segunda-feira, janeiro 21, 2008

fim-de-semana na btl - bem quê?

num dos regressos passo pela repsol da segunda circular e há lá um reclamo luminoso do kfc com a palavra benvindo escrita lá ao pé daquilo.

presumo que seja o nome do senhor que atende lá no restaurante.

e uma asae para estas coisas, não?*

* cada vez tolero mais erros de português em blogs. e quem sou eu para "intolerar", não é? (basta dar uma olhadela ao meu). mas em coisas assim, mais dadas ao respeito como um estabelecimento comercial na segunda circular... nahh, aí sinto-me defraudado. o kfc ou a repsol ou o mcdonalds (confesso que não decorei) darem um erro destes é milhares de vezes pior que o zé galego escrever na lousa da entrada: á mines.

de caras!

fim-de-semana na btl - spide

o regresso a casa, muito cansado, umas dores nas costas por causa dos cabrões dos saltos dos sapatos.

o regresso a casa feito abaixo da velocidade limite.

reparo que me já me sinto um matarruano na minha cidade: tenho medo dos radares e acho sempre que estão montados de cinco em cinco metros. sim, bem sei, não saber onde andam os radares é coisa de meninos, mas fazer certas ruas a 50 km/h é francamente ridículo. senti-me como se andasse num cortejo fúnebre.

quinta-feira, janeiro 17, 2008

a cidade dos homens

vi ontem (com a surpresa da minha mulher se ter aguentado estoicamente, até às tantas, sem adormecer).

gostei, claro. uma lição de bom cinema e de muuuuuuitos bons actores. realismo, ali, do melhor. purinho.

(eu tenho para mim que nem na vida real (a maioria d)os actores portugueses é mais real que a destes brasileiros) (sou preconceituoso? sou!)

um retrato do rio de janeiro que não surge nos cartões postais mas que está à vista de todo o mundo quando lá chegamos. um rio de janeiro que os turistas ingénuos julgam ser apenas o outro mas que depois descobrem que afinal o outro é mesmo o que vem nos catálogos das agências de viagens.


quarta-feira, janeiro 16, 2008

swat, seal & companhia limitada


vinha no sol: ao que parece há malta dos states, amaricanos portantes (gosto muito de dizer amaricanos), que andam a treinar o pessoal da asae.

ciganos deste país, ouçam o que eu vos digo: arrepiem caminho no que respeita à contrafação. olhem que guantanamo é já ali ao lado.

pessoal dos restaurantes: colheres de pau? deixem-me só dizer que o preto, vestido de laranja, que está ali, na foto, em primeiro plano do lado esquerdo, estava a fumar num mcdonalds. agora imaginem se se metem a espetar colheres de pau na sopa da pedra.

eu bem vos aviso...

terça-feira, janeiro 15, 2008

ó- ró-ra

não sou o que seria hoje, se não tivesse crescido, frequentando uns valentes bailes de carnaval no vitória clube de lisboa:

cá em baixo: pares dançantes (com nobre destaque para o os pais do fanã. não desfazendo o antónio pires que deus tem e a mais a sua ana maria), chapéus de plástico "à lá campanha do freitas em 86", suor, confetis, cornetas e serpentinas.

lá em cima: meirim a chefiar a grelha dos chocos, o cô debruçado na janela da secretaria e pessoal nos morfes espalhados pelas mesas.

no palco: conjunto musical e o nuno pires a espreitar pela entrada lateral.

por isso, todas estas razões e porque o carnaval está aí a romper, vi-me na necessidade de ensinar umas quantas coisas à minha filha: esta semana comecei com esta.



a coisa sai mais um: "si fi si si-será, ô ô ô ô, ó ró ra" mas o que conta é a intenção. estás no bom caminho, minha filha.

patilhas

o patilhas disse que vendo as coisas sob o prisma das questões orçamentais, a participação do sporting na liga dos campeões tinha sido positiva.

e grizo sempre quando as pessoas vêm falar sobre as questões orçamentais. normalmente só falam quando lhes convém.

curiosamente, não o ouço fazer comentários, por exemplo, ao orçamento do guimarães.

é a vida!

segunda-feira, janeiro 14, 2008

ápice


a cristina chegou a grupo pela mão da gisela. não era muito gira, tinha um excelente rabo, era meio burrinha. não consigo dizer mais nada acerca dela.

numa noite, em pleno ópera, ali na graça, confessou-me que adorava aquele bar (mas quem é que não gostava do ópera, meu deus!) mas que a música que lhe enchia as medidas era a música "contre".

- contre?????
- sim, americana.
- contre?????
- sim, olha: contre rouds take me home to the place....

noutra ocasião, num carnaval em que fomos passar um fim-de-semana nas instalações da colónia de férias, gerou-se uma enorme confusão, um valente reboliço porque a gisela queria tomar banho e a bela da cristina decidiu que seria ela a tomar e não a amiga.
- mas oh pá, ó cristina, é num instante, eu despacho-me já.
- não sejas parva gisela, eu já estava preparada e tudo para ir para o duche.
- tem juízo, foste para a cozinha comer e tudo..
- mas vim num instantinho.
- vá, eu despacho-me. eu tomo banho num ápice.
a gisela diz isto e entra para o compartimento dos duches. a cristina olha para os crivos dos chuveiros - eram dois - e acrescenta:
- na boa! se tomas num ápice, eu tomo no outro lá do fundo!

ultimamente

quanto mais simples, mais me fascinam: garganta, pianada e baixo sintetizado.

perfeita!


domingo, janeiro 13, 2008

e não há ninguém lá no partido...

... com coragem para lhe pagar umas aulas, sei lá, de educação ou em último caso, lhe abra as portas do miguel bombarda?

eu tenho para mim que o grande franquelim da picheleira não faz este tipo de cenas.

primeiro o dente e o truque (ao estilo camaleão):
terá ela ventosas na ponta da língua?


agora a sarna e o cabrão do elástico:
(ou será um acto onanista?)

bettynha guedes

estou chocado, acabo de dar uma cagadela enquanto folheio uma revista da especialidade rosa. vem lá uma entrevista com a manuela moura guedes.

repito com a manuela moura guedes.

o que se passa com aquele corpo? é que não a consigo distinguir da betty grafstein. fundiram-se foi?

mola na ponta e ponta na mola

aqui há atrasado o dê éne apresentou um artigo sobre o erotismo na literatura portuguesa. lá vinha um grupo de escritores justificar porque é que era piroso e risível escrever sobre sexo em português.

e eu até concordo com a coisa. em português de portugal, é realmente mato encontrar-se trechos supostamente erótico-pornográficos (o termo é meu) sem que nos desmanchemos a rir logo de seguida. sucedeu-me isso quando li o equador, aconteceu-me quando apanhei um trecho do rodrigues dos santos (um gajo que eu gosto na tê vê, diga-se de passagem, mas de quem, atenção, nunca li rigorosamente nada) e recordo, com pouca clareza dumas partes da margarida pinto que eram francamente más.

sinceramente, eu julgo que os escritores tratam este tema da mesma forma que a maior parte dos portugueses o trata. ou seja, falam de sexo como quem fala de amor e, por isso, são capazes de descrever retanchadas com frases como: "lá encontrei a fernanda, uma ex-namorada, estivemos um bocado à conversa e tal, mas quando demos por ela, estávamos ali nas traseiras do aeroporto a fazer amor dentro do corsa dela"; "o hugo manuel não é lá muito bom de cara, é meio estrábico e tal, mas quando se mete a fazer o amor comigo, minha cara, aquilo faz tremer o apartamento todo". quanto muito, na intimidade duma amizade, lá sai um "ele enfiou-me lá o seu.... o coiso sabes, aqui na minha, aqui na ..... na gaveta compreendes.... e às tantas aquilo começou a fazer aqueles barulhos com o ar a fugir-me por entre as pernas.... uma vergonha, pá!"

o que pelos vistos parece que ninguém faz (fazem mas como se fosse pecado) são: bicos, punhetas, trombadas e canzanas. isso, meus amigos, não se pode dizer, muito menos escrever. pior ainda, passar para o prelo.

diz a margarida pinto que não trava nada quando escreve, tentando contudo, não cair na vulgaridade. eu tenho para mim que o que mais abunda na literatura portuguesa é mesmo a vulgaridade. é estranho mas é verdade.

exemplifiquemos:
primeiro uns trechos do codex 643
"quando um dia for casada e tiver um filho, vou fazer sopa de peixe com o leite das minhas mamas."
"uma erecção gigantesca a formar-se nas calças de tomás. (...) lena tirou todo o seu seio esquerdo para fora do decote de seda azul (...) aproximou-se do professor; em pé, ao lado dele, encostou-lhe o seio à boca. tomás não resistiu. abraçou-a pela cintura e começou a chupar-lhe o mamilo saliente."

agora uns trechos, por exemplo, do nelson motta,
"seu pau parecia que ia estourar dentro da cueca, a mão de carol puxou-o para fora e enfiou-o entre suas coxas. (...) bombril encostou na borda e carol tentou montar seu pau (...) a água clorada entrava nela e lavava o lubrificante genital (...) e gemeu de prazer. (...) carol abriu bem as pernas, com a mão conduziu o pau para sua buceta. (...) bombril ofegava, carol sentiu um jato quente lhe invadindo e bombril estrebuchando nos seus braços"

simples, não?

outro exemplo:
primeiro o manuel arouca:
"puxa-me. Começa a despir-me. Estou de pau feito. Despe-se. Beija-me o corpo todo. Sinto prazer. Ela é minuciosa e terna na forma como me acaricia. Conduz-me para dentro dela. Sinto o seu corpo quente, flácido, trémulo. Movimenta-se com prática, de maneira a eu estar permanentemente excitado. Vem-se. E agradece-me, agradece-me muito."

