de estádios de futebol. principalmente dos ingleses, mas não só. gosto de mestalla, de white hart lane, de anfield, de st. james park, de ennio tardinni, de villa park, ...

e gosto muito, mas muito mesmo de pessoas que sejam tratadas pelos seus dois últimos apelidos e cujas palavras comecem pela mesma letra: gosto de magalhães mota, de ferreira fernandes, de costa calado, de mascarenhas mole,....

mas se tivesse que eleger uma única palavra, escolheria nikiforov. não leiam apenas com os olhos, abram bem essas bocas e digam-na em voz alta: ni-ki-fo-rov. olhem lá que coisa mais boa de se dizer. é, não é?

o yuri nikiforov foi um russo que jogou dois anos no sporting de rirrón (dizem que em espanha se escreve gijón. para mim são apenas boatos.)

se eu fosse relator de rádio e estivesse a trabalhar um jogo com este gajo estava sempre à ansioso que a bola lhe fosse ter aos pés para cantar o seu nome:

- recebe nikiforov, amortece com o peito nikiforov..... vai nikiforov, vai!





terça-feira, fevereiro 12, 2008

eminem

estes mtv music video awards de 1997 tiveram também a prestação dos marylin manson com o poderoso beautiful people.

o chris rock apresentou-o como sendo "that guy you shouldn't bring home to mom" e, no fim da música, abeirou-se dos microfone e gritou para o povão "go to church, get your ass to church or you're going to HELL!!!!!"

pedal do caneco!


farolim

mil nove e noventa e sete foi um ano do caneco para mim. algumas coisas más mas muita, muita coisa boa. uma das músicas que mais me faz recordar esse ano é o one headlight dos wallflowers.

além de ter uma voz infinitamente melhor que o seu pai - e de ser bem mais giro e boa pinta, jacob dylan lembrou-se de fazer um teledisco que ganhou um prémio da vi eidje uane e tudo.

a música, no entanto, para mim, é 1997, escarrado e cuspido. não sei, cheira mesmo a 1997. estas imagens são desse ano. são dos mtv music video awards e têm a particularidade de meter na mesma cena, os wallflowers e o springsteen (amante e seguidor fiel da música do velho dylan, aqui a secundar o filho).

o meu velho springsteen não faz nada de jeito com as coisas velhas dele e muito menos com as coisas novas. o radio nowhere passaria perfeitamente despercebido num qualquer lado b dum dos outros discos dele. aqui, foi talvez, a última vez que o vi a rockandrollar como deve ser.

já fez mais de dez anos.

respeito!


passadeiras

não sei se me hei-de irritar mais com os condutores que não param nas passadeiras se com os peões que confundem passadeiras com passeadeiras.

e se há coisa que me tira mesmo do sério, são aqueles peões que vêm embalados para atravessar, mas, ao primeiro passo no alcatrão, vêem que há carros parados a aguardar que eles atravessem, travam, e fazem o resto do trajecto até ao lancil do outro lado, a olhar para nós com aquele ar de gozo na boca.

ali, assim, como quem diz: "aqui, mando eu. vou no speed que me der na veneta."

ficam a dar baile e tal, comentam com o colega que vem mais atrás, param e ainda dão um berro para um outro que ainda vem na casa do caralho, muito longe da beira do passeio: "embora, vá, os gajos esperam!....".

juro, um dia passo-me dos carretos, espeto uma primeira bem chiadinha, parto-lhes duas rótulas e uma tíbia e despeço-me com a pergunta:
- ri-te agora, cabrão. vá, então, não te ris?

parede

já alguém, alguma vez, fez a rua josé relvas na parede (a do limo verde), sem ter carros estacionados no meio da rua, entre a bomba de gasolina e os correios?

houve? sério? mas quê, às 4h56 da madrugada, não? naaaahhhh, assim não vale. digamos, pois, assim, entre as 7h30 e as 22h00.

não houve, pois não?

palavras são palavras....

eu já andava a estranhar que não houvesse um blogueiro qualquer (ou blogueira) que não me viesse bater à porta com mais estas correntes.

já andava, sim senhor.

vamos lá então meter mãos à obra. doze palavras que eu gosto, não é? bom, aviso já que não dou para o peditório poetico-abarco-culturalmente-esclarecido de escolher palavras que façam parte do dicionário mistico-escatológico, assim ao estilo paulo coelhiano. coisas como saber, sabedoria, espírito, senso, amor,.... pois coisas dessas em mim, batem e caem para o lado. fraternidade, liberdade, solidariedade e mona a rolar da guilhotina, também não é comigo. se ainda assim, puder dizer doze palavras que eu gosto, aqui vão:

- pipáterra
porque sim, porque me remete de imediato para outros tempos, outras alturas (verticais), outras viagens, outros caminhos (sem alcatrão), outras pessoas. encontrar, com o meu pai, coisas boas p'i'pá'terra, era sinal que ir para a terra, levar coisas para a terra, ver carrinhas boas para nos levar à terra, tudo isto era o nosso carnaval brasileiro: terminava o mês de agosto e começávamos logo a pensar nos dias que faltavam para lá regressarmos.

- carai/caraguicho
são duas que me levam logo para trás-os-montes. duas tipicamente lá da terra. é uma forma subtil de interjeitarmos sem recorrermos ao caralho. carai ainda uso muito. caraguicho (lê-se cará-gui-txo) era muito dito pela minha avó trindade. aliás, foi seguramente o que ela disse quando chegou ao céu e viu que aquilo estava cheio de boas alheiras.

- anticonstitucionalissimamente
tem vinte e nove letras. foi-me ensinada pelo meu pai. quando me transmitiu este saber, era conhecida como a maior palavra portuguesa. eu, de baixo dos meus 5 anos, tinha já dificuldade em escrever alfaiataria (que tem cinco ás, repare-se!) quanto mais uma coisa assim tão grande. pesquisas recentes mostraram que afinal há palavras portuguesas bem maiores. a diferença é que as três com maior número de letras não me foram ensinadas pelo meu pai.

- laustíbia
lostra existe em certos dicionários de calão para denominar estalo ou bofetada. laustíbia ouvi-a ser usada pelo meu cunhado quando quis explicar o que tinha feito o seu pai quando lhe aplicou um valente correctivo. laustíbia. é linda. vou escrever outra vez, laustíbia. até o som, porra! gosto também duma coisa que também já ouvi - aliás, fiquei na dúvida sobre qual das duas deveria utilizar - que é laustríbia. que não é mais que um mix entre lostra e laustíbia. no fundo gosto da maior parte dos significados de bofetada: sopapos (que é uma capicua. será assim que se designam estas palavras?), bilhete, galheta (muito boa, esta), solha, chapada (um clássico. uma palavra que deveria ser sempre escrita com times new roman), lamparina, etc...

- eia!
adoro interjeições. "ui" é das minha favoritas. nem sempre as pessoas sabem dizer ui!. o vítor de sousa, por exemplo, di-la como poucos. o ehhhh! assim, meio arrastado, quando se vê uma gaja boa também não é mau. mas uma coisa só com vogais tem outro nível. eia, é o supra sumo das interjeições. gente que diga eia, meus amigos tem a minha admiração.

- concesteza
esta palavra não existe. também não existe concerteza. quanto muito usemos com certeza. mas....., e agora é que são elas, gente que é gente não diz "a roma de paulo roberto falcão" mas sim "o roma...", não diz "a união de leiria" mas sim "o união de leiria", não diz "a naval primeiro de maio" mas sim "o naval primeiro de maio" e, gajo que sabe o que quer, diz concesteza! ora tentem lá dizer. vá, digam. sabe ou não sabe melhor? concesteza, pá!

- entravincalhar
diz-me também o senhor houaiss que não existe esta palavra. ora, não sei se devo levar muito a sério alguém com nomes de origem libanesa. não devemos, não é? pois, entravincalhar não é bem entalar. também não é o mesmo que enxertar. é mais profundo e enraizado que isso. entravincalhado é por exemplo a situação em que fica uma pelezinha castanha de milho, ali, entre os dentes, quando estamos a comer pipocas. quando digo isto, estou-me a lembrar também dum pêlo, daqueles short and curly que se entravincalham ali perto das gengivas numas situações que eu cá sei. e que por mais que cuspamos ou passemos com os dedos lá por dentro da bochecha, não há maneira de saírem. lá está, ficam entravincalhados.

- zaragatoa
palavras começadas com a letra zê têm outro nível. gosto, confesso. gosto de zuca, de zé, de zacarias, de zécaralho, de zimbro, de zubizarreta. zaragatoa era um instrumento muito utilizado lá em casa para tratamentos à garganta. a palavra é sublime. e então utilizada em frase cai sempre bem:
- deixa lá, filho. chegados a casa, a mãe faz-te logo uma zaragatoa com tintura de iodo.

- retanchada
sinónimos de coito davam um belo post. sim, porque é bem diferente uma foda, duma cambalhota. é diferente uma queca, dum fornicanço. é diferente uma fodeca dum "fizemos amor". a retanchada é mais belicosa. é mais vigorosa, mais bruta, com mais barulhos. é uma retanchada, pronto. acho que esta palavra foi-me apresentada pela revista kapa. já não tenho certeza.

- godigana
é uma localidade perto de sintra. ali para os lados da terrugem e do alcolombal. ainda me lembro da primeira vez que li esta palavra. a minha mulher estava grávida e eu passei-me logo com o raio da tabuleta: go-di-gana. que show! passei logo a aludir a minha futura filha como a minha godiganita!

não pegou, felizmente. ainda gosto!

