quarta-feira, novembro 14, 2007

férias - orientações

- o que é que fazias se eu saísse de casa?
- comprava um gê pê ésse.
- então nem compravas um vibrador nem nada?
- não, só precisava mesmo dum gê pê ésse.


realmente, um gajo a pensar que vale alguma coisa na cama e afinal ela só precisa de nós como meros orientadores rodoviários.

está bonito, está!

férias - oinc oinc oinc

assim, ao estilo daquelas estatísticas - "há 1034 minutos que o léo não cede um fora do lado esquerdo - de quem ataca - do campo, nos lances ocorridos antes do intervalo, e com equipas com verde claro no equipamento, oriundas de localidades a sul do tejo" estúpidas dos jornais desportivos:

- em sete refeições nas férias, três delas foram de leitão.
- duas delas foram no mesmo dia.
- uma dessas de leitão soube-me um tiquinho a pato*.
- por medo ou por distracção, acompanhei sempre com cerveja.

- já estou com saudades de leitão.

* sim, sim, oh palhação, o teu foi, de caras, o que estava melhor. meu paneleirão de merda. deves pensar, deves... deves!

aguinha

- não foste pedalar?
- já não cheguei a tempo..
- mas foste atá à piscina, não foi?
- sim, mas foi mais naquela de justificar a toalha que outra coisa...

férias - baía

depois, mais tarde, descobri que a bar tinha mais exemplares doutros números da mesma revista.

numa delas havia uma entrevista ao grande baía. não consigo entender porque raio tratam de fazer produções fotográficas numa revista de relógios com o slr - eh pá, já que tens um carro desses, se calhar era boa ideia trazeres para tirarmos umas fotos com ele, não era? - do rapaz como pano de fundo? sou só eu o único a estas ideias meio rascas? ou está aqui uma das justificações porque eu nunca tive problema nenhum em ir a um casamento numa renault express de dois lugares?

já agora - e não estou a dizer mal, atente-se - a namorada dele julga que se chama victoria, não é?

férias - cerveira

entro num dos quartos onde dormi nestas férias e dou de trombas com uma revista com a cara do luís filipe vieira.

quem é que consegue dar uma retanchada de jeito na mulher, com uma revista destas a menos de 4 metros?

férias - comparações

alguém tem dúvidas que o rui santos é, mais coisa menos coisa, o tarik, só que mal vestido e com óculos feios?

eu não tenho.

férias - beirut

que ninguém tenha dúvidas, tentar andar na fnac de coimbra ao som dos beirut tira o tesão a um gajo.

aquilo faz ao sistema reprodutor a mesmíssima coisa que a radioactividade de chernobyl fez aos pobres ucranianos - e não só.

falam, falam dos delfins mas acreditem que há muitas mais bandas que devem uns anos ao criador!

férias - eos400d

fomos de férias: eu, ela e a sua máquina fotográfica (e mais aquele charutão que tira fotos assim de pertinho).

todos gostámos.

o abracinho que a minha filha nos deus no regresso foi inatingível.

sexta-feira, novembro 09, 2007

supé católicos

por falar nos nomes supé católicos, o meu pai tem um supé católico e ao mesmo tempo supé-chique. chama-se espírito santo. chiquésimo, não é?

habitualmente, havia umas quantas clientes que lhe perguntavam:
- ôssa, que engraçado, tá a ver? espírito santo, que engraçado mesmo. tem alguma coisa a ver com os espírito santo?
- tenho! tenho lá conta.

superior!

bilhós*

ver pessoal e vender castanhas quentinhas sob um calor de 25 graus não é bem uma coisa que rime muito bem.

eu por um lado tenho pena deles. por outro acho que se deviam era dedicar à geladaria.

meus amigos, isto não é tempo para castanhas.