voltemos ao motta, num outro livro:
"era demais: meu pau parecia que ia estourar dentro das calças. (...) mara era totalmente depilada, lisa, macia, como senti quando minha língua veio deslizando por seu um bigo, descendo pelo seu ventre e por sua virilha e lambendo a sua buceta molhada, pelos lados, por cima, por dentro, sentindo-a inchar em minha boca.(...) me cavalgava, para frente e para trás, para os lados, para cima e para baixo, como se fosse ela que metesse em mim, cada vez mais forte, mais fundo, até que gozou de novo e vendo-a gozar também explodi dentro dela."

há dúvidas? posso eventualmente estar a cometer injustiças com os exemplos que apresento. além disso, não leio tudo o que sai para as livrarias. contudo, não vejo grandes diferenças, para melhor, nos livros que vou observando por aí.

no brasil, a coisa parece que é escrita como se faz, com força na verga. não digo que em portugal se foda pior. eu digo é que em portugal se descreve as fodas pior. ou então, descrevem-se as ditas cujas sem ponta nenhuma. uma cáca.

e olhem que não chamei à liça o jorge amado. não se justificava. esse está acima de tudo o resto.

cuspo

a maior parte da minha educação culinária foi alicerçada à base de sopa. nada dessas mariquices de prato, colher e guardanapo no colo, mas mais ali, no duro do beiço na malga e manga a limpar a boca.

tive de tudo: em momentos de aperto (aperto "horário" que lá em casa nunca se passou fome de sopa) a clássica maggi e, quando a coisa era feita com tempo, valentes salganhada com aquelas sopas espessas, grossas e pesadonas. normalmente a coisa era sempre feita com sopas deste último grupo, coisas em grande. do tipo de sopas que se lhes mergulharmos uma colher, esta fica ali, de pé, orgulhosa e sem tombar.

agora, parece moda, pelo menos ali para os lados do colombo, falar-se em cuspir na sopa: o jesualdo responde aos insultos duns energúmenos e o nuno gomes diz que não se deve cuspir no prato da sopa; o hugo leal foi para espanha e o vale e azevedo logo veio falar em cuspir na sopa; o veiga manda umas bocas e o rui costa diz que não se deve cuspir no prato da sopa; o maniche disse um dia que a família era sportinguista e logo aquele sócio barbudo veio falar na sopa......

portanto, por tudo e por nada se fala na sopa.

muito habitual, desta vez não lá para os lados do colombo é dizer-se: "ah e tal isso ele já não se recorda, mas fui eu que o tirei da sarjeta"*

e eu juro, eu deliro com estas palavras. deliro porque normalmente quem as diz não tem razão rigorosamente nenhuma para dizer estas coisas. há excepção, talvez, do mantorras (e mesmo assim, não sei), que eu me recorde, não há ninguém na luz que ande a ganhar ordenado sem trabalhar.

eu gostava de saber a partir de quando é que podemos criticar, mandar bocas ou parar de bajular um ex-patrão? e um patrão?

quer-se dizer: um gajo anda ali a trabalhar, a dar no duro (ou não). para isso recebe o devido salário no final do mês. se as coisas se passarem assim, temos de andar o resto da vida de boca calada sem fazer uma única crítica. já o patrão, esse, pode dizer o que quiser do seu funcionário.

há uns vinte anos, numa leve conversa com um antigo patrão, distraí-me e
sem imaginar que iria magoar alguém, disse que o cavaco deveria abolir a taxa da televisão ou, mantendo esse imposto, retirar a publicidade da tv. ele, uma das pessoas que tiveram o azar de passar pelas consequências de ser recambiado de moçambique para portugal após a revolução, passou, desse dia em diante, a chamar-me guevara e a boicotar-me todo o trabalho que eu diariamente fazia: "não meu guevara de quintal, está mal feito, torna a fazer de novo."

ou seja, para os olhos das pessoas que falam em "cuspir" lá para os lados da luz eu devia era continuar o meu trabalho de palas asininas nos olhos sem bufar nem tugir. compreendo, compreendo...

é que dá a ideia que o viera ia ali pelos anjos, quando ao passar na sopa dos pobres viu o veiga na fila e disse-lhe: anda daí que eu dou-te um caldinho lá no estádio. com o jesualdo foi a mesma coisa: estava sem treinar e tal quando um punhado de benfiquistas lhe disse "olha, ó manel, não penses mais nisso, toma lá um pacote destes, pede lá à tua zulmira que aqueça um tacho de água e é só deitar isto lá para dentro." será isso que lhes passa pela cabeça?

confesso, não sei o que se passa nas cabecinhas destas pessoas.

* há testemunhas que me viram a tirar duma sarjeta, um nobre figura do jet set nacional. estava a abarrotar de álcool - e outras substâncias que não pude comprovar - e jazia, sorrindo e babando-se, sobre o ferro frio da grade que cobria a referida sarjeta. peguei nele, dei-lhe uns pares de estalos e, como não reagia, deixei-o encostado a uma árvore. fui profundamente censurado pelos restantes companheiros da noite, não pelo acto de o ter retirado da retrete mas por não lhe ter palmado a carteira ou comido o prói.

quinta-feira, janeiro 10, 2008

valle?




uns primos da minha mulher têm um valente casebre em sintra. uma coisa rasca com uma vista para o mar, para a pena, para o castelo, para a quinta da regaleira e tal. uma coisa do mais reles que há, coitadinhos.... uma chatice, é o que é.

às tantas decidiram rentabilizar a coisa e toca de alugar os quartos lá do tal casebre.

tudo bem, tudo bonitinho, tudo autorizado e tal. tudo nos trinques como manda a lei.

nome?

- então oh manel, e que nome tem a casa?
- casa do vale. mas com dois éles, é valle!
- é pá, mas isso é um bocado pernóstico, não é?
- não, o que se passa é que vale, em finlandês - a mulher é finlandesa e alguns desses hóspedes vêm lá de cima da escandinávia - significa mentira. e então contornámos a coisa, acrescentando-lhe um éle. dá uma certa cagança mas que se lixe.

e eu fiquei a pensar que realmente, esta coisa da palavra vale ter o significado que tem lá para os finlandeses, está intimamente relacionada com a frase que o manuel vilarinho disse ao senhor joão*, no célebre debate na sic: "o doutor vale e azevedo tem uma relação incompatível com a verdade!"

pudera, com um nome daqueles! vale?

* forma carinhosa que o guarda do carro celular que conduziu o vale e azevedo ao tribunal disse quando lhe abriu a porta para ele sair: vá, saia lá depressa, senhor joão.

cól gârls


há umas semanas a sábado trazia uma reportagem sobre putedo fino. em linguagem técnica cól gârles.

e de repente, todo o mundo se pôs a ler a referida entrevista (reparem que foi dos números com maior sucesso da revista). à minha beira, eu, com estes ouvidinhos que a terra há-de encher, ouvi comentários diversos (de mulheres, principalmente de mulheres) como:
- elas levam milhares de contos...
- chegam a ter de ir para o estrangeiro, para a arábia...
- então não é que há algumas que até têm cursos superiores?
- aquilo não são gajas de andarem agarradas à droga, aquilo é tudo gente de universidades e tal...

a ausência de comentários masculinos à coisa tem origem no facto de nenhum ser, nenhum ente do género masculino se admirar com tais reportagens nem faz, portanto, este tipo de observações.

porquê?

ora bem, para já porque o homem vai ao putedo para dar umas valentes retanchadas, certo? nem sempre.

o homem também vai ao putedo, também paga, não pela cambalhotas que ela faz mas sim para a mandar embora.

"tudo bem minha menina, faz lá a espanholada que tens a fazer, limpa bem agora isso dos olhinhos e vai-te lá embora."

ou seja, a principal parte da maquia que entrega à catraia, serve para o acto supremo da ida ao putedo: o baza daqui para fora!

adiante!

depois temos outras questões: a qualidade da peça. recordo-me de aqui há atrasado, estar a conversar com um gajo que era dono de um tasco valente ali para os lados da sé e que tinha sido escanção no ritz. perguntava-lhe se um vinho de cinquenta contos era dez vezes melhor que um de dez contos ou 20 vezes superior a um de cinco contos. ele riu-se...

com o putedo também me ponho a pensar: mas que raio farão as mulas de mil contos que as de vinte ou de dez não fazem? será que elas usam algum truque secreto com a língua, assim, à volta da tolinha do nabo dum gajo? será que há segredos, assim ao estilo da linhagem maçónica que elas guardam? será? será que têm um catalisador especial na epiglote que limpa e filtra o leitinho?

ou será porque afinal, além de serem boas nas horas, são umas tipas com um palminho de testa e que afinal são é espertas e cultas e mais o caralho a sete?

é que se afinal os sheiks do dubai que pagam a estas mulas podem ter o gajedo que lhes apetece, quando lhes apetece, mandar embora, no fim da coisa, o gajedo que lhes apetece, então...

... então quer dizer que afinal o grosso do arjã, do graveto, que eles baldam ali no final do trabalho, serve para pagar a cultura das meninas?

mas afinal, isto deita por terra a fantástica teoria feminina que os homens querem gajas para foder. mas... mau!.... mas então afinal a gente quer é meninas "com esperto nos cabeça"?

será?

e será que nenhum homem se admira com esta conclusão?

oh diabo! malditas cól gârls! andam a destruir as filosofias das rebelos pinto que cada mulher guarda em si.

sacristas!....

quarta-feira, janeiro 09, 2008

o meu carocha

ó caladinho, tenho me esquecido de comentar contigo aquela cena daquele piloto de formula um (ou terá sido um jogador de futebol? não me digas que era uma estrela pop? ai, que eu sou tão mau nestas coisas, pá....) que foi catado pela chibaria a duzentos e tal quilómetros por hora. sabes do que falo? é uma notícia já com umas semanas... não deste por nada?

o gajo depois até justificou a coisa, desculpando-se com a frase: "estava a ver até onde é que conseguía ir com aquele motor. queria ver quanto é que aquilo aguentava."

imagine-se!

não esperava era que os senhores fardados andassem ali de radar em punho e depois, tunga!

se era para ver até onde é que aquilo ia, bem que podia ter-se ficado por este videozeco. já conhecias? é o motor do carocha de 1968 do meu pai. neste dia levei-o para o autódromo, desmancheio-o todo, pus-lo em cima duns cavaletes, espetei-lhe umas velas novas e dei-lhe gás.

repara bem como ele se comporta. nestas imagens está lá todo o pessoal. aquele logo de início com a perna traçada é o roberto esferográficas, um bacano. é ele o craque da mecânica lá do bairro. vê-se também o meu tio zacarias a passar dum lado para o outro de telemóvel na orelha, todo chateado porque estávamos a fazer um escarcéu dos diabos.

bem sei que é foi um bocado brega, mas no fim acabámos por bater palminhas. aquilo aguentou-se bem. material alemão está bem de se ver, não é?

tu biste o fogo que aquilo largava? fuoooooogo!

como disse o meu primo paulo, certo dia em que viemos da freixeda na carroça, sempre sempre a picar a mula: vínhamos tão depressa que, se quiseres, podes chegar com um cigarro ali ao pé das rodas qu'inté o consegues acender!


terça-feira, janeiro 08, 2008

tabaco

não sou capaz de dizer muito coisa sobre a lei do tabaco.

eu só sei é que agora, quando vou às jantaradas com os meus amigos, vou ter saudades do cheirinho do cigarro ou da cigarrilha que me entra pelas narinas. era o meu único cigarro. eles fumavam, eu snifava os restos.

tudo o resto são exageros. confesso, não me incomoda. já me habituei a isso.

quando fumava, achava que não era capaz de dançar sem ter as mãos ocupadas: uma junto ao coração segurando o copo e a outra segurando o cigarro, enquanto se agita o braço a fingir que estamos a malhar na guitarra. quando deixei de fumar continuei a abanar o braço mas sem o pirilampo do cigarro a iluminar o baile. não espero deixar de beber. se deixasse, deixava também de dançar.

tem lá algum jeito dançar com as mãos livres?

gosto mais...

... desta guerra entre o luisão e o katsouranis do que a do vieira e o veiga.

quem jogou à bola, mesmo na rua com as balizas construídas com duas pedrinhas do passeio ou dois calhaus da calçada, sabe que guerras destas acontecem. atire a primeira pedra quem nunca disse: - foda-se, estás sempre à mama, caralho!

por isso até "perdoo" estes empurrões e os dedos a fingir pilinhas. fizeram, merda, foram tomar banho mais cedo, tenho a certeza que do último treino desta semana já estarão a mamar canecos num tasco qualquer do seixal (espera, acho que só o luisão é que bebe, não é? pronto, o grego bebe um frutol.).

o que me tira do sério é esta guerrinha entre o veiga e o vieira. nem um tem categoria para ser presidente nem o outro tem autoridade nenhuma para mandar as bocas que manda.

confesso, fazem-me rir. rio-me com eles da mesma forma que me rio com o pinto da costa (o do antigamente. agora anda mais fraquito), com o gajo do nacional, com o major, com o vale e azevedo, com o guarda abel.

fazem-me rir, pronto.

p.s.: que me perdoem os benfiquistas, acreditem numa coisa, sério pá, não foi o benfica de trapattoni que foi campeão, foi mesmo o porto que se esqueceu de o ser. aquele campeonato, meus amigos, foi cagar a rir.

segunda-feira, janeiro 07, 2008

hoje apetece-me

eu não sei onde é que o pedro silva leu (ou ouviu. ou sonhou) que os jogadores do porto andavam a fazer declarações como se já fossem campeões garantidos.

mas a verdade é que também não é preciso. eu vejo é que os jogadores de todas as outras equipas fazem declarações a dizer que o porto já é campeão garantido.

eu, mesmo com esta descarada vantagem, sem o anderson, não consigo ainda vê-los como campeões.

quando o benfica ganha...

... e os clubes que estão acima ou abaixo perdem, as manchetes do record e da bola dizem: seis (ou sete ou 5 ou 4, como for) pontos ganhos na luta pelo título.

hoje, permitam-me a minha manchete: porto ganha doze pontos ao seus mais directos adversários.

(pronto, contabilizei até ao braga!)

e não os podemos esconder?

a grande diferença entre os 9 milhões do cardozo (gosto imenso de ouvir o pessoal dizer cárdoso) e os 3 ou 4 milhões do farías (gosto imenso de ouvir o pessoal dizer fárias) é que, como vai jogando, nós percebemos que ele não vale realmente 9 milhões.

por outro lado, não jogando o atacante portista, ficaremos sempre na dúvida se o gajo não vale um boi ou se simplesmente não faz sentido tirar o lizandro (gosto imenso de ouvir o pessoal dizer lópéz) para a ala, estando por lá o tarik (que é realmente igual ao rui santos) e o quaresma.

sexta-feira, janeiro 04, 2008

tó quim

o tó quim, irmão mais velho do meu coleguinha joão "marreco" paulo, era conhecido lá no bairro pelo magnífico nome de cacholas.

havia algumas variantes, é certo, como: cabeças, tó quim cabeçudo, monas, etc...

entre outras actividades que o rapaz exercia, conta-se a de excelso mecânico/bate-chapas a oficina do horácio.

nos fins-de-semana, ou melhor, ao domingo, dia do senhor, era sua função, na distribuição das tarefas do nosso grupo de acólitos da fabulosa igreja paroquial do espírito santo, ser turiferário ao paço que eu ficava com o não menos supimpa título de ministeriante dos livros.

um dos acólitos do nosso grupo, um valente amigo do bairro da guarda, chegou-se um dia à minha beira, lá no altar, por alturas do kyrie e segredou-me as sábias palavras:
- a mona do tó quim tem um quê de tolan, não tem?


e aqui estou eu, em 1980, junto a tão saudosa peça metaleira, devidamente estacionada em frente ao cais das colunas.

point do ivan


é que desde que tu me viste com a conversa do point do ivan que não me consigo concentrar em mais nada.

e se deixarmos de comer durante uns 3 meses para pouparmos carcanhol? ficávamos elegantérrimos e, se calhar, até dava para esbanjarmos uns dias porreiros a roer umas espetadas de queijo ou de camarão.

ai tu não gostas, pois é. olha, comia eu então, pode ser?


piauí

a marina de vilamoura tem uma loja de revistas bestial. compreende-se, com tantos bifes a passar por ali é natural que certas revistas (sim, estava lá a top gear, a empire (vem aí o indiana 4), a q e até perdoo não terem a fourfourtwo) tenham mais saída e que por isso as ponham à venda.

o que não estava era à espera de encontrar a piauí brasileira. vi, peguei nela, folheei, gostei e comprei. era o número de julho mas, também, isso não interessa nada, não é?

se virem comprem. entretanto, vão lendo umas coisas aqui.

mostro a revista aos meus amigos e lá lhes digo que este número era de há seis meses. a forma subtil de me chamarem burro foi sublime:
- mas, só sai uma vez por ano, é?

chareque três

no midia marquete o pai tratava de trocar o comando avariado da televisão. a mãe andava a cata dum ou doutro dvd (ou cd) num eventual saldo manhoso. a filha deu de trombas com o chareque três nas tuvisões e, à falta de cadeiras ou poltronas, fez do chão a sua xéze longue.



mainada!



(a perna traçada tira-me do sério)

quinta-feira, janeiro 03, 2008

frigoríficos

tenho um amigo que decidiu sair da toca dos pais e tratar de ir viver sozinho.

até aqui tudo bem. comprou móveis, arrastou os amigos até ao ikea, apetrechou a sala com uma pleisteichan três e um éle cê dê. uma maravilha.

na cozinha, não falta a máquina de lavar a louça, da roupa (bom, na realidade este electrodoméstico ficou em casa dos pais. "nahh, a minha mãe lava lá na dela. é melhor") e o frigorífico recheado...

pára tudo! eu disse recheado?

recheado?

foi?

vejam bem com atenção e depois digam-me se isto está recheado?



bom, curiosamente eu acho que está. esperavam o quê? vodka, não? isso é muito forte, pá!



o que eu acho mais curioso é o facto de aquelas duas garrafas de sumo estarem lá apenas para enganar. é que nesse dia iriam lá entrar gajas e crianças. ficava mal dar cerveja aos putos, não é? já o queijo e o fiambre é mesmo só para disfarçar. deve ser uma cena maçónica ou coisa parecida. nem havia pão para acompanhar.

(ou havia?) (estou-te a desvirtuar, pá? se estou, desculpa.)


piquinhos na língua

que é feito das dentyne de canela?

não me digam que agora são assim?

quarta-feira, janeiro 02, 2008

pdi

pego num perfume e dirijo-me à caixa para pagar. enquanto faço o "verde-código-verde" faço-me descaradamente ao piso a umas amostras desta ou daquela outra marca de perfume. a funcionária, brasileira, gira, olha-me fixamente para a cara e diz:

- não, vou-lhe dar umas amostras deste creme.
- creme?
- sim, é para os olhos.

pego no mb, agradeço, dou meia volta e pego então nas amostras para perscrutar melhor a caixinha. reparo que as palavras "age fitness" estão assim, em bold. olho para um espelho e a luz fluorescente faz salientar os imensos cabelos brancos. olho para os meus olhos e, para mim, continuam a ser os mesmos de sempre.

pelos vistos não.

pronto, agora é que é. agora é sempre a descer. a partir de amanhã vou passar a tratar da minha filha com outro desvelo. afinal é ela que me irá escolher o lar de gimbras caducos para onde irei morar.

age fitness????? foooooda-se!

terça-feira, janeiro 01, 2008

balanços

nunca me dá para fazer balanços por altura do revilhão.
normalmente quando balanço muito fico mareado e vomito logo a seguir.

que piada tem em desperdiçar assim tanto jota bê?

10 anos

dez anos, onze reveilhões.

destes devo ter falhado com eles uns dois ou três. já me chateia quando assim não sucede. já nem sei se me habituarei a isso.

no deste ano, na praia dos pescadores da albufeira, recordei-me dum outro, mágico, em plena copacabana.

mas recordei-me de outros, de muitos outros: da minha primeira directa em 85; do tito albernaz a cantar comigo em tronco nu, a banda sonora do grande arrepio em 94; duma outra, talvez em 92, quando se arderam uma colunas de som; dum fantástico banho de mar - eu não disse mergulho, eu disse banho. estive de molho uns bons quarenta e cinco minutos, ok? - na costa, há precisamente dez anos; dum inusitado jogo de ping-pong, com o meu velho irmão alcides monteiro, cujas regras, adulteradas para nosso belo prazer, consistiam em conseguir acertar com a pequena bola em duas garrafas de sagres de litros que estavam a segurar uma fictícia rede. quem acertasse na garrafa poderia dar um gole de cerveja. às tantas decidimos aumentar de duas para quatro garrafas para enganar a estatística....; duma monumental molha à porta do muralhas na areia branca; dum frio siberiano na estação da cerdeira, à espera duma muuuuuito atrasada boleia para a ade; do whole of the moon há vinte anos, do thought i'd died and gone to heaven há uns quinze do el chato em todos eles e claro, do personal jesus* de noventa, a melhor passagem de ano de sempre e para sempre.

* e do why can't this be love, do who can it be now, do show me the way, do cocaine, do turn it on again, do she's a beauty, do airport, do dreams e, provavelmente do geno!


nokia, nokia, nokia is so far away*

noutros tempos o domínio era finlandês. e eu, claro, saia sempre descansado de casa porque, numa falha minha, alguém teria, de certezinha absoluta, um carregador para moi-même.

outros tempos, outros tempos....

o mercado agora anda dividido: samesungues, éle gês, noquias dos modernaços (de carregador com um jéque dos fininhos), sónis, motorolas... uma desgraça, uma desgraça...

nunca eu desejei tanto o monopólio como antigamente. saio de casa no sábado com um meia bateria no telefone, gasto-a numa interminável sucessão de chamadas com o dono da fabulosa villa** que nos iria acolher para o reveilhão e quando olho à volta não havia uma única pessoa com um carregador compatível.

faço uma última chamada para a sic para que transmitam a mensagem "solicita-se um dador de energia, compatível com o cinquenta e um quarenta i....." mas nada. foi um apelo infrutífero.

quatro dias sem telefone. quatro dias desligado do resto do mundo. quatro dias sem ésse éme ésses parvas de fim-de-ano. quatro dias sem mensagens boas dalguns que eu sei que se lembram de mim de caneco erguido nesta noite: outros tempos, outros anos, outros reveilhões***.

chego a casa e ponho-o a carregar. o meu pai tinha-me enviado um ésse éme ésse. (o meu pai??????. mas mesmo o meu pai????? um ésse éme ésse????? tá louco!!!) decidi acreditar que o outro viu mesmo um porco a andar de bicla.

* dito duma forma cantada, ao som desta canção.

** que não tinha água quente. que não tinha os manípulos do fogão a funcionar. que tinha as lâmpadas dos candeeiros a 23% da sua potência....
*** ó tito, tu lembraste de termos ido para a ala das camaratas antigas e ter cantado, assim, seguido, sem tirar, em troncos nús, este disco duma ponta à outra? foste (és) a única pessoa que sabia de cor a correcta sucessão das localidades lá da música da martha & the vandellas.

quinta-feira, dezembro 27, 2007

vida em marte?

há cantores ou grupos que eu sabia (e sei) de antemão que ainda iria gostar deles.

a elis não foi amor à primeira vista, o gonzaguinha também não, a minha mulher foi logo no primeiro olhar, os fleetwood mac quando consegui ouvir o tusk sem tirar, e rendi-me aos eagles quando ouvi o wasted time pela primeira vez.

um velho amigo diz-me, em tom de gozação, que eu ainda chegarei aos king crimson e quem sabe até aos devaneios do rick wakeman. cá estarei para assistir a isso.

o seu jorge chegou aqui há dias. fiquei com a tal sensação que descrevi ali em cima, quando o vi lá na cidade de deus: este gajo tem ali alguma coisa, nah, ainda não chegou a altura dele.

e rendi-me quando o ouvi cantar:
então vem cá, me dá a sua língua
então vem que eu quero abraçar você....

porque alguém que escreve assim, só pode ter nascido no brasil. um português falaria pudicamente em boca ou, quanto muito, em beijo. ai a falta que um jorge amado faz à literatura portuguesa... adiante! gostei, saquei, estou a consumir.

estas versões mais softes das coisinhas do báuí, além de virem com a voz quentinha do seu jorge, estão francamente adocicadas por estas letras francamente lindas.

por falar em versões, ouçam isto com atenção. estão a ouvir, estão? percebem porque é que os nouvelle vague me dão sono (e diarreia)? uma coisa são aquelas cenas dos stones e do marley em ritmo bossa nova. ah e tal, sabe bem ouvir aquilo no verão, com o céu alentejano como tecto, enquanto que a mão transporta um copo de licor de noz estupidamente gelado, do braço da cadeira até à nossa boca. maravilha! outra coisa são os nouvelle vague. que lástima. os nouvelle vague, além de estragarem músicas tão boas como o the killing moon, estão para o panorama musical como o júlio machado vaz está para a televisão e a rádio: ele fala, eu adoeço.


a vinte e quatro??????

em mirandela, um concelho que eu aprendi a chamar também de "minha terra", um juiz decidiu que uma criança tinha de ir para uma casa de acolhimento temporário antes de ser devolvida à mulher que a pariu.

até então, a catraia esteve com um casal que a tratou como filha.

eu já deixei de opinar sobre essas coisas de "quem é que deve ficar com a criança", "quem é que tem o direito", "quem é que afinal é o pai ou a mãe!". já não opino, pronto.

agora uma coisa tenho a certeza, um juiz que pega numa criança de três anos para a colocar lá na casa de acolhimento - antes de ir para a mulher que a pariu, como disse - NO DIA 24 DE DEZEMBRO, não é nem nunca será boa gente. que merda é esta? no dia 24? de dezembro? véspera de natal?

digam-me por favor que o juiz* fez aquilo porque os pais adoptivos a tratavam mal ou coisa parecida, se não dá-me já aqui a travadinha.

* terão estes juízes assim tão grande mérito para serem tratados por meritíssimos?

apesar de tudo...






... há qualquer coisa de transcendente numa consoada realizada sob a parca luz dumas simples e tradicionais velas (apagão no estoril made in edp).

terça-feira, dezembro 25, 2007

mais prendas

há cerca de dez anos o meu sonho era receber meias. sim, repito, meias. e fui anunciando isso ao longo do mês de dezembro:

- pessoal, quero que me ofereçam meias. pessoal, preciso de meias.

nunca ninguém me levou a sério. lá me foram dando coisas do arco da velha, alguns objectos que não lembram ao diabo e que, obviamente, não refiro aqui, com receio de ferir susceptibilidades. e lá tinha eu de ir comprar o raio das meias. são sempre iguais, são sempre as mesmas.

aliás, eu visto sempre as mesmas meias, os mesmos chinelos, as mesmas camisas, os mesmos calções e até as calças, passaram a ser sempre as mesmas, desde que há uns anos, um empregado da levi's do colombo, daqueles que atraca de popa, me disse enquanto me controlava o pacote: chavalo, andas enganado, pá. o teu número é 32/30!

depois desse momento já devo ter comprado uns quatro ou cinco pares sempre do mesmo modelo.

por essa altura, a minha namorada tentava colonizar-me com um tipo de roupa que ela achava ser o mais adequado à minha parva estampa. escusado será dizer que nunca gostei de nenhuma das peças que ela, tão pacientemente comprava. e eu lá tinha de fazer, nos dias seguintes, o caminho doloroso até às zaras e às pulls desta vida, trocar todas aquelas farpelas.

todos os anos é a mesma coisa. estão ali as pessoas a anunciar nomes como quem diz números do bingo e a cada embrulho que pegam nas mãos, eu até tremo de medo, com receio que seja para mim. e depois insistem que tenho de abrir ali, à frente de toda a gente, para ter de fazer aquele meu ar "eh pá, como é que adivinharam que eu (não) preciso mesmo disto (para nada)."

é arrepiante a mania das pessoas oferecer por oferecer. não há nada a fazer. ainda assim, o que me custa mais assistir são mesmo as ofertas de brinquedos às crianças. não há nada a fazer. continuam a matraqueá-las com barbies e mais o diabo a sete.

alguém faz ideia de quanto custa uma vacina? e um pacote de fraldas? arranjem tomates, dediquem-se à prenda útil. e que tal meia mensalidade escolar? juntavam-se dez pessoas, chegavam-se à frente e tunga! quinze dias lá na creche eram à borliú para os pais.

apesar de tudo, continuo a achar que aquela embalagem xpto de audace que o meu pai me ofereceu algures na década de oitenta consegue bater todas as bolas para fora que eu tenho assistido por aí. eu no fundo acho que ele tinha uma secreta esperança que eu virasse "lady piton" e fizesse carreira no trumps

prendas

e apesar das minhas incontáveis insistências, lá teimaram em me oferecer prendas* (ok, amor, foste a única a ouvir as minhas preces, verdade seja dita). lá voltaram a aparecer coisas que não lembram ao diabo e quase sem ter encomendado nada, houve um milagre, dois objectos que servirão para a vida: um espremedor de limões e um vaporizador de vinagre balsâmico.

* tias da minha terra, provem-me porque é se deve dizer presentes em vez de prendas que eu talvez mude de palavra.

ok corral

já li, pelo menos, umas quatro reportagens de fundo, sobre os incidentes ocorridos lá no porto com os bidás da naite.

a pergunta que eu faço é a seguinte: alguém consegue entender que é que estava do lado de quem? quem é que era amigo de quem? por causa de quem é que aquele matou o outro? conseguem, sem recorrer a esquemas desenhados num papelinho de rascunho, seguir o enredo do desenrolar dos acontecimentos?

ou, como eu, perdem-se a meio do caminho e até acham que afinal os matriquesses não são assim tão complicados?

(eu tenho para mim que eles se andam a matar simplesmente porque também eles às tantas, já não sabem quem é que fez mal a quem.)

sábado, dezembro 22, 2007

o que é nacional (nunca) é bom!

vê comigo,

isto não é bem uma "defesa do professor" versus "um ataque à dranquilidade e ao salir a ganar", nada disso. nem um precisa de defesa nem os outros deixaram de fazer coisas para não serem atacados. nada disso.

contrariamente ao que dizes no teu post, não há um único momento em que o jesu deixe de ser educado. olha as declarações dele: fala no penalti que ficou por marcar - e tem razão - mas depois continua as suas declarações sempre no condicional: "... esse lance poderia colocar o fcp em vantagem" (....) "provavelmente o jogo teria sido outro".
repito, ele usa sempre os tempos verbais no condicional.

deixa-me acrescentar mais um trecho das palavras do transmontano: "o fcp criou ocasiões suficientes para ganhar este jogo... falhámos demasiadas ocasiões para podermos aspirar à vitória... não fomos felizes e nem fomos suficientemente esclarecidos na finalização"

irmão, volta a rever as imagens, em nenhum momento ele diz que perdeu por culpa da arbitragem, repito, em nenhum!

em nenhum momento encontro uma falta de coerência. em nenhum momento ele diz que o árbitro influenciou o resultado ou mesmo que o árbitro é isto ou aquilo.

e para finalizar, deixa-me dizer uma coisa: quando o porto é beneficiado pelas arbitragens, nunca o viste dizer que "são lances habituais que servem também para compensar os erros que são cometidos a favor dos nossos adversários". capisce?

por outro lado, é um treinador (ou uma equipa - esta noite) que pode ser "atacada" porque:
- o mariano é francamente um erro de casting.
- eu não quero acreditar - está a custar, está a custar - que o meu clube só tem 12 jogadores. parece que os outros que entram a substituir esses 12 já são duma cepa mais reles, não é?
- e não concordo com o jesualdo quando diz que a equipa criou situações suficientes para marcar. acho que a equipa estava perfeitamente apática e perdia bolas atrás de bolas.
- um jogo em que tive saudades do tarik para mim é uma ofensa. o marroquino é jeitoso. mais do que isso, para mim, é um exagero. e eu acho que até hoje ele fez falta.
- já falei que o mariano não vale grande coisa?
- às vezes fico a pensar na nossa vantagem e imagino: bom, este pontinhos servem para aqueles jogos em que os adversário são melhores que nós. depois, claro, caio na real e lembro-me que não há adversários melhores que nós. há é jogos em que temos mesmo de perder porque sim. porque num campeonato com trinta jornadas, como hoje, há jogos em que não jogamos um caralho. e nesses jogos, perdem-se sempre pontos. se se fizerem muitos jogos desses, é certinho como o destino que também o campeonato vai para o galheiro.
- ai vai, vai!

quinta-feira, dezembro 20, 2007

o ovário da minha quinita

e pronto, ontem lá tive a matar saudades deste memorável chou.

é incrível, parece que estou a ouvir um disco antigo ou a cheirar um perfume que já não usava há muitos anos. estamos a ver aqueles sequeteches e surgem em catadupa memórias da quantidade de vezes que ouvimos (ou dissemos) aquelas frases.

é incrível, ouço aquilo e, num ápice, sou transportado para as mesas da sul-américa, para os senuqueres lá ao pé do padre, para os jantares de fim de ano na (defunta) feira popular, para os copos na esquadra do vitinha lá da rua da rosa.

os trocadilhos, a voz da são josé lapa, o "issé que pods ter a certeza!", as pernas da são josé lapa, o lacerda, o "vá, vá lá, nós queremos é que os nossos concorrentes ganhem", a são josé lapa, "o roy raminho", tudo, está lá tudo. aquilo é o anos de mil novecentos e noventa sem tirar nem pôr.

saudades.

eu por mim, organizo já uma vigília em frente à érre tê pê (eu disse uma vigília? estava a brincar. vá, fico lá prostrado em frente da entrada principal, na parte da relva, entre as 16 e as 18 horas dum dia qualquer a combinar. se possível na primavera) para que seja lançado, assim para não se perder o balanço, o hermanias especial de fim de ano.



muita atenção:
o dvd do crime da pensão estrelinha traz uma entrevista com o mestre que deve ser vista com muuuuuuita atenção. para os que ainda duvidam, acreditem que só quem é muito inteligente, culto, esperto e atento consegue fazer uma comédia transversal, assim, daquele tipo que agrada desde aos ricos até aos pobres ou desde a esquerda até à direita (sem passar pelo bloco ou pelo partido do autedór). são todas elas, características comuns ao herman, ao rap, ao markl, etc...

quarta-feira, dezembro 19, 2007

era um porto italiano, mesmo ao pé das montanhas

realmente não se percebe, um jogador tão bom, tão interessante, uma contratação tão cirúrgica que o benfas tinha feito.

não se percebe, mesmo!

pois é, é uma pena,...

... ninguém ganhou a jogar bonito. a holanda em 88 tinha um jogo realmente muito feio (gulite, ráicard, fan basten, cuman...); a alemanha em 96 a mesma coisa (ésslar, chol, bierófe, ziga, quilinsmane e sá mer - meu deus, este sá mer....); a frança em 2000, então, era uma coisa horrível (turâme, dê zái i, pires, diorcaí éfe, zidane, dê chans, enri, dugarri).

uma lástima, uma lástima...

vrummm

há uma cromice de estrada que eu julgo que tem sido subestimada ao longo destes anos e que merece uma criteriosa atenção.

não, não falo do pessoal que não usa piscas, não me refiro aos que circulam exclusivamente na faixa do meio, muito menos quero chamar a atenção dos que julgam que as rotundas são losangos. eu quero chamar a atenção do pessoal que não sabe que aquele bocadinho de estrada que construíram imediatamente antes e logo depois das saídas e das entradas das auto-estradas se chamam "zonas de aceleração e desaceleração".

ou seja, usam a faixa da direita para fazer esses movimentos em vez de utilizarem essas zonas. um gajo vai ali atrás de um carro, às tantas faz o pisca e sai da estrada, começando a travar, quando dá por ela, o marmelo que seguia à nossa frente, decide sair também ali, fazendo um movimento brusco para a direita - sem piscas nem nada - metendo-se à nossa frente e saindo da sua faixa, dois metros antes da saida da auto-estrada. um mimo.

é como quem diz: "eu começar a travar nas zonas de desaceleração? nahh, isso é para meninos. vou ali na minha faixa e quando estiver ali mesmo junto aos rails, zunga, saio!"

"entrar na auto-estrada e ter de seguir por aquele bocadinho de estrada que lá colocaram para esperarmos a nossa vez? vocês 'stão mazé malucos, pá. eu saio das portagens e vou logo a rasgar, atravessando as três faixas de rodagem até me localizar do lado esquerdo da via que é o meu lugar de eleição. olhar para trás a ver se vem alguém? eles que esperem, porra!"

cotão netes

os cotonetes do continente, aqueles mais baratuchos, têm uma caracterísitica que eu acho ímpar: não têm algodão.

ou então, se têm, eu não dou por isso. só sinto plástico a desentravincalhar-me o tímpano.

aí!!!!!!!!!!

fónix

em vez de phónix, não tinha mais piada chamar-se à nova rede de telefones dos correios: dasse!?

está um valente barbeiro!

a minha avó trindade, transmontana, até ao tutano dizia:

- está frio? mete o cu no rio!

dasse!

(não liguem, também dizia "tens fome? come um homem (óme, no original.)!")

ontem no chópingue...

... uma birra monumental. daquelas beras, com babas e cuspo projectados para as montras, à medida que ela se agitava e esperneava sem parar, tentando fugir do meu colo, em direcção a um livro de pintar que descobriu na fnac.

os olhares dividiam-se:

- os que não tinham filhos e olhavam, com dúvida e indignação, duas ou três vezes para confirmarem se não era mais um gajo que tinha raptado uma criança para redes pedófilas.

- os que tinham, seguramente, filhos e olhavam com pena e aquele olhar "pois, deixa cá ver, dia dezoito. sim, é verdade, hoje calhou a birra àquele gajo. tadito!

eu mantinha a calma. porque é que a calma irrita ainda mais as pessoas do sexo feminino?

pobreza de espírito

cresci rodeado pela pobreza. era assim mesmo.

até ao plano de erradicação de barracas, as traseiras da minha casa tinham vista para a quinta dos embrechados. curiosamente, à excepção dessa mancha na paisagem, é ainda, seguramente, uma das minhas vistas favoritas: os olivais, braço de prata, marvila, xabregas, palmela, alcochete, samouco, barreiro (blhec!) e aquela imensidão do mar da palha.

mas sim, se havia coisa que abundava no meu bairro era a pobreza. e alguns eram, obviamente, meus amigos: andavam na escola comigo, jogavam à bola comigo, compravam o pão na mesma padaria, iam à catequese comigo... vivíamos no mesmo bairro, fazíamos vida de comunidade. o habitual, não é?

não que eu fosse muito rico. nada disso, antes pelo contrário - rico, ah, ah, ah, ah! deixa-me rir - tínhamos as nossas limitações económicas mas nada que me fizesse macaquinhos no sótão.

uma família que nunca teve falta de comida - estamos a falar desde que eu sou vivo, da década de sessenta em diante, digamos - e que ia à marisqueira dos anjos, se calhar, duas vezes por ano, não pode nunca ser considerada de pobre. é certo que ainda sou gozado pelos meus amigos por nunca deixar comida nos pratos dos restaurantes ou por beijar o pão que cai ao chão, mas isso já são outros trezentos.

uma coisa que aquele bairro conhecia de cor e salteado era saber distinguir os pobres mesmo pobres

não lhes gosto de chamar humildes. bem sei que a língua portuguesa acolhe esta palavra com o mesmo significado de pessoa de uma classe social inferior. contudo, uma vez que muitos deles não eram nada humildes - por não conhecerem as suas próprias limitações - e eram bem arrogantes ou armados aos cucos, tenho francas dificuldades em lhes chamar humildes. fiquemos pelos pobres. porque isso, eram mesmo.

de todos os outros.

o meu avô materno costumava pronunciar, perto do final das refeições, "que os pobres mais necessitados do mundo estejam como eu estou agora". era uma forma de desejar barriga cheia a toda a gente. logo ele que soube na pele o que era passar fome e conheceu a pobreza por dentro e por fora.

quem habitava aquele bairro, sabia muito bem que este ou aquele não tinha direito a pequeno-almoço ou a bolo no dia de anos. já nem chamo para aqui outras necessidades básicas como por exemplo o banho, entenda-se. ainda noutro dia estive a ver uma fotografia da minha primeira classe. éramos aí uns doze, quinze alunos. desses, seguramente sete ou oito, nunca se sentiram numa banheira de água até aí aos quinze ou dezoito anos, sem exagero! água quente então, nem sei a que idade passou ela pelo corpo. muito
provavelmente, quando foram treinar ao vitória ou iam aos balneários de chelas.

adiante.

o que eu quero aqui salientar é que ninguém enganava ninguém com a pobreza. havia respeito - salvo parvas excepções - pela condição daquelas pessoas.

é por isso que me custa a evolução do crime, da malandrice, do engano praticado por supostos pobres. tira-me francamente do sério as histórias sobre pessoas que andam a pedir esmola e que depois a utilizam para outro tipo de gastos. fico francamente desiludido e irritado. esse tipo de comportamentos, num bairro tão hermético como a picheleira, era facilmente denunciado e motivo dumas bocas valentes ou dumas chineladas nas trombas.

gozar com quem tira da boca dos filhos para dar aos outros e mesmo assim ser enganado. meus amigos, isso era quase crime de lesa pátria.

por isso, cada vez mais me custa dar esmola. tenho vergonha de a recusar, mas tenho ainda mais medo que seja utilizada para outros fins. é a vida.

o ruizinho decidiu, aí por volta dos quinze ou dezasseis anos, deixar de andar na coboiáda connosco e ser agarrado ao caldo. tudo bem, era com ele. o que não devia era ter-me interpelado numa noite em que se encontrava sentado à porta dos pais - que o tinham posto no olho da rua pela enésima vez - pedindo-me cem paus para uma sandes ou uma sopa. ora, eu que sabia que aquilo seria, seguramente para mais um panfleto ou coisa parecida, disse-lhe para ele ter juízo. o que me tirou do sério foi o facto de ele já nem sequer ter reagido ao que lhe disse. é claro que dez minutos depois, estava novamente junto a ele com dois papo-secos guarnecendo umas costeletas de porco. pelo ar com que devorou aquilo e pelas lágrimas que iam caindo dos olhos, aquele estômago não via outra coisa que não ar, há uns tempos
valentes. em vez de ter ficado contente pela ajuda que lhe dei, fiquei antes irritado. irritava-me ver um gajo que, um par de anos antes andava comigo a tentar engatar uma gaja da mira fernandes, estar cheio de mazelas e completamente obliterado para a vida. fui-me habituando com os outros casos - muitos. alguns que foram parar mais cedo que o costume à quinta das tabuletas - que foram sucedendo ali à volta.

o pedro bucherie, escreveu um valente artigo no sábado, sobre uma família com rendimentos mensais de alguns milhares de euros que recorria à ajuda do banco alimentar para satisfazer a sua fome. ao que parece utilizava o dinheiro para outras necessidades. outras prioridades, não é? bem sei que este exemplo não pode ser confundido com o espírito que norteia o banco alimentar. mas mesmo assim, chateia-me profundamente que a ajuda a esta família, este exemplo relatado, pelos vistos, ainda persista.

saí dum bairro em que todos sabíamos, infelizmente, quem eram os pobres e vim viver para uma zona, presumivelmente "chique". puro engano. não digo que haja tanta pobreza. o que há - e mais do que eu supunha - é uma maior hipocrisia. faz-me francamente confusão ver a prioridade destas pessoas. sei do que falo porque tenho bem próximo de mim (família incluída) - não só daqui desta zona onde resido - pessoas que se queixam da crise e que ostentam exemplos contrários a essa mesma crise.

reparem que eu não digo que são possuidores, eu disse que ostentavam. uma coisa é dizerem que não podem comprar porque não têm dinheiro mas depois, às escondidas, usam-no para comer fuá grá. não, o que eu digo é que dizem que não têm, devem a meio mundo, toda a gente sabe, mas não deixam de se passear de éme xis cinco, envergando pul ouvârs com senhores em cima de cavalos e de taco na mão. cabrões!

uma vez o baixinho - um valente cabrão, diga-se de passagem - estava no meio duma ressaca monumental, interpolou-me ali em frente à loja do nove dedos, dizendo que precisava de uns trocos para comprar pó. recusei, e tentei fugir. ele veio atrás de mim a moer-me o juízo e insistindo, pegou-me da carteira, sacou de lá quinhentos paus e disse que me daria protecção para o resto da vida. eu fiquei tão atónito com aquele roubo - ainda estou para saber porque é me deixei levar por um gajo completamente podre sem sequer reagir - que me calei e segui o meu caminho, fodido, obviamente com aquilo. até porque sabia que era mesmo - ele próprio me disse - para mais um panfleto.

esta semana, entrou-me na loja um gajo que tinha tudo menos um ar ameaçador. pediu-me para falar e explicou - numa linguagem perfeitamente imperceptível - que era búlgaro, que não tinha um tusto e que pretendia ir a sintra pois lhe prometeram um emprego para aquelas bandas. o meu instinto primário foi imediatamente recusar - lá está, é o tal medo dos pobres que não o são e apenas aparentam - e, com efeito recusei. insistiu, realmente num péssimo português - eu só entendia: bulgária, sintra, dinero. o resto era tudo corrido a gestos. fazia-me ali falta o iordanov -, pedindo, por favor, apenas dois euros. depois regateou e disse que só precisava de um euro. continuei a recusar. instintivamente ia recusando. ele lá saiu.

e foi pior a emenda que o soneto. pois, por mais que a história não fosse verdadeira - provavelmente era tanga - ter-lhe entregue um mísero euro, tinha-me deixado com a alma mais descansada. a minha vida não se alteraria rigorosamente nada se eu lhe tivesse dado, um, dois ou até dez euros. mas como recusei, fiquei na mesma na dúvida se ele não me queria dar a boca a mais dinheiro ou ao telemóvel - muito habitual aqui na zona - e fiquei por isso com este peso na consciência. peso que poderia ter aliviado com alguns trocos de trazer no bolso.

estúpido!

é isto que me irrita. esta proliferação de histórias de pessoas que se utilizam da pobreza como método para sacar carcanhol para proveito próprio. tudo bem que se faça humor com os pobres. agora o que eu não admito é que se brinque com a pobreza.

estúpido, na mesma!

terça-feira, dezembro 18, 2007

mea culpa? talvez não.

eu já perguntei neste blog: quando é que o bruno alves sai do clube?

e voltaria repetir. uma das coisas que me aborrece no meu clube é esta mania (às vezes boa) de termos que assistir em campo, e na nossa equipa, à evolução e ao crescimento de um jogador.

mas pronto, por vezes basta surgir-nos um nuno gomes pela frente, uma cabeçada e um castigo, para desatarmos a crescer e a ser homenzinhos. agora aquela parte em que temos de andar ali a stepanoviar enquanto eles não se decidem a justificar titularidades é que é do caneco, não é?

segunda-feira, dezembro 17, 2007

festinha de natal

acabo de chegar vindo da festinha de natal dela.

como sempre, as crianças são uma delícia inatingível.

cá fora, havia biscoitinhos, bebidas, broas, bolo-rei. infelizmente não encontrei por lá, lenços para limparmos as nossas lágrimas.

sou contra!

dá ares.

sou só eu que acho que o friday i'm in love tem muitas coisas do anzol?

(sabes, karla, eu acabo por confundi-las todas. friday i'm in love, just like heaven e até o in between days. até ao the top eles ainda tentavam fazer coisas diferentes umas das outras. do the head on the door em diante, confesso, tenho dificuldade em distinguir as músicas deles. mas deve ser, com certeza, culpa minha. de 85 para a frente desinteressei-me deles.)

uma foto, um bídio

já não é a primeira vez que me detenho em frente à tv enquanto está a dar o friends. um misto de curiosidade e de prazer faz-me ficar ali parado, muitas vezes em pé de comando na mão, a meio caminho entre o "ó paizinho, tira a cuca da banheira, tiras?" e o "podes vesti-la?"

a série é gira. tem francamente piada. confesso que ainda não consigo entender o que raio passou pela cabeça das pessoas que,
aqui há atrasado, decidiram dobrá-la para português e emiti-la como se fosse um desenho animado. é claro que mataram o sucesso da coisa à nascença.

por outro lado, não são só as piadas que me fazem ficar parado. parado, fico normalmente porque também vejo aquilo numa altura em que estou mais cansado. eu reparei foi que por vezes havia um fiozinho de baba que por vezes caía no soalho flutuante.

hoje no google percebi o que era.


é por estas e por outras que eu não percebo porque raio a série se chamava friends e não legs.

juro, não percebo.

minha querida jeni, deixa lá o pitt em paz. podes não ter os marmelos da angelina, mas olha que ela também não tem uns troncos como os teus. e és bem mais gira!

toma lá um bídio, filha.



orçamentos

as questões orçamentais como justificativo das diferenças pontuais nas tabelas classificativas, em portugal, só se aplicam em relação ao meu clube.

ou seja, se é eliminado com o fátima, é uma vergonha porque o ordenado mensal, sei lá, do guarda redes ventura, dava para pagar todo o plantel da equipa do escalão secundário.

no entanto ninguém compara o orçamento do meu clube com os restantes quinze que irão disputar os oitavos da liga dos campeões.

pior, nunca ninguém compara o orçamento do sporting e do benfica com os restantes plantéis do campeonato. por isso, deixem-me lá perguntar:
- com esta diferença de orçamentos, não era suposto o sporting estar com muitos mais pontos de vantagem sobre o guimarães, por exemplo? e sobre o setúbal? será que a diferença de dois pontos, por exemplo sobre o braga, não são muito pouco para uma décalage* orçamental tão gritante entre os dois sportings?

* ando seguramente há 3 anos para arranjar maneira de fazer um post onde pudesse incluir esta palavra tão querida nos meios económicos da nossa nação. c'a bonito: décalage. quando conseguir introduzir "período homólogo", acreditem, serei um homem realizado.

dedos

nos anos oitenta ainda me chateava e irritava com o futebol. entretanto a coisa passou, mas nessa altura, normalmente, a guerra maior era com os benfiquistas e, quase sempre, com o zé burrié à cabeça:

- então ó fernando gomes, como é que é? deves pensar que esta ano ganhas aquilo.
- qué que foi, ó galrinho, até agora não ganhaste nada. veremos no fim.

naquele tempo, ao contrário de agora, dizer-se: "este ano o campeonato é nosso, na certa." era algo de arriscadíssimo. é certo que tínhamos as previsões do zandinga - sempre ajudavam muito - mas uma vez ou outra sempre havia um campeonato que lá ia para a luz ou lá se lembravam de meter o allison ao barulho para atrapalhar as conquistas do meu porto e do benfas. por isso, quando o meu clube se lembrava de ganhar jogos na luz distanciando-se dois ou três pontos dos encarnados e o zé burrié vinha com conversas do género:
- então ó fernando gomes, não penses que ganhas o caneco. ainda não acabou o campeonato...
eu, invariavelmente, deixava a matraca fechada, tirava a minha mão direita do bolso, ergui-a bem alto, esticando dois, três ou quatro dedos, consoante a diferença pontual existente na altura.

olho para aqueles tempos num misto de saudade e ternura mas não deixando de verificar que naquela altura as coisas eram bem mais simples. imagine-se agora, com este frio de rachar - seis graus às nove horas da matina, em plena costa do sol, acreditem, é um atrofio - como é que seria se me cruzasse com o zé burrié e tivesse de tirar ambas mãos dos bolsos tendo também de esticar todos, repito, todos os dedos?

com este frio, porrrrrraaaaa! tá bem, tá.

topografia da cidade, sumptuoso personagem

o nelson sargento é um dos maiores baluartes - um termo que ele adora evocar - do samba do rio de janeiro.

escusam de estar à espera que lhes apresente exemplos de coisas conhecidas feitas por ele que, na certa, não irão conseguir identificar. tudo bem, não há crise. digamos que o senhor já leva com mais de oitenta anos no esqueleto e continua aí para as curvas do morro. uma maravilha.

lembrei-me dele porque ao andar por aí a passear na net - raramente navego porque me dá enjoos, prefiro passear - encontrei, quase sem querer, um documentário fantástico sobre este malandro. é um documentário que já tinha visto há cerca de uns bons dez anos realizado pelo estevão pantoja e que retrata duma forma belíssima, o morro da mangueira, o espírito do samba que vem lá de cima, a poesia do nélson e, porque não, um pouquinho da boa onda da favela.

não me vou alongar muito com isto, convido-vos apenas a assistir ao filme, e a deixarem-se levar pelas palavras deste senhor. uma maravilha.





bom, eu disse que não me alongava mas não consigo deixar de mencionar o seguinte. reparem neste trecho do filme. diz o nelson em voz off:


agora, cada pessoa é uma pessoa. eu não sou dado a tristezas não. eu não penso no meu problema mais de uma hora. eu tenho vários. eu penso: bom, vamos fazer isso. vamos, vou tentar aqui, não deu. se não deu aqui, vai ali, não deu. nnenhum dos três deu... ah, amanhã eu penso nisso. vamos ouvir sarah vaughan.


depois entra o encanto da paisagem:

morro, és o encanto da paisagem
sumptuoso personagem de rudimentar beleza
morro, progresso lento e primário
és imponente no cenário
inspiração na natureza
a topografia da cidade com toda simplicidade és chamado de elevação
vielas, becos e buracos
choupanas, tendinhas, barracos
sem discriminação
morro, pés descalços na ladeira
lata d`água na cabeça
vida rude alviçareira
criança sem futuro e sem escola
se não der sorte na bola vai sofrer a vida inteira
morro, o teu samba foi minado, ficou tão sofisticado, já não é tradicional
morro, és lindo quando o sol desponta
e as mazelas vão por conta do desajuste social.


e termina o bom do nélson como seguinte comentário:

isso aí é meio frescura, mas tudo bem. isso é para agradar os possíveis intelectuais que olharem meu samba. topografia da cidade, sumptuoso personagem. bonitinho, né?

jóinha!


no entanto o meu trecho favorito sucede lá após o minuto catorze - podem andar com o cursorzinho para a frente se não quiserem estar à espera -, quando ele diz "a mangueira mudou, mas a mangueira não morre" e surge o eu agora sou feliz. este, curiosamente, um samba do jamelão.

eu agora sou feliz
eu agora vivo em paz
me abandona por favor
que eu já tenho um novo amor
e eu não te quero mais
esquece que você já me pertenceu
que já foi você meu querido amor
aquela velha amizade nossa já morreu
agora quem não quer você sou eu!

que espectáculo, meu deus!

sexta-feira, dezembro 14, 2007

está confirmado

isto é mesmo um dvd.

de caras, desde que puseram os padrinhos em dvd, o mais aguardado lançamento de sempre.

repito, de caras.

pronto, agora só faltam o thirtysomething, o live at the appollo dos hall & oates, o skin deep e não fica a faltar mais nada. ou fica?

(fica sempre)

quinta-feira, dezembro 13, 2007

leões*

ontem, no final do encontro, os jogadores joão moutinho e miguel veloso ofereceram as camisolas à juve leo. aos despois, a claque devolveu-as à procedência alegando que ainda estavam amuados com aquela cena do "não dignificaram a camisola do clube em jogos recentes".

entretanto, a claque informou que foram lá resgatar as camisolas, porque as mesmas continham símbolos do clube.


aqui há uns anos, num daqueles torneios estilo "taça snickers", "taça nike" ou coisa parecida - com malta do milão, do real madrid, equipas assim, de peso -, para aquelas equipas de miúdos de 10 ou 12 anos, o sporting levou uns oito ou dez - bom, não sei precisar, foi uma cabazada - dum desses "colossos europeus". às tantas, na reportagem televisiva, entrevistaram o guarda-redes leonino:
- não ficaste triste por ter levado com tantos golos?
- não, uma pessoa quando veste uma camisola com este símbolo aqui - apontando para o leão no símbolo estampado no peito - nunca se pode sentir triste.
(respeito!)
(o miúdo não tinha sequer 12 anos, pessoal)


percebem a diferença dum leão para o outro?
percebem porque é que eu odeio claques? percebem? vejam o próprio nome da coisa: claque. claque chama-se claque porque é o som que as mãos fazem quando se bate uma palmada mão na outra. desde quando é que as claques existem para controlar, repito, controlar a qualidade desportiva dos atletas? ou para amuar, por exemplo?

* para o meu tio álvaro, o melhor leão de sempre.

terça-feira, dezembro 11, 2007

cão preto

o concerto do milénio (so far)! de caras.

foi ontem! eu estive lá (só que foi há sete ou oito anos, snifff). à falta de melhor, venha o dvd! (e a tourné)

respeito!

(perdão)

muito respeito!


asae

irá a asae proibir a trombada?

e o bico?

segunda-feira, dezembro 10, 2007

cama de princesa




lamento se olho para as outras crianças e não te ache a mais bonita de todas.

lamento se relativizo demais coisas que te dizem directamente respeito.

lamento se olho para outras crianças - assim aquelas mais bem comportadinhas, sabes? - sem evitar pensar que tinha dado jeito teres vindo com menos pedal, com menos velocidade, digamos.

lamento se não consigo deixar de pensar que gostava que fosses sossegada - sei lá, uma vez por semana - o suficiente para ficares assim, no meu colo a ver tv, por exemplo, enquanto ficava ali a fazer-te festinhas nas costas ou fun-fun
nos teus olhos com uma melena do teu cabelo.

sinto por vezes que ainda estou a anos-luz de me sintonizar com a tua frequência radiofónica. és imprevisível, gaita. vê ontem, por exemplo, andavas cansada mas ao mesmo tempo tão feliz que nem fizeste birras. mas logo depois recarregaste baterias e pronto, estavas logo pronta para outra. para outra guerra qualquer. essas de manjerona que gostas de inventar.

lamento se olho para esta ou aquela criança mais dadas a socialismos sem sentir ma certa pena pelo teu aleatório egoísmo.

curiosamente ando a gostar da tua auto-estima. ok, por vezes roças o piroso ou o peneirento, mas havias de ver o ar
com que entrei na sala de educação musical da professora maria helena belém, há uns vinte e tal anos, envergando um equipamento do fê quê pê, para logo compreenderes que não tenho autoridade moral nenhuma para te chamar foleira.

nem sempre estou com pachorra para o fazer mas gosto de te ler histórias. assim, quando vais para a cama, sabes? mas gosto, confesso que gosto. ficas deitada sobre o meu peito e permites que te cheira o cabelo enquanto te conto as façanhas do hércules ou as malvadezas do hades.

mas é quando já dormes que me vingo. sem saberes, vou até lá, ponho para dentro da roupa aquela tua perna que gostas - como eu - de deixar de fora, sobre o edredon quando adormeces e fico a fazer-te festas na cabeça.

ali, sim. umas duas horas após ferrares no sono, quando vou à casa-de-banho antes de apagar a luz lá do quarto da mãe e do pai, passo pelo teu e fico a olhar para ti, iluminada apenas pelo fantasminha azul que trouxemos lá da loja grande que tem aqueles cachorros quentes que tanto adoras.

ali, sim, aceito. ali és perfeita. és a filha que eu gostava de ter. e tenho! és linda, serena, derrotada, cheiras bem, tens aquele respirar que adoro nos bebés. dá gosto ver-te agarrada à tua mana zarolha ou bem de braços abertos e esparramada à balducha sobre o lençol.

é nessas alturas que fico a pensar que um dia peço autorização à tua mãe para me deixar dormir contigo. e tu, será que me deixas? nem, que sejam uns meros 32 minutos. coisa pouca, pá. mas gostava, sim gostava de saber o que é adormecer com esse corpinho tão maneirinho e leve - já disse que é bem cheirosinho, não já? - bem juntinho ao meu nariz.

ontem tentei, sabes? ia apagar a luz da cozinha e fiz-te uma última visita. eram umas duas da manhã e já o teu sono era profundíssimo. deitei-me lá do lado da parede, agarrei-me a ti e fiquei a cheirar-te - o teu perfil é bestial, sabes? tivemos sorte, contigo. hummm, tão bom. e tinhas o cabelo suado qb, exalando mesmo o teu cheirinho bom aqui para dentro do meu nariz.

quarenta e oito segundos depois, caí na real. acordaste e sentenciaste em voz baixa:
- pai, sai da minha cama de princesa e vai lá dormir com a mãe!

fui.

quinta-feira, dezembro 06, 2007

o tempo perguntou ao tempo...

"são eles é que nos fazem velhos."

esta frase que muitos de nós ouvimos os nossos pais pronunciarem em conversas com outros adultos sempre me fez espéce. gaita! que raio nós fizemos para andarmos a acrescentar anos à idade dos cotas? quanto muito, demos cabo do orçamento familiar com a quantidade de ténis que escavacávamos em futeboladas na rua, certo?

pois é, julgo que só me apercebi do eventual sentido dessa frase quando passei a dizer "há vinte anos". até uma certa altura, dois anos era uma eternidade. quatro anos, então, a duração do ensino primário, era algo que não tinha fim. depois o raio dos anos passaram a ser mais curtos e pior que isso as coisas passaram a perder o seu lugar na moda num ápice. recordo bem, dum gajo amigo ter dito isso: eu senti-me velho, ou melhor, senti que já não era miúdo quando passei a dizer isso mesmo "foi há uns 20 anos.".

fiquei a pensar nessa frase. e pensei também que, quase sem dar por isso, andava a dizer equipas do clube, campeões de há 20 anos. assim, ditas de cor, como o meu tio álvaro dizia das equipas da década de quarenta.

fonseca, gabriel, simões, freitas e murça; octávio,
rodolfo e duda; oliveira, seninho e gomes. parece fácil mas a verdade é que lá por alturas da expo, num jantar de amigos, eu disse esta equipa, assim duma penada. e depois lembrei-me: há vinte anos. gaita, fui apanhado pelo bicho do tempo.

depois vieram as diferenças temporais. e aí a coisa já estava mais parecida com o "são eles é que nos fazem....". às tantas tive uma namorada, uns anos valentes mais nova que eu, uma miúda da geração do cd, que não sabia o que eram maxi-singles. meu deus, foi aí que eu caí em mim e relembrei a frase, dita por um velho irmão, embebida por fluxos etílicos: não achas que andas a desmamar a chavala? ela era realmente bem mais nova que eu...

não sabia o que eram maxi-singles imagine-se.

aqui há dias tive a estocada final. numa conversa com o meu sobrinho, um chavalo de quinze anos, cento e setenta e sete centímetros de massa óssea - já a meter os meus 173 cms num chinelo -:
- mas se queres mesmo comprar um dvd portátil, tens ainda de juntar uns carcanhóis valentes.
- mas, muito?
- sei lá. uns vinte, trinta contos, talvez mais.
- contos? isso é o quê?

ora, eu que não consigo pensar em euros, ouvir um chavalo que eu vi em ecografias, dizer que não sabe o que são contos, fez-me pensar umas quantas vezes. sim, abalou.

não é bem o "há vinte anos", não é bem o "o que é um maxi-single", felizmente ainda não é o "eles é que nos fazem velhos", mas este "contos?" deitou-me abaixo.

buááá!!!!!!!!!!!!!!, quero voltar a dançar o i don't wanna talk about it (a versão do absolutely live, por favor) ou o oh patti dos scritti politti, agarrado a uma gaja qualquer, se possivel no central park do centro comercial são joão de deus.

pode?

quarta-feira, dezembro 05, 2007

quêeeee, o montenegro?????



pára tudo, já disse, pára tudo!

estarei a sonhar? isto significa que a time out vai fomentar a produção do dvd do crime na pensão estrelinha?

será?

hummm, é fruta a mais. aquilo cheira-me que será apenas uma reportagem.

ou não? ai, será?????

terça-feira, dezembro 04, 2007

bibó futebol

eu sabia, mais cedo ou mais tarde haveria de assistir a uma gira do soares franco. esta do veloso e do queiroz acho que lhe fica a matar.

lagartada, já não estão sozinhos: uns têm o pc, outros o orelhas, outros ainda têm o bartolomeu ou aprígio ou os madeirenses do costume. vocês já têm também uma coisa gira com que se queixarem do presidente que têm.

ou nem assim se queixam? ai não? pronto, ok, deixem-se estar assim que estão muito bem.

nota 1) o queiroz tem quantos títulos na sua carreira de clubes? uma taça e uma supertaça? é isso? boa, tantos troféus como o camacho.
nota 2) se o veloso, nas horas vagas, em vez de modelo fosse, sei lá, escritor ou astrofísico também era assim muito censurado? que mal tem, afinal, ser modelo?
nota 3) terá mesmo o nuno gomes noção do que é um prato de sopa? e do que é o cuspo? e ainda mais, do que é cuspir?
nota 4) não estou com fé rigorosamente nenhuma no jogo com os turcos. mas nenhuma mesmo.

benfica campeão

ouvi há pouco na tvi o zé veiga abrir o coração ao povo português.

confesso, estava ali triste a olhar para o senhor e vi que havia alguma coisa que faltava aquele quadro bonito. arranquei um pêlo do nariz e lá me rolou uma lágrima do canto do olho.

agora sim, agora estava tudo bem: o zé veiga a queixar-se do vieira na tvi e eu comovido a chorar.

barrinhas

no centésimo segundo aniversário da trisavó da minha filha - bisavó da minha mulher, avó da minha sogra, mãe do ..... - como habitualmente, fazemos uns dez ou quinze brindes à valente velhota:

- e agora sai mais um brinde à vó mirita!
- yeahhhhhhhhhhhhhh....

este pandã de alegria, é sempre regado com valentes copázios de vinho, e acompanhado por uns quantos frá-fré-fris e por aí fora.

uma vez ou outra - pronto, ok, é sempre. - há um energúmeno - eu - que incentiva a malta a fazer a onda. e faz-se.

à segunda e terceira vez, reparo que a minha filha, ali ao meu lado, ria-se mas não se levantava nem içava os braços:
- não fazes a onda à avozinha?
- NÃO!!!!
- porquê, filha?
- PORQUE ESTOU GRÁVIDA!

pronto, sai mais uma barrinha lilypie ali para o frontispício lá de cima.

segunda-feira, dezembro 03, 2007

alho vs. cavaca

tenho aqui ao lado, na gaveta, um saco cheio de cabeças de alho.

e não há vez que olhe para lá em que não pense que aquilo parecem cavacas.
e não há vez que olhe para lá em que não fique com uma gula do camandro.

será que o corpo notará muito, se eu enfiar uma cabeça de alho pelo bucho dentro, convencido que é uma cavaca?
e a minha mulher logo à noite, notará alguma diferença no hálito?

tau tau!

venho dos correios, chego ao carro e está um outro a entalar-me a saída.

fón, fón!!!!!!!!!!!!!!!!!

(nada!)

fón, fón!!!!!!!!!!!!!!!!!

(nada!)

dou mais umas seis ou sete buzinadelas e nada. tranco a viatura e começo a fazer uma visita pelas redondezas: uma casa de frangos, um banco, um café.... ai que já me estou a chatear a sério...... outro banco:
(já muito fodido com a situação)
- há por aqui alguém que foi estúpido o suficiente para estacionar em segunda fila?
- um citröen preto?
- claro!
- sim, sou eu. vou já, não demoro.
- não demoro? estás parva? anda já à minha frente! olha me esta: não demoro! deves....
- ai que falta de educação. (virando-se para o senhor do banco) guarde-me isto aqui que eu já venho.

a caminho do carro:
- a senhora está a precisar de tau-tau nesse rabo, estás, estás...
- tens meia-hora livre para me dar?
- achas que já só aguento meia hora?
- ......
- ......

(ai ca nervos!!!!!!!!!)

sábado, dezembro 01, 2007

malandros

o candal ganhou hoje ao porto 2-1. já não há equipas invencíveis no campeonato nacional de júniores.

há dias realmente para esquecer.