- jincas
já falei dela no post imediatamente anterior. não é incas. não é as incas. é: jincas. repito:
- elas eram, assim.... bem, com'que'seá'dizer, eram, ora bem, eram assim meio esquisitas eram jincas!!!!!

duas coisinhas mais:
- eu não acredito que amanhã arrole as mesmas palvras. hoje, foi assim, pronto.
- acho que tinha de passar isto a um molho de blogueiros. sabem que eu não passo martírios a ninguém. faço, assim, como o vírus informático alentejano: peguem vocês no tema e desatem a escolher vocês as palavras.

incas


algures na década de noventa, fui passar algumas passagens de ano - reviralho, como se diz nalguns sítios do norte - numa colónia de férias que havia na terra da minha mãe. o edifício albergava as canalhada durante o verão e, durante o resto do ano, magotes de malta jove, ia para lá curtir uns eventos à grande.

numa dessas passagens de ano, calhou-me ter de entregar algum material num fornecedor que tínhamos na lousã.

depois de ter dormido dois pares de horas, sábado, bem cedinho, pela fresca, deixei o pessoal a dormir e lá me pus eu à estrada, bem devagarinho que a coisa até foi feita com a antecedência devida.

ali por volta de serpins, reparo que a minha velha renô écspress, andava a dar de lado nalgumas curvas. e eu, maaaaauuu, tu queres ver....

o piso estava mesmo escorregadia, provavelmente devido ao facto daquela chuvinha miudinha que nesse momento caía, avivar o raça do gasóil que estava entravincalhado no alcatrão.

além disso, estava já queimado, por um toque de merda que tinha acontecido uns dias antes, onde parti um cabrão dum farolim, porque, ao travar de repente, o pé escapou-se por entre os pedais da embraiagem e do travão.

esta mistura de azelhice com pneus modelo yul breiner, estavam a ser uma mistura perfeita para esta quadra natalícia.

chegados ali por volta do prilhão, deu-se o (in)esperado, a carrinha começa mesmo a dar de cu - eu ia mesmo devagar!! - desata a derrapar na curva, eu olho para o lado direito e, pelo vidro assuto-me porque estava ali a circular ao meu lado a traseira da carrinha.

tunga! foi certinho. bati de cornos na barreira.

cum caneco!, fico ali parado, a pensar que raio de mal tinha feito eu a deus para me estar a acontecer aquilo ali, num sábado de manhã, com o fornecedor à espera dumas controladoras e duma placas gráficas vesa bus, para montar uns computadores que iria entregar ainda antes do almoço.

e depois sem telemóveis nem nada (há invenções que realmente chegam tarde demais)....

bom, saí do carro, vejo que a frente está toda marada, as rodas presas na valeta, o carro a ocupar toda a estrada e trato de ir até à curva mais próxima, aí a uns 10 metros, colocar o triângulo.

é nesse instante que vejo chegar um carro e começo-lhe a fazer sinal para parar. o gajo começa a dar guinadas enquanto travava, vai perdendo finalmente velocidade, eu desvio-me porque vejo que o gajo me vai atingir, quase que fica na estrada, mas já não consegue evitar a coisa: desata a rebolar ribanceira a baixo, quedando-se uns quatro metros ali abaixo. eu fico ali pasmado, mas cago para o triângulo, e começo então a descer até ao carro capotado. lá de dentro saem, a custo, duas bifas, hippies, já no grau 19 da escala de sarro e nojo(que vai até ao valor 20). pela janela, entre terra, cordas, sacos de plástico, papéis velhos, botas velhas, meias e talheres, consigo tirar cá para fora, um bebé com cerca de meio ano, que berrava desalmadamente, competindo com a mãe que soltava para quem quisesse ouvir por toda a comarca de arganil:
- my baby, my baby. fuckin hell, what's happened to my baby?

pega o puto ao colo, leva-o para a beira da estrada, onde entretanto chegou, sabe-se lá de onde, um carro.

o puto estava com um arranhãozeco na mona, mas as bifas queriam levá-lo para o hospital. o gajo do carro olhou para o aspecto delas e não queria levá-las. depois dum berro nas orelhas:

- ó chavalo, tu leva-me o caralho das bifas ao hospital, ok?

lá anuiu e seguiram até à vila.

muita coisa aconteceu entretanto: consegui tirar o carro da estrada com a ajuda dum jeep que ali parou, fui de boleia para a colónia de onde chamei um reboque, voltei para o local do acidente já com pessoal amigo, esperei pelo reboque até depois da hora do almoço até que um ax para ali e nos pergunta:

- estão à espera de reboque?
- sim, estamos.
- ele mandou avisar que está ali atrás, a 400 metros. não demora nada. são só mais cinco minutos. é que o piso está todo enquinado e ele saiu da estrada. está com o guincho a safar a situação.

nunca mais vi as gajas (mas sei que se safaram na boa), a carrinha lá seguiu para a oficina e o material informático foi entregue ao fornecedor que entretanto tinha sido avisado por um amigo, dum amigo, dum amigo.... no entanto, desta história toda, guardo com carinho, as palavras dum velho lá do prilhão que, ao contar o acidente das bifas, confundiu a palavra hippie e disse à mulher, enquanto se apoiava num cajado:

- ora bem: aquilo, as gajas, eram axim,.... como que se há de dizer? eram, eram, axim, estranhas, axim, com umas roupitas, sabes... axim eram... olha eram assim... com uns brincos nojolhos e axim, no narix e ... eram, eram, eram umas incas*!



* deve-se ler jincas!

blue thunder




morreu o trovão azul.

caraças que eles andam todos a lerpar, pá!


sábado, fevereiro 09, 2008

igâls

em 1992 eu tive uma namorada que vivia a 200 quilómetros de distância.

com vinte e três anos, ninguém no seu perfeito juízo, namora seja lá com quem for que resida a duzentos quilómetros de distância.

eu ia lá aos fins-de-semana e, no regresso, pontualmente às 23h09 ele estava estacionado com o seu toyota corolla vermelho de 1972, em frente ao museu militar.

ele sabia que eu vinha em broa, com a cabeça ainda no colo dela, sem vontade para nada, muito menos para festejos de domingo à noite.

eu entrava, sentava-me, ele tocava-me no joelho esquerdo assim como quem diz "vá, faltam só cinco dias para a voltares a ver"

isto soou um bocado a brockback mas acreditem que não era bem assim. (e se fosse, qual era o mal?)

e rodava o botão preto da telefonia de onde, religiosamente, uma cassete jorrava o lying eyes.

city girls just seem to find out early
how to open doors with just a smile...



eu sorria, ele sorria

assim uns sorrisos parecidos com os do tom berenger e do william hurt na cena em que a karen toca o you can't alwasys get... lá no órgão da igreja aquando do funeral do alex

e lá começávamos a subir a rua do vale de santo antónio em direcção à picheleira.

era a nossa música favorita da altura. os eagles tinham surgido na minha vida uns quatro anos antes.

nessa altura comprei no centro comercial de alvalade o eagles live (1980)

peguei-lhe o bichinho uns tempos depois. entretanto eu ia arranjando um disco ou outro e ele, através dum outro amigo, lá foi arranjando o desperado, o long run, o on the border, o one of these nights,.... todos!

mandou-me há um par de horas um mail que dizia "esta merda está-me já a bater mal", lá dentro um link mandava-me para um sáite de venda de bilhetes.

dá ideia que eles vêm dar um salto à europa.

ao que parece
ai que eu não quero agoirar
vou finalmente concretizar um sonho do camandro. a ver vamos. não queimemos etapas, como diz o outro.

aguardemos.

p.s.: será que o walsh vai tocar o pretty maids all in a row assim só para mim?


sexta-feira, fevereiro 08, 2008

saudades?

- vamos telefonar à mãe, filha?
- não.
- não queres falar com ela, não tens saudades?
- não posso, tenho de ir mudar a fralda aos bebés todos. pffffff, que cheirete. seus porcos. olha pai, que nojo!

miminha boa

- o que é que estás a fazer aí com a mão no peito, filha. dói-te?
- foi o bebé que me arranhou a miminha com a sua boca.
- ???????
- estive a dar-lhe de mamar, pai!

faive deiz

cinco dias só com ela deu para ver, sem ponta de dúvida, duas ou três coisas mesmo importantes:

- é estúpido manter a ideia, quando vamos uns dias, abardinar por esse mundo fora,
na verdade, as nossas férias, por vezes, não passam duns passeios ali pelo circuito: cova da piedade, feijó, corroios, coina, seixal, alcochete e regresso pela eispó. mas fica bem este "mundo fora" aqui metido
que ela coitadinha, fica em casa da avó, tristita, a penar com a nossa ausência. é francamente uma imagem deturpada. ela quer é sopas e descanso.
eu disse sopas e descanso? desculpem, onde está escrito sopas, deve-se ler "filmes duma merda chamada
quer béres". e onde escrevi descanso, o que eu quis dizer foi embirranço.

- a mãe, alertou-me para eu não dar muito a entender, mesmo já depois de ela ter saído porta fora, que o regresso iria ser demorado. não consegui mentir muito bem e na segunda frase da conversa com a pequena - aí após o "então, de birra logo de manhã? - descaí-me e disparei: nahh, a mãe só volta daqui a muuuuitos dias. não ligou, fez meia volta e foi dar banho a uns bebés ranhosos e com olhos à medeiros ferreira que ela guarda lá no seu quarto.

- ao quarto dia lá começou a sentir alguma dor pela falta da mãe.
"ai que agora é que a miúda vai começar a fornicar-me o juízo com aquelas coisas das berrarias e mais o caneco"
perguntou se era hoje que ia buscá-la ao aeroporto (porto, segundo o seu léxico). respondi, com alguma calma
sim, é mentira, caguei para a calma
que a mãe ainda não era naquele dia que vinha. replicou, zangada, com uma dúvida tecnico-logistica: mas a mãe tem camas lá no trabalho dela? tem onde dormir?

- sem um dos pais presentes come melhor, adormece melhor, faz menos birras,
a média baixou de 17 birras das 7h50 até às 9h12, para um simpático número de apenas 16 birras
ajuda a pôr a mesa, dá comida ao peixe sem lhe dizermos nada, vai mijar sozinha
durante a noite
isto de ter um pai que não ouve a ponta dum corno das gritarias nocturnas dela, é realmente um vê se te avias a treinar desenrascansos pueris
e claro, como não temos tempo para tudo e não chegamos para as coisas todas, ela acaba por se adaptar à coisa. mais ela que eu, é verdade.

- apesar de tudo, digam o que disserem, uma mãe é uma mãe
não se ponham a afinar a caneta para os comments de veludo que não lhe faltou nada, porra. nem asseio na cozinha ou nos deibliu cês
e há carinhos que um pai não sabe dar.

- sabe dar outros, obviamente. e bem bons (gaaaaaaaaaaaaaaaaaaaba-te!)

pâzeles

o que mais me impressiona na sua capacidade de brincar (e completar, e completar!) puzzles, não é propriamente o acto em si.

não dou para esse peditório do "ahh, a minha pequenina lá de casa até já consegue fazer ctrl+alt+del, vejam lá bem!"

é mesmo o facto de me aborrecer estar a presenciar mais uma evidência de que ela é igual, sem tirar, à mãe. ficam ali as duas (ou a pequena, sozinha, como presenciei na terça-feira) de volta das peçasinhas, a construir, a mais piquena, umas coisas das princesas da disney, a mais grandalhona, uma daquelas pontes japonesas do cláudio maneta.

e eu, que não tenho mesmo paciência, ciência ou sapiência para estas coisas, recordo com humilde vergonha, o meu primeiro puzzle, feito com aqueles cubos de madeira, aí com uns 5 de lado: assim que me apanhei com aquilo a jeito e quando verifiquei que não ia a lado nenhum com aquelas seis peças, fiz pontaria e acertei em cheio na mona da minha irmã.

steitemante

no meio duma daquelas guerras parvas, cruas, ocas, inconsequentes (quem quiser acrescentar mais adjectivos, sirva-se ali da caixa de comentários, por favor) entre marido e mulher, sentencia ela:

- olha, meu menino, podes estar zangado ou lá o que é isso, mas a cama tem um cobertor a menos, por isso, esta noite, não vais ficar muito afastado não. esta noite vou dormir agarradinha a ti. além disso esqueci-me do saco de água quente.....

quarta-feira, janeiro 30, 2008

remodelar

sobre isto eu quero apenas salientar o seguinte.

diz-nos a priberam que

remodelar

Conjugar


v. tr.,
tornar a modelar;
refazer, reformar ou reorganizar com alguma profundidade;
dar nova forma a;
modificar, melhorando;
transformar.


ora, uma coisa é eu dizer que saía o raul meireles e reentrava o anderson. tudo bem, modificava a coisa melhorando substancialmente o produto final. dizerem-me que tirava o fucille para entrar o cech, meus amigos, isto é tudo menos uma remodelação. quanto muito será uma substituição.

para bom entendedor...

segunda-feira, janeiro 28, 2008

jazzin' for blue jean

e por falar em julien temple e por falar em anos oitenta, quem quiser "ganhar" vinte minutos da sua vida com uma coisa bestial do bowie, veja estes dois videozinhos que compõem uma coisa bestial - que eu não via há uns vinte cinco anos - e que é uma edição loooooonga do teledisco do blue jean.

um mimo.

parte um


parte dois

corte final do agente secreto - parte do agente

se se perguntar a um qualquer crítico de música qual é o melhor disco dos stones, a maioria dirá eventualmente o exile on main st. até acabo por aceitar a coisa, sim snhor. mas para mim o melhor tem de ser sempre o que eu mais gosto. e o que eu mais gosto, calha de caminho ser um dos que os críticos menos gosta: o undercover.

este disco veio para minha casa na mesma leva duns brasileiros que um amigo do final da década de oitenta tinha. andou metido numa cassete juntamente com o the fire still burns e duas mais duas ou três do whiplash smile. estávamos aí em 1988 e há qualquer coisa que me arrepia quando ouço o she was hot, o wanna hold you, o feel on bay ou o it must be hell. eu adoro de morte este disco. e atenção que eu sou fanzoca da banda. para todos os efeitos é a minha banda. e bem sei que não fica nada bem no currículo ter como disco favorito uma reles produção dos anos oitenta. não há nada a fazer. também acho que não perdemos gajas com estas opções (nunca se sabe, nunca se sabe).

lembram-me tanta coisa, bolas: não sei se são umas sandes de atum que eu comia ali junto à fidelidade de santo amaro de oeiras ou mesmo no jovinela, não sei se é o cheiro ao gel que nessa altura eu usava no cabelo, não sei se é dos passeios que dava pela figueirinha na minha hora de almoço quando trabalhava por lá, não sei. confesso que não sei.

pode até ser do gel de banho ou do jóvan musk oil, sei que há qualquer coisa dessa altura que renasce quando ouço aquelas músicas. adiante, não há nada a fazer.

adiante, vou deixar aqui um dos telediscos mais curtidos dos stones realizado pelo julian absolute begginers temple. é mesmo deste disco e tem a anita morris, uma actriz que era um naco do catano, tinha uns grandes pernões e que no maria lovers, leva uma valente retanchada do savage. bom, por falar em retanchadas com a anita, o rob lowe no hotel new hampshire também molha o bico com a cota toda grossa.

lá está, é a vida.


domingo, janeiro 27, 2008

corte final no agente secreto - parte do corte

eu não sei se gosto dos pink floyd. é certo que já gostei mais. já gostei de muito mais, diga-se! nunca me deu para ter paciência para aquelas coisas dos atom heart mother, ummagumma e afins. mas convenhamos, havia coisas do dark side of the moon que eu gostava muito (mas com partes chatas), o wish you were here é fixola (mas com partes muuuuuito chatas), o the wall é um maquinão, etc...

o que é curioso é que se considera o the final cut o pior album deles e calha de caminho ser aqule que eu mais gosto. porquê? pois não sei. mas tenho as minhas desconfianças.

ele esteve lá por casa por volta de 1985, depois duma tarde passada na barão de sabrosa em casa do paulinho reis (sim, pensando bem, a irmã dele tinha ali qualquer coisa, tinha sim, senhora). trouxe-o e foi minha companhia durante uns tempos valentes. veio atrelado ao facto do not, now john - a única faixa do disco cantada pelo gilmour - ser uma das músicas que foram singles e tocavam no tnt do jorge pego e da manuela moura guedes. fui-me acostumando ao disco e às tantas as emoções ficaram fundidas.

assim, não consigo entender se gosto daquelas músicas porque me recordam esses tempo se é mesmo porque ainda me arrepio com as sonoridades do the fletcher memorial home ou do the final cut (com solo de guitarra incluído).

mas pronto, gosto e recomendo.


capacidade extra

ainda sobre o que disse aqui, lembrei-me duma coisa, quando ouvi, lá no circo, uma avó contar que ela, de 4 anos, já anda de mãos dadas com os rapazes lá da rua:

será que a senhora se irá congratular também, quando (ou se) a neta ficar conhecida, lá por volta dos doze anos, por ser a mais perfeita brochista lá da rua?

ou será que nessa altura prefere ficar calada?

(eu por mim, continuo a achar: antes ter fama de ser boa do que ser uma coninha de sabão)

sporting tv

é impressão minha ou os jornalistas da sporttv têm um quê de "ora deixa cá fazer uma pergunta malandreca aos gajos do porto, a ver se conseguimos dar a entender aos assinantes que nos pagam o ordenado, que no fundo, no fundo, a gente quer é que o povo benfiquista e leonista (inventei agora) ande mais contente"?

não sei, não sei, isto digo eu. mas há qualquer coisa de estranho nas intervenções daquele repórter anafadinho* quando faz perguntas à malta do porto quando ganha de "forma duvidosa" ou quando os lisboetas vencem de forma "categórica" (adoro esta palavra).

* isto já para não falar do sousa martins que se lembrou de dizer que "nós vamos a guimarães e tal..."

ouvi na rádio

"e se não fosse aquele golo no dragão e mais o tal penalty contra o benfica, ora eram mais cinco pontos, o benfica tinha menos uns quantos, o porto, esse, tinha menos um porradão deles e, a esta altura, estávamos praticamente a encomendar as faixas."

pois, como disse o outro, "é fazer as contas."

eu não creio....

... em bruxas, mas que as há, há!

e se a coisa acabar em igualdades pontuais, o sporting tem uma vantagem de um golo de gol-alvará nos encontros contra o clube.

a frase (pergunta) da noite

- ó bruno, ó bruuuuuuuuuuno, então, foooooda-se?


pergunta, quase retórica, feita pelo moutinho ao bruno alves (seu, irregular companheiro de selecção) enquanto apontava para a perna marcada pelos pitons. trabalho feito quando o tripeiro, num acto de perfeito daltonismo, confundiu o verde do lameiro de alvalade, com o beije da xixa da perna do médio algarvio.


-eh pá, ó joão, não vi, desculpa!
(apeteceu-me rir)

vendedores de jornais

salve cardozo e helton*,
os que vendem jornais te saúdam!

isto estava um marasmo e pelos vistos deixou de estar. mas só um cibinho que por enquanto a distância pontual ainda permite estes devaneios.
estava mesmo com vontade de dizer que o clube mereceu ganhar o jogo, mas não me atrevo. é que há uma cena meio marada nas regras da bola que diz, que uma equipa é vitoriosa, quando marcar mais golos que o adversário. calha de caminho o scp ter marcado dois secos ao clube. de nada me vale pois, estar aqui a falar em perdidas flagrantes ou bolas ao ferro.

para quê, né?

* à conversa com um dos meus manos lagartos, perguntei-lhe: "quem é que vai marcar o golo do teu clube?". expliquei-lhe que tinha um post pré-estruturado (este), faltando apenas o nome do marcador do (eventual) golo leonino para completar o dito cujo. depois de ver os golos, um limpo e o outro "mais ou menos" (são coisas que acontecem para qualquer lado) ,decidi invocar o meu guardião. escolhas!

fráidei náite láites


a culpa é tua. sim, tua. o que é que foi? estás a estranhar? não é nada de grave. mas não deixa de ser um título honroso. decidi nomear-te meu personal series adviser.

achaste bonito?

(já estás mesmo a ver o que vai sair daqui, não estás?)

é que cada tiro teu, cada melro. cada sachadela, cada minhoca. ele foi o prison break, ele foi o rome, ele foi sei lá qual mais. o heroes também, não foi? eu sei é que não houve ainda uma série que me tenhas aconselhado a ver que eu não me tivesse ficado deleitado.

(o studio 60, também foste tu? já não me recordo, confesso)

eu bem tento o six feet under, mas demorei 4 dias para terminar o episódio piloto (vamos dar-lhe mais umas oportunidades), andei de volta do canastrão do jack bauer, mas parei no décimo primeiro da primeira temporada e não há maneira de me dar vontade de continuar aquilo, a anatomia é coisa para médicos e por isso meto no mesmo saco do house e do er. o csi é coisa de gajas....

e por isso, desisti. de ora em diante só vejo séries que me recomendes. nem compro mais a tv guia nem nada.

fráidei náite láites
. comecei ontem (sim, tenho andado regularmente a sacar a coisa, tenho sim senhor.), papei logo três episódios, assim, a eito. uma maravilha. que coisa tão bem escrita. actores do catano.

e gajas.

(há lá uma que gosto, depois digo-te qual é)

hoje, devo papar mais três episodiosinhos. uma maravilha, uma maravilha....

vamos ao circo do amor

ela nem sabia ao que ia, mas na noite anterior tinha lá estado junto ao paddock (sei lá bem como é que aquilo se chama!) em poses de paixão e ternura pelos animais: as cabrinhas anãs
- ai que corninhos tão fofinhos, paizito!
os cavalos
- como é que este se chama, pai?
- este é o saphire.
- pronto, pronto, meu lindo, eu depois venho cá dar-te auguinha, pronto, pronto...
o camelo
- olha aqui pai, que pescoço tão fofinho. olha eu agora com a a mão dentro da boca dele. não morde, vês...
os cãezinhos
- eu quero que me compres três cãezinhos. ou dois, pronto!
que eu decidi pegar nela e fazer o frete de lhe mostrar os seus "amiguinhos" numa actuação mais profissional.

ela é como eu, não tem pachorra para aquilo. vê a bicharia e tal mas depois cansa-se. eu, acho que nem para os bichos tenho paciência. (no circo, atenção, no circo.)

mas foi ao ver o senhor uólter dias, de caninha e chicote na mão a controlar as vontades dos leões, que dei por mim a achar aquilo muito, mas muito ridículo. e vieram-me à memória todos os pais (e afins. muitas avós, diga-se de passagem. e tias, tias também) que conheci e que faziam com os filhos, mais coisa menos coisa, o mesmo que aquele domador ia fazendo com os leões masai mara.

ou é porque têm de cantar a canção tal, ou é porque sabem apontar com aqueles dedinhos (normalmente com unhas pretas de brincarem com plasticina) o nome das letras, ou porque sabem contar até 96, ou porque sabem que o cápa dois é a segunda montanha mais alta deste planeta.

a coisa começa bem cedo. logo de bem pequeninos, quase recém-nascidos, têm logo de fazer para as primas afastadas e outros vizinhos que lá vão a casa, um ar asinino:
- faz o burrinho para a dona florença, faz, carlos ricardo, faz!
e as crianças, coitadas, lá têm de arreganhar a penca e os lábios em poses que não lembram ao diabo.

depois ou é porque já sabem caminhar mas afinal aquilo não passa de algo titubeante e quando a mãe decide, perante o olhar espectante dum grupo de visitas, "obrigar" a criança a mostrar que já caminha, o petiz dá dois passos, vai-se abaixo e abre a testa na esquina lateral da cómoda.

depois vêm as letras, os números, as marcas dos automóveis
nunca entendi porque raio têm as crianças - normalmente do sexo masculino - de ter um abrangente conhecimento do sector automóvel. não seria mais correcto pô-lo ao corrente do mercado bancário?
- de que banco é o vara, paulo ruben?
- luís fernando, como se chama aquele senhor de preto que diz fêck iu!
o pino, os pâzeles, o lego, por aí fora....

tenho pena das crianças, confesso que sim. a meu ver este tipo de habilidades são coisas que devem ser consumidas e divulgadas entre paredes e na intimidade do lar. para bem dos catraios e para evitar as cenas ridiculas que os adultos cometem.

sexta-feira, janeiro 25, 2008

concertamentos

ouço amiúde (deixem-se de merdas, um gajo que utiliza esta palavra num blog sem ser para mencionar o para ti maria tem de ter muita nível, carancho!) referir que são gastas muitas horas no sucesso da concertação social.

uma ova, digo-o eu. isso são coisas para meninos. concertação há em versão hardcore em todas as casas com crianças pequenas:

- come-me me a sopa, bruno vanderlei!...
- não!!
- ai!... tenho de me chatear? não vês que a tua irmã já comeu tudo, pá?
- não me interessa.
- ok, deixo-te ver um filme se comeres mais 5 colheres.
- não!
- três colheres, deixo-te ver um filme e ainda te dou um chupa.
- não!
- uma colher, deixo-te ver o filme, dou-te um chupa e poder lamber os restos da chávena de café do pai.
- não!
- caralho mais à canalhada que não há maneira de comer. come-me já a merda da sopa toda se não ainda te enfio a malga goela abaixo!!!!!!!!!
- tá bem.

(berraria em ripite)
(mais uma vitória para o patronato)

coscuvilhices



andava a atrás dele há uns bons 15/18 anos. diria que é o equivalente às crónicas do grande carlos castro mas ..... mas em "bom" e em "realmente importante".

o andy warhol, lembrou-se de tomar nota de todos os seus movimentos, sei lá, nos últimos anos de vida. assim, de 1977 mais coisa menos coisa em diante, tudo o que aconteceu em new york passou por aquele livro. para terem uma ideia, ele anotava o preço das viagens de taxi que fazia para ir a este ou aquele cocktail. um mimo.

é um calhamaço de seiscentas e tal páginas. curiosamente um livro leve num papel e numa fonte tipográfica bestial (adoro estes pormenores gráficos). dá para ler na cama mas acabei por posicioná-lo, ali, junto à sanita, mesmo ao lado da tv mais. estão a ver, não estão?

as coisas que por lá são retratadas são um mimo. está lá mesmo tudo, desde a forma como a bianca jagger descreve a maneira de agarrar um homem logo no primeiro encontro (um simples, mas eficaz, broche), até à discrição das cenas da grace jones e da jackie kennedy no casamento da maria shriver e do scharzenegger, passando pela caricata experiência da recepção do convite para a pomada da tosse do carter, endereçado a mr. and mrs warhol.

tenho ali trabalho para dois anos. mínimo!

elis & tom, assim, mais pernóstico

sempre olhei de soslaio para as críticas ou até mesmo as notícias dos lançamentos de edições de dvd-audio ou mesmo de sacd. muito comentado foi, por exemplo, a criação do dark side of the moon em dvd-audio.

eu tenho alguma dificuldade em distinguir a qualidade sonora quando a coisa atinge um certo nível. dizem-me que não, que as coisas se aprendem a ouvir. que se consegue educar o ouvido a distinguir um címbalo, um efeito sonoro, coisas dessas. já estive perante sistemas sonoros de milhares de contos (eu disse contos e não euros) e aquilo soa-me quase ao mesmo que um mp3 de 320 kbs. eu disse quase, ok? (não me batam, por favor)

já a passagem dum sistema de duas vias para um de seis é outra louça. uma coisa é dizermos: eh pá, aquilo até se sente a bateria a ir da coluna da esquerda para a da direita. outra é estarmos a ver um filme e sentirmos a chuva a cair, ali atrás, mesmo junto à nossa orelha. ou quem diz chuva, diz o estardalhaço que as batalhas do senhor dos anéis fazem quando vemos aquilo com um sistema av fixola.

adiante. bom, a verdade é que dei por mim a ouvir, não muitas vezes, confesso, mas sei lá, umas duas a três vezes por dia, este disco aqui.

e quando procurei, despretensiosamente, mais informações sobre esse disco, descobri que existe uma edição dvd-audio 5.1. reparem, a coisa foi, segundo dizem, magnificamente editada, de forma a tentarem recriar o que aconteceu naquelas sessões de estúdio, lá com a elis, o tom, o césar e mais o resto do maralhal que para lá foi.

não resisti e encomendei a coisa. um mês depois, lá me chegou a casa. aproveitei a distracção da minha filha,

futuros pais (só no masculino. pronto, principalmente no masculino) se julgais que vão conseguir aproveitar a vossa aparelhagem av e os vossos dvd's para curtir aqueles filmes da mesma forma que o faziam (ou fazem) até aqui, esqueçam. isso acabou. ou compram uma casa à parte para poderem matar esse vício de curtir um surroundzinho ou pedem à vossa mulher para ir dar uma volta com a criança (caso ela não tenha ainda marado completamente o aparelho de dvd) para se deleitarem por duas horas a rever a cavalgada das valquírias enquanto o coronel kilgore tenta fazer surf.

posicionei um maplezeco mesmo entre as bowers-wilkins, espacei as jamo lá de trás à mesma distância, fui buscar o resto do tinto do douro (claro!) que restou do jantar e fiquei ali sentado a apreciar a coisa.

que maravilha:
- a elis (adoro como os brasileiros dizem elis, com acento da sílaba final) mesmo à minha frente;
- o piano, o baixo a bateria e a guitarra lá atrás dela e, depois,
- os pífaros (ora não tem mais piada dizer pífaro que flauta?) e os violinos lá atrás de nós.

são umas atrás das outras. até sentimos o respirar dela, os seus lamentos, os seus gestos, os seus sorrisos. o delicioso diálogo que antecede o inútil paisagem....

repito, que maravilha. e depois não é só isso, é mesmo a qualidade de som que aquilo traz. cum caneco. aquilo é supremo.

o disco é perfeito. as músicas são pequeninas, não cansam. tudo ali na casa dos três minutos. muitas nem chegam a isso. repito, é uma experiência do catano.

não percam. quem nunca viu a mulher ao vivo, acreditem, aquilo é o mais próximo que conseguirão.

o meu divã

não me apetece estar para aqui a explicar porque é que não dou muita importância a este meu blog.

no entanto, confesso que fico estranhamente sensibilizado quando o encontro referenciado na lista de favoritos de alguns blogs.

mariquices!

segunda-feira, janeiro 21, 2008

mistérios dos anos 80

nunca cheguei a perceber porque é que os verdadeiros vocalistas das músicas dos milli vanilli, não desataram a fazer uma carreira com o seu próprio nome.

não tinha lógica?


montenegrices

o júlio montenegro - autor dos textos dos concurso da amiga olga - num dos seus concursos lembrou-se de perguntar:

- como se chama o jogador búlgaro do sporting que marcou o golo contra o .....*
- .........
- olhe que o tempo está a passar.....
- vá, eu ajudo, é um jogador muuuuuuuuito rápido.
- ............
- é um jogador veloz.....

toooooong

- ohhhh, perdeu! era o jogador balakov. fica para a próxima.
- já agora, porque é que estava a dizer que era um jogador rapidíiiisimo?
- estava a ajudá-lo, estava a tentar que associasse velocidade com bala, bala da pistola igual a coisa rápida. mas o senhor não apanhou a minha dica. é pena.

maravilha!


* confesso que não me recordo já o nome da equipa. para o efeito é irrelevante.

olguices

num dos "amiga olga", a veterana apresentadora depara-se* com uma concorrente velhota e com um ar simpático:

- então vamos a mais uma pergunta: qual é a capital da espanha? madrid, lisboa ou barcelona?
- ......
- então minha senhora? está a pensar?
- ..... estou com dúvidas.....
- então eu ajudo, começa pela letra éme..
- humm.... (dito assim a medo) marcelona?


* papoila, só comigo! obrigado. mas como eu disse lá atrás, eu não sou exemplo.

m80 - lá estou eu outra vez..

os scorpions* têm um contrato de exclusividade com a m80 ou aquilo os gajos lá da rádio, por vezes, gostam mesmo de ser breguinhas?

* eu bem sei que devia esconder isto do resto do mundo, mas acreditem que eu gosto do lady starlight, do when the smoke is going down. do always somewhere acho que já não gosto e o holiday estou quase, quase a fartar-me dele.

fim-de-semana na btl - trocas

perto da meia-noite, ali para os lados da cril, na telefonia do carro:

- antena 3: buraka som sistema

- rádio áfrica: duel dos propaganda.



são vergonhosos os pretextos que eu arranjo para colocar aqui o teledisco desta música. puta de saudades, porra!


fim-de-semana na btl - bem quê?

num dos regressos passo pela repsol da segunda circular e há lá um reclamo luminoso do kfc com a palavra benvindo escrita lá ao pé daquilo.

presumo que seja o nome do senhor que atende lá no restaurante.

e uma asae para estas coisas, não?*

* cada vez tolero mais erros de português em blogs. e quem sou eu para "intolerar", não é? (basta dar uma olhadela ao meu). mas em coisas assim, mais dadas ao respeito como um estabelecimento comercial na segunda circular... nahh, aí sinto-me defraudado. o kfc ou a repsol ou o mcdonalds (confesso que não decorei) darem um erro destes é milhares de vezes pior que o zé galego escrever na lousa da entrada: á mines.

de caras!

fim-de-semana na btl - spide

o regresso a casa, muito cansado, umas dores nas costas por causa dos cabrões dos saltos dos sapatos.

o regresso a casa feito abaixo da velocidade limite.

reparo que me já me sinto um matarruano na minha cidade: tenho medo dos radares e acho sempre que estão montados de cinco em cinco metros. sim, bem sei, não saber onde andam os radares é coisa de meninos, mas fazer certas ruas a 50 km/h é francamente ridículo. senti-me como se andasse num cortejo fúnebre.

quinta-feira, janeiro 17, 2008

a cidade dos homens

vi ontem (com a surpresa da minha mulher se ter aguentado estoicamente, até às tantas, sem adormecer).

gostei, claro. uma lição de bom cinema e de muuuuuuitos bons actores. realismo, ali, do melhor. purinho.

(eu tenho para mim que nem na vida real (a maioria d)os actores portugueses é mais real que a destes brasileiros) (sou preconceituoso? sou!)

um retrato do rio de janeiro que não surge nos cartões postais mas que está à vista de todo o mundo quando lá chegamos. um rio de janeiro que os turistas ingénuos julgam ser apenas o outro mas que depois descobrem que afinal o outro é mesmo o que vem nos catálogos das agências de viagens.


quarta-feira, janeiro 16, 2008

swat, seal & companhia limitada


vinha no sol: ao que parece há malta dos states, amaricanos portantes (gosto muito de dizer amaricanos), que andam a treinar o pessoal da asae.

ciganos deste país, ouçam o que eu vos digo: arrepiem caminho no que respeita à contrafação. olhem que guantanamo é já ali ao lado.

pessoal dos restaurantes: colheres de pau? deixem-me só dizer que o preto, vestido de laranja, que está ali, na foto, em primeiro plano do lado esquerdo, estava a fumar num mcdonalds. agora imaginem se se metem a espetar colheres de pau na sopa da pedra.

eu bem vos aviso...

terça-feira, janeiro 15, 2008

ó- ró-ra

não sou o que seria hoje, se não tivesse crescido, frequentando uns valentes bailes de carnaval no vitória clube de lisboa:

cá em baixo: pares dançantes (com nobre destaque para o os pais do fanã. não desfazendo o antónio pires que deus tem e a mais a sua ana maria), chapéus de plástico "à lá campanha do freitas em 86", suor, confetis, cornetas e serpentinas.

lá em cima: meirim a chefiar a grelha dos chocos, o cô debruçado na janela da secretaria e pessoal nos morfes espalhados pelas mesas.

no palco: conjunto musical e o nuno pires a espreitar pela entrada lateral.

por isso, todas estas razões e porque o carnaval está aí a romper, vi-me na necessidade de ensinar umas quantas coisas à minha filha: esta semana comecei com esta.



a coisa sai mais um: "si fi si si-será, ô ô ô ô, ó ró ra" mas o que conta é a intenção. estás no bom caminho, minha filha.

patilhas

o patilhas disse que vendo as coisas sob o prisma das questões orçamentais, a participação do sporting na liga dos campeões tinha sido positiva.

e grizo sempre quando as pessoas vêm falar sobre as questões orçamentais. normalmente só falam quando lhes convém.

curiosamente, não o ouço fazer comentários, por exemplo, ao orçamento do guimarães.

é a vida!

segunda-feira, janeiro 14, 2008

ápice


a cristina chegou a grupo pela mão da gisela. não era muito gira, tinha um excelente rabo, era meio burrinha. não consigo dizer mais nada acerca dela.

numa noite, em pleno ópera, ali na graça, confessou-me que adorava aquele bar (mas quem é que não gostava do ópera, meu deus!) mas que a música que lhe enchia as medidas era a música "contre".

- contre?????
- sim, americana.
- contre?????
- sim, olha: contre rouds take me home to the place....

noutra ocasião, num carnaval em que fomos passar um fim-de-semana nas instalações da colónia de férias, gerou-se uma enorme confusão, um valente reboliço porque a gisela queria tomar banho e a bela da cristina decidiu que seria ela a tomar e não a amiga.
- mas oh pá, ó cristina, é num instante, eu despacho-me já.
- não sejas parva gisela, eu já estava preparada e tudo para ir para o duche.
- tem juízo, foste para a cozinha comer e tudo..
- mas vim num instantinho.
- vá, eu despacho-me. eu tomo banho num ápice.
a gisela diz isto e entra para o compartimento dos duches. a cristina olha para os crivos dos chuveiros - eram dois - e acrescenta:
- na boa! se tomas num ápice, eu tomo no outro lá do fundo!

ultimamente

quanto mais simples, mais me fascinam: garganta, pianada e baixo sintetizado.

perfeita!


domingo, janeiro 13, 2008

e não há ninguém lá no partido...

... com coragem para lhe pagar umas aulas, sei lá, de educação ou em último caso, lhe abra as portas do miguel bombarda?

eu tenho para mim que o grande franquelim da picheleira não faz este tipo de cenas.

primeiro o dente e o truque (ao estilo camaleão):
terá ela ventosas na ponta da língua?


agora a sarna e o cabrão do elástico:
(ou será um acto onanista?)

bettynha guedes

estou chocado, acabo de dar uma cagadela enquanto folheio uma revista da especialidade rosa. vem lá uma entrevista com a manuela moura guedes.

repito com a manuela moura guedes.

o que se passa com aquele corpo? é que não a consigo distinguir da betty grafstein. fundiram-se foi?

mola na ponta e ponta na mola

aqui há atrasado o dê éne apresentou um artigo sobre o erotismo na literatura portuguesa. lá vinha um grupo de escritores justificar porque é que era piroso e risível escrever sobre sexo em português.

e eu até concordo com a coisa. em português de portugal, é realmente mato encontrar-se trechos supostamente erótico-pornográficos (o termo é meu) sem que nos desmanchemos a rir logo de seguida. sucedeu-me isso quando li o equador, aconteceu-me quando apanhei um trecho do rodrigues dos santos (um gajo que eu gosto na tê vê, diga-se de passagem, mas de quem, atenção, nunca li rigorosamente nada) e recordo, com pouca clareza dumas partes da margarida pinto que eram francamente más.

sinceramente, eu julgo que os escritores tratam este tema da mesma forma que a maior parte dos portugueses o trata. ou seja, falam de sexo como quem fala de amor e, por isso, são capazes de descrever retanchadas com frases como: "lá encontrei a fernanda, uma ex-namorada, estivemos um bocado à conversa e tal, mas quando demos por ela, estávamos ali nas traseiras do aeroporto a fazer amor dentro do corsa dela"; "o hugo manuel não é lá muito bom de cara, é meio estrábico e tal, mas quando se mete a fazer o amor comigo, minha cara, aquilo faz tremer o apartamento todo". quanto muito, na intimidade duma amizade, lá sai um "ele enfiou-me lá o seu.... o coiso sabes, aqui na minha, aqui na ..... na gaveta compreendes.... e às tantas aquilo começou a fazer aqueles barulhos com o ar a fugir-me por entre as pernas.... uma vergonha, pá!"

o que pelos vistos parece que ninguém faz (fazem mas como se fosse pecado) são: bicos, punhetas, trombadas e canzanas. isso, meus amigos, não se pode dizer, muito menos escrever. pior ainda, passar para o prelo.

diz a margarida pinto que não trava nada quando escreve, tentando contudo, não cair na vulgaridade. eu tenho para mim que o que mais abunda na literatura portuguesa é mesmo a vulgaridade. é estranho mas é verdade.

exemplifiquemos:
primeiro uns trechos do codex 643
"quando um dia for casada e tiver um filho, vou fazer sopa de peixe com o leite das minhas mamas."
"uma erecção gigantesca a formar-se nas calças de tomás. (...) lena tirou todo o seu seio esquerdo para fora do decote de seda azul (...) aproximou-se do professor; em pé, ao lado dele, encostou-lhe o seio à boca. tomás não resistiu. abraçou-a pela cintura e começou a chupar-lhe o mamilo saliente."

agora uns trechos, por exemplo, do nelson motta,
"seu pau parecia que ia estourar dentro da cueca, a mão de carol puxou-o para fora e enfiou-o entre suas coxas. (...) bombril encostou na borda e carol tentou montar seu pau (...) a água clorada entrava nela e lavava o lubrificante genital (...) e gemeu de prazer. (...) carol abriu bem as pernas, com a mão conduziu o pau para sua buceta. (...) bombril ofegava, carol sentiu um jato quente lhe invadindo e bombril estrebuchando nos seus braços"

simples, não?

outro exemplo:
primeiro o manuel arouca:
"puxa-me. Começa a despir-me. Estou de pau feito. Despe-se. Beija-me o corpo todo. Sinto prazer. Ela é minuciosa e terna na forma como me acaricia. Conduz-me para dentro dela. Sinto o seu corpo quente, flácido, trémulo. Movimenta-se com prática, de maneira a eu estar permanentemente excitado. Vem-se. E agradece-me, agradece-me muito."

voltemos ao motta, num outro livro:
"era demais: meu pau parecia que ia estourar dentro das calças. (...) mara era totalmente depilada, lisa, macia, como senti quando minha língua veio deslizando por seu um bigo, descendo pelo seu ventre e por sua virilha e lambendo a sua buceta molhada, pelos lados, por cima, por dentro, sentindo-a inchar em minha boca.(...) me cavalgava, para frente e para trás, para os lados, para cima e para baixo, como se fosse ela que metesse em mim, cada vez mais forte, mais fundo, até que gozou de novo e vendo-a gozar também explodi dentro dela."

há dúvidas? posso eventualmente estar a cometer injustiças com os exemplos que apresento. além disso, não leio tudo o que sai para as livrarias. contudo, não vejo grandes diferenças, para melhor, nos livros que vou observando por aí.

no brasil, a coisa parece que é escrita como se faz, com força na verga. não digo que em portugal se foda pior. eu digo é que em portugal se descreve as fodas pior. ou então, descrevem-se as ditas cujas sem ponta nenhuma. uma cáca.

e olhem que não chamei à liça o jorge amado. não se justificava. esse está acima de tudo o resto.

cuspo

a maior parte da minha educação culinária foi alicerçada à base de sopa. nada dessas mariquices de prato, colher e guardanapo no colo, mas mais ali, no duro do beiço na malga e manga a limpar a boca.

tive de tudo: em momentos de aperto (aperto "horário" que lá em casa nunca se passou fome de sopa) a clássica maggi e, quando a coisa era feita com tempo, valentes salganhada com aquelas sopas espessas, grossas e pesadonas. normalmente a coisa era sempre feita com sopas deste último grupo, coisas em grande. do tipo de sopas que se lhes mergulharmos uma colher, esta fica ali, de pé, orgulhosa e sem tombar.

agora, parece moda, pelo menos ali para os lados do colombo, falar-se em cuspir na sopa: o jesualdo responde aos insultos duns energúmenos e o nuno gomes diz que não se deve cuspir no prato da sopa; o hugo leal foi para espanha e o vale e azevedo logo veio falar em cuspir na sopa; o veiga manda umas bocas e o rui costa diz que não se deve cuspir no prato da sopa; o maniche disse um dia que a família era sportinguista e logo aquele sócio barbudo veio falar na sopa......

portanto, por tudo e por nada se fala na sopa.

muito habitual, desta vez não lá para os lados do colombo é dizer-se: "ah e tal isso ele já não se recorda, mas fui eu que o tirei da sarjeta"*

e eu juro, eu deliro com estas palavras. deliro porque normalmente quem as diz não tem razão rigorosamente nenhuma para dizer estas coisas. há excepção, talvez, do mantorras (e mesmo assim, não sei), que eu me recorde, não há ninguém na luz que ande a ganhar ordenado sem trabalhar.

eu gostava de saber a partir de quando é que podemos criticar, mandar bocas ou parar de bajular um ex-patrão? e um patrão?

quer-se dizer: um gajo anda ali a trabalhar, a dar no duro (ou não). para isso recebe o devido salário no final do mês. se as coisas se passarem assim, temos de andar o resto da vida de boca calada sem fazer uma única crítica. já o patrão, esse, pode dizer o que quiser do seu funcionário.

há uns vinte anos, numa leve conversa com um antigo patrão, distraí-me e
sem imaginar que iria magoar alguém, disse que o cavaco deveria abolir a taxa da televisão ou, mantendo esse imposto, retirar a publicidade da tv. ele, uma das pessoas que tiveram o azar de passar pelas consequências de ser recambiado de moçambique para portugal após a revolução, passou, desse dia em diante, a chamar-me guevara e a boicotar-me todo o trabalho que eu diariamente fazia: "não meu guevara de quintal, está mal feito, torna a fazer de novo."

ou seja, para os olhos das pessoas que falam em "cuspir" lá para os lados da luz eu devia era continuar o meu trabalho de palas asininas nos olhos sem bufar nem tugir. compreendo, compreendo...

é que dá a ideia que o viera ia ali pelos anjos, quando ao passar na sopa dos pobres viu o veiga na fila e disse-lhe: anda daí que eu dou-te um caldinho lá no estádio. com o jesualdo foi a mesma coisa: estava sem treinar e tal quando um punhado de benfiquistas lhe disse "olha, ó manel, não penses mais nisso, toma lá um pacote destes, pede lá à tua zulmira que aqueça um tacho de água e é só deitar isto lá para dentro." será isso que lhes passa pela cabeça?

confesso, não sei o que se passa nas cabecinhas destas pessoas.

* há testemunhas que me viram a tirar duma sarjeta, um nobre figura do jet set nacional. estava a abarrotar de álcool - e outras substâncias que não pude comprovar - e jazia, sorrindo e babando-se, sobre o ferro frio da grade que cobria a referida sarjeta. peguei nele, dei-lhe uns pares de estalos e, como não reagia, deixei-o encostado a uma árvore. fui profundamente censurado pelos restantes companheiros da noite, não pelo acto de o ter retirado da retrete mas por não lhe ter palmado a carteira ou comido o prói.

quinta-feira, janeiro 10, 2008

valle?




uns primos da minha mulher têm um valente casebre em sintra. uma coisa rasca com uma vista para o mar, para a pena, para o castelo, para a quinta da regaleira e tal. uma coisa do mais reles que há, coitadinhos.... uma chatice, é o que é.

às tantas decidiram rentabilizar a coisa e toca de alugar os quartos lá do tal casebre.

tudo bem, tudo bonitinho, tudo autorizado e tal. tudo nos trinques como manda a lei.

nome?

- então oh manel, e que nome tem a casa?
- casa do vale. mas com dois éles, é valle!
- é pá, mas isso é um bocado pernóstico, não é?
- não, o que se passa é que vale, em finlandês - a mulher é finlandesa e alguns desses hóspedes vêm lá de cima da escandinávia - significa mentira. e então contornámos a coisa, acrescentando-lhe um éle. dá uma certa cagança mas que se lixe.

e eu fiquei a pensar que realmente, esta coisa da palavra vale ter o significado que tem lá para os finlandeses, está intimamente relacionada com a frase que o manuel vilarinho disse ao senhor joão*, no célebre debate na sic: "o doutor vale e azevedo tem uma relação incompatível com a verdade!"

pudera, com um nome daqueles! vale?

* forma carinhosa que o guarda do carro celular que conduziu o vale e azevedo ao tribunal disse quando lhe abriu a porta para ele sair: vá, saia lá depressa, senhor joão.

cól gârls


há umas semanas a sábado trazia uma reportagem sobre putedo fino. em linguagem técnica cól gârles.

e de repente, todo o mundo se pôs a ler a referida entrevista (reparem que foi dos números com maior sucesso da revista). à minha beira, eu, com estes ouvidinhos que a terra há-de encher, ouvi comentários diversos (de mulheres, principalmente de mulheres) como:
- elas levam milhares de contos...
- chegam a ter de ir para o estrangeiro, para a arábia...
- então não é que há algumas que até têm cursos superiores?
- aquilo não são gajas de andarem agarradas à droga, aquilo é tudo gente de universidades e tal...

a ausência de comentários masculinos à coisa tem origem no facto de nenhum ser, nenhum ente do género masculino se admirar com tais reportagens nem faz, portanto, este tipo de observações.

porquê?

ora bem, para já porque o homem vai ao putedo para dar umas valentes retanchadas, certo? nem sempre.

o homem também vai ao putedo, também paga, não pela cambalhotas que ela faz mas sim para a mandar embora.

"tudo bem minha menina, faz lá a espanholada que tens a fazer, limpa bem agora isso dos olhinhos e vai-te lá embora."

ou seja, a principal parte da maquia que entrega à catraia, serve para o acto supremo da ida ao putedo: o baza daqui para fora!

adiante!

depois temos outras questões: a qualidade da peça. recordo-me de aqui há atrasado, estar a conversar com um gajo que era dono de um tasco valente ali para os lados da sé e que tinha sido escanção no ritz. perguntava-lhe se um vinho de cinquenta contos era dez vezes melhor que um de dez contos ou 20 vezes superior a um de cinco contos. ele riu-se...

com o putedo também me ponho a pensar: mas que raio farão as mulas de mil contos que as de vinte ou de dez não fazem? será que elas usam algum truque secreto com a língua, assim, à volta da tolinha do nabo dum gajo? será que há segredos, assim ao estilo da linhagem maçónica que elas guardam? será? será que têm um catalisador especial na epiglote que limpa e filtra o leitinho?

ou será porque afinal, além de serem boas nas horas, são umas tipas com um palminho de testa e que afinal são é espertas e cultas e mais o caralho a sete?

é que se afinal os sheiks do dubai que pagam a estas mulas podem ter o gajedo que lhes apetece, quando lhes apetece, mandar embora, no fim da coisa, o gajedo que lhes apetece, então...

... então quer dizer que afinal o grosso do arjã, do graveto, que eles baldam ali no final do trabalho, serve para pagar a cultura das meninas?

mas afinal, isto deita por terra a fantástica teoria feminina que os homens querem gajas para foder. mas... mau!.... mas então afinal a gente quer é meninas "com esperto nos cabeça"?

será?

e será que nenhum homem se admira com esta conclusão?

oh diabo! malditas cól gârls! andam a destruir as filosofias das rebelos pinto que cada mulher guarda em si.

sacristas!....

quarta-feira, janeiro 09, 2008

o meu carocha

ó caladinho, tenho me esquecido de comentar contigo aquela cena daquele piloto de formula um (ou terá sido um jogador de futebol? não me digas que era uma estrela pop? ai, que eu sou tão mau nestas coisas, pá....) que foi catado pela chibaria a duzentos e tal quilómetros por hora. sabes do que falo? é uma notícia já com umas semanas... não deste por nada?

o gajo depois até justificou a coisa, desculpando-se com a frase: "estava a ver até onde é que conseguía ir com aquele motor. queria ver quanto é que aquilo aguentava."

imagine-se!

não esperava era que os senhores fardados andassem ali de radar em punho e depois, tunga!

se era para ver até onde é que aquilo ia, bem que podia ter-se ficado por este videozeco. já conhecias? é o motor do carocha de 1968 do meu pai. neste dia levei-o para o autódromo, desmancheio-o todo, pus-lo em cima duns cavaletes, espetei-lhe umas velas novas e dei-lhe gás.

repara bem como ele se comporta. nestas imagens está lá todo o pessoal. aquele logo de início com a perna traçada é o roberto esferográficas, um bacano. é ele o craque da mecânica lá do bairro. vê-se também o meu tio zacarias a passar dum lado para o outro de telemóvel na orelha, todo chateado porque estávamos a fazer um escarcéu dos diabos.

bem sei que é foi um bocado brega, mas no fim acabámos por bater palminhas. aquilo aguentou-se bem. material alemão está bem de se ver, não é?

tu biste o fogo que aquilo largava? fuoooooogo!

como disse o meu primo paulo, certo dia em que viemos da freixeda na carroça, sempre sempre a picar a mula: vínhamos tão depressa que, se quiseres, podes chegar com um cigarro ali ao pé das rodas qu'inté o consegues acender!


terça-feira, janeiro 08, 2008

tabaco

não sou capaz de dizer muito coisa sobre a lei do tabaco.

eu só sei é que agora, quando vou às jantaradas com os meus amigos, vou ter saudades do cheirinho do cigarro ou da cigarrilha que me entra pelas narinas. era o meu único cigarro. eles fumavam, eu snifava os restos.

tudo o resto são exageros. confesso, não me incomoda. já me habituei a isso.

quando fumava, achava que não era capaz de dançar sem ter as mãos ocupadas: uma junto ao coração segurando o copo e a outra segurando o cigarro, enquanto se agita o braço a fingir que estamos a malhar na guitarra. quando deixei de fumar continuei a abanar o braço mas sem o pirilampo do cigarro a iluminar o baile. não espero deixar de beber. se deixasse, deixava também de dançar.

tem lá algum jeito dançar com as mãos livres?

gosto mais...

... desta guerra entre o luisão e o katsouranis do que a do vieira e o veiga.

quem jogou à bola, mesmo na rua com as balizas construídas com duas pedrinhas do passeio ou dois calhaus da calçada, sabe que guerras destas acontecem. atire a primeira pedra quem nunca disse: - foda-se, estás sempre à mama, caralho!

por isso até "perdoo" estes empurrões e os dedos a fingir pilinhas. fizeram, merda, foram tomar banho mais cedo, tenho a certeza que do último treino desta semana já estarão a mamar canecos num tasco qualquer do seixal (espera, acho que só o luisão é que bebe, não é? pronto, o grego bebe um frutol.).

o que me tira do sério é esta guerrinha entre o veiga e o vieira. nem um tem categoria para ser presidente nem o outro tem autoridade nenhuma para mandar as bocas que manda.

confesso, fazem-me rir. rio-me com eles da mesma forma que me rio com o pinto da costa (o do antigamente. agora anda mais fraquito), com o gajo do nacional, com o major, com o vale e azevedo, com o guarda abel.

fazem-me rir, pronto.

p.s.: que me perdoem os benfiquistas, acreditem numa coisa, sério pá, não foi o benfica de trapattoni que foi campeão, foi mesmo o porto que se esqueceu de o ser. aquele campeonato, meus amigos, foi cagar a rir.

segunda-feira, janeiro 07, 2008

hoje apetece-me

eu não sei onde é que o pedro silva leu (ou ouviu. ou sonhou) que os jogadores do porto andavam a fazer declarações como se já fossem campeões garantidos.

mas a verdade é que também não é preciso. eu vejo é que os jogadores de todas as outras equipas fazem declarações a dizer que o porto já é campeão garantido.

eu, mesmo com esta descarada vantagem, sem o anderson, não consigo ainda vê-los como campeões.

quando o benfica ganha...

... e os clubes que estão acima ou abaixo perdem, as manchetes do record e da bola dizem: seis (ou sete ou 5 ou 4, como for) pontos ganhos na luta pelo título.

hoje, permitam-me a minha manchete: porto ganha doze pontos ao seus mais directos adversários.

(pronto, contabilizei até ao braga!)

e não os podemos esconder?

a grande diferença entre os 9 milhões do cardozo (gosto imenso de ouvir o pessoal dizer cárdoso) e os 3 ou 4 milhões do farías (gosto imenso de ouvir o pessoal dizer fárias) é que, como vai jogando, nós percebemos que ele não vale realmente 9 milhões.

por outro lado, não jogando o atacante portista, ficaremos sempre na dúvida se o gajo não vale um boi ou se simplesmente não faz sentido tirar o lizandro (gosto imenso de ouvir o pessoal dizer lópéz) para a ala, estando por lá o tarik (que é realmente igual ao rui santos) e o quaresma.

sexta-feira, janeiro 04, 2008

tó quim

o tó quim, irmão mais velho do meu coleguinha joão "marreco" paulo, era conhecido lá no bairro pelo magnífico nome de cacholas.

havia algumas variantes, é certo, como: cabeças, tó quim cabeçudo, monas, etc...

entre outras actividades que o rapaz exercia, conta-se a de excelso mecânico/bate-chapas a oficina do horácio.

nos fins-de-semana, ou melhor, ao domingo, dia do senhor, era sua função, na distribuição das tarefas do nosso grupo de acólitos da fabulosa igreja paroquial do espírito santo, ser turiferário ao paço que eu ficava com o não menos supimpa título de ministeriante dos livros.

um dos acólitos do nosso grupo, um valente amigo do bairro da guarda, chegou-se um dia à minha beira, lá no altar, por alturas do kyrie e segredou-me as sábias palavras:
- a mona do tó quim tem um quê de tolan, não tem?


e aqui estou eu, em 1980, junto a tão saudosa peça metaleira, devidamente estacionada em frente ao cais das colunas.

point do ivan


é que desde que tu me viste com a conversa do point do ivan que não me consigo concentrar em mais nada.

e se deixarmos de comer durante uns 3 meses para pouparmos carcanhol? ficávamos elegantérrimos e, se calhar, até dava para esbanjarmos uns dias porreiros a roer umas espetadas de queijo ou de camarão.

ai tu não gostas, pois é. olha, comia eu então, pode ser?


piauí

a marina de vilamoura tem uma loja de revistas bestial. compreende-se, com tantos bifes a passar por ali é natural que certas revistas (sim, estava lá a top gear, a empire (vem aí o indiana 4), a q e até perdoo não terem a fourfourtwo) tenham mais saída e que por isso as ponham à venda.

o que não estava era à espera de encontrar a piauí brasileira. vi, peguei nela, folheei, gostei e comprei. era o número de julho mas, também, isso não interessa nada, não é?

se virem comprem. entretanto, vão lendo umas coisas aqui.

mostro a revista aos meus amigos e lá lhes digo que este número era de há seis meses. a forma subtil de me chamarem burro foi sublime:
- mas, só sai uma vez por ano, é?

chareque três

no midia marquete o pai tratava de trocar o comando avariado da televisão. a mãe andava a cata dum ou doutro dvd (ou cd) num eventual saldo manhoso. a filha deu de trombas com o chareque três nas tuvisões e, à falta de cadeiras ou poltronas, fez do chão a sua xéze longue.



mainada!



(a perna traçada tira-me do sério)

quinta-feira, janeiro 03, 2008

frigoríficos

tenho um amigo que decidiu sair da toca dos pais e tratar de ir viver sozinho.

até aqui tudo bem. comprou móveis, arrastou os amigos até ao ikea, apetrechou a sala com uma pleisteichan três e um éle cê dê. uma maravilha.

na cozinha, não falta a máquina de lavar a louça, da roupa (bom, na realidade este electrodoméstico ficou em casa dos pais. "nahh, a minha mãe lava lá na dela. é melhor") e o frigorífico recheado...

pára tudo! eu disse recheado?

recheado?

foi?

vejam bem com atenção e depois digam-me se isto está recheado?



bom, curiosamente eu acho que está. esperavam o quê? vodka, não? isso é muito forte, pá!



o que eu acho mais curioso é o facto de aquelas duas garrafas de sumo estarem lá apenas para enganar. é que nesse dia iriam lá entrar gajas e crianças. ficava mal dar cerveja aos putos, não é? já o queijo e o fiambre é mesmo só para disfarçar. deve ser uma cena maçónica ou coisa parecida. nem havia pão para acompanhar.

(ou havia?) (estou-te a desvirtuar, pá? se estou, desculpa.)


piquinhos na língua

que é feito das dentyne de canela?

não me digam que agora são assim?

quarta-feira, janeiro 02, 2008

pdi

pego num perfume e dirijo-me à caixa para pagar. enquanto faço o "verde-código-verde" faço-me descaradamente ao piso a umas amostras desta ou daquela outra marca de perfume. a funcionária, brasileira, gira, olha-me fixamente para a cara e diz:

- não, vou-lhe dar umas amostras deste creme.
- creme?
- sim, é para os olhos.

pego no mb, agradeço, dou meia volta e pego então nas amostras para perscrutar melhor a caixinha. reparo que as palavras "age fitness" estão assim, em bold. olho para um espelho e a luz fluorescente faz salientar os imensos cabelos brancos. olho para os meus olhos e, para mim, continuam a ser os mesmos de sempre.

pelos vistos não.

pronto, agora é que é. agora é sempre a descer. a partir de amanhã vou passar a tratar da minha filha com outro desvelo. afinal é ela que me irá escolher o lar de gimbras caducos para onde irei morar.

age fitness????? foooooda-se!

terça-feira, janeiro 01, 2008

balanços

nunca me dá para fazer balanços por altura do revilhão.
normalmente quando balanço muito fico mareado e vomito logo a seguir.

que piada tem em desperdiçar assim tanto jota bê?

10 anos

dez anos, onze reveilhões.

destes devo ter falhado com eles uns dois ou três. já me chateia quando assim não sucede. já nem sei se me habituarei a isso.

no deste ano, na praia dos pescadores da albufeira, recordei-me dum outro, mágico, em plena copacabana.

mas recordei-me de outros, de muitos outros: da minha primeira directa em 85; do tito albernaz a cantar comigo em tronco nu, a banda sonora do grande arrepio em 94; duma outra, talvez em 92, quando se arderam uma colunas de som; dum fantástico banho de mar - eu não disse mergulho, eu disse banho. estive de molho uns bons quarenta e cinco minutos, ok? - na costa, há precisamente dez anos; dum inusitado jogo de ping-pong, com o meu velho irmão alcides monteiro, cujas regras, adulteradas para nosso belo prazer, consistiam em conseguir acertar com a pequena bola em duas garrafas de sagres de litros que estavam a segurar uma fictícia rede. quem acertasse na garrafa poderia dar um gole de cerveja. às tantas decidimos aumentar de duas para quatro garrafas para enganar a estatística....; duma monumental molha à porta do muralhas na areia branca; dum frio siberiano na estação da cerdeira, à espera duma muuuuuito atrasada boleia para a ade; do whole of the moon há vinte anos, do thought i'd died and gone to heaven há uns quinze do el chato em todos eles e claro, do personal jesus* de noventa, a melhor passagem de ano de sempre e para sempre.

* e do why can't this be love, do who can it be now, do show me the way, do cocaine, do turn it on again, do she's a beauty, do airport, do dreams e, provavelmente do geno!


nokia, nokia, nokia is so far away*

noutros tempos o domínio era finlandês. e eu, claro, saia sempre descansado de casa porque, numa falha minha, alguém teria, de certezinha absoluta, um carregador para moi-même.

outros tempos, outros tempos....

o mercado agora anda dividido: samesungues, éle gês, noquias dos modernaços (de carregador com um jéque dos fininhos), sónis, motorolas... uma desgraça, uma desgraça...

nunca eu desejei tanto o monopólio como antigamente. saio de casa no sábado com um meia bateria no telefone, gasto-a numa interminável sucessão de chamadas com o dono da fabulosa villa** que nos iria acolher para o reveilhão e quando olho à volta não havia uma única pessoa com um carregador compatível.

faço uma última chamada para a sic para que transmitam a mensagem "solicita-se um dador de energia, compatível com o cinquenta e um quarenta i....." mas nada. foi um apelo infrutífero.

quatro dias sem telefone. quatro dias desligado do resto do mundo. quatro dias sem ésse éme ésses parvas de fim-de-ano. quatro dias sem mensagens boas dalguns que eu sei que se lembram de mim de caneco erguido nesta noite: outros tempos, outros anos, outros reveilhões***.

chego a casa e ponho-o a carregar. o meu pai tinha-me enviado um ésse éme ésse. (o meu pai??????. mas mesmo o meu pai????? um ésse éme ésse????? tá louco!!!) decidi acreditar que o outro viu mesmo um porco a andar de bicla.

* dito duma forma cantada, ao som desta canção.

** que não tinha água quente. que não tinha os manípulos do fogão a funcionar. que tinha as lâmpadas dos candeeiros a 23% da sua potência....
*** ó tito, tu lembraste de termos ido para a ala das camaratas antigas e ter cantado, assim, seguido, sem tirar, em troncos nús, este disco duma ponta à outra? foste (és) a única pessoa que sabia de cor a correcta sucessão das localidades lá da música da martha & the vandellas.