*em trás-os-montes um bilhó é uma castanha assada já devidamente descascada. era assim que a minha avó trindade - um nome supé católico, trindade da ressurreição. ou seja, não lhe chegava possuir o pai, o filho e o espírito santo, tinha também de ter o filho ressuscitado. - me tratava: anda cá meu bilhózinho da avó.

mistééééériiiiiooooooo

mora junto a mim um desportista do jet set.

nunca o tinha visto ao vivo. sabia, pois, que ele existia por vê-lo na tv e nas rubistas cor-de-rosa.

de um momento para outro vi o gajo ali perto da estação. depois, uns dias mais tarde, volto a cruzar-me com ele no mesmíssimo local. na semana seguinte a mesma coisa.

reparem que ele não estava parado. a coincidência é tal que eu cruzo-me com ele em andamento, mas a cena acontece no mesmo local.

e comentei isso com a minha sogra:
- eh pá, sabe aquele gajo que não paga lá o condomínio e que é um caloteiro do caraças? cruzei-me com ele, ali no prédio do pê ésse, por três vezes. em dias e horas aleatórias.
- isso quase que é bruxedo!

hoje voltei a vê-lo. agora adivinhem? sim, no mesmo local.

e eu não sei se é a maçonaria que está por detrás disto, se é a opus dei, se é coisa do dr. sousa martins ou do padre américo. eu sei é que isto anda a acontecer. é um mistério.

tenho para mim que o rodrigues dos santos é menino para escrever um livro sobre isto.

férias


parece que é amanhã que arrancamos.

parece que é sempre por estas alturas que ficas mais ternurenta, bem comportada, gira, fofinha, doce, amiga

- hoje eu é que ponho a meja, tá bem paijinho?

esperta

(queria dizer uma ou outra palavra ou expressão que ela agora utiliza e que achamos gira dita ela. ó môr se leres isto, espeta aí um comment dos teus e descreve lá o que é)

tudo.

e fazes isso só para nos arreliares. só para que partamos com o coração apertado por te deixarmos.

estúpida!

antes da leitura deste post de cáca, suplico-vos o rápido visionamento deste anúncio. é uma coisa pequena, vá, vejam lá.




tá visto? lembram-se da coisa? não sei se este é igual ao que passou em portugal lá para o final da década de oitenta mas para o efeito tanto se me faz. eu queria era recordar-vos esta cena do stu-stu-stu-studio line! compreendido? ok, vamos então ao post.

o sá, meu camarada de tropa, foi seguramente o maior mentiroso que existiu na europa - confesso que não tenho dados relativamente aos outros continentes - rivalizando apenas, que eu me lembre, com o vale e azevedo, personagem, como todos nós nos lembramos, tinha uma incompatível relação com a verdade. o sá era do género de ter tudo, de já ter visto tudo, de conhecer tudo, etc...

pequenino, mandão, natural de vila verde, bom companheiro para as cervejas, era um amigalhaço dos melhores. a nossa passagem pela guerra implicava passarmos a noite em branco, já que os nossos serviços eram de 24 horas, eu como chefe do centro telegráfico ele como chefe do centro de mensagens. isto de ser chefe pode parecer pomposo mas não é. éramos uns reles 2º cabo que tínhamos de estar ali a noite toda a despachar um telex,
de hora a hora, para a marinha. por isso, até aí às duas, três da matina a coisa era normalmente regada com uma grade de minis, adjuvado por pão e paio que o casimiro trazia de carregal do sal.

esses simpósios eram normalmente acompanhados por uns vídeos de filmes de porrada - sim, não estão a ver o pessoal a papar ciclos do truffaut ou coisas da nouvelle vague, pois não? - ou simples música para adormecer. e o sá, intervinha sempre que possível, entremeando as suas observações com valentes tangas.

lembro-me num sábado, no intervalo dum marítimo-porto, surgir um anúncio na tv, salvo erro da martini, em que um casal sai duma sessão de cinema. na saída, sobre a entrada do cinema, vislumbra-se o título do filme, days of thunder. o sá disse logo: o meu irmão tem aquele filme. ora, naquele tempo, os filmes chegavam aos clubes de vídeo, com cerca de seis a nove meses após sairem de cena. e o days of thunder ainda andava pelas salas de lisboa.

