quinta-feira, novembro 29, 2007

e não os podemos extinguir?

um amigo, velho companheiro da naite, manda-me periodicamente mails com anedotas, más e anti-benfiquistas e/ou anti-sportinguistas.

apanhar com estas coisas logo pela manhã, é, convenhamos, um acto de real aferição das qualidades resistentes dum ser humano.

dália*, minha querida, estás perdoada, podes voltar a enviar os tais videos de gajas no fornicanço que me (nos) entupiam a caixa de correio.

* nome francamente fictício.

efeitos secundários

a melhor coisinha que aconteceu desde que o abramo..coiso deu com o mourinho de frosques: o andré vilas boas está a comentar a bola na sport tv.

muita, muita atenção ao senhor. querem perceber porque é que o zé mário tinha sempre a lição tão bem estudada? pois, ponham as orelhas, os ouvidos, os tímpanos, o canal auditivo todo em conjunto neste senhor.

respeito.

piscina de fígado

pois, pois.... não, não estou a ver do que é que o senhor está a falar.... quatro a quê?.... nah, nada disso. que eu tivesse dado conta foram foi três a um.

sim, sim, três a um. demos três a um ao trofense no arranque da liga intercalar.

é verdade... três a um ao trofense. e o adriano até marcou dois e tudo.

quatro a um, foi o que disse? pois, não estou a ver....

como lhe digo, não vi. não dei por nada.

terça-feira, novembro 27, 2007

eque sepensive milque

entro numa pastelaria, peço uma sandocha de fiambre e um quarto de vigor.

pedem-me um euro e vinte cêntimos pelo leite.

enquanto mastigo desato a fazer contas. às tantas reparo que estou de boca aberta com o bolo alimentar à mostra.

ca nojo!

é que às tantas começo a fazer contas à antiga e vejo que aquela garrafinha custou-me duzentos e quarenta paus. duzentos e quarenta????? fónix!

estou a tentar engolir o raio da comida quando chego à previsível conclusão: novecentos e sessenta e dois escudos o litro.

pergunto se não se terão enganado no valor. dizem-me que não que é mesmo assim. vêm-me à memória os litros e litros de whisky que levei numa garrafa para dentro do dois, da kapital, do plateau... vou passar a trazer um pacote da parmalat aqui, assim, junto ao telefone.

bolas, uma terra como esta, com tanta vaca à solta, não admira que andem todas montadas em valentes serie seis cupê.

deves!

foto finish

não há uma única minha fotografia escolar - pronto, estou-me a cingir aos anos da primária - em que não apareça com a boca rebentada por causa do cabrão do herpes.

não quer dizer que se a boca se apresentasse limpinha nas fotos a coisa melhorasse muito. mas gaita, dá sempre um aspecto, vá, mais asseado, pronto.

a minha filha não tem esse problema. até ver o raça do vírus ainda não deu sinais de andar lá por dentro. por isso, não há registos fotográficos lá da escola, com a miúda apresentando a sua boquinha lixada.

ontem recebemos as fotos deste ano escolar. ai filha*, desculpa lá a sinceridade, mas estás com ar de peido. estás feiinha, pá.

queres que te rasgue as fotos** para não te envergonhares da coisa?

* este "ai filha" tem de ser dito no tom utilizado pela clotilde maluca. senhora que merecerá três posts em dias futuros.
** descansa que as entrego à tua avó. para ela, qualquer cocó na tua fralda era algo bonitinho...

sing this with me, this is forty




entraste nos enta e eu nem te mandei um presentinho nem nada. quarenta biscas. nem pareces. para mim continuas com os dezoito que tinhas lá no antigamente. caraças, pá. continuas gira de morrer.

dizem que essa tua cena com o belloto vai de vento em popa. sou contra, como deves imaginar. é a vida. bom, sabes onde eu moro, não sabes?

qualquer coisa, apita.

p.s.: zé, se estiveres aí desse lado do ecran, controla-te. sei muito bem para onde estás a olhar. perverso! olha para outras, esta aqui é minha!

sim, denominar-me de parvo é a atitude mais correcta* - parte III

gosto de dizer, com pronúncia espanhola - galega talvez -, saragoça.

(sabe bem à boca. xaragoxa, tentem lá. para quem conheceu a peça, é mais ou menos como o príncipe dizia "senhor josé". aquilo saía algo como xenhor xoxé. tentem. sabe bem, pá)

* pois, se não és tu, não é mais ninguém, ó ricardo.

sim, denominar-me de parvo é a atitude mais correcta - parte II

gosto de dizer a palavra hipócrita.

(há qualquer coisa de saboroso quando enchemos as bochechas, quase um sopro, na parte em que dizemos "...pó..".)

sim, denominar-me de parvo é a atitude mais correcta - parte I

gosto da palavra drageia.

por nada em especial. gosto, pronto.

segunda-feira, novembro 26, 2007

crime at little star boarding-house

anda por aí um blog, bestial, diga-se de passagem, sobre os melhores programas de televisão de sempre. é uma cena a meias com a time-out e tal...

a minha opinião acaba por ser, mais coisa menos coisa, idêntica à da maioria dos inquiridos da minha geração: tal canal, zé gato, etc...

contudo, eu sou capaz mesmo de nomear o melhor programa de todos. a noite de 31 de dezembro de 1990 para 1991 viu nascer o melhor programa de tv da minha geração. o tal canal foi muito bom, o hermanias, foi aquela classe, o casino royale foi algo incompreendido. nessa referida noite o herman decidiu exceder-se e criou o crime na pensão estrelinha.

e nunca um programa teve tantos textos decorados, tantos "e lembraste quando o gajo faz de emigrante em berlim?.... e lembraste....", tanta coisa.

nunca.

já aqui disse que é um crime isto não haver em dvd. deixo aqui uma das coisas que eu encontrei no iu tub. é o felisberto lalande, um senhor que não consegue dizer os éles.

sublime.



p.s.: à medida que vou vendo isto, vou descobrindo mais coisas pequeninas que adoro neste programa. reparem por exemplo, nas interjeições que o vítor de sousa vai dizendo (ui!... eh!...) isto é divino, meus amigos.

divino!

por falar em coisas que a minha mãe dizia

cheguei até a desenhar rabos e algarismos. cheguei até a pronunciar as palavras em voz alto para ver se existia alguma similaridade sonora. mas entretanto desisti. nunca consegui entender uma frase, um dito, que a minha mãe dizia

a senhora não morreu. eu é que como já não vivo com ela, nunca mais a ouvi dizer.

e que era: nariz no cu, faz trinta e um!

a novidade

a minha filha não gosta de leitão.

(yessss!)

como me diza a minha mãe: mais fica. deixa à borda do prato!

taime aute

sim, é boa! quando estou com ela na mão, tenho a sensação que estou a ler blogs.

eu, compro!

p.s.: a secção "mentiras para dizer aos turistas" é uma delícia.

justiça

é justo referir que o expresso está muito bom.

(não me consigo alongar sobre este tema. a minha aferição baseia-se no tempo que passo de volta daquele calhamaço. neste momento em cada cinco números do jornal, quatro deles merecem o dinheiro que pago por ele.)

(para mim, chega. até ver, continuarei a comprar. a comprar e a ler que era algo que não fazia anteriormente, quando me cingia ao sousa tavares e ao freitas lobo. exemplo? ler com atenção o artigo/entrevista sobre a guerra peninsular. no cartaz, salvo erro - eu com o nome dos suplementos sou pior que com o nome dos programas de tv)

é uma pena

a revista do inatel, tinha (pelo menos) em tempos uma secção de passeios. o jornalista ia dar uma voltinha e tal - a pé ou de carro - e depois contava ali a sua impressão sobre a coisa.

motivado por um desses artigos, este irmão lembrou-se de me seduzir a descobrir um passeio que vinha descrito num dos últimos números da revista.

a coisa passava-se ali na zona de mafra, uma coisa pertinho e tal, 500 paus de gasosa para cada um, estava solinho não é? - ai como o povão é adepto do heliotropismo - e lá fomos nós.

o passeio revelou-se uma valente merda. os sítios eram uma merda, os "lugares frescos e húmidos" não passavam de pântanos com pneus e fogões a apodrecerem, a vegetação rica não era mais que cardos e azedas, etc., etc....

por vingança, ainda fomos até à venda meter umas trouxas no bucho enquanto dizíamos asneiras alto e em bom som para quem quisesse ouvir a nossa indignação.

é o que faz confiar nos relatos duma única pessoa, digo eu.

a revista sábado lembrou-se de fazer uma reportagem sobre os 12 lugares mais bonitos de portugal. estão lá coisas previsíveis - meritoriamente previsíveis, acrescento - e outras que nunca ouvi falar. contudo há lá uma coisa que me fez espécie - adoro este "fazer espécie" -: a fraga da pena.

eu volto à capa, regresso para o início da reportagem e releio o título para ver se não me enganei. sim, são 12. o título refere os 12, e não 12. portanto para os editores, qualquer outro lugar que surgisse já seria relegado para 13º lugar.

acreditem, eu, eventualmente, colocaria a fraga da pena naquela lista, se em vez de 12 estivesse lá 120. e mesmo assim, teria de retirar o artigo "os" e advérbio "mais".

vão por mim, colocar lá a fraga da pena
estou a fazer contas de cabeça e, num raio de, sei lá, 50 quilómetros, encontro aí uns 7 lugares mais bonitos que a fraga. de caras? de caras, de tronco, de membros, de tudo!
não é uma parvoíce - o lugar é bonito, sim - mas é um erro, pronto.

nos doze mais bonitos? haja paciência e justiça!

sexta-feira, novembro 23, 2007

suavemente

eu exijo aqui três comentários. pelo menos três. e os visados comentareiros saberão muito bem quem são.



deixem-se de merdas, tive um trabalhão do camandro para fingir que estávamos todos novamente em 1982. não me interessa, só sei que não deve haver, sei lá, cinco pessoas no mundo que tenham tido o trabalho de espetar uma coisa no iu tube só para que vós, meus valentes colegas de bar, se dignem ouvir esta perolazinha.

vá, escrevam-me qualquer coisa. mesmo que seja algo decepcionante como, por exemplo: "iá, bacano!" ou mesmo "ó parvalhão, estamos-nos cagando para esta música".

mas escrevam.

vá estou aqui à espera.

picalm

e há dois dias, ao deitar, a minha mulher diz-me o seguinte:
- tens de me dar aqui umas bombadas!

e eu comecei a esfregar as mãos de contente e tal mas afinal, quando viro a cara, ela estava com um objecto cilíndrico na mão. mau, tu queres ver que ela foi à sex-shop?

não tinha ido.

afinal o tal objecto cilíndrico era o picalm.

catano pá, ficou cá uma pedrada de bálsamo no ar.....

ó gonçalves, aquilo meu amigo, já estás a ver o filme todo, não já? parecia que estava a dormir em casa do senhor flávio
"que deus tem". já não é a primeira vez que a trato por flávio e tudo. será que é melhor explicar-lhe que o homem, apesar de ter feito umas massagens "ó xô flávio, dê-ma aqui um jeitinho no joelho, fáxavor...." a meia população lá do bairro, era um senhor com agá grande e não era ligado a paneleirces nem nada?

gajos da bola

ontem, naquele programa da rtpn sobre a bola, o freitas lobo e o bruno prata.

talvez um dia se perceba o que é se significa estarem estes dois meninos a falar sobre bola, assim, ao mesmo tempo. que coisinha superior, pá.

e que bom seria se a sic acabasse com aquela coisa do jogo falado* e a rtp pegasse no enooooooorme david borges e o pusesse a moderar este programa.

porque realmente: o jogo falado é ridículo, o trio de ataque é bacano - há pessoas que nunca perceberam que o daniel é muito bom e que é muito difícil encontrar três adeptos assim tão independentes e ao mesmo tempo tão doentes. ou pelo menos, simplesmente dependentes desta gaita desta doença que todas as pessoas da bola graças a deus têm que é a parcialidade - mas este da rtpn com o freitas lobo é o melhor dos que se falam duma coisa que cada vez se fala menos que é: isso mesmo, falar de bola, de jogadas, de golos, de fintas...

p.s.: há dois programas sobre os quais me recuso falar: aquele da tvi com o querido manha e um na rtpn que tem o daniel serrão e afins....

* tens razão, ó anónimo. eu sou muito fraquito e não consigo atinar com os nomes dos programas. é o dia seguinte, pois claro que é!

e agora?

o prd tem um blog?

(imagine-se, o prd!)

e agora? sim, agora que já está tudo inventado. o que é que se pode esperar mais do mundo?

gosto!

quinta-feira, novembro 22, 2007

democrática

meu deus, se na altura já houvesse net e se eu tivesse feito um print desta página, tudo teria sido diferente.

ainda dizem mal do avanço tecnológico.