- eh pá, ó sá, estás a fazer confusão. não é este o filme.
- é é, carago. com o tom cruise e tal...
- ó sá, mas não podes ter isso em vídeo. isso ainda não há em vídeo.
- olha-me este meu. vale uma aposta?

esta última frase era sempre acompanhada por um batimento rápido das suas mãos e, para nós, era sintomático que ele estava a aldrabar. se ele dissesse "vale uma aposta?" era certinho que a tanga andava no ar.

numa noite, aí por volta das 2 da matina, já com o centro todo lavadinho e com os soldados a dormir, estava eu e o sá calmamente a fumar umas cigarradas e a ouvir umas cassetes. tinham sido gravadas em casa dum amigo que tinha um gravador denon, garantindo por isso uma suprema qualidade e um som cristalino. a cassete em questão continha coisas do steve mcqueen e mais uma mão cheia de slâuzadas do fil cólins.

diz-me o sá:
- ó jaiminho? som do carago, pá. isto é um cd?
- não, é mesmo cassete. mas é uma tdk de metal e foi gravada numa valente bomba dum amigo meu.
- que maravilha. dire straits, não é?
- não, sá. isto são os prefab sprout.
- hummmm, acho que o meu irmão tem isso. sabes, ele tem tudo. é uma coisa impressionante. ele tem mais de quatro mil discos....
- lá estás tu com as tuas tangas....
- ó jaiminho, juro-te, pá!
- pronto, tá bem!
- olha, só dos dire straits tem para aí uns dez ou doze éle pês.
- doze, sá? mas os dire straits só têm aí uns 5 ou 6 discos.
- pois.... não sei... sabes, ele também tem muita coisa repetida. e é gajo para ter em éle pê e em cd. ele compra coisas que já nem se lembra que tinha comprado anteriormente.
- ok, sá, já percebi que o teu irmão tem tudo.

mais tarde

- e isto jaiminho? são os genesis?
- não, é o phil collins. é a solo.
- acho que o meu irmão tem este disco.
- deve ter, se ele tem tudo...
- não é um com a cara dele na capa?
- ó sá,
curiosamente, todos os discos do phil collins são com uma foto da cara dele na capa.
- ahhhhhh.
- mas ajudo-te, esta música é do disco que tem o sussudio, estás a ver sá?
- então não sei, dos genesis e do phil collins eu conheço tudo. sussudio? claro que sei. até anda aí um anúncio dum gel com essa música. su-su-sudio láine. certo?
- sá, vê se dormes!

quinta-feira, novembro 08, 2007

bravissimo calciatori





tu bem me avisaste:

- não é bem seres parecido. vê lá bem o que é que eu te quero dizer. mas essas barba... tu estás um autêntico gattuso!

e eu entendi, claro.

mas espero que também entendas e já te o disse na feira:

- não é bem o seres parecido. é dares ares.... o penteado e tal.... e estavas de fato, sem gravata.... um autêntico allenatore dell'internazionale. para mim, é! para mim és o roberto. e olha que me custa dizer isto porque como deves saber

não sabes mas eu conto-te

este gajo - e se calhar mais o platt, o vialli, o lombardo careca e tal - vieram às antas ganhar-me uma eliminatória da taça das taças nos penaltis. fiquei tão desiludido que até fui para o shopping dos olivais desanuviar e chorar com as pontes do clint eastwood. imagina só!


38, porra! fazes-me sentir velho. sim porque eu estou fino, seu cabrãozinho. és o máiór!

tarikada

eu juro que gosto do miúdo, juro que sim.

ele é duma simpatia extrema. a sério, pá. sem ironias. mas gaita, eu vejo os jogos do clube. e da mesma forma que os benfiquistas se recordam com saudade do golo do beto contra o united e
com ardor por tudo o resto que ele fez, também eu tenho a memória muito fresca.

talvez isto passe com o tempo e venha acabar por tirar o chapéu ao africano como há dois anos tirei ao pepe.

até lá, há lances que continuam a fazer-me acordar de noite com vontade de fazer xi-xi.



percebem?

palavras são palavras

eu não quero os jogadores de futebol capazes de darem palestras sobre cambiantes. não nada disso. mas gostava, francamente, que pelo menos não amuassem quando jogam mal nem inventassem respostas complicadas quando lhes fazem perguntas simples no flaxe interviú.

o quaresma amuou porque lhe disseram que anda a jogar mal. tadinho, parece que só lhe podem fazer festinhas na cabeça quando ele faz malabarismos. acredita ricardo, tenho para mim que te fazia falta um ou outro joguinho na bancada depois dum vermelhinho mostrado nas ventas. não deves gostar de comer valentes sarrafadas, pois não? pois, aos outros também lhes faz dói-dói quando lhes acertas com os pitons em sítios esquisitos que não os gomos da chincha. verdade, pá. pede ao meireles que te dê um biqueiro no joelho e vais ver que dói.

nem todos podem falar com a humildade do helton ou com a calma do baía

por falar em baía, a mulher dele queria chamar-se victoria beckam, não era?

nem todos têm a curiosidade verbal do registra rui costa. ainda assim, o meu favorito é o lisandro. é seguramente a pessoa que melhor imita o tony silva "eidis en entlemen, yo soy el cantante tony silva, creador de toda lá musica ró". experimentem ouvir da próxima vez.

comandante

aquí se queda la clara
la entrañable transparencia
de tu querida presencia
comandante che guevara

um nasceu em buenos aires e outro em rosário. ambos tratamos carinhosamente por comandante.


um era ernesto guevara

gosto de dizer arnesto. aliás conta-se que houve um homem que quis dar aos seus filhos, nomes começados pela três primeiras letras do abedecário. assim nasceram o arnesto o biriato e o cebastião.

o outro é luis oscar.

o comandante do meu clube lembrou-se de ser aquele senhor que eu considero o melhor jogador do nosso campeonato.

pronto, não sei se é o melhor. mas quando joga bem e está com pernas para isso - nem sempre, nem sempre - tem atitudes que me deixam a babar aqui do canto da boca.

e aqui à atrasado lembrou-se de estar presente num dos melhores golos que o clube marcou este ano.

pode isto parecer pirraça com o golo do marroquino frente ao marselha. mas não, já disse aqui que o golo é fabuloso. mas sabem como é que eu sou. eu sou mais de gostar de golos que passem por muita gente.

como este. também uma coisa fantástica do tarik, mas é antecedido por um roubo de bola - uma coisa que eu gosto sempre - e um molho de passes e fintas de encher o olho.



entretanto, se repararem bem, o comandante anda sempre por ali.

um passo à tua frente*

a ana paula** era a maior fã dos duran duran que o rainha chegou a conhecer. além de ter um penteado como o do jonh taylor e de ser parecida com o nick rodhes, lá por volta de 1981, andava exposta no pátio da escola com uma ti charte preta com uns limões estampados juntamente com as palavras "squeeze deeze pleeze".

a minha burrice para as línguas não me permitiu compreender que aquilo era um cumbite (na reinação, claro) para o pessoal lhe espremer os marmelos - neste caso os limões. eu ali, apenas vi o nome da banda que cantava o is that love.

a minha cabeça, associada à burrice que mencionei atrás, nunca me deixou distinguir com sapiência os squeeze, os split enz e os xtc***. tenho sempre de fazer um esforço monumental - sim, monumental, mesmo! - para me recordar que no teledisco do cool for cats aparece o jools holland com um charutão do caraças e, sendo assim, estamos perante os squeeze. quando quero pôr a cabeça sintonizada nos xtc, tenho de me recordar que numa cassete de video que os meus primos de cascais tinham gravada do passeio dos alegres - ou já era no festa é festa? - aparecia o hungry like the wolf seguido do senses working overtime. é então que a minha memória vai deste senses para o general and majors que dava na jukebox do príncipe até ao disapointed, já no tempo da universidade. fazendo então as contas estamos perante os xtc - uma espécie de extasy. e, finalmente, por exclusão de partes, os split enz eram os do outro lado do mundo, lá da terra dos kiwis: são os do i got you, são os dos manos dos crowded
hey now, hey now, don't dream is over house e são também os deste one step ahead que eu adoro de morte.



* nem todas as louras são burras. algumas são burríssimas. (aquele beijo, pá!)
** ainda assim, a melhor coisa que esta miúda fez, foi ter arranjado emprego na crêperie do pão de açucar da estados unidos, fornecendo umas doses extra de fiambre e queijo quando lá íamos comer. abençoada sejas, estejas lá onde estiveres
*** um dia faço um post sobre a razão porque também tenho dificuldade em distinguir os foreigner dos loverboy

respeito!!!!



e claro, aquela gargalhada final é simplesmente viciante!

quarta-feira, novembro 07, 2007

gloria

porquê esta hoje?
ora, porque sim!

porque qualquer dia é um dia bom para o hooker e o